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Guilherme Mansur Barbosa - Poesia Livre

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Local de nascimento: Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil

Data de nascimento: 31 de maio de 1958

Local de falecimento: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Data de falecimento: 27 de setembro de 2023

BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSGuilherme Mansur Barbosa, conhecido como Guilherme Mansur, nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 31 de maio de 1958, e morreu em Belo Horizonte em 27 de setembro de 2023. Poeta, tipógrafo, editor, artista gráfico e criador de publicações experimentais, desenvolveu uma trajetória em que poesia, composição tipográfica, livro, cartaz, objeto, instalação e circulação postal formam um mesmo campo de trabalho. Cresceu no ambiente da Gráfica Ouro Preto, pertencente à família, e começou ainda jovem a produzir poemas em contato direto com tipos móveis, impressão e processos artesanais de composição gráfica. Essa experiência tornou a tipografia uma linguagem central de sua poética e levou Haroldo de Campos a associá lo à figura do tipoeta, síntese entre tipógrafo e poeta.Na década de 1970, Mansur aproximou produção poética, edição independente e Arte Postal. Sua atuação em Mail Art incluiu participação em circuito internacional de arte postal, com registro de presença em exposição de Mail Art em Monza, Itália. Fontes acadêmicas também documentam sua participação na Primeira Bienal de Arte Correio em Monza, em 1980. Essa dimensão postal não foi periférica em sua produção. Ela se relacionava diretamente à necessidade de fazer poemas, cartões, publicações e impressos circularem para além das instituições convencionais, articulando Ouro Preto a redes nacionais e internacionais de artistas, poetas e editores.Em 1977, aos 19 anos, Guilherme Mansur criou Poesia Livre, publicação que ele próprio definiia como revista objeto. O projeto nasceu na Gráfica Ouro Preto e combinava composição com tipos móveis, lâminas de papel kraft e um saco de papel pardo utilizado como invólucro. Mansur relatou que pretendia evitar o formato convencional de um livro individual e criar um espaço partilhado por diferentes poetas. A publicação nasceu também da experiência de um painel da Fundação de Arte de Ouro Preto, onde autores afixavam seus textos, e desde as primeiras edições buscou ampliar sua circulação para além da cidade.Poesia Livre tornou se um dos eixos mais importantes de sua atividade editorial. As primeiras edições reuniram autores de Ouro Preto, mas o projeto progressivamente passou a receber e distribuir contribuições de poetas de várias regiões do Brasil. A revista circulou por correio, bancas, eventos culturais e redes independentes. A combinação entre tipos móveis, papel kraft, pequenas lâminas avulsas, saco de papel e circulação postal fez de Poesia Livre simultaneamente publicação de poesia, objeto gráfico e experiência editorial alternativa. Fontes especializadas registram colaboradores como Paulo Leminski, Alice Ruiz, Eduardo Kac, Francisco Alvim, Carlos Ávila, Régis Bonvicino e Nicolas Behr.A relação entre Guilherme Mansur e Nicolas Behr é particularmente importante para compreender as conexões entre Poesia Livre, poesia marginal, edição independente e circulação postal no final da década de 1970. Nicolas Behr começou a frequentar Ouro Preto na segunda metade dos anos 1970 e ali conheceu Mansur. Décadas depois, Behr recordou que publicou em Poesia Livre e que os dois mantiveram uma amizade muito próxima até os últimos anos da vida de Guilherme. Segundo Behr, nunca produziram um livro em coautoria, mas havia entre eles colaboração editorial, convivência artística e admiração recíproca.Essa relação também é materialmente documentada por cartões, obras gráficas e objetos de Arte Postal ligados a Guilherme Mansur, Nicolas Behr e outros autores da mesma rede. O uso de cartões impressos com as indicações Arte Postal e Mail Art e com endereço de Mansur em Ouro Preto demonstra como o suporte postal fazia parte de seu sistema de produção e circulação. A associação entre palavra, tipografia, correio, intervenção manual e correspondência transforma esses objetos em documentos da rede de intercâmbio poético que conectava artistas de diferentes cidades brasileiras e do exterior.Durante os anos 1980, Guilherme Mansur expandiu sua atuação como editor e tipógrafo. Editou poesia de autores como Álvaro Andrade Garcia, Haroldo de Campos, Carlos Ávila, Sylvio Back, Jussara Salazar, Régis Bonvicino, Laís Corrêa de Araújo, Paulo Leminski e Alice Ruiz. Nesse período, sua produção deixa cada vez mais evidente que a tipografia não era apenas um procedimento técnico, mas matéria poética. Letras, sinais, resíduos de impressão, escalas tipográficas e relações entre vazio e mancha gráfica passaram a estruturar seus poemas e objetos.Nos anos 1990, Mansur desenvolveu projetos como os poemas cartazes Não/Nada, com participação de colaboradores como Augusto de Campos e Arnaldo Antunes, e o poema instalação Quadriláxia. A obra foi inicialmente montada em Ouro Preto, depois participou da exposição coletiva Ícones da Utopia no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e em 1992 ganhou montagem no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Quadriláxia articulava lixo tipográfico, papel, lona e hematita, relacionando a materialidade da impressão ao território mineral de Minas Gerais. Em 1993, a obra teve ainda um desdobramento performático durante evento comemorativo dos 30 anos da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda.Mansur publicou seu primeiro livro de poesia, Os sete fôlegos, em 1992. Posteriormente, apareceram trabalhos como Gatimanhas & Felinuras, em parceria editorial com Haroldo de Campos, Barrocobeat, Hai Kais com Alice Ruiz, Bené Blake com Dimas Guedes, Haicavalígrafos, Bandeiras territórios imaginários, Bahia Baleia e Pedra. Paralelamente, criou poemas instalação, poemas objeto, cartazes, publicações e intervenções no espaço urbano.Outro núcleo importante de sua trajetória foi a série de chuvas de poesia realizadas em Ouro Preto, com lançamento de poemas a partir das torres e áreas das igrejas da cidade. A relação entre cidade histórica, arquitetura, pedra, palavra e impressão atravessa grande parte de sua obra. Em 2014, o Instituto Federal de Minas Gerais inaugurou em seu campus de Ouro Preto o poema escultura Batuque, produzido em aço vazado, transferindo para a escala arquitetônica procedimentos que Mansur havia explorado durante décadas na tipografia.Guilherme Mansur também atuou no Suplemento Literário de Minas Gerais, realizou trabalho editorial, desenvolveu projetos gráficos e, nos anos 2000, esteve entre os fundadores do Fórum das Letras de Ouro Preto. Sua produção inclui ainda revistas, jornais, fontes digitais e múltiplos experimentos que atravessam poesia visual, design, edição, instalação e publicação de artista.Sua importância histórica está na integração entre poesia e tipografia como práticas inseparáveis. A experiência de Poesia Livre, sua atuação em Arte Postal e Mail Art, as redes construídas com poetas como Nicolas Behr, Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Paulo Leminski e Alice Ruiz, e obras como Quadriláxia e Batuque colocam Guilherme Mansur em posição singular na poesia experimental brasileira. Sua trajetória ajuda a compreender como, a partir de Ouro Preto, uma oficina gráfica, um saco de papel, cartões postais, tipos móveis e redes de correspondência puderam constituir uma plataforma de circulação poética de alcance nacional e internacional.

English

BIOGRAPHY IN ENGLISHGuilherme Mansur Barbosa, known as Guilherme Mansur, was born in Ouro Preto, Minas Gerais, on May 31, 1958, and died in Belo Horizonte on September 27, 2023. A poet, typographer, editor, graphic artist, and creator of experimental publications, he developed a body of work in which poetry, typography, books, posters, objects, installations, and postal circulation formed a single field of artistic practice. He grew up within the environment of Gráfica Ouro Preto, owned by his family, and began producing poems at an early age through direct contact with movable type, printing, and traditional graphic processes. Typography became a central language in his poetics, leading Haroldo de Campos to associate him with the idea of the tipoeta, a fusion of typographer and poet.During the 1970s, Mansur brought together poetic production, independent publishing, and Mail Art. His involvement in Arte Postal included participation in international mail art circuits, with documented activity in Monza, Italy. Academic sources also record his participation in the First Mail Art Biennial in Monza in 1980. Postal circulation was not a secondary element of his work. It was directly connected to the need to circulate poems, postcards, publications, and printed matter beyond conventional institutions, linking Ouro Preto with national and international networks of artists, poets, and editors.In 1977, at the age of nineteen, Guilherme Mansur created Poesia Livre, a publication he described as a magazine object. Developed at Gráfica Ouro Preto, the project combined movable type, sheets of kraft paper, and a brown paper bag used as its container. Mansur later explained that he wished to avoid the conventional format of an individual poetry book and instead establish a shared space for different writers. The project was also connected with a poetry panel at Fundação de Arte de Ouro Preto, where writers posted their texts, and from its early editions Poesia Livre aimed to expand beyond the local context.Poesia Livre became one of the central projects of Mansur's editorial activity. Its earliest issues presented poets from Ouro Preto, but the publication gradually began receiving and distributing contributions from writers throughout Brazil. It circulated by mail, through newsstands, cultural events, and independent networks. Its combination of movable type, kraft paper, loose sheets, brown paper packaging, and postal distribution made Poesia Livre simultaneously a poetry publication, a graphic object, and an alternative publishing experiment. Specialist sources identify contributors including Paulo Leminski, Alice Ruiz, Eduardo Kac, Francisco Alvim, Carlos Ávila, Régis Bonvicino, and Nicolas Behr.The relationship between Guilherme Mansur and Nicolas Behr is especially important for understanding the connections among Poesia Livre, marginal poetry, independent publishing, and postal circulation at the end of the 1970s. Nicolas Behr began visiting Ouro Preto during the second half of that decade and met Mansur there. Many years later, Behr recalled that he had published in Poesia Livre and that the two maintained a close friendship until the final years of Mansur's life. Behr stated that they never produced a book together, but their relationship involved editorial collaboration, artistic exchange, and mutual admiration.This relationship is also materially documented through postcards, graphic works, and Mail Art objects associated with Guilherme Mansur, Nicolas Behr, and other participants in the same network. Printed postcards bearing the terms Arte Postal and Mail Art and Mansur's Ouro Preto address demonstrate how postal formats were part of his system of production and circulation. The combination of word, typography, mail, manual intervention, and correspondence turned such objects into records of an active poetic exchange network connecting artists in different Brazilian cities and abroad.During the 1980s, Guilherme Mansur expanded his work as an editor and typographer. He published poetry by writers including Álvaro Andrade Garcia, Haroldo de Campos, Carlos Ávila, Sylvio Back, Jussara Salazar, Régis Bonvicino, Laís Corrêa de Araújo, Paulo Leminski, and Alice Ruiz. During this period, typography became increasingly evident not only as a technical method but as poetic material. Letters, signs, printing remnants, typographic scales, and relations between blank space and printed form became structural components of his poems and objects.In the 1990s, Mansur developed projects including the Não/Nada poster poem series, involving collaborators such as Augusto de Campos and Arnaldo Antunes, and the poem installation Quadriláxia. The work was first installed in Ouro Preto, later appeared in the group exhibition Ícones da Utopia at Palácio das Artes in Belo Horizonte, and in 1992 was presented at Centro Cultural Banco do Brasil in Rio de Janeiro. Quadriláxia combined typographic waste, paper, canvas, and hematite, connecting the materiality of printing with the mineral territory of Minas Gerais. In 1993, the work also developed into a performance during an event commemorating the thirtieth anniversary of the Semana Nacional de Poesia de Vanguarda.Mansur published his first poetry book, Os sete fôlegos, in 1992. Later publications included Gatimanhas & Felinuras, connected with Haroldo de Campos, Barrocobeat, Hai Kais with Alice Ruiz, Bené Blake with Dimas Guedes, Haicavalígrafos, Bandeiras territórios imaginários, Bahia Baleia, and Pedra. At the same time, he continued producing poem installations, objects, posters, publications, and interventions in public space.Another significant part of his practice consisted of poetry rain interventions in Ouro Preto, in which printed poems were released from church towers and surrounding areas. The relationship among the historic city, architecture, stone, word, and printing runs throughout his work. In 2014, Instituto Federal de Minas Gerais inaugurated his steel poem sculpture Batuque on its Ouro Preto campus, transferring to an architectural scale procedures that Mansur had explored for decades through typography.Mansur also worked with the Suplemento Literário de Minas Gerais, undertook extensive editorial and graphic design activities, and in the 2000s became one of the founders of the Fórum das Letras de Ouro Preto. His production also included magazines, newspapers, digital typefaces, and numerous experiments across visual poetry, design, publishing, installation, and artists publications.His historical significance lies in the integration of poetry and typography as inseparable practices. The experience of Poesia Livre, his activity in Arte Postal and Mail Art, the networks he built with poets such as Nicolas Behr, Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Paulo Leminski, and Alice Ruiz, and works such as Quadriláxia and Batuque place Guilherme Mansur in a singular position within Brazilian experimental poetry. His career demonstrates how, from Ouro Preto, a printing workshop, a paper bag, postcards, movable type, and correspondence networks could form a platform for poetic circulation with national and international reach.

Currículo

CURRÍCULO EM PORTUGUÊSIDENTIFICAÇÃOGuilherme Mansur Barbosa, conhecido como Guilherme Mansur. Nascido em Ouro Preto, Minas Gerais, em 31 de maio de 1958. Falecido em Belo Horizonte em 27 de setembro de 2023. Poeta, tipógrafo, editor, artista gráfico e criador de publicações, objetos e instalações poéticas. Sua atuação está vinculada à poesia visual, poesia experimental, tipografia, publicação independente, Arte Postal, Mail Art, livro e publicação de artista.FORMAÇÃO E FORMAÇÃO GRÁFICADécadas de 1960 e 1970. Formação prática no ambiente da gráfica da família em Ouro Preto. O contato precoce com tipos móveis, composição e impressão tornou a tipografia uma base estrutural de sua produção poética. Não foi localizada nas fontes consultadas uma formação universitária específica que deva ser afirmada como comprovada.ARTE POSTAL E MAIL ARTDécada de 1970. Atuação no circuito de Arte Postal e Mail Art.Participação documentada em exposição ou bienal de Arte Correio em Monza, Itália.Década de 1970. Produção e circulação de cartões de Arte Postal a partir de Ouro Preto, incluindo suportes impressos identificados como Arte Postal e Mail Art. Os documentos preservados registram intercâmbios postais com poetas e artistas no Brasil e no exterior.POESIA LIVRECriação de Poesia Livre em Ouro Preto. Revista objeto composta com tipos móveis, impressa em lâminas de papel kraft e acondicionada em saco de papel pardo.Lançamento da primeira edição em Ouro Preto.1977 a década de 1980. Circulação de Poesia Livre pelo correio, eventos culturais, bancas e redes independentes.A quarta edição registra a intenção de ampliar a participação para poetas de todo o Brasil.A partir de 1980. O projeto passa por coedições e amplia sua rede de colaboradores.COLABORADORES DOCUMENTADOS DE POESIA LIVREEntre os colaboradores localizados nas fontes consultadas estão Nicolas Behr, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Eduardo Kac, Francisco Alvim, Carlos Ávila, Régis Bonvicino e outros poetas ligados às redes independentes de publicação.RELAÇÃO COM NICOLAS BEHRSegunda metade da década de 1970. Nicolas Behr começa a frequentar Ouro Preto e conhece Guilherme Mansur.Décadas de 1970 e 1980. Nicolas Behr publica em Poesia Livre e participa da rede editorial e postal associada a Mansur.Até 2023. A amizade entre Guilherme Mansur e Nicolas Behr permanece ativa durante décadas.Nicolas Behr participa de homenagem editorial a Guilherme Mansur, recordando publicamente a amizade e sua colaboração com Poesia Livre.ATUAÇÃO EDITORIALDécada de 1980. Edição de obras e publicações de Álvaro Andrade Garcia, Haroldo de Campos, Carlos Ávila, Sylvio Back, Jussara Salazar, Régis Bonvicino, Laís Corrêa de Araújo, Paulo Leminski e Alice Ruiz, entre outros.Década de 1990. Reforma gráfica e atuação como paginador do Suplemento Literário de Minas Gerais, segundo fontes biográficas consultadas.Década de 1990. Edição da série de poemas cartazes Não/Nada, com colaboradores como Augusto de Campos e Arnaldo Antunes.Anos 2000. Edição da revista de fotografia Lambe Lambe e criação do jornal de arte e poesia Amilcar.POEMAS, INSTALAÇÕES E PROJETOSDécada de 1980. Poema instalação Sísifo.Primeira montagem documentada de Quadriláxia no mirante da Casa dos Contos, Ouro Preto.Quadriláxia apresentada na exposição coletiva Ícones da Utopia, Palácio das Artes, Belo Horizonte, com curadoria de José Alberto Nemer.Quadriláxia apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.Desdobramento performático de Quadriláxia durante evento comemorativo dos 30 anos da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, com projeções durante leitura de Haroldo de Campos.Década de 1990. Série de chuvas de poesia realizadas em torres e espaços de igrejas de Ouro Preto.Batuque, poema escultura em aço vazado, inaugurado no campus Ouro Preto do Instituto Federal de Minas Gerais.Camelódromo, poema instalação realizado na Fundação de Arte de Ouro Preto.LIVROS E PUBLICAÇÕES DOCUMENTADASOs sete fôlegos.Gatimanhas & Felinuras, relacionado à colaboração editorial com Haroldo de Campos.Barrocobeat.Hai Kais, com Alice Ruiz.Bené Blake, com Dimas Guedes.Haicavalígrafos.Bandeiras territórios imaginários.Bahia Baleia.Pedra.OUTRAS PUBLICAÇÕES E PROJETOS GRÁFICOSDécada de 1990. Série Não/Nada.Anos 2000. Revista Lambe Lambe.Anos 2000. Jornal Amilcar.Criação da fonte digital Verga, posteriormente divulgada na revista Tupigrafia.ATIVIDADES CULTURAIS E INSTITUCIONAISAnos 2000. Cofundação do Fórum das Letras de Ouro Preto com Guiomar de Grammont. Guilherme Mansur também criou a identidade gráfica do evento, segundo fontes biográficas consultadas.Participação no projeto Arte no Campus do IFMG com Batuque.EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS DOCUMENTADASQuadriláxia. Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro. Instalação formada por elementos tipográficos, papel, lona e hematita.Outras exposições individuais podem existir, mas não foram localizadas com comprovação suficiente nas fontes consultadas para serem apresentadas aqui como lista completa.EXPOSIÇÕES COLETIVAS DOCUMENTADASParticipação em evento de Arte Correio em Monza, Itália.Ícones da Utopia. Palácio das Artes, Belo Horizonte. Participação com Quadriláxia. Curadoria de José Alberto Nemer.Evento comemorativo dos 30 anos da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, Belo Horizonte. Participação com desdobramento de Quadriláxia.BIBLIOGRAFIA E RECEPÇÃOHaroldo de Campos associou Guilherme Mansur ao conceito de tipoeta, destacando a fusão entre tipografia e poesia em sua produção.O projeto Poesia Livre é objeto de pesquisa acadêmica dedicada à relação entre tipografia, edição e poesia experimental.A trajetória de Mansur foi registrada em depoimentos e estudos sobre edição, tipografia e poesia contemporânea, além de documentário dedicado à sua obra.CRONOLOGIANascimento em Ouro Preto, Minas Gerais.Criação de Poesia Livre em Ouro Preto.Final dos anos 1970. Atuação em Arte Postal e circulação de poemas e cartões pelo correio.Poesia Livre nº 4 registra ampliação do projeto para poetas de outras regiões do Brasil.Segunda metade dos anos 1970. Início da relação de Guilherme Mansur com Nicolas Behr em Ouro Preto.Participação em circuito de Arte Correio em Monza, Itália.Década de 1980. Ampliação da atividade editorial e tipográfica.Primeira montagem documentada de Quadriláxia em Ouro Preto.Quadriláxia em Ícones da Utopia, Palácio das Artes, Belo Horizonte.Quadriláxia no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro. Publicação de Os sete fôlegos.Desdobramento performático de Quadriláxia em evento da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda.Década de 1990. Série Não/Nada, chuvas de poesia em Ouro Preto e trabalho no Suplemento Literário de Minas Gerais.Barrocobeat.Hai Kais e Bené Blake.Anos 2000. Atuação em novos projetos editoriais e fundação do Fórum das Letras de Ouro Preto.Haicavalígrafos.Bandeiras territórios imaginários.Bahia Baleia.Inauguração de Batuque no IFMG Campus Ouro Preto.Pedra e Camelódromo. Falecimento em 27 de setembro.

English

CURRICULUM IN ENGLISHIDENTIFICATIONGuilherme Mansur Barbosa, known as Guilherme Mansur. Born in Ouro Preto, Minas Gerais, on May 31, 1958. Died in Belo Horizonte on September 27, 2023. Poet, typographer, editor, graphic artist, and creator of poetic publications, objects, and installations. His practice is associated with visual poetry, experimental poetry, typography, independent publishing, Arte Postal, Mail Art, artists publications, and artists books.EDUCATION AND GRAPHIC TRAINING1960s and 1970s. Practical formation within his family's printing workshop in Ouro Preto. Early contact with movable type, composition, and printing made typography a structural foundation of his poetic work. No specific university degree was located in the sources consulted with sufficient documentation to be stated as confirmed.ARTE POSTAL AND MAIL ART1970s. Active within Arte Postal and Mail Art networks.Documented participation in a Mail Art exhibition or biennial in Monza, Italy.1970s. Production and circulation of Mail Art postcards from Ouro Preto, including printed supports identified as Arte Postal and Mail Art. Preserved documents record exchanges with poets and artists in Brazil and abroad.POESIA LIVRECreation of Poesia Livre in Ouro Preto. A magazine object composed with movable type, printed on kraft paper sheets, and housed in a brown paper bag.Launch of the first issue in Ouro Preto.1977 through the 1980s. Circulation of Poesia Livre by mail, at cultural events, through newsstands, and within independent networks.The fourth issue recorded the intention to open participation to poets throughout Brazil.From 1980 onward. The project expanded its editorial network and collaborations.DOCUMENTED POESIA LIVRE CONTRIBUTORSContributors located in the consulted sources include Nicolas Behr, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Eduardo Kac, Francisco Alvim, Carlos Ávila, Régis Bonvicino, and other poets connected with independent publishing networks.RELATIONSHIP WITH NICOLAS BEHRSecond half of the 1970s. Nicolas Behr began visiting Ouro Preto and met Guilherme Mansur.1970s and 1980s. Nicolas Behr published in Poesia Livre and participated in the editorial and postal network associated with Mansur.Until 2023. The friendship between Guilherme Mansur and Nicolas Behr continued for decades.Nicolas Behr participated in a publication honoring Guilherme Mansur and publicly recalled both their friendship and his contribution to Poesia Livre.EDITORIAL ACTIVITIES1980s. Publication and editorial work involving Álvaro Andrade Garcia, Haroldo de Campos, Carlos Ávila, Sylvio Back, Jussara Salazar, Régis Bonvicino, Laís Corrêa de Araújo, Paulo Leminski, Alice Ruiz, and others.1990s. Graphic redesign and pagination work for Suplemento Literário de Minas Gerais, according to the biographical sources consulted.1990s. Edition of the Não/Nada poster poem series, with collaborators including Augusto de Campos and Arnaldo Antunes.2000s. Edition of the photography magazine Lambe Lambe and creation of the art and poetry newspaper Amilcar.POEM INSTALLATIONS AND PROJECTS1980s. Sísifo poem installation.First documented installation of Quadriláxia at the Casa dos Contos viewpoint in Ouro Preto.Quadriláxia presented in the group exhibition Ícones da Utopia at Palácio das Artes, Belo Horizonte, curated by José Alberto Nemer.Quadriláxia presented at Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.Performance development of Quadriláxia during an event commemorating the thirtieth anniversary of the Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, with projections accompanying a reading by Haroldo de Campos.1990s. Series of poetry rain interventions from church towers and surrounding spaces in Ouro Preto.Batuque, a steel poem sculpture, inaugurated at the Ouro Preto campus of Instituto Federal de Minas Gerais.Camelódromo, poem installation presented at Fundação de Arte de Ouro Preto.DOCUMENTED BOOKS AND PUBLICATIONSOs sete fôlegos.Gatimanhas & Felinuras, associated with Haroldo de Campos.Barrocobeat.Hai Kais, with Alice Ruiz.Bené Blake, with Dimas Guedes.Haicavalígrafos.Bandeiras territórios imaginários.Bahia Baleia.Pedra.OTHER PUBLICATIONS AND GRAPHIC PROJECTS1990s. Não/Nada series.2000s. Lambe Lambe magazine.2000s. Amilcar art and poetry newspaper.Creation of the Verga digital typeface, later published in Tupigrafia magazine.CULTURAL AND INSTITUTIONAL ACTIVITIES2000s. Cofounder of Fórum das Letras de Ouro Preto with Guiomar de Grammont. Mansur also created the event's graphic identity according to the biographical sources consulted.Participation in the IFMG Arte no Campus project with Batuque.DOCUMENTED SOLO EXHIBITIONSQuadriláxia. Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro. Installation using typographic elements, paper, canvas, and hematite.Other solo exhibitions may exist, but they were not located with sufficient documentation in the consulted sources to be presented as a complete list.DOCUMENTED GROUP EXHIBITIONSParticipation in a Mail Art event in Monza, Italy.Ícones da Utopia. Palácio das Artes, Belo Horizonte. Participation with Quadriláxia. Curated by José Alberto Nemer.Event commemorating the thirtieth anniversary of the Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, Belo Horizonte. Participation through a performance development of Quadriláxia.BIBLIOGRAPHY AND RECEPTIONHaroldo de Campos associated Guilherme Mansur with the concept of tipoeta, emphasizing the fusion of typography and poetry in his work.Poesia Livre has been the subject of academic research focused on the relationship among typography, publishing, and experimental poetry.Mansur's career has been documented in studies and testimonies on editing, typography, and contemporary poetry, as well as in a documentary dedicated to his work.CHRONOLOGYBorn in Ouro Preto, Minas Gerais.Creation of Poesia Livre in Ouro Preto.Late 1970s. Participation in Arte Postal and circulation of poems and postcards through the mail.Poesia Livre no. 4 records the expansion of the project toward poets from other regions of Brazil.Second half of the 1970s. Beginning of Guilherme Mansur's relationship with Nicolas Behr in Ouro Preto.Participation in a Mail Art circuit in Monza, Italy.1980s. Expansion of editorial and typographic activities.First documented installation of Quadriláxia in Ouro Preto.Quadriláxia in Ícones da Utopia at Palácio das Artes, Belo Horizonte.Quadriláxia at Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro. Publication of Os sete fôlegos.Performance development of Quadriláxia during an event related to the Semana Nacional de Poesia de Vanguarda.1990s. Não/Nada series, poetry rain interventions in Ouro Preto, and work for Suplemento Literário de Minas Gerais.Barrocobeat.Hai Kais and Bené Blake.2000s. New editorial projects and participation in the founding of Fórum das Letras de Ouro Preto.Haicavalígrafos.Bandeiras territórios imaginários.Bahia Baleia.Inauguration of Batuque at IFMG Campus Ouro Preto.Pedra and Camelódromo. Death on September 27.

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