Home Acervo Studio Brescia, Poesia Visiva, Mostra número 3, exposição individual de Jean François Bory realizada em Brescia, Itália, com vernissage em 25 de outubro de 1972 às 21 horas e 30 minutos.

Studio Brescia, Poesia Visiva, Mostra número 3, exposição individual de Jean François Bory realizada em Brescia, Itália, com vernissage em 25 de outubro de 1972 às 21 horas e 30 minutos.

Studio Brescia - Italia

-Studio+Brescia+-+Poesia+Visiva++-+Mostra+No+3+,+vernissage+25+de+Outubro+1972+Brescia+.+Jean-François+Bory+,+1a.jpg

00889 - 25 de outubro de 1972 - Catalogo Exposição

16,5 x 11,8 cm

Texto Salsa em português

Studio Brescia, Poesia Visiva, Mostra número 3, exposição individual de Jean François Bory realizada em Brescia, Itália, com vernissage em 25 de outubro de 1972 às 21 horas e 30 minutos. O documento identifica o Studio Brescia no endereço Via Benedetto Croce 25 I, 25100 Brescia, e registra esta apresentação como a terceira mostra numerada do espaço.

A capa apresenta os elementos Studio Brescia, Jean François Bory e Poesia Visiva, acompanhados pela marca gráfica SB. O conjunto documental associa diretamente Bory à programação inicial do Studio Brescia e demonstra a inserção do poeta e artista francês nas redes internacionais da poesia visual europeia do início da década de 1970.

O verso do convite informa Mostra numero 3, vernissage em 25 de outubro de 1972 às 21 horas e 30 minutos, horário regular da galeria nos dias úteis das 17 às 20 horas e fechamento nos dias festivos. O destinatário é formalmente convidado para a abertura.

O conjunto contém ainda o texto crítico de Sarenco intitulado Proposte per una lettura di Bory. O ensaio constitui importante registro da leitura crítica que Sarenco fazia da produção de Jean François Bory naquele momento e amplia significativamente o valor histórico do catálogo.

Sarenco toma como ponto de partida o livro Made in Machine, apresentado como obra capaz de superar questões desenvolvidas anteriormente por Bory. O texto estabelece uma leitura irônica e deliberadamente provocadora da trajetória do artista, recorrendo a referências literárias, políticas e filosóficas para construir uma interpretação da transformação de sua pesquisa.

O ensaio menciona obras e referências como Eneide, Troiane, Don Chisciotte della Mancia, Il Capitale, I fratelli Karamazov, The Sound and the Fury e Amleto. Essas referências são utilizadas por Sarenco de maneira crítica e paródica, produzindo um discurso que mistura comentário literário, ironia, política, história da cultura e análise da experimentação poética de Bory.

Sarenco destaca a pesquisa experimental de Jean François Bory no âmbito da poesia visual e observa uma tensão entre investigação de linguagem, crise espiritual, recuperação cultural e experimentação formal. O texto evidencia o interesse em compreender a produção de Bory como parte de uma transformação mais ampla da escrita e da poesia contemporânea.

Um ponto particularmente relevante é a menção à poesia concreta e à fórmula to be or not to be, associada por Sarenco à reflexão sobre Amleto. A referência demonstra como o texto se constrói mediante deslocamentos, apropriações e sobreposições entre literatura clássica, cultura moderna e experimentação verbo visual.

O catálogo documenta assim não apenas uma exposição individual de Jean François Bory, mas também o diálogo intelectual entre Bory e Sarenco. Essa relação é relevante para a história internacional da poesia visual, pois ambos participaram de redes que colocavam em contato França, Itália, Bélgica e outros centros de produção experimental.

Jean François Bory desenvolveu sua produção no território de encontro entre poesia, livro, escrita, objeto, imagem e experimentação tipográfica. A apresentação no Studio Brescia em 1972 integra um momento de intensa internacionalização da poesia visual, quando galerias, revistas, edições de artista e pequenos catálogos funcionavam como instrumentos fundamentais de circulação.

O documento também permite compreender o modelo editorial do Studio Brescia. A exposição era acompanhada por publicação própria que reunia identificação institucional, informações práticas, texto crítico e documentação relacionada ao artista. O catálogo torna se assim parte integrante da exposição e não apenas registro posterior.

A Mostra número 3 sucede a primeira exposição do Studio Brescia, Poesia Visiva Internazionale, inaugurada em setembro de 1972, da qual Jean François Bory também participou. Essa sequência demonstra que Bory esteve presente desde o início da programação do espaço e rapidamente recebeu uma apresentação individual.

Para pesquisa e indexação, o conjunto relaciona Studio Brescia, Jean François Bory, Jean François Bory Poesia Visiva, Mostra número 3, 25 de outubro de 1972, Brescia, Via Benedetto Croce 25 I, Sarenco, Proposte per una lettura di Bory, Made in Machine, poesia visual, poesia concreta, poesia experimental, escrita visual, poesia francesa, poesia italiana, livro de artista, experimentação tipográfica, palavra imagem, arte conceitual, publicação experimental e vanguarda europeia.

A relação com o Poema Processo deve ser apresentada em perspectiva internacional e comparativa. O documento não registra participação direta de artistas do movimento brasileiro, porém Bory e Sarenco pertencem a uma rede de experimentação poética internacional baseada na superação do poema verbal tradicional, na autonomia visual da escrita e na circulação de livros, objetos e publicações, aspectos fundamentais para contextualizar internacionalmente as pesquisas do Poema Processo.

Salsa text in English

Studio Brescia, Poesia Visiva, Exhibition number 3, was a solo exhibition by Jean François Bory held in Brescia, Italy, with an opening on October 25, 1972 at 9.30 PM. The document identifies Studio Brescia at Via Benedetto Croce 25 I, 25100 Brescia, and records this presentation as the third numbered exhibition organized by the space.

The cover presents the elements Studio Brescia, Jean François Bory and Poesia Visiva together with the SB graphic mark. The documentary group directly connects Bory with the early program of Studio Brescia and demonstrates the presence of the French poet and artist within international networks of European visual poetry in the early 1970s.

The reverse side identifies the event as Exhibition number 3, with the opening on October 25, 1972 at 9.30 PM. Regular gallery hours on weekdays were from 5 PM to 8 PM, while the gallery remained closed on holidays. The recipient was formally invited to attend the opening.

The group also includes a critical text by Sarenco entitled Proposte per una lettura di Bory. The essay is an important record of Sarenco critical interpretation of Jean François Bory at that moment and considerably increases the historical value of the catalogue.

Sarenco takes the book Made in Machine as a point of departure and presents it as a work capable of surpassing problems developed by Bory in earlier works. The text offers an ironic and deliberately provocative interpretation of the artist trajectory, using literary, political and philosophical references to construct a reading of the transformation of his research.

The essay mentions works and references including Eneide, Troiane, Don Chisciotte della Mancia, Il Capitale, I fratelli Karamazov, The Sound and the Fury and Amleto. Sarenco uses these references critically and parodically, creating a discourse that combines literary commentary, irony, politics, cultural history and analysis of Bory experimental poetry.

Sarenco emphasizes Jean François Bory experimental research within visual poetry and identifies a tension among language investigation, spiritual crisis, cultural recovery and formal experimentation. The text reveals an interest in understanding Bory production as part of a broader transformation of writing and contemporary poetry.

A particularly relevant element is the reference to concrete poetry and to the formula to be or not to be, connected by Sarenco with his discussion of Amleto. This demonstrates how the essay operates through displacement, appropriation and superimposition among classical literature, modern culture and verbal visual experimentation.

The catalogue therefore documents not only a solo exhibition by Jean François Bory but also an intellectual dialogue between Bory and Sarenco. This relationship is relevant to the international history of visual poetry because both artists participated in networks connecting France, Italy, Belgium and other centers of experimental production.

Jean François Bory developed his work in the territory between poetry, book, writing, object, image and typographic experimentation. His presentation at Studio Brescia in 1972 belongs to a period of intense internationalization of visual poetry, when galleries, magazines, artists editions and compact exhibition catalogues were essential instruments of circulation.

The document also reveals the editorial model developed by Studio Brescia. The exhibition was accompanied by its own publication containing institutional identification, practical information, critical writing and material related to the artist. The catalogue therefore became an integral component of the exhibition rather than simply a later record.

Exhibition number 3 followed the first Studio Brescia exhibition, Poesia Visiva Internazionale, opened in September 1972, in which Jean François Bory also participated. This sequence demonstrates that Bory was involved with Studio Brescia from the beginning of its program and soon received a solo presentation.

For research and indexing purposes, the documentary group connects Studio Brescia, Jean François Bory, Jean François Bory Poesia Visiva, Exhibition number 3, October 25 1972, Brescia, Via Benedetto Croce 25 I, Sarenco, Proposte per una lettura di Bory, Made in Machine, visual poetry, concrete poetry, experimental poetry, visual writing, French poetry, Italian poetry, artist books, typographic experimentation, word image relations, conceptual art, experimental publishing and the European avant garde.

Its relationship with the Process Poem Movement should be presented from an international and comparative perspective. The document does not record direct participation by Brazilian Process Poem artists, but Bory and Sarenco belonged to an international network of poetic experimentation based on overcoming the traditional verbal poem, establishing visual autonomy for writing and circulating books, objects and publications, all relevant aspects for the international contextualization of Poema Processo.

-Studio_Brescia_003_001.png -Studio+Brescia+-+Poesia+Visiva++-+Mostra+No+3+,+vernissage+25+de+Outubro+1972+Brescia+.+Jean-François+Bory+,+1a.jpg -Studio+Brescia+-+Poesia+Visiva++-+Mostra+No+3+,+vernissage+25+de+Outubro+1972+Brescia+.+Jean-François+Bory+,+1b.jpg -Studio+Brescia+-+Poesia+Visiva++-+Mostra+No+3+,+vernissage+25+de+Outubro+1972+Brescia+.+Jean-François+Bory+,+1c.jpg