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Vera C. Barcellos

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Local de nascimento: Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Data de nascimento: 1938

BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSVera Guerra Chaves Barcellos nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 1938. Artista multimídia, gravadora, fotógrafa, pesquisadora e agente cultural, construiu uma trajetória marcada pela passagem da gravura para a fotografia, pela experimentação conceitual, pela participação em redes de arte postal e pela criação de iniciativas coletivas fundamentais para a arte contemporânea no sul do Brasil. A Fundação Vera Chaves Barcellos registra sua formação inicial em artes e sua dedicação à gravura nos anos 1960, após estudos realizados na Inglaterra e na Holanda. Fontes institucionais divergem sobre o ano exato de sua formação em Música no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, indicando 1957 ou 1958, razão pela qual o dado deve ser tratado com cautela.Entre 1961 e 1962, Vera Chaves Barcellos frequentou instituições europeias como Central School of Arts and Crafts e St. Martin's School, em Londres, Academie van Beeldende Kunsten, em Roterdã, e Académie de la Grande Chaumière, em Paris, desenvolvendo estudos de desenho, gravura e pintura. Na década de 1970, sua produção passou progressivamente da gravura para uma pesquisa baseada na fotografia, na reprodução técnica da imagem e na relação entre imagem e percepção. Em 1975, recebeu bolsa do British Council e estudou técnicas gráficas e fotografia no Croydon College, em Londres.A série Testarte, iniciada em 1974, tornou-se um dos eixos fundamentais de sua obra. Nesses trabalhos, fotografias, textos, perguntas e proposições convocam o público a assumir uma posição ativa diante da imagem. A série foi apresentada na Bienal de Veneza de 1976, quando Vera Chaves Barcellos integrou a representação brasileira, e na XIV Bienal de São Paulo, em 1977. O procedimento conceitual de Testarte desloca a fotografia da condição de registro para transformá-la em dispositivo de interrogação, participação e produção de sentido.Sua atuação está diretamente associada ao Grupo Nervo Óptico, constituído em Porto Alegre a partir das experiências coletivas de 1976. A Exposição Manifesto, realizada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul em 9 e 10 de dezembro de 1976, reuniu trabalhos e proposições de Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Jesús Romeo Galdámez Escobar, Mara Alvares, Romanita Disconzi Martins, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos. Após a saída de Escobar e Romanita Disconzi, consolidou-se o núcleo conhecido como Nervo Óptico, integrado por Vera Chaves Barcellos, Carlos Asp, Clóvis Dariano, Mara Alvares, Carlos Pasquetti e Telmo Lanes. O grupo atuou até 1978 e questionou os circuitos convencionais de exposição, o objeto artístico tradicional e a dependência do mercado, trabalhando com fotografia, documentação, publicações, ações, livros de artista, instalações e outras formas experimentais.O Nervo Óptico manteve uma publicação própria, distribuída em pequenos impressos que funcionavam simultaneamente como veículo de circulação de ideias e espaço expositivo portátil. Essa estratégia colocava o grupo em sintonia com experiências conceituais e com circuitos alternativos de comunicação artística dos anos 1970. A atuação de Vera Chaves Barcellos nesse ambiente deve ser entendida não apenas como participação em um coletivo, mas como parte de uma prática mais ampla de criação de redes, circulação de imagens e construção de espaços independentes para a arte contemporânea.Essa dimensão de rede tornou-se especialmente evidente em sua relação com a arte postal. Testarte VIII, O Cofre, desenvolvido entre 1979 e 1980, é um dos exemplos centrais da Mail Art brasileira. Vera produziu um cartão postal com a fotografia de um cofre antigo e uma pergunta dirigida ao destinatário. O trabalho foi enviado a artistas e outros interlocutores de diferentes países, que deveriam responder e devolver suas contribuições. O acervo da Fundação Vera Chaves Barcellos classifica formalmente O Cofre como Arte Postal e registra mais de 170 respostas provenientes de uma rede que alcançou artistas de cinco continentes. As devoluções incluíram palavras, carimbos, colagens, intervenções sobre os cartões, cartas, livros e outros materiais, convertendo o sistema postal em parte constitutiva da obra.Entre os participantes documentados em O Cofre encontram-se Anna Banana, Antonio Dias, Alberto Harrigan, Claudio Goulart, Robert Rehfeldt, Pat Larter e Kristine Stiles, além de muitos outros artistas, críticos e agentes culturais. A amplitude desse intercâmbio demonstra a inserção de Vera Chaves Barcellos em redes internacionais de arte postal e evidencia como sua produção articulava fotografia, participação, comunicação e circulação transnacional.Em 1979, após o encerramento do Nervo Óptico, Vera Chaves Barcellos participou da criação do Espaço N.O., em Porto Alegre. Ativo entre 1979 e 1982, o Espaço N.O. funcionou como centro independente dedicado à circulação de novas linguagens e ao intercâmbio entre artistas. Sua programação incluiu arte postal, arte Xerox, performances, instalações, fotografia, música, teatro, dança, literatura, cursos, palestras e encontros. O projeto teve relações diretas com redes internacionais de circulação artística. Uma das referências para sua criação foi Other Books and So, espaço de Ulises Carrión em Amsterdã, cuja experiência chegou ao grupo por meio de correspondências e contatos com artistas de Porto Alegre.A partir dos anos 1980, Vera ampliou seu repertório técnico e passou a desenvolver instalações e trabalhos multimídia que combinam fotografia, imagem apropriada, objetos, vídeo, projeções e dispositivos espaciais. Obras como Per(so)nas, Epidermic Scapes, Os Nadadores, Visitant Genet, Per gli Ucelli e diversos desdobramentos de Testarte demonstram uma investigação persistente sobre percepção, identidade, corpo, memória e instabilidade da imagem.Vera Chaves Barcellos também teve papel continuado na constituição de espaços independentes. Além do Nervo Óptico e do Espaço N.O., participou da Galeria Obra Aberta, ativa entre 1999 e 2002. Em 2003 iniciou o processo de criação de uma fundação dedicada à preservação de sua produção e de sua coleção de arte contemporânea. A Fundação Vera Chaves Barcellos passou a atuar institucionalmente nos anos seguintes, mantendo acervo artístico, fundo documental, exposições, programas educativos e atividades de pesquisa. O Centro de Documentação e Pesquisa preserva fundos de Vera Chaves Barcellos, Nervo Óptico, Espaço N.O., Galeria Obra Aberta e da própria Fundação.Entre 1986 e 2023, Vera Chaves Barcellos manteve ateliê em Barcelona, articulando sua produção entre Brasil e Espanha. Participou de quatro edições da Bienal de São Paulo, da Bienal de Veneza de 1976, da I Bienal de Havana em 1984 e de numerosas exposições no Brasil e no exterior. Entre suas retrospectivas e exposições de maior abrangência encontram-se O Grão da Imagem, realizada no Santander Cultural em Porto Alegre em 2007, Imagens em Migração, no MASP em 2009, Per gli Ucelli, na Pinacoteca do Estado de São Paulo em 2010, Vera Chaves Barcellos, Fotografias, manipulações e apropriações, no Paço Imperial em 2017, e O estranho desaparecimento de Vera Chaves Barcellos, na Fundação Iberê Camargo.Sua trajetória deve ser compreendida pela articulação entre criação artística e construção de circuitos culturais. Nervo Óptico, Espaço N.O., a prática da Mail Art, as publicações de artista, a série Testarte e a Fundação Vera Chaves Barcellos integram um mesmo percurso voltado à experimentação, à circulação da imagem e à ampliação das relações entre artista, público, arquivo e rede. A documentação preservada pela Fundação permite relacionar sua produção à história da arte conceitual, da fotografia experimental, da arte postal e das práticas coletivas brasileiras e latino americanas das décadas de 1970 e 1980.

English

BIOGRAPHY IN ENGLISHVera Guerra Chaves Barcellos was born in Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil, in 1938. A multimedia artist, printmaker, photographer, researcher and cultural agent, she developed a career marked by the transition from printmaking to photography, conceptual experimentation, participation in international mail art networks and the creation of collective initiatives that became historically relevant to contemporary art in southern Brazil. The Fundação Vera Chaves Barcellos records her early artistic education and her dedication to printmaking during the 1960s following studies in England and the Netherlands. Institutional sources differ regarding the precise year of her graduation in Music at the Instituto de Belas Artes in Porto Alegre, giving either 1957 or 1958.Between 1961 and 1962 Barcellos attended the Central School of Arts and Crafts and St. Martin's School in London, the Academie van Beeldende Kunsten in Rotterdam and the Académie de la Grande Chaumière in Paris, pursuing studies in drawing, printmaking and painting. During the 1970s her work progressively shifted from traditional printmaking toward photography, mechanical reproduction and investigations into the relationship between image and perception. In 1975 she received a British Council scholarship to study graphic techniques and photography at Croydon College in London.The Testarte series, begun in 1974, became one of the central bodies of work in her career. Through photographs, written propositions and questions, these works invite viewers to assume an active role in constructing meaning. Testarte was presented at the Venice Biennale in 1976, where Barcellos was part of the Brazilian representation, and at the 14th São Paulo Biennial in 1977. The series transformed photography from a documentary medium into a conceptual device based on inquiry, participation and interpretation.Her practice is closely associated with the Nervo Óptico group in Porto Alegre. The Exposição Manifesto, held at the Museu de Arte do Rio Grande do Sul on 9 and 10 December 1976, brought together proposals by Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Jesús Romeo Galdámez Escobar, Mara Alvares, Romanita Disconzi Martins, Telmo Lanes and Vera Chaves Barcellos. Following the departure of Escobar and Romanita Disconzi, the core that became known as Nervo Óptico consisted of Barcellos, Carlos Asp, Clóvis Dariano, Mara Alvares, Carlos Pasquetti and Telmo Lanes. Active through 1978, the group challenged conventional exhibition systems, traditional artistic objects and the dependence of artistic production on the commercial market. Its practices involved photography, documentation, publications, actions, artists books, installations and other experimental formats.Nervo Óptico also produced its own publication, circulating small printed editions that functioned simultaneously as vehicles for ideas and portable exhibition spaces. This strategy connected the group to the broader conceptual and alternative communication practices emerging internationally during the 1970s. Barcellos's participation should therefore be understood within a larger commitment to artistic networks, image circulation and artist run structures outside conventional institutional systems.This network based dimension became especially explicit in Barcellos's involvement with mail art. Testarte VIII, O Cofre, developed in 1979 and 1980, is one of the key examples. Barcellos produced a postcard showing an old chest and sent it to artists and other correspondents together with a question inviting a response. The Fundação Vera Chaves Barcellos formally catalogues O Cofre as Arte Postal and records more than 170 responses generated through a network extending across five continents. Contributions included written answers, stamps, collage, interventions on postcards, letters, books and other materials, making postal circulation itself a constitutive element of the work.Documented participants in O Cofre include Anna Banana, Antonio Dias, Alberto Harrigan, Claudio Goulart, Robert Rehfeldt, Pat Larter and Kristine Stiles, among many other artists, critics and cultural figures. The international scale of the project demonstrates Barcellos's effective participation in mail art networks and shows how her artistic practice connected photography, participation, communication and transnational exchange.In 1979, after Nervo Óptico ceased its activities, Barcellos participated in establishing Espaço N.O. in Porto Alegre. Active from 1979 to 1982, Espaço N.O. functioned as an independent centre devoted to new artistic languages and exchanges among artists. Its programme included mail art, Xerox art, performance, installations, photography, music, theatre, dance, literature, lectures and courses. The initiative was connected to international alternative art networks and was partly informed by Ulises Carrión's Other Books and So in Amsterdam, whose activities reached artists in Porto Alegre through correspondence and personal contacts.From the 1980s onward Barcellos increasingly worked with multimedia installations combining photography, appropriated imagery, objects, video, projection and spatial devices. Works and series such as Per(so)nas, Epidermic Scapes, Os Nadadores, Visitant Genet and Per gli Ucelli demonstrate her sustained investigation of perception, identity, the body, memory and the unstable nature of photographic meaning.Her cultural activities also extended to the Galeria Obra Aberta, active from 1999 to 2002, and eventually to the institution bearing her name. The process of establishing the Fundação Vera Chaves Barcellos began in 2003 and developed into an institution devoted to preserving, researching and presenting her work and a broader collection of contemporary art. Its documentary centre preserves archival fonds devoted to Vera Chaves Barcellos, Nervo Óptico, Espaço N.O., Galeria Obra Aberta and the Foundation itself.Between 1986 and 2023 Barcellos maintained a studio in Barcelona, establishing a continuing relationship between artistic contexts in Brazil and Spain. She participated in four editions of the São Paulo Biennial, the 1976 Venice Biennale, the first Havana Biennial in 1984 and numerous exhibitions in Brazil and abroad. Major retrospective or survey exhibitions include O Grão da Imagem at Santander Cultural in Porto Alegre in 2007, Imagens em Migração at MASP in 2009, Per gli Ucelli at the Pinacoteca do Estado de São Paulo in 2010, Vera Chaves Barcellos, Fotografias, manipulações e apropriações at Paço Imperial in 2017, and O estranho desaparecimento de Vera Chaves Barcellos at Fundação Iberê Camargo.Barcellos's historical significance lies in the close relationship between artistic production and the construction of cultural networks. Nervo Óptico, Espaço N.O., mail art, artists publications, the Testarte series and the Fundação Vera Chaves Barcellos form interconnected dimensions of a practice concerned with experimentation, the circulation of images and the changing relationships among artist, viewer, archive and network.

Currículo

CURRÍCULO EM PORTUGUÊSIDENTIFICAÇÃOVera Guerra Chaves Barcellos. Nascida em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, em 1938. Artista multimídia, gravadora, fotógrafa, professora e agente cultural. Atua desde os anos 1960. Sua produção abrange gravura, serigrafia, fotografia, arte postal, livro de artista, publicações, instalação, objeto, vídeo e práticas multimídia.FORMAÇÃOEntre 1961 e 1962 realizou estudos de desenho, pintura e gravura na Central School of Arts and Crafts e St. Martin's School, Londres, na Academie van Beeldende Kunsten, Roterdã, e na Académie de la Grande Chaumière, Paris. Em 1975 recebeu bolsa do British Council para estudos de fotografia e técnicas gráficas no Croydon College, Londres. As fontes consultadas divergem entre 1957 e 1958 quanto ao ano de conclusão de sua formação em Música no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre.ATUAÇÃO PROFISSIONAL1970 a 1977. Lecionou gravura e plástica na Federação de Ensino Superior de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul.Desde os anos 1970. Atuação continuada na criação e organização de iniciativas independentes de arte contemporânea em Porto Alegre.Desde a constituição da Fundação Vera Chaves Barcellos. Diretora presidente da instituição dedicada à preservação, pesquisa e difusão de sua obra e da Coleção Artistas Contemporâneos.MOVIMENTOS, GRUPOS E COLETIVOS1976 a 1978. Grupo Nervo Óptico, Porto Alegre. Integrante fundadora. Núcleo formado por Vera Chaves Barcellos, Carlos Asp, Clóvis Dariano, Mara Alvares, Carlos Pasquetti e Telmo Lanes. O grupo desenvolveu fotografia, ações, publicações, documentação e experiências conceituais voltadas à renovação das práticas artísticas e de seus meios de circulação.1979 a 1982. Espaço N.O., Porto Alegre. Cofundadora e participante. Centro independente dedicado a arte postal, Xerox art, performance, instalação, fotografia e atividades interdisciplinares.1999 a 2002. Galeria Obra Aberta, Porto Alegre. Iniciativa criada com Carlos Pasquetti e Patricio Farias e dedicada à arte contemporânea.PROJETOS E OBRAS1974 em diante. Testarte. Série conceitual baseada em imagens, perguntas e proposições dirigidas ao observador.1979 a 1980. Testarte VIII, O Cofre. Projeto de arte postal realizado por meio do envio internacional de cartões postais. A Fundação Vera Chaves Barcellos registra mais de 170 respostas provenientes de artistas de cinco continentes. Técnica mista sobre cartão postal, 10 x 15 cm para o cartão de referência catalogado.1977 a 1982. Epidermic Scapes. Série fotográfica baseada em fragmentos e impressões do corpo.1980 a 1982. Per(so)nas. Série fotográfica posteriormente retomada em novas versões.Os Nadadores. Instalação baseada em projeção, imagens e aquário.Visitant Genet. Instalação multimídia.Per gli Ucelli. Instalação concebida para o Octógono da Pinacoteca do Estado de São Paulo.BIENAIS1967, 1977, 1983 e 1989. Participações em quatro edições da Bienal de São Paulo, conforme registro da Fundação Vera Chaves Barcellos e documentação institucional relacionada.Bienal de Veneza, Itália. Participação na representação brasileira com Testarte.I Bienal de Havana, Cuba. Participação documentada.EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS, LISTA CONSOLIDADA DAS OCORRÊNCIAS DOCUMENTADAS NAS FONTES CONSULTADASOs Nadadores, Galeria Nara Roesler, São Paulo.Visitant Genet, Museu d'Art de Girona, Girona, Espanha.Os Nadadores, Instituto de Biociências da UFRGS, Porto Alegre.Visitant Genet, Instituto Francês, Barcelona.De Película, Obra Aberta, Porto Alegre.Le Revers du Rêveur, Capella de San Roc, Valls, Espanha.Enigmas, Fundação Vera Chaves Barcellos, Porto Alegre.Ornamentos, Paço Municipal, Porto Alegre.O Grão da Imagem, uma viagem pela poética de Vera Chaves Barcellos, Santander Cultural, Porto Alegre. Curadoria de Fernando Cocchiarale, Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos. A exposição reuniu 114 obras e percorreu aproximadamente quatro décadas de produção.Casasubu, Instituto Goethe, Porto Alegre.Casasubu, Galeria Vermelho, São Paulo.Imagens em Migração, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, MASP, São Paulo. Curadoria de Glória Ferreira. A mostra reuniu 96 obras produzidas desde os anos 1960.Per(so)nas, Palmadotze Galería, Barcelona, Espanha.Per gli Ucelli, Projeto Octógono Arte Contemporânea, Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 5 de maio a 4 de julho de 2010.Per gli Ucelli: Derivas, Bolsa de Arte, Porto Alegre.Memória de um Rio, Studio Clio, Porto Alegre.Inéditos, ou quase?, Fundação Vera Chaves Barcellos, Viamão.FORAPALAVRADENTRO, Feevale, Novo Hamburgo.Enigmas, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro.Fata Morgana ou a Imagem Transformada, Galeria Bolsa de Arte, São Paulo.Vera Chaves Barcellos, Fotografias, manipulações e apropriações, Paço Imperial, Rio de Janeiro.Inéditos e Reciclados, Bolsa de Arte, São Paulo.70's i altres coses, Galeria Zielinsky, Espanha.Película, Galeria Superfície, São Paulo.2023 e 2024. O estranho desaparecimento de Vera Chaves Barcellos, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, com registros institucionais apresentando a mostra em datas distintas conforme a programação e fontes consultadas.EXPOSIÇÕES COLETIVAS E MOSTRAS DOCUMENTADASExposição Manifesto, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 9 e 10 de dezembro. Evento fundamental para a formação do núcleo posteriormente identificado como Nervo Óptico.Projeto ABC Funarte, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.Panorama de Arte Brasileira, São Paulo.Território Expandido, Sesc Pompeia, São Paulo.Sem Fronteiras, Santander Cultural, Porto Alegre.Nervo Óptico, Centro Cultural São Paulo.Nervo Óptico: 40 anos, Fundação Vera Chaves Barcellos, Viamão.Radical Women: Latin American Art, 1960?1985, Hammer Museum, Los Angeles.El mundo en su espuma, Badajoz, Espanha.Radical Women: Latin American Art, 1960?1985, Brooklyn Museum, Nova Iorque.Mulheres na Coleção MAR, Museu de Arte do Rio.O poder da multiplicação, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.Novos Meios e Conceitualismos nos Anos 70, Galeria Superfície, São Paulo.2021 a 2022. Constelação Clarice, Instituto Moreira Salles, São Paulo e Rio de Janeiro.Mapa da Estrada: novas obras do acervo da Pinacoteca, Pinacoteca de São Paulo.Loop Festival Barcelona, Espanha.Chão da Praça: obras do acervo da Pinacoteca, Pinacoteca de São Paulo.Escreva todos os seus nomes, Museo Helga de Alvear, Espanha.Off-Register: Publishing Experiments by Women Artists in Latin America, 1960?1990, Center for Book Arts, Nova Iorque.Participação na Zona Maco por meio da Galeria Zielinsky.PUBLICAÇÕES, LIVROS DE ARTISTA E DOCUMENTOSDécada de 1970. Publicações do Nervo Óptico, Porto Alegre. Impressos de circulação periódica destinados à divulgação de novas poéticas visuais e das experiências dos integrantes do grupo.Testart I. Livro de artista em impressão offset, edição de 500 exemplares, documentado pela Galeria Superfície.Ciclo. Livro de artista formado por 29 lâminas em serigrafia, edição de 50 exemplares.Da Capo. Livro de artista em impressão offset, edição de 130 exemplares.O Grão da Imagem: uma viagem pela poética de Vera Chaves Barcellos. Catálogo trilíngue da exposição no Santander Cultural, com textos de Ana Albani de Carvalho e Neiva Bohns, 169 páginas e CD.Vera Chaves Barcellos: Obras incompletas. Livro de François Soulages, Editora Zouk, com cronologia comentada de Ana Albani de Carvalho. Primeira edição, 368 páginas, ISBN 9788588840935.O Cofre. Publicação documental dedicada ao projeto de arte postal de 1980, organizada posteriormente a partir do conjunto de respostas preservado, com design e produção editorial de Raquel Castedo.COLEÇÕES E ARQUIVOSA Fundação Vera Chaves Barcellos preserva a Coleção Vera Chaves Barcellos e o Fundo Vera Chaves Barcellos, formado por catálogos, convites, livros, fotografias, slides e outros documentos. Seu Centro de Documentação e Pesquisa também mantém fundos relativos ao Nervo Óptico, Espaço N.O., Galeria Obra Aberta e atividades institucionais da própria Fundação.Obras da artista estão registradas em instituições como Museu de Arte de São Paulo, Museu de Arte do Rio, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía e Museu d'Art Contemporani de Barcelona, entre outras coleções públicas e privadas.CRONOLOGIANascimento em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.Década de 1950. Formação inicial no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre.1961 a 1962. Estudos artísticos em Londres, Roterdã e Paris.Década de 1960. Desenvolvimento de produção centrada na gravura.1970 a 1977. Atividade docente em Novo Hamburgo.Início da série Testarte.Bolsa do British Council e estudos no Croydon College.Bienal de Veneza com Testarte. Participação na Exposição Manifesto em Porto Alegre.1976 a 1978. Atuação no Grupo Nervo Óptico.XIV Bienal de São Paulo com Testarte.Fundação do Espaço N.O.1979 a 1980. Desenvolvimento de Testarte VIII, O Cofre, projeto de arte postal.1979 a 1982. Atuação no Espaço N.O.Participação na I Bienal de Havana e no Projeto ABC Funarte.Início de período prolongado de trabalho entre Rio Grande do Sul e Barcelona.1999 a 2002. Participação na Galeria Obra Aberta.Início do processo de constituição da Fundação Vera Chaves Barcellos.Retrospectiva O Grão da Imagem, Santander Cultural.Imagens em Migração, MASP.Per gli Ucelli, Pinacoteca do Estado de São Paulo.Nervo Óptico: 40 anos, Fundação Vera Chaves Barcellos. Vera Chaves Barcellos, Fotografias, manipulações e apropriações, Paço Imperial. Participação em Radical Women.Encerramento do período documentado de manutenção de ateliê em Barcelona.2023 a 2024. Novas exposições individuais e participação continuada em mostras históricas dedicadas a publicações de artista, conceitualismos e produção de mulheres latino americanas.

English

CURRICULUM IN ENGLISHIDENTIFICATIONVera Guerra Chaves Barcellos. Born in Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil, in 1938. Multimedia artist, printmaker, photographer, educator and cultural agent. Active since the 1960s. Her practice encompasses printmaking, screenprinting, photography, mail art, artists books, artists publications, installation, objects, video and multimedia practices.EDUCATION1961 to 1962. Studies in drawing, painting and printmaking at the Central School of Arts and Crafts and St. Martin's School, London, the Academie van Beeldende Kunsten, Rotterdam, and the Académie de la Grande Chaumière, Paris.British Council scholarship for studies in photography and graphic techniques at Croydon College, London.Institutional sources consulted differ between 1957 and 1958 regarding the year in which Barcellos completed her Music studies at the Instituto de Belas Artes in Porto Alegre.PROFESSIONAL ACTIVITIES1970 to 1977. Taught printmaking and visual arts at the Federação de Ensino Superior de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul.From the 1970s onward. Continuous involvement in the creation and management of independent contemporary art initiatives in Porto Alegre.Director President of the Fundação Vera Chaves Barcellos, an institution dedicated to the preservation, research and dissemination of her work and the Collection of Contemporary Artists.MOVEMENTS, GROUPS AND COLLECTIVES1976 to 1978. Nervo Óptico, Porto Alegre. Founding member. Core members were Vera Chaves Barcellos, Carlos Asp, Clóvis Dariano, Mara Alvares, Carlos Pasquetti and Telmo Lanes. The group worked with photography, actions, publications, documentation and conceptual experiments aimed at renewing artistic practice and its systems of circulation.1979 to 1982. Espaço N.O., Porto Alegre. Cofounder and participant. Independent centre devoted to mail art, Xerox art, performance, installation, photography and interdisciplinary activities.1999 to 2002. Galeria Obra Aberta, Porto Alegre. Contemporary art initiative established with Carlos Pasquetti and Patricio Farias.PROJECTS AND COLLABORATIONSFrom 1974. Testarte. Conceptual series based on images, questions and propositions addressed to the viewer.1979 to 1980. Testarte VIII, O Cofre. International mail art project based on mailed postcards. The Fundação Vera Chaves Barcellos records more than 170 responses from a network extending across five continents.1977 to 1982. Epidermic Scapes.1980 to 1982. Per(so)nas.Os Nadadores.Visitant Genet.Per gli Ucelli. Installation presented in the Octógono at the Pinacoteca do Estado de São Paulo.BIENNIALS1967, 1977, 1983 and 1989. Participation in four editions of the São Paulo Biennial as recorded in institutional sources.Venice Biennale, Italy. Brazilian representation with Testarte.First Havana Biennial, Cuba.SOLO EXHIBITIONS, CONSOLIDATED LIST OF OCCURRENCES DOCUMENTED IN THE SOURCES CONSULTEDOs Nadadores, Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brazil.Visitant Genet, Museu d'Art de Girona, Girona, Spain.Os Nadadores, Instituto de Biociências da UFRGS, Porto Alegre, Brazil.Visitant Genet, Institut Français, Barcelona, Spain.De Película, Obra Aberta, Porto Alegre, Brazil.Le Revers du Rêveur, Capella de San Roc, Valls, Spain.Enigmas, Fundação Vera Chaves Barcellos, Porto Alegre, Brazil.Ornamentos, Paço Municipal, Porto Alegre, Brazil.O Grão da Imagem, uma viagem pela poética de Vera Chaves Barcellos, Santander Cultural, Porto Alegre, Brazil. Curated by Fernando Cocchiarale, Agnaldo Farias and Moacir dos Anjos.Casasubu, Goethe Institut, Porto Alegre, Brazil.Casasubu, Galeria Vermelho, São Paulo, Brazil.Imagens em Migração, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, MASP, São Paulo, Brazil. Curated by Glória Ferreira.Per(so)nas, Palmadotze Galería, Barcelona, Spain.Per gli Ucelli, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brazil.Per gli Ucelli: Derivas, Bolsa de Arte, Porto Alegre, Brazil.Memória de um Rio, Studio Clio, Porto Alegre, Brazil.Inéditos, ou quase?, Fundação Vera Chaves Barcellos, Viamão, Brazil.FORAPALAVRADENTRO, Feevale, Novo Hamburgo, Brazil.Enigmas, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, Brazil.Fata Morgana ou a Imagem Transformada, Galeria Bolsa de Arte, São Paulo, Brazil.Vera Chaves Barcellos, Fotografias, manipulações e apropriações, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brazil.Inéditos e Reciclados, Bolsa de Arte, São Paulo, Brazil.70's i altres coses, Galeria Zielinsky, Spain.Película, Galeria Superfície, São Paulo, Brazil.2023 and 2024. O estranho desaparecimento de Vera Chaves Barcellos, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brazil, with institutional sources presenting different programme dates.GROUP EXHIBITIONS AND DOCUMENTED HISTORICAL EXHIBITIONSExposição Manifesto, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 9 and 10 December. A key event in the formation of what became Nervo Óptico.Projeto ABC Funarte, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro and Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.Panorama de Arte Brasileira, São Paulo.Território Expandido, Sesc Pompeia, São Paulo.Sem Fronteiras, Santander Cultural, Porto Alegre.Nervo Óptico, Centro Cultural São Paulo.Nervo Óptico: 40 anos, Fundação Vera Chaves Barcellos, Viamão.Radical Women: Latin American Art, 1960?1985, Hammer Museum, Los Angeles.El mundo en su espuma, Badajoz, Spain.Radical Women: Latin American Art, 1960?1985, Brooklyn Museum, New York.Mulheres na Coleção MAR, Museu de Arte do Rio.O poder da multiplicação, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.Novos Meios e Conceitualismos nos Anos 70, Galeria Superfície, São Paulo.2021 to 2022. Constelação Clarice, Instituto Moreira Salles, São Paulo and Rio de Janeiro.Mapa da Estrada: novas obras do acervo da Pinacoteca, Pinacoteca de São Paulo.Loop Festival Barcelona, Spain.Chão da Praça: obras do acervo da Pinacoteca, Pinacoteca de São Paulo.Escreva todos os seus nomes, Museo Helga de Alvear, Spain.Off-Register: Publishing Experiments by Women Artists in Latin America, 1960?1990, Center for Book Arts, New York.Zona Maco with Galeria Zielinsky.ARTISTS BOOKS AND ARTISTS PUBLICATIONS1970s. Nervo Óptico publications, Porto Alegre. Periodically circulated printed works devoted to new visual poetics and to the experimental practices of the group's members.Testart I. Artist's book, offset printing, edition of 500.Ciclo. Artist's book consisting of 29 screenprinted sheets, edition of 50.Da Capo. Artist's book, offset printing, edition of 130.O Grão da Imagem: uma viagem pela poética de Vera Chaves Barcellos. Trilingual exhibition catalogue with texts by Ana Albani de Carvalho and Neiva Bohns, 169 pages with accompanying CD.Vera Chaves Barcellos: Obras incompletas. Book by François Soulages, Zouk, including an annotated chronology by Ana Albani de Carvalho, 368 pages, ISBN 9788588840935.O Cofre. Documentary publication devoted to Barcellos's 1980 mail art project, bringing together the surviving responses and archival materials generated by the international exchange.PUBLIC COLLECTIONSWorks and documentary material by Vera Chaves Barcellos are preserved in Brazilian and international institutions including the Museu de Arte de São Paulo, Museu de Arte do Rio, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía and Museu d'Art Contemporani de Barcelona.ARCHIVES AND DOCUMENTARY FONDSFundação Vera Chaves Barcellos, Rio Grande do Sul. The institution preserves the Vera Chaves Barcellos Collection and archival fonds composed of catalogues, invitations, books, photographs, slides and other documentary material. Its Centro de Documentação e Pesquisa also holds archives connected with Nervo Óptico, Espaço N.O., Galeria Obra Aberta and the institutional history of the Foundation.CHRONOLOGYBorn in Porto Alegre, Rio Grande do Sul.1950s. Early education at the Instituto de Belas Artes in Porto Alegre.1961 to 1962. Artistic studies in London, Rotterdam and Paris.1960s. Printmaking becomes the principal field of her early production.1970 to 1977. Teaching activities in Novo Hamburgo.Beginning of Testarte.British Council scholarship at Croydon College.Venice Biennale with Testarte. Participation in Exposição Manifesto in Porto Alegre.1976 to 1978. Nervo Óptico.14th São Paulo Biennial.Establishment of Espaço N.O.1979 to 1980. Testarte VIII, O Cofre, mail art project.1979 to 1982. Espaço N.O.First Havana Biennial and Projeto ABC Funarte.Beginning of a long period of professional activity between Rio Grande do Sul and Barcelona.1999 to 2002. Galeria Obra Aberta.Beginning of the process that led to the establishment of the Fundação Vera Chaves Barcellos.O Grão da Imagem, Santander Cultural.Imagens em Migração, MASP.Per gli Ucelli, Pinacoteca do Estado de São Paulo.Nervo Óptico: 40 anos at Fundação Vera Chaves Barcellos. Vera Chaves Barcellos, Fotografias, manipulações e apropriações at Paço Imperial. Participation in Radical Women.End of the documented period during which Barcellos maintained a studio in Barcelona.2023 to 2024. Continued solo and group exhibitions addressing her production in relation to artists publications, conceptual practices, photography and the history of women artists in Latin America.

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