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Sarenco - Italia

Local de nascimento: Vobarno, na província de Brescia Italia

Data de nascimento: 1945

Local de falecimento: Salò , Italia

Data de falecimento: 2017

BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSSarenco foi o nome artístico de Isaia Mabellini, poeta visual, artista, performer, editor, cineasta, fotógrafo e organizador cultural italiano, nascido em Vobarno, na província de Brescia, em 1945, e falecido em Salò em 2017. Foi um dos protagonistas da poesia visual italiana e das redes internacionais de poesia experimental da segunda metade do século XX. Sua produção articulou palavra, imagem, fotografia, collage, assemblage, publicação, performance, cinema e intervenção política, desenvolvendo uma concepção ampliada da poesia que ele relacionou à ideia de poesia total. Estudou no liceu clássico Arnaldo, em Brescia, e filosofia na Universidade de Milão. Começou a escrever poesia linear em 1961 e, a partir de 1963, direcionou sua pesquisa para a poesia visual. Nesse período estabeleceu contato com artistas do Gruppo 70 e integrou oficialmente o grupo em 1964.A relação de Sarenco com o Movimento Poema Processo brasileiro é especialmente importante para compreender sua posição dentro das redes internacionais de vanguarda. A documentação atualmente localizada não permite classificá lo como fundador ou integrante formal do Poema Processo. Entretanto, existe uma ligação direta, consistente e documentalmente comprovada entre Sarenco e alguns dos principais formuladores e participantes do movimento brasileiro, particularmente Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá, Moacy Cirne, Anchieta Fernandes e a rede internacional conectada a Clemente Padín e Edgardo Antonio Vigo. Essa relação não deve ser reduzida a mera afinidade estilística, pois envolve participação em exposições comuns, circulação editorial, correspondência pessoal e intercâmbio direto de obras e documentos.Um documento fundamental dessa conexão é a Exposición Internacional de la Nueva Poesía, intitulada Liberarse, organizada pelo coletivo e pela revista OVUM 10 sob direção de Clemente Padín, realizada na Facultad de Humanidades y Ciencias, em Montevidéu, de 12 a 22 de agosto de 1969. Sarenco aparece entre os participantes italianos ao lado de Eugenio Miccini, Mirella Bentivoglio, Ugo Carrega, Adriano Spatola e outros. Na mesma exposição aparece um núcleo brasileiro numeroso formado por artistas e poetas diretamente associados ao Poema Processo, entre eles Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Sá, Moacy Cirne, Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Joaquim Branco, Sebastião Carvalho e outros. A presença simultânea de Sarenco e dos integrantes brasileiros nesse evento constitui evidência concreta de que ambos estavam inseridos no mesmo circuito transnacional da nova poesia já no final da década de 1960.Essa aproximação também é perceptível em documentação brasileira de 1971. No artigo Poética no Mundo, com o subtítulo Uruguai em Pauta, Anchieta Fernandes, um dos participantes do ambiente do Poema Processo, registra Sarenco entre uma ampla constelação internacional de poetas experimentais que incluía Clemente Padín, Edgardo Antonio Vigo, Julien Blaine, Henri Chopin, Pierre Garnier, Eugenio Miccini, Alain Arias Misson, Jean François Bory, Paul de Vree e Jochen Gerz. O documento evidencia que Sarenco já era reconhecido e acompanhado no Brasil dentro do mesmo sistema internacional de circulação no qual os artistas do Poema Processo procuravam inserir a experiência brasileira.A conexão torna se ainda mais direta durante a década de 1970 por meio da correspondência pessoal. O Arquivo Poema Processo conserva carta manuscrita e assinada por Sarenco dirigida a Neide de Sá, datada de 29 de setembro de 1978. O mesmo acervo preserva carta datilografada de Álvaro de Sá para Sarenco, também de 1978. Além disso, existe no arquivo um grande poster de Sarenco, medindo 70 por 100 centímetros, endereçado a Neide Dias de Sá. Esse conjunto constitui evidência material de uma relação efetiva de comunicação e intercâmbio entre o poeta visual italiano e dois dos principais articuladores históricos do Poema Processo no Rio de Janeiro.Essa documentação é particularmente relevante porque o Poema Processo, iniciado em 1967 no Brasil, propunha uma radical ampliação da ideia de poema. Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá, Moacy Cirne e outros participantes trabalharam com signo, sequência, estrutura, objeto, participação, comunicação e linguagem visual, deslocando o poema para além da dependência da palavra. Sarenco, embora formado no contexto específico da poesia visiva italiana, desenvolveu paralelamente uma estratégia de desestabilização da linguagem verbal por meio da associação entre texto e imagem, da apropriação de meios de comunicação e da utilização da poesia como instrumento de intervenção política. A aproximação entre esses campos ocorreu por meio das redes internacionais de circulação e não pela submissão de uma experiência à outra.Na Itália, Sarenco estabeleceu a partir de 1963 relações com o Gruppo 70 e desenvolveu trabalhos baseados em textos epigramáticos, imagens provenientes da comunicação de massa, collage, assemblage e tela emulsionada. Sua poesia visual adquiriu forte caráter político e crítico, utilizando os mecanismos da publicidade, da imprensa e da cultura de massa contra os próprios sistemas ideológicos que os produziam. Começou a expor em 1965 e construiu ao longo das décadas seguintes uma produção de grande escala, abrangendo poesia visual, objetos, instalações, performance, fotografia, cinema e edição.Sua atividade editorial foi decisiva. Em 1968 fundou a revista Amodulo e posteriormente as Edizioni Amodulo. Em 1971 fundou Lotta Poetica, publicação internacional dirigida com Paul de Vree e articulada com uma ampla rede de colaboradores europeus. A estrutura editorial de Lotta Poetica incluía participantes de diversos países, entre eles Gianni Bertini, Eugenio Miccini, Michele Perfetti, Jochen Gerz, Ji?í Valoch, Miroljub Todorovi? e outros representantes da poesia experimental internacional. Em 1972 Sarenco criou com Eugenio Miccini a editora SAR.MIC e, em 1977, fundou Factotum Art.O convite da exposição individual de Sarenco no Studio Santandrea, em Milão, número 30 da programação da instituição, documenta uma mostra inaugurada em 9 de maio de 1972 às 21h30. O próprio impresso registra dados importantes de sua trajetória inicial, como sua origem em Vobarno, seus estudos de filosofia em Milão, a criação de Amodulo em 1968, a fundação de Lotta Poetica em 1971 e a criação das Edizioni Sarmic com Eugenio Miccini em 1972. A publicação reproduz ainda a obra Natura e Morte, exemplo de seu emprego do jogo verbal e da transformação semântica associada à imagem.Entre as obras e ciclos posteriormente destacados em retrospectivas de Sarenco encontram se Traditi, Grande Strage, Finalmente l Avanguardia, Il popolo è forte armato vincerà, Avanti o popolo alla riscossa, Poetical Licence, Tabù, Tempo, I miei poeti, Autoritratti africani, Il Poeta è nudo, Solo come un poeta e Andiamo a scuola. Em muitos desses trabalhos a poesia visual atua como instrumento de crítica da cultura, dos sistemas políticos, do mercado e das convenções artísticas.Sarenco criou também grupos e plataformas de colaboração internacional, entre eles o Gruppo Internazionale di Poesia Visiva, também conhecido como Gruppo dei Nove, e posteriormente Logomotives. Sua intensa atuação como editor e organizador converteu a publicação em parte integrante de seu projeto artístico. Revistas, livros, cartazes, cartões, correspondências e edições funcionavam não apenas como documentação, mas como dispositivos de circulação poética. Essa característica explica sua proximidade com as redes de arte postal e com artistas latino americanos cuja produção dependia do intercâmbio internacional de documentos e obras. O Archivio Conz identifica Sarenco também como participante ativo da Mail Art.A partir de 1982, suas viagens à África e à Ásia passaram a modificar substancialmente sua produção. A África tornou se um dos eixos de sua pesquisa, particularmente o Quênia, onde desenvolveu projetos, produziu obras, organizou eventos e estabeleceu relações com artistas locais. Mais tarde organizou quatro edições da Bienal Internacional de Arte de Malindi, realizadas em 2006, 2008, 2010 e 2012.Sarenco também construiu uma trajetória cinematográfica. Escreveu em 1968 o roteiro que posteriormente resultaria em Collage, realizado em 1984. O filme foi apresentado no contexto do Festival de Cinema de Veneza no ano seguinte, e outras produções cinematográficas seguiram. Fontes institucionais atribuem a Sarenco mais de quarenta livros e quinze filmes ao longo de sua trajetória.Sua presença institucional alcançou alguns dos mais importantes circuitos internacionais da arte contemporânea. Participou de quatro edições da Bienal de Veneza, em 1972, 1986, 2001 e 2011. Participou da Documenta 5 de Kassel em 1972 e esteve relacionado a exposições no Stedelijk Museum de Amsterdam, no Museum of Modern Art de Nova York, no Centre Pompidou de Paris, no MART de Rovereto e no Museo del Novecento de Milão. Em 2001 participou da Bienal de Veneza em contexto curatorial de Harald Szeemann com espaço individual dedicado a sua obra.A importância histórica de Sarenco reside na transformação da poesia em uma prática expandida capaz de integrar publicação, performance, imagem, cinema, objeto, política e circulação internacional. Sua relação com o Poema Processo deve ser registrada com precisão: não foi localizado documento que permita apresentá lo como fundador ou membro formal do movimento brasileiro, mas as fontes documentam uma ligação forte e concreta com sua rede. Sarenco participou em 1969 de exposição internacional ao lado de Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Sá, Moacy Cirne e numerosos integrantes brasileiros, foi mencionado em documentação do ambiente do Poema Processo em 1971, manteve correspondência direta com Neide de Sá e Álvaro de Sá em 1978 e enviou obra a Neide. Esses registros transformam Sarenco em uma entidade importante para o estudo das conexões entre Poema Processo, poesia visiva italiana, poesia visual internacional, Mail Art e redes alternativas de comunicação artística entre Europa e América Latina.

English

BIOGRAPHY IN ENGLISHSarenco was the artistic name of Isaia Mabellini, an Italian visual poet, artist, performer, publisher, filmmaker, photographer and cultural organizer, born in Vobarno in the province of Brescia in 1945 and deceased in Salò in 2017. He became one of the leading figures of Italian Visual Poetry and of the international networks of experimental poetry that developed during the second half of the twentieth century. His practice connected word, image, photography, collage, assemblage, publishing, performance, cinema and political intervention and contributed to an expanded conception of poetry that he associated with Total Poetry. He attended the Arnaldo classical high school in Brescia and studied philosophy at the University of Milan. He began writing linear poetry in 1961 and shifted toward visual poetry in 1963, establishing contact with members of Gruppo 70 before formally joining the group in 1964.Sarenco relationship with the Brazilian Process Poem Movement is particularly important for understanding his position within international avant garde networks. The documentation currently located does not support classifying him as a founder or formal member of Poema Processo. It does, however, establish a strong and direct documentary relationship between Sarenco and some of the principal artists and theorists connected with the Brazilian movement, especially Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá, Moacy Cirne and Anchieta Fernandes, as well as the broader international network involving Clemente Padín and Edgardo Antonio Vigo. This connection extended beyond stylistic affinity and included shared exhibitions, international publishing networks, personal correspondence and the direct exchange of works and documents.A crucial document for this relationship is the Exposición Internacional de la Nueva Poesía, Liberarse, organized by OVUM 10 under Clemente Padín and held at the Facultad de Humanidades y Ciencias in Montevideo from 12 to 22 August 1969. Sarenco was listed among the Italian participants together with Eugenio Miccini, Mirella Bentivoglio, Ugo Carrega, Adriano Spatola and other European experimental poets. The same exhibition included an extensive Brazilian group with Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Sá, Moacy Cirne, Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Joaquim Branco, Sebastião Carvalho and numerous other figures associated with Poema Processo. Their simultaneous participation provides concrete evidence that Sarenco and the Brazilian movement were already operating within the same transnational network of new poetry in the late 1960s.This connection was also visible in Brazilian documentation from 1971. Anchieta Fernandes included Sarenco in the article Poética no Mundo, subtitled Uruguai em Pauta, as part of an international constellation of experimental poets that also included Clemente Padín, Edgardo Antonio Vigo, Julien Blaine, Henri Chopin, Pierre Garnier, Eugenio Miccini, Alain Arias Misson, Jean François Bory, Paul de Vree and Jochen Gerz. The document demonstrates that Sarenco was already recognized within the Brazilian experimental environment connected to Poema Processo.The relationship became still more explicit through personal correspondence. The Poema Processo Archive preserves a handwritten and signed letter from Sarenco to Neide de Sá dated 29 September 1978. The same archive preserves a typed letter from Álvaro de Sá to Sarenco from 1978. It also holds a large poster by Sarenco addressed to Neide Dias de Sá. Together these documents constitute material evidence of direct communication and exchange between the Italian visual poet and two of the principal historical organizers of Poema Processo in Rio de Janeiro.The relationship is also significant at the conceptual level. Poema Processo, launched in Brazil in 1967, expanded the definition of the poem through sign, structure, sequence, object, participation and communication, often reducing or completely eliminating dependence on conventional verbal language. Sarenco emerged from the distinct context of Italian poesia visiva, but likewise challenged conventional reading through the collision of text and image, the appropriation of mass media and the transformation of poetry into an instrument of political and cultural action. Their convergence occurred through international exchange rather than through the subordination of one movement to the other.In Italy, Sarenco developed works using epigrammatic texts, images drawn from mass communication, collage, assemblage and emulsified canvas. His visual poetry was frequently political and confrontational, turning the vocabulary and imagery of the press and advertising against established cultural and ideological systems. He began exhibiting in 1965 and over the following decades expanded his practice into objects, installations, performance, photography, film and publishing.Publishing was central to his career. He founded the magazine Amodulo in 1968 and subsequently established Edizioni Amodulo. In 1971 he founded Lotta Poetica with Paul de Vree. The publication created an extensive international network of contributors that included Gianni Bertini, Eugenio Miccini, Michele Perfetti, Jochen Gerz, Ji?í Valoch, Miroljub Todorovi? and other major figures of experimental poetry. In 1972 he created SAR.MIC with Eugenio Miccini and in 1977 established Factotum Art.Among works and cycles highlighted in later institutional surveys are Traditi, Grande Strage, Finalmente l Avanguardia, Il popolo è forte armato vincerà, Avanti o popolo alla riscossa, Poetical Licence, Tabù, Tempo, I miei poeti, Autoritratti africani, Il Poeta è nudo, Solo come un poeta and Andiamo a scuola. These works demonstrate the breadth of his approach to poetry as a vehicle for political critique, linguistic experimentation and interdisciplinary artistic practice.Sarenco also created collaborative platforms including the Gruppo Internazionale di Poesia Visiva, also known as the Gruppo dei Nove, and Logomotives. His editorial activity made books, magazines, posters, cards and correspondence integral elements of artistic practice rather than secondary documentation. This helps explain his integration into international Mail Art and alternative communication networks. Archivio Conz specifically identifies him as an active mail artist.Beginning in 1982, extensive travel in Africa and Asia introduced new themes and contexts into his work. Africa, especially Kenya, became increasingly central to his artistic activity. He later organized four editions of the International Art Biennial of Malindi in 2006, 2008, 2010 and 2012.Sarenco also worked extensively in film. A screenplay written in 1968 eventually became the film Collage in 1984. Institutional sources state that he published more than forty books and produced fifteen films during his career.His international exhibition history included four editions of the Venice Biennale in 1972, 1986, 2001 and 2011, Documenta 5 in Kassel in 1972, and presentations connected with the Stedelijk Museum in Amsterdam, the Museum of Modern Art in New York, the Centre Pompidou in Paris, MART in Rovereto and the Museo del Novecento in Milan. In 2001 his participation in the Venice Biennale included an individual room within the edition curated by Harald Szeemann.Sarenco historical importance lies in his transformation of poetry into an expanded field encompassing image, publishing, performance, cinema, objects, politics and international circulation. His connection with Poema Processo must be stated precisely. No evidence located in the consulted sources establishes him as a founder or formal member of the Brazilian movement. Nevertheless, his relationship with its network is strongly documented. He participated in the 1969 Montevideo exhibition together with Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Sá, Moacy Cirne and many other Brazilian participants, appeared in Brazilian experimental poetry documentation in 1971, corresponded directly with Neide de Sá and Álvaro de Sá in 1978 and sent work to Neide. Sarenco is therefore an important figure for research into the international connections linking the Process Poem Movement, Italian Visual Poetry, experimental poetry, Mail Art and alternative artistic communication between Europe and Latin America.

Currículo

CURRÍCULO EM PORTUGUÊSSarenco, nome artístico de Isaia Mabellini, desenvolveu atuação em poesia visual, poesia experimental, performance, fotografia, cinema, edição, Mail Art, livros e publicações de artista, organização cultural e redes internacionais de vanguarda. Sua trajetória possui relação documental direta com o ambiente internacional do Poema Processo brasileiro, especialmente por meio de exposições compartilhadas e correspondências com Neide de Sá e Álvaro de Sá. Não foi localizada documentação suficiente para classificá lo como membro formal do Poema Processo.IDENTIFICAÇÃONome artístico: SarencoNome civil: Isaia MabelliniNascimento: 1945, Vobarno, província de Brescia, ItáliaFalecimento: 2017, Salò, ItáliaNacionalidade: italianaÁreas de atuação: poesia visual, poesia experimental, performance, fotografia, cinema, edição, Mail Art, collage, assemblage, arte conceitual, publicações de artista e organização culturalPeríodo de atividade documentado: início da década de 1960 até 2017Movimentos e contextos relacionados: poesia visiva italiana, Gruppo 70, poesia visual internacional, poesia experimental, Mail Art, Total Poetry e redes internacionais relacionadas ao Poema Processo.FORMAÇÃOEstudou no liceu clássico Arnaldo, em Brescia.Estudou filosofia na Universidade de Milão.INÍCIO DA PRODUÇÃO1961Início da produção de poesia linear.1963Início sistemático da pesquisa em poesia visual.Primeiros contatos com integrantes do Gruppo 70.Obras e projetos visuais dessa fase incluem Traditi, Grande Strage e Finalmente l Avanguardia.1964Ingresso formal no Gruppo 70.1965Início documentado de sua atividade expositiva.MOVIMENTOS, GRUPOS E COLETIVOS1964Gruppo 70Participação como poeta visual dentro do principal ambiente florentino de desenvolvimento da poesia visiva.Década de 1970Gruppo Internazionale di Poesia VisivaTambém referido como Gruppo dei Nove.PosteriormenteLogomotivesGrupo e plataforma internacional de poesia experimental relacionados às atividades organizacionais de Sarenco.ATIVIDADE EDITORIAL E PUBLICAÇÕES1968Fundação da revista Amodulo.Fundação das atividades editoriais que dariam origem às Edizioni Amodulo.1969Edizioni Amodulo.1971Fundação de Lotta Poetica com Paul de Vree.Lotta Poetica tornou se uma plataforma internacional para poesia visual e experimental, reunindo colaboradores de diferentes países e conectando a poesia visiva italiana a uma rede internacional de artistas e poetas.1972Fundação da editora SAR.MIC com Eugenio Miccini.1977Fundação de Factotum Art.LIVROS E PUBLICAÇÕES DOCUMENTADOS ATÉ 19721968ProssimamenteAmoduloBrescia196824.9.68Com Ben e TobasNice1969GonfiableAgentziaParis1970Le mois thermographiqueAgentziaParis1970Black & WhiteAmoduloBrescia1971Political poemsAmoduloBrescia1971Poesia e così siaAmoduloBrescia1971Achtung DichterSampietroBologna1972Teatro pubblicoTèchneFirenze1972Ma esiste un anima rivoluzionaria dell avanguardia?TèchneFirenzeEsses títulos estão documentados no currículo bibliográfico impresso no convite da exposição de Sarenco no Studio Santandrea em 1972. Fontes institucionais posteriores atribuem ao artista mais de quarenta livros ao longo da carreira, porém uma relação bibliográfica completa desses títulos não foi localizada nas fontes consultadas.EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS DOCUMENTADAS NA FASE INICIAL1966Galleria ZenBrescia, Itália1968Galleria TraghettoVenezia, Itália1971Galleria Santa ChiaraBrescia, Itália1971AktionsgalerieBerna, Suíça1972SarencoStudio SantandreaMilano, ItáliaNúmero 30 da programação do Studio SantandreaAbertura em 9 de maio de 1972 às 21h30Obra reproduzida no convite: Natura e Morte1972AktionsgalerieBerna, Suíça1972Le Azioni Poetiche di SarencoStudio BresciaBrescia, ItáliaA existência do cartaz dessa exposição é documentada nos arquivos do Museum of Modern Art de Nova York.EXPOSIÇÕES COLETIVAS E EVENTOS INTERNACIONAIS1969Exposición Internacional de la Nueva PoesíaLiberarseSala de Estudiantes da Facultad de Humanidades y CienciasMontevidéu, Uruguai12 a 22 de agosto de 1969Organização OVUM 10Direção de Clemente PadínParticipação de Sarenco ao lado de artistas internacionais e de numeroso núcleo brasileiro associado ao Poema Processo, incluindo Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Sá, Moacy Cirne, Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Joaquim Branco e Sebastião Carvalho. Trata se de um dos documentos mais importantes para estabelecer a conexão histórica entre Sarenco e a rede do Poema Processo.1970Stedelijk MuseumAmsterdam, Países BaixosParticipação em programação internacional de poesia e experimentação visual registrada por fontes institucionais.1972Documenta 5Kassel, AlemanhaParticipação documentada.1972Bienal de VenezaVenezia, ItáliaParticipação documentada.1986Bienal de VenezaVenezia, ItáliaParticipação documentada.1986Museum of Modern ArtNova York, Estados UnidosParticipação institucional registrada na cronologia do CAMeC.1989Centre PompidouParis, FrançaParticipação documentada.1994Centre PompidouParis, FrançaParticipação documentada.2001Bienal de VenezaVenezia, ItáliaParticipação com sala individual na edição curada por Harald Szeemann.2004Bienal de SevilhaSevilha, EspanhaParticipação documentada juntamente com Maurizio Cattelan.2011Bienal de VenezaVenezia, ItáliaQuarta participação documentada de Sarenco no evento.2013Museo del NovecentoMilano, ItáliaParticipação documentada.2007, 2013 e 2015MARTRovereto, ItáliaParticipações registradas em cronologia institucional.RELAÇÃO DOCUMENTAL COM POEMA PROCESSO1969Participação de Sarenco em Liberarse, em Montevidéu, ao lado de Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Sá, Moacy Cirne e numerosos representantes brasileiros vinculados ao Poema Processo.1971Sarenco aparece citado no artigo Poética no Mundo, Uruguai em Pauta, de Anchieta Fernandes, dentro de uma ampla rede internacional de poesia experimental acompanhada no Brasil.1978Carta datilografada de Álvaro de Sá para Sarenco preservada pelo Arquivo Poema Processo.29 de setembro de 1978Carta manuscrita e assinada de Sarenco para Neide de Sá preservada pelo Arquivo Poema Processo.Data não localizadaPoster de Sarenco endereçado a Neide Dias de Sá, 70 por 100 centímetros, preservado pelo Arquivo Poema Processo.Esses registros comprovam intercâmbio direto entre Sarenco e figuras centrais do Poema Processo. Não foi localizada, entretanto, documentação suficiente para classificá lo como membro formal do movimento brasileiro.OBRAS E CICLOS DOCUMENTADOSTraditiGrande StrageFinalmente l AvanguardiaIl popolo è forte armato vinceràAvanti o popolo alla riscossaNatura e MortePoetical LicenceTabùTempoI miei poetiAutoritratti africaniIl Poeta è nudoSolo come un poetaAndiamo a scuolaCINEMA1968Redação do roteiro posteriormente transformado em Collage.1984CollagePrimeiro filme de Sarenco segundo o Archivio Conz e a cronologia institucional do CAMeC.1985Apresentação de Collage no contexto do Festival de Cinema de Veneza.A produção cinematográfica total atribuída institucionalmente a Sarenco alcança quinze filmes.ÁFRICA E PROJETOS INTERNACIONAISA partir de 1982Viagens frequentes à África e à Ásia.O continente africano passa a ocupar posição central em sua produção.2006Primeira edição da Bienal Internacional de Arte de Malindi, Quênia.2008Segunda edição.2010Terceira edição.2012Quarta edição.RETROSPECTIVA PÓSTUMA2023 a 2024Sarenco, La platea dell umanitàCAMeC Centro Arte Moderna e ContemporaneaLa Spezia, Itália31 de março de 2023 a 14 de janeiro de 2024Curadoria de Giosuè AllegriniA exposição reuniu aproximadamente 170 obras cobrindo cerca de cinquenta anos de produção, acompanhadas por documentação bibliográfica e arquivística.ARQUIVOS E COLEÇÕES DOCUMENTAISArquivo Poema ProcessoBrasilPreserva correspondência de Sarenco para Neide de Sá, correspondência de Álvaro de Sá para Sarenco, poster endereçado a Neide e documentação de exposições internacionais envolvendo Sarenco e integrantes do Poema Processo.Archivio ConzPreserva obras e documentação de Sarenco e registra sua atuação como poeta visual, performer, cineasta, editor e Mail Artist.Museum of Modern Art ArchivesNova York, Estados UnidosPreserva documentação de Lotta Poetica e cartaz da exposição Le Azioni Poetiche di Sarenco no Studio Brescia.CAMeC Centro Arte Moderna e ContemporaneaLa Spezia, ItáliaInstituição responsável pela grande retrospectiva La platea dell umanità de 2023 e 2024.CRONOLOGIA SINTÉTICA1945Nascimento em Vobarno, Brescia.1961Primeiros poemas lineares.1963Início da pesquisa em poesia visual.1964Ingresso no Gruppo 70.1965Início da atividade expositiva.1968Fundação de Amodulo.1969Participação em Liberarse em Montevidéu ao lado de integrantes do Poema Processo.1971Fundação de Lotta Poetica.1972Fundação de SAR.MIC com Eugenio Miccini.Participação na Documenta 5.Participação na Bienal de Veneza.Exposição individual no Studio Santandrea em Milão.1977Fundação de Factotum Art.1978Correspondência direta com Neide de Sá e Álvaro de Sá.1982Intensificação das viagens e projetos africanos.1984Realização de Collage.1986Participação na Bienal de Veneza e registro institucional ligado ao MoMA.1989 e 1994Participações relacionadas ao Centre Pompidou.2001Bienal de Veneza com sala individual.2004Bienal de Sevilha.2006, 2008, 2010 e 2012Organização das edições da Bienal Internacional de Arte de Malindi.2011Bienal de Veneza.2017Falecimento em Salò.2023 a 2024Retrospectiva La platea dell umanità no CAMeC, La Spezia.

English

CURRICULUM IN ENGLISHSarenco, the artistic name of Isaia Mabellini, worked across visual poetry, experimental poetry, performance, photography, cinema, publishing, Mail Art, artists publications and international avant garde networks. His career has a direct documentary relationship with the international environment surrounding the Brazilian Process Poem Movement, especially through shared exhibitions and correspondence with Neide de Sá and Álvaro de Sá. No documentation located in the consulted sources supports identifying him as a formal member of Poema Processo.IDENTIFICATIONArtistic name: SarencoCivil name: Isaia MabelliniBorn: 1945, Vobarno, province of Brescia, ItalyDied: 2017, Salò, ItalyNationality: ItalianFields of activity: visual poetry, experimental poetry, performance, photography, film, publishing, Mail Art, collage, assemblage, conceptual practices, artists publications and cultural organizationDocumented period of activity: early 1960s to 2017Related movements and contexts: Italian Visual Poetry, Gruppo 70, international visual poetry, experimental poetry, Mail Art, Total Poetry and international networks connected with Poema Processo.EDUCATIONArnaldo classical high school, Brescia.Philosophy studies at the University of Milan.EARLY ACTIVITY1961Began writing linear poetry.1963Began systematic research into visual poetry.Established initial contacts with members of Gruppo 70.Works and projects from this early period include Traditi, Grande Strage and Finalmente l Avanguardia.1964Formally joined Gruppo 70.1965Beginning of his documented exhibition activity.MOVEMENTS, GROUPS AND COLLECTIVES1964Gruppo 70Participation as a visual poet within one of the principal Italian environments for the development of poesia visiva.1970sGruppo Internazionale di Poesia VisivaAlso referred to as Gruppo dei Nove.Later activityLogomotivesInternational experimental poetry platform associated with Sarenco organizational activities.PUBLISHING ACTIVITIES1968Foundation of the magazine Amodulo.1969Edizioni Amodulo.1971Foundation of Lotta Poetica with Paul de Vree.Lotta Poetica became an international platform for visual and experimental poetry and connected Italian visual poetry with contributors from several countries.1972Foundation of SAR.MIC with Eugenio Miccini.1977Foundation of Factotum Art.DOCUMENTED BOOKS AND PUBLICATIONS THROUGH 19721968ProssimamenteAmoduloBrescia196824.9.68With Ben and TobasNice1969GonfiableAgentziaParis1970Le mois thermographiqueAgentziaParis1970Black & WhiteAmoduloBrescia1971Political poemsAmoduloBrescia1971Poesia e così siaAmoduloBrescia1971Achtung DichterSampietroBologna1972Teatro pubblicoTèchneFlorence1972Ma esiste un anima rivoluzionaria dell avanguardia?TèchneFlorenceThese publications are documented in the bibliographical information printed on the invitation for Sarenco exhibition at Studio Santandrea in 1972. Later institutional sources attribute more than forty books to Sarenco over the course of his career, but a complete bibliographical list was not located in the sources consulted.SOLO EXHIBITIONS1966Galleria ZenBrescia, Italy1968Galleria TraghettoVenice, Italy1971Galleria Santa ChiaraBrescia, Italy1971AktionsgalerieBern, Switzerland1972SarencoStudio SantandreaMilan, ItalyNumber 30 in the Studio Santandrea programOpening 9 May 1972 at 9.30 pmThe invitation reproduces Natura e Morte1972AktionsgalerieBern, Switzerland1972Le Azioni Poetiche di SarencoStudio BresciaBrescia, ItalyThe Museum of Modern Art archives preserve an exhibition poster documenting this presentation.GROUP EXHIBITIONS AND INTERNATIONAL EVENTS1969Exposición Internacional de la Nueva PoesíaLiberarseSala de Estudiantes, Facultad de Humanidades y CienciasMontevideo, Uruguay12 to 22 August 1969Organized by OVUM 10Directed by Clemente PadínSarenco participated alongside a major international group and a substantial Brazilian contingent associated with Poema Processo, including Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Sá, Moacy Cirne, Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Joaquim Branco and Sebastião Carvalho. This exhibition is one of the strongest documentary links between Sarenco and the Process Poem network.1970Stedelijk MuseumAmsterdam, NetherlandsInternational participation documented by institutional sources.1972Documenta 5Kassel, GermanyDocumented participation.1972Venice BiennaleVenice, ItalyDocumented participation.1986Venice BiennaleVenice, ItalyDocumented participation.1986Museum of Modern ArtNew York, United StatesInstitutional participation listed in the CAMeC chronology.1989Centre PompidouParis, FranceDocumented participation.1994Centre PompidouParis, FranceDocumented participation.2001Venice BiennaleVenice, ItalyParticipation with an individual room in the edition curated by Harald Szeemann.2004Seville BiennialSeville, SpainDocumented participation with Maurizio Cattelan.2011Venice BiennaleVenice, ItalyFourth documented participation.2013Museo del NovecentoMilan, ItalyDocumented participation.2007, 2013 and 2015MARTRovereto, ItalyInstitutionally documented presentations.DOCUMENTED RELATIONSHIP WITH POEMA PROCESSO1969Sarenco participated in Liberarse in Montevideo together with Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide Sá, Moacy Cirne and numerous Brazilian participants associated with Poema Processo.1971Sarenco was cited in Poética no Mundo, Uruguai em Pauta by Anchieta Fernandes within a broad international network of experimental poetry followed in Brazil.1978Typed letter from Álvaro de Sá to Sarenco preserved by the Poema Processo Archive.29 September 1978Handwritten and signed letter from Sarenco to Neide de Sá preserved by the Poema Processo Archive.Date not locatedPoster by Sarenco addressed to Neide Dias de Sá, measuring 70 by 100 centimeters, preserved by the Poema Processo Archive.These records demonstrate direct exchange between Sarenco and central figures of Poema Processo. No documentation located in the consulted sources, however, establishes Sarenco as a formal member of the Brazilian movement.DOCUMENTED WORKS AND SERIESTraditiGrande StrageFinalmente l AvanguardiaIl popolo è forte armato vinceràAvanti o popolo alla riscossaNatura e MortePoetical LicenceTabùTempoI miei poetiAutoritratti africaniIl Poeta è nudoSolo come un poetaAndiamo a scuolaFILM1968Screenplay later developed into Collage.1984CollageIdentified by Archivio Conz and CAMeC as Sarenco first film.1985Presentation of Collage in the context of the Venice Film Festival.Institutional sources attribute a total of fifteen films to Sarenco.AFRICA AND INTERNATIONAL PROJECTSFrom 1982Extensive travel in Africa and Asia.Africa became a major field of Sarenco artistic activity.2006First International Art Biennial of Malindi, Kenya.2008Second edition.2010Third edition.2012Fourth edition.POSTHUMOUS RETROSPECTIVE2023 to 2024Sarenco, La platea dell umanitàCAMeC Centro Arte Moderna e ContemporaneaLa Spezia, Italy31 March 2023 to 14 January 2024Curated by Giosuè AllegriniThe exhibition brought together approximately 170 works covering around fifty years of Sarenco career together with bibliographical and archival documentation.PUBLIC COLLECTIONS AND DOCUMENTARY ARCHIVESPoema Processo ArchiveBrazilPreserves correspondence from Sarenco to Neide de Sá, correspondence from Álvaro de Sá to Sarenco, a poster addressed to Neide and documentation of international exhibitions involving Sarenco and artists connected with Poema Processo.Archivio ConzPreserves works and documentation relating to Sarenco and identifies him as a visual poet, performer, filmmaker and active mail artist.Museum of Modern Art ArchivesNew York, United StatesPreserves documentation concerning Lotta Poetica and an exhibition poster for Le Azioni Poetiche di Sarenco at Studio Brescia.CAMeC Centro Arte Moderna e ContemporaneaLa Spezia, ItalyInstitution responsible for the major retrospective La platea dell umanità in 2023 and 2024.CHRONOLOGY1945Born in Vobarno, Brescia.1961First linear poems.1963Beginning of visual poetry research.1964Joined Gruppo 70.1965Beginning of exhibition activity.1968Founded Amodulo.1969Participated in Liberarse in Montevideo together with artists of Poema Processo.1971Founded Lotta Poetica.1972Founded SAR.MIC with Eugenio Miccini.Participated in Documenta 5.Participated in the Venice Biennale.Solo exhibition at Studio Santandrea in Milan.1977Founded Factotum Art.1978Direct correspondence with Neide de Sá and Álvaro de Sá.1982Expansion of African travel and projects.1984Produced Collage.1986Participated in the Venice Biennale and was represented in institutional activity connected with MoMA.1989 and 1994Participations connected with the Centre Pompidou.2001Venice Biennale with an individual room.2004Seville Biennial.2006, 2008, 2010 and 2012Organized editions of the International Art Biennial of Malindi.2011Venice Biennale.2017Died in Salò.2023 to 2024Major retrospective La platea dell umanità at CAMeC in La Spezia.

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