Studio Brescia, Poesia Visiva, Mostra número 13, Brescia, Itália, 1973. Publicação e convite de exposição coletiva dedicada à poesia visual internacional, realizada no Studio Brescia, situado na Contrada del Carmine 20, 25100 Brescia
Studio Brescia - Italia
00891 - 22 de setembro de 1973 - Catalogo Exposição
17 x 11,8 cm
Texto Salsa em português
Studio Brescia, Poesia Visiva, Mostra número 13, Brescia, Itália, 1973. Publicação e convite de exposição coletiva dedicada à poesia visual internacional, realizada no Studio Brescia, situado na Contrada del Carmine 20, 25100 Brescia. O vernissage ocorreu em 22 de setembro de 1973, às 18 horas. A mostra reuniu Alain Arias Misson, Jean François Bory, Herman Damen, Paul De Vree, Lucia Marcucci, Eugenio Miccini, Luciano Ori, Michele Perfetti e Sarenco, configurando um encontro internacional de autores fundamentais para a poesia visual, a poesia experimental e as investigações intersemióticas desenvolvidas na Europa durante as décadas de 1960 e 1970.
O impresso identifica explicitamente a exposição como Poesia Visiva e como Mostra número 13 do Studio Brescia. Na capa aparecem os nomes dos nove participantes e a marca gráfica SB, associada ao espaço expositivo. No verso encontram se os dados institucionais do Studio Brescia, o endereço Contrada del Carmine 20, Brescia, o telefone 030 50044, a indicação da abertura em 22 de setembro de 1973 às 18 horas e o horário da galeria nos dias úteis, das 10 às 12 horas e das 16 às 20 horas, permanecendo fechada nos dias festivos.
A publicação inclui texto teórico de Rossana Apicella intitulado La poesia internazionale dalla monoglossia alla praxiglossia. Na página preservada, Apicella discute questões fundamentais da linguagem poética, contestando a separação rígida entre significado e significante. O texto recupera antecedentes históricos da experimentação verbal, remontando à cultura grega e a Aristófanes, cuja utilização expressiva de sons, sílabas, onomatopeias e valores fonéticos é relacionada a uma concepção material e performativa da linguagem. A autora menciona ainda Rimbaud, o simbolismo e a percepção dos valores fonossemânticos da palavra, construindo uma genealogia para formas poéticas que ultrapassam a literatura exclusivamente verbal.
O conceito de passagem da monoglossia à praxiglossia apresentado por Rossana Apicella oferece uma chave importante para compreender o programa intelectual da exposição. A linguagem deixa de ser entendida apenas como veículo linear de significação e passa a operar como matéria visual, sonora, corporal, gráfica e comunicacional. Essa perspectiva aproxima o documento das pesquisas internacionais de poesia visual, poesia concreta, poesia sonora, poesia fonética, escrita experimental, performance e arte conceitual.
A presença conjunta de Arias Misson, Bory, Damen, De Vree, Marcucci, Miccini, Ori, Perfetti e Sarenco documenta a dimensão transnacional das redes de poesia experimental no início da década de 1970. O documento constitui fonte primária para o estudo do Studio Brescia, da Poesia Visiva italiana e europeia, da atividade de Sarenco em Brescia e das relações estabelecidas entre poetas e artistas empenhados na ampliação dos limites convencionais da palavra e da imagem.
Salsa text in English
Studio Brescia, Poesia Visiva, Exhibition number 13, Brescia, Italy, 1973. Publication and invitation for an international group exhibition devoted to visual poetry, held at Studio Brescia, Contrada del Carmine 20, 25100 Brescia. The opening took place on 22 September 1973 at 6 PM. The exhibition brought together Alain Arias Misson, Jean François Bory, Herman Damen, Paul De Vree, Lucia Marcucci, Eugenio Miccini, Luciano Ori, Michele Perfetti and Sarenco, creating an international constellation of authors central to visual poetry, experimental poetry and intersemiotic research developed in Europe during the 1960s and 1970s.
The printed document explicitly identifies the exhibition as Poesia Visiva and as Exhibition number 13 of Studio Brescia. The cover presents the names of the nine participants together with the SB graphic mark associated with the exhibition space. The reverse records the institutional information of Studio Brescia, its address at Contrada del Carmine 20 in Brescia, telephone number 030 50044, the opening on 22 September 1973 at 6 PM and the gallery hours on weekdays from 10 AM to 12 PM and from 4 PM to 8 PM, with the gallery closed on holidays.
The publication includes a theoretical text by Rossana Apicella entitled La poesia internazionale dalla monoglossia alla praxiglossia. On the surviving page, Apicella discusses fundamental questions concerning poetic language and challenges a rigid separation between signified and signifier. The text traces historical precedents for verbal experimentation back to Greek culture and Aristophanes, whose expressive use of sounds, syllables, onomatopoeia and phonetic values is connected to a material and performative conception of language. The author also refers to Rimbaud, Symbolism and the perception of phonosemantic values in words, constructing a genealogy for poetic forms that move beyond exclusively verbal literature.
The transition from monoglossia to praxiglossia proposed by Rossana Apicella provides an important conceptual key for understanding the intellectual program surrounding the exhibition. Language is no longer conceived solely as a linear vehicle of meaning but becomes visual, sonic, bodily, graphic and communicational material. This perspective connects the document with international investigations in visual poetry, concrete poetry, sound poetry, phonetic poetry, experimental writing, performance and conceptual art.
The joint presence of Arias Misson, Bory, Damen, De Vree, Marcucci, Miccini, Ori, Perfetti and Sarenco documents the transnational dimension of experimental poetry networks during the early 1970s. The publication is a primary historical source for research on Studio Brescia, Italian and European Poesia Visiva, the activity of Sarenco in Brescia and the relationships established among poets and artists engaged in expanding the conventional boundaries of word and image.


