Home Acervo Balaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XI 990, Rio de Janeiro, 20 de julho de 1997. República Federativa ou República Corruptiva.

Balaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XI 990, Rio de Janeiro, 20 de julho de 1997. República Federativa ou República Corruptiva.

Moacy Cirne

-Balaio+Incomun+,+Folha+Porreta+,+Moacy+Cirne+,+XI-990,+Rio+de+Janeiro+,+20+de+Julho+de+1997,+Republica+federativa+ou+replica+corruptiva,1a.jpg

Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04350

Data: 20 de Julho de 1997

Dimensões: 33 x 21,5 cm

TEXTO SALSA EM PORTUGUÊSBalaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XI 990, Rio de Janeiro, 20 de julho de 1997. República Federativa ou República Corruptiva. O exemplar reúne crítica política, poesia brasileira, memória literária e referências à poesia experimental em uma composição editorial de caráter provocador. No texto de abertura, Moacy Cirne parte de comentário do jornalista Jânio de Freitas publicado na Folha de S.Paulo e questiona os acordos do governo federal para aprovação de reformas, contrapondo a ideia de República Federativa à possibilidade de uma República Corruptiva. Cirne menciona o PFL e seus principais dirigentes da época, Antonio Carlos Magalhães, Jorge Bornhausen e Fernando Henrique Cardoso, construindo uma crítica satírica e explicitamente política ao funcionamento do poder no Brasil. A seção principal, A Poesia e o Poema Brasileiros: Dez Livros Fundamentais, parte 9, registra escolhas de Jornard Muniz de Britto, Paulo Custódio, Avelino de Araújo e Rosa Amanda Strausz. Entre os autores citados estão Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Jorge de Lima, Ascenso Ferreira, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Cardozo, Ferreira Gullar, Affonso Ávila, Augusto de Campos, Paulo Leminski, Wlademir Dias Pino, Sousândrade, Manuel Bandeira, Augusto dos Anjos, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Samara, Fred Maia, Jorge Fernandes, Sebastião Nunes, Moacy Cirne, Álvaro de Sá, Mário Quintana, Ana Cristina Cesar, Felipe Fortuna, Hilda Hilst e Armando Freitas Filho. A presença de A Ave, de Wlademir Dias Pino, na seleção de Jornard Muniz de Britto e novamente como primeira escolha de Avelino de Araújo, além de Poemics, de Álvaro de Sá, e Objetos verbais, de Moacy Cirne, reforça a importância da poesia visual, do Poema Processo e da experimentação verbal dentro da cartografia literária apresentada pela folha. O exemplar também recomenda as publicações Caros amigos e Metal pesado e encerra com uma intervenção gráfica satírica que associa conservadorismo e puritanismo a uma advertência de saúde. Documento relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, Poema Processo, Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Avelino de Araújo, poesia visual brasileira, crítica política, literatura brasileira e cultura dos anos 1990.SALSA TEXT IN ENGLISHBalaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XI 990, Rio de Janeiro, July 20, 1997. República Federativa ou República Corruptiva. The issue combines political criticism, Brazilian poetry, literary memory and references to experimental poetry in a deliberately provocative editorial composition. In the opening text, Moacy Cirne takes as a point of departure a comment by journalist Jânio de Freitas published in Folha de S.Paulo and questions federal government agreements used to secure approval for political reforms, contrasting the idea of a Federative Republic with that of a Corruptive Republic. Cirne mentions the PFL and leading political figures of the period, including Antonio Carlos Magalhães, Jorge Bornhausen and Fernando Henrique Cardoso, constructing an explicitly political and satirical critique of the functioning of power in Brazil. The main section, A Poesia e o Poema Brasileiros: Dez Livros Fundamentais, part 9, records selections by Jornard Muniz de Britto, Paulo Custódio, Avelino de Araújo and Rosa Amanda Strausz. Authors cited include Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Jorge de Lima, Ascenso Ferreira, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Cardozo, Ferreira Gullar, Affonso Ávila, Augusto de Campos, Paulo Leminski, Wlademir Dias Pino, Sousândrade, Manuel Bandeira, Augusto dos Anjos, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Samara, Fred Maia, Jorge Fernandes, Sebastião Nunes, Moacy Cirne, Álvaro de Sá, Mário Quintana, Ana Cristina Cesar, Felipe Fortuna, Hilda Hilst and Armando Freitas Filho. The presence of A Ave by Wlademir Dias Pino in Jornard Muniz de Britto's selection and again as Avelino de Araújo's first choice, together with Poemics by Álvaro de Sá and Objetos verbais by Moacy Cirne, reinforces the importance of visual poetry, Poema Processo and verbal experimentation within the literary map proposed by the sheet. The issue also recommends the publications Caros amigos and Metal pesado and closes with a satirical graphic intervention associating conservatism and puritanism with a public health warning. Relevant material for research on Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, Poema Processo, Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Avelino de Araújo, Brazilian visual poetry, political criticism, Brazilian literature and 1990s culture.

TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊSExemplar XI 990 de Balaio Incomum, Folha Porreta, de Moacy Cirne, datado do Rio de Janeiro em 20 de julho de 1997. O texto de abertura recebe o título República Federativa ou República Corruptiva e menciona diretamente o jornalista Jânio de Freitas, da Folha de S.Paulo. A partir da discussão sobre acordos políticos para aprovação de reformas, Cirne formula uma crítica à estrutura de poder do período e cita o PFL, Antonio Carlos Magalhães, Jorge Bornhausen e Fernando Henrique Cardoso. A linguagem utilizada é satírica, agressiva e deliberadamente provocadora, característica recorrente de Folha Porreta, combinando comentário político com humor e intervenção verbal.A seção A Poesia e o Poema Brasileiros: Dez Livros Fundamentais, parte 9, ocupa a maior área da página. Jornard Muniz de Britto, identificado como poeta e escritor de Pernambuco, seleciona Primeiro caderno do aluno de poesia, de Oswald de Andrade, A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade, Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, Catimbó, de Ascenso Ferreira, O cão sem plumas, de João Cabral de Melo Neto, Signo estrelado, de Joaquim Cardozo, Poema sujo, de Ferreira Gullar, Discurso da difamação do poeta, de Affonso Ávila, Rimbaud livre, de Augusto de Campos, La vie en close, de Paulo Leminski, A Ave, de Wlademir Dias Pino, e Tropicália, associada a Caetano, Gil, Torquato e outros. Paulo Custódio seleciona Distraídos venceremos, de Paulo Leminski, O Guesa errante, de Sousândrade, Libertinagem, de Manuel Bandeira, A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade, Eu, de Augusto dos Anjos, As primaveras, de Casimiro de Abreu, Espumas flutuantes, de Castro Alves, Dentro da noite veloz, de Ferreira Gullar, A educação pela pedra, de João Cabral de Melo Neto, Suor du corpo, de Samara, e Um rock por nada, de Fred Maia.Avelino de Araújo, identificado como poeta e oftalmologista do Rio Grande do Norte, coloca A Ave, de Wlademir Dias Pino, como sua primeira escolha. Em seguida aparecem Eu, de Augusto dos Anjos, Livro de poemas, de Jorge Fernandes, Antologia mamaluca, de Sebastião Nunes, Objetos verbais, de Moacy Cirne, Poemics, de Álvaro de Sá, A educação pela pedra, de João Cabral de Melo Neto, A luta corporal, de Ferreira Gullar, Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, e Espumas flutuantes, de Castro Alves. Essa lista possui especial relevância documental por aproximar diretamente Wlademir Dias Pino, Moacy Cirne e Álvaro de Sá em uma seleção de livros fundamentais feita por um participante do circuito experimental brasileiro.Rosa Amanda Strausz seleciona Amar, a mais alta constelação, de Carlos Nejar, O livro das ignorãças, de Manoel de Barros, Zona erógena, de Nei Leandro de Castro, O cão sem plumas, de João Cabral de Melo Neto, A vaca e o hipogrifo, de Mário Quintana, A teus pés, de Ana Cristina Cesar, Atrito, de Felipe Fortuna, Do desejo, de Hilda Hilst, Caprichos e relaxos, de Paulo Leminski, e Cabeça de homem, de Armando Freitas Filho. Na parte inferior aparecem recomendações das publicações Caros amigos, número 4, São Paulo, Casa Amarela, julho de 1997, e Metal pesado, número 2, São Paulo, junho e julho de 1997. O exemplar termina com uma intervenção gráfica em forma de advertência institucional que transforma uma fórmula de campanha de saúde em comentário satírico sobre conservadorismo e puritanismo. O conjunto é importante para indexação histórica sobre Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, A Poesia e o Poema Brasileiros, Poema Processo, Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Avelino de Araújo, poesia experimental, poesia visual, crítica política e cultura brasileira de 1997.OBSERVATION TEXT IN ENGLISHIssue XI 990 of Balaio Incomum, Folha Porreta, by Moacy Cirne, dated Rio de Janeiro, July 20, 1997. The opening text is titled República Federativa ou República Corruptiva and directly mentions journalist Jânio de Freitas of Folha de S.Paulo. Starting from a discussion of political agreements used to approve government reforms, Cirne formulates a critique of the structure of power during the period and mentions the PFL, Antonio Carlos Magalhães, Jorge Bornhausen and Fernando Henrique Cardoso. The language is satirical, aggressive and deliberately provocative, a recurring characteristic of Folha Porreta, combining political commentary with humor and verbal intervention.The section A Poesia e o Poema Brasileiros: Dez Livros Fundamentais, part 9, occupies most of the page. Jornard Muniz de Britto, identified as a poet and writer from Pernambuco, selects Primeiro caderno do aluno de poesia by Oswald de Andrade, A rosa do povo by Carlos Drummond de Andrade, Invenção de Orfeu by Jorge de Lima, Catimbó by Ascenso Ferreira, O cão sem plumas by João Cabral de Melo Neto, Signo estrelado by Joaquim Cardozo, Poema sujo by Ferreira Gullar, Discurso da difamação do poeta by Affonso Ávila, Rimbaud livre by Augusto de Campos, La vie en close by Paulo Leminski, A Ave by Wlademir Dias Pino, and Tropicália associated with Caetano, Gil, Torquato and others. Paulo Custódio selects Distraídos venceremos by Paulo Leminski, O Guesa errante by Sousândrade, Libertinagem by Manuel Bandeira, A rosa do povo by Carlos Drummond de Andrade, Eu by Augusto dos Anjos, As primaveras by Casimiro de Abreu, Espumas flutuantes by Castro Alves, Dentro da noite veloz by Ferreira Gullar, A educação pela pedra by João Cabral de Melo Neto, Suor du corpo by Samara, and Um rock por nada by Fred Maia.Avelino de Araújo, identified as a poet and ophthalmologist from Rio Grande do Norte, places A Ave by Wlademir Dias Pino as his first choice. It is followed by Eu by Augusto dos Anjos, Livro de poemas by Jorge Fernandes, Antologia mamaluca by Sebastião Nunes, Objetos verbais by Moacy Cirne, Poemics by Álvaro de Sá, A educação pela pedra by João Cabral de Melo Neto, A luta corporal by Ferreira Gullar, Morte e vida severina by João Cabral de Melo Neto, and Espumas flutuantes by Castro Alves. This list has particular documentary importance because it places Wlademir Dias Pino, Moacy Cirne and Álvaro de Sá directly within a selection of fundamental books made by a participant in the Brazilian experimental poetry circuit.Rosa Amanda Strausz selects Amar, a mais alta constelação by Carlos Nejar, O livro das ignorãças by Manoel de Barros, Zona erógena by Nei Leandro de Castro, O cão sem plumas by João Cabral de Melo Neto, A vaca e o hipogrifo by Mário Quintana, A teus pés by Ana Cristina Cesar, Atrito by Felipe Fortuna, Do desejo by Hilda Hilst, Caprichos e relaxos by Paulo Leminski, and Cabeça de homem by Armando Freitas Filho. At the bottom of the page appear recommendations for Caros amigos, issue 4, São Paulo, Casa Amarela, July 1997, and Metal pesado, issue 2, São Paulo, June and July 1997. The issue closes with a graphic intervention formatted as an institutional warning, transforming the visual language of a public health campaign into a satirical comment on conservatism and puritanism. The document is important for historical indexing of Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, A Poesia e o Poema Brasileiros, Poema Processo, Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Avelino de Araújo, experimental poetry, visual poetry, political criticism and Brazilian culture in 1997.


Inglês

Balaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XI 990, Rio de Janeiro, July 20, 1997. República Federativa ou República Corruptiva.

Dimensions: 13 x 8,5 in

-Balaio+Incomun+,+Folha+Porreta+,+Moacy+Cirne+,+XI-990,+Rio+de+Janeiro+,+20+de+Julho+de+1997,+Republica+federativa+ou+replica+corruptiva,1a.jpg -Balaio+Incomun+,+Folha+Porreta+,+Moacy+Cirne+,+XI-990,+Rio+de+Janeiro+,+20+de+Julho+de+1997,+Republica+federativa+ou+replica+corruptiva,1b.jpg