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Nicolas Behr

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Local de nascimento: Cuiabá, Mato Grosso, Brasil

Data de nascimento: 5 de agosto de 1958

BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSNicolas Behr, nome literário de Nikolaus Hubertus Josef Maria von Behr, nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, em 5 de agosto de 1958. Passou parte da infância na região de Diamantino e mudou se com a família para Brasília em 1974, cidade que se tornaria um dos eixos centrais de sua produção poética. Sua trajetória está ligada à poesia marginal, à geração mimeógrafo, à edição independente, à poesia visual, à circulação alternativa de livros e, em documentos preservados no Acervo Poema Processo, também a práticas de Arte Postal e Mail Art. As fontes consultadas não o apresentam como participante histórico do Poema Processo, mas sua obra e sua documentação integram redes de poesia experimental e circulação artística relacionadas ao campo ampliado preservado pelo acervo.Nicolas Behr começou a publicar em Brasília em 1977. Seu primeiro livro mimeografado, Iogurte com Farinha, circulou de mão em mão em bares, escolas, cinemas, teatros e outros espaços públicos. A experiência consolidou uma prática editorial independente em que o próprio poeta escrevia, produzia, divulgava e vendia seus livros, característica decisiva da geração mimeógrafo e da poesia marginal brasileira dos anos 1970. Fontes institucionais e acadêmicas registram cerca de oito mil exemplares vendidos de Iogurte com Farinha e identificam Behr como uma das vozes mais reconhecidas desse ambiente literário em Brasília.Entre 1977 e 1980, Nicolas Behr publicou uma sequência intensa de livretos mimeografados. Entre os títulos documentados estão Iogurte com Farinha, Grande Circular, Caroço de Goiaba, Chá com Porrada, Bagaço, Com a Boca na Botija, Parto do Dia, Elevador de Serviço, Põe sia nisso, Entre Quadras, Brasiléia Desvairada, Saída de Emergência, Kruh, 303F415 e L2 Noves Fora W3. Um estudo acadêmico dedicado à presença de Brasília em sua poesia confirma essa produção e situa esses títulos na primeira fase de sua obra, diretamente relacionada à poesia marginal e à geração mimeógrafo.Chá com Porrada, de 1978, preservado no Acervo Poema Processo em edição mimeografada pelo próprio autor, pertence a esse núcleo inicial. A publicação exemplifica a autonomia material e editorial de Nicolas Behr, na qual o mimeógrafo funcionava ao mesmo tempo como meio técnico de reprodução e instrumento de circulação alternativa. O livro também está diretamente ligado ao contexto da repressão sofrida pelo poeta em 1978, quando exemplares de seus livretos foram apreendidos pelo DOPS. Fontes documentais registram que Chá com Porrada estava entre as publicações apreendidas em maior quantidade.Em agosto de 1978, Nicolas Behr foi preso e processado pelo DOPS sob acusação relacionada à posse e circulação de material considerado pornográfico pelas autoridades. Foi absolvido no ano seguinte. Durante o período em que ficou impedido judicialmente de publicar livros, entre agosto de 1978 e março de 1979, desenvolveu a série O que me der na telha, escrevendo poemas sobre telhas ainda frescas que depois eram queimadas. O episódio conecta diretamente produção poética, censura, materialidade e resistência cultural no contexto final da ditadura militar brasileira.O documento Mini Manifesto Geração Mimeógrafo, publicado no Suplemento da Tribuna em 19 e 20 de janeiro de 1980 e preservado no Acervo Poema Processo, constitui registro direto do pensamento de Nicolas Behr sobre a geração mimeógrafo. No texto, o poeta trata a produção independente como um processo que envolve escrever, imprimir, montar, modificar edições e distribuir os próprios livrinhos. A prática editorial aparece como extensão da atividade poética e como alternativa ao sistema convencional de publicação.Outro documento preservado, As últimas do poetariado, publicado em abril de 1980 e assinado por Ulisses Tavares, insere Nicolas Behr em um quadro mais amplo de produção independente, livros mimeografados e circulação direta. O artigo menciona Nicolas Behr, obras completas e registra sua presença em um ambiente de poetas que produziam e distribuíam autonomamente suas publicações.Também em 1980, o Correio Braziliense publicou Restos Mortais e o fim do poeta marginal. O recorte preservado registra o lançamento de Restos Mortais em Brasília e apresenta entrevista em que Nicolas Behr comenta sua trajetória, sua prisão, sua relação com a poesia marginal, a venda direta de livros e o processo de publicação independente. O documento constitui uma fonte importante para compreender o momento em que o poeta começava a refletir publicamente sobre o esgotamento, transformação ou superação da categoria poeta marginal.A relação de Nicolas Behr com Guilherme Mansur Barbosa constitui outro eixo importante de sua trajetória. Behr começou a frequentar Ouro Preto na segunda metade dos anos 1970, quando conheceu Guilherme Mansur. Anos depois, recordou que publicou em Poesia Livre, projeto editorial criado por Mansur, e afirmou que os dois mantiveram uma amizade muito próxima durante décadas. Poesia Livre funcionava como publicação experimental, objeto gráfico e meio de circulação de poesia, articulando tipos móveis, papel, distribuição postal e colaboração entre diferentes autores.Essa relação aparece materialmente em Ouro Preto, obra de janeiro de 1980 preservada no Acervo Poema Processo. A composição reúne fotografia, tipografia, colagem e escrita manuscrita e documenta uma aproximação entre Nicolas Behr, Ouro Preto e o universo gráfico ligado a Guilherme Mansur. A obra explora relações entre palavra e imagem e se insere no campo da poesia visual e da experimentação gráfica.Os Cartões customizados Nicolas Behr e Guilherme Mansur Barbosa e Marcelo Dolabela ampliam essa rede. Produzidos sobre cartões identificados pelas expressões Arte Postal e Mail Art e pelo nome de Guilherme Mansur Barbosa, os objetos apresentam intervenções gráficas, colagens, desenhos, fotografia e inscrições relacionadas a Nicolas Behr e Marcelo Dolabela. O conjunto registra relações entre Brasília, Ouro Preto e Belo Horizonte e aproxima poesia marginal, poesia visual, publicação independente e circulação postal.Outro cartão preservado, Cartão customizado Nicolas Behr e Marcelo Dolabela, combina fragmento tipográfico, desenho, intervenção manuscrita e o suporte postal impresso associado a Guilherme Mansur. A presença de Marcelo Dolabela conecta Behr ao ambiente experimental de Belo Horizonte, ligado à poesia marginal, ao coletivo Cemflores e às redes brasileiras de Mail Art. A documentação do próprio Acervo Poema Processo registra Nicolas Behr entre os participantes relacionados às atividades de Arte Postal do ambiente de Cemflores.O Cartão de Nicolas Behr para Luciano Cortez Silva, datado de 8 de outubro de 1979, constitui correspondência particularmente relevante. Enviado de Brasília para Belo Horizonte, o cartão combina composição tipográfica relacionada a Ouro Preto, mensagem datilografada, intervenção manuscrita e circulação postal. Nicolas Behr informa o envio de livrinhos, menciona material encaminhado para uma próxima publicação e pergunta sobre Alegria Blues Band Aid. O documento evidencia a circulação direta de livros, poemas e materiais editoriais entre diferentes núcleos de produção experimental.A relação entre Nicolas Behr, Guilherme Mansur e Marcelo Dolabela demonstra que sua produção não pode ser compreendida apenas pelo livro mimeografado isolado. Ela também se desenvolveu por meio de correspondências, cartões, colaborações, poesia visual e redes de circulação. Esses documentos permitem situar Behr em conexões entre Brasília, Ouro Preto e Belo Horizonte e mostram como a geração mimeógrafo dialogava com formas de edição, comunicação e intercâmbio próximas da Arte Postal.A partir de 1980, Nicolas Behr passou a trabalhar como redator publicitário e aprofundou sua participação em movimentos ambientais. Na década de 1980 esteve ligado à criação de entidades ambientalistas em Brasília e trabalhou na Fundação Pró Natureza, Funatura. Mais tarde passou a se dedicar profissionalmente à produção de espécies nativas do Cerrado. A dimensão ambiental tornou se progressivamente importante em sua poesia e em sua atuação pública. A Funatura registra atualmente Nikolaus Hubertus Josef Maria von Behr como presidente de seu Conselho de Curadores.Depois de um intervalo na publicação de novos livros, voltou a editar poesia em 1993 com Porque Construí Braxília. Nas décadas seguintes, continuou desenvolvendo uma obra profundamente relacionada a Brasília, à paisagem urbana, ao Cerrado, à memória e à linguagem cotidiana. Entre seus livros posteriores estão Poesília, Menino Diamantino, Peregrino do Estranho, Braxília Revisitada, Restos Vitais e Laranja Seleta. Em 2008, Laranja Seleta, poesia escolhida 1977 2007, foi finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura.A obra de Nicolas Behr tornou se objeto de estudos acadêmicos, dissertações, artigos e documentários. Sua poesia é frequentemente analisada pela relação crítica e afetiva com Brasília, pela oralidade, humor, concisão, ironia, experimentação editorial e pelo modo como transforma a cidade em matéria poética. A Câmara dos Deputados, a Universidade de Brasília e outras instituições registram sua relevância para a literatura produzida em Brasília e para a geração mimeógrafo.Nicolas Behr permanece ativo como poeta e editor de sua própria produção. Sua trajetória conecta a poesia marginal dos anos 1970 à produção contemporânea, preservando como características recorrentes a autonomia editorial, a circulação direta, o diálogo com Brasília e o Cerrado e a aproximação entre palavra, objeto, publicação e rede de artistas. Os documentos reunidos no Acervo Poema Processo ampliam essa leitura ao revelar sua participação em intercâmbios com Guilherme Mansur Barbosa, Marcelo Dolabela e Luciano Cortez Silva, assim como sua proximidade documental com a poesia visual e a Mail Art.

English

BIOGRAPHY IN ENGLISHNicolas Behr, the literary name of Nikolaus Hubertus Josef Maria von Behr, was born in Cuiabá, Mato Grosso, on August 5, 1958. He spent part of his childhood in the Diamantino region and moved with his family to Brasília in 1974, a city that would become one of the central subjects of his poetic production. His career is closely associated with Brazilian marginal poetry, the mimeograph generation, independent publishing, visual poetry, and alternative book circulation. Documents preserved by the Acervo Poema Processo also connect him with practices of Arte Postal and Mail Art. The sources consulted do not identify Behr as a historical member of the Poema Processo movement, but his work and documentary archive intersect with broader networks of experimental poetry and artistic circulation represented in the collection.Behr began publishing in Brasília in 1977. His first mimeographed book, Iogurte com Farinha, circulated directly through bars, schools, cinemas, theaters, and other public spaces. This experience established an independent publishing practice in which the poet wrote, produced, promoted, and sold his own books. Institutional and academic sources record approximately eight thousand copies sold and identify him as one of the most recognizable figures associated with marginal poetry and the mimeograph generation in Brasília.Between 1977 and 1980, Nicolas Behr produced an intensive sequence of mimeographed booklets. Documented titles include Iogurte com Farinha, Grande Circular, Caroço de Goiaba, Chá com Porrada, Bagaço, Com a Boca na Botija, Parto do Dia, Elevador de Serviço, Põe sia nisso, Entre Quadras, Brasiléia Desvairada, Saída de Emergência, Kruh, 303F415, and L2 Noves Fora W3. Academic research devoted to Brasília in his poetry confirms these publications and associates this first phase with marginal poetry and the mimeograph generation.Chá com Porrada, published in 1978 and preserved in the Acervo Poema Processo as a mimeographed edition produced by the author, belongs to this early group. The publication exemplifies Behr's editorial autonomy, in which the mimeograph functioned both as a reproduction technique and as a tool for alternative distribution. It is also directly connected with the repression he experienced in 1978, when copies of his publications were seized by the DOPS. Documentary research identifies Chá com Porrada as one of the titles seized in particularly large numbers.In August 1978, Behr was arrested and prosecuted by the DOPS under charges related to the possession and distribution of material considered pornographic by the authorities. He was acquitted the following year. During the period when he was judicially prevented from publishing books, from August 1978 to March 1979, he created the series O que me der na telha, writing poems on fresh roof tiles that were later fired. The episode directly links poetic production, censorship, material experimentation, and cultural resistance during the final phase of Brazil's military dictatorship.Mini Manifesto Geração Mimeógrafo, published in Suplemento da Tribuna on January 19 and 20, 1980 and preserved by the Acervo Poema Processo, provides direct evidence of Behr's thinking about the mimeograph generation. In the text, he treats independent publishing as a process involving writing, printing, assembling, modifying editions, and distributing small books. Publishing becomes an extension of poetic activity and an alternative to conventional literary production.Another preserved document, As últimas do poetariado, published in April 1980 and signed by Ulisses Tavares, places Nicolas Behr within a broader environment of independent publishing, mimeographed books, and direct circulation. The article mentions Nicolas Behr, obras completas and records his presence among poets who independently produced and distributed their own publications.In the same year, Correio Braziliense published Restos Mortais e o fim do poeta marginal. The preserved clipping documents the launch of Restos Mortais in Brasília and includes an interview in which Behr discusses his career, arrest, relationship with marginal poetry, direct book sales, and independent publication. The document is an important source for understanding the moment when Behr began publicly reflecting on the transformation or possible exhaustion of the category poeta marginal.Behr's relationship with Guilherme Mansur Barbosa forms another important axis of his career. Behr began visiting Ouro Preto in the second half of the 1970s and met Mansur there. Many years later, he recalled that he had published in Poesia Livre, Mansur's experimental publishing project, and that they maintained a close friendship over several decades. Poesia Livre operated simultaneously as an experimental publication, graphic object, and means of poetic circulation, combining movable type, paper, postal distribution, and collaboration among different writers.This relationship is materially documented by Ouro Preto, a work dated January 1980 and preserved in the Acervo Poema Processo. The composition combines photography, typography, collage, and handwriting and records Behr's connection with Ouro Preto and the graphic environment associated with Guilherme Mansur. The work explores relationships between word and image and belongs to the field of visual poetry and graphic experimentation.Cartões customizados Nicolas Behr e Guilherme Mansur Barbosa e Marcelo Dolabela further expands this network. Produced on cards identified with the expressions Arte Postal and Mail Art and with Guilherme Mansur Barbosa's name, the objects incorporate graphic interventions, collage, drawing, photography, and inscriptions connected with Nicolas Behr and Marcelo Dolabela. The set records relationships among Brasília, Ouro Preto, and Belo Horizonte and links marginal poetry, visual poetry, independent publishing, and postal circulation.Another preserved object, Cartão customizado Nicolas Behr e Marcelo Dolabela, combines typographic fragments, drawing, handwriting, and a printed postal support associated with Guilherme Mansur. Marcelo Dolabela connects Behr with the experimental environment of Belo Horizonte, including marginal poetry, the Cemflores collective, and Brazilian Mail Art networks. Documentation in the Acervo Poema Processo records Nicolas Behr among artists related to Mail Art activities associated with the Cemflores environment.Cartão de Nicolas Behr para Luciano Cortez Silva, dated October 8, 1979, is a particularly significant piece of correspondence. Sent from Brasília to Belo Horizonte, it combines an Ouro Preto related typographic composition, a typewritten message, handwritten intervention, and postal circulation. Behr informs Luciano Cortez Silva that he is sending small books, refers to material for a forthcoming publication, and asks about Alegria Blues Band Aid. The document demonstrates the direct circulation of books, poems, and editorial material among different experimental literary centers.The relationships among Nicolas Behr, Guilherme Mansur, and Marcelo Dolabela show that Behr's production cannot be understood solely through isolated mimeographed books. It also developed through correspondence, postcards, collaborations, visual poetry, and circulation networks. These documents connect Brasília, Ouro Preto, and Belo Horizonte and demonstrate how the mimeograph generation interacted with forms of editing, communication, and exchange closely related to Mail Art.From 1980 onward, Behr worked as an advertising copywriter and became increasingly involved in environmental movements. During the 1980s he participated in environmental organizations in Brasília and worked at Fundação Pró Natureza, Funatura. He later devoted himself professionally to the cultivation of native Cerrado species. Environmental themes gradually became increasingly important both in his poetry and in his public activities. Funatura currently lists Nikolaus Hubertus Josef Maria von Behr as president of its Board of Curators.After a period without publishing new poetry books, Behr resumed publication in 1993 with Porque Construí Braxília. In later decades he continued developing a body of work deeply connected with Brasília, urban space, the Cerrado, memory, and everyday language. Later publications include Poesília, Menino Diamantino, Peregrino do Estranho, Braxília Revisitada, Restos Vitais, and Laranja Seleta. In 2008, Laranja Seleta, poesia escolhida 1977 2007, was a finalist for the Prêmio Portugal Telecom de Literatura.Behr's work has become the subject of academic studies, dissertations, articles, and documentary films. His poetry is frequently examined through its critical and affective relationship with Brasília, its orality, humor, concision, irony, independent publishing practices, and its transformation of the city into poetic material. Institutions including the Câmara dos Deputados and Universidade de Brasília document his importance within Brasília's literary history and the mimeograph generation.Nicolas Behr remains active as a poet and publisher of his own work. His career connects the marginal poetry of the 1970s with contemporary production while retaining editorial independence, direct circulation, and sustained attention to Brasília and the Cerrado. The documents preserved by the Acervo Poema Processo broaden this understanding by revealing exchanges with Guilherme Mansur Barbosa, Marcelo Dolabela, and Luciano Cortez Silva and by documenting Behr's proximity to visual poetry and Mail Art networks.

Currículo

CURRÍCULO EM PORTUGUÊSIDENTIFICAÇÃONicolas Behr. Nome completo Nikolaus Hubertus Josef Maria von Behr. Nascido em 5 de agosto de 1958, em Cuiabá, Mato Grosso. Radicado em Brasília desde 1974. Poeta, editor independente, redator publicitário em parte de sua trajetória, ambientalista e produtor de espécies nativas do Cerrado. Sua produção literária está historicamente associada à poesia marginal e à geração mimeógrafo. O conjunto documental preservado no Acervo Poema Processo também registra relações com poesia visual, Arte Postal e Mail Art.FORMAÇÃO E INÍCIO DA TRAJETÓRIADécada de 1960. Estudos primários em Diamantino, Mato Grosso, em instituição mantida por padres jesuítas.Mudança da família para Cuiabá.Mudança para Brasília.Início documentado de sua produção editorial independente com Iogurte com Farinha.MOVIMENTOS E CONTEXTOSDécada de 1970. Poesia marginal e geração mimeógrafo, Brasília.Final da década de 1970. Participação em redes de publicação independente, poesia visual e circulação postal.Década de 1980 em diante. Atuação ambiental ligada ao Cerrado.LIVROS MIMEOGRAFADOS E PUBLICAÇÕES DA PRIMEIRA FASEIogurte com Farinha.Grande Circular.Caroço de Goiaba.Chá com Porrada.Bagaço.Com a Boca na Botija.Parto do Dia.Elevador de Serviço.Põe sia nisso.Entre Quadras.Brasiléia Desvairada.Saída de Emergência.Kruh.303F415.L2 Noves Fora W3.DOCUMENTOS E OBRAS NO ACERVO POEMA PROCESSOChá com Porrada. Livro mimeografado pelo próprio autor, relacionado à fase inicial da poesia marginal de Nicolas Behr e ao circuito independente de edição e venda direta.Cartão de Nicolas Behr para Luciano Cortez Silva. Correspondência de 8 de outubro de 1979 enviada de Brasília para Belo Horizonte, com referência a livrinhos, material editorial e Alegria Blues Band Aid.Data não identificada. Cartão customizado Nicolas Behr e Marcelo Dolabela. Objeto de Mail Art realizado sobre cartão postal impresso, com intervenção gráfica e elementos de poesia visual.Data não identificada. Cartões customizados Nicolas Behr e Guilherme Mansur Barbosa e Marcelo Dolabela. Conjunto relacionado a Arte Postal, poesia visual e intercâmbio entre Brasília, Ouro Preto e Belo Horizonte.Janeiro de 1980. Ouro Preto. Obra em técnica mista com colagem, fotografia, tipografia e inscrições manuscritas.19 e 20 de janeiro de 1980. Mini Manifesto Geração Mimeógrafo. Texto de Nicolas Behr publicado no Suplemento da Tribuna sobre produção independente, edição artesanal e circulação da geração mimeógrafo.Abril de 1980. As últimas do poetariado. Artigo de Ulisses Tavares relacionado à poesia independente e à produção de Nicolas Behr.27 de junho de 1980. Restos Mortais e o fim do poeta marginal. Matéria do Correio Braziliense sobre Nicolas Behr e o lançamento de Restos Mortais.RELAÇÃO COM GUILHERME MANSUR BARBOSASegunda metade da década de 1970. Nicolas Behr começa a frequentar Ouro Preto e conhece Guilherme Mansur.Década de 1970 em diante. Participação de Behr em Poesia Livre, publicação experimental criada por Guilherme Mansur.1979 e 1980. Documentos preservados registram o uso de cartões de Arte Postal vinculados a Mansur e a participação de Behr em intervenções visuais e postais.Nicolas Behr participa com Adriana Versiani da publicação GuiMansur, homenagem a Guilherme Mansur.RELAÇÃO COM MARCELO DOLABELAFinal da década de 1970 e início da década de 1980. Documentos preservados registram cartões customizados envolvendo Nicolas Behr e Marcelo Dolabela.Início da década de 1980. Nicolas Behr aparece documentado entre artistas relacionados ao circuito de Arte Postal do ambiente Cemflores em Belo Horizonte.CENSURA E REPRESSÃOAgosto de 1978. Prisão e processo pelo DOPS em razão de livretos considerados obscenos pelas autoridades.1978 a 1979. Período de impedimento judicial de publicação.1978 a 1979. Série O que me der na telha, poemas produzidos sobre telhas frescas e depois queimadas.Absolvição.ATUAÇÃO PROFISSIONAL E AMBIENTALA partir de 1980. Redator em agências de publicidade.Década de 1980. Participação em movimentos e organizações ambientalistas de Brasília.1986 a 1990. Atuação na Fundação Pró Natureza, Funatura, conforme registros biográficos.A partir de 1990. Atuação profissional com produção de espécies nativas do Cerrado.Atualidade. Presidente do Conselho de Curadores da Funatura.LIVROS E PUBLICAÇÕES POSTERIORES DOCUMENTADASPorque Construí Braxília.Beijo de Hiena.Pelas Lanchonetes dos Casais Felizes.Segredo Secreto.Estranhos Fenômenos.Viver Deveria Bastar.Umbigo.Poesília.Menino Diamantino.Peregrino do Estranho.Braxília Revisitada, volume 1.Restos Vitais.Braxília Revisitada, volume 2.Iniciação à Dendrolatria.Laranja Seleta, poesia escolhida 1977 2007.Beije me.La Brasilíada.O Bagaço da Laranja.Dicionário Sentimental de Diamantino.PRÊMIOS E RECONHECIMENTOLaranja Seleta, poesia escolhida 1977 2007, finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura.Instituto de Letras da Universidade de Brasília institui o Prêmio Nicolas Behr de Literatura.PESQUISA E RECEPÇÃOA obra de Nicolas Behr é objeto de dissertações, artigos acadêmicos e estudos dedicados à poesia marginal, geração mimeógrafo, Brasília, urbanismo e literatura.Estudos acadêmicos destacam especialmente a produção de 1977 a 1980 e sua relação com a construção poética de Brasília.CRONOLOGIANascimento em Cuiabá, Mato Grosso.Mudança para Cuiabá após infância na região de Diamantino.Mudança para Brasília.Iogurte com Farinha.Grande Circular, Caroço de Goiaba e Chá com Porrada. Prisão e processo pelo DOPS.1978 a 1979. Série O que me der na telha.Bagaço, Com a Boca na Botija, Parto do Dia, Elevador de Serviço, Põe sia nisso, Entre Quadras, Brasiléia Desvairada, Saída de Emergência e Kruh. Cartão para Luciano Cortez Silva.303F415, L2 Noves Fora W3, Mini Manifesto Geração Mimeógrafo, As últimas do poetariado, Ouro Preto e Restos Mortais e o fim do poeta marginal.Década de 1980. Trabalho em publicidade e atuação ambiental.Início de atividade profissional própria ligada à produção de espécies nativas.Retorno à publicação de livros de poesia com Porque Construí Braxília.Laranja Seleta.Finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura.Instituição do Prêmio Nicolas Behr de Literatura pela Universidade de Brasília.Participação na homenagem editorial GuiMansur dedicada a Guilherme Mansur

English

CURRICULUM IN ENGLISHIDENTIFICATIONNicolas Behr. Full name Nikolaus Hubertus Josef Maria von Behr. Born on August 5, 1958, in Cuiabá, Mato Grosso. Based in Brasília since 1974. Poet, independent publisher, advertising copywriter during part of his career, environmental activist, and producer of native Cerrado species. His literary production is historically associated with marginal poetry and the mimeograph generation. Documents preserved by the Acervo Poema Processo also record relationships with visual poetry, Arte Postal, and Mail Art.EDUCATION AND EARLY CAREER1960s. Primary education in Diamantino, Mato Grosso, at an institution maintained by Jesuit priests.Family moved to Cuiabá.Moved to Brasília.Documented beginning of his independent publishing activity with Iogurte com Farinha.MOVEMENTS AND CONTEXTS1970s. Marginal poetry and the mimeograph generation in Brasília.Late 1970s. Participation in independent publishing, visual poetry, and postal circulation networks.1980s onward. Environmental activity connected with the Cerrado.MIMEOGRAPHED BOOKS AND EARLY PUBLICATIONSIogurte com Farinha.Grande Circular.Caroço de Goiaba.Chá com Porrada.Bagaço.Com a Boca na Botija.Parto do Dia.Elevador de Serviço.Põe sia nisso.Entre Quadras.Brasiléia Desvairada.Saída de Emergência.Kruh.303F415.L2 Noves Fora W3.DOCUMENTS AND WORKS IN THE ACERVO POEMA PROCESSOChá com Porrada. Mimeographed book produced by the author and associated with Behr's early marginal poetry period and independent publishing and distribution.Cartão de Nicolas Behr para Luciano Cortez Silva. Correspondence dated October 8, 1979, sent from Brasília to Belo Horizonte and referring to small books, editorial material, and Alegria Blues Band Aid.Date unidentified. Cartão customizado Nicolas Behr e Marcelo Dolabela. Mail Art object based on a printed postcard with graphic intervention and visual poetry elements.Date unidentified. Cartões customizados Nicolas Behr e Guilherme Mansur Barbosa e Marcelo Dolabela. Set connected with Arte Postal, visual poetry, and exchanges among Brasília, Ouro Preto, and Belo Horizonte.January 1980. Ouro Preto. Mixed media work combining collage, photography, typography, and handwritten inscriptions.January 19 and 20, 1980. Mini Manifesto Geração Mimeógrafo. Text by Nicolas Behr published in Suplemento da Tribuna on independent production, artisanal publishing, and the mimeograph generation.April 1980. As últimas do poetariado. Article by Ulisses Tavares concerning independent poetry and Nicolas Behr's production.June 27, 1980. Restos Mortais e o fim do poeta marginal. Correio Braziliense article on Nicolas Behr and the launch of Restos Mortais.RELATIONSHIP WITH GUILHERME MANSUR BARBOSASecond half of the 1970s. Nicolas Behr began visiting Ouro Preto and met Guilherme Mansur.Late 1970s onward. Behr contributed to Poesia Livre, the experimental publication created by Guilherme Mansur.1979 and 1980. Preserved documents record the use of Arte Postal supports associated with Mansur and Behr's participation in visual and postal interventions.Nicolas Behr participated with Adriana Versiani in GuiMansur, a publication honoring Guilherme Mansur.RELATIONSHIP WITH MARCELO DOLABELALate 1970s and early 1980s. Preserved documents record customized postcards involving Nicolas Behr and Marcelo Dolabela.Early 1980s. Nicolas Behr is documented among artists related to the Mail Art circuit surrounding Cemflores in Belo Horizonte.CENSORSHIP AND REPRESSIONAugust 1978. Arrest and prosecution by the DOPS because of publications considered obscene by the authorities.1978 to 1979. Period during which he was judicially prevented from publishing.1978 to 1979. O que me der na telha series, consisting of poems written on fresh roof tiles that were later fired.Acquittal.PROFESSIONAL AND ENVIRONMENTAL ACTIVITIESFrom 1980. Advertising copywriter.1980s. Participation in environmental movements and organizations in Brasília.1986 to 1990. Work with Fundação Pró Natureza, Funatura, according to biographical sources.From 1990. Professional activity involving native Cerrado plant species.Present. President of the Funatura Board of Curators.LATER BOOKS AND DOCUMENTED PUBLICATIONSPorque Construí Braxília.Beijo de Hiena.Pelas Lanchonetes dos Casais Felizes.Segredo Secreto.Estranhos Fenômenos.Viver Deveria Bastar.Umbigo.Poesília.Menino Diamantino.Peregrino do Estranho.Braxília Revisitada, volume 1.Restos Vitais.Braxília Revisitada, volume 2.Iniciação à Dendrolatria.Laranja Seleta, poesia escolhida 1977 2007.Beije me.La Brasilíada.O Bagaço da Laranja.Dicionário Sentimental de Diamantino.AWARDS AND RECOGNITIONLaranja Seleta, poesia escolhida 1977 2007, finalist for the Prêmio Portugal Telecom de Literatura.Universidade de Brasília established the Prêmio Nicolas Behr de Literatura.RESEARCH AND RECEPTIONNicolas Behr's work is the subject of dissertations, academic articles, and studies on marginal poetry, the mimeograph generation, Brasília, urbanism, and literature.Academic research has focused particularly on his 1977 to 1980 production and its relationship with the poetic construction of Brasília.CHRONOLOGYBorn in Cuiabá, Mato Grosso.Moved to Cuiabá after childhood in the Diamantino region.Moved to Brasília.Iogurte com Farinha.Grande Circular, Caroço de Goiaba, and Chá com Porrada. Arrest and prosecution by the DOPS.1978 to 1979. O que me der na telha series.Bagaço, Com a Boca na Botija, Parto do Dia, Elevador de Serviço, Põe sia nisso, Entre Quadras, Brasiléia Desvairada, Saída de Emergência, and Kruh. Postcard to Luciano Cortez Silva.303F415, L2 Noves Fora W3, Mini Manifesto Geração Mimeógrafo, As últimas do poetariado, Ouro Preto, and Restos Mortais e o fim do poeta marginal.1980s. Advertising work and environmental activity.Beginning of his own professional activity related to native plant production.Return to book publication with Porque Construí Braxília.Laranja Seleta.Finalist for the Prêmio Portugal Telecom de Literatura.Universidade de Brasília established the Prêmio Nicolas Behr de Literatura.Participation in GuiMansur, a publication honoring Guilherme Mansur.

Obras deste artista