Balaio Incomun, Folha Porreta, X 879, publicação de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 31 de julho de 1996.
Moacy Cirne
Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede
Acervo: 04286
Data: 31 de julho de 1996
Dimensões: 33 x 21,5 cm
Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomun, Folha Porreta, X 879, publicação de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 31 de julho de 1996. O documento reúne crítica à mídia esportiva brasileira, reflexão sobre os Jogos Olímpicos, cinema, Universidade Federal Fluminense, crítica de arte, Poema Processo, poesia experimental e uma extensa resposta de Moacy Cirne a questões formuladas por Arnaldo Jabor sobre a crise da arte no Brasil.O texto de abertura tem o título De como não me ufano de nossa mídia esportiva e parte da Olimpíada de 1996 para analisar criticamente o comportamento da imprensa esportiva brasileira. Moacy Cirne reconhece que a competição olímpica provocava alegrias e tristezas e afirma que, apesar dos resultados brasileiros então modestos, aquela seria para ele a melhor de todas as Olimpíadas que acompanhara.A crítica central dirige se à maneira como a imprensa esportiva produzia interpretações históricas e narrativas nacionalistas. Cirne questiona a tentativa de transformar determinadas modalidades e resultados em acontecimentos extraordinários e critica especificamente o tratamento dado ao vôlei de praia. Para ele, uma tradição esportiva olímpica deveria ser construída com conhecimento histórico, e não com falsos heróis, falsos profetas e discursos oportunistas.Moacy Cirne também critica o que considera revisionismo e ufanismo na mídia esportiva. O texto menciona a conquista do tetracampeonato mundial de futebol pelo Brasil como exemplo de acontecimento transformado em instrumento de exaltação nacionalista. Cirne registra ainda uma observação de Matinas Suzuki publicada na Folha de S Paulo, relacionada ao delírio ufanista então presente na imprensa. O autor conclui esse núcleo defendendo que o país precisava de mais história e menos histeria.A seção Cinema, Os melhores filmes, apresenta a seleção de João Luís Vieira, do Rio de Janeiro, identificado como professor do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF. Seus dez filmes escolhidos são Viagem a Tóquio, de Yasujir
Ozu, Ano passado em Marienbad, de Alain Resnais, Cidadão Kane, de Orson Welles, Um corpo que cai, de Alfred Hitchcock, Terra em transe, de Glauber Rocha, Amor sublime amor, de Robert Wise e Jerome Robbins, Rastros de ódio, de John Ford, Duas ou três coisas que sei dela, de Jean Luc Godard, O homem da câmera, de Dziga Vertov, e Desencanto, de David Lean.A lista de João Luís Vieira reúne cinema japonês, cinema moderno francês, cinema clássico norte americano, Cinema Novo brasileiro, musical, western e cinema soviético de vanguarda. O documento informa que essa seleção havia sido inicialmente publicada na Folha de S Paulo em 10 de maio de 1995.A presença de João Luís Vieira possui especial interesse documental pela relação com o Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense. A UFF aparece repetidamente na circulação intelectual de Balaio Incomun, envolvendo professores, estudantes e pesquisadores de cinema, comunicação, publicidade, jornalismo, geografia e outras áreas.Terra em transe, de Glauber Rocha, ocupa posição significativa entre as escolhas de João Luís Vieira. Sua presença aproxima novamente Balaio Incomun do Cinema Novo e estabelece uma relação entre o pensamento cinematográfico de Moacy Cirne, o ambiente universitário da UFF e uma das obras fundamentais da modernidade cinematográfica brasileira.A parte mais extensa do documento é intitulada Resposta a Jabor. Moacy Cirne inicia o texto reconhecendo Arnaldo Jabor como autor de alguns dos filmes brasileiros mais instigantes das décadas de 1960 e 1970. Também o caracteriza como jornalista provocador e inteligente, embora critique sua posição política ligada à nova direita neoliberal. Cirne afirma que, concordando ou não com Jabor, seus textos provocavam reflexão e que ele escrevia e realizava cinema com qualidade.A resposta refere se a 33 perguntas formuladas por Arnaldo Jabor sobre a crise da arte no Brasil e publicadas na Folha de S Paulo. Entre as questões discutidas aparece a relação entre conceito de experimental, sofrimento, autodestruição, proibição da redundância e culto ao desagradável e ao feio.Moacy Cirne responde que a experimentação não deve ser associada necessariamente ao sofrimento ou à autodestruição. Para sustentar sua posição, menciona as tendências construtivistas da arte do século XX e destaca explicitamente o Poema Processo dentro da história do poema experimental brasileiro. O documento registra assim uma importante formulação retrospectiva de Cirne sobre o lugar do Poema Processo no campo das experiências artísticas construtivas.Cirne afirma ainda que a experimentação pode possuir exatidão e rigor. Essa posição é especialmente relevante para compreender sua concepção de poesia experimental. O experimental não surge como improvisação aleatória, mas como procedimento consciente de construção da linguagem, capaz de trabalhar estrutura, projeto e precisão.Outra pergunta atribuída a Arnaldo Jabor discute se a arte teria se fechado numa estrutura conceitual e minimalista que impediria uma experiência mais generosa de criação. A resposta de Moacy Cirne contrapõe essa interpretação a sistemas acadêmicos e culturais e ao que denomina infantilismo oficial da cultura pretensamente globalizante. O debate envolve minimalismo, arte conceitual, neobarroco, instituições culturais e neoliberalismo.Jabor também questiona se a melancolia seria mais profunda que a alegria e pergunta pela preferência entre Picasso e Duchamp. Cirne responde que melancolia e alegria podem constituir faces de uma mesma moeda e que ambas podem ser experimentadas e problematizadas com profundidade. Ao tratar da oposição entre Picasso e Duchamp, sua resposta rejeita escolhas simplificadoras e sugere uma visão plural da história da arte.Balaio Incomun X 879 constitui um documento importante para compreender Moacy Cirne como crítico da cultura para além de sua atuação no campo da poesia. Imprensa esportiva, Olimpíada, nacionalismo, cinema, crítica de arte, neoliberalismo e Poema Processo aparecem articulados numa mesma folha, revelando sua prática intelectual interdisciplinar e sua atenção permanente às relações entre estética, política, comunicação e sociedade.O exemplar constitui fonte primária relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, De como não me ufano de nossa mídia esportiva, Jogos Olímpicos de 1996, Olimpíada de Atlanta, imprensa esportiva brasileira, mídia esportiva, ufanismo, nacionalismo, Matinas Suzuki, Folha de S Paulo, João Luís Vieira, Universidade Federal Fluminense, UFF, Departamento de Cinema e Vídeo, cinema brasileiro, Cinema Novo, Glauber Rocha, Terra em transe, Yasujir
Ozu, Alain Resnais, Orson Welles, Alfred Hitchcock, Jean Luc Godard, Dziga Vertov, Arnaldo Jabor, crítica de arte, arte experimental, Poema Processo, poesia experimental, construtivismo, minimalismo, arte conceitual, neobarroco, neoliberalismo e cultura brasileira dos anos 1990.Salsa text in EnglishBalaio Incomun, Folha Porreta, X 879, a publication by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 31 July 1996. The document brings together criticism of Brazilian sports media, reflections on the Olympic Games, cinema, Universidade Federal Fluminense, art criticism, Poema Processo, experimental poetry and an extensive response by Moacy Cirne to questions formulated by Arnaldo Jabor concerning the crisis of art in Brazil.The opening text is entitled De como não me ufano de nossa mídia esportiva and uses the 1996 Olympic Games as the starting point for a critical analysis of Brazilian sports journalism. Moacy Cirne acknowledges that the Olympic competition generated both joy and disappointment and states that, despite what he regarded as modest Brazilian results at that moment, it was for him the best Olympic Games he had followed.The central criticism concerns the way sports journalism produced historical interpretations and nationalist narratives. Cirne questions attempts to transform particular sports and results into extraordinary national events and specifically criticizes the treatment given to beach volleyball. In his view, an Olympic sporting tradition should be constructed through historical knowledge rather than through false heroes, false prophets and opportunistic narratives.Moacy Cirne also criticizes what he considers revisionism and excessive nationalism within sports media. The text mentions Brazil's fourth football world championship as an example of an event transformed into an instrument of nationalist exaltation. Cirne also refers to an observation by Matinas Suzuki published in Folha de S Paulo concerning the climate of nationalist enthusiasm then present in Brazilian journalism. He concludes this section by arguing that the country needed more history and less hysteria.The Cinema section, The Best Films, presents the selection of João Luís Vieira from Rio de Janeiro, identified as a professor in the Department of Cinema and Video at UFF. His ten selected films are Tokyo Story by Yasujir
Ozu, Last Year at Marienbad by Alain Resnais, Citizen Kane by Orson Welles, Vertigo by Alfred Hitchcock, Entranced Earth by Glauber Rocha, West Side Story by Robert Wise and Jerome Robbins, The Searchers by John Ford, Two or Three Things I Know About Her by Jean Luc Godard, Man with a Movie Camera by Dziga Vertov, and Brief Encounter by David Lean.João Luís Vieira's list brings together Japanese cinema, French modern cinema, classical American cinema, Brazilian Cinema Novo, the musical, the western and Soviet avant garde cinema. The document states that this selection had initially been published in Folha de S Paulo on 10 May 1995.The presence of João Luís Vieira is particularly significant because of his connection with the Department of Cinema and Video at Universidade Federal Fluminense. UFF appears repeatedly within the intellectual circulation of Balaio Incomun through professors, students and researchers associated with cinema, communication, advertising, journalism, geography and other fields.Entranced Earth by Glauber Rocha occupies an important position among João Luís Vieira's choices. Its presence once again connects Balaio Incomun with Cinema Novo and establishes a relationship among Moacy Cirne's cinematic interests, the academic environment of UFF and one of the fundamental works of Brazilian cinematic modernity.The longest section of the document is entitled Response to Jabor. Moacy Cirne begins by recognizing Arnaldo Jabor as the director of some of the most provocative Brazilian films of the 1960s and 1970s. He also describes Jabor as a provocative and intelligent journalist while criticizing his political position associated with the new neoliberal right. Cirne states that whether one agreed with Jabor or not, his writing provoked thought and that he both wrote and made films with skill.The response concerns 33 questions formulated by Arnaldo Jabor about the crisis of art in Brazil and published in Folha de S Paulo. Among the issues discussed are the relationship between the concept of experimentation, suffering, self destruction, the rejection of redundancy and the cultivation of the unpleasant and the ugly.Moacy Cirne argues that experimentation should not necessarily be associated with suffering or self destruction. To support his position, he refers to the constructive tendencies of twentieth century art and explicitly highlights Poema Processo within the history of Brazilian experimental poetry. The document therefore contains an important retrospective statement by Cirne concerning the place of Poema Processo within constructive artistic experimentation.Cirne further argues that experimentation can possess precision and rigor. This position is particularly important for understanding his conception of experimental poetry. Experimentation does not appear as random improvisation but as a conscious process of constructing language capable of involving structure, project and precision.Another question attributed to Arnaldo Jabor asks whether art had become enclosed within a conceptual and minimalist structure that prevented a more generous creative experience. Moacy Cirne's response relates this question to academic and cultural systems and to what he describes as the official infantilism of supposedly globalizing culture. The discussion involves Minimalism, Conceptual Art, Neobaroque tendencies, cultural institutions and neoliberalism.Jabor also asks whether melancholy is deeper than joy and raises the choice between Picasso and Duchamp. Cirne answers that melancholy and joy can be understood as two faces of the same coin and that both can be experienced and problematized with depth. In dealing with the opposition between Picasso and Duchamp, his response rejects simplistic choices and suggests a plural understanding of art history.Balaio Incomun X 879 is an important document for understanding Moacy Cirne as a cultural critic beyond his activities in poetry. Sports journalism, the Olympic Games, nationalism, cinema, art criticism, neoliberalism and Poema Processo are brought together on a single sheet, revealing his interdisciplinary intellectual practice and his continuing attention to relationships among aesthetics, politics, communication and society.The issue is an important primary source for research on Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, De como não me ufano de nossa mídia esportiva, the 1996 Olympic Games, Atlanta Olympics, Brazilian sports journalism, sports media, nationalism, Matinas Suzuki, Folha de S Paulo, João Luís Vieira, Universidade Federal Fluminense, UFF, Department of Cinema and Video, Brazilian cinema, Cinema Novo, Glauber Rocha, Entranced Earth, Yasujir
Ozu, Alain Resnais, Orson Welles, Alfred Hitchcock, Jean Luc Godard, Dziga Vertov, Arnaldo Jabor, art criticism, experimental art, Poema Processo, experimental poetry, Constructivism, Minimalism, Conceptual Art, Neobaroque tendencies, neoliberalism and Brazilian culture in the 1990s.
Texto de observação em portuguêsDocumento original datilografado de Balaio Incomun, identificado no cabeçalho como Balaio Incomun X 879 Folha Porreta, de Moacy Cirne, datado no Rio de Janeiro em 31 de julho de 1996. A folha está organizada em três núcleos principais, uma crítica à mídia esportiva, a seção cinematográfica Os melhores filmes e o texto Resposta a Jabor.O título da primeira seção é De como não me ufano de nossa mídia esportiva. O texto está diretamente relacionado à Olimpíada em andamento em 1996 e registra a reação de Moacy Cirne à cobertura esportiva brasileira. Embora reconheça a importância do evento e declare considerá lo a melhor Olimpíada que havia acompanhado, Cirne afirma que os resultados brasileiros permaneciam modestos.A crítica volta se principalmente contra a construção de discursos ufanistas e contra o uso pouco rigoroso da história esportiva. O texto menciona o vôlei de praia como exemplo de modalidade apresentada pela mídia com entusiasmo exagerado e questiona a fabricação de tradições esportivas por jornalistas sem suficiente conhecimento histórico.Cirne denuncia aquilo que considera falsos heróis, falsos profetas, revisionismo e nacionalismo na cobertura esportiva. O tetracampeonato brasileiro de futebol aparece como referência ao processo de exaltação midiática. O texto também menciona Matinas Suzuki e a Folha de S Paulo em relação a uma crítica ao ambiente ufanista daquele período.A frase conclusiva desse núcleo sintetiza o argumento de Moacy Cirne ao defender mais história e menos histeria. Esse trecho é particularmente útil para indexação relacionada a mídia, jornalismo esportivo, nacionalismo, cultura brasileira e Jogos Olímpicos de 1996.A seção Cinema apresenta João Luís Vieira, do Rio de Janeiro, identificado como professor do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF. São registrados dez filmes, Viagem a Tóquio, Ano passado em Marienbad, Cidadão Kane, Um corpo que cai, Terra em transe, Amor sublime amor, Rastros de ódio, Duas ou três coisas que sei dela, O homem da câmera e Desencanto.Os cineastas correspondentes são Yasujir
Ozu, Alain Resnais, Orson Welles, Alfred Hitchcock, Glauber Rocha, Robert Wise e Jerome Robbins, John Ford, Jean Luc Godard, Dziga Vertov e David Lean. A folha informa ainda que essa seleção havia sido inicialmente publicada na Folha de S Paulo em 10 de maio de 1995.A identificação de João Luís Vieira com o Departamento de Cinema e Vídeo da UFF acrescenta importância institucional ao exemplar. O documento integra um conjunto maior de números de Balaio Incomun que registram professores e alunos da Universidade Federal Fluminense, permitindo reconstruir a circulação da publicação no ambiente universitário.O terceiro e mais extenso núcleo recebe o título Resposta a Jabor. Moacy Cirne comenta Arnaldo Jabor como cineasta brasileiro relevante das décadas de 1960 e 1970 e como jornalista provocador. Ao mesmo tempo, critica sua aproximação com posições neoliberais. O texto menciona também Paulo Francis em contraste com Jabor.Cirne informa que decidiu responder a algumas das 33 perguntas de Jabor sobre a crise da arte no Brasil publicadas na Folha de S Paulo. As questões abordam experimentalismo, sofrimento, autodestruição, redundância, feio, arte construtiva, minimalismo, arte conceitual, neobarroco, melancolia, alegria, Picasso e Duchamp.O ponto de maior relevância para a história do Poema Processo aparece quando Moacy Cirne afirma que o experimental não deve ser necessariamente associado ao sofrimento e à autodestruição. Como contraponto, ele menciona tendências construtivistas da arte do século XX e indica o Poema Processo na história do poema experimental brasileiro.Essa passagem deve receber atenção especial na catalogação. Ela constitui um testemunho autoral de Moacy Cirne em 1996 sobre a inserção histórica do Poema Processo no campo do experimentalismo brasileiro e sobre sua proximidade conceitual com tendências construtivas.Cirne acrescenta que a experimentação pode possuir exatidão. Esse enunciado contribui para compreender a teoria poética e artística relacionada ao Poema Processo, na qual experimentação pode significar construção estruturada e rigorosa e não simplesmente espontaneidade ou ausência de método.O debate com Jabor prossegue por questões relacionadas a arte conceitual, minimalismo e neobarroco. Cirne também introduz referências aos grandes sistemas acadêmicos e culturais, ao neoliberalismo e ao caráter globalizante da cultura contemporânea, associando estética e política dentro da mesma discussão.Em outra parte, a oposição entre melancolia e alegria é relativizada por Cirne. Ele considera possível compreender ambas com profundidade. A questão sobre Picasso e Duchamp introduz dois paradigmas centrais da arte moderna e das vanguardas, situando a resposta dentro de um debate mais amplo sobre produção artística no século XX.A reprodução disponível mostra que o texto Resposta a Jabor continua além da área inferior da imagem. Por essa razão, a análise deve ser considerada referente apenas à parte visível do documento e não como transcrição ou descrição integral da resposta de Moacy Cirne.O exemplar X 879 possui especial importância para um arquivo dedicado ao Poema Processo porque registra o próprio Moacy Cirne discutindo diretamente o conceito de experimental e situando o Poema Processo dentro da história da experimentação poética brasileira. Ao mesmo tempo, demonstra como sua reflexão estética estava associada à política, ao neoliberalismo, à mídia, ao cinema e ao debate cultural contemporâneo.Trata se de fonte primária relevante para catalogação e indexação sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, X 879, De como não me ufano de nossa mídia esportiva, mídia esportiva, imprensa esportiva, Olimpíada de 1996, Jogos Olímpicos de Atlanta, nacionalismo, ufanismo, história do esporte, vôlei de praia, Matinas Suzuki, Folha de S Paulo, João Luís Vieira, Departamento de Cinema e Vídeo da UFF, Universidade Federal Fluminense, cinema, crítica cinematográfica, Glauber Rocha, Terra em transe, Arnaldo Jabor, Resposta a Jabor, crítica de arte, crise da arte brasileira, experimentalismo, Poema Processo, poesia experimental, arte construtiva, construtivismo, minimalismo, arte conceitual, neobarroco, Pablo Picasso, Marcel Duchamp, neoliberalismo, estética, política e cultura brasileira dos anos 1990.Observation text in EnglishOriginal typewritten document from Balaio Incomun, identified in the heading as Balaio Incomun X 879 Folha Porreta, by Moacy Cirne, dated in Rio de Janeiro on 31 July 1996. The sheet is organized around three principal sections, a critique of sports media, the film section The Best Films and the text Response to Jabor.The first section is entitled De como não me ufano de nossa mídia esportiva. The text is directly connected with the Olympic Games taking place in 1996 and records Moacy Cirne's reaction to Brazilian sports coverage. Although he recognizes the importance of the event and describes it as the best Olympic Games he had followed, Cirne states that Brazilian results remained modest.His criticism is directed primarily against nationalist discourse and the careless use of sports history. The text refers to beach volleyball as an example of a sport presented by the media with excessive enthusiasm and questions the creation of sporting traditions by journalists without sufficient historical knowledge.Cirne criticizes what he considers false heroes, false prophets, revisionism and nationalism within sports coverage. Brazil's fourth football world championship appears as a reference to the process of media exaltation. The text also mentions Matinas Suzuki and Folha de S Paulo in connection with criticism of the nationalist climate of the period.The concluding formulation of this section summarizes Moacy Cirne's argument by defending more history and less hysteria. This passage is particularly useful for indexing related to media studies, sports journalism, nationalism, Brazilian culture and the 1996 Olympic Games.The Cinema section presents João Luís Vieira from Rio de Janeiro, identified as a professor in the Department of Cinema and Video at UFF. Ten films are recorded, Tokyo Story, Last Year at Marienbad, Citizen Kane, Vertigo, Entranced Earth, West Side Story, The Searchers, Two or Three Things I Know About Her, Man with a Movie Camera and Brief Encounter.The corresponding filmmakers are Yasujir
Ozu, Alain Resnais, Orson Welles, Alfred Hitchcock, Glauber Rocha, Robert Wise and Jerome Robbins, John Ford, Jean Luc Godard, Dziga Vertov and David Lean. The sheet also states that this selection had initially been published in Folha de S Paulo on 10 May 1995.João Luís Vieira's identification with the Department of Cinema and Video at UFF adds institutional significance to the issue. The document belongs to a larger group of Balaio Incomun issues that record professors and students from Universidade Federal Fluminense, making it possible to reconstruct the circulation of the publication within the university environment.The third and longest section is entitled Response to Jabor. Moacy Cirne comments on Arnaldo Jabor as an important Brazilian filmmaker of the 1960s and 1970s and as a provocative journalist. At the same time, he criticizes Jabor's proximity to neoliberal political positions. The text also mentions Paulo Francis in contrast with Jabor.Cirne states that he decided to answer some of the 33 questions formulated by Jabor concerning the crisis of art in Brazil and published in Folha de S Paulo. The questions address experimentation, suffering, self destruction, redundancy, ugliness, constructive art, Minimalism, Conceptual Art, Neobaroque tendencies, melancholy, joy, Picasso and Duchamp.The passage of greatest importance to the history of Poema Processo occurs when Moacy Cirne argues that experimentation should not necessarily be associated with suffering and self destruction. As a counterpoint, he refers to constructive tendencies in twentieth century art and explicitly identifies Poema Processo within the history of Brazilian experimental poetry.This passage deserves particular attention in archival cataloguing. It represents an authorial statement by Moacy Cirne in 1996 concerning the historical position of Poema Processo within Brazilian experimentation and its conceptual proximity to constructive artistic tendencies.Cirne further states that experimentation can possess precision. This formulation contributes to understanding the poetic and artistic theory associated with Poema Processo, in which experimentation can signify structured and rigorous construction rather than mere spontaneity or absence of method.The debate with Jabor continues through questions involving Conceptual Art, Minimalism and Neobaroque tendencies. Cirne also introduces references to major academic and cultural systems, neoliberalism and supposedly globalizing contemporary culture, connecting aesthetics and politics within the same discussion.In another passage, Cirne relativizes the opposition between melancholy and joy and considers both capable of being experienced and understood with depth. The question concerning Picasso and Duchamp introduces two central paradigms of modern art and the avant garde, placing the response within a broader debate on twentieth century artistic production.The available reproduction shows that Response to Jabor continues beyond the lower edge of the image. The present analysis should therefore be understood as referring only to the visible portion of the document and not as a complete transcription or description of Moacy Cirne's response.Issue X 879 has particular importance for an archive devoted to Poema Processo because it records Moacy Cirne himself directly discussing the concept of experimentation and positioning Poema Processo within the history of Brazilian experimental poetry. At the same time, it demonstrates how his aesthetic reflection was connected with politics, neoliberalism, media, cinema and contemporary cultural debate.This is an important primary source for cataloguing and indexing concerning Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, X 879, De como não me ufano de nossa mídia esportiva, sports media, sports journalism, 1996 Olympic Games, Atlanta Olympics, nationalism, sports history, beach volleyball, Matinas Suzuki, Folha de S Paulo, João Luís Vieira, Department of Cinema and Video at UFF, Universidade Federal Fluminense, cinema, film criticism, Glauber Rocha, Entranced Earth, Arnaldo Jabor, Response to Jabor, art criticism, crisis of Brazilian art, experimentation, Poema Processo, experimental poetry, constructive art, Constructivism, Minimalism, Conceptual Art, Neobaroque tendencies, Pablo Picasso, Marcel Duchamp, neoliberalism, aesthetics, politics and Brazilian culture in the 1990s.
Inglês
Balaio Incomun, Folha Porreta, X 879, a publication by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 31 July 1996.
Dimensions: 13 x 8,5 in
