Home Acervo Balaio Incomum, Folha Porreta, de Moacy Cirne, número 1097, Ano XIII, publicado em Niterói em outubro de 1998

Balaio Incomum, Folha Porreta, de Moacy Cirne, número 1097, Ano XIII, publicado em Niterói em outubro de 1998

Moacy Cirne

-Balaio+Incomun+,+Folha+Porreta+,+Moacy+Cirne+,+XIII-1097,+Niteroi+,+Outubro+de+1998+,+Baseado+em+que+No+4.jpg

Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04403

Data: Outubro de 1998

Dimensões: 33 x 21,5 cm

Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomum, Folha Porreta, de Moacy Cirne, número 1097, Ano XIII, publicado em Niterói em outubro de 1998. A página apresenta o número 4 de Baseado em Quê

, publicação vinculada à Oficina de Texto, Comunicação e IACS, e constitui documento particularmente importante para a compreensão da permanência e da atualização dos princípios do Poema Processo no ambiente universitário da Universidade Federal Fluminense durante a década de 1990. O conjunto articula projetos de poemas, propostas participativas, versões de obras gráficas, crítica política, reflexão sobre globalização, espaço, corpo, público e processos de leitura.Na parte superior esquerda aparece Poema para protestar, projeto de Tiago Scorza. A proposta descreve uma ação concebida para ocorrer em Brasília, no interior da Câmara dos Deputados. O participante deve viajar até a capital, escolher um dia de sessão parlamentar, preparar o próprio corpo durante a semana anterior e, uma vez dentro da Câmara, chamar a atenção dos políticos presentes. A conclusão transforma uma ação corporal de caráter humorístico e escatológico em protesto contra aquilo que o texto denomina podridão existente naquela casa. A proposta combina instrução, performance, humor, crítica ao poder legislativo e participação direta do leitor.Na parte superior direita encontra se Projeto do Poema Sá, de Carolina Medeiros. A realização deve ocorrer em uma sala escura e vazia. Quatro projetores, posicionados no centro, projetariam imagens de multidões sobre as quatro paredes. O leitor ou espectador deve entrar e permanecer sozinho no espaço. Ao sair, encontra um grande espelho. O projeto articula solidão e coletividade, ausência e presença, imagem e corpo, transformando o espectador em parte essencial da construção de sentido. O espelho funciona como elemento final de autorreconhecimento e confrontação entre indivíduo e massa.Logo abaixo aparece A globalização, de Monique Cabral Arantes. A proposta utiliza um mapa mundi como matéria de intervenção. Os países devem ser recortados, com destaque para os africanos e os pequenos territórios, assim como as áreas dos oceanos. Em seguida, as iniciais dos Estados Unidos da América devem ser construídas em grandes letras e preenchidas com os países recortados. O poema somente se concretizaria quando os diferentes países estivessem simbolicamente contidos dentro dos Estados Unidos. A obra produz uma crítica visual à globalização, à concentração de poder, à hegemonia política e econômica norte americana e à redução simbólica da diversidade mundial a uma estrutura dominante.A metade inferior da página é ocupada por uma grande montagem gráfica formada por imagens, recortes, desenhos, palavras e estruturas provenientes de projetos relacionados ao Poema Processo. A legenda informa que os projetos inaugurais dos poemas processo gráficos são de Fernando Guimarães, Falves Silva e Álvaro de Sá. As versões são atribuídas a Roberto Coutinho, na parte superior, Ana Luiza Riera, na parte inferior esquerda, e Carolina Medeiros. Essa informação é fundamental para a história do movimento porque documenta de maneira explícita a prática de versões como procedimento criativo e pedagógico.A montagem utiliza imagens de objetos cotidianos, figuras humanas, ônibus, cadeira, recipientes, fragmentos gráficos e formas de forte contraste. Na área central superior aparece uma grande composição orgânica preenchida por padrões e palavras. A estrutura visual reforça a ideia de apropriação, recombinação e transformação de elementos anteriores, procedimento central do Poema Processo.Baseado em Quê

número 4 registra uma experiência de ensino e criação desenvolvida em uma Oficina de Texto ligada à Comunicação e ao IACS em Niterói. A presença de projetos de estudantes ao lado de referências a Fernando Guimarães, Falves Silva e Álvaro de Sá demonstra a transmissão de conceitos do Poema Processo para uma nova geração e sua utilização como ferramenta de experimentação em comunicação, poesia visual, performance, participação e crítica social.Balaio Incomum 1097 é documento relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Baseado em Quê

, Folha Porreta, Poema Processo, Universidade Federal Fluminense, UFF, IACS, Oficina de Texto, comunicação, poesia visual, poema visual, poema participativo, performance, versão, releitura, apropriação, arte conceitual, crítica política, Câmara dos Deputados, Brasília, globalização, Estados Unidos, hegemonia cultural, Fernando Guimarães, Falves Silva, Álvaro de Sá, Roberto Coutinho, Ana Luiza Riera, Carolina Medeiros, Tiago Scorza, Monique Cabral Arantes, experimentação gráfica, pedagogia da arte e vanguarda brasileira.Salsa text in EnglishBalaio Incomum, Folha Porreta, by Moacy Cirne, number 1097, Year XIII, published in Niterói in October 1998. The page presents issue number 4 of Baseado em Quê

, a publication connected with the Text Workshop, Communication and IACS, and is a particularly important document for understanding the persistence and renewal of Poema Processo principles within the university environment of Fluminense Federal University during the 1990s. The page brings together poem projects, participatory proposals, versions of graphic works, political criticism and reflections on globalization, space, body, audience and processes of reading.In the upper left section appears Poem for Protest, a project by Tiago Scorza. The proposal describes an action intended to take place in Brasília inside the Chamber of Deputies. The participant is instructed to travel to the capital, select a day when a parliamentary session is taking place, prepare the body during the preceding week and, once inside the Chamber, attract the attention of the politicians present. The conclusion transforms a humorous and scatological bodily act into a protest against what the text describes as the corruption and decay reigning inside that institution. The proposal combines instruction, performance, humor, criticism of legislative power and direct reader participation.In the upper right section appears Projeto do Poema Sá by Carolina Medeiros. The work is conceived for an empty dark room. Four projectors placed in the center would project images of crowds onto the four walls. The reader or spectator must enter and remain alone in the room. When leaving, the participant encounters a large mirror. The project brings together solitude and collectivity, absence and presence, image and body, transforming the spectator into an essential part of the construction of meaning. The mirror functions as a final element of self recognition and confrontation between the individual and the crowd.Below it appears Globalization by Monique Cabral Arantes. The proposal uses a world map as material for intervention. Countries are to be cut out, with particular attention to African nations and smaller territories, together with areas corresponding to the oceans. The initials of the United States of America are then to be constructed in large letters and filled with the pieces representing the countries. The poem would only be completed when the different countries were symbolically contained within the United States. The work creates a visual criticism of globalization, concentration of power, American political and economic hegemony and the symbolic reduction of global diversity to a dominant structure.The lower half of the page is occupied by a large graphic montage formed by images, cutouts, drawings, words and structures originating in projects related to Poema Processo. The caption states that the inaugural projects of the graphic poema processo works are by Fernando Guimarães, Falves Silva and Álvaro de Sá. The versions are attributed to Roberto Coutinho in the upper section, Ana Luiza Riera in the lower left section and Carolina Medeiros. This information is fundamental to the history of the movement because it explicitly documents the practice of versions as both a creative and pedagogical procedure.The montage incorporates images of everyday objects, human figures, a bus, a chair, containers, graphic fragments and strongly contrasted forms. In the upper central area appears a large organic composition filled with patterns and words. The visual structure reinforces the concepts of appropriation, recombination and transformation of preexisting elements, all central procedures within Poema Processo.Baseado em Quê

number 4 documents an educational and creative experiment developed through a Text Workshop connected with Communication and IACS in Niterói. The presence of student projects alongside references to Fernando Guimarães, Falves Silva and Álvaro de Sá demonstrates the transmission of Poema Processo concepts to a new generation and their use as tools for experimentation in communication, visual poetry, performance, participation and social criticism.Balaio Incomum 1097 is an important document for research on Moacy Cirne, Baseado em Quê

, Folha Porreta, Poema Processo, Fluminense Federal University, UFF, IACS, Text Workshop, communication, visual poetry, visual poem, participatory poetry, performance, version, reinterpretation, appropriation, conceptual art, political criticism, Chamber of Deputies, Brasília, globalization, United States, cultural hegemony, Fernando Guimarães, Falves Silva, Álvaro de Sá, Roberto Coutinho, Ana Luiza Riera, Carolina Medeiros, Tiago Scorza, Monique Cabral Arantes, graphic experimentation, art education and the Brazilian avant garde.

Texto de observação em portuguêsDocumento impresso em preto e branco correspondente ao Balaio Incomum número 1097, Ano XIII, Folha Porreta, de Moacy Cirne, relacionado ao número 4 de Baseado em Quê

, Oficina de Texto, Comunicação, IACS, Niterói, outubro de 1998. A folha possui especial valor documental por registrar atividades de criação realizadas em ambiente universitário e por demonstrar a continuidade dos procedimentos do Poema Processo por meio de projetos e versões desenvolvidos décadas depois do início do movimento.A parte superior contém três propostas claramente identificadas. Poema para protestar, projeto de Tiago Scorza, apresenta instruções para uma ação na Câmara dos Deputados em Brasília. O projeto utiliza o corpo e o humor escatológico como instrumentos de contestação política e transforma a sequência de instruções em uma espécie de roteiro performático. A obra aproxima poesia, ação, intervenção pública, comportamento e crítica parlamentar.Projeto do Poema Sá, de Carolina Medeiros, concebe um ambiente escuro com quatro projetores exibindo imagens de multidões nas quatro paredes. Um único espectador permanece sozinho no espaço e, ao sair, encontra um grande espelho. A proposta utiliza instalação, projeção, presença corporal e participação para confrontar indivíduo e coletividade. O leitor deixa de ser apenas receptor e torna se componente físico da obra.A globalização, de Monique Cabral Arantes, propõe recortar países de um mapa mundi e inserir essas partes dentro das grandes iniciais dos Estados Unidos da América. O procedimento converte geografia em linguagem visual e produz uma crítica à hegemonia dos Estados Unidos, à globalização econômica e à absorção simbólica de diferentes países por uma potência dominante. A inclusão explícita dos países africanos amplia a dimensão geopolítica da proposta.A metade inferior apresenta uma montagem visual relacionada a poemas processo gráficos. A legenda informa que os projetos inaugurais são de Fernando Guimarães, Falves Silva e Álvaro de Sá. As versões foram realizadas por Roberto Coutinho, Ana Luiza Riera e Carolina Medeiros. Esse registro é particularmente importante porque demonstra de forma concreta o princípio de versão do Poema Processo, no qual uma proposição original pode ser apropriada, reinterpretada e transformada por outro participante.As imagens incluem recortes e desenhos de objetos cotidianos, figuras humanas, cadeira, ônibus, recipientes, elementos tipográficos e estruturas gráficas. A montagem não se organiza como narrativa linear, mas como campo de relações visuais, no qual diferentes elementos podem ser observados e conectados livremente pelo leitor.A página fornece evidência da inserção do Poema Processo em práticas pedagógicas de comunicação no IACS. A utilização de obras de Fernando Guimarães, Falves Silva e Álvaro de Sá como matrizes para novas versões indica um processo de transmissão histórica e experimental. Em vez de apenas estudar o movimento como fenômeno do passado, os participantes da oficina utilizavam seus procedimentos para criar novas propostas no presente.O documento também amplia a compreensão da atuação de Moacy Cirne como professor, crítico, poeta e articulador cultural. Balaio Incomum funciona aqui como veículo de circulação de experiências universitárias, projetos de estudantes e memória das vanguardas brasileiras, aproximando ensino, arte, comunicação e produção independente.Para fins de indexação, devem ser associados ao documento os termos Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, Baseado em Quê

, número 4, Niterói, outubro de 1998, IACS, Universidade Federal Fluminense, UFF, Oficina de Texto, Comunicação, Poema Processo, Fernando Guimarães, Falves Silva, Álvaro de Sá, Roberto Coutinho, Ana Luiza Riera, Carolina Medeiros, Tiago Scorza, Monique Cabral Arantes, poema para protestar, Projeto do Poema Sá, A globalização, versão, participação, performance, instalação, poesia visual, arte experimental, arte conceitual, pedagogia, Câmara dos Deputados, Brasília e crítica à globalização.Observation text in EnglishBlack and white printed document corresponding to Balaio Incomum number 1097, Year XIII, Folha Porreta, by Moacy Cirne, connected with issue number 4 of Baseado em Quê

, Text Workshop, Communication, IACS, Niterói, October 1998. The sheet has particular documentary value because it records creative activities developed in a university environment and demonstrates the continuity of Poema Processo procedures through projects and versions produced decades after the beginning of the movement.The upper section contains three clearly identified proposals. Poem for Protest, a project by Tiago Scorza, presents instructions for an action inside the Chamber of Deputies in Brasília. The project uses the body and scatological humor as instruments of political protest and transforms the sequence of instructions into a kind of performance script. The work connects poetry, action, public intervention, behavior and criticism of parliamentary power.Projeto do Poema Sá by Carolina Medeiros conceives a dark environment containing four projectors showing images of crowds on the four walls. A single spectator remains alone in the space and encounters a large mirror when leaving. The proposal uses installation, projection, bodily presence and participation to confront the individual with the collective. The reader ceases to function only as a receiver and becomes a physical component of the work.Globalization by Monique Cabral Arantes proposes cutting countries from a world map and placing those pieces inside large initials representing the United States of America. The procedure transforms geography into visual language and creates a criticism of United States hegemony, economic globalization and the symbolic absorption of different countries by a dominant power. The explicit inclusion of African countries expands the geopolitical dimension of the proposal.The lower half presents a visual montage connected with graphic poema processo works. The caption states that the inaugural projects are by Fernando Guimarães, Falves Silva and Álvaro de Sá. The versions were created by Roberto Coutinho, Ana Luiza Riera and Carolina Medeiros. This information is particularly important because it provides concrete evidence of the principle of version within Poema Processo, through which an original proposition may be appropriated, reinterpreted and transformed by another participant.The images include cutouts and drawings of everyday objects, human figures, a chair, a bus, containers, typographic elements and graphic structures. The montage is not organized as a linear narrative but as a field of visual relationships in which different elements can be observed and connected freely by the reader.The page provides evidence of the incorporation of Poema Processo into pedagogical practices in communication at IACS. The use of works by Fernando Guimarães, Falves Silva and Álvaro de Sá as sources for new versions indicates a process of historical and experimental transmission. Instead of studying the movement only as a phenomenon of the past, workshop participants employed its procedures to create new propositions in the present.The document also expands the understanding of Moacy Cirne as professor, critic, poet and cultural organizer. Balaio Incomum functions here as a vehicle for circulating university experiments, student projects and the memory of Brazilian avant garde movements, bringing together education, art, communication and independent production.For indexing purposes, the document should be associated with Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, Baseado em Quê

, number 4, Niterói, October 1998, IACS, Fluminense Federal University, UFF, Text Workshop, Communication, Poema Processo, Fernando Guimarães, Falves Silva, Álvaro de Sá, Roberto Coutinho, Ana Luiza Riera, Carolina Medeiros, Tiago Scorza, Monique Cabral Arantes, Poem for Protest, Projeto do Poema Sá, Globalization, version, participation, performance, installation, visual poetry, experimental art, conceptual art, pedagogy, Chamber of Deputies, Brasília and criticism of globalization.


Inglês

Balaio Incomum, Folha Porreta, by Moacy Cirne, number 1097, Year XIII, published in Niterói in October 1998

Dimensions: 13 x 8,5 in