Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 932, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 18 de março de 1997, constitui um importante documento da produção crítica, literária e cultural do poeta, ensaísta e pesquisador brasileiro ligado ao Poema Processo.
Moacy Cirne
Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede
Acervo: 04311
Data: 18 de Março de 1997
Dimensões: 33 x 21,5 cm
Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomun, Folha Porreta, XI 932, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 18 de março de 1997, constitui um importante documento da produção crítica, literária e cultural do poeta, ensaísta e pesquisador brasileiro ligado ao Poema Processo. A folha combina reflexão filosófica, comentário político e crítica musical, revelando a amplitude dos interesses intelectuais de Cirne e sua maneira característica de aproximar poesia, pensamento, música popular, jazz e repertório erudito.A edição abre com uma referência a Gaston Bachelard extraída de O Direito de Sonhar, publicado em São Paulo pela Difel em 1985. Moacy Cirne recupera o pensamento de Bachelard sobre Claude Monet e sobre a força transformadora da arte, estabelecendo um horizonte poético para a página. Imediatamente depois aparece uma breve intervenção de caráter político sobre o escândalo dos precatórios, demonstrando como o Balaio Incomun transitava livremente entre filosofia, estética, crítica social, política e vida cotidiana.A parte central do documento tem o título Para Uma Discografia Amorosamente Porreta, identificada como a primeira parte de uma série de dezesseis. Moacy Cirne apresenta uma seleção pessoal de gravações consideradas fundamentais, sem pretensão de formular um cânone de crítica musical. O conjunto evidencia seu interesse por Johann Sebastian Bach, Franz Schubert, John Coltrane, Miles Davis, Antonio Vivaldi, Pixinguinha, Radamés Gnattali, Jacob do Bandolim, chorinho, jazz e música erudita.Entre as primeiras recomendações estão os Concertos de Brandemburgo de Johann Sebastian Bach, em gravação da Teldec sob regência de Nikolaus Harnoncourt com o Concentus Musicus Wien. Cirne destaca os seis concertos compostos entre 1718 e 1721 e menciona também interpretações conduzidas por Trevor Pinnock com The English Concert e Yehudi Menuhin com a Bath Festival Orchestra. A presença de diferentes versões de uma mesma obra revela o interesse do autor pela interpretação musical e pela comparação entre registros fonográficos.Na sequência aparecem as Sinfonias 3, 5 e 8, Inacabada, de Franz Schubert, também em edição da Teldec, interpretadas por Nikolaus Harnoncourt e a Royal Concertgebouw Orchestra. Cirne recorda ainda outras interpretações de Schubert por Giuseppe Sinopoli com a Philharmonia Orchestra, Harnoncourt com a Wiener Symphoniker e Otto Klemperer com a Philharmonia Orchestra, ampliando a dimensão histórica e comparativa de sua discografia.O jazz ocupa posição central na seleção. A Love Supreme, de John Coltrane, lançado pela Impulse e gravado em 9 de dezembro de 1964, é apresentado como uma das obras fundamentais do jazz e da música ocidental do século XX. Moacy Cirne menciona as partes Acknowledgement, Resolution, Pursuance e Psalm, reconhecendo no álbum uma realização de excepcional importância artística.Kind of Blue, de Miles Davis, lançado pela Columbia e gravado em 1959, aparece como outra obra essencial. Cirne registra composições como So What, Freddie Freeloader, Blue in Green, All Blues e Flamenco Sketches e destaca a participação de músicos como John Coltrane, Bill Evans e Cannonball Adderley. O álbum é apresentado como um marco histórico do jazz e como exemplo da dimensão coletiva dessa música.A aproximação entre tradição erudita europeia e música brasileira aparece de maneira particularmente significativa em Vivaldi e Pixinguinha, de Radamés Gnattali e Camerata Carioca, registro da Finarte realizado em 1980. Cirne valoriza o diálogo entre Antonio Vivaldi e Pixinguinha, colocando lado a lado repertórios de diferentes origens. O texto menciona ainda Hermínio Bello de Carvalho, Anacleto de Medeiros, Henrique Alves de Mesquita e Joel Nascimento, evidenciando a importância do choro e da história instrumental brasileira dentro de sua seleção.Outro destaque é Vibrações, de Jacob do Bandolim, em edição BMG RCA, gravado em 1970 com acompanhamento do Época de Ouro. Cirne considera o disco uma obra rara da música brasileira e cita composições associadas a Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Benedito Lacerda, Luiz Americano e Ernesto Nazareth. A presença de Jacob do Bandolim ao lado de Bach, Schubert, Coltrane e Miles Davis demonstra que a discografia de Moacy Cirne não estabelece hierarquias rígidas entre música popular e música erudita.Ao final, uma nota esclarece a metodologia da série. Moacy Cirne afirma que a relação, projetada para cem discos, basicamente CDs, não pretende constituir uma seleção de crítico musical, mas sim a escolha afetiva de um apaixonado por jazz, chorinho e música erudita. Nos clássicos, diante da existência de várias interpretações, opta por escolhas pessoais e emocionais, condicionadas também por seu conhecimento das obras. Cirne informa ainda que procuraria evitar coletâneas e antologias sempre que possível.Balaio Incomun XI 932 constitui assim uma fonte documental relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Poema Processo, poesia experimental brasileira, crítica cultural, história da música, discografia, jazz, choro, música clássica, música instrumental brasileira e circulação cultural no Rio de Janeiro na década de 1990. O documento relaciona Gaston Bachelard, Claude Monet, Johann Sebastian Bach, Nikolaus Harnoncourt, Trevor Pinnock, Yehudi Menuhin, Franz Schubert, Giuseppe Sinopoli, Otto Klemperer, John Coltrane, Miles Davis, Bill Evans, Cannonball Adderley, Antonio Vivaldi, Pixinguinha, Radamés Gnattali, Camerata Carioca, Hermínio Bello de Carvalho, Anacleto de Medeiros, Henrique Alves de Mesquita, Joel Nascimento, Jacob do Bandolim, Época de Ouro, Benedito Lacerda, Luiz Americano e Ernesto Nazareth, formando um amplo mapa de referências musicais, literárias, filosóficas e culturais.Salsa text in EnglishBalaio Incomun, Folha Porreta, XI 932, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on March 18, 1997, is an important document of the critical, literary and cultural production of the Brazilian poet, essayist and researcher associated with Poema Processo. The sheet combines philosophical reflection, political commentary and music criticism, revealing the broad range of Cirne's intellectual interests and his characteristic way of connecting poetry, thought, popular music, jazz and the classical repertoire.The issue opens with a reference to Gaston Bachelard taken from O Direito de Sonhar, published in São Paulo by Difel in 1985. Moacy Cirne evokes Bachelard's reflections on Claude Monet and the transformative power of art, establishing a poetic and philosophical framework for the page. This is immediately followed by a brief political comment concerning the Brazilian precatórios scandal, demonstrating how Balaio Incomun moved freely between philosophy, aesthetics, social criticism, politics and everyday life.The central section is entitled Para Uma Discografia Amorosamente Porreta and is identified as the first part of a sixteen part series. Moacy Cirne presents a personal selection of recordings that he considered essential without claiming to establish a formal canon of music criticism. The selection reveals his interest in Johann Sebastian Bach, Franz Schubert, John Coltrane, Miles Davis, Antonio Vivaldi, Pixinguinha, Radamés Gnattali, Jacob do Bandolim, Brazilian choro, jazz and classical music.Among the first recommendations are the Brandenburg Concertos by Johann Sebastian Bach in the Teldec recording conducted by Nikolaus Harnoncourt with Concentus Musicus Wien. Cirne refers to the six concertos composed between 1718 and 1721 and also recommends interpretations by Trevor Pinnock with The English Concert and Yehudi Menuhin with the Bath Festival Orchestra. The comparison of different recordings reveals his interest in musical interpretation as well as the works themselves.The selection continues with Symphonies 3, 5 and 8, the Unfinished Symphony, by Franz Schubert, in a Teldec recording conducted by Nikolaus Harnoncourt with the Royal Concertgebouw Orchestra. Cirne also refers to recordings by Giuseppe Sinopoli with the Philharmonia Orchestra, Harnoncourt with the Wiener Symphoniker and Otto Klemperer with the Philharmonia Orchestra, expanding the historical and comparative dimension of his discography.Jazz occupies a central position in the selection. A Love Supreme by John Coltrane, released by Impulse and recorded on December 9, 1964, is presented as one of the major achievements of jazz and twentieth century Western music. Moacy Cirne identifies its sections Acknowledgement, Resolution, Pursuance and Psalm and emphasizes the exceptional artistic importance of the album.Kind of Blue by Miles Davis, released by Columbia and recorded in 1959, appears as another essential recording. Cirne mentions So What, Freddie Freeloader, Blue in Green, All Blues and Flamenco Sketches and highlights musicians including John Coltrane, Bill Evans and Cannonball Adderley. The album is treated as a historic jazz landmark and as a powerful example of collective musical creation.The dialogue between European classical tradition and Brazilian music is especially evident in Vivaldi e Pixinguinha by Radamés Gnattali and Camerata Carioca, a Finarte recording made in 1980. Cirne values the encounter between Antonio Vivaldi and Pixinguinha and places different musical traditions within the same field of appreciation. The text also mentions Hermínio Bello de Carvalho, Anacleto de Medeiros, Henrique Alves de Mesquita and Joel Nascimento, reinforcing the importance of choro and Brazilian instrumental music within the selection.Another important entry is Vibrações by Jacob do Bandolim, released by BMG RCA and recorded in 1970 with Época de Ouro. Cirne considers the recording an important achievement of Brazilian music and cites compositions associated with Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Benedito Lacerda, Luiz Americano and Ernesto Nazareth. The presence of Jacob do Bandolim alongside Bach, Schubert, Coltrane and Miles Davis demonstrates Cirne's refusal to establish rigid hierarchies between popular and classical music.A final note explains the methodology behind the series. Moacy Cirne states that the projected selection of one hundred recordings, primarily CDs, is not intended as the work of a professional music critic but as the personal choice of someone deeply passionate about jazz, choro and classical music. When several interpretations of classical works were available, he chose according to personal and emotional criteria as well as his knowledge of the compositions. He also states that compilations and anthologies would be avoided whenever possible.Balaio Incomun XI 932 is therefore a significant primary source for research on Moacy Cirne, Poema Processo, Brazilian experimental poetry, cultural criticism, music history, discography, jazz, choro, classical music, Brazilian instrumental music and the cultural environment of Rio de Janeiro during the 1990s. The document connects Gaston Bachelard, Claude Monet, Johann Sebastian Bach, Nikolaus Harnoncourt, Trevor Pinnock, Yehudi Menuhin, Franz Schubert, Giuseppe Sinopoli, Otto Klemperer, John Coltrane, Miles Davis, Bill Evans, Cannonball Adderley, Antonio Vivaldi, Pixinguinha, Radamés Gnattali, Camerata Carioca, Hermínio Bello de Carvalho, Anacleto de Medeiros, Henrique Alves de Mesquita, Joel Nascimento, Jacob do Bandolim, Época de Ouro, Benedito Lacerda, Luiz Americano and Ernesto Nazareth within a broad network of musical, literary, philosophical and cultural references.
Texto de observação em portuguêsDocumento datilografado identificado como Balaio Incomun, XI 932, Folha Porreta, de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 18 de março de 1997. A página reúne filosofia, comentário político e uma extensa seleção musical. No início aparece uma referência a Gaston Bachelard, retirada do livro O Direito de Sonhar, edição Difel, São Paulo, 1985, página 7, relacionada ao pintor Claude Monet e à capacidade da arte de conduzir às forças de beleza que transformam o mundo.Logo abaixo, Moacy Cirne faz breve referência ao escândalo dos precatórios, inserindo uma observação política contemporânea antes do núcleo principal da edição.O texto central, Para Uma Discografia Amorosamente Porreta, aparece identificado como parte 1 de 16 e inaugura uma seleção projetada de cem discos. Entre os registros apresentados estão os Concertos de Brandemburgo de Johann Sebastian Bach pela Teldec, com Nikolaus Harnoncourt e Concentus Musicus Wien, além de referências às versões de Trevor Pinnock com The English Concert e Yehudi Menuhin com a Bath Festival Orchestra.Também são apresentadas as Sinfonias 3, 5 e 8 de Franz Schubert, incluindo a Sinfonia Inacabada de 1822, em interpretação de Nikolaus Harnoncourt com a Royal Concertgebouw Orchestra. Moacy Cirne cita ainda Giuseppe Sinopoli e a Philharmonia Orchestra, Harnoncourt e a Wiener Symphoniker, e Otto Klemperer com a Philharmonia Orchestra como referências interpretativas.No campo do jazz são destacados A Love Supreme, de John Coltrane, gravado em 9 de dezembro de 1964 e lançado pela Impulse, com as partes Acknowledgement, Resolution, Pursuance e Psalm, e Kind of Blue, de Miles Davis, gravação de 1959 pela Columbia, com So What, Freddie Freeloader, Blue in Green, All Blues e Flamenco Sketches. O texto registra ainda a participação de John Coltrane, Bill Evans e Cannonball Adderley.A música brasileira é representada por Vivaldi e Pixinguinha, de Radamés Gnattali com a Camerata Carioca, gravação da Finarte realizada em 1980, estabelecendo um diálogo entre Antonio Vivaldi, Pixinguinha e o universo do choro. São mencionados Hermínio Bello de Carvalho, Anacleto de Medeiros, Henrique Alves de Mesquita e Joel Nascimento.Vibrações, de Jacob do Bandolim, gravação de 1970 em edição BMG RCA, com acompanhamento do conjunto Época de Ouro, completa a seleção desta página. O repertório citado envolve referências a Pixinguinha, Benedito Lacerda, Luiz Americano e Ernesto Nazareth, situando Jacob do Bandolim dentro de uma ampla tradição da música instrumental brasileira.Na nota final, Moacy Cirne explica que a seleção de cem discos não pretende constituir crítica musical especializada. Trata se de uma escolha pessoal e afetiva de um apaixonado por jazz, chorinho e música erudita. Para obras clássicas com múltiplas gravações disponíveis, o autor adota critérios emocionais e pessoais, condicionados por seu conhecimento das obras, e informa que procurará evitar coletâneas e antologias.Documento relevante para catalogação e pesquisa sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Poema Processo, poesia experimental, crítica cultural, crítica musical, discografia, jazz, choro, música erudita, música instrumental brasileira, Gaston Bachelard, Claude Monet, Johann Sebastian Bach, Franz Schubert, John Coltrane, Miles Davis, Antonio Vivaldi, Pixinguinha, Radamés Gnattali e Jacob do Bandolim. A folha demonstra a abrangência intelectual de Moacy Cirne e registra as relações entre literatura, filosofia, política, poesia e música que atravessam sua produção independente.Observation text in EnglishTypewritten document identified as Balaio Incomun, XI 932, Folha Porreta, by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, March 18, 1997. The page combines philosophy, political commentary and an extensive personal selection of music recordings. It opens with a reference to Gaston Bachelard taken from O Direito de Sonhar, Difel, São Paulo, 1985, page 7, concerning painter Claude Monet and the capacity of art to connect human experience with forces of beauty capable of transforming the world.Immediately afterward, Moacy Cirne makes a brief reference to the Brazilian precatórios scandal, introducing a contemporary political observation before the main musical section.The principal text, Para Uma Discografia Amorosamente Porreta, is identified as part 1 of 16 and begins a projected selection of one hundred recordings. Entries include the Brandenburg Concertos by Johann Sebastian Bach on Teldec with Nikolaus Harnoncourt and Concentus Musicus Wien, together with references to recordings by Trevor Pinnock with The English Concert and Yehudi Menuhin with the Bath Festival Orchestra.The page also includes Symphonies 3, 5 and 8 by Franz Schubert, including the Unfinished Symphony of 1822, performed by Nikolaus Harnoncourt with the Royal Concertgebouw Orchestra. Moacy Cirne also cites interpretations by Giuseppe Sinopoli with the Philharmonia Orchestra, Harnoncourt with the Wiener Symphoniker and Otto Klemperer with the Philharmonia Orchestra.Jazz is represented by A Love Supreme by John Coltrane, recorded on December 9, 1964 and released by Impulse, with the sections Acknowledgement, Resolution, Pursuance and Psalm, and by Kind of Blue by Miles Davis, recorded in 1959 for Columbia, featuring So What, Freddie Freeloader, Blue in Green, All Blues and Flamenco Sketches. The document also mentions John Coltrane, Bill Evans and Cannonball Adderley.Brazilian music is represented by Vivaldi e Pixinguinha by Radamés Gnattali with Camerata Carioca, a Finarte recording made in 1980, establishing a dialogue between Antonio Vivaldi, Pixinguinha and the tradition of Brazilian choro. Hermínio Bello de Carvalho, Anacleto de Medeiros, Henrique Alves de Mesquita and Joel Nascimento are also mentioned.Vibrações by Jacob do Bandolim, recorded in 1970 and issued by BMG RCA with Época de Ouro, completes the group discussed on this page. The repertoire includes references to Pixinguinha, Benedito Lacerda, Luiz Americano and Ernesto Nazareth, positioning Jacob do Bandolim within the wider history of Brazilian instrumental music.In the concluding note, Moacy Cirne explains that the projected selection of one hundred recordings is not intended as specialized music criticism. It represents the personal and emotional choices of someone passionate about jazz, choro and classical music. In the case of classical works with many available interpretations, Cirne chooses according to personal preference and his knowledge of the compositions and indicates that compilations and anthologies would generally be avoided.The document is especially relevant for cataloguing and research on Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Poema Processo, experimental poetry, cultural criticism, music criticism, discography, jazz, choro, classical music, Brazilian instrumental music, Gaston Bachelard, Claude Monet, Johann Sebastian Bach, Franz Schubert, John Coltrane, Miles Davis, Antonio Vivaldi, Pixinguinha, Radamés Gnattali and Jacob do Bandolim. It demonstrates the breadth of Moacy Cirne's intellectual interests and documents the intersections among literature, philosophy, politics, poetry and music throughout his independent production.
Inglês
Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 932, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on March 18, 1997, is an important document of the critical, literary and cultural production of the Brazilian poet, essayist and researcher associated with Poema Processo
Dimensions: 13 x 8,5 in
