Jorge Caraballo
Local de nascimento: Montevideo Uruguay
Data de nascimento: 25 de maio de 1941
Local de falecimento: Montevideo Uruguay
Data de falecimento: 5 de julho de 2014
BIOGRAFIA RAISONNÉE DE JORGE CARABALLO EM PORTUGUÊSJorge Caraballo, registrado também como Oscar Jorge Caraballo, nasceu em 25 de maio de 1941 em Montevidéu, Uruguai, e faleceu em 5 de julho de 2014. Foi artista visual, pesquisador da percepção, poeta visual e participante das redes internacionais de arte postal e arte de sistemas. Sua trajetória atravessou a pintura, a abstração geométrica, a arte óptica, a arte cinética, a poesia visual, a xerografia, a produção gráfica, a comunicação postal e as práticas conceituais vinculadas à resistência política latino americana. Sua obra ocupa posição singular na história da arte uruguaia por articular investigação formal, participação do público, linguagem, comunicação e crítica social.FORMAÇÃO E PRIMEIRAS PESQUISASDesde jovem, Jorge Caraballo estudou desenho e pintura. Realizou estudos de pintura com o artista Hugo Sartore. Durante a segunda metade da década de 1960 desenvolveu pesquisas relacionadas à abstração geométrica, à percepção óptica, ao movimento e à participação ativa do espectador. Caraballo é reconhecido como um dos precursores da arte óptica e cinética no Uruguai. Sua concepção da obra aproximava se das ideias do Grupo de Pesquisa de Arte Visual da França, conhecido como GRAV, segundo as quais o observador deveria tornar se cúmplice, ator e participante do acontecimento artístico.Em 1969 participou do Salão Nacional uruguaio com a obra Móvil continuo luminoso, realizada com acrílico, espelho e luz. Essa obra documenta o interesse inicial de Caraballo por estruturas móveis, fenômenos luminosos, repetição, percepção e transformação visual. Em 1970 produziu Destrucción de la singularidad de la forma por la repetición, pintura em acrílico medindo 100 por 45 centímetros, posteriormente incorporada ao acervo do Museo Nacional de Artes Visuales de Montevidéu.PRÊMIOS E ESTUDOS NA FRANÇAEm 1970 Jorge Caraballo recebeu o Prêmio Lautréamont, associado a uma bolsa do Governo Francês. No mesmo ano recebeu prêmio aquisição no trigésimo quarto Salão Nacional de Artes Plásticas de Montevidéu. Em 1971 viajou para Paris com bolsa do Governo Francês para realizar estudos livres com Victor Vasarely, uma das principais referências internacionais da arte óptica. Durante sua permanência na França frequentou cursos teóricos de Frank Popper na Universidade de Vincennes. Também participou da sétima Bienal de Jovens de Paris, da exposição de bolsistas do Governo Francês na ORTF e da mostra Dez Artistas Estrangeiros na FIAP, em Paris.A experiência francesa ampliou seu contato com as pesquisas ópticas, cinéticas e participativas europeias. Após aproximadamente três anos em Paris, regressou a Montevidéu e conheceu Clemente Padín. A partir desse encontro iniciou se um intercâmbio intenso que se estendeu por cerca de uma década e aproximou Caraballo das experiências de poesia visual, arte postal, circulação alternativa e comunicação artística internacional.RELAÇÃO COM CLEMENTE PADÍNJorge Caraballo e Clemente Padín foram figuras fundamentais da poesia visual e da arte postal uruguaia. A relação entre ambos não se limitou à proximidade pessoal. Eles compartilharam pesquisas sobre linguagem, circulação, participação, comunicação e transformação social. Produziram e distribuíram obras por redes independentes que ligavam o Uruguai ao Brasil, Argentina, Chile, México, Estados Unidos, Canadá, Europa, Japão e outros centros de experimentação artística. A circulação postal permitia superar os limites das galerias, contornar a censura e transformar a comunicação em parte constitutiva da obra.Caraballo, Padín e Haroldo González foram importantes representantes uruguaios das experiências de arte postal e arte de sistemas durante as décadas de 1970 e 1980. Caraballo participou de atividades relacionadas ao Centro de Arte e Comunicação de Buenos Aires, conhecido como CAyC, instituição central para a difusão da arte de sistemas na América Latina e no circuito internacional.POESIA VISUAL E INVESTIGAÇÃO DA LINGUAGEMNo início da década de 1970, Jorge Caraballo passou a ocupar posição de destaque na poesia visual sul americana. Sua produção utilizou letras, palavras, signos, diagramas, mapas, documentos, impressões e estruturas gráficas para revelar conflitos existentes entre linguagem, poder, território e realidade social. O artista frequentemente separava, deslocava, repetia ou reordenava palavras, criando novas leituras políticas e poéticas.Uma de suas obras mais conhecidas é Urugu ay, também registrada como Urugu(ay), realizada em 1973 com xerografia e tinta sobre papel, medindo aproximadamente 22,5 por 36 centímetros. A obra fragmenta o nome Uruguay em Urugu e ay. A interjeição espanhola ay converte o nome do país em expressão de dor, sofrimento e denúncia. A operação sintetiza o modo como Caraballo combinava economia gráfica, linguagem e crítica política.Outras obras centrais desse período incluem Constitución, SOS, Desinformación, La palabra paz e Anteproyecto para abolir cinco calles. Nesses trabalhos, Caraballo examinou a instabilidade dos significados políticos e sociais. Palavras relacionadas à constituição, paz, justiça, independência, liberdade, pátria e identidade nacional eram retiradas de seus contextos habituais e convertidas em estruturas de questionamento.Em Anteproyecto para abolir cinco calles, Caraballo mobilizou a linguagem dos projetos administrativos e do planejamento urbano para propor uma revisão simbólica dos nomes das ruas e dos valores históricos inscritos no espaço público. A obra conecta cartografia, nomenclatura urbana, poder institucional, memória e crítica ideológica, sendo uma referência importante da arte de sistemas uruguaia.ARTE POSTAL E CIRCULAÇÃO INTERNACIONALA arte postal permitiu a Jorge Caraballo transformar envelopes, cartões, selos, carimbos, xerografias, listas de endereços e correspondências em meios artísticos. O valor da obra não residia apenas no objeto final, mas também em sua circulação, recepção, reprodução e redistribuição. Essa prática contestava os mecanismos tradicionais do mercado, da autoria individual e das instituições culturais.Suas publicações e participações em mostras de poesia visual circularam por cidades da Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Cuba, Espanha, França, Holanda, Hungria, Inglaterra, Israel, Itália, Japão, México, Portugal, Suíça, Uruguai, Estados Unidos, Venezuela e antiga Iugoslávia. Essa abrangência demonstra a inserção de Caraballo em uma rede transnacional de artistas experimentais, poetas visuais, editores independentes e ativistas culturais.PRISÃO POLÍTICA EM 1977Em agosto de 1977, durante a ditadura civil militar uruguaia, Jorge Caraballo e Clemente Padín foram presos pelas autoridades sob acusação relacionada à produção e distribuição de materiais considerados ofensivos ao regime e à moral das Forças Armadas. A detenção dos dois artistas provocou uma campanha internacional organizada pelas redes de arte postal. Artistas de diferentes países produziram cartões, cartazes, revistas, manifestos, exposições e correspondências exigindo informações e liberdade para Caraballo e Padín.A mobilização alcançou instituições diplomáticas e transformou a prisão dos artistas em símbolo internacional da repressão à liberdade de expressão no Uruguai. Obras de solidariedade foram produzidas no Brasil, Argentina, Colômbia, Itália, França, Estados Unidos e outros países. A campanha demonstrou como a rede postal podia funcionar simultaneamente como circuito artístico, sistema de informação, arquivo político e instrumento de pressão internacional.A experiência da prisão passou a integrar a leitura histórica da obra de Caraballo. Sua produção desse período evidencia a arte como mecanismo de denúncia, resistência e reflexão sobre os crimes e abusos cometidos pelo regime militar e por seus colaboradores civis.RETOMADA E PRODUÇÃO POSTERIORApós o período de repressão, Jorge Caraballo continuou produzindo obras vinculadas à poesia visual, à xerografia, à arte postal e à comunicação. Entre as obras posteriores encontra se IBM, de 1984, xerografia sobre papel com dimensões de 45 por 30 centímetros, produzida em edição de dez exemplares não numerados.Em 1987 foi selecionado pela seção uruguaia da Associação Internacional de Críticos de Arte. Em 1991 publicou, em colaboração com Clemente Padín, o livro de artista Solidaridad, editado pelos próprios autores em Montevidéu. A publicação reuniu referências às redes internacionais de arte postal e a artistas como Anna Banana, Diego Barboza, Julien Blaine, Paulo Bruscky, Ulises Carrión, Moacy Cirne, Geoffrey Cook, Robin Crozier, Guillermo Deisler, Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá e Wlademir Dias Pino.A partir do ano 2000, Caraballo retomou intensamente a abstração geométrica. Refez obras antigas, concretizou projetos concebidos décadas antes e desenvolveu novas composições orientadas por rigor, exatidão e austeridade. Essa retomada não representou abandono das questões políticas e comunicacionais anteriores. Pelo contrário, reafirmou a coerência entre percepção, estrutura, participação e emancipação presente em toda a sua trajetória.EXPOSIÇÕES E PARTICIPAÇÕES SELECIONADASEntre 1968 e 1972 participou de Salões Nacionais e Municipais em Montevidéu. Em 1971 participou da sétima Bienal de Jovens de Paris, da mostra de bolsistas do Governo Francês na ORTF e da exposição Dez Artistas Estrangeiros na FIAP de Paris. Em 1972 participou da trigésima sexta Bienal de Veneza. Entre 1976 e 1978 integrou exposições de Arte de Sistemas organizadas pelo CAyC em Antuérpia, Paris, Londres e Ferrara. Entre 1976 e 1977 participou de The Seventies, também organizada pelo CAyC, apresentada no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu Universitário do México.Em 2009 foi convidado para a sétima Bienal do Mercosul em Porto Alegre, Brasil, e participou da segunda Bienal de Arte Concreta em Riegel, Alemanha. Entre novembro de 2013 e fevereiro de 2014, sua obra Destrucción de la singularidad de la forma por la repetición integrou a exposição Arte Latinoamericano, Colección MNAV, no Museo Nacional de Artes Visuales de Montevidéu.Após sua morte, o Museo Nacional de Artes Visuales realizou a exposição Jorge Caraballo, Una exposición antológica, apresentada de 24 de setembro a 15 de novembro de 2015, na Sala 4 do museu. Com curadoria de Manuel Neves, a mostra reuniu quatro décadas de produção e destacou três eixos principais, abstração óptica e cinética, poesia visual e arte postal. O catálogo bilíngue publicado pelo museu possui 144 páginas e inclui textos críticos, biografia, obras e documentação histórica.Em março de 2017, obras de Jorge Caraballo foram apresentadas na exposição Montevideo, realizada em Buenos Aires, ao lado de trabalhos de Haroldo González, Clemente Padín e Teresa Vila. A mostra reuniu obras fundamentais da experimentação uruguaia das décadas de 1960 e 1970, incluindo Urugu ay, Constitución, SOS e Anteproyecto para abolir cinco calles.OBRAS SELECIONADAS PARA O CATÁLOGO RAISONNÉMóvil continuo luminoso, 1969, acrílico, espelho e luzDestrucción de la singularidad de la forma por la repetición, 1970, acrílico sobre suporte, 100 por 45 centímetros, acervo do Museo Nacional de Artes VisualesUrugu ay, também registrada como Urugu(ay), 1973, xerografia e tinta sobre papel, aproximadamente 22,5 por 36 centímetrosConstitución, década de 1970, poesia visual e obra gráficaSOS, década de 1970, poesia visual e obra gráficaDesinformación, década de 1970, arte de sistemas e poesia visualLa palabra paz, década de 1970, arte de sistemas e investigação linguísticaAnteproyecto para abolir cinco calles, década de 1970, arte de sistemas, cartografia conceitual e crítica urbanaIBM, 1984, xerografia sobre papel, 45 por 30 centímetros, edição de dez exemplares não numeradosSolidaridad, 1991, livro de artista realizado com Clemente Padín, edição dos autores, MontevidéuPRÊMIOS E DISTINÇÕESPrêmio Lautréamont e bolsa do Governo Francês, 1970Prêmio aquisição no trigésimo quarto Salão Nacional de Artes Plásticas de Montevidéu, 1970Bolsa do Governo Francês para estudos em Paris, 1971Prêmio aquisição do Ministério de Obras Públicas do Uruguai, 1973Seleção da Associação Internacional de Críticos de Arte, seção Uruguai, 1987IMPORTÂNCIA HISTÓRICA E CURATORIALJorge Caraballo deve ser reconhecido como uma das figuras fundamentais da arte experimental uruguaia e latino americana. Foi precursor da arte óptica e cinética no Uruguai, referência da poesia visual sul americana, participante da arte de sistemas e agente ativo das redes internacionais de arte postal. Sua obra relacionou percepção, palavra, território, participação, repressão política, comunicação e liberdade.Sua produção propôs a emancipação do olhar e da palavra como caminhos para a emancipação do indivíduo. Ao deslocar a obra do objeto tradicional para a linguagem, o documento, a xerografia, o mapa e o correio, Caraballo questionou os limites da arte e criou estratégias de comunicação adequadas a um período marcado pela censura e pela perda das liberdades civis.PALAVRAS CHAVE PARA INDEXAÇÃOJorge Caraballo, Oscar Jorge Caraballo, artista uruguaio, arte uruguaia, poesia visual uruguaia, poesia experimental, arte postal, Mail Art, arte de sistemas, arte conceitual latino americana, arte óptica, arte cinética, abstração geométrica, xerografia, Clemente Padín, Haroldo González, Victor Vasarely, Frank Popper, CAyC, Centro de Arte e Comunicação, ditadura uruguaia, presos políticos, resistência cultural, liberdade de expressão, Urugu ay, Constitución, SOS, Desinformación, La palabra paz, Anteproyecto para abolir cinco calles, IBM, Solidaridad, Museo Nacional de Artes Visuales, Bienal de Paris, Bienal de Veneza, Bienal do Mercosul, arte latino americana, redes artísticas, comunicação postal, poesia política, arquivo de arte contemporânea
English
JORGE CARABALLO RAISONNÉ BIOGRAPHY IN ENGLISHJorge Caraballo, also recorded under his full name Oscar Jorge Caraballo, was born on 25 May 1941 in Montevideo, Uruguay, and died on 5 July 2014. He was a visual artist, researcher of perception, visual poet and participant in international networks of mail art and systems art. His career encompassed painting, geometric abstraction, optical art, kinetic art, visual poetry, xerography, graphic production, postal communication and conceptual practices connected to Latin American political resistance. His work occupies a distinctive place in Uruguayan art history because it combines formal investigation, audience participation, language, communication and social criticism.EDUCATION AND EARLY INVESTIGATIONSCaraballo studied drawing and painting from an early age and received instruction in painting from Hugo Sartore. During the second half of the 1960s, he developed investigations involving geometric abstraction, optical perception, movement and the active participation of the viewer. He is recognized as one of the pioneers of optical and kinetic art in Uruguay. His understanding of the artwork was close to the ideas of the French Visual Art Research Group, known as GRAV, which proposed that the observer should become an accomplice, actor and participant in the artistic event.In 1969 he participated in the Uruguayan National Salon with Móvil continuo luminoso, a work made with acrylic, mirror and light. The work documents his early interest in moving structures, light phenomena, repetition, perception and visual transformation. In 1970 he produced Destrucción de la singularidad de la forma por la repetición, an acrylic work measuring 100 by 45 centimeters that later entered the collection of the Museo Nacional de Artes Visuales in Montevideo.AWARDS AND STUDIES IN FRANCEIn 1970 Caraballo received the Lautréamont Prize, connected to a French Government scholarship. That same year he received an acquisition award at the thirty fourth National Salon of Visual Arts in Montevideo. In 1971 he traveled to Paris with a French Government scholarship for independent studies with Victor Vasarely, one of the major international figures of optical art. During his stay in France, he attended theoretical courses taught by Frank Popper at the University of Vincennes. He also participated in the seventh Paris Biennial for Young Artists, the exhibition of French Government scholarship recipients at ORTF and the exhibition Ten Foreign Artists at FIAP in Paris.The French experience expanded his contact with European optical, kinetic and participatory research. After approximately three years in Paris, he returned to Montevideo and met Clemente Padín. This encounter initiated an intense exchange that continued for approximately a decade and connected Caraballo to visual poetry, mail art, alternative circulation and international artistic communication.RELATIONSHIP WITH CLEMENTE PADÍNJorge Caraballo and Clemente Padín were major figures in Uruguayan visual poetry and mail art. Their relationship involved shared investigations into language, circulation, participation, communication and social transformation. They produced and distributed works through independent networks connecting Uruguay with Brazil, Argentina, Chile, Mexico, the United States, Canada, Europe, Japan and other centers of experimental art. Postal circulation made it possible to cross institutional boundaries, evade censorship and transform communication into an essential component of the artwork.Together with Haroldo González, Caraballo and Padín became important Uruguayan representatives of mail art and systems art during the 1970s and 1980s. Caraballo participated in activities connected to the Center for Art and Communication in Buenos Aires, known as CAyC, a central institution in the dissemination of systems art in Latin America and internationally.VISUAL POETRY AND LANGUAGEBy the beginning of the 1970s, Jorge Caraballo had become an important figure in South American visual poetry. His works used letters, words, signs, diagrams, maps, documents and printed structures to reveal conflicts involving language, political power, territory and social reality. He frequently separated, displaced, repeated or reorganized words in order to produce new political and poetic meanings.One of his best known works is Urugu ay, also recorded as Urugu(ay), produced in 1973 in xerography and ink on paper and measuring approximately 22.5 by 36 centimeters. The work divides the name Uruguay into Urugu and ay. The Spanish interjection ay transforms the name of the country into an expression of pain, suffering and denunciation. The work demonstrates Caraballo?s ability to combine graphic economy, language and political criticism.Other central works include Constitución, SOS, Desinformación, La palabra paz and Anteproyecto para abolir cinco calles. In these works, Caraballo examined the instability of political and social meanings. Words associated with constitution, peace, justice, independence, freedom, homeland and national identity were removed from familiar contexts and transformed into structures of critical inquiry.MAIL ART AND INTERNATIONAL CIRCULATIONMail art enabled Caraballo to transform envelopes, cards, stamps, postal marks, xerographs, address lists and correspondence into artistic media. The meaning of the work was located not only in the final object but also in its circulation, reception, reproduction and redistribution. This practice challenged the conventional mechanisms of the art market, individual authorship and cultural institutions.His publications and collective visual poetry exhibitions circulated in Germany, Argentina, Australia, Belgium, Brazil, Canada, Cuba, Spain, France, the Netherlands, Hungary, England, Israel, Italy, Japan, Mexico, Portugal, Switzerland, Uruguay, the United States, Venezuela and the former Yugoslavia. This geographical reach demonstrates his participation in a transnational network of experimental artists, visual poets, independent editors and cultural activists.POLITICAL IMPRISONMENT IN 1977In August 1977, during the Uruguayan civil military dictatorship, Jorge Caraballo and Clemente Padín were arrested by the authorities on charges related to the production and distribution of material considered offensive to the military regime. Their detention generated an international campaign organized through mail art networks. Artists in different countries produced cards, posters, periodicals, manifestos, exhibitions and correspondence demanding information and freedom for Caraballo and Padín.The campaign reached diplomatic institutions and transformed the imprisonment of the two artists into an international symbol of repression against freedom of expression in Uruguay. The postal network operated simultaneously as an artistic circuit, an information system, a political archive and an instrument of international pressure.LATER PRODUCTIONCaraballo continued producing works connected to visual poetry, xerography, mail art and communication. His later production includes IBM, created in 1984 as a xerography on paper measuring 45 by 30 centimeters and issued in an unnumbered edition of ten.In 1987 he was selected by the Uruguayan section of the International Association of Art Critics. In 1991 he published the artist book Solidaridad with Clemente Padín, issued by the authors in Montevideo. The publication documented international mail art networks and included connections with Anna Banana, Diego Barboza, Julien Blaine, Paulo Bruscky, Ulises Carrión, Moacy Cirne, Geoffrey Cook, Robin Crozier, Guillermo Deisler, Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá and Wlademir Dias Pino.From the year 2000 onward, Caraballo returned intensively to geometric abstraction. He reconstructed earlier works, completed projects conceived in previous decades and produced new compositions based on rigor, precision and austerity. This return reaffirmed the coherence between perception, structure, participation and emancipation present throughout his career.SELECTED EXHIBITIONSFrom 1968 to 1972 he participated in National and Municipal Salons in Montevideo. In 1971 he participated in the seventh Paris Biennial for Young Artists, the French Government scholarship exhibition at ORTF and Ten Foreign Artists at FIAP in Paris. In 1972 he participated in the thirty sixth Venice Biennale. From 1976 to 1978 he took part in Systems Art exhibitions organized by CAyC in Antwerp, Paris, London and Ferrara. From 1976 to 1977 he participated in The Seventies, organized by CAyC and presented at the Museu de Arte Moderna de São Paulo and the University Museum of Mexico.In 2009 he was invited to the seventh Mercosur Biennial in Porto Alegre and participated in the second Concrete Art Biennial in Riegel, Germany. From November 2013 to February 2014, his work Destrucción de la singularidad de la forma por la repetición was included in Arte Latinoamericano, Colección MNAV at the Museo Nacional de Artes Visuales in Montevideo.The retrospective Jorge Caraballo, Una exposición antológica was presented at the Museo Nacional de Artes Visuales from 24 September to 15 November 2015. Curated by Manuel Neves, the exhibition brought together four decades of production focused on optical and kinetic abstraction, visual poetry and mail art. The museum published a bilingual 144 page catalogue containing critical essays, biographical information, artworks and historical documentation.In March 2017, works by Caraballo were presented in the exhibition Montevideo in Buenos Aires together with works by Haroldo González, Clemente Padín and Teresa Vila. The exhibition included Urugu ay, Constitución, SOS and Anteproyecto para abolir cinco calles.SELECTED WORKS FOR THE CATALOGUE RAISONNÉMóvil continuo luminoso, 1969, acrylic, mirror and lightDestrucción de la singularidad de la forma por la repetición, 1970, acrylic, 100 by 45 centimeters, collection of the Museo Nacional de Artes VisualesUrugu ay, also recorded as Urugu(ay), 1973, xerography and ink on paper, approximately 22.5 by 36 centimetersConstitución, 1970s, visual poetry and graphic workSOS, 1970s, visual poetry and graphic workDesinformación, 1970s, systems art and visual poetryLa palabra paz, 1970s, systems art and language investigationAnteproyecto para abolir cinco calles, 1970s, systems art, conceptual cartography and urban criticismIBM, 1984, xerography on paper, 45 by 30 centimeters, unnumbered edition of tenSolidaridad, 1991, artist book produced with Clemente Padín and published by the artists in MontevideoHISTORICAL SIGNIFICANCEJorge Caraballo should be recognized as a fundamental figure in Uruguayan and Latin American experimental art. He was a pioneer of optical and kinetic art in Uruguay, a major representative of South American visual poetry, a participant in systems art and an active agent within international mail art networks. His work connected perception, language, territory, audience participation, political repression, communication and freedom.His production proposed the emancipation of sight and language as paths toward individual emancipation. By moving art from the traditional object toward language, documentation, xerography, mapping and postal circulation, Caraballo questioned conventional artistic boundaries and created communication strategies suited to a historical period marked by censorship and the loss of civil liberties.INDEXING KEYWORDSJorge Caraballo, Oscar Jorge Caraballo, Uruguayan artist, Uruguayan art, Uruguayan visual poetry, experimental poetry, mail art, systems art, Latin American conceptual art, optical art, kinetic art, geometric abstraction, xerography, Clemente Padín, Haroldo González, Victor Vasarely, Frank Popper, CAyC, Center for Art and Communication, Uruguayan dictatorship, political prisoners, cultural resistance, freedom of expression, Urugu ay, Constitución, SOS, Desinformación, La palabra paz, Anteproyecto para abolir cinco calles, IBM, Solidaridad, Museo Nacional de Artes Visuales, Paris Biennial, Venice Biennale, Mercosur Biennial, Latin American art, artistic networks, postal communication, political poetry, contemporary art archive
Currículo
CURRÍCULO RAISONNÉ DE JORGE CARABALLO EM PORTUGUÊSIDENTIFICAÇÃONome completo Oscar Jorge CaraballoNome artístico Jorge CaraballoNascimento 25 de maio de 1941, Montevidéu, UruguaiFalecimento 5 de julho de 2014, Montevidéu, UruguaiNacionalidade uruguaiaÁreas de atuação arte óptica, arte cinética, abstração geométrica, poesia visual, arte conceitual, arte de sistemas, arte postal, xerografia, fotografia, audiovisual, livro de artista e produção gráfica experimentalArtistas e pesquisadores relacionados Clemente Padín, Haroldo González, Teresa Vila, Victor Vasarely, Frank Popper, Jorge Glusberg, Edgardo Antonio Vigo, Guillermo Deisler, Paulo Bruscky, Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá, Moacy Cirne, Wlademir Dias Pino e Ulises CarriónInstituições relacionadas Museo Nacional de Artes Visuales do Uruguai, Centro de Arte y Comunicación de Buenos Aires, Governo Francês, Universidade de Vincennes, Bienal de Paris, Bienal de Veneza e Bienal do MercosulJorge Caraballo foi artista visual, poeta visual e pesquisador uruguaio reconhecido como um dos primeiros investigadores da arte óptica e cinética no Uruguai. Durante aproximadamente duas décadas tornou se uma referência sul americana da poesia visual, da arte postal e da arte de sistemas. Sua produção articulou percepção, participação do público, linguagem, comunicação, circulação postal e crítica às estruturas políticas e sociais. O Museo Nacional de Artes Visuales considera sua trajetória singular pela passagem da abstração geométrica às práticas desmaterializadas da poesia visual e da arte postal.FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICOCaraballo estudou desenho e pintura desde jovem e realizou formação artística no ateliê do pintor Hugo Sartore, também citado em algumas fontes com variação de grafia. No início de sua carreira dedicou se à pintura e à abstração geométrica. A partir da segunda metade da década de 1960 desenvolveu obras ópticas e cinéticas orientadas para a percepção, a luz, o movimento e a participação ativa do observador.Sua pesquisa aproximou se das propostas internacionais que rejeitavam o espectador passivo e defendiam a obra como experiência perceptiva e participativa. O Museo Nacional de Artes Visuales identifica Caraballo como o primeiro investigador sistemático da arte óptica e cinética no Uruguai e destaca que a participação do público permaneceu no centro de sua produção, inicialmente pela percepção e depois pela linguagem e pela comunicação.Em 1970 recebeu o Prêmio Lautréamont e uma bolsa do Governo Francês. Estabeleceu se em Paris e aprofundou pesquisas associadas à arte óptica, à arte cinética e às experiências participativas. Estudou e manteve contato com Victor Vasarely e frequentou cursos teóricos de Frank Popper na Universidade de Vincennes.Após aproximadamente três anos em Paris, regressou a Montevidéu e estabeleceu uma intensa relação de intercâmbio com Clemente Padín. Essa colaboração marcou sua passagem para a poesia visual, a arte postal e a arte de sistemas. Caraballo, Padín e Haroldo González tornaram se importantes representantes uruguaios dessas linguagens e participaram de redes internacionais de circulação artística.RELAÇÃO COM CLEMENTE PADÍNA relação entre Jorge Caraballo e Clemente Padín foi artística, intelectual, política e documental. Ambos utilizaram palavras, imagens, documentos, cartões, envelopes, xerografias, carimbos e publicações como meios de comunicação alternativos. A obra não era compreendida somente como objeto, mas como processo de produção, circulação, recepção e redistribuição.Por meio da arte postal, Caraballo e Padín conectaram o Uruguai ao Movimento Poema Processo no Brasil e a artistas como Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá, Wlademir Dias Pino, Moacy Cirne, Falves Silva, Paulo Bruscky e Daniel Santiago. Também mantiveram relações com Ulises Carrión, Guillermo Deisler, Edgardo Antonio Vigo, Anna Banana, Julien Blaine, Geoffrey Cook, Robin Crozier, Felipe Ehrenberg, Hervé Fischer, Fred Forest, Klaus Groh, Graciela Gutiérrez Marx, Sarenco e Adriano Spatola. Essas conexões estão documentadas no livro de artista Solidaridad, publicado por Caraballo e Padín em Montevidéu em 1991.POESIA VISUAL, ARTE POSTAL E ARTE DE SISTEMASA partir de 1973, Caraballo passou a desenvolver intensamente poemas visuais e trabalhos conceituais nos quais palavras, imagens fotográficas, cartografia, documentos e sinais gráficos eram reorganizados para revelar conflitos políticos e sociais.Entre suas estratégias estavam a fragmentação de palavras, a inversão da leitura, a alteração de documentos oficiais, a apropriação de mapas, o deslocamento de nomes e a utilização de formas administrativas. Suas obras questionaram conceitos como pátria, constituição, paz, liberdade, justiça, território e identidade nacional.Em 19 de setembro de 1973, o Centro de Arte y Comunicación de Buenos Aires anunciou duas sessões de trabalhos audiovisuais de Jorge Caraballo. A apresentação integrava práticas como projeção de diapositivos, instalação, poesia visual, livro de artista e arte postal. O documento do CAyC evidencia sua inserção na cena conceitual uruguaia ao lado de Haroldo González, Clemente Padín e Teresa Vila e registra o uso dessas redes para denunciar censura, perseguição, desaparecimentos e terrorismo de Estado.Caraballo participou das atividades do CAyC e das exposições internacionais associadas à arte de sistemas. Nessas experiências, o trabalho artístico era compreendido como parte de sistemas sociais, políticos, informacionais e institucionais.PRISÃO POLÍTICA E CAMPANHA INTERNACIONALEm agosto de 1977, Jorge Caraballo e Clemente Padín foram presos pela ditadura civil militar uruguaia. A acusação esteve ligada à produção e à circulação de materiais considerados ofensivos à moral das Forças Armadas.A prisão desencadeou uma ampla campanha internacional nas redes de arte postal. Artistas e grupos produziram cartões, manifestos, cartazes, exposições, publicações e correspondências exigindo a libertação dos dois artistas. Geoffrey Cook documentou essa mobilização no estudo The Padín Caraballo Project, publicado em 1984 no livro Correspondence Art, Source Book for the Network of International Postal Art Activity.A campanha transformou Padín e Caraballo em referências internacionais da luta pela liberdade de expressão. A arte postal tornou se simultaneamente meio artístico, sistema de informação, rede de solidariedade e instrumento de pressão política.O acervo relacionado ao Poema Processo conserva diferentes documentos brasileiros dessa mobilização, entre eles cartões coletivos, impressões gráficas e mensagens de solidariedade. Esses materiais vinculam Caraballo e Padín a artistas e agentes brasileiros como Marcelo Dolabela, Adriana Bizzotto, Luciano Cortez e Hélio Leite.PRODUÇÃO POSTERIORDepois do período de prisão e repressão, Caraballo continuou produzindo poemas visuais, xerografias, impressões, projetos conceituais e arte postal. Em 1984 realizou IBM, xerografia sobre papel com 45 por 30 centímetros, em edição de dez exemplares não numerados.Em 1991 publicou com Clemente Padín o livro de artista Solidaridad, edição dos próprios autores realizada em Montevidéu. A publicação reúne documentação da campanha internacional de solidariedade e das redes de arte postal latino americanas, europeias e norte americanas.A partir do início do século vinte e um, Caraballo retomou com maior intensidade a abstração geométrica, refez obras anteriores e materializou projetos concebidos em décadas passadas. Essa retomada confirmou a continuidade entre sua pesquisa óptica, a organização estrutural da linguagem e sua concepção da obra como instrumento de emancipação perceptiva e intelectual.EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS E APRESENTAÇÕES AUTORAIS VERIFICADAS1973 Jorge Caraballo Uruguay audiovisuales, Centro de Arte y Comunicación, Buenos Aires, Argentina, apresentações anunciadas para setembro de 1973.2015 Jorge Caraballo, Una exposición antológica, Museo Nacional de Artes Visuales, Sala 4, Montevidéu, Uruguai, de 24 de setembro a 15 de novembro de 2015, curadoria de Manuel Neves. A exposição reuniu quatro décadas de produção nos campos da abstração óptica e cinética, poesia visual e arte postal.EXPOSIÇÕES COLETIVAS, SALÕES E BIENAIS VERIFICADOS OU REGISTRADOS EM CURRÍCULOS INSTITUCIONAIS1968 Salões e exposições de artes visuais em Montevidéu, início do período de participação pública documentada1969 Salão Nacional de Artes Plásticas do Uruguai, participação com Móvil continuo luminoso, obra realizada com acrílico, espelho e luz1970 Trigésimo quarto Salão Nacional de Artes Plásticas, Montevidéu, com prêmio aquisição1971 Sétima Bienal de Jovens de Paris, Parc Floral de Paris, França. A documentação histórica da Comissão Nacional de Belas Artes confirma a seleção de Caraballo como representante uruguaio.1971 Exposição de bolsistas do Governo Francês, ORTF, Paris, França1971 Dez Artistas Estrangeiros, FIAP, Paris, França1972 Trigésima sexta Bienal de Veneza, Veneza, Itália, participação registrada em currículos institucionais do artista1973 Apresentação de audiovisuais no Centro de Arte y Comunicación, Buenos Aires, Argentina.Década de 1970 Exposições de poesia visual e arte postal em diferentes países da América Latina, América do Norte, Europa, Ásia e Oceania1975 Nona Bienal de Paris, Musée d?Art Moderne de la Ville de Paris, França, participação indicada em documentação histórica do Museo Nacional de Artes Visuales.1976 a 1978 Exposições de Arte de Sistemas organizadas pelo Centro de Arte y Comunicación em Antuérpia, Paris, Londres e Ferrara1976 e 1977 The Seventies, exposição vinculada ao CAyC, apresentada no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museo Universitario de Ciencias y Arte no MéxicoDécada de 1970 Participações em exposições do CAyC com artistas como Clemente Padín, Haroldo González, Guillermo Deisler, Edgardo Antonio Vigo, Luis Pazos, Horacio Zabala, Victor Grippo, Carlos Ginzburg, Waldemar Cordeiro, Rubens Gerchman, Amelia Toledo e outros representantes das práticas conceituais latino americanas.Décadas de 1970 e 1980 Exposições internacionais de poesia visual e arte postal na Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Inglaterra, Israel, Itália, Japão, México, Portugal, Suíça, Uruguai, Venezuela e antiga Iugoslávia1987 Seleção da seção uruguaia da Associação Internacional de Críticos de Arte2009 Sétima Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil. O currículo produzido para a Bienal registra sua formação, trajetória e participação no evento.2009 Segunda Bienal de Arte Concreta, Riegel, Alemanha2013 a 2014 Arte Latinoamericano, Colección MNAV, Museo Nacional de Artes Visuales, Montevidéu, com a obra Destrucción de la singularidad de la forma por la repetición2015 Jorge Caraballo, Una exposición antológica, Museo Nacional de Artes Visuales, Montevidéu.2017 Montevideo, exposição realizada em Buenos Aires com obras de Jorge Caraballo, Clemente Padín, Haroldo González e Teresa Vila. A mostra apresentou trabalhos vinculados à experimentação conceitual uruguaia, incluindo Urugu ay, Constitución, SOS e projetos de intervenção no nomenclátor urbano.2023 50 años, El ángel de la historia, exposição sobre arte e memória política, com a obra Proyecto para anular del nomenclátor urbano de la ciudad de Montevideo 10 nombres por falsear una realidad, de 1973.OBSERVAÇÃO SOBRE A LISTA DE EXPOSIÇÕESA relação acima reúne as exposições e participações que puderam ser confirmadas em fontes institucionais e documentação especializada. Ela não deve ser considerada encerrada. A natureza descentralizada da arte postal fez com que centenas de mostras fossem registradas somente em convites, listas de participantes, revistas independentes, correspondências e arquivos particulares. Uma catalogação definitiva exige o cruzamento do arquivo pessoal de Caraballo, do arquivo de Clemente Padín, dos arquivos do CAyC, do Museo Nacional de Artes Visuales, do Artpool Art Research Center, dos acervos de Ulises Carrión, do MAC USP, da Fundação Bienal de São Paulo e de coleções latino americanas de arte postal.LIVROS, PUBLICAÇÕES E CATÁLOGOSPUBLICAÇÕES DE AUTORIA OU COAUTORIASolidaridad, Jorge Caraballo e Clemente Padín, Montevidéu, edição dos autores, 1991, livro de artista dedicado à campanha internacional de solidariedade e às redes de arte postal. A publicação possui pelo menos 42 páginas digitalizadas e referencia artistas, grupos e movimentos da América Latina, Europa e América do Norte.CATÁLOGOS E PUBLICAÇÕES SOBRE O ARTISTAJorge Caraballo, Una exposición antológica, Museo Nacional de Artes Visuales, Montevidéu, 2015, catálogo bilíngue em espanhol e inglês, 144 páginas, com textos de Enrique Aguerre e Manuel Neves, biografia, reprodução de obras e documentação histórica.Catálogos dos Salões Nacionais de Artes Plásticas do Uruguai, especialmente as edições relacionadas às participações de 1969 e 1970Catálogo da Sétima Bienal de Jovens de Paris, 1971Catálogo da Trigésima sexta Bienal de Veneza, 1972Boletins e gacetilhas do Centro de Arte y Comunicación, incluindo Jorge Caraballo Uruguay audiovisuales, Buenos Aires, 19 de setembro de 1973.Catálogos das exposições de Arte de Sistemas organizadas pelo CAyC durante a década de 1970Catálogo da Sétima Bienal do Mercosul, Porto Alegre, 2009Correspondence Art, Source Book for the Network of International Postal Art Activity, Contemporary Arts Press, São Francisco, 1984, contendo o estudo The Padín Caraballo Project, de Geoffrey Cook.Montevideo, catálogo ou texto curatorial da exposição com Jorge Caraballo, Clemente Padín, Haroldo González e Teresa Vila, Buenos Aires, 2017.Aparición e influencias de las formas del Arte Conceptual en Uruguay en época de la Dictadura Cívico Militar Uruguaya, Jorge Caraballo, Haroldo González, Clemente Padín, estudo de Mónica Aparicio Guirao apresentado em congresso internacional de investigação em artes visuais. O trabalho analisa a arte postal como uma das primeiras expressões do conceitualismo uruguaio e como espaço de denúncia política.OBRAS SELECIONADAS PARA O CATÁLOGO RAISONNÉMóvil continuo luminoso, 1969, acrílico, espelho e luzDestrucción de la singularidad de la forma por la repetición, 1970, acrílico, 100 por 45 centímetros, número de inventário 3550, Museo Nacional de Artes Visuales.Urugu ay, também catalogada como Urugu(ay), 1973, xerografia ou impressão gráfica e tinta sobre papelConstitución, década de 1970, poesia visualSOS, década de 1970, poesia visual e comunicação políticaDesinformación, década de 1970, poesia visual e arte de sistemasLa palabra paz, década de 1970, poesia visual e investigação semânticaProyecto para anular del nomenclátor urbano de la ciudad de Montevideo 10 nombres por falsear una realidad, 1973, projeto conceitual, fotografia e intervenção documental.Anteproyecto para abolir cinco calles, década de 1970, projeto conceitual e cartografia críticaJorge Caraballo Uruguay audiovisuales, 1973, conjunto de trabalhos audiovisuais apresentado no CAyC.IBM, 1984, xerografia sobre papel, 45 por 30 centímetros, edição de dez exemplares não numerados.Solidaridad, 1991, livro de artista realizado com Clemente Padín, edição dos autores, Montevidéu.PRÊMIOS, BOLSAS E DISTINÇÕES1970 Prêmio Lautréamont1970 Bolsa do Governo Francês1970 Prêmio aquisição no Trigésimo quarto Salão Nacional de Artes Plásticas de Montevidéu1971 Residência e estudos em Paris1973 Prêmio aquisição do Ministério de Obras Públicas do Uruguai, conforme currículos institucionais1987 Seleção da Associação Internacional de Críticos de Arte, seção Uruguai2009 Artista convidado da Sétima Bienal do MercosulACERVOS E DOCUMENTAÇÃOMuseo Nacional de Artes Visuales, MontevidéuArquivo do Centro de Arte y ComunicaciónCAYC Gacetillas Collection, Institute for Studies on Latin American ArtInternational Center for the Arts of the Americas, Museum of Fine Arts HoustonArquivo Clemente PadínArchivos en UsoArtpool Art Research CenterColeções de arte postal no BrasilArquivos relacionados ao Movimento Poema ProcessoColeções vinculadas a Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá, Moacy Cirne, Falves Silva, Marcelo Dolabela e Paulo BrusckyO Museo Nacional de Artes Visuales conserva Destrucción de la singularidad de la forma por la repetición, de 1970, e realizou em 2015 a principal exposição retrospectiva dedicada ao artista.IMPORTÂNCIA HISTÓRICAJorge Caraballo ocupa posição fundamental na história da arte uruguaia e latino americana. Sua relevância decorre da união de três campos normalmente estudados separadamente, a abstração óptica e cinética, a poesia visual e a arte postal.Em sua obra, a emancipação do olhar tornou se inseparável da emancipação da palavra. A percepção visual, a linguagem e os sistemas de circulação foram utilizados para confrontar a censura, a repressão e a perda das liberdades civis. Sua trajetória demonstra como a experimentação formal pode transformar se em instrumento de comunicação, consciência política e resistência.O Museo Nacional de Artes Visuales destaca que Caraballo compreendia o artista e a própria obra como instrumentos capazes de ativar mudanças sociais e políticas. Sua ruptura com os suportes tradicionais e sua adoção da xerografia, do documento, da linguagem, do audiovisual e do correio responderam à necessidade urgente de ampliar a comunicação durante as décadas de 1960, 1970 e 1980.PALAVRAS CHAVE PARA INDEXAÇÃO EM PORTUGUÊSJorge Caraballo, Oscar Jorge Caraballo, artista uruguaio, arte uruguaia, Clemente Padín, poesia visual uruguaia, arte postal uruguaia, arte correio, Mail Art, arte de sistemas, arte conceitual latino americana, arte óptica, arte cinética, abstração geométrica, xerografia, audiovisual, livro de artista, arte política, resistência cultural, ditadura uruguaia, liberdade de expressão, presos políticos, campanha internacional de solidariedade, CAyC, Centro de Arte y Comunicación, Jorge Glusberg, Victor Vasarely, Frank Popper, Haroldo González, Teresa Vila, Guillermo Deisler, Edgardo Antonio Vigo, Ulises Carrión, Paulo Bruscky, Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá, Moacy Cirne, Wlademir Dias Pino, Falves Silva, Movimento Poema Processo, Urugu ay, Constitución, SOS, Desinformación, La palabra paz, IBM, Solidaridad, Bienal de Paris, Bienal de Veneza, Bienal do Mercosul, Museo Nacional de Artes Visuales, arte latino americana, poesia experimental, comunicação postal, arquivo de arte contemporânea
English
JORGE CARABALLO RAISONNÉ CURRICULUM IN ENGLISHIDENTIFICATIONFull name Oscar Jorge CaraballoProfessional name Jorge CaraballoBorn 25 May 1941, Montevideo, UruguayDied 5 July 2014, Montevideo, UruguayNationality UruguayanFields optical art, kinetic art, geometric abstraction, visual poetry, conceptual art, systems art, mail art, xerography, photography, audiovisual art, artist books and experimental graphic productionJorge Caraballo was a Uruguayan visual artist, visual poet and researcher recognized as one of the earliest systematic investigators of optical and kinetic art in Uruguay. For approximately two decades he became an important South American representative of visual poetry, mail art and systems art. His production connected perception, audience participation, language, communication, postal circulation and criticism of political and social structures. The Museo Nacional de Artes Visuales describes his career as singular because of his transition from geometric abstraction to the dematerialized practices of visual poetry and mail art.EDUCATION AND ARTISTIC DEVELOPMENTCaraballo studied drawing and painting and trained in the studio of the painter Hugo Sartore. His early production focused on painting and geometric abstraction. During the second half of the 1960s he developed optical and kinetic works involving light, movement, repetition and the active participation of the viewer.In 1970 he received the Lautréamont Prize and a French Government scholarship. He moved to Paris and developed his research in relation to optical, kinetic and participatory practices. He studied and maintained contact with Victor Vasarely and attended theoretical courses taught by Frank Popper at the University of Vincennes.After approximately three years in Paris, he returned to Montevideo and established an intense artistic exchange with Clemente Padín. This relationship marked his transition toward visual poetry, mail art and systems art. Caraballo, Padín and Haroldo González became leading Uruguayan representatives of these practices.COLLABORATION WITH CLEMENTE PADÍNThe relationship between Jorge Caraballo and Clemente Padín was artistic, intellectual, political and documentary. Both artists used words, images, official documents, postcards, envelopes, xerographs, stamps and publications as alternative systems of communication.Through mail art, they connected Uruguay with the Brazilian Poema Processo movement and with artists including Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá, Wlademir Dias Pino, Moacy Cirne, Falves Silva, Paulo Bruscky and Daniel Santiago.Their network also included Ulises Carrión, Guillermo Deisler, Edgardo Antonio Vigo, Anna Banana, Julien Blaine, Geoffrey Cook, Robin Crozier, Felipe Ehrenberg, Hervé Fischer, Fred Forest, Klaus Groh, Graciela Gutiérrez Marx, Sarenco and Adriano Spatola. These connections were documented in the artist book Solidaridad, published by Caraballo and Padín in Montevideo in 1991.VISUAL POETRY, MAIL ART AND SYSTEMS ARTBeginning in 1973, Caraballo produced visual poems and conceptual works in which words, photography, maps, official documents and graphic signs were reorganized to expose political and social conflicts.His strategies included fragmentation, repetition, reversal, semantic displacement and the appropriation of administrative language. His works questioned concepts including homeland, constitution, peace, freedom, justice, territory and national identity.On 19 September 1973, the Centro de Arte y Comunicación in Buenos Aires announced two presentations of audiovisual works by Jorge Caraballo. These projects incorporated slide projections, installation, visual poetry, artist books and mail art. The CAyC record identifies Caraballo as part of the Uruguayan conceptual art scene together with Haroldo González, Clemente Padín and Teresa Vila.POLITICAL IMPRISONMENT AND INTERNATIONAL CAMPAIGNIn August 1977, Jorge Caraballo and Clemente Padín were arrested by the Uruguayan civil military dictatorship because of artistic and political materials considered offensive to the armed forces.Their imprisonment generated an international campaign through mail art networks. Artists and groups produced postcards, posters, exhibitions, publications, petitions and correspondence demanding their liberation.Geoffrey Cook documented the campaign in The Padín Caraballo Project, published in the 1984 volume Correspondence Art, Source Book for the Network of International Postal Art Activity.The campaign established Padín and Caraballo as international symbols of resistance to censorship and political repression. Mail art functioned simultaneously as artistic practice, information network, solidarity system and instrument of political pressure.LATER PRODUCTIONCaraballo continued to produce visual poetry, xerography, graphic works, conceptual projects and mail art. In 1984 he created IBM, a xerograph on paper measuring 45 by 30 centimeters, issued in an unnumbered edition of ten.In 1991 he published the artist book Solidaridad with Clemente Padín. The publication documented the international solidarity campaign and the networks of Latin American, European and North American mail art.During the early twenty first century, Caraballo returned intensively to geometric abstraction. He reconstructed earlier works and completed projects originally conceived in previous decades.VERIFIED SOLO EXHIBITIONS AND AUTHORIAL PRESENTATIONS1973 Jorge Caraballo Uruguay audiovisuales, Centro de Arte y Comunicación, Buenos Aires, Argentina.2015 Jorge Caraballo, Una exposición antológica, Museo Nacional de Artes Visuales, Montevideo, Uruguay, 24 September to 15 November 2015, curated by Manuel Neves.SELECTED GROUP EXHIBITIONS, SALONS AND BIENNIALS1969 National Salon of Visual Arts, Uruguay, including Móvil continuo luminoso1970 Thirty fourth National Salon of Visual Arts, Montevideo, acquisition prize1971 Seventh Paris Biennial for Young Artists, Parc Floral de Paris, France.1971 French Government scholarship holders exhibition, ORTF, Paris1971 Ten Foreign Artists, FIAP, Paris1972 Thirty sixth Venice Biennale, Venice, Italy1973 Jorge Caraballo Uruguay audiovisuales, Centro de Arte y Comunicación, Buenos Aires.1975 Ninth Paris Biennial, Musée d?Art Moderne de la Ville de Paris.1976 to 1978 Systems Art exhibitions organized by the CAyC in Antwerp, Paris, London and Ferrara1976 and 1977 The Seventies, organized through the CAyC and presented at the Museu de Arte Moderna de São Paulo and the Museo Universitario in Mexico1970s and 1980s International visual poetry and mail art exhibitions in Argentina, Australia, Belgium, Brazil, Canada, Cuba, France, Germany, Hungary, Israel, Italy, Japan, Mexico, the Netherlands, Portugal, Spain, Switzerland, the United Kingdom, the United States, Uruguay, Venezuela and the former Yugoslavia1987 Selection by the Uruguayan section of the International Association of Art Critics2009 Seventh Mercosur Biennial, Porto Alegre, Brazil.2009 Second Biennial of Concrete Art, Riegel, Germany2013 to 2014 Arte Latinoamericano, Colección MNAV, Museo Nacional de Artes Visuales, Montevideo2015 Jorge Caraballo, Una exposición antológica, Museo Nacional de Artes Visuales, Montevideo.2017 Montevideo, Buenos Aires, with Jorge Caraballo, Clemente Padín, Haroldo González and Teresa Vila.2023 50 años, El ángel de la historia, including Proyecto para anular del nomenclátor urbano de la ciudad de Montevideo 10 nombres por falsear una realidad, 1973.PUBLICATIONS AND BOOKSSolidaridad, Jorge Caraballo and Clemente Padín, Montevideo, published by the artists, 1991, artist book documenting the international solidarity campaign and mail art networks.Jorge Caraballo, Una exposición antológica, Museo Nacional de Artes Visuales, Montevideo, 2015, bilingual Spanish and English catalogue, 144 pages, containing essays by Enrique Aguerre and Manuel Neves, biography, artworks and historical documentation.Jorge Caraballo Uruguay audiovisuales, CAyC bulletin, Buenos Aires, 19 September 1973.Correspondence Art, Source Book for the Network of International Postal Art Activity, Contemporary Arts Press, San Francisco, 1984, including Geoffrey Cook?s study The Padín Caraballo Project.Montevideo, exhibition text and documentation concerning Jorge Caraballo, Clemente Padín, Haroldo González and Teresa Vila, Buenos Aires, 2017.Aparición e influencias de las formas del Arte Conceptual en Uruguay en época de la Dictadura Cívico Militar Uruguaya, Jorge Caraballo, Haroldo González, Clemente Padín, a study by Mónica Aparicio Guirao on conceptual art, mail art and political resistance in Uruguay.SELECTED WORKSMóvil continuo luminoso, 1969, acrylic, mirror and lightDestrucción de la singularidad de la forma por la repetición, 1970, acrylic, 100 by 45 centimeters, Museo Nacional de Artes Visuales.Urugu ay, also catalogued as Urugu(ay), 1973, xerography or graphic printing and ink on paperConstitución, 1970s, visual poetrySOS, 1970s, visual poetry and political communicationDesinformación, 1970s, visual poetry and systems artLa palabra paz, 1970s, visual poetry and semantic investigationProyecto para anular del nomenclátor urbano de la ciudad de Montevideo 10 nombres por falsear una realidad, 1973, conceptual project, photography and documentary intervention.Anteproyecto para abolir cinco calles, 1970s, conceptual project and critical cartographyJorge Caraballo Uruguay audiovisuales, 1973, audiovisual projects presented at the CAyC.IBM, 1984, xerography on paper, 45 by 30 centimeters, unnumbered edition of ten.Solidaridad, 1991, artist book produced with Clemente Padín, Montevideo.HISTORICAL SIGNIFICANCEJorge Caraballo is a fundamental figure in Uruguayan and Latin American experimental art. His importance derives from the integration of optical and kinetic abstraction, visual poetry, systems art and mail art.For Caraballo, the emancipation of sight was inseparable from the emancipation of language. Visual perception, communication and circulation systems became tools for confronting censorship, repression and the loss of civil liberties.The Museo Nacional de Artes Visuales emphasizes that Caraballo understood both the artist and the artwork as instruments capable of producing social and political change. His use of language, documents, xerography, audiovisual media and postal distribution responded to the urgent need for communication during the political crises of the 1960s, 1970s and 1980s.INDEXING KEYWORDS IN ENGLISHJorge Caraballo, Oscar Jorge Caraballo, Uruguayan artist, Uruguayan art, Clemente Padín, Uruguayan visual poetry, mail art, postal art, systems art, Latin American conceptual art, optical art, kinetic art, geometric abstraction, xerography, audiovisual art, artist book, political art, Uruguayan dictatorship, political prisoners, freedom of expression, cultural resistance, international solidarity campaign, CAyC, Centro de Arte y Comunicación, Jorge Glusberg, Victor Vasarely, Frank Popper, Haroldo González, Teresa Vila, Guillermo Deisler, Edgardo Antonio Vigo, Ulises Carrión, Paulo Bruscky, Álvaro de Sá, Neide Dias de Sá, Moacy Cirne, Wlademir Dias Pino, Falves Silva, Poema Processo movement, Urugu ay, Constitución, SOS, Desinformación, La palabra paz, IBM, Solidaridad, Paris Biennial, Venice Biennale, Mercosur Biennial, Museo Nacional de Artes Visuales, Latin American art, experimental poetry, postal communication, contemporary art archive
