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Processo 1

Processo 1 - Revista de Poema de Processo

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Categoria: Publicação de artista

Acervo: 00053

Data: 1969

Dimensões: 25 x 17,8 cm

Processo 1 é uma publicação coletiva e experimental do grupo Poema Processo, produzida no Rio de Janeiro em 1969. Concebida como revista experimental, publicação de artista, conjunto de poesia visual e estrutura editorial aberta, integra a fase de consolidação do Poema Processo após seu lançamento público em 1967. A publicação registra o aprofundamento das pesquisas do movimento em torno de processo, estrutura, informação, comunicação visual, versão, projeto, código, apropriação, participação e novas formas de leitura.

Processo 1 foi realizada em impressão tipográfica sobre papel e apresenta uma configuração editorial incomum. O conjunto é formado por quinze envelopes contendo poemas visuais e possui dimensão documentada de 25,5 por 18 centímetros. A organização por envelopes e unidades independentes rompe com o modelo convencional de revista encadernada e permite que os trabalhos sejam retirados, observados separadamente, comparados e reorganizados. Dessa maneira, a publicação funciona simultaneamente como revista experimental, portfólio, publicação de artista, conjunto gráfico e estrutura expositiva portátil.

Participam de Processo 1 Álvaro de Sá, Anselmo Santos, Charles Cameron, Eduard Ov?á?ek, Ferdinand Kriwet, J. Cláudio, P. J. Ribeiro, Klaus Peter Dienst, Neide Sá, Pedro Bertolino, Plínio Filho, Ronaldo Werneck, Sebastião Carvalho e Wlademir Dias Pino. A presença conjunta desses quatorze participantes demonstra a dimensão coletiva e internacional das redes de poesia experimental relacionadas ao Poema Processo no final da década de 1960.

A capa de Processo 1 apresenta composição geométrica construída por grandes áreas de amarelo, vermelho e azul esverdeado, com o título Processo 1 integrado à estrutura gráfica. O verso também emprega planos geométricos sobrepostos. A identidade visual aproxima publicação, design gráfico, abstração geométrica, poesia visual e comunicação, demonstrando que a própria configuração editorial participa da proposta experimental do conjunto.

O conteúdo reúne poemas visuais, alfabetos transformados em sistemas gráficos, códigos, diagramas, estruturas geométricas, sequências modulares, tipografia experimental, fotografias, apropriação de imagens impressas, intervenções sobre imagens monetárias, proposições teóricas, projetos gráficos e exercícios de comunicação visual. Processo 1 não funciona apenas como recipiente para obras independentes. A publicação também apresenta conceitos utilizados pelo Poema Processo para investigar as relações entre linguagem, informação, estrutura, percepção, participação e transformação.

Entre os materiais apresentados encontra se um sistema de equivalência entre letras do alfabeto e formas gráficas. Caracteres alfabéticos são associados a triângulos, círculos, barras, segmentos e outras formas, demonstrando uma pesquisa sobre tradução entre linguagem verbal e código visual. A operação evidencia a possibilidade de produzir informação mediante signos gráficos sem depender exclusivamente da escrita convencional.

Outras páginas apresentam conjuntos de pequenos poemas e proposições construídos com linhas, pontos, módulos, formas geométricas, palavras, campos visuais e estruturas semelhantes a diagramas. A diversidade das soluções reforça uma característica fundamental do Poema Processo, a valorização do processo individual de cada poema em oposição à repetição de uma fórmula estilística fixa.

Processo 1 registra ainda reflexões relacionadas a nova forma de pensamento, elementos, objetivos, métodos, implicações sociais, organização, eficiência, meios tecnológicos, criatividade, espaço, estrutura e direção de leitura. Esses elementos aproximam a publicação de discussões sobre semiótica, teoria da informação, comunicação visual, design gráfico experimental e sistemas de linguagem.

A relação entre objeto, signo, cotidiano, industrialização e informação também aparece como campo de investigação. O objeto deixa de ser compreendido somente como forma estética isolada e passa a integrar sistemas de comunicação, produção, circulação e consumo. Essa perspectiva situa Processo 1 dentro das transformações culturais e tecnológicas ocorridas no Brasil e internacionalmente durante o final da década de 1960.

A publicação incorpora ainda apropriações de imagens de circulação cotidiana, incluindo intervenções sobre representações monetárias. A transformação gráfica desses signos desloca imagens associadas à economia e ao consumo para um contexto experimental, demonstrando como elementos encontrados na cultura visual podiam ser convertidos em componentes de novos processos de comunicação.

A autonomia do elemento gráfico constitui outro aspecto fundamental. Em Processo 1 a geometria, o diagrama, a linha, o ponto, o módulo, a repetição e a estrutura visual não funcionam apenas como ilustrações de um texto. Esses elementos podem constituir o próprio poema e assumir funções de informação, organização, direção, ritmo, transformação e leitura.

A noção de consumidor participante também está presente no campo conceitual da publicação. O leitor não é pensado somente como espectador passivo. Ele pode observar relações estruturais, reconhecer códigos, reorganizar sequências, produzir interpretações e explorar as possibilidades geradas pelo processo. Essa concepção amplia a função do poema e aproxima criação e recepção.

Um dos conceitos fundamentais relacionados a Processo 1 é a versão. A versão permite que determinada estrutura ou matriz seja apropriada, modificada e transformada sem que necessariamente desapareçam suas relações informacionais fundamentais. Em vez da valorização absoluta de uma forma única e definitiva, o Poema Processo propõe a possibilidade de novas soluções derivadas de um processo inicial.

O projeto também aparece como conceito central. Processo 1 registra formulações associadas à visualização do projeto, ordenação, diagramação e desencadeamento. O projeto pode funcionar como estrutura informacional capaz de orientar uma realização e simultaneamente permitir transformações e novas versões.

A expressão leitura do projeto sintetiza outra mudança importante. A leitura deixa de significar somente decifrar palavras e frases. Passa também a envolver a percepção de linhas, espaços, intervalos, módulos, proporções, repetições, códigos, sequências e transformações. Ler um poema pode significar compreender como sua estrutura funciona.

Processo 1 está diretamente relacionada à história editorial do Poema Processo. Depois de Ponto 1, de 1967, e Ponto 2, de 1968, Processo 1 registra em 1969 uma etapa de aprofundamento das pesquisas do movimento e de ampliação das relações entre poesia visual, design, comunicação, estrutura e informação.

Documento histórico reproduzido posteriormente identifica Processo 1 como revista do grupo Poema Processo, Rio de Janeiro, 1969, confirmando sua condição de publicação diretamente vinculada ao movimento.

Processo 1 constitui assim uma publicação fundamental para o estudo do Poema Processo, da poesia visual brasileira, da poesia experimental, das publicações de artista, do design gráfico experimental, da comunicação visual, da semiótica e das vanguardas brasileiras do final da década de 1960. Seu formato constituído por quinze envelopes com poemas visuais e a reunião de artistas brasileiros e estrangeiros transformam a publicação em documento material de uma rede de experimentação artística baseada em processo, estrutura, informação e circulação.

Salsa text in English

Processo 1 is a collective experimental publication of the Poema Processo group produced in Rio de Janeiro in 1969. Conceived as an experimental magazine, artist publication, visual poetry ensemble and open editorial structure, it belongs to the consolidation phase of Poema Processo following its public launch in 1967. The publication documents the development of research concerning process, structure, information, visual communication, version, project, code, appropriation, participation and new forms of reading.

Processo 1 was produced through letterpress printing on paper and has an unusual editorial configuration. The ensemble consists of fifteen envelopes containing visual poems and has documented dimensions of 25.5 by 18 centimeters. Its organization through envelopes and independent units departs from the conventional model of a bound magazine and allows individual works to be removed, examined separately, compared and reorganized. The publication therefore operates simultaneously as an experimental magazine, portfolio, artist publication, graphic ensemble and portable exhibition structure.

Processo 1 includes Álvaro de Sá, Anselmo Santos, Charles Cameron, Eduard Ov?á?ek, Ferdinand Kriwet, J. Cláudio, P. J. Ribeiro, Klaus Peter Dienst, Neide Sá, Pedro Bertolino, Plínio Filho, Ronaldo Werneck, Sebastião Carvalho and Wlademir Dias Pino. The presence of these fourteen participants demonstrates the collective and international dimension of experimental poetry networks connected with Poema Processo at the end of the 1960s.

The cover of Processo 1 presents a geometric composition built from large areas of yellow, red and blue green, with the title Processo 1 integrated into the graphic structure. The reverse also employs overlapping geometric planes. Its visual identity connects publication design, graphic design, geometric abstraction, visual poetry and communication, demonstrating that the editorial configuration itself participates in the experimental proposition of the ensemble.

The publication contains visual poems, alphabets transformed into graphic systems, codes, diagrams, geometric structures, modular sequences, experimental typography, photographs, appropriation of printed imagery, interventions on monetary imagery, theoretical propositions, graphic projects and exercises in visual communication. Processo 1 does not operate merely as a container for independent works. It also presents concepts used by Poema Processo to investigate relationships among language, information, structure, perception, participation and transformation.

One of the documented materials establishes correspondences between alphabetic characters and graphic forms. Letters are associated with triangles, circles, bars, segments and other structures, demonstrating research into translation between verbal language and visual code. This operation emphasizes the possibility of producing information through graphic signs without depending exclusively on conventional writing.

Other sections present groups of small poems and propositions constructed through lines, points, modules, geometric forms, words, visual fields and diagrammatic structures. Their formal diversity reinforces a fundamental characteristic of Poema Processo, the emphasis on an individual process for each poem rather than the repetition of a fixed stylistic formula.

Processo 1 also records reflections involving a new form of thought, elements, objectives, methods, social implications, organization, efficiency, technological means, creativity, space, structure and directions of reading. These elements connect the publication with discussions involving semiotics, information theory, visual communication, experimental graphic design and language systems.

The relationship among object, sign, everyday life, industrialization and information also appears as a field of investigation. The object is no longer understood exclusively as an isolated aesthetic form but as part of larger systems of communication, production, circulation and consumption. This perspective places Processo 1 within the cultural and technological transformations taking place in Brazil and internationally during the late 1960s.

The publication also incorporates appropriated images from everyday visual culture, including interventions involving monetary imagery. The graphic transformation of these signs displaces images associated with economics and consumption into an experimental context and demonstrates how existing visual materials could become components of new communication processes.

The autonomy of the graphic element is another fundamental aspect. In Processo 1 geometry, diagrams, lines, points, modules, repetition and visual structures do not function merely as illustrations of written content. These elements can constitute the poem itself and assume informational, organizational, directional, rhythmic and transformative functions.

The concept of the consumer participant is also embedded in the theoretical field represented by the publication. The reader is not conceived solely as a passive spectator. The participant can observe structural relationships, recognize codes, reorganize sequences, produce interpretations and explore possibilities generated by the process.

Version is one of the fundamental concepts associated with Processo 1. A version allows a given structure or matrix to be appropriated, modified and transformed without necessarily eliminating its fundamental informational relationships. Instead of emphasizing an absolute and definitive visual form, Poema Processo proposes the possibility of new solutions derived from an initial process.

Project is another central concept. Processo 1 records formulations connected with visualization of the project, ordering, diagramming and activation. A project can operate as an informational structure capable of guiding a realization while simultaneously allowing transformation and further versions.

The expression reading of the project summarizes another important transformation. Reading no longer means only decoding words and sentences. It can also involve perceiving lines, spaces, intervals, modules, proportions, repetitions, codes, sequences and transformations. Reading a poem can therefore mean understanding how its structure operates.

Processo 1 belongs directly to the editorial history of Poema Processo. Following Ponto 1 in 1967 and Ponto 2 in 1968, Processo 1 records in 1969 a period in which the movement deepened its investigations and expanded relationships among visual poetry, design, communication, structure and information.

A historical document later reproduced identifies Processo 1 explicitly as a magazine of the Poema Processo group, Rio de Janeiro, 1969, confirming its status as a publication directly connected with the movement.

Processo 1 is therefore a fundamental publication for research into Poema Processo, Brazilian visual poetry, experimental poetry, artist publications, experimental graphic design, visual communication, semiotics and Brazilian avant garde practices of the late 1960s. Its format of fifteen envelopes containing visual poems and its gathering of Brazilian and international participants make it a material document of an experimental artistic network based on process, structure, information and circulation.

Processo 1 deve ser catalogada como publicação coletiva do grupo Poema Processo e não como obra individual de um único artista. A documentação identifica a publicação como Processo 1, Rio de Janeiro, 1969, realizada em impressão tipográfica sobre papel e constituída por quinze envelopes contendo poemas visuais, com dimensão de 25,5 por 18 centímetros.

Os participantes documentados são Álvaro de Sá, Anselmo Santos, Charles Cameron, Eduard Ov?á?ek, Ferdinand Kriwet, J. Cláudio, P. J. Ribeiro, Klaus Peter Dienst, Neide Sá, Pedro Bertolino, Plínio Filho, Ronaldo Werneck, Sebastião Carvalho e Wlademir Dias Pino. Cada trabalho interno deve ser relacionado ao respectivo autor quando sua autoria estiver documentalmente identificada, mantendo simultaneamente a relação da obra com Processo 1 e com o Poema Processo.

A constituição em quinze envelopes deve ser preservada como informação essencial da descrição museológica. Não se trata apenas de uma característica física. A organização por unidades independentes interfere diretamente na experiência de consulta, manuseio, sequência e leitura do conjunto e distingue Processo 1 de uma revista convencional encadernada.

A publicação reúne materiais de naturezas diversas, incluindo poemas visuais, códigos gráficos, diagramas, alfabetos visuais, estruturas geométricas, fotografias, imagens apropriadas, tipografia experimental e textos de caráter teórico. Essa diversidade deve ser mantida na catalogação porque documenta a amplitude das pesquisas desenvolvidas pelo Poema Processo em 1969.

Os conceitos processo, versão, projeto, leitura do projeto, apropriação, informação, comunicação, estrutura, código, consumidor participante e transformação são fundamentais para estabelecer relações semânticas entre Processo 1 e outros documentos, obras e publicações do movimento.

Processo 1 deve ser relacionada cronologicamente a Ponto 1, de 1967, e Ponto 2, de 1968, como parte do desenvolvimento editorial do Poema Processo. Essa relação não significa que as três publicações possuam exatamente os mesmos participantes, formato, edição ou organização. Cada conjunto deve manter sua identidade documental própria.

O registro de Rio de Janeiro e 1969 possui sustentação documental direta. A fonte utilizada identifica texto originalmente publicado na Processo 1 como pertencente à revista do grupo Poema Processo, Rio de Janeiro, 1969.

Até que seja localizada documentação adicional com dia e mês específicos, a data da publicação deve permanecer registrada como 1969. Não é recomendável atribuir automaticamente a Processo 1 uma data completa de lançamento sem comprovação no próprio exemplar, colofão, convite, correspondência ou documento editorial relacionado.

Para organização digital, Processo 1 deve ser relacionada a Poema Processo, Rio de Janeiro, 1969, poesia visual brasileira, poesia experimental, publicação de artista, revista experimental, design gráfico, comunicação visual, semiótica, versão, projeto, código, estrutura, apropriação, informação, consumidor participante e vanguarda brasileira.

Observation text in English

Processo 1 should be catalogued as a collective publication of the Poema Processo group rather than as an individual work by a single artist. Documentation identifies the publication as Processo 1, Rio de Janeiro, 1969, produced through letterpress printing on paper and consisting of fifteen envelopes containing visual poems, with documented dimensions of 25.5 by 18 centimeters.

The documented participants are Álvaro de Sá, Anselmo Santos, Charles Cameron, Eduard Ov?á?ek, Ferdinand Kriwet, J. Cláudio, P. J. Ribeiro, Klaus Peter Dienst, Neide Sá, Pedro Bertolino, Plínio Filho, Ronaldo Werneck, Sebastião Carvalho and Wlademir Dias Pino. Each internal work should be connected with its respective author whenever authorship is securely documented while simultaneously preserving the relationship of the work with Processo 1 and Poema Processo.

The structure of fifteen envelopes should be preserved as an essential element of the museological description. It is not merely a physical characteristic. The organization into independent units directly affects consultation, handling, sequencing and reading and distinguishes Processo 1 from a conventional bound magazine.

The publication combines materials of different kinds, including visual poems, graphic codes, diagrams, visual alphabets, geometric structures, photographs, appropriated imagery, experimental typography and theoretical texts. This diversity should remain visible in cataloguing because it documents the breadth of research developed within Poema Processo in 1969.

The concepts of process, version, project, reading of the project, appropriation, information, communication, structure, code, consumer participant and transformation are essential for establishing semantic relationships between Processo 1 and other documents, works and publications associated with the movement.

Processo 1 should be chronologically related to Ponto 1 from 1967 and Ponto 2 from 1968 as part of the editorial development of Poema Processo. This relationship does not mean that the three publications share exactly the same participants, format, edition or organization. Each ensemble should preserve its own documentary identity.

Rio de Janeiro and the year 1969 are directly supported by documentary evidence. The source identifies a text originally published in Processo 1 as appearing in the magazine of the Poema Processo group in Rio de Janeiro in 1969.

Until additional documentation establishes a specific day and month, the publication date should remain recorded as 1969. A complete release date should not be assigned automatically without evidence from the publication itself, a colophon, invitation, correspondence or related editorial document.

For digital organization, Processo 1 should be connected with Poema Processo, Rio de Janeiro, 1969, Brazilian visual poetry, experimental poetry, artist publication, experimental magazine, graphic design, visual communication, semiotics, version, project, code, structure, appropriation, information, consumer participant and Brazilian avant garde.


Inglês

Process 1

Dimensions: 9,8 x 7 in