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Balaio Incomun, Folha Porreta, XII 1032, quarta edição, publicação de Moacy Cirne, datada de 30 de dezembro de 1997

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04380

Data: 30 de dezembro de 1997

Dimensões: 33 x 21,5 cm

Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomun, Folha Porreta, XII 1032, quarta edição, publicação de Moacy Cirne, datada de 30 de dezembro de 1997. Este exemplar encerra o ano editorial do Balaio com uma ampla retrospectiva dedicada aos melhores e aos piores de 1997 em arte, cultura, política, imprensa, cinema, quadrinhos, literatura, fotografia, poesia visual, Poema Processo, crítica musical, administração acadêmica e outros campos da vida cultural brasileira. A edição também apresenta uma extensa seleção dos melhores filmes vistos por Moacy Cirne ao longo do ano, reunindo cinema brasileiro e internacional, obras contemporâneas, clássicos revistos em salas de cinema e filmes assistidos na televisão.No texto de abertura, Moacy Cirne informa que aquele era o último Balaio do ano. Registra que foram produzidos 112 números, totalizando aproximadamente 19 mil cópias, com média aproximada de 168 exemplares por edição. Cirne compara esses números com anos anteriores e menciona que nos primeiros meses de circulação da publicação, em 1986, a tiragem média era menor. Também faz referência a 1993, quando foram produzidas mais de 40 mil cópias, com média histórica atualizada de aproximadamente 187 exemplares por número.O balanço editorial revela que o Balaio Incomun já possuía mais de uma década de existência e grande continuidade de circulação. Cirne afirma que o objetivo para 1998 seria Nada, no sentido de manter o Balaio mais combativo e mais libertário. A formulação expressa o caráter independente, crítico e experimental da publicação e sua intenção de continuar atuando como espaço de intervenção política, cultural e acadêmica.A seção Os melhores e os piores do ano em arte, cultura e política apresenta o Balaio Porreta, uma seleção positiva de pessoas que Moacy Cirne destaca por sua atuação em diferentes áreas durante 1997. Entre os nomes aparecem Rosária Gatti, de São Paulo, Turibio Santos, do Rio de Janeiro, Paulo Moura, do Rio de Janeiro, e Jorge Cardoso, do Ceará, na música.Na área dos quadrinhos são destacados Arthur Moreira Lima, do Rio de Janeiro, Henrique Cazes, do Rio de Janeiro, Eduardo Iturrusgarai, do Rio Grande do Sul, e Adão Iturrusgarai, também do Rio Grande do Sul. A inclusão desses nomes demonstra novamente o interesse permanente de Moacy Cirne pela história e pela produção contemporânea das histórias em quadrinhos brasileiras.Sebastião Salgado, do Rio de Janeiro, é indicado na fotografia. José Simão, de São Paulo, aparece no humor político. Joaquim Branco, de Minas Gerais, Neide Dias de Sá, do Rio de Janeiro, Falves Silva, do Rio Grande do Norte, e Bianor Paulino, do Rio Grande do Norte, são citados no campo do Poema Processo.A presença conjunta de Joaquim Branco, Neide Dias de Sá, Falves Silva e Bianor Paulino é particularmente importante para a documentação da permanência do Poema Processo em 1997, ano em que se comemoravam os trinta anos do movimento. O registro reforça uma rede que liga Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte e confirma o reconhecimento de participantes históricos e continuadores da vanguarda.Avelino de Araújo, do Rio Grande do Norte, aparece em poesia visual. Dácio Galvão, também do Rio Grande do Norte, é citado em agitação cultural. Robson Achiame, do Rio de Janeiro, recebe destaque em imprensa libertária. Jurema Barreto, de São Paulo, aparece em imprensa alternativa. Luiz Paulo Horta, do Rio de Janeiro, é lembrado na crítica musical. Francisco Sobreira, do Rio Grande do Norte, aparece em literatura.Hugo Pontes, de Minas Gerais, e J. Medeiros, do Rio Grande do Norte, são destacados na divulgação antiliterária. Essa menção é relevante para estudos sobre poesia experimental, Poema Processo, Mail Art, redes de circulação artística e práticas de divulgação alternativa no Brasil dos anos 1990.Na área do cinema são citados Sérgio Silva, do Rio Grande do Sul, e Araci Esteves, também do Rio Grande do Sul, esta última em interpretação cinematográfica. P. Caldas e L. Ferreira, de Pernambuco, aparecem relacionados ao cinema, enquanto Marta Suplicy, de São Paulo, é destacada na política.Marceu Vieira, do Rio de Janeiro, Jânio de Freitas, do Rio de Janeiro, e Luis Fernando Verissimo, do Rio Grande do Sul, são lembrados no jornalismo. Ana Maria Lopes, do Rio de Janeiro, é citada na administração acadêmica. A diversidade regional e profissional da lista evidencia a amplitude dos interesses de Moacy Cirne e do Balaio Incomun.A seção seguinte, intitulada Escrotéu de Merda, apresenta a seleção negativa da edição. Nela, Moacy Cirne reúne figuras públicas e instituições que considera representativas do que houve de pior em 1997. Fernando Henrique Cardoso de Mello, identificado com o Distrito Federal, Antonio Carlos Magalhães, da Bahia, e Paulo Maluf, de São Paulo, aparecem na política.Iris Rezende, de Goiás, é citado na justiça. Ricardo Teixeira, do Rio de Janeiro, aparece em administração esportiva. Luciano do Valle, de São Paulo, é mencionado em jornalismo esportivo. Olavo de Carvalho, do Rio de Janeiro, aparece relacionado ao que Cirne denomina preconceito intelectual. Bruno Tolentino, também do Rio de Janeiro, é citado por preconceito literário. Gugu Liberato, Fausto Silva e Ratinho são relacionados à televisão.A seleção negativa deve ser compreendida como manifestação crítica e satírica de Moacy Cirne, refletindo sua posição autoral diante da política, televisão, imprensa, cultura e vida pública brasileiras em 1997. O texto possui interesse documental porque registra avaliações pessoais, conflitos intelectuais e percepções políticas de um período marcado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, debates sobre neoliberalismo e transformações na comunicação de massa.A seção Os melhores filmes vistos em 1997 apresenta uma lista de quinze títulos. Em primeiro lugar aparece A Dor e a Compaixão, de Marcel Ophuls, de 1971. Em segundo lugar, Pai e Filha, de Yasujiro Ozu, de 1949. Em terceiro, Ricardo III, de Al Pacino, de 1996. Em quarto, Anahy de las Misiones, de Sérgio Silva, de 1997. Em quinto, Noites de Lua Cheia, de Éric Rohmer, de 1984.Em sexto lugar aparece O Filme de Nick, de Wim Wenders, de 1980. Em sétimo, Level 5, de Chris Marker, de 1996. Em oitavo, Baile Perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, de 1996. Em nono, Bela Aldeia, Bela Chama, de Srdjan Dragojevic, de 1996. Em décimo, Minha Vida com Antonioni, de Enrica Antonioni, de 1993.Na décima primeira posição aparece Arquitetura da Destruição, de Peter Cohen, de 1991. Em décimo segundo, Procura se Amy, de Kevin Smith, de 1996. Em décimo terceiro, A Estrada Perdida, de David Lynch, de 1996. Em décimo quarto, As Bruxas de Salem, de Nicholas Hytner, de 1996. Em décimo quinto, Viagem ao Princípio do Mundo, de Manoel de Oliveira, de 1996. A lista encerra com Gosto de Cereja, de Abbas Kiarostami, de 1996.Moacy Cirne apresenta ainda uma seleção especial de filmes vistos em vídeo e televisão. Entre eles aparece Simão do Deserto, de Luis Buñuel, de 1965, identificado como o melhor do ano. Também são citados Crimes de Alma, de Michelangelo Antonioni, de 1950, Vive se Uma Só Vez, de Fritz Lang, de 1937, Principais Notícias, A Regra do Jogo, de Jean Renoir, de 1939, 2001 Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, de 1968, Hiroshima Mon Amour, de Alain Resnais, de 1959, Nuit et Brouillard, também de Resnais, de 1956, La Jetée, de Chris Marker, de 1963, O Passageiro, de Michelangelo Antonioni, de 1975, Era uma Vez em Tóquio, de Yasujiro Ozu, de 1953, O Anjo Exterminador, de Luis Buñuel, de 1962, Cantando na Chuva, de Stanley Donen e Gene Kelly, de 1952, Salò, de Pier Paolo Pasolini, de 1975, Vertigo, de Alfred Hitchcock, de 1958, Jules et Jim, de François Truffaut, de 1962, Asas do Desejo, de Wim Wenders, de 1987, O Estranho Caminho de São Tiago, de Luis Buñuel, de 1968, Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder, de 1950, e Grilhões do Passado, de Jacques Tourneur, de 1955.A folha termina com um importante dado quantitativo sobre a cinefilia de Moacy Cirne. Em 1997, ele registra ter visto 63 filmes, dos quais 59 no cinema, e revisto 34 filmes, dos quais 24 também no cinema. Esses números revelam a intensidade de sua relação com a cultura cinematográfica e transformam o Balaio em fonte para reconstruir hábitos de recepção, repertório e formação crítica.Balaio Incomun XII 1032 possui grande importância para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, história editorial, imprensa alternativa, Poema Processo, Neide Dias de Sá, Falves Silva, Bianor Paulino, Joaquim Branco, Avelino de Araújo, Hugo Pontes, J. Medeiros, poesia visual, quadrinhos, cinema, crítica cinematográfica, música, imprensa libertária, política brasileira, governo Fernando Henrique Cardoso, jornalismo, televisão brasileira, retrospectiva cultural de 1997 e história das vanguardas brasileiras.Salsa text in EnglishBalaio Incomun, Folha Porreta, XII 1032, fourth edition, publication by Moacy Cirne dated December 30, 1997. This issue closes the editorial year of Balaio with a broad retrospective devoted to the best and worst of 1997 in art, culture, politics, publishing, cinema, comics, literature, photography, visual poetry, Poema Processo, music criticism, academic administration and other areas of Brazilian cultural life. The edition also presents an extensive selection of the best films seen by Moacy Cirne during the year, bringing together Brazilian and international cinema, contemporary works, classics revisited in movie theaters and films watched on television.In the opening text, Moacy Cirne states that this was the final Balaio of the year. He records that 112 issues had been produced, totaling approximately 19 thousand copies, with an average of about 168 copies per issue. Cirne compares these figures with previous years and recalls that during the first months of the publication in 1986 the average circulation had been lower. He also mentions 1993, when more than 40 thousand copies were produced, and gives an updated historical average of approximately 187 copies per issue.This editorial balance demonstrates that Balaio Incomun already had more than a decade of continuous circulation. Cirne states that the objective for 1998 would be Nada, in the sense of keeping Balaio increasingly combative and libertarian. The statement expresses the independent, critical and experimental character of the publication and its intention to continue as a space of political, cultural and academic intervention.The section The Best and Worst of the Year in Art, Culture and Politics presents Balaio Porreta, a positive selection of people whom Moacy Cirne highlights for their work in different fields during 1997. Among the names are Rosária Gatti from São Paulo, Turibio Santos from Rio de Janeiro, Paulo Moura from Rio de Janeiro and Jorge Cardoso from Ceará in music.In comics, Arthur Moreira Lima from Rio de Janeiro, Henrique Cazes from Rio de Janeiro, Eduardo Iturrusgarai from Rio Grande do Sul and Adão Iturrusgarai from Rio Grande do Sul are highlighted. Their inclusion once again demonstrates Moacy Cirne's continuing interest in the history and contemporary production of Brazilian comics.Sebastião Salgado from Rio de Janeiro is selected in photography. José Simão from São Paulo appears in political humor. Joaquim Branco from Minas Gerais, Neide Dias de Sá from Rio de Janeiro, Falves Silva from Rio Grande do Norte and Bianor Paulino from Rio Grande do Norte are cited in the field of Poema Processo.The joint presence of Joaquim Branco, Neide Dias de Sá, Falves Silva and Bianor Paulino is especially important for documenting the continuity of Poema Processo in 1997, the year marking the thirtieth anniversary of the movement. The record reinforces a network connecting Rio de Janeiro, Minas Gerais and Rio Grande do Norte and confirms the recognition of historical participants and continuators of the avant garde movement.Avelino de Araújo from Rio Grande do Norte appears in visual poetry. Dácio Galvão, also from Rio Grande do Norte, is cited in cultural agitation. Robson Achiame from Rio de Janeiro is highlighted in libertarian publishing. Jurema Barreto from São Paulo appears in alternative publishing. Luiz Paulo Horta from Rio de Janeiro is recognized in music criticism. Francisco Sobreira from Rio Grande do Norte appears in literature.Hugo Pontes from Minas Gerais and J. Medeiros from Rio Grande do Norte are highlighted in antiliterary dissemination. This reference is relevant for studies of experimental poetry, Poema Processo, Mail Art, artistic circulation networks and alternative cultural dissemination in Brazil during the 1990s.In cinema, Sérgio Silva from Rio Grande do Sul and Araci Esteves from Rio Grande do Sul are mentioned, the latter for film acting. P. Caldas and L. Ferreira from Pernambuco appear in cinema, while Marta Suplicy from São Paulo is highlighted in politics.Marceu Vieira from Rio de Janeiro, Jânio de Freitas from Rio de Janeiro and Luis Fernando Verissimo from Rio Grande do Sul are cited in journalism. Ana Maria Lopes from Rio de Janeiro appears in academic administration. The geographical and professional diversity of the list reveals the broad range of interests represented by Moacy Cirne and Balaio Incomun.The following section, titled Escrotéu de Merda, presents the negative selection of the issue. Here Moacy Cirne gathers public figures and institutions whom he considered representative of the worst aspects of 1997. Fernando Henrique Cardoso de Mello, identified with the Federal District, Antonio Carlos Magalhães from Bahia and Paulo Maluf from São Paulo appear in politics.Iris Rezende from Goiás is cited in justice. Ricardo Teixeira from Rio de Janeiro appears in sports administration. Luciano do Valle from São Paulo is mentioned in sports journalism. Olavo de Carvalho from Rio de Janeiro is associated by Cirne with intellectual prejudice. Bruno Tolentino from Rio de Janeiro is cited for literary prejudice. Gugu Liberato, Fausto Silva and Ratinho are associated with television.The negative selection should be understood as a critical and satirical statement by Moacy Cirne, reflecting his personal position toward Brazilian politics, television, journalism, culture and public life in 1997. The text has documentary value because it records personal evaluations, intellectual conflicts and political perceptions during a period marked by the Fernando Henrique Cardoso government, debates over neoliberalism and transformations in mass communication.The section The Best Films Seen in 1997 presents a list of fifteen titles. In first place appears The Sorrow and the Pity by Marcel Ophuls from 1971. Second is Late Spring by Yasujiro Ozu from 1949. Third is Looking for Richard by Al Pacino from 1996. Fourth is Anahy de las Misiones by Sérgio Silva from 1997. Fifth is Full Moon in Paris by Éric Rohmer from 1984.Sixth is Nick's Film by Wim Wenders from 1980. Seventh is Level 5 by Chris Marker from 1996. Eighth is Baile Perfumado by Paulo Caldas and Lírio Ferreira from 1996. Ninth is Pretty Village Pretty Flame by Srdjan Dragojevic from 1996. Tenth is My Life with Antonioni by Enrica Antonioni from 1993.Eleventh is The Architecture of Doom by Peter Cohen from 1991. Twelfth is Chasing Amy by Kevin Smith from 1996. Thirteenth is Lost Highway by David Lynch from 1996. Fourteenth is The Crucible by Nicholas Hytner from 1996. Fifteenth is Voyage to the Beginning of the World by Manoel de Oliveira from 1996. The list closes with Taste of Cherry by Abbas Kiarostami from 1996.Moacy Cirne also presents a special selection of films seen on video and television. These include Simon of the Desert by Luis Buñuel from 1965, identified as the best of the year. Other titles include Story of a Love Affair by Michelangelo Antonioni from 1950, You Only Live Once by Fritz Lang from 1937, The Rules of the Game by Jean Renoir from 1939, 2001 A Space Odyssey by Stanley Kubrick from 1968, Hiroshima Mon Amour by Alain Resnais from 1959, Night and Fog by Resnais from 1956, La Jetée by Chris Marker from 1963, The Passenger by Michelangelo Antonioni from 1975, Tokyo Story by Yasujiro Ozu from 1953, The Exterminating Angel by Luis Buñuel from 1962, Singin in the Rain by Stanley Donen and Gene Kelly from 1952, Salò by Pier Paolo Pasolini from 1975, Vertigo by Alfred Hitchcock from 1958, Jules and Jim by François Truffaut from 1962, Wings of Desire by Wim Wenders from 1987, The Milky Way by Luis Buñuel from 1968, Sunset Boulevard by Billy Wilder from 1950 and Out of the Past by Jacques Tourneur from 1955.The sheet closes with an important quantitative record of Moacy Cirne's cinephilia. In 1997, he states that he saw 63 films, of which 59 were seen in movie theaters, and revisited 34 films, of which 24 were also viewed in movie theaters. These figures reveal the intensity of his relationship with cinema and make Balaio an important source for reconstructing patterns of reception, repertoire and critical formation.Balaio Incomun XII 1032 is a significant document for research on Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, editorial history, alternative publishing, Poema Processo, Neide Dias de Sá, Falves Silva, Bianor Paulino, Joaquim Branco, Avelino de Araújo, Hugo Pontes, J. Medeiros, visual poetry, comics, cinema, film criticism, music, libertarian publishing, Brazilian politics, the Fernando Henrique Cardoso government, journalism, Brazilian television, the cultural retrospective of 1997 and the history of Brazilian avant garde movements.

Texto de observação em portuguêsExemplar do Balaio Incomun, Folha Porreta, número XII 1032, quarta edição, de Moacy Cirne, datado de 30 de dezembro de 1997. Trata se do último Balaio daquele ano e de uma edição retrospectiva que permite reconstruir tanto a história material da publicação quanto as preferências culturais, políticas e cinematográficas de Moacy Cirne no encerramento de 1997.O texto inicial contém dados quantitativos raros sobre a circulação do Balaio. Moacy Cirne informa a produção de 112 números durante o ano e aproximadamente 19 mil cópias, com média próxima de 168 exemplares por edição. Também compara esse desempenho com períodos anteriores, incluindo os primeiros meses de 1986 e a produção excepcional de 1993. Esses dados são fundamentais para pesquisas sobre tiragem, distribuição, periodicidade e história editorial do Balaio Incomun.A afirmação de que em 1998 o objetivo seria manter um Balaio mais combativo e libertário ajuda a definir a identidade editorial da publicação. O Balaio aparece simultaneamente como folha cultural, veículo de crítica política, espaço universitário, publicação alternativa e instrumento de circulação das vanguardas.A relação Balaio Porreta é especialmente valiosa por registrar uma rede cultural brasileira em 1997. Na música aparecem Rosária Gatti, Turibio Santos, Paulo Moura e Jorge Cardoso. Nos quadrinhos são citados Arthur Moreira Lima, Henrique Cazes, Eduardo Iturrusgarai e Adão Iturrusgarai. Sebastião Salgado aparece na fotografia e José Simão no humor político.Para a historiografia do Poema Processo, os nomes Joaquim Branco, Neide Dias de Sá, Falves Silva e Bianor Paulino possuem importância especial. O registro demonstra que, no ano das comemorações dos trinta anos do movimento, esses participantes permaneciam associados por Moacy Cirne à produção e à memória ativa do Poema Processo.Avelino de Araújo aparece ligado à poesia visual. Dácio Galvão é relacionado à agitação cultural. Hugo Pontes e J. Medeiros são mencionados na divulgação antiliterária. Essas referências ampliam a rede de pessoas associadas à poesia experimental, à arte postal, à cultura alternativa e às práticas derivadas ou próximas do Poema Processo.Robson Achiame e Jurema Barreto são identificados com imprensa libertária e imprensa alternativa. Luiz Paulo Horta aparece em crítica musical e Francisco Sobreira em literatura. A lista registra também Sérgio Silva, Araci Esteves, Paulo Caldas, Lírio Ferreira, Marta Suplicy, Jânio de Freitas, Luis Fernando Verissimo e Ana Maria Lopes.A seção Escrotéu de Merda deve ser catalogada como seleção satírica e opinativa de Moacy Cirne. Não constitui avaliação neutra, mas manifestação autoral fortemente marcada pelo humor agressivo e pela crítica política característica do Balaio. Fernando Henrique Cardoso, Antonio Carlos Magalhães, Paulo Maluf, Iris Rezende, Ricardo Teixeira, Luciano do Valle, Olavo de Carvalho, Bruno Tolentino, Gugu Liberato, Fausto Silva e Ratinho aparecem como alvos da crítica.A presença de Olavo de Carvalho e Bruno Tolentino é relevante para estudos sobre disputas intelectuais e literárias brasileiras da década de 1990. Da mesma maneira, a inclusão de apresentadores televisivos permite relacionar o documento à crítica de Moacy Cirne à televisão comercial e à cultura de massa.Os Melhores Filmes Vistos em 1997 constitui uma fonte direta para a história da cinefilia de Moacy Cirne. A lista combina filmes brasileiros, europeus, norte americanos, asiáticos e produções de diferentes períodos. A primeira posição atribuída a A Dor e a Compaixão, de Marcel Ophuls, demonstra interesse pelo documentário histórico e pela memória política.Pai e Filha de Ozu, Ricardo III de Al Pacino, Anahy de las Misiones de Sérgio Silva, Noites de Lua Cheia de Éric Rohmer, O Filme de Nick de Wim Wenders, Level 5 de Chris Marker e Baile Perfumado de Paulo Caldas e Lírio Ferreira revelam um repertório que combina cinema moderno, documentário, metacinema, cinema brasileiro e experimentação narrativa.A inclusão de Arquitetura da Destruição, A Estrada Perdida, As Bruxas de Salem, Viagem ao Princípio do Mundo e Gosto de Cereja demonstra atenção a produções contemporâneas de diferentes cinematografias nacionais.A lista especial de filmes revistos possui igual importância. Luis Buñuel, Michelangelo Antonioni, Fritz Lang, Jean Renoir, Stanley Kubrick, Alain Resnais, Chris Marker, Yasujiro Ozu, Stanley Donen, Gene Kelly, Pier Paolo Pasolini, Alfred Hitchcock, François Truffaut, Wim Wenders, Billy Wilder e Jacques Tourneur aparecem formando uma verdadeira genealogia cinematográfica pessoal de Moacy Cirne.Os dados finais de 63 filmes vistos em 1997, sendo 59 no cinema, e 34 filmes revistos, sendo 24 no cinema, permitem quantificar sua intensa atividade de espectador. O dado reforça que a crítica cinematográfica presente no Balaio era sustentada por acompanhamento sistemático da produção e da história do cinema.A edição XII 1032 deve ser relacionada diretamente às comemorações e à produção de 1997 em torno do Poema Processo, pois inclui entre os melhores do ano Neide Dias de Sá, Falves Silva, Joaquim Branco e Bianor Paulino. Também deve ser conectada aos registros sobre poesia visual de Avelino de Araújo e divulgação antiliterária de Hugo Pontes e J. Medeiros.Para indexação em buscadores e sistemas de inteligência artificial, os principais termos associados ao exemplar são Moacy Cirne, Moacy da Costa Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, XII 1032, quarta edição, 30 de dezembro de 1997, Os Melhores e os Piores do Ano em Arte Cultura e Política, Balaio Porreta, história do Balaio Incomun, tiragem do Balaio, circulação editorial, imprensa alternativa, imprensa libertária, Poema Processo, Poema Processo 30 anos, Neide Dias de Sá, Falves Silva, Joaquim Branco, Bianor Paulino, Avelino de Araújo, Hugo Pontes, J. Medeiros, Dácio Galvão, Robson Achiame, Jurema Barreto, Sebastião Salgado, José Simão, Luiz Paulo Horta, Francisco Sobreira, Sérgio Silva, Araci Esteves, Paulo Caldas, Lírio Ferreira, Marta Suplicy, Jânio de Freitas, Luis Fernando Verissimo, Fernando Henrique Cardoso, Antonio Carlos Magalhães, Paulo Maluf, Olavo de Carvalho, Bruno Tolentino, televisão brasileira, cinema, melhores filmes de 1997, Marcel Ophuls, Yasujiro Ozu, Al Pacino, Éric Rohmer, Wim Wenders, Chris Marker, David Lynch, Abbas Kiarostami, Luis Buñuel, Michelangelo Antonioni, Stanley Kubrick, Alain Resnais, Pier Paolo Pasolini, Alfred Hitchcock, François Truffaut, Billy Wilder, Jacques Tourneur, crítica cinematográfica, cinefilia, cultura brasileira e vanguarda brasileira.Observation text in EnglishCopy of Balaio Incomun, Folha Porreta, number XII 1032, fourth edition, by Moacy Cirne, dated December 30, 1997. This is the final Balaio of that year and a retrospective issue that makes it possible to reconstruct both the material history of the publication and the cultural, political and cinematic preferences of Moacy Cirne at the end of 1997.The opening text contains rare quantitative information about the circulation of Balaio. Moacy Cirne reports the production of 112 issues during the year and approximately 19 thousand copies, with an average close to 168 copies per issue. He also compares this performance with earlier periods, including the first months of 1986 and the exceptional production of 1993. These data are fundamental for research on print runs, distribution, frequency and the editorial history of Balaio Incomun.The statement that the objective for 1998 was to maintain a more combative and libertarian Balaio helps define the editorial identity of the publication. Balaio appears simultaneously as a cultural sheet, a vehicle of political criticism, a university publication, an alternative press project and a means of circulation for avant garde practices.The Balaio Porreta list is especially valuable because it records a Brazilian cultural network in 1997. In music it includes Rosária Gatti, Turibio Santos, Paulo Moura and Jorge Cardoso. In comics it names Arthur Moreira Lima, Henrique Cazes, Eduardo Iturrusgarai and Adão Iturrusgarai. Sebastião Salgado appears in photography and José Simão in political humor.For the historiography of Poema Processo, the names Joaquim Branco, Neide Dias de Sá, Falves Silva and Bianor Paulino have particular importance. The record demonstrates that during the year marking the thirtieth anniversary of the movement these participants remained associated by Moacy Cirne with active production and memory of Poema Processo.Avelino de Araújo appears in connection with visual poetry. Dácio Galvão is associated with cultural agitation. Hugo Pontes and J. Medeiros are mentioned in antiliterary dissemination. These references broaden the network of figures associated with experimental poetry, Mail Art, alternative culture and practices derived from or connected with Poema Processo.Robson Achiame and Jurema Barreto are identified with libertarian and alternative publishing. Luiz Paulo Horta appears in music criticism and Francisco Sobreira in literature. The list also records Sérgio Silva, Araci Esteves, Paulo Caldas, Lírio Ferreira, Marta Suplicy, Jânio de Freitas, Luis Fernando Verissimo and Ana Maria Lopes.The section Escrotéu de Merda should be catalogued as a satirical and opinion based selection by Moacy Cirne. It is not a neutral evaluation but a strongly authorial statement marked by the aggressive humor and political criticism characteristic of Balaio. Fernando Henrique Cardoso, Antonio Carlos Magalhães, Paulo Maluf, Iris Rezende, Ricardo Teixeira, Luciano do Valle, Olavo de Carvalho, Bruno Tolentino, Gugu Liberato, Fausto Silva and Ratinho appear as targets of criticism.The presence of Olavo de Carvalho and Bruno Tolentino is relevant for research on Brazilian intellectual and literary disputes of the 1990s. Likewise, the inclusion of television personalities connects the document with Moacy Cirne's criticism of commercial television and mass culture.The Best Films Seen in 1997 is a direct source for the history of Moacy Cirne's cinephilia. The list combines Brazilian, European, North American and Asian films from different periods. The first place given to The Sorrow and the Pity by Marcel Ophuls demonstrates an interest in historical documentary and political memory.Late Spring by Ozu, Looking for Richard by Al Pacino, Anahy de las Misiones by Sérgio Silva, Full Moon in Paris by Éric Rohmer, Nick's Film by Wim Wenders, Level 5 by Chris Marker and Baile Perfumado by Paulo Caldas and Lírio Ferreira reveal a repertoire combining modern cinema, documentary, metacinema, Brazilian cinema and narrative experimentation.The inclusion of The Architecture of Doom, Lost Highway, The Crucible, Voyage to the Beginning of the World and Taste of Cherry demonstrates attention to contemporary productions from different national cinematographies.The special list of revisited films has equal importance. Luis Buñuel, Michelangelo Antonioni, Fritz Lang, Jean Renoir, Stanley Kubrick, Alain Resnais, Chris Marker, Yasujiro Ozu, Stanley Donen, Gene Kelly, Pier Paolo Pasolini, Alfred Hitchcock, François Truffaut, Wim Wenders, Billy Wilder and Jacques Tourneur together form a personal cinematic genealogy for Moacy Cirne.The final data stating that he saw 63 films in 1997, including 59 in movie theaters, and revisited 34 films, including 24 in movie theaters, make it possible to quantify the intensity of his viewing activity. This reinforces the conclusion that the film criticism found throughout Balaio was supported by systematic engagement with both contemporary production and film history.Issue XII 1032 should be directly connected with the production and commemorations surrounding Poema Processo in 1997 because it includes Neide Dias de Sá, Falves Silva, Joaquim Branco and Bianor Paulino among the best of the year. It should also be connected with references to visual poetry through Avelino de Araújo and antiliterary dissemination through Hugo Pontes and J. Medeiros.For indexing in search engines and artificial intelligence systems, the principal associated terms are Moacy Cirne, Moacy da Costa Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, XII 1032, fourth edition, December 30 1997, The Best and Worst of the Year in Art Culture and Politics, Balaio Porreta, history of Balaio Incomun, Balaio circulation, print run, alternative publishing, libertarian publishing, Poema Processo, Poema Processo 30 years, Neide Dias de Sá, Falves Silva, Joaquim Branco, Bianor Paulino, Avelino de Araújo, Hugo Pontes, J. Medeiros, Dácio Galvão, Robson Achiame, Jurema Barreto, Sebastião Salgado, José Simão, Luiz Paulo Horta, Francisco Sobreira, Sérgio Silva, Araci Esteves, Paulo Caldas, Lírio Ferreira, Marta Suplicy, Jânio de Freitas, Luis Fernando Verissimo, Fernando Henrique Cardoso, Antonio Carlos Magalhães, Paulo Maluf, Olavo de Carvalho, Bruno Tolentino, Brazilian television, cinema, best films of 1997, Marcel Ophuls, Yasujiro Ozu, Al Pacino, Éric Rohmer, Wim Wenders, Chris Marker, David Lynch, Abbas Kiarostami, Luis Buñuel, Michelangelo Antonioni, Stanley Kubrick, Alain Resnais, Pier Paolo Pasolini, Alfred Hitchcock, François Truffaut, Billy Wilder, Jacques Tourneur, film criticism, cinephilia, Brazilian culture and Brazilian avant garde.


Inglês

Balaio Incomun, Folha Porreta, XII 1032, fourth edition, publication by Moacy Cirne dated December 30, 1997.

Dimensions: 13 x 8,5 in