Balaio Incomum, Folha Porreta, número XI 912, publicação de Moacy Cirne produzida no Rio de Janeiro em 25 de novembro de 1996.
Moacy Cirne
Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede
Acervo: 04302
Data: 25 de novembro de 1996
Dimensões: 33 x 21,5 cm
TEXTO SALSA EM PORTUGUÊSBalaio Incomum, Folha Porreta, número XI 912, publicação de Moacy Cirne produzida no Rio de Janeiro em 25 de novembro de 1996. Intitulada Brasil, anos 90, a folha apresenta uma ampla cartografia crítica da cultura, da política, da sociedade e do cotidiano brasileiro da década de 1990. A estrutura é organizada em duas grandes colunas, O que existe de melhor e O que existe de pior, formando um inventário pessoal, provocador e fortemente autoral do Brasil segundo Moacy Cirne.O recurso da enumeração permite ao autor reunir, em uma mesma página, lugares, artistas, escritores, músicos, revistas, jornais, instituições, manifestações culturais, programas de televisão, políticos, comportamentos sociais e questões econômicas. A folha funciona como uma espécie de balanço cultural e político dos anos 1990, no qual preferências estéticas convivem com críticas contundentes às instituições e à vida pública brasileira.Na coluna O que existe de melhor aparecem inicialmente referências geográficas e afetivas. Moacy Cirne destaca as praias de Natal e arredores, no Rio Grande do Norte, as praias do Ceará e de Pernambuco, o Rio Grande do Sul, Ouro Preto em Minas Gerais, a Chapada Diamantina na Bahia, Trancoso, o Rio do Chico, o Pantanal matogrossense, Ubatuba, a Chapada dos Guimarães, a região do Seridó e a carne de sol de Caicó. O Brasil é apresentado como território cultural formado por paisagens, cidades, comidas, memórias e experiências.A lista inclui também referências diretamente ligadas à cultura potiguar. Aparecem Chico Doido de Caicó, o poeta visual e artista Anchieta Fernandes, o Seridó, Caicó e outras referências ao Rio Grande do Norte. A presença desses nomes reafirma a importância de Natal e do Nordeste na visão cultural de Moacy Cirne.No campo das artes visuais, a folha registra nomes como Gilberto Veloso, Arthur Omar, Neide Dias de Sá, Paulo Moura e Luiz Rosenberg Filho. A menção à arte de Neide Dias de Sá possui especial relevância para a história da poesia visual e do Poema Processo, movimento do qual Moacy Cirne participou ativamente e com o qual Neide de Sá esteve profundamente relacionada.Também são citados músicos e compositores como Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Gal Costa e Marisa Monte. Essa presença coloca música popular brasileira, experimentação sonora e cultura urbana dentro do mesmo panorama de excelência cultural.Entre escritores, críticos, poetas e referências literárias aparecem Sebastião Nunes, Augusto de Campos, João Miró de Britto e Silviano Santiago, além de revistas e publicações culturais como Imprensa, Imagens, Qüeda, a Biblioteca Nacional, o Jornal do Brasil e outras iniciativas editoriais independentes. A lista reforça a dimensão de Moacy Cirne como leitor atento da produção literária e gráfica brasileira.A coluna positiva valoriza ainda a luta pelo socialismo, as religiões afro brasileiras, a Teologia da Libertação, a contraliteratura, os quadrinhos alternativos, as traduções de Augusto de Campos, a floresta amazônica, frutas do Norte e do Nordeste e atividades culturais de caráter independente. Essa combinação evidencia uma concepção de cultura que integra criação artística, política, identidade regional, liberdade estética e participação social.Na coluna O que existe de pior, Moacy Cirne constrói uma crítica igualmente ampla. A lista começa com a ideologia da esperteza e inclui as elites econômicas, Paulo Maluf, a política da Bahia associada a Antônio Carlos Magalhães, o que o autor chama de PSDBFELÊ, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Academia Brasileira de Letras e outras instituições ou práticas consideradas por ele negativas.A televisão ocupa lugar importante nessa crítica. São mencionados programas, emissoras e figuras televisivas, entre eles Domingo do Faustão, Gugu Liberato, transmissões esportivas da Band, Aqui e Agora, programas evangélicos da Record e Hebe Camargo. O conjunto revela uma crítica ao espetáculo televisivo, à cultura de massa e àquilo que Cirne via como empobrecimento da comunicação brasileira.No campo literário, aparecem referências negativas à literatura de Paulo Coelho e Lair Ribeiro, reforçando posições críticas já manifestadas em outras Folhas Porretas. O autor também critica o neoliberalismo, o preconceito racial, o preconceito contra homossexuais e aquilo que denomina pseudo excelência acadêmica.A lista prossegue com nomes políticos, instituições, comportamentos sociais e problemas nacionais. São mencionados turismo devastador, torcidas organizadas de futebol, violência urbana, tráfico de drogas, falência urbana, conservadorismo paulista, miserabilidade social, desmatamento das florestas, os picaretas do Congresso, falta de verbas para educação, política para a universidade, política habitacional, política de reforma agrária e falta de verbas para a saúde.A parte final amplia a crítica para a organização econômica e social do país. Moacy Cirne menciona a padronização dos shoppings, o padrão global de qualidade, ideias reacionárias e figuras da política nacional como José Sarney, Roberto Campos e Fernando Henrique Cardoso.A estrutura binária da folha não pretende constituir um levantamento neutro. Trata se de uma cartografia subjetiva e assumidamente crítica. Moacy Cirne constrói um Brasil dividido entre aquilo que considera potência cultural, liberdade, diversidade, criação e resistência e aquilo que identifica como autoritarismo, conservadorismo, desigualdade, banalização midiática e precariedade política.Brasil, anos 90 é especialmente importante para compreender o repertório cultural de Moacy Cirne. A página reúne poesia, artes visuais, música, quadrinhos, cinema, televisão, literatura, política, religião, geografia, culinária, universidade e movimentos sociais. Poucos documentos sintetizam de maneira tão concentrada a rede de afinidades e rejeições intelectuais do autor durante a década de 1990.Documento relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 912, Rio de Janeiro, 25 de novembro de 1996, Brasil anos 90, cultura brasileira, política brasileira, poesia visual, Poema Processo, Neide Dias de Sá, Anchieta Fernandes, Chico Doido de Caicó, Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Gal Costa, Marisa Monte, Luiz Rosenberg Filho, Arthur Omar, Augusto de Campos, Silviano Santiago, Sebastião Nunes, socialismo, Teologia da Libertação, literatura brasileira, quadrinhos alternativos, televisão brasileira, neoliberalismo, racismo, homofobia, universidade, educação, saúde, desigualdade social, política cultural, imprensa alternativa e publicações independentes brasileiras.TEXTO SALSA EM INGLÊSBalaio Incomum, Folha Porreta, issue XI 912, a publication by Moacy Cirne produced in Rio de Janeiro on November 25, 1996. Entitled Brasil, anos 90, the sheet presents a broad critical mapping of Brazilian culture, politics, society and everyday life during the 1990s. Its structure is organized into two large columns, O que existe de melhor and O que existe de pior, creating a personal, provocative and strongly authorial inventory of Brazil according to Moacy Cirne.The use of enumeration allows the author to bring together places, artists, writers, musicians, magazines, newspapers, institutions, cultural practices, television programs, politicians, social behaviors and economic issues on a single page. The sheet functions as a cultural and political assessment of the 1990s in which aesthetic preferences coexist with forceful criticism of Brazilian institutions and public life.The column O que existe de melhor begins with geographical and emotional references. Moacy Cirne highlights the beaches of Natal and surrounding areas in Rio Grande do Norte, the beaches of Ceará and Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ouro Preto in Minas Gerais, Chapada Diamantina in Bahia, Trancoso, the Chico River, the Pantanal region, Ubatuba, Chapada dos Guimarães, the Seridó region and carne de sol from Caicó. Brazil is presented as a cultural territory formed by landscapes, cities, food, memory and lived experience.The list also contains references directly connected with the culture of Rio Grande do Norte. Chico Doido de Caicó, Anchieta Fernandes, the Seridó region, Caicó and other references to the state appear in the positive column. Their presence reinforces the importance of Natal and Northeastern Brazil within Moacy Cirne's cultural perspective.In the field of visual arts, the sheet records names such as Gilberto Veloso, Arthur Omar, Neide Dias de Sá, Paulo Moura and Luiz Rosenberg Filho. The reference to the art of Neide Dias de Sá is particularly significant for the history of Brazilian visual poetry and Poema Processo, the movement in which Moacy Cirne participated and with which Neide de Sá was deeply connected.Musicians and composers including Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Gal Costa and Marisa Monte are also included. Their presence places Brazilian popular music, sonic experimentation and urban culture within the same panorama of cultural excellence.Among writers, critics, poets and literary references are Sebastião Nunes, Augusto de Campos, João Miró de Britto and Silviano Santiago, together with magazines and cultural publications such as Imprensa, Imagens, Qüeda, the Biblioteca Nacional, Jornal do Brasil and other independent editorial initiatives. The list reinforces Moacy Cirne's position as an attentive reader of Brazilian literary and graphic production.The positive column also values the struggle for socialism, Afro Brazilian religions, Liberation Theology, contraliterature, alternative comics, translations by Augusto de Campos, the Amazon forest, fruits from Northern and Northeastern Brazil and independent cultural activities. This combination reveals a conception of culture integrating artistic creation, politics, regional identity, aesthetic freedom and social participation.In the column O que existe de pior, Moacy Cirne constructs an equally broad critique. The list begins with the ideology of cleverness and includes economic elites, Paulo Maluf, Bahia politics associated with Antônio Carlos Magalhães, what the author calls PSDBFELÊ, the Universal Church of the Kingdom of God, the Brazilian Academy of Letters and other institutions or practices he considers negative.Television occupies an important place in this criticism. Programs, broadcasters and television personalities are mentioned, including Domingo do Faustão, Gugu Liberato, sports broadcasts on Band, Aqui e Agora, evangelical programs on Record and Hebe Camargo. Together they reveal a critique of television spectacle, mass culture and what Cirne perceived as the impoverishment of Brazilian communication.In the literary field, negative references are made to the literature of Paulo Coelho and Lair Ribeiro, reinforcing critical positions already expressed in other Folha Porreta issues. The author also criticizes neoliberalism, racial prejudice, prejudice against homosexuals and what he calls pseudo academic excellence.The list continues with political figures, institutions, social behaviors and national problems. It mentions destructive tourism, organized football supporters, urban violence, drug trafficking, urban collapse, São Paulo conservatism, social misery, deforestation, corrupt members of Congress, lack of funds for education, policies concerning universities, housing policy, agrarian reform and insufficient health funding.The final section expands the criticism to the economic and social organization of the country. Moacy Cirne mentions the standardization of shopping centers, the global quality standard, reactionary ideas and national political figures including José Sarney, Roberto Campos and Fernando Henrique Cardoso.The binary structure of the sheet is not intended as a neutral survey. It is a subjective and explicitly critical cartography. Moacy Cirne constructs a Brazil divided between what he sees as cultural strength, freedom, diversity, creativity and resistance and what he identifies as authoritarianism, conservatism, inequality, media trivialization and political precariousness.Brasil, anos 90 is especially important for understanding Moacy Cirne's cultural repertoire. The page brings together poetry, visual art, music, comics, cinema, television, literature, politics, religion, geography, food, universities and social movements. Few documents summarize so densely the author's network of intellectual affinities and rejections during the 1990s.This document is relevant to research on Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 912, Rio de Janeiro, November 25, 1996, Brasil anos 90, Brazilian culture, Brazilian politics, visual poetry, Poema Processo, Neide Dias de Sá, Anchieta Fernandes, Chico Doido de Caicó, Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Gal Costa, Marisa Monte, Luiz Rosenberg Filho, Arthur Omar, Augusto de Campos, Silviano Santiago, Sebastião Nunes, socialism, Liberation Theology, Brazilian literature, alternative comics, Brazilian television, neoliberalism, racism, homophobia, universities, education, health, social inequality, cultural politics, alternative press and Brazilian independent publishing.
TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊSDocumento identificado no cabeçalho como Balaio Incomum, XI 912, Folha Porreta, Moacy Cirne, Rio, 25 novembro 1996. A folha apresenta o título Brasil, anos 90 e é construída como uma extensa lista dividida em duas colunas intituladas O que existe de melhor e O que existe de pior.A organização em duas colunas constitui o principal procedimento formal e conceitual da página. A estrutura estabelece uma oposição direta entre referências valorizadas e rejeitadas por Moacy Cirne. Deve ser catalogada como seleção crítica e opinião autoral, não como classificação objetiva sobre pessoas, instituições ou acontecimentos.Na coluna O que existe de melhor aparecem inicialmente referências territoriais. São legíveis As praias de Natal e arredores, RN, As praias do Ceará e Pernambuco, O PT do Rio Grande do Sul, Ouro Preto, MG e Parati, RJ, A Chapada Diamantina, BA, Trancoso, BA e O Rio do Chico.Também aparece Chico Doido de Caicó, importante referência da cultura popular e do universo poético nordestino presente em outras edições de Balaio Incomum.Entre outras localidades e referências geográficas encontram se as praias de Ubatuba, SP, o Pantanal matogrossense, Carnaval de Olinda, PE, a floresta amazônica, a Chapada dos Guimarães, MT, a região do Seridó, RN e a carne de sol de Caicó, RN.A presença recorrente de Natal, Caicó, Seridó e outras referências nordestinas confirma a importância do Rio Grande do Norte na geografia afetiva e cultural de Moacy Cirne.No campo musical aparecem Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Gal Costa e Marisa Monte. Esses nomes devem ser indexados por documentarem de maneira direta as preferências culturais do autor.No campo audiovisual e artístico aparecem os vídeos de Luiz Rosenberg Filho, os vídeos de Arthur Omar e a arte de Neide Dias de Sá. A referência a Neide Dias de Sá possui especial relevância para acervos relacionados ao Poema Processo.A coluna positiva inclui ainda a luta pelo socialismo, as religiões afro brasileiras e Teologia da Libertação. Essas referências registram posições políticas, religiosas e culturais valorizadas por Moacy Cirne no documento.Também são identificáveis Frutas do Norte e do Nordeste, Arraial do Cabo, RJ, ComunicArte, em Poços de Caldas, MG, O Poezine, em Natal, RN, Contraliteratura de Sebastião Nunes, MG, a revista Imprensa, SP, a revista Imagens, SP e a Biblioteca Nacional, RJ.A lista menciona quadrinhos alternativos, traduções de Augusto de Campos, a floresta amazônica e outros elementos ligados à literatura, comunicação gráfica e produção cultural independente.Alguns nomes e títulos da coluna positiva apresentam definição visual limitada na fotografia. Em qualquer transcrição diplomática definitiva, grafias duvidosas devem ser verificadas diretamente no original.Na coluna O que existe de pior aparece inicialmente A ideologia da esperteza, seguida por As elites econômicas e Paulo Maluf, SP. Logo depois são mencionados A política da Bahia da Guanabara, Antônio Carlos Magalhães, BA e O PSDBFELÊ.O termo PSDBFELÊ deve ser preservado exatamente como criação satírica de Moacy Cirne, pois já aparece em outras Folhas Porretas do mesmo período.Também estão presentes Igreja Universal Reino de Deus, Academia Brasileira de Letras, A nova Catedral do Rio, Paulo Francis, RJ e referências ao músico Axé, conforme a leitura disponível.A televisão ocupa parte significativa da coluna negativa. São identificáveis Vale tudo por dinheiro, no SBT, Domingo do Faustão, na Globo, Gugu Liberato, no SBT, Transmissões esportivas na Band, Aqui e agora, no SBT, Programas evangélicos, Record e Hebe Camargo, no SBT.A coluna contém ainda A literatura de Paulo Coelho e A literatura de Lair Ribeiro. Essas referências devem ser compreendidas como opiniões críticas de Moacy Cirne.Em seguida aparecem O neoliberalismo, O preconceito racial, Preconceito contra homossexuais e Pseudo excelência acadêmica. Esses itens possuem especial relevância documental porque registram a crítica do autor à desigualdade, discriminação e determinadas estruturas acadêmicas.Também aparecem referências a torcidas organizadas de futebol, violência urbana, tráfico de drogas, miserabilidade social, Carnaval para turistas, transporte coletivo e outras questões urbanas.Na parte inferior são claramente identificáveis O desmatamento das florestas, Os 200 picaretas do Congresso, Falta de verbas para a educação, Política para a Universidade, Política habitacional, Política de reforma agrária e Falta de verbas para a saúde.Também aparecem A padronização dos Shoppings, O padrão global de qualidade e As ideias reacionárias, compondo uma crítica às transformações econômicas, midiáticas e culturais dos anos 1990.A lista termina com referências políticas entre as quais José Sarney, MA, Roberto Campos, na Folha, SP e Fernando Henrique Cardoso, SP.A presença de Fernando Henrique Cardoso na coluna negativa dialoga com outras Folhas Porretas de 1996 nas quais Moacy Cirne critica o governo federal, o neoliberalismo e políticas relacionadas à universidade pública.Brasil, anos 90 deve ser compreendido como espécie de inventário subjetivo do período. A folha funciona simultaneamente como crítica cultural, registro de preferências pessoais, comentário político e documento sobre redes intelectuais brasileiras.A edição é particularmente útil para reconstrução do universo de referências de Moacy Cirne. A coluna positiva registra artistas, escritores, músicos, lugares, publicações e movimentos que ele valorizava. A coluna negativa registra personagens, práticas políticas, produtos de mídia, problemas sociais e instituições que criticava.Para indexação devem ser preservados Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 912, Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 25 de novembro de 1996, Brasil anos 90, O que existe de melhor e O que existe de pior.Termos relevantes incluem Natal, Rio Grande do Norte, Caicó, Seridó, Chico Doido de Caicó, Neide Dias de Sá, Poema Processo, Anchieta Fernandes, Arthur Omar, Luiz Rosenberg Filho, Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Gal Costa, Marisa Monte, Augusto de Campos, Sebastião Nunes, Silviano Santiago, socialismo, Teologia da Libertação, religiões afro brasileiras, floresta amazônica, literatura brasileira, quadrinhos alternativos, Paulo Maluf, Antônio Carlos Magalhães, PSDB, Igreja Universal do Reino de Deus, Academia Brasileira de Letras, Paulo Francis, Paulo Coelho, Lair Ribeiro, neoliberalismo, racismo, preconceito contra homossexuais, educação, universidade, reforma agrária, saúde, desmatamento, Congresso Nacional, José Sarney, Roberto Campos, Fernando Henrique Cardoso, cultura brasileira e política brasileira dos anos 1990.OBSERVATION TEXT IN ENGLISHDocument identified in the heading as Balaio Incomum, XI 912, Folha Porreta, Moacy Cirne, Rio, November 25, 1996. The sheet carries the title Brasil, anos 90 and is constructed as an extensive list divided into two columns entitled O que existe de melhor and O que existe de pior.The two column organization constitutes the principal formal and conceptual device of the page. The structure establishes a direct opposition between references valued and rejected by Moacy Cirne. It should be catalogued as critical selection and authorial opinion rather than as an objective classification of individuals, institutions or events.The column O que existe de melhor begins with territorial references. Clearly legible entries include As praias de Natal e arredores, RN, As praias do Ceará e Pernambuco, O PT do Rio Grande do Sul, Ouro Preto, MG e Parati, RJ, A Chapada Diamantina, BA, Trancoso, BA and O Rio do Chico.Chico Doido de Caicó also appears and constitutes an important reference to Northeastern popular culture and the poetic universe found in other Balaio Incomum issues.Other geographical and cultural references include the beaches of Ubatuba, the Pantanal region, Carnaval de Olinda, the Amazon forest, Chapada dos Guimarães, the Seridó region and carne de sol from Caicó.The recurrent presence of Natal, Caicó, Seridó and other Northeastern references confirms the importance of Rio Grande do Norte within Moacy Cirne's emotional and cultural geography.In music, the list includes Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Gal Costa and Marisa Monte. These names should be indexed because they directly document the author's cultural preferences.In audiovisual and visual art, the sheet includes the videos of Luiz Rosenberg Filho, the videos of Arthur Omar and the art of Neide Dias de Sá. The reference to Neide Dias de Sá is especially important for collections related to Poema Processo.The positive column also includes the struggle for socialism, Afro Brazilian religions and Liberation Theology. These references document political, religious and cultural positions valued by Moacy Cirne.Other identifiable entries include fruits from Northern and Northeastern Brazil, Arraial do Cabo, ComunicArte in Poços de Caldas, O Poezine in Natal, Contraliteratura by Sebastião Nunes, the magazine Imprensa, the magazine Imagens and the Biblioteca Nacional.The list also includes alternative comics, translations by Augusto de Campos, the Amazon forest and other elements related to literature, graphic communication and independent cultural production.Some names and titles in the positive column have limited visual definition in the supplied photograph. Any definitive diplomatic transcription should verify uncertain spellings directly against the original.The column O que existe de pior begins with A ideologia da esperteza, followed by As elites econômicas and Paulo Maluf, SP. It then mentions political references connected with Bahia, Antônio Carlos Magalhães and the term PSDBFELÊ.The term PSDBFELÊ should be preserved exactly as a satirical creation by Moacy Cirne because it also appears in other Folha Porreta issues from the same period.Other visible entries include Igreja Universal Reino de Deus, Academia Brasileira de Letras, A nova Catedral do Rio, Paulo Francis and references to Axé music according to the available reading.Television occupies a significant part of the negative column. Identifiable entries include Vale tudo por dinheiro, no SBT, Domingo do Faustão, na Globo, Gugu Liberato, no SBT, Transmissões esportivas na Band, Aqui e agora, no SBT, Programas evangélicos, Record and Hebe Camargo, no SBT.The column also contains A literatura de Paulo Coelho and A literatura de Lair Ribeiro. These references should be understood as Moacy Cirne's critical opinions.The list continues with O neoliberalismo, O preconceito racial, Preconceito contra homossexuais and Pseudo excelência acadêmica. These entries have particular documentary significance because they record the author's criticism of inequality, discrimination and certain academic structures.References to organized football supporters, urban violence, drug trafficking, social misery, tourism and public transportation also appear.In the lower section clearly identifiable entries include O desmatamento das florestas, Os 200 picaretas do Congresso, Falta de verbas para a educação, Política para a Universidade, Política habitacional, Política de reforma agrária and Falta de verbas para a saúde.The list also includes A padronização dos Shoppings, O padrão global de qualidade and As ideias reacionárias, forming a criticism of economic, media and cultural transformations of the 1990s.The final portion contains political references including José Sarney, Roberto Campos and Fernando Henrique Cardoso.The presence of Fernando Henrique Cardoso in the negative column connects the sheet with other Folha Porreta issues from 1996 in which Moacy Cirne criticizes the federal government, neoliberalism and policies concerning the public university.Brasil, anos 90 should be understood as a subjective inventory of the period. The sheet functions simultaneously as cultural criticism, a record of personal preferences, political commentary and documentation of Brazilian intellectual networks.The issue is especially useful for reconstructing Moacy Cirne's universe of references. The positive column records artists, writers, musicians, places, publications and movements he valued. The negative column records personalities, political practices, media products, social problems and institutions he criticized.For indexing purposes the record should preserve Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 912, Moacy Cirne, Rio de Janeiro, November 25, 1996, Brasil anos 90, O que existe de melhor and O que existe de pior.Relevant terms include Natal, Rio Grande do Norte, Caicó, Seridó, Chico Doido de Caicó, Neide Dias de Sá, Poema Processo, Anchieta Fernandes, Arthur Omar, Luiz Rosenberg Filho, Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Gal Costa, Marisa Monte, Augusto de Campos, Sebastião Nunes, Silviano Santiago, socialism, Liberation Theology, Afro Brazilian religions, Amazon forest, Brazilian literature, alternative comics, Paulo Maluf, Antônio Carlos Magalhães, PSDB, Universal Church of the Kingdom of God, Brazilian Academy of Letters, Paulo Francis, Paulo Coelho, Lair Ribeiro, neoliberalism, racism, prejudice against homosexuals, education, universities, agrarian reform, public health, deforestation, Brazilian Congress, José Sarney, Roberto Campos, Fernando Henrique Cardoso, Brazilian culture and Brazilian politics of the 1990s.
Inglês
Balaio Incomum, Folha Porreta, issue XI 912, a publication by Moacy Cirne produced in Rio de Janeiro on November 25, 1996.
Dimensions: 13 x 8,5 in
