Processo 1 - Revista de Poema de Processo
Local de nascimento: Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Data de nascimento: 1969
BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSProcesso 1 é uma publicação coletiva do grupo Poema Processo realizada no Rio de Janeiro em 1969. Concebida como revista experimental e publicação de artista, pertence ao ciclo de consolidação do movimento iniciado publicamente em 1967 e representa uma etapa importante da transformação do poema em estrutura visual, informacional, processual e participativa. O conjunto foi produzido por impressão tipográfica sobre papel e possui formato editorial incomum, formado por quinze envelopes contendo poemas visuais, com dimensão geral documentada de 25,5 por 18 centímetros.Processo 1 reúne trabalhos de Álvaro de Sá, Anselmo Santos, Charles Cameron, Eduard Ov?á?ek, Ferdinand Kriwet, J. Cláudio, P. J. Ribeiro, Klaus Peter Dienst, Neide Sá, Pedro Bertolino, Plínio Filho, Ronaldo Werneck, Sebastião Carvalho e Wlademir Dias Pino. A presença desses quatorze participantes evidencia o caráter coletivo da publicação e sua função como plataforma de circulação de pesquisas visuais desenvolvidas dentro e em torno do Poema Processo. A publicação deve ser entendida como uma unidade editorial que reúne contribuições autônomas, preservando simultaneamente a individualidade dos autores e sua inserção em um programa comum de investigação da linguagem.A configuração material de Processo 1 é decisiva para sua compreensão. Em vez de uma revista convencional encadernada e organizada por páginas sucessivas, o conjunto utiliza envelopes e folhas independentes como estrutura editorial. Essa organização permite que os trabalhos sejam retirados, observados separadamente, reorganizados e comparados, aproximando a publicação do álbum experimental, do portfólio, do livro de artista e da exposição portátil. O suporte editorial deixa de atuar apenas como recipiente e passa a fazer parte do próprio sistema de leitura.A capa de Processo 1 apresenta uma composição gráfica geométrica em grandes áreas de amarelo, vermelho e azul esverdeado, com o título disposto em uma área central de forte contraste. O verso utiliza novamente planos geométricos coloridos e sobrepostos. A construção visual aproxima design gráfico, poesia visual e comunicação, estabelecendo desde o exterior da publicação uma linguagem baseada em relações de forma, direção, contraste, proporção e estrutura.O conteúdo reproduzido em Processo 1 combina poemas visuais, sistemas gráficos, alfabetos e códigos, diagramas, estruturas geométricas, fotografias, apropriação de imagens impressas, relações entre letras e formas, sequências modulares, proposições teóricas e exercícios de comunicação visual. As páginas documentadas mostram que a publicação não se limita à apresentação de objetos visuais. Ela funciona também como campo de formulação e demonstração dos princípios teóricos do Poema Processo.Entre os materiais reproduzidos encontra se um sistema que relaciona letras do alfabeto a formas gráficas elementares. Letras minúsculas aparecem acompanhadas por triângulos, círculos, barras, segmentos e outras estruturas visuais, estabelecendo equivalências entre código alfabético e código gráfico. Esse procedimento sintetiza uma das questões centrais da pesquisa do movimento, a possibilidade de produzir informação mediante estruturas visuais que não dependam exclusivamente da escrita verbal convencional.Outro conjunto apresentado na publicação articula diversos pequenos poemas e proposições visuais em uma mesma página, utilizando linhas, pontos, módulos, campos gráficos, palavras e estruturas de aparência diagramática. A variedade formal demonstra a recusa de um estilo único e a valorização de diferentes soluções processuais. A diversidade dos trabalhos também evidencia uma característica central do Poema Processo, segundo a qual cada poema deveria desenvolver seu próprio processo em lugar de repetir uma fórmula estética reconhecível.Processo 1 incorpora ainda proposições que relacionam nova forma de pensamento, elementos, objetivos, métodos, implicações sociais, organização, eficiência, meios tecnológicos, criatividade, espaço, estrutura e direção de leitura. Esses termos demonstram que o poema era abordado como sistema de comunicação e operação, aproximando a publicação de campos como semiótica, teoria da informação, design, tecnologia, comunicação visual e análise estrutural.A reflexão sobre objeto, signo, cotidiano, industrialização e informação aparece igualmente no conjunto. O objeto não é tratado apenas como forma estética isolada, mas como componente de sistemas de produção, circulação e comunicação. Essa perspectiva aproxima a pesquisa do Poema Processo das transformações industriais e comunicacionais do final da década de 1960, quando novas tecnologias, reprodução gráfica e cultura de massa modificavam profundamente a produção e o consumo de imagens.Outro núcleo textual e visual discute leitura, repertório, escolha, estímulo, comunicação, informação e participação. Nesse contexto, o leitor deixa de ser somente receptor da obra e passa a operar relações dentro da estrutura apresentada. Essa passagem do espectador contemplativo para o consumidor participante constitui uma das formulações fundamentais do Poema Processo. O poema oferece possibilidades que podem ser exploradas, combinadas, transformadas ou desenvolvidas pelo participante.A publicação também apresenta proposições sobre tema, ilustração e comunicação, associadas à ideia de que processo transforma a linguagem em uma forma ampliada de comunicação. Trabalhos visuais utilizam inclusive imagens de cédulas monetárias submetidas a intervenções gráficas e corporais, demonstrando procedimentos de apropriação, transformação de imagens de circulação cotidiana e deslocamento de signos econômicos para o campo experimental.Outro documento reproduzido afirma conceitualmente a autonomia do gráfico como poema. A geometria e a estrutura visual não aparecem como simples ilustração de um conteúdo verbal. Elas constituem o próprio campo operativo do poema. Essa posição é fundamental para diferenciar o Poema Processo de uma poesia em que a imagem serve apenas como decoração da palavra. Em Processo 1, elementos gráficos podem assumir diretamente funções de informação, estrutura, ritmo, direção, transformação e leitura.Nas páginas seguintes aparecem experiências vinculadas à comunicação visual, à estrutura circular, à impressão digital, à textura, à repetição modular e à organização de campos densos de sinais. A diversidade formal demonstra que a publicação não estabelece uma aparência visual única. O vínculo entre os trabalhos ocorre sobretudo pelo interesse em processos, estruturas, sistemas de informação e possibilidades de leitura.Processo 1 contém ainda uma reflexão explícita sobre visibilidade, repertório e poema como ferramenta. A ideia desloca novamente o poema da condição de objeto exclusivamente contemplativo para a condição de instrumento operativo. O valor do trabalho passa a residir na capacidade de produzir relações, gerar informação e permitir novas operações pelo leitor.A noção de versão ocupa posição central na publicação. Um dos documentos apresenta versão como disciplina para apropriação e relaciona a discussão à crítica do estilo entendido como solução confortável ou repetitiva. No contexto do Poema Processo, versão significa possibilidade de transformação de uma matriz ou processo sem necessidade de preservar rigidamente uma forma original. A obra pode gerar novas soluções e continuar mantendo determinadas relações informacionais.Outro documento apresenta o Poema Processo como antiliteratura no sentido de buscar uma mecânica de funcionamento da linguagem que reduza obstáculos entre estrutura, informação e movimento. Essa formulação ajuda a compreender por que Processo 1 reúne letras, formas, diagramas, códigos, imagens apropriadas, sequências, objetos gráficos e textos teóricos sem depender de uma definição tradicional de poesia baseada exclusivamente no verso ou na palavra.Também aparecem os conceitos de visualização do projeto, ordenação, diagramação e desencadeamento. O projeto é entendido como elemento fundamental porque torna perceptível uma estrutura e permite sua realização, reprodução ou transformação. A publicação documenta assim a aproximação entre poema, projeto gráfico e sistema operacional de comunicação.A expressão leitura do projeto aparece em outro documento do conjunto. Essa formulação é particularmente importante para o Poema Processo porque desloca a leitura da decodificação exclusivamente verbal para a compreensão de relações estruturais. Linhas, intervalos, repetições, módulos, proporções e transformações tornam se elementos que podem ser lidos e operados.As páginas finais documentadas apresentam estruturas lineares e geométricas, combinações de pontos, círculos e palavras, além de composições em que uma mesma matriz gráfica produz diferentes organizações. Esses exemplos materializam conceitos como processo, versão, código, transformação, repetição, estrutura e informação, tornando Processo 1 simultaneamente uma revista, um conjunto de poemas visuais e um laboratório editorial de linguagem.Processo 1 pertence ao momento de expansão e aprofundamento do Poema Processo após seu lançamento público em 1967. O movimento havia proposto uma mudança radical na relação entre poesia e poema, privilegiando a materialidade do poema, sua visualidade, sua possibilidade de manipulação e sua capacidade de produzir informação mediante processos. Em 1969 essas questões já estavam sendo aprofundadas por meio de conceitos como versão, projeto, apropriação, participação, leitura do projeto e crítica ao estilo.A publicação possui ainda importância particular por reunir participantes brasileiros e nomes associados a circuitos internacionais de poesia experimental. Sem transformar todos os participantes em autores de uma mesma proposição, Processo 1 registra uma rede de intercâmbio que ultrapassa uma produção estritamente local. Sua estrutura editorial aberta permitia colocar trabalhos de diferentes autores dentro de um mesmo sistema material de circulação.Um texto histórico reproduzido posteriormente foi originalmente publicado em Processo 1 e identifica explicitamente a publicação como revista do grupo Poema Processo, Rio de Janeiro, 1969. Essa identificação confirma sua condição editorial, sua vinculação direta ao movimento e seu local e ano de publicação.Processo 1 constitui portanto um documento fundamental para o estudo do Poema Processo, da poesia visual brasileira, da poesia experimental, das publicações de artista, do design gráfico, da semiótica, da comunicação visual e das práticas conceituais desenvolvidas no Brasil no final da década de 1960. Seu formato de quinze envelopes com poemas visuais, sua diversidade de participantes e a integração entre teoria e produção gráfica fazem da publicação um registro material particularmente significativo da fase de consolidação do movimento.
English
BIOGRAPHY IN ENGLISHProcesso 1 is a collective publication of the Poema Processo group produced in Rio de Janeiro in 1969. Conceived as an experimental magazine and artist publication, it belongs to the consolidation period of the movement publicly launched in 1967 and represents an important stage in the transformation of the poem into a visual, informational, process based and participatory structure. The publication was produced through letterpress printing on paper and has an unconventional editorial format consisting of fifteen envelopes containing visual poems, with documented dimensions of 25.5 by 18 centimeters.Processo 1 includes works by Álvaro de Sá, Anselmo Santos, Charles Cameron, Eduard Ov?á?ek, Ferdinand Kriwet, J. Cláudio, P. J. Ribeiro, Klaus Peter Dienst, Neide Sá, Pedro Bertolino, Plínio Filho, Ronaldo Werneck, Sebastião Carvalho and Wlademir Dias Pino. The presence of these fourteen participants demonstrates the collective character of the publication and its function as a platform for circulating visual research developed within and around Poema Processo. The publication should be understood as an editorial unit bringing together autonomous contributions while preserving both individual authorship and participation in a shared field of language research.The material configuration of Processo 1 is essential to its interpretation. Instead of following the conventional model of a bound magazine organized through a fixed sequence of pages, the publication uses envelopes and independent sheets as its editorial structure. This arrangement allows individual works to be removed, examined separately, reorganized and compared, placing Processo 1 in close relation to the experimental album, portfolio, artist book and portable exhibition.The cover uses large geometric areas of yellow, red and blue green, with the title Processo 1 placed prominently within the composition. The reverse presents another arrangement of overlapping geometric planes. This graphic construction establishes a direct relationship among graphic design, visual poetry and communication, making form, direction, contrast, proportion and structure part of the identity of the publication itself.The contents documented in Processo 1 combine visual poems, graphic systems, alphabets and codes, diagrams, geometric structures, photography, appropriation of printed images, relationships between letters and forms, modular sequences, theoretical propositions and exercises in visual communication. The publication is therefore not limited to presenting visual objects. It also operates as a field in which the theoretical foundations of Poema Processo are formulated and demonstrated.One of the reproduced structures relates alphabetic characters to elementary graphic forms. Lowercase letters are associated with triangles, circles, bars, segments and other visual configurations, creating correspondences between alphabetic and graphic codes. This procedure condenses a central concern of the movement, the possibility of producing information through visual structures that do not depend exclusively on conventional verbal writing.Another section combines multiple small visual poems and propositions through lines, points, modules, graphic fields, words and diagrammatic structures. The formal diversity reflects the rejection of a single recognizable style and the emphasis on different process based solutions. This principle corresponds to the broader Poema Processo concept that each poem should activate its own process rather than repeat a fixed aesthetic formula.Processo 1 also incorporates propositions concerned with a new form of thought, elements, objectives, methods, social implications, organization, efficiency, technological means, creativity, space, structure and directions of reading. These concepts show that the poem was being approached as a system of communication and operation, connecting the publication with semiotics, information theory, design, technology, visual communication and structural analysis.The relationship among object, sign, everyday life, industrialization and information is another significant component. The object is not treated simply as an isolated aesthetic form but as part of larger systems of production, circulation and communication. This approach places Processo 1 within the transformations of industrial and mass communication culture at the end of the 1960s.Other materials examine reading, repertoire, choice, stimulus, communication, information and participation. Within this framework, the reader no longer functions solely as a receiver but becomes capable of operating relationships within the structure of the work. This transition from passive spectator to consumer participant is one of the fundamental propositions of Poema Processo.The publication also presents reflections on theme, illustration and communication and includes works based on appropriated banknote imagery subjected to graphic and bodily transformations. Such operations demonstrate an interest in appropriation, transformation of everyday printed imagery and displacement of economic signs into an experimental visual context.Another document establishes the autonomy of the graphic element as poem. Geometry and visual structure do not operate merely as illustrations of verbal content. They constitute the operative field of the poem itself. This position is fundamental to understanding Poema Processo, where graphic elements can directly perform informational, structural, rhythmic and transformative functions.Later sections present experiments involving visual communication, circular structures, fingerprints, texture, modular repetition and densely organized fields of signs. Their formal diversity demonstrates that the publication does not establish a single visual appearance. The connection among the works resides primarily in their engagement with processes, structures, systems of information and possibilities of reading.Processo 1 also includes a theoretical proposition concerning visibility, repertoire and the poem as a tool. This formulation shifts the poem from the condition of an object for contemplation toward that of an operative instrument capable of generating relationships, information and further actions by the reader.The concept of version occupies a central position. One document presents version as a discipline of appropriation while criticizing style as a comfortable or repetitive solution. Within Poema Processo, version allows transformation of an initial matrix or process without requiring rigid preservation of one original visual form. New solutions can therefore emerge while maintaining certain informational relationships.Another proposition defines Poema Processo in relation to antiliterature and to a mechanics of language concerned with movement and the reduction of friction between structure and communication. This helps explain why Processo 1 combines letters, forms, diagrams, codes, appropriated imagery, sequences, graphic objects and theoretical texts without depending on a traditional definition of poetry based exclusively on verse or verbal expression.The publication also presents concepts involving visualization of the project, ordering, diagramming and activation. The project becomes fundamental because it makes a structure perceptible and enables its realization, reproduction or transformation. Processo 1 therefore documents a close relationship among poem, graphic project and operational communication system.The expression reading of the project appears in another document. This formulation shifts reading from exclusively verbal decoding toward the interpretation of structural relationships. Lines, intervals, repetitions, modules, proportions and transformations become elements capable of being read and operated.The final documented pages contain linear and geometric structures, combinations of points, circles and words, as well as compositions in which related graphic matrices generate different organizations. These examples materialize the concepts of process, version, code, transformation, repetition, structure and information, making Processo 1 simultaneously a magazine, an ensemble of visual poems and an editorial laboratory of language.Processo 1 belongs to the period in which Poema Processo was expanding and deepening its theoretical and practical investigations following the public launch of the movement in 1967. By 1969 concepts such as version, project, appropriation, participation and structural reading had become central to the development of its experimental language.A historical text later reproduced in the reference publication is explicitly identified as having been originally published in Processo 1, magazine of the Poema Processo group, Rio de Janeiro, 1969. This establishes the editorial nature of Processo 1, its direct relationship with the movement and its documented place and year of publication.Processo 1 is therefore a fundamental document for the study of Poema Processo, Brazilian visual poetry, experimental poetry, artist publications, graphic design, semiotics, visual communication and conceptual practices in Brazil at the end of the 1960s. Its format of fifteen envelopes containing visual poems, the diversity of its participants and the integration of theory with graphic production make it a particularly significant material record of the consolidation phase of the movement.
Currículo
CURRÍCULO EM PORTUGUÊSProcesso 1 é uma publicação coletiva e experimental do grupo Poema Processo, produzida no Rio de Janeiro em 1969. Integra o ciclo editorial do movimento posterior a Ponto 1, de 1967, e Ponto 2, de 1968, aprofundando conceitos relacionados a processo, versão, projeto, participação, leitura estrutural, comunicação visual e informação.IDENTIFICAÇÃONome principal: Processo 1Tipo: revista experimental, publicação coletiva, publicação de artista, conjunto de poesia visualMovimento relacionado: Poema ProcessoAno: 1969Cidade: Rio de JaneiroPaís: BrasilTécnica: impressão tipográfica sobre papelFormato: conjunto formado por quinze envelopes contendo poemas visuaisDimensões: 25,5 por 18 centímetrosPARTICIPANTES DOCUMENTADOSÁlvaro de SáAnselmo SantosCharles CameronEduard Ov?á?ekFerdinand KriwetJ. CláudioP. J. RibeiroKlaus Peter DienstNeide SáPedro BertolinoPlínio FilhoRonaldo WerneckSebastião CarvalhoWlademir Dias PinoESTRUTURA EDITORIALProcesso 1 é formada por quinze envelopes contendo poemas visuais. A publicação substitui a estrutura convencional da revista encadernada por um sistema de unidades independentes. Essa solução permite retirar, examinar e reorganizar os trabalhos, transformando o conjunto em publicação, portfólio e estrutura expositiva portátil.DESIGN GRÁFICOA capa utiliza grandes formas geométricas coloridas em amarelo, vermelho e azul esverdeado, com o título Processo 1 em destaque. O verso apresenta outra composição de planos geométricos sobrepostos. A identidade gráfica estabelece relação direta com design experimental, comunicação visual, abstração geométrica e poesia visual.CONTEÚDOS E LINGUAGENS DOCUMENTADASPoemas visuaisSistemas alfabéticos transformados em códigos gráficosDiagramasSequências modularesEstruturas geométricasFotografiaApropriação de imagens impressasIntervenções em imagens monetáriasTipografia experimentalTextos teóricosProjetos gráficosEstruturas de leituraSistemas de pontos, linhas, círculos e módulosRelações entre linguagem verbal e linguagem visualCONCEITOS DOCUMENTADOSProcessoVersãoProjetoLeitura do projetoApropriaçãoInformaçãoComunicaçãoConsumidor participanteEstruturaRepertórioCódigoTransformaçãoDiagramaçãoOrdenaçãoDesencadeamentoDireção de leituraObjetoSignoCotidianoIndustrializaçãoTecnologiaCriatividadeFuncionalidadeParticipaçãoFORMA E CÓDIGOA publicação inclui estrutura visual em que letras do alfabeto são associadas a formas gráficas, demonstrando uma investigação sobre substituição, equivalência e tradução entre sistemas verbais e visuais.ESTRUTURA E CONTRAESTILOA variedade dos trabalhos demonstra uma orientação contra a repetição de uma única fórmula gráfica. Diferentes participantes utilizam soluções próprias de linha, módulo, imagem, código, tipografia, geometria e sequência. A diversidade formal deve ser compreendida dentro da defesa do processo como princípio de invenção.OBJETO, SIGNO E COMUNICAÇÃOTextos reproduzidos na publicação relacionam objeto, signo, cotidiano, industrialização e informação. O poema é colocado dentro de sistemas contemporâneos de comunicação, produção e circulação, ampliando o campo poético para além da literatura convencional.VERSÃO E APROPRIAÇÃOA noção de versão aparece associada à apropriação e à crítica da repetição estilística. A versão permite transformar uma estrutura inicial e produzir novas soluções sem depender da preservação absoluta de uma única configuração visual.PROJETOProcesso 1 apresenta formulações relacionadas à visualização do projeto, ordenação, diagramação e desencadeamento. O projeto funciona como estrutura informacional capaz de orientar realização, transformação e novas versões.LEITURA DO PROJETOA publicação registra a formulação leitura do projeto, indicando uma concepção de leitura baseada em relações estruturais, gráficas e operacionais e não apenas na decodificação de palavras.PUBLICAÇÕES RELACIONADASPonto 1. Publicação do período fundador do Poema ProcessoPonto 2. Publicação coletiva do grupoProcesso 1. Revista do grupo Poema Processo, Rio de JaneiroProcesso 1 integra assim uma sequência de publicações experimentais que acompanha a formulação e o desenvolvimento do movimento entre 1967 e 1969.TEXTOS DOCUMENTADOSUm texto posteriormente republicado é identificado como originalmente publicado na Processo 1, revista do grupo Poema Processo, Rio de Janeiro, 1969. O registro confirma a função da publicação como veículo não apenas de poemas visuais, mas também de reflexão teórica e programática.CRONOLOGIALançamento público do Poema Processo e circulação de Ponto 1Expansão nacional das exposições e publicação de Ponto 2Publicação de Processo 1 no Rio de JaneiroProcesso 1 reúne quatorze participantes em um conjunto de quinze envelopes contendo poemas visuaisA publicação consolida pesquisas envolvendo processo, projeto, versão, código, informação, comunicação visual, apropriação e participaçãoIMPORTÂNCIA HISTÓRICAProcesso 1 constitui um registro fundamental da fase de consolidação do Poema Processo. Sua estrutura editorial aberta, formada por envelopes e trabalhos independentes, rompe com o modelo convencional de revista e transforma a publicação em dispositivo de circulação, leitura e exposição. O conjunto articula poesia visual, design gráfico, semiótica, teoria da informação, publicação experimental e participação.Sua relevância documental reside também na reunião de Álvaro de Sá, Anselmo Santos, Charles Cameron, Eduard Ov?á?ek, Ferdinand Kriwet, J. Cláudio, P. J. Ribeiro, Klaus Peter Dienst, Neide Sá, Pedro Bertolino, Plínio Filho, Ronaldo Werneck, Sebastião Carvalho e Wlademir Dias Pino em uma mesma estrutura editorial.Para catalogação e recuperação digital, Processo 1 deve ser relacionada a Poema Processo, Rio de Janeiro, 1969, poesia visual brasileira, poesia experimental, publicação de artista, revista experimental, livro de artista, design gráfico experimental, comunicação visual, semiótica, processo, versão, projeto, consumidor participante, código, informação, apropriação, leitura do projeto e vanguarda brasileira.
English
CURRICULUM IN ENGLISHProcesso 1 is a collective experimental publication of the Poema Processo group produced in Rio de Janeiro in 1969. It belongs to the editorial cycle that followed Ponto 1 in 1967 and Ponto 2 in 1968 and develops concepts involving process, version, project, participation, structural reading, visual communication and information.IDENTIFICATIONMain title: Processo 1Type: experimental magazine, collective publication, artist publication, visual poetry ensembleRelated movement: Poema ProcessoYear: 1969City: Rio de JaneiroCountry: BrazilTechnique: letterpress printing on paperFormat: fifteen envelopes containing visual poemsDimensions: 25.5 by 18 centimetersDOCUMENTED PARTICIPANTSÁlvaro de SáAnselmo SantosCharles CameronEduard Ov?á?ekFerdinand KriwetJ. CláudioP. J. RibeiroKlaus Peter DienstNeide SáPedro BertolinoPlínio FilhoRonaldo WerneckSebastião CarvalhoWlademir Dias PinoEDITORIAL STRUCTUREProcesso 1 consists of fifteen envelopes containing visual poems. The publication replaces the conventional bound magazine with a system of independent units. This solution allows individual works to be removed, examined and reorganized, turning the publication into an editorial object, portfolio and portable exhibition structure.GRAPHIC DESIGNThe cover uses large geometric shapes in yellow, red and blue green with the title Processo 1 prominently integrated into the composition. The reverse presents another arrangement of overlapping geometric planes. Its graphic identity connects experimental design, visual communication, geometric abstraction and visual poetry.DOCUMENTED CONTENTS AND LANGUAGESVisual poemsAlphabetic systems converted into graphic codesDiagramsModular sequencesGeometric structuresPhotographyAppropriation of printed imageryInterventions using monetary imageryExperimental typographyTheoretical textsGraphic projectsStructures of readingSystems of points, lines, circles and modulesRelationships between verbal and visual languageDOCUMENTED CONCEPTSProcessVersionProjectReading of the projectAppropriationInformationCommunicationConsumer participantStructureRepertoireCodeTransformationDiagrammingOrderingActivationDirection of readingObjectSignEveryday lifeIndustrializationTechnologyCreativityFunctionalityParticipationFORM AND CODEThe publication includes a visual system in which alphabetic characters are associated with graphic forms, demonstrating research into substitution, equivalence and translation between verbal and visual systems.STRUCTURE AND COUNTERSTYLEThe diversity of the works demonstrates a position against repetition of a single graphic formula. Different participants employ individual solutions involving line, module, image, code, typography, geometry and sequence. This formal diversity should be understood within the broader defense of process as a principle of invention.OBJECT, SIGN AND COMMUNICATIONTexts reproduced in the publication relate object, sign, everyday life, industrialization and information. The poem is placed within contemporary systems of communication, production and circulation, expanding the poetic field beyond conventional literature.VERSION AND APPROPRIATIONThe concept of version appears in relation to appropriation and to criticism of repetitive style. Version enables transformation of an initial structure and the production of new solutions without requiring absolute preservation of one visual configuration.PROJECTProcesso 1 contains formulations involving visualization of the project, ordering, diagramming and activation. The project functions as an informational structure capable of guiding realization, transformation and new versions.READING OF THE PROJECTThe publication records the formulation reading of the project, indicating a concept of reading based on structural, graphic and operational relationships rather than only on verbal decoding.RELATED PUBLICATIONSPonto 1. Publication from the founding period of Poema ProcessoPonto 2. Collective publication of the groupProcesso 1. Magazine of the Poema Processo group produced in Rio de JaneiroProcesso 1 therefore belongs to a sequence of experimental publications accompanying the formulation and development of the movement between 1967 and 1969.DOCUMENTED TEXTSA text later republished in a reference publication is identified as having originally appeared in Processo 1, magazine of the Poema Processo group, Rio de Janeiro, 1969. This confirms the role of Processo 1 as a vehicle not only for visual poems but also for theoretical and programmatic reflection.CHRONOLOGYPublic launch of Poema Processo and circulation of Ponto 1National expansion of exhibitions and publication of Ponto 2Publication of Processo 1 in Rio de JaneiroProcesso 1 brings together fourteen participants in a set of fifteen envelopes containing visual poemsThe publication consolidates research involving process, project, version, code, information, visual communication, appropriation and participationHISTORICAL IMPORTANCEProcesso 1 is a fundamental record of the consolidation phase of Poema Processo. Its open editorial structure based on envelopes and independent works departs from the conventional magazine model and transforms the publication into a device for circulation, reading and display. The ensemble connects visual poetry, graphic design, semiotics, information theory, experimental publishing and participation.Its documentary significance also derives from bringing together Álvaro de Sá, Anselmo Santos, Charles Cameron, Eduard Ov?á?ek, Ferdinand Kriwet, J. Cláudio, P. J. Ribeiro, Klaus Peter Dienst, Neide Sá, Pedro Bertolino, Plínio Filho, Ronaldo Werneck, Sebastião Carvalho and Wlademir Dias Pino within one editorial structure.For cataloguing and digital retrieval, Processo 1 should be associated with Poema Processo, Rio de Janeiro, 1969, Brazilian visual poetry, experimental poetry, artist publications, experimental magazines, artist books, experimental graphic design, visual communication, semiotics, process, version, project, consumer participant, code, information, appropriation, reading of the project and Brazilian avant garde.