Balaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XII 1007, Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1997.
Moacy Cirne
Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede
Acervo: 04362
Data: 29 de setembro de 1997.
Dimensões: 33 x 21,5 cm
TEXTO SALSA EM PORTUGUÊSBalaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XII 1007, Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1997. Assalto à Luz do Dia. O exemplar reúne relato autobiográfico, crítica social, comentário sobre tecnologia bancária, divulgação de fanzine, poesia, vida universitária, cinema, jornalismo e humor. No texto de abertura, Moacy Cirne narra um assalto ocorrido em uma agência do Banco 24 Horas, comparando o episódio com outro assalto sofrido onze anos antes no Rio de Janeiro. Cirne descreve o criminoso como jovem, armado e objetivo, relata a entrega do dinheiro durante poucos minutos de tensão e ironiza a situação ao mencionar sua própria curiosidade diante do funcionamento da tecnologia bancária. O texto transforma uma experiência de violência urbana em crônica pessoal, combinando observação do cotidiano, humor e crítica às condições sociais.Na seção Um Novo Fanzine nas Paradas, Cirne apresenta Visceral, publicação editada por Jorge Domingos, de Petrópolis, aberta a questões alternativas e variadas, com atenção à poesia e às experiências literárias. O texto fornece o endereço postal da publicação e reproduz o poema Amâncio, de Tanussi Cardoso, construído como narrativa breve e de atmosfera íntima. Em Uma Administração Transparente, Cirne elogia a direção do Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense, formada por Ana Maria Lopes e Alceste Pinheiro, destacando a transparência democrática e mencionando Sérgio Santeiro, chefe do Departamento de Cinema e Vídeo, cineasta ligado à Associação Brasileira de Documentaristas. O exemplar também anuncia o Prêmio Gambá, concurso de contos destinado aos alunos do IACS, e comenta o jornal laboratório O Casarão, produzido no Curso de Jornalismo sob orientação da professora Sylvia Moretzsohn, com participação de estudantes.A parte inferior apresenta a seção Classificados Amorosos, com anúncios satíricos e paródicos que utilizam linguagem afetiva, referências ecológicas e jogos verbais. A página termina com uma pergunta humorística sobre formas e sentidos da palavra papar, reforçando o caráter provocador e lúdico de Folha Porreta. O documento é relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, cultura universitária, Universidade Federal Fluminense, IACS, fanzines, poesia brasileira, Tanussi Cardoso, jornalismo experimental, cinema documental, violência urbana, humor e cultura alternativa brasileira dos anos 1990.SALSA TEXT IN ENGLISHBalaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XII 1007, Rio de Janeiro, September 29, 1997. Assalto à Luz do Dia. The issue combines autobiographical narrative, social criticism, commentary on banking technology, fanzine culture, poetry, university life, cinema, journalism and humor. In the opening text, Moacy Cirne recounts a robbery that took place at a Banco 24 Horas ATM location, comparing the episode with another robbery he had experienced eleven years earlier in Rio de Janeiro. Cirne describes the assailant as young, armed and direct, recounts the brief tension of handing over money and ironically comments on his own curiosity about the banking technology involved. The text transforms an experience of urban violence into a personal chronicle that combines everyday observation, humor and social criticism.In the section Um Novo Fanzine nas Paradas, Cirne introduces Visceral, a publication edited by Jorge Domingos in Petrópolis and open to alternative and varied themes, with particular attention to poetry and literary experimentation. The text provides the publication's postal contact and reproduces the poem Amâncio by Tanussi Cardoso, structured as a brief intimate narrative. In Uma Administração Transparente, Cirne praises the leadership of the Instituto de Arte e Comunicação Social at Universidade Federal Fluminense, represented by Ana Maria Lopes and Alceste Pinheiro, emphasizing democratic transparency and mentioning Sérgio Santeiro, head of the Department of Cinema and Video and a filmmaker associated with the Brazilian documentary tradition. The issue also announces the Prêmio Gambá, a short story competition for IACS students, and comments on the laboratory newspaper O Casarão, produced within the Journalism course under the guidance of professor Sylvia Moretzsohn with student participation.The lower section presents Classificados Amorosos, a series of satirical and parodic advertisements using affectionate language, ecological references and verbal games. The page ends with a humorous question exploring different meanings and variations of the verb papar, reinforcing the provocative and playful character of Folha Porreta. The document is relevant for research on Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, university culture, Universidade Federal Fluminense, IACS, fanzines, Brazilian poetry, Tanussi Cardoso, experimental journalism, documentary cinema, urban violence, humor and Brazilian alternative culture of the 1990s.
TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊSExemplar XII 1007 de Balaio Incomum, Folha Porreta, de Moacy Cirne, datado do Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1997. O texto principal recebe o título Assalto à Luz do Dia. Cirne inicia recordando que fazia aproximadamente onze anos que não era assaltado no Rio de Janeiro. Relata que, numa quinta feira por volta das 13 horas, a situação se repetiu. O autor estava diante de um terminal do Banco 24 Horas quando foi abordado por um jovem. Cirne narra o episódio com humor e autoconsciência, observando que o assaltante não possuía grande sofisticação e que a ação foi rápida. O relato menciona sua preocupação com o cartão bancário e com a possibilidade de concluir a operação no terminal. A narrativa combina tensão real com comentário irônico e se transforma em pequena crônica sobre violência urbana, automatização bancária e comportamento cotidiano.A seção Um Novo Fanzine nas Paradas apresenta Visceral, editado por Jorge Domingos, de Petrópolis. Cirne define a publicação como aberta a questões alternativas variadas e centrada em poesia e literatura. O primeiro número é descrito como contendo informes, ilustrações e quantidade expressiva de poemas. A folha reproduz Amâncio, de Tanussi Cardoso, poema narrativo no qual uma personagem passa por situações cotidianas e íntimas em sequência quase cinematográfica. A presença desse texto reforça a função de Balaio como espaço de circulação de autores, pequenas publicações e produções fora dos circuitos editoriais tradicionais.Em Uma Administração Transparente, Cirne comenta a gestão do Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense. Ana Maria Lopes e Alceste Pinheiro são apresentados como responsáveis por uma administração marcada pela transparência democrática. O texto afirma que, sem democracia, o instituto seria apenas um espaço autoritário de pretenso saber acadêmico. Cirne menciona também Sérgio Santeiro, chefe do Departamento de Cinema e Vídeo, apresentado como importante curta metragista brasileiro e figura ligada à Associação Brasileira de Documentaristas. O trecho mostra a relação direta de Balaio com o ambiente universitário da UFF e com debates sobre gestão acadêmica, cinema e cultura.Na seção Prêmio Gambá, o Departamento de Comunicação Social anuncia um concurso de contos destinado a alunos do IACS com inclinações literárias. O prêmio é apresentado em tom humorístico, mas também como incentivo à produção textual estudantil. Cirne indica que informações adicionais poderiam ser obtidas com o professor Verlaine e brinca com a expressão galera desenvolvendo suas viagens verbais sem preconceitos literários.A seção O Casarão Continua Firme e Forte trata do jornal laboratório do Curso de Jornalismo da UFF. Cirne informa que O Casarão chegava ao seu 66 número e menciona a orientação da professora Sylvia Moretzsohn. São citadas matérias variadas, incluindo uma tentativa de assalto relacionada ao Super UI, artigo de Elaine Barreto Gomes sobre publicidade e texto de Fernando Lago sobre alternativas para a sobrevivência da UFF. Também são mencionados estudantes participantes da redação, reforçando o valor da publicação como exercício de formação jornalística.Na parte inferior aparecem Classificados Amorosos, apresentados como anúncios satíricos de encontros, relações e desejos. As mensagens utilizam jogos de linguagem, referências a Mata Atlântica, Greenpeace, Werner Herzog, G8, ecologia, trópicos, olhos selvagens e outras imagens culturais. O caráter paródico transforma o formato dos classificados tradicionais em espaço de experimentação verbal e humor.A frase final, construída em torno de diferentes sentidos da palavra papar, encerra a folha com uma sequência de perguntas e trocadilhos. Essa estrutura reforça a identidade editorial de Folha Porreta, caracterizada pelo uso de oralidade, ironia, sexualidade, comentário cultural, política cotidiana e invenção verbal.O exemplar possui relevância para indexação sobre Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, Assalto à Luz do Dia, Jorge Domingos, fanzine Visceral, Tanussi Cardoso, Ana Maria Lopes, Alceste Pinheiro, Sérgio Santeiro, Universidade Federal Fluminense, IACS, Departamento de Cinema e Vídeo, Associação Brasileira de Documentaristas, Sylvia Moretzsohn, O Casarão, jornal laboratório, jornalismo universitário, poesia alternativa, fanzines, cultura independente, violência urbana e humor brasileiro dos anos 1990.OBSERVATION TEXT IN ENGLISHIssue XII 1007 of Balaio Incomum, Folha Porreta, by Moacy Cirne, dated Rio de Janeiro, September 29, 1997. The main text is titled Assalto à Luz do Dia. Cirne begins by recalling that approximately eleven years had passed since he had last been robbed in Rio de Janeiro. He then recounts that on a Thursday at around 1 p.m. the situation happened again. The author was standing at a Banco 24 Horas terminal when he was approached by a young man. Cirne narrates the episode with humor and self awareness, observing that the assailant displayed little sophistication and that the action was brief. The account mentions his concern with his bank card and with completing the transaction at the terminal. The narrative combines genuine tension with ironic commentary and becomes a short chronicle about urban violence, banking automation and everyday behavior.The section Um Novo Fanzine nas Paradas introduces Visceral, edited by Jorge Domingos in Petrópolis. Cirne describes the publication as open to varied alternative issues and centered on poetry and literature. Its first issue is described as containing information, illustrations and a substantial number of poems. The sheet reproduces Amâncio by Tanussi Cardoso, a narrative poem in which a character passes through everyday and intimate situations in an almost cinematic sequence. The presence of this text reinforces Balaio's role as a circulation space for authors, small publications and productions outside traditional publishing networks.In Uma Administração Transparente, Cirne comments on the management of the Instituto de Arte e Comunicação Social at Universidade Federal Fluminense. Ana Maria Lopes and Alceste Pinheiro are presented as responsible for an administration characterized by democratic transparency. The text argues that without democracy the institute would be reduced to an authoritarian academic structure. Cirne also mentions Sérgio Santeiro, head of the Department of Cinema and Video, presented as an important Brazilian short film director and a figure connected with the Associação Brasileira de Documentaristas. The passage demonstrates Balaio's close relationship with the UFF university environment and with debates on academic administration, cinema and culture.In the section Prêmio Gambá, the Department of Social Communication announces a short story competition for IACS students with literary interests. The prize is presented humorously but also as an encouragement to student writing. Cirne indicates that further information could be obtained from professor Verlaine and jokes about students developing verbal journeys without literary prejudice.The section O Casarão Continua Firme e Forte discusses the laboratory newspaper of the UFF Journalism course. Cirne states that O Casarão had reached its 66th issue and mentions the supervision of professor Sylvia Moretzsohn. Various articles are cited, including a report on an attempted robbery connected with Super UI, an article by Elaine Barreto Gomes on advertising and a text by Fernando Lago on alternatives for the survival of UFF. Student members of the editorial team are also mentioned, reinforcing the publication's value as a training exercise in journalism.The lower part of the page contains Classificados Amorosos, presented as satirical advertisements about encounters, relationships and desire. The messages use verbal games and references to the Atlantic Forest, Greenpeace, Werner Herzog, the G8, ecology, the tropics, wild eyes and other cultural images. Their parodic character transforms the traditional classified advertisement format into a space of verbal experimentation and humor.The final sentence, constructed around different meanings of the verb papar, closes the sheet with a sequence of questions and puns. This structure reinforces the editorial identity of Folha Porreta, characterized by oral language, irony, sexuality, everyday cultural commentary, politics and verbal invention.The issue is relevant for indexing Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, Assalto à Luz do Dia, Jorge Domingos, Visceral fanzine, Tanussi Cardoso, Ana Maria Lopes, Alceste Pinheiro, Sérgio Santeiro, Universidade Federal Fluminense, IACS, Department of Cinema and Video, Associação Brasileira de Documentaristas, Sylvia Moretzsohn, O Casarão, laboratory newspaper, university journalism, alternative poetry, fanzines, independent culture, urban violence and Brazilian humor of the 1990s.
Inglês
Balaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XII 1007, Rio de Janeiro, September 29, 1997
Dimensions: 13 x 8,5 in
