Studio Brescia, Poesia Visiva Internazionale, Mostra número 1, exposição coletiva realizada em Brescia, Itália, com vernissage em 13 de setembro de 1972 às 21 horas e 30 minutos.
Studio Brescia - Italia
04245 - 13 de setembro de 1972 - Catalogo Exposição
16,7 x 12 cm
Texto Salsa em português
Studio Brescia, Poesia Visiva Internazionale, Mostra número 1, exposição coletiva realizada em Brescia, Itália, com vernissage em 13 de setembro de 1972 às 21 horas e 30 minutos. O documento identifica o endereço do Studio Brescia na Via Benedetto Croce 25 I, 25100 Brescia, e registra esta apresentação como a primeira mostra numerada do espaço.
A exposição reuniu Alain Arias Misson, Jean François Bory, Herman Damen, Paul De Vree, Lucia Marcucci, Eugenio Miccini, Luciano Ori, Michele Perfetti e Sarenco. A presença conjunta desses nove artistas evidencia desde a primeira exposição do Studio Brescia uma orientação internacional voltada à poesia visual e às pesquisas que articulavam palavra, imagem, escrita, comunicação e experimentação gráfica.
A capa apresenta a identificação Studio Brescia e o título Poesia Visiva Internazionale, seguido pelos sobrenomes dos participantes Arias Misson, Bory, Damen, De Vree, Marcucci, Miccini, Ori, Perfetti e Sarenco. Na parte inferior aparece a marca gráfica SB, formada pelas iniciais de Studio Brescia.
O verso do impresso registra formalmente Mostra numero 1 e informa que o vernissage ocorreu em 13 de setembro de 1972 às 21 horas e 30 minutos. O horário regular da galeria nos dias úteis era das 17 às 20 horas, permanecendo fechada nos dias festivos. O texto informa ainda que o destinatário era convidado para o vernissage.
O conjunto inclui o texto crítico Poesia visiva degli anni 72, de Rossana Apicella. O ensaio apresenta uma reflexão sobre a evolução da poesia visual e sua consolidação como linguagem contemporânea. Apicella descreve esse desenvolvimento como um processo extremamente rápido e relacionado ao próprio tempo histórico que o acolheu, gerou e também temeu.
O texto estabelece antecedentes históricos para a poesia visual, mencionando experiências anteriores em que a palavra já se transformava em imagem, ideograma, símbolo poético, símbolo visual e instrumento de comunicação. Apicella considera essas experiências como etapas anteriores de uma confluência das artes, isto é, de uma aproximação entre diferentes campos expressivos.
Um dos conceitos centrais do ensaio é a relação palavra imagem. Rossana Apicella identifica como questão fundamental o momento em que palavra e imagem alcançam uma coexistência simbiótica. Nesse estágio, a imagem deixa de ser apenas suporte ilustrativo ou fantasia visual, enquanto a palavra deixa de exercer uma função simplesmente explicativa em relação à imagem.
A autora propõe ainda uma perspectiva histórica mais ampla para a poesia visual, remontando a experiências da miniatura medieval e a tradições em que a palavra assume funções simbólicas, religiosas, visuais e ideogramáticas. Essa abordagem procura inserir a poesia visual contemporânea dentro de uma história extensa de relações entre signo linguístico, imagem e comunicação.
O documento é especialmente importante por registrar a exposição inaugural numerada do Studio Brescia e por associar sua programação inicial a uma reflexão crítica de Rossana Apicella sobre o estatuto da poesia visual em 1972. A mostra reúne artistas fundamentais das redes europeias de poesia visual, concreta e experimental e permite identificar o Studio Brescia como um ponto de encontro entre diferentes geografias da experimentação verbo visual.
A presença de Sarenco, Eugenio Miccini, Lucia Marcucci, Paul De Vree, Jean François Bory e Alain Arias Misson torna o documento particularmente relevante para a reconstrução das redes internacionais da poesia visual no início da década de 1970. Os demais participantes documentados, Herman Damen, Luciano Ori e Michele Perfetti, completam o caráter coletivo e internacional da exposição.
Para pesquisa e indexação, o documento relaciona Studio Brescia, Poesia Visiva Internazionale, Mostra numero 1, 13 de setembro de 1972, Brescia, Via Benedetto Croce 25 I, Sarenco, Alain Arias Misson, Jean François Bory, Herman Damen, Paul De Vree, Lucia Marcucci, Eugenio Miccini, Luciano Ori, Michele Perfetti, Rossana Apicella, poesia visual italiana, poesia visual internacional, poesia concreta, poesia experimental, palavra imagem, escrita visual, comunicação visual, ideograma, arte conceitual, publicação experimental e vanguarda europeia.
A relação com o Poema Processo brasileiro deve ser estabelecida como contexto internacional comparativo. O documento apresentado não comprova participação direta de artistas do Poema Processo nesta exposição, mas registra uma rede europeia contemporânea dedicada à transformação da palavra em estrutura visual e à superação das fronteiras tradicionais entre literatura e artes visuais, questões que também são fundamentais para compreender historicamente o campo de atuação do Poema Processo.
Salsa text in English
Studio Brescia, Poesia Visiva Internazionale, Exhibition number 1, was a group exhibition held in Brescia, Italy, with an opening on September 13, 1972 at 9.30 PM. The document identifies the Studio Brescia address as Via Benedetto Croce 25 I, 25100 Brescia, and records the event as the first numbered exhibition organized by the space.
The exhibition brought together Alain Arias Misson, Jean François Bory, Herman Damen, Paul De Vree, Lucia Marcucci, Eugenio Miccini, Luciano Ori, Michele Perfetti and Sarenco. The presence of these nine artists demonstrates from the first Studio Brescia exhibition an international orientation devoted to visual poetry and to research combining word, image, writing, communication and graphic experimentation.
The cover identifies Studio Brescia and the title Poesia Visiva Internazionale, followed by the surnames Arias Misson, Bory, Damen, De Vree, Marcucci, Miccini, Ori, Perfetti and Sarenco. The lower section carries the SB graphic mark formed from the initials of Studio Brescia.
The reverse side formally identifies the event as Exhibition number 1 and states that the opening took place on September 13, 1972 at 9.30 PM. Regular gallery hours on weekdays were from 5 PM to 8 PM, while the gallery remained closed on holidays. The text also states that the recipient was invited to the opening.
The documentary group includes the critical essay Poesia visiva degli anni 72 by Rossana Apicella. The text reflects on the development of visual poetry and its consolidation as a contemporary language. Apicella describes this development as an extremely rapid process closely connected with the historical period that received, generated and also feared it.
The essay establishes historical precedents for visual poetry by referring to earlier experiences in which the word already became image, ideogram, poetic symbol, visual symbol and instrument of communication. Apicella interprets these experiences as earlier stages in a convergence of the arts, understood as an encounter among different expressive fields.
One of the central concepts in the text is the relationship between word and image. Rossana Apicella identifies as a fundamental issue the moment in which word and image reach a condition of symbiotic coexistence. At this stage the image is no longer merely illustrative or decorative, while the word no longer functions simply as an explanatory element attached to the image.
The author also proposes a broader historical perspective for visual poetry, tracing precedents back to medieval miniature and to traditions in which words assume symbolic, religious, visual and ideographic functions. This approach places contemporary visual poetry within an extended history of relationships among linguistic sign, image and communication.
The document is especially significant because it records the first numbered exhibition at Studio Brescia and connects its earliest program with Rossana Apicella critical reflection on the status of visual poetry in 1972. The exhibition brought together major figures from European networks of visual, concrete and experimental poetry and identifies Studio Brescia as a meeting point among different geographical contexts of verbal visual experimentation.
The presence of Sarenco, Eugenio Miccini, Lucia Marcucci, Paul De Vree, Jean François Bory and Alain Arias Misson makes the document particularly relevant for reconstructing international visual poetry networks in the early 1970s. The other documented participants, Herman Damen, Luciano Ori and Michele Perfetti, reinforce the collective and international character of the exhibition.
For research and indexing purposes, the document connects Studio Brescia, Poesia Visiva Internazionale, Exhibition number 1, September 13 1972, Brescia, Via Benedetto Croce 25 I, Sarenco, Alain Arias Misson, Jean François Bory, Herman Damen, Paul De Vree, Lucia Marcucci, Eugenio Miccini, Luciano Ori, Michele Perfetti, Rossana Apicella, Italian visual poetry, international visual poetry, concrete poetry, experimental poetry, word image relations, visual writing, visual communication, ideogram, conceptual art, experimental publishing and the European avant garde.
Its relationship with the Brazilian Process Poem Movement should be established as comparative international context. The document shown does not demonstrate direct participation by Process Poem artists in this exhibition, but it records a contemporary European network devoted to transforming the word into visual structure and overcoming conventional boundaries between literature and visual art, issues that are also fundamental to the historical understanding of Poema Processo.



