Home Acervo Balaio Incomun XI 961, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1997, integra a série comemorativa dos 30 anos do Poema Processo.

Balaio Incomun XI 961, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1997, integra a série comemorativa dos 30 anos do Poema Processo.

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04335

Data: 13 de maio de 1997

Dimensões: 33 x 21,5 cm

TEXTO SALSA EM PORTUGUÊSBalaio Incomun XI 961, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1997, integra a série comemorativa dos 30 anos do Poema Processo. A folha apresenta uma composição de forte caráter visual e documental pertencente à série Homenagens Colagens, versões, desapropriações, definida por Moacy Cirne como um poema realizado a partir de projetos gráficos de Falves Silva e J. Medeiros.A composição ocupa grande parte da página com uma extensa estrutura construída por letras, fragmentos tipográficos, formas gráficas, áreas negras, elementos pontilhados e diferentes escalas de caracteres. Os signos são recortados, sobrepostos, girados e reorganizados até perderem parcialmente sua função verbal convencional. A letra deixa de funcionar apenas como veículo da palavra e passa a constituir matéria visual do poema.No centro superior da página, Moacy Cirne identifica explicitamente o trabalho como parte da série Homenagens Colagens e utiliza as ideias de versões e desapropriações para caracterizar seu procedimento criativo. A expressão indica um processo baseado em retomada, transformação, montagem e apropriação de materiais anteriores, estabelecendo uma relação autoral entre a obra de Cirne e projetos gráficos de Falves Silva e J. Medeiros.A referência a Falves Silva e J. Medeiros é especialmente significativa para a documentação das redes do Poema Processo no Rio Grande do Norte. Ao utilizar projetos gráficos desses dois artistas como ponto de partida, Moacy Cirne transforma a folha em homenagem e simultaneamente em nova operação poética, demonstrando como o Poema Processo entendia a criação como processo aberto, capaz de gerar versões, derivações e novas estruturas visuais.O grande campo gráfico possui configuração irregular e dinâmica. Letras de diferentes famílias e proporções são comprimidas dentro de uma forma sinuosa que percorre verticalmente a folha. Algumas permanecem reconhecíveis enquanto outras se convertem em fragmentos, massas negras, linhas e sinais. O contraste entre preto e branco, cheio e vazio, palavra e imagem produz uma leitura predominantemente espacial e visual.Na parte superior da folha aparece ainda o anúncio Para desespero dos pseudomoralistas, vem aí o Balaio 965. A frase funciona como chamada editorial e revela o caráter provocador e crítico associado à circulação do Balaio Incomun e da Folha Porreta.Balaio Incomun XI 961 constitui documento relevante para a história do Poema Processo e para o estudo das relações entre Moacy Cirne, Falves Silva e J. Medeiros. A obra conecta poesia visual, colagem, apropriação, desapropriação, tipografia experimental, montagem, signo gráfico, comunicação visual, homenagem artística e memória das vanguardas brasileiras. A folha demonstra também a permanência e a reativação dos princípios do Poema Processo em 1997, três décadas após o lançamento do movimento em 1967.TEXTO SALSA EM INGLÊSBalaio Incomun XI 961, Folha Porreta, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on 13 May 1997, belongs to the commemorative series celebrating 30 years of Poema Processo. The sheet presents a strongly visual and documentary composition from the series Homenagens Colagens, versions and disappropriations, defined by Moacy Cirne as a poem created from graphic projects by Falves Silva and J. Medeiros.The composition occupies a large part of the page with an extensive structure constructed from letters, typographic fragments, graphic forms, black areas, dotted elements and characters in different scales. Signs are cut, superimposed, rotated and reorganized until they partially lose their conventional verbal function. The letter no longer operates only as a vehicle for words and becomes visual material for the poem.In the upper central area of the page, Moacy Cirne explicitly identifies the work as part of the Homenagens Colagens series and uses the ideas of versions and disappropriations to characterize his creative procedure. This designation indicates a process based on revisiting, transformation, montage and appropriation of earlier material, establishing an authorial relationship between Cirne and graphic projects by Falves Silva and J. Medeiros.The reference to Falves Silva and J. Medeiros is particularly significant for documenting the networks of Poema Processo in Rio Grande do Norte. By using graphic projects by these two artists as his point of departure, Moacy Cirne transforms the sheet into both a tribute and a new poetic operation, demonstrating how Poema Processo understood creation as an open process capable of generating versions, derivations and new visual structures.The large graphic field has an irregular and dynamic configuration. Letters belonging to different typographic families and proportions are compressed into a sinuous form that extends vertically across the sheet. Some remain recognizable while others become fragments, black masses, lines and signs. The contrast between black and white, filled and empty areas, word and image produces a predominantly spatial and visual reading.At the top of the sheet appears the announcement Para desespero dos pseudomoralistas, vem aí o Balaio 965. The phrase functions as an editorial announcement and reveals the provocative and critical character associated with the circulation of Balaio Incomun and Folha Porreta.Balaio Incomun XI 961 is an important document for the history of Poema Processo and for the study of relationships among Moacy Cirne, Falves Silva and J. Medeiros. The work connects visual poetry, collage, appropriation, disappropriation, experimental typography, montage, graphic signs, visual communication, artistic tribute and the memory of Brazilian avant garde movements. The sheet also demonstrates the continuing activation of Poema Processo principles in 1997, three decades after the movement began in 1967.

TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊSDocumento gráfico identificado como Balaio Incomun XI 961, Folha Porreta, de Moacy Cirne, datado de 13 de maio de 1997, Rio de Janeiro. A folha contém a indicação Poema Processo, 30 anos e integra o conjunto comemorativo produzido em torno das três décadas do movimento.No alto da página encontra se a frase Para desespero dos pseudomoralistas, vem aí o Balaio 965, funcionando como anúncio de uma edição futura do Balaio e como elemento do discurso provocador característico da publicação.O núcleo textual informa que a obra pertence à série Homenagens Colagens, versões, desapropriações. Logo abaixo aparece a identificação de que se trata de um poema a partir de projetos gráficos de Falves Silva e J. Medeiros, realizado por Moacy Cirne. Essa inscrição fornece informação documental fundamental sobre autoria, fontes gráficas e procedimento de composição.A estrutura visual é formada por uma grande massa tipográfica irregular que percorre quase toda a página. Letras maiúsculas e minúsculas, fragmentos de palavras, curvas, retângulos, áreas negras, padrões pontilhados e diferentes desenhos tipográficos são reunidos em uma configuração única.A composição não organiza esses elementos segundo uma leitura verbal linear. As letras são utilizadas como formas plásticas e aparecem em diversas direções e escalas. Algumas são facilmente reconhecíveis, enquanto outras são cortadas ou parcialmente encobertas. O resultado desloca a linguagem do campo exclusivamente textual para uma experiência gráfica e espacial.A utilização de projetos de Falves Silva e J. Medeiros estabelece uma importante relação entre três nomes vinculados à história do Poema Processo e à poesia experimental desenvolvida no Rio Grande do Norte. Moacy Cirne trabalha os materiais preexistentes por meio de colagem, recomposição e transformação, convertendo a referência aos outros artistas em parte do próprio procedimento poético.O emprego da palavra desapropriações é relevante para compreender a proposta conceitual da folha. Ela sugere uma retirada dos signos de seus contextos anteriores para sua incorporação a uma nova organização visual. O trabalho pode ser estudado como exemplo de apropriação artística, intertextualidade visual e circulação de imagens e projetos dentro das redes do Poema Processo.O documento é especialmente importante para pesquisas e indexação relacionadas a Moacy Cirne, Falves Silva, J. Medeiros, Balaio Incomun XI 961, Folha Porreta, Poema Processo, 30 anos do Poema Processo, Homenagens Colagens, poesia visual brasileira, poesia experimental, colagem, apropriação artística, tipografia experimental, signo visual, montagem gráfica, comunicação visual, Rio Grande do Norte e memória das vanguardas brasileiras.TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM INGLÊSGraphic document identified as Balaio Incomun XI 961, Folha Porreta, by Moacy Cirne, dated 13 May 1997, Rio de Janeiro. The sheet contains the indication Poema Processo, 30 years and belongs to the commemorative group produced around the three decades of the movement.At the top of the page appears the phrase Para desespero dos pseudomoralistas, vem aí o Balaio 965, functioning as an announcement for a future issue of Balaio and as an element of the provocative discourse characteristic of the publication.The central text states that the work belongs to the series Homenagens Colagens, versions and disappropriations. Immediately below it is identified as a poem created from graphic projects by Falves Silva and J. Medeiros and produced by Moacy Cirne. This inscription provides essential documentary information about authorship, graphic sources and the process used to construct the composition.The visual structure consists of a large irregular typographic mass extending across most of the page. Uppercase and lowercase letters, fragments of words, curves, rectangles, black areas, dotted patterns and different typographic designs are brought together into a single configuration.The composition does not organize these elements according to linear verbal reading. Letters are used as plastic forms and appear in different directions and scales. Some remain easily recognizable, while others are cut or partially obscured. The result moves language away from an exclusively textual field and toward a graphic and spatial experience.The use of projects by Falves Silva and J. Medeiros establishes an important connection among three figures associated with the history of Poema Processo and experimental poetry developed in Rio Grande do Norte. Moacy Cirne works with preexisting materials through collage, recomposition and transformation, making the references to the other artists part of the poetic procedure itself.The use of the concept of disappropriations is particularly relevant to understanding the conceptual proposal of the sheet. It suggests removing signs from their previous contexts and incorporating them into a new visual organization. The work can therefore be studied as an example of artistic appropriation, visual intertextuality and the circulation of images and graphic projects within Poema Processo networks.The document is especially important for research and indexing related to Moacy Cirne, Falves Silva, J. Medeiros, Balaio Incomun XI 961, Folha Porreta, Poema Processo, 30 years of Poema Processo, Homenagens Colagens, Brazilian visual poetry, experimental poetry, collage, artistic appropriation, experimental typography, visual signs, graphic montage, visual communication, Rio Grande do Norte and the memory of Brazilian avant garde movements.


Inglês

Balaio Incomun XI 961, Folha Porreta, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on 13 May 1997, belongs to the commemorative series celebrating 30 years of Poema Processo

Dimensions: 13 x 8,5 in