Home Acervo Studio Brescia, Mostra número 7, exposição dedicada a Piero Manzoni, realizada em Brescia, Itália, com vernissage em 6 de fevereiro de 1973 às 21 horas e 30 minutos.

Studio Brescia, Mostra número 7, exposição dedicada a Piero Manzoni, realizada em Brescia, Itália, com vernissage em 6 de fevereiro de 1973 às 21 horas e 30 minutos.

Studio Brescia - Italia

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00893 - 6 de fevereiro de 1973 - Catalogo Exposição

17 x 11,5 cm

Texto Salsa em português

Studio Brescia, Mostra número 7, exposição dedicada a Piero Manzoni, realizada em Brescia, Itália, com vernissage em 6 de fevereiro de 1973 às 21 horas e 30 minutos. O documento identifica o Studio Brescia no endereço Via Benedetto Croce 25 I, 25100 Brescia, telefone 030 50044, e registra esta apresentação como a sétima mostra numerada do espaço.

A capa apresenta de forma direta Studio Brescia e Piero Manzoni, acompanhados pela marca gráfica SB. A composição segue a identidade editorial utilizada pelo espaço em seus primeiros catálogos e convites, com tipografia preta sobre papel de tonalidade neutra e forte presença da sigla institucional.

O verso informa Mostra numero 7 e registra o vernissage em 6 de fevereiro de 1973 às 21 horas e 30 minutos. O horário regular da galeria nos dias úteis era das 10 às 12 horas e das 15 às 20 horas. Nos dias festivos o espaço permanecia fechado. O documento informa ainda que o destinatário era convidado para o vernissage.

A página interna apresenta uma intervenção gráfica e textual dedicada a Piero Manzoni. Em letras manuscritas de grande dimensão aparece a afirmação Piero Manzoni è vivo, seguida pela expressão Longlife to Piero Manzoni e pela assinatura de Sarenco com a data de 1973.

Esse conteúdo transforma o catálogo em mais do que simples material de divulgação. A intervenção de Sarenco funciona como homenagem, declaração poética e gesto conceitual de atualização simbólica da presença de Manzoni. A frase Piero Manzoni è vivo afirma a permanência de sua obra e de sua influência dentro das vanguardas italianas mesmo após sua morte em 1963.

A expressão Longlife to Piero Manzoni reforça o caráter celebrativo e provocador do gesto. Ao combinar italiano e inglês, Sarenco cria uma mensagem direta de permanência histórica, aproximando homenagem, poesia visual, escrita manuscrita e declaração artística.

A exposição de 1973 é especialmente relevante porque registra a presença de Piero Manzoni na programação inicial do Studio Brescia. O interesse pelo artista demonstra que o espaço não se limitava exclusivamente à poesia visual, mas incorporava também referências fundamentais da arte conceitual, da investigação sobre autoria, corpo, matéria, objeto, linguagem e sistema artístico.

Piero Manzoni ocupa posição central na transformação da arte italiana do pós guerra, e sua presença documental no Studio Brescia aproxima a programação do espaço das experiências que questionaram a definição tradicional de obra, originalidade, assinatura, valor artístico e estatuto institucional da arte.

A intervenção de Sarenco também evidencia uma relação de continuidade simbólica entre diferentes gerações da vanguarda italiana. O gesto coloca Manzoni como antecedente fundamental de práticas conceituais e experimentais que, na década de 1970, continuavam a investigar linguagem, corpo, comunicação e circulação artística.

O documento permite ainda compreender o modelo de publicação do Studio Brescia. O pequeno catálogo funciona simultaneamente como convite, registro cronológico, documento institucional, suporte para intervenção artística e objeto de memória da exposição.

Para pesquisa e indexação, o conjunto relaciona Studio Brescia, Piero Manzoni, Mostra número 7, 6 de fevereiro de 1973, Brescia, Via Benedetto Croce 25 I, telefone 030 50044, Sarenco, Piero Manzoni è vivo, Longlife to Piero Manzoni, arte conceitual, arte italiana, vanguarda italiana, poesia visual, publicação experimental, livro de artista, documento de exposição, escrita manuscrita, homenagem artística e arte do pós guerra.

A relação com o Poema Processo deve ser apresentada em perspectiva comparativa e internacional. O documento não comprova participação de Piero Manzoni no movimento brasileiro, mas a presença de sua obra e de sua memória no Studio Brescia ajuda a compreender o ambiente conceitual europeu em que artistas ligados à poesia visual e à experimentação intersemiótica questionavam autoria, objeto, linguagem e circulação, questões que também dialogam historicamente com as investigações do Poema Processo.

Salsa text in English

Studio Brescia, Exhibition number 7, was an exhibition devoted to Piero Manzoni, held in Brescia, Italy, with an opening on February 6, 1973 at 9.30 PM. The document identifies Studio Brescia at Via Benedetto Croce 25 I, 25100 Brescia, telephone 030 50044, and records this presentation as the seventh numbered exhibition organized by the space.

The cover directly presents Studio Brescia and Piero Manzoni together with the SB graphic mark. The composition follows the editorial identity used in the early Studio Brescia catalogues and invitations, with black typography on neutral colored paper and a strong presence of the institutional initials.

The reverse side identifies the event as Exhibition number 7 and records the opening on February 6, 1973 at 9.30 PM. Regular gallery hours on weekdays were from 10 AM to 12 PM and from 3 PM to 8 PM. The gallery remained closed on holidays. The document also states that the recipient was invited to the opening.

The internal page presents a graphic and textual intervention dedicated to Piero Manzoni. In large handwritten letters appears the statement Piero Manzoni è vivo, followed by the expression Longlife to Piero Manzoni and the signature of Sarenco dated 1973.

This content transforms the catalogue into more than a simple exhibition announcement. Sarenco intervention functions as a tribute, poetic declaration and conceptual gesture updating the symbolic presence of Manzoni. The statement Piero Manzoni è vivo affirms the permanence of his work and influence within the Italian avant garde even after his death in 1963.

The expression Longlife to Piero Manzoni reinforces the celebratory and provocative character of the gesture. By combining Italian and English, Sarenco creates a direct message of historical continuity connecting tribute, visual poetry, handwriting and artistic declaration.

The 1973 exhibition is particularly relevant because it documents the presence of Piero Manzoni within the early program of Studio Brescia. This interest demonstrates that the space was not limited exclusively to visual poetry but also incorporated major references from conceptual art and investigations into authorship, body, matter, object, language and the artistic system.

Piero Manzoni occupies a central position in the transformation of postwar Italian art, and his documentary presence at Studio Brescia connects the program of the space with practices that questioned conventional definitions of artwork, originality, signature, artistic value and institutional legitimacy.

Sarenco intervention also reveals a symbolic continuity between different generations of the Italian avant garde. The gesture places Manzoni as an important precursor to conceptual and experimental practices that during the 1970s continued to investigate language, body, communication and artistic circulation.

The document also helps explain the publishing model developed by Studio Brescia. The compact catalogue functions simultaneously as invitation, chronological record, institutional document, support for artistic intervention and object of exhibition memory.

For research and indexing purposes, the group connects Studio Brescia, Piero Manzoni, Exhibition number 7, February 6 1973, Brescia, Via Benedetto Croce 25 I, telephone 030 50044, Sarenco, Piero Manzoni è vivo, Longlife to Piero Manzoni, conceptual art, Italian art, Italian avant garde, visual poetry, experimental publishing, artist books, exhibition documentation, handwriting, artistic tribute and postwar art.

Its relationship with the Brazilian Process Poem Movement should be presented from a comparative and international perspective. The document does not demonstrate participation by Piero Manzoni in the Brazilian movement, but the presence of his work and memory at Studio Brescia helps contextualize the European conceptual environment in which artists connected with visual poetry and intersemiotic experimentation questioned authorship, object, language and circulation, issues that also historically resonate with the investigations of Poema Processo.

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