Balaio Incomun, Folha Porreta, XII 1023, edição Extra, publicação de Moacy Cirne, datada de 20 de novembro de 1997
Moacy Cirne
Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede
Acervo: 04372
Data: 20 de novembro de 1997
Dimensões: 33 x 21,5 cm
Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomun, Folha Porreta, XII 1023, edição Extra, publicação de Moacy Cirne, datada de 20 de novembro de 1997. O exemplar reúne reflexão sobre conflitos internos no ambiente universitário, comentário sobre liberdade de expressão e censura musical, registro de expressões da gíria carioca dos anos 1940, homenagem ao Dia da Consciência Negra e divulgação de espetáculo dedicado ao poeta popular Chico Doido de Caicó. A folha demonstra novamente o caráter múltiplo do Balaio Incomun como publicação independente ligada à crítica cultural, política, universidade, linguagem, música, memória popular e poesia.O texto de abertura, Um preocupante clima inamistoso, aborda tensões decorrentes de uma eleição para a chefia de Departamento no ambiente universitário. Moacy Cirne registra a existência de um clima que considera preocupante e lamentável, envolvendo professores e colegas. O autor observa que uma atmosfera de desconfiança teria se instalado entre pessoas que deveriam estar unidas na defesa de uma universidade cada vez mais democrática, com ensino gratuito e de qualidade.A reflexão rejeita a transformação das diferenças acadêmicas e políticas em hostilidade pessoal. Cirne afirma esperar que não existam motivos políticos ou acadêmicos capazes de paralisar o diálogo e utiliza a expressão popular quem com desconfiança fere, com desconfiança será ferido para sintetizar sua crítica. O texto constitui fonte relevante para estudos sobre relações institucionais, política universitária, eleições departamentais, convivência acadêmica e defesa da universidade pública brasileira nos anos 1990.A identificação editorial registra Balaio Incomun, Folha Porreta, Moacy Cirne, XII 1023, edição Extra, 20 de novembro de 1997.Na seção Planeta Hemp é uma droga, Moacy Cirne comenta a prisão do grupo brasileiro Planet Hemp. O texto critica musicalmente a banda, mas ao mesmo tempo rejeita sua prisão, defendendo a liberdade de expressão. Cirne considera injustificável o encarceramento do conjunto e afirma que a questão deveria ser tratada no campo da crítica cultural, e não da repressão policial. O comentário menciona maconha, álcool e cigarro para discutir contradições sociais relacionadas à criminalização de determinadas drogas e à tolerância de outras substâncias.O posicionamento é particularmente significativo porque diferencia gosto artístico de defesa de direitos civis. Mesmo expressando avaliação negativa sobre a produção musical do Planet Hemp, Cirne se posiciona contra a prisão do grupo. O registro documenta debates brasileiros dos anos 1990 sobre censura, liberdade artística, rock, drogas, repressão policial e cultura jovem.Grande parte da página é ocupada pela seção Gíria Carioca dos Anos 40, uma extensa relação de palavras e expressões acompanhadas por seus significados. Entre os verbetes aparecem expressões como acender a lamparina, afinar, almoço de assovio, azeiteiro, barata, boi na linha, bufosa, caganifância, caju, candide, canto do sereno, catedrático, chlá de buço, doutor, dolorosa, engolidora, esbórnia, gregório, holofote, lanfranhudo, lunfa, maracujá de gaveta, movimentada, ovo atravessado, palavra molhada, relatório, rio comprido, sabão, sete virtudes, sorvete, tangomanga, teimosa, tinguê, trinta e um, turumbamba, turuna, umbigo, veneziana, viúvo e zunir.As definições registram diferentes campos semânticos ligados à vida urbana, crime, polícia, bebida, alimentação, dinheiro, comportamento social, relações amorosas e cotidiano carioca. A lista aparece atribuída a Raul Pederneiras e vinculada ao ano de 1946, com referência à publicação Rio de Janeiro em prosa e verso, organizada por Bandeira e Drummond, Rio, 1965. A seção possui elevado interesse para pesquisas sobre história da língua portuguesa no Brasil, cultura urbana, léxico popular, sociolinguística, memória carioca e literatura brasileira.Na parte inferior, a seção Dia da Consciência Negra registra homenagem ao dia de Zumbi. Moacy Cirne apresenta Zumbi como um dos maiores heróis nacionais e afirma que o Balaio homenageia aqueles que lutam por um Brasil sem preconceitos, sem miséria social e sem injustiça. O texto dirige a homenagem a brasileiros negros, brancos e mestiços, relacionando memória de Zumbi, combate ao racismo, igualdade social e identidade nacional.A seção Chico Doido de Caicó vem aí anuncia a realização de espetáculo dedicado à vida e à poesia de Chico Doido de Caicó, identificado na folha com as datas de 1922 e 1991. O texto informa que a montagem seria apresentada no Teatro Carlos Gomes, em plena Praça Tiradentes, nos dias 8 e 9 de dezembro. A realização é atribuída ao talento do ator e diretor Leon Góes.Moacy Cirne apresenta Chico Doido de Caicó como poeta norte riograndense e figura de forte ligação com a cultura popular. A divulgação relaciona sua obra a humor, irreverência, crítica social e linguagem popular. O texto também menciona nomes como Eugênio Sales, Paulo Maluf e Edir Macedo dentro do tom provocador característico da publicação.Balaio Incomun XII 1023 constitui documento relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Universidade Federal Fluminense, política universitária, universidade pública, relações departamentais, Planet Hemp, liberdade de expressão, censura musical, rock brasileiro, drogas e cultura brasileira, gíria carioca, Raul Pederneiras, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Rio de Janeiro, sociolinguística, cultura popular, Zumbi dos Palmares, Dia da Consciência Negra, combate ao racismo, Chico Doido de Caicó, Leon Góes, Teatro Carlos Gomes, Praça Tiradentes, cultura do Rio Grande do Norte, poesia popular, humor e imprensa alternativa.Salsa text in EnglishBalaio Incomun, Folha Porreta, XII 1023, Extra edition, publication by Moacy Cirne, dated November 20, 1997. The issue brings together a reflection on internal conflicts in the university environment, commentary on freedom of expression and musical censorship, a record of Rio de Janeiro slang from the 1940s, a tribute to Black Consciousness Day and the announcement of a performance devoted to the popular poet Chico Doido de Caicó. The sheet once again demonstrates the multiple character of Balaio Incomun as an independent publication connected with cultural criticism, politics, university life, language, music, popular memory and poetry.The opening text, A troubling unfriendly climate, discusses tensions resulting from an election for the leadership of a university Department. Moacy Cirne records the existence of an atmosphere that he considers troubling and regrettable, involving professors and colleagues. The author observes that an environment of distrust had developed among people who should be united in the defense of an increasingly democratic university with free and high quality education.The reflection rejects the transformation of academic and political differences into personal hostility. Cirne expresses the hope that political or academic motives will not paralyze dialogue and uses a popular saying about distrust to summarize his criticism. The text is a relevant source for studies of institutional relationships, university politics, departmental elections, academic coexistence and the defense of Brazilian public universities during the 1990s.The editorial identification records Balaio Incomun, Folha Porreta, Moacy Cirne, XII 1023, Extra edition, November 20, 1997.In the section Planet Hemp is a drug, Moacy Cirne comments on the arrest of the Brazilian group Planet Hemp. The text criticizes the band from a musical perspective while at the same time rejecting its imprisonment and defending freedom of expression. Cirne considers the detention of the group unjustifiable and argues that the matter should be addressed through cultural criticism rather than police repression. The commentary mentions marijuana, alcohol and cigarettes in order to discuss social contradictions related to the criminalization of some drugs and the tolerance of other substances.This position is particularly significant because it separates artistic taste from the defense of civil rights. Even while expressing a negative evaluation of Planet Hemp as a musical group, Cirne takes a position against its imprisonment. The document therefore records Brazilian debates of the 1990s concerning censorship, artistic freedom, rock music, drugs, police repression and youth culture.A large part of the page is occupied by the section Rio de Janeiro Slang from the 1940s, an extensive collection of words and expressions accompanied by their meanings. Among the entries are popular expressions related to eating, drinking, money, crime, police activity, social behavior, relationships and everyday life in Rio de Janeiro.The definitions cover different semantic fields linked to urban life, criminality, policing, alcohol, food, money, social behavior, romantic relations and daily life. The list is attributed to Raul Pederneiras and connected with the year 1946, with a reference to the publication Rio de Janeiro em prosa e verso, organized by Bandeira and Drummond and published in Rio in 1965. The section has strong value for research on the history of Brazilian Portuguese, urban culture, popular vocabulary, sociolinguistics, Rio de Janeiro memory and Brazilian literature.At the bottom of the page, the section Black Consciousness Day records a tribute to the day of Zumbi. Moacy Cirne presents Zumbi as one of the greatest national heroes and states that Balaio honors those who struggle for a Brazil without prejudice, social misery or injustice. The text directs this homage to Black, white and mixed race Brazilians, connecting the memory of Zumbi with the struggle against racism, social equality and national identity.The section Chico Doido de Caicó is coming announces a performance dedicated to the life and poetry of Chico Doido de Caicó, identified in the sheet with the dates 1922 and 1991. The text states that the production would be presented at Teatro Carlos Gomes in Praça Tiradentes on December 8 and 9. The performance is associated with the actor and director Leon Góes.Moacy Cirne presents Chico Doido de Caicó as a poet from Rio Grande do Norte with strong connections to popular culture. The announcement associates his work with humor, irreverence, social criticism and popular language. The text also mentions figures such as Eugênio Sales, Paulo Maluf and Edir Macedo within the provocative tone characteristic of the publication.Balaio Incomun XII 1023 is an important document for research on Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Universidade Federal Fluminense, university politics, public universities, departmental relations, Planet Hemp, freedom of expression, musical censorship, Brazilian rock, drugs and Brazilian culture, Rio de Janeiro slang, Raul Pederneiras, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Rio de Janeiro, sociolinguistics, popular culture, Zumbi dos Palmares, Black Consciousness Day, the struggle against racism, Chico Doido de Caicó, Leon Góes, Teatro Carlos Gomes, Praça Tiradentes, culture of Rio Grande do Norte, popular poetry, humor and alternative publishing.
Texto de observação em portuguêsExemplar do Balaio Incomun, Folha Porreta, número XII 1023, edição Extra, de Moacy Cirne, datado de 20 de novembro de 1997. A publicação apresenta grande diversidade temática e documental, reunindo universidade, política institucional, liberdade de expressão, rock brasileiro, repressão policial, história da linguagem popular carioca, memória afro brasileira, poesia norte riograndense e divulgação teatral.O texto Um preocupante clima inamistoso registra um conflito relacionado à eleição para a chefia de um Departamento universitário. A folha documenta tensões internas entre professores e manifesta preocupação com o crescimento da desconfiança dentro do ambiente acadêmico. Cirne afirma que os participantes deveriam estar unidos em torno da defesa de uma universidade democrática, pública, gratuita e de qualidade.Esse conteúdo possui importância para pesquisas sobre a atuação universitária de Moacy Cirne e sobre a Universidade Federal Fluminense durante os anos 1990. Também permite compreender como questões administrativas e eleitorais eram tratadas dentro do Balaio Incomun como assuntos políticos e éticos, e não apenas burocráticos.A seção dedicada ao Planet Hemp registra um episódio significativo da história cultural brasileira dos anos 1990. Moacy Cirne manifesta forte crítica estética à banda, mas rejeita a prisão de seus integrantes. Dessa forma, o documento diferencia claramente a avaliação de uma produção musical da defesa da liberdade de expressão e da oposição à censura e à repressão.O texto também apresenta reflexão sobre a política brasileira de drogas ao comparar maconha, álcool e cigarro. A passagem é relevante para estudos sobre Planet Hemp, Marcelo D2, rock brasileiro, cultura jovem, liberdade artística, criminalização da maconha, censura, polícia e debates públicos sobre drogas no Brasil.A seção Gíria Carioca dos Anos 40 é um dos elementos documentais mais relevantes do exemplar. A extensa lista conserva vocabulário e expressões populares ligados ao Rio de Janeiro da primeira metade do século XX. A presença de significados para dezenas de termos transforma a folha em fonte para estudos linguísticos e sociológicos.A atribuição a Raul Pederneiras e a referência a Rio de Janeiro em prosa e verso, edição relacionada a Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, ampliam o interesse bibliográfico do material. A seção permite cruzamentos com história da língua portuguesa, lexicografia, sociolinguística, cultura urbana, literatura, imprensa e memória popular carioca.O registro do Dia da Consciência Negra possui importância histórica por apresentar Zumbi como herói nacional e associar sua memória ao combate ao preconceito, à miséria social e à injustiça. A edição foi datada de 20 de novembro, data ligada à memória de Zumbi dos Palmares e posteriormente consolidada como referência central da Consciência Negra no Brasil.A homenagem explicita a defesa de um Brasil sem racismo e aproxima Balaio Incomun dos debates sobre igualdade racial, cidadania, identidade brasileira e justiça social.A divulgação Chico Doido de Caicó vem aí reforça a ligação de Moacy Cirne com a cultura do Rio Grande do Norte. Chico Doido de Caicó aparece identificado com as datas 1922 e 1991 e como personagem central de espetáculo programado para os dias 8 e 9 de dezembro no Teatro Carlos Gomes, Praça Tiradentes, Rio de Janeiro.A participação de Leon Góes como ator e diretor acrescenta informação para a reconstrução histórica da montagem. A divulgação permite relacionar poesia popular norte riograndense, teatro carioca, humor, performance e memória cultural.Este exemplar pode ser indexado por Moacy Cirne, Moacy da Costa Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, XII 1023, 20 de novembro de 1997, edição Extra, Universidade Federal Fluminense, UFF, política universitária, eleição departamental, universidade pública, Planet Hemp, liberdade de expressão, censura, rock brasileiro, maconha, repressão policial, gíria carioca, gíria dos anos 1940, Raul Pederneiras, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Rio de Janeiro em prosa e verso, sociolinguística, lexicografia, cultura carioca, Zumbi dos Palmares, Dia da Consciência Negra, cultura afro brasileira, racismo, Chico Doido de Caicó, Leon Góes, Teatro Carlos Gomes, Praça Tiradentes, Rio Grande do Norte, cultura potiguar, poesia popular, humor, teatro e imprensa alternativa.Observation text in EnglishCopy of Balaio Incomun, Folha Porreta, number XII 1023, Extra edition, by Moacy Cirne, dated November 20, 1997. The publication presents a wide range of documentary themes, bringing together university life, institutional politics, freedom of expression, Brazilian rock, police repression, the history of popular Rio de Janeiro language, Afro Brazilian memory, poetry from Rio Grande do Norte and theatrical promotion.The text A troubling unfriendly climate records a conflict connected with an election for the leadership of a university Department. The sheet documents internal tensions among professors and expresses concern about the growth of distrust within the academic environment. Cirne argues that participants should remain united around the defense of a democratic, public, free and high quality university.This content is important for research on the university activity of Moacy Cirne and on Universidade Federal Fluminense during the 1990s. It also helps explain how administrative and electoral matters were treated within Balaio Incomun as political and ethical questions rather than merely bureaucratic issues.The section devoted to Planet Hemp records a significant episode in Brazilian cultural history during the 1990s. Moacy Cirne expresses strong aesthetic criticism of the band but rejects the imprisonment of its members. The document therefore clearly distinguishes evaluation of musical production from the defense of freedom of expression and opposition to censorship and repression.The text also presents a reflection on Brazilian drug policy by comparing marijuana, alcohol and cigarettes. This passage is relevant for studies concerning Planet Hemp, Marcelo D2, Brazilian rock, youth culture, artistic freedom, marijuana criminalization, censorship, policing and public debates about drugs in Brazil.The section Rio de Janeiro Slang from the 1940s is one of the most significant documentary elements of the issue. The extensive list preserves popular vocabulary and expressions connected with Rio de Janeiro during the first half of the twentieth century. By providing meanings for dozens of terms, the sheet becomes a source for linguistic and sociological studies.The attribution to Raul Pederneiras and the reference to Rio de Janeiro em prosa e verso, an edition associated with Manuel Bandeira and Carlos Drummond de Andrade, increase the bibliographical value of the material. The section allows connections with the history of the Portuguese language, lexicography, sociolinguistics, urban culture, literature, publishing and popular memory in Rio de Janeiro.The Black Consciousness Day entry has historical significance because it presents Zumbi as a national hero and links his memory with the struggle against prejudice, social misery and injustice. The issue is dated November 20, a date connected with the memory of Zumbi dos Palmares and later consolidated as a central reference for Black Consciousness in Brazil.The homage explicitly defends a Brazil without racism and connects Balaio Incomun with debates on racial equality, citizenship, Brazilian identity and social justice.The announcement Chico Doido de Caicó is coming reinforces Moacy Cirne's connection with the culture of Rio Grande do Norte. Chico Doido de Caicó is identified with the dates 1922 and 1991 and as the central figure of a performance scheduled for December 8 and 9 at Teatro Carlos Gomes in Praça Tiradentes, Rio de Janeiro.The participation of Leon Góes as actor and director adds useful information for reconstructing the history of the production. The announcement connects popular poetry from Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro theater, humor, performance and cultural memory.This issue can be indexed under Moacy Cirne, Moacy da Costa Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, XII 1023, November 20 1997, Extra edition, Universidade Federal Fluminense, UFF, university politics, departmental election, public university, Planet Hemp, freedom of expression, censorship, Brazilian rock, marijuana, police repression, Rio de Janeiro slang, slang of the 1940s, Raul Pederneiras, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Rio de Janeiro em prosa e verso, sociolinguistics, lexicography, Rio de Janeiro culture, Zumbi dos Palmares, Black Consciousness Day, Afro Brazilian culture, racism, Chico Doido de Caicó, Leon Góes, Teatro Carlos Gomes, Praça Tiradentes, Rio Grande do Norte, Potiguar culture, popular poetry, humor, theater and alternative publishing.
Inglês
Balaio Incomun, Folha Porreta, XII 1023, Extra edition, publication by Moacy Cirne, dated November 20, 1997
Dimensions: 13 x 8,5 in
