Home Acervo Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 944, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 25 de abril de 1997, integra o conjunto de edições comemorativas dedicadas aos trinta anos do Poema Processo.

Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 944, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 25 de abril de 1997, integra o conjunto de edições comemorativas dedicadas aos trinta anos do Poema Processo.

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04323

Data: 25 de Abril de 1997

Dimensões: 33 x 21,5 cm

Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomun, Folha Porreta, XI 944, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 25 de abril de 1997, integra o conjunto de edições comemorativas dedicadas aos trinta anos do Poema Processo. A inscrição 1967 1997: 30 Anos de Poema Processo aparece na parte superior da folha e situa explicitamente o documento dentro da recuperação histórica realizada por Moacy Cirne três décadas após o surgimento do movimento.A página possui caráter essencialmente visual. Em lugar de um texto crítico ou ensaístico extenso, apresenta uma grande composição gráfica em preto e branco acompanhada da inscrição Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi. A relação entre título, imagem e disposição espacial transforma a própria folha em objeto de leitura visual, aproximando Balaio Incomun dos procedimentos históricos do Poema Processo e da poesia experimental brasileira.A composição ocupa principalmente a metade inferior e a região direita da página. É formada por grande quantidade de linhas curvas, espirais, faixas paralelas, ondulações, arabescos e pequenas estruturas ornamentais que se articulam em uma massa gráfica irregular. As formas apresentam diferentes escalas e densidades e criam sucessivos núcleos visuais que parecem crescer, dobrar se, repetir se e transformar se.A organização não obedece a uma estrutura tipográfica convencional. Os elementos gráficos avançam diagonalmente pela superfície e produzem um campo dinâmico de tensões entre áreas densamente preenchidas e extensos espaços brancos. Essa oposição entre vazio e concentração gráfica é parte fundamental da leitura da obra e amplia sua dimensão espacial.Diversos fragmentos apresentam linhas paralelas que acompanham movimentos circulares e espiralados. Em outros pontos aparecem padrões semelhantes a ondas, volutas e estruturas orgânicas. O conjunto produz uma imagem simultaneamente abstrata e sugestiva, na qual podem ser percebidas aproximações com formas vegetais, corporais, arquitetônicas ou ornamentais sem que uma interpretação figurativa única seja determinada.O título Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi introduz uma dimensão temporal na composição. A palavra movimento pode ser entendida visualmente na sucessão, expansão e deslocamento das linhas, mas também aproxima a obra de uma ideia musical de organização em movimentos. A designação terceiro sugere a existência de uma sequência ou série, embora a folha apresentada não forneça informações adicionais sobre outros movimentos.A dedicatória ou referência a Leopardo Antonozzi constitui um dado importante para a indexação do documento. O nome aparece integrado ao título e deve ser preservado na catalogação exatamente de acordo com a grafia presente na folha. A página estabelece assim uma relação direta entre a composição visual comemorativa e Leopardo Antonozzi, tornando esse nome parte da estrutura documental da obra.A opção por uma página quase inteiramente visual é coerente com a história do Poema Processo. Desde 1967, o movimento ampliou as possibilidades do poema para além da palavra linear, utilizando signos, imagens, estruturas gráficas, sequências, códigos, objetos, processos e participação perceptiva. Nesta edição de 1997, a celebração dos trinta anos acontece não apenas por meio de uma referência textual ao movimento, mas pela própria construção visual da página.O contraste entre o cabeçalho datilografado, a inscrição comemorativa e a grande massa gráfica produz também uma relação entre documento, publicação independente e obra visual. Balaio Incomun funciona simultaneamente como veículo de circulação cultural, espaço de memória e suporte de experimentação poética.A edição XI 944 possui especial importância dentro da sequência de Balaio Incomun dedicada aos trinta anos do Poema Processo em 1997. Nas páginas anteriores, Moacy Cirne recuperou obras, autores, datas e propostas históricas do movimento. Neste número, a ênfase desloca se para a força autônoma da imagem, reforçando a continuidade da pesquisa visual e gráfica associada à experiência do Poema Processo.Balaio Incomun XI 944 constitui fonte primária relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Poema Processo, 1967, 1997, 30 anos de Poema Processo, Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi, Leopardo Antonozzi, poesia visual brasileira, poesia experimental, poema processo, arte gráfica, composição visual, linguagem visual, signo, estrutura, movimento, serialidade, espacialidade, abstração, experimentação gráfica, publicação independente e história das vanguardas brasileiras.Salsa text in EnglishBalaio Incomun, Folha Porreta, XI 944, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on April 25, 1997, belongs to the group of commemorative issues dedicated to the thirtieth anniversary of Poema Processo. The inscription 1967 1997: 30 Anos de Poema Processo appears at the top of the sheet and explicitly places the document within the historical recovery undertaken by Moacy Cirne three decades after the emergence of the movement.The page is essentially visual in character. Instead of an extensive critical or essayistic text, it presents a large black and white graphic composition accompanied by the inscription Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi. The relationship between title, image and spatial organization transforms the sheet itself into an object of visual reading and brings Balaio Incomun close to the historical procedures of Poema Processo and Brazilian experimental poetry.The composition occupies mainly the lower half and right portion of the page. It consists of numerous curved lines, spirals, parallel bands, undulations, arabesques and small ornamental structures articulated into an irregular graphic mass. The forms appear in different scales and densities and create successive visual centers that seem to grow, fold, repeat and transform.The organization does not follow a conventional typographic structure. The graphic elements advance diagonally across the surface and create a dynamic field of tension between densely occupied areas and large white spaces. This opposition between emptiness and graphic concentration becomes a fundamental aspect of the work and strengthens its spatial dimension.Several fragments contain parallel lines that follow circular and spiral movements. Other areas display patterns resembling waves, volutes and organic structures. The resulting image is simultaneously abstract and suggestive, allowing associations with vegetal, bodily, architectural or ornamental forms without establishing a single figurative interpretation.The title Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi introduces a temporal dimension into the composition. The word movement can be understood visually through the succession, expansion and displacement of lines, while also suggesting a musical conception organized into movements. The designation third suggests the existence of a sequence or series, although the sheet itself does not provide further information concerning other movements.The dedication or reference to Leopardo Antonozzi is an important element for indexing the document. The name is incorporated directly into the title and should be preserved in cataloguing according to the spelling visible on the sheet. The page therefore establishes a direct relationship between the commemorative visual composition and Leopardo Antonozzi, making the name part of the documentary structure of the work.The decision to create an almost entirely visual page is consistent with the history of Poema Processo. Beginning in 1967, the movement expanded the possibilities of poetry beyond linear verbal language through signs, images, graphic structures, sequences, codes, objects, processes and perceptual participation. In this 1997 issue, the thirtieth anniversary is celebrated not only through a textual reference to the movement but through the visual construction of the page itself.The contrast between the typewritten heading, the commemorative inscription and the large graphic mass also creates a relationship among document, independent publication and visual artwork. Balaio Incomun functions simultaneously as a vehicle for cultural circulation, a space of memory and a support for poetic experimentation.Issue XI 944 has particular significance within the sequence of Balaio Incomun devoted to the thirtieth anniversary of Poema Processo in 1997. In previous sheets, Moacy Cirne recovered historical works, authors, dates and proposals associated with the movement. In this issue, emphasis shifts toward the autonomous force of the image, reinforcing the continuity of visual and graphic research associated with Poema Processo.Balaio Incomun XI 944 is an important primary source for research on Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Poema Processo, 1967, 1997, 30 years of Poema Processo, Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi, Leopardo Antonozzi, Brazilian visual poetry, experimental poetry, process poetry, graphic art, visual composition, visual language, sign, structure, movement, seriality, spatial organization, abstraction, graphic experimentation, independent publishing and the history of Brazilian avant garde movements.

Texto de observação em portuguêsDocumento identificado como Balaio Incomun, XI 944, Folha Porreta, de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 25 de abril de 1997. No alto da folha aparece a inscrição 1967 1997: 30 Anos de Poema Processo, indicando que a peça integra diretamente as comemorações realizadas três décadas depois do surgimento do movimento.A página possui estrutura predominantemente visual. O principal elemento é uma grande composição gráfica em preto e branco acompanhada do título Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi. Não existe na folha um texto explicativo extenso sobre a origem da imagem, de modo que a descrição catalográfica deve privilegiar os elementos efetivamente visíveis no documento.A composição apresenta linhas curvas, espirais, arabescos, faixas paralelas, padrões ondulados, pequenas figuras ornamentais e zonas de alta densidade gráfica. Os elementos aparecem conectados em diferentes direções e produzem uma estrutura irregular que se expande principalmente de forma diagonal pela página.Uma das características mais evidentes é o contraste entre a grande área branca da parte superior e esquerda e a concentração gráfica da metade inferior e direita. O vazio funciona como componente estrutural da obra e faz com que a massa visual pareça avançar ou crescer dentro da superfície.As linhas paralelas acompanham numerosas curvas e espirais, produzindo efeitos de repetição, ritmo e movimento. Algumas configurações lembram ondas ou volutas. Outras apresentam estruturas mais orgânicas e fragmentadas. A ausência de uma figura central única favorece uma leitura aberta e progressiva.O título Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi encontra se acima da imagem principal. A expressão terceiro movimento pode indicar uma obra pertencente a uma sequência ou série e também introduz uma possível associação entre estrutura visual, temporalidade e organização musical. O documento apresentado não informa quais seriam os demais movimentos.O nome Leopardo Antonozzi constitui informação documental importante porque aparece diretamente no título da composição. Sua presença deve ser mantida como termo de indexação associado ao documento e ao conjunto comemorativo do Poema Processo.A folha não apresenta uma legenda que atribua de maneira inequívoca a autoria da composição visual a uma pessoa diferente de Moacy Cirne. Portanto, deve se evitar atribuir a obra a outro artista sem documentação complementar. A descrição segura identifica Moacy Cirne como responsável pelo Balaio Incomun e registra Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi como título ou inscrição presente na página.A edição constitui exemplo significativo de leitura não linear. Não há percurso verbal estabelecido para o observador. O sentido é construído pela relação entre linhas, formas, ritmos, espaços vazios, repetições e densidades. Esse procedimento aproxima a folha das pesquisas históricas do Poema Processo sobre linguagem visual, signo, estrutura e espacialidade.A data de 25 de abril de 1997 e a inscrição comemorativa fazem de XI 944 documento relevante para reconstruir a sequência de homenagens de Moacy Cirne aos trinta anos do Poema Processo. A publicação demonstra a permanência da linguagem visual como instrumento de memória e atualização do movimento.Peça relevante para indexação de Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 944, 25 de abril de 1997, Rio de Janeiro, 1967 1997, 30 anos de Poema Processo, Poema Processo, Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi, Leopardo Antonozzi, poesia visual, poesia experimental brasileira, arte gráfica, composição gráfica, linguagem visual, abstração, linhas, espirais, arabescos, serialidade, movimento, ritmo, espaço, signo, experimentação visual, publicação independente e memória das vanguardas brasileiras.Observation text in EnglishDocument identified as Balaio Incomun, XI 944, Folha Porreta, by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, April 25, 1997. At the top of the sheet appears the inscription 1967 1997: 30 Anos de Poema Processo, indicating that the piece directly belongs to the commemorations held three decades after the emergence of the movement.The page has a predominantly visual structure. Its principal element is a large black and white graphic composition accompanied by the title Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi. The sheet does not contain an extensive explanatory text concerning the origin of the image, so cataloguing should prioritize the elements that are clearly visible in the document.The composition contains curved lines, spirals, arabesques, parallel bands, undulating patterns, small ornamental figures and areas of high graphic density. These elements are connected in different directions and create an irregular structure that expands mainly diagonally across the page.One of its most evident characteristics is the contrast between the large white area in the upper and left sections and the dense graphic concentration occupying the lower and right portions. Empty space functions as a structural component and makes the visual mass appear to advance or grow across the surface.Parallel lines follow numerous curves and spirals, producing effects of repetition, rhythm and movement. Some configurations resemble waves or volutes, while others appear more organic and fragmented. The absence of a single central figure encourages an open and progressive reading.The title Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi appears above the principal image. The expression third movement may indicate a work belonging to a sequence or series and may also introduce a relationship among visual structure, temporality and musical organization. The document itself does not identify the other possible movements.The name Leopardo Antonozzi is important documentary information because it appears directly in the title of the composition. It should therefore be maintained as an indexing term associated with the document and with the commemorative Poema Processo series.The sheet does not contain a caption that unequivocally attributes the graphic composition to a person other than Moacy Cirne. For this reason, the work should not be attributed to another artist without additional documentation. A secure description identifies Moacy Cirne as responsible for Balaio Incomun and records Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi as the title or inscription present on the page.The issue is a significant example of nonlinear reading. There is no fixed verbal sequence for the viewer to follow. Meaning emerges through relationships among lines, forms, rhythms, empty spaces, repetitions and varying densities. This procedure connects the sheet with historical Poema Processo investigations into visual language, signs, structure and spatial organization.The date April 25, 1997 and the commemorative inscription make XI 944 an important document for reconstructing the sequence of tributes organized by Moacy Cirne for the thirtieth anniversary of Poema Processo. The publication demonstrates the continuing role of visual language as an instrument for both preserving and reactivating the memory of the movement.This piece is highly relevant for indexing Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 944, April 25 1997, Rio de Janeiro, 1967 1997, 30 years of Poema Processo, Poema Processo, Terceiro Movimento para Leopardo Antonozzi, Leopardo Antonozzi, visual poetry, Brazilian experimental poetry, graphic art, graphic composition, visual language, abstraction, lines, spirals, arabesques, seriality, movement, rhythm, space, sign, visual experimentation, independent publishing and the memory of Brazilian avant garde movements.


Inglês

Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 944, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on April 25, 1997, belongs to the group of commemorative issues dedicated to the thirtieth anniversary of Poema Processo.

Dimensions: 13 x 8,5 in

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