Home Acervo Balaio Incomun, Folha Porreta, XII 1016, publicação de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1997

Balaio Incomun, Folha Porreta, XII 1016, publicação de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1997

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04369

Data: 31 de outubro de 1997

Dimensões: 33 x 21,5 cm

Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomun, Folha Porreta, XII 1016, publicação de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1997. Edição de forte conteúdo político, intelectual, universitário e cultural, estruturada em torno dos textos Acusação, Declaração, Segunda Acusação e Declaração de Guerra, seguidos de notas sobre cinema e sobre a continuidade editorial do Balaio. O documento registra de forma direta a posição crítica de Moacy Cirne diante do governo de Fernando Henrique Cardoso, das políticas neoliberais, da situação dos servidores públicos federais e dos rumos políticos e econômicos do Brasil no final da década de 1990.Na seção Acusação, Moacy da Costa Cirne identifica se como brasileiro, natural do Rio Grande do Norte, professor adjunto da Universidade Federal Fluminense e um dos fundadores do Poema Processo em 1967. O texto, datado de 31 de outubro de 1997 às 15h32, apresenta uma acusação política contra o presidente Fernando Henrique Cardoso e seu governo. Cirne afirma assumir responsabilidade jurídica por possíveis atos decorrentes de seu protesto intelectual e critica o que descreve como políticas autoritárias contra os servidores públicos e como submissão do país aos interesses do capitalismo internacional. Também recorda sua oposição histórica à ditadura e situa sua crítica no contexto da globalização neoliberal.Na seção Declaração, registrada em 31 de outubro de 1997 às 15h44, Moacy Cirne volta a se apresentar como professor adjunto da Universidade Federal Fluminense e autor do primeiro livro sobre quadrinhos publicado no Brasil, em 1970. O texto rejeita qualquer proposta de negociação apresentada pelo governo Fernando Henrique Cardoso, política ou administrativa, empregando linguagem deliberadamente radical e simbólica para expressar oposição ao presidente e ao projeto político que representa. O documento constitui fonte importante para compreender a retórica de resistência presente em publicações alternativas e universitárias dos anos 1990.Em Segunda Acusação, datada de 31 de outubro de 1997 às 15h53, Cirne identifica se ainda como criador do Balaio em 1986. O texto acusa defensores e simpatizantes do neoliberalismo associado ao governo Fernando Henrique Cardoso de contribuírem para o enfraquecimento do Estado brasileiro. A formulação reforça a relação entre Balaio Incomun, pensamento crítico, universidade pública, oposição política e resistência às reformas econômicas do período.A seção Declaração de Guerra apresenta o Balaio como folha alternativa em estado de guerra política e intelectual contra a política neoliberal do governo Fernando Henrique Cardoso. O texto atribui à publicação uma função crítica e militante contra ideias globalizantes e defende valores como humanismo, esperança e justiça social, em oposição ao consumismo, à concentração de poder econômico e ao que descreve como mercadorização da sociedade. A declaração aparece associada ao Rio de Janeiro e ao dia 31 de outubro de 1997.Na parte inferior da folha, a identificação editorial registra Balaio Incomun, Folha Porreta, Moacy Cirne, XII 1016, Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1997. Em seguida aparece a seção 2001 Além da Imaginação, dedicada ao filme 2001 de Stanley Kubrick, lançado em 1968. Moacy Cirne afirma que o filme deveria ser revisto em cópia nova e em espaço cinematográfico adequado, destacando a força de sua dimensão científica, estética e histórica e considerando a obra um dos grandes filmes da história do cinema.A seção Balaio Uma Vez por Semana explica alterações na periodicidade da publicação em consequência da crise enfrentada pelo servidor público federal. O texto apresenta dados detalhados da produção editorial do Balaio, informando que a publicação vinha sendo distribuída duas vezes por semana e registrando números de cópias, médias de exemplares e dificuldades de manutenção dessa frequência. A decisão anunciada é passar a publicar um número por semana, com distribuição às segundas feiras. A nota transforma a edição em fonte importante para a história material e editorial do Balaio Incomun, permitindo acompanhar tiragem, circulação, frequência e condições de produção.Este exemplar possui especial relevância para pesquisas sobre Moacy Cirne, Poema Processo, Universidade Federal Fluminense, Balaio Incomun, política brasileira, governo Fernando Henrique Cardoso, neoliberalismo, globalização, servidores públicos federais, imprensa alternativa, cultura universitária, cinema brasileiro, crítica cultural, Stanley Kubrick, 2001 Uma Odisseia no Espaço, quadrinhos, poesia experimental e movimentos de vanguarda brasileiros.Salsa text in EnglishBalaio Incomun, Folha Porreta, XII 1016, publication by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, October 31, 1997. This issue has strong political, intellectual, university and cultural content and is organized around the texts Accusation, Declaration, Second Accusation and Declaration of War, followed by notes on cinema and on the editorial continuity of Balaio. The document directly records the critical position of Moacy Cirne toward the government of Fernando Henrique Cardoso, neoliberal policies, the situation of federal public employees and the political and economic direction of Brazil at the end of the 1990s.In the section Accusation, Moacy da Costa Cirne identifies himself as Brazilian, born in Rio Grande do Norte, an associate professor at Universidade Federal Fluminense and one of the founders of Poema Processo in 1967. The text, dated October 31, 1997 at 15h32, presents a political accusation against President Fernando Henrique Cardoso and his government. Cirne states that he accepts legal responsibility for possible acts resulting from his intellectual protest and criticizes what he describes as authoritarian policies against public employees and the submission of the country to the interests of international capitalism. He also recalls his historical opposition to the dictatorship and places his criticism within the context of neoliberal globalization.In the section Declaration, registered on October 31, 1997 at 15h44, Moacy Cirne again presents himself as an associate professor at Universidade Federal Fluminense and as the author of the first book about comics published in Brazil, in 1970. The text rejects any proposal for political or administrative negotiation presented by the government of Fernando Henrique Cardoso, using deliberately radical and symbolic language to express opposition to the president and the political project he represents. The document is an important source for understanding the rhetoric of resistance found in alternative and university publications of the 1990s.In Second Accusation, dated October 31, 1997 at 15h53, Cirne also identifies himself as the creator of Balaio in 1986. The text accuses defenders and supporters of neoliberalism associated with the Fernando Henrique Cardoso government of contributing to the weakening of the Brazilian state. This formulation reinforces the relationship between Balaio Incomun, critical thought, public universities, political opposition and resistance to the economic reforms of the period.The section Declaration of War presents Balaio as an alternative publication engaged in a political and intellectual struggle against the neoliberal policies of the Fernando Henrique Cardoso government. The text gives the publication a critical and activist function against globalizing ideas and defends values such as humanism, hope and social justice, in opposition to consumerism, concentration of economic power and what it describes as the commodification of society. The declaration is associated with Rio de Janeiro and October 31, 1997.In the lower part of the sheet, the editorial identification records Balaio Incomun, Folha Porreta, Moacy Cirne, XII 1016, Rio de Janeiro, October 31, 1997. This is followed by the section 2001 Beyond Imagination, devoted to the 1968 film 2001 by Stanley Kubrick. Moacy Cirne argues that the film should be seen again in a new print and in a proper cinematic environment, emphasizing its scientific, aesthetic and historical power and describing it as one of the major films in cinema history.The section Balaio Once a Week explains changes in the publication schedule as a consequence of the crisis faced by federal public employees. The text provides detailed information on the editorial production of Balaio, stating that the publication had been distributed twice a week and recording numbers of copies, averages of issues and the difficulty of maintaining this frequency. The announced decision is to publish one issue per week, distributed on Mondays. This note makes the edition an important source for the material and editorial history of Balaio Incomun, allowing researchers to study circulation, print runs, frequency and production conditions.This issue is especially relevant for research on Moacy Cirne, Poema Processo, Universidade Federal Fluminense, Balaio Incomun, Brazilian politics, the Fernando Henrique Cardoso government, neoliberalism, globalization, federal public employees, alternative publishing, university culture, Brazilian cinema, cultural criticism, Stanley Kubrick, 2001 A Space Odyssey, comics, experimental poetry and Brazilian avant garde movements.

Texto de observação em portuguêsExemplar do Balaio Incomun, Folha Porreta, número XII 1016, produzido por Moacy Cirne no Rio de Janeiro em 31 de outubro de 1997. A folha reúne manifesto político, declaração pessoal, crítica ao neoliberalismo, memória do Poema Processo, informações biográficas de Moacy Cirne, comentário cinematográfico e dados sobre a própria circulação do Balaio, constituindo documento relevante para a história política, cultural, universitária e editorial brasileira dos anos 1990.O documento registra com precisão diferentes horários de redação em 31 de outubro de 1997. Acusação aparece às 15h32, Declaração às 15h44 e Segunda Acusação às 15h53. Essa sequência temporal oferece uma dimensão quase diarística ao documento e revela a construção sucessiva de uma intervenção política ao longo da mesma tarde.Na primeira seção, Moacy Cirne apresenta dados importantes para sua identificação intelectual e histórica. Declara ser natural do Rio Grande do Norte, professor adjunto da Universidade Federal Fluminense e um dos fundadores do Poema Processo em 1967. Essa autodefinição transforma o exemplar em fonte primária para estudos biográficos sobre Cirne e para pesquisas sobre a origem e a trajetória do Poema Processo.Na Declaração, Cirne afirma ter sido autor do primeiro livro sobre quadrinhos publicado no Brasil em 1970. A informação é relevante para a compreensão de sua atuação como pesquisador, crítico e teórico das histórias em quadrinhos, acrescentando ao documento uma dimensão ligada aos estudos de comunicação, cultura de massa, narrativa gráfica e crítica cultural.Em Segunda Acusação, Cirne informa ter criado o Balaio em 1986. Essa referência fornece uma data fundamental para a cronologia da publicação e ajuda a posicionar o número XII 1016 dentro de uma trajetória editorial iniciada mais de uma década antes.O núcleo político da folha é dirigido ao governo Fernando Henrique Cardoso e ao neoliberalismo. O texto critica reformas econômicas, globalização, enfraquecimento do Estado, dificuldades dos servidores públicos federais e concentração de poder econômico. O conteúdo deve ser compreendido como manifestação política autoral de Moacy Cirne e como testemunho do ambiente de conflito entre setores da universidade pública e o governo federal na segunda metade da década de 1990.A Declaração de Guerra apresenta o Balaio como folha alternativa e explicita sua função de intervenção política e cultural. A expressão guerra é utilizada em sentido retórico, político e intelectual, como formulação de oposição às políticas neoliberais e às concepções econômicas criticadas pela publicação. O texto defende um novo humanismo e associa a identidade editorial do Balaio à resistência cultural, ao pensamento crítico e à defesa de valores sociais.A seção sobre 2001 de Stanley Kubrick demonstra a permanência do cinema como área central dos interesses críticos de Moacy Cirne. O filme de 1968 é apresentado como obra de grande importância científica, estética e histórica. A presença dessa nota ao lado dos manifestos políticos evidencia a estrutura característica do Balaio, na qual política, cinema, poesia, quadrinhos e crítica cultural convivem na mesma publicação.Balaio Uma Vez por Semana possui particular importância documental por registrar informações materiais da publicação. O texto descreve uma redução da periodicidade de duas edições semanais para uma edição semanal e associa essa decisão à crise enfrentada pelo funcionalismo público federal. Também apresenta números de circulação e médias de exemplares, permitindo reconstruir aspectos da produção, distribuição e alcance do Balaio Incomun.O exemplar pode ser indexado em pesquisas sobre Moacy da Costa Cirne, Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Poema Processo, Universidade Federal Fluminense, UFF, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Fernando Henrique Cardoso, neoliberalismo, globalização, funcionalismo público federal, universidade pública, imprensa alternativa, histórias em quadrinhos, crítica de cinema, Stanley Kubrick, 2001 Uma Odisseia no Espaço, cultura brasileira, movimentos de vanguarda, poesia experimental, política e comunicação.Observation text in EnglishCopy of Balaio Incomun, Folha Porreta, number XII 1016, produced by Moacy Cirne in Rio de Janeiro on October 31, 1997. The sheet combines political manifesto, personal declaration, criticism of neoliberalism, memory of Poema Processo, biographical information about Moacy Cirne, film commentary and data about the circulation of Balaio itself, making it a significant document for the political, cultural, university and publishing history of Brazil during the 1990s.The document precisely records different writing times on October 31, 1997. Accusation appears at 15h32, Declaration at 15h44 and Second Accusation at 15h53. This temporal sequence gives the document an almost diary like dimension and reveals the successive construction of a political intervention during the same afternoon.In the first section, Moacy Cirne provides important information for his intellectual and historical identification. He states that he was born in Rio Grande do Norte, works as an associate professor at Universidade Federal Fluminense and was one of the founders of Poema Processo in 1967. This self identification makes the issue a primary source for biographical research on Cirne and for studies of the origins and development of Poema Processo.In the Declaration, Cirne states that he was the author of the first book about comics published in Brazil in 1970. This information is relevant to understanding his role as a researcher, critic and theorist of comics and adds a dimension connected with communication studies, mass culture, graphic narrative and cultural criticism.In Second Accusation, Cirne states that he created Balaio in 1986. This reference provides an important date for the chronology of the publication and helps position issue XII 1016 within an editorial trajectory that had begun more than a decade earlier.The political core of the sheet is directed toward the government of Fernando Henrique Cardoso and neoliberalism. The text criticizes economic reforms, globalization, weakening of the state, the difficulties of federal public employees and the concentration of economic power. The content should be understood as an authorial political statement by Moacy Cirne and as testimony to the environment of conflict between sectors of the public university system and the federal government during the second half of the 1990s.The Declaration of War presents Balaio as an alternative publication and explicitly defines its role as a vehicle of political and cultural intervention. The term war is used rhetorically, politically and intellectually as a formulation of opposition to neoliberal policies and to the economic ideas criticized by the publication. The text defends a new humanism and associates the editorial identity of Balaio with cultural resistance, critical thought and the defense of social values.The section on Stanley Kubrick and 2001 demonstrates the continuing importance of cinema within the critical interests of Moacy Cirne. The 1968 film is presented as a work of major scientific, aesthetic and historical importance. The presence of this note beside the political manifestos reveals the characteristic structure of Balaio, where politics, cinema, poetry, comics and cultural criticism coexist in the same publication.Balaio Once a Week has particular documentary importance because it records material information about the publication. The text describes a reduction from two weekly issues to one weekly issue and links this decision to the crisis affecting federal public employees. It also provides circulation figures and average numbers of copies, making it possible to reconstruct aspects of the production, distribution and reach of Balaio Incomun.This issue can be indexed for research on Moacy da Costa Cirne, Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Poema Processo, Universidade Federal Fluminense, UFF, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Fernando Henrique Cardoso, neoliberalism, globalization, federal public employees, public universities, alternative publishing, comics, film criticism, Stanley Kubrick, 2001 A Space Odyssey, Brazilian culture, avant garde movements, experimental poetry, politics and communication.


Inglês

Balaio Incomun, Folha Porreta, XII 1016, publication by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, October 31, 1997

Dimensions: 13 x 8,5 in