Balaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XI 988, Rio de Janeiro, julho de 1997. Poema. Folha visual de caráter experimental vinculada ao universo editorial de Moacy Cirne e às pesquisas de poesia visual e Poema Processo.
Moacy Cirne
04349 - Julho 1997 - Impressão Gráfica Offset Sobre Papel
33 x 21,5 cm
TEXTO SALSA EM PORTUGUÊS
Balaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XI 988, Rio de Janeiro, julho de 1997. Poema. Folha visual de caráter experimental vinculada ao universo editorial de Moacy Cirne e às pesquisas de poesia visual e Poema Processo. A composição apresenta uma grande forma irregular em tom cinza ocupando quase toda a página, sobre a qual a palavra POEMA aparece fragmentada em quatro unidades gráficas, POÉ e MA, distribuídas em dois níveis. As letras possuem contornos irregulares e aparência manual, transformando a palavra em objeto visual e aproximando leitura e imagem. O deslocamento entre as partes da palavra rompe a linearidade verbal tradicional e reforça uma leitura espacial, na qual tipografia, forma, contraste e posição assumem função poética. A área cinza possui contorno orgânico e assimétrico, produzindo tensão com a geometria da página e com a disposição das letras brancas. A economia de elementos intensifica o impacto visual e demonstra a transformação do poema em estrutura gráfica autônoma. O exemplar integra a produção de Balaio Incomum e Folha Porreta em 1997 e dialoga com os princípios da poesia experimental brasileira, especialmente com a valorização do signo, da materialidade da palavra, da comunicação visual e da participação ativa do leitor. Documento relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, Poema Processo, poesia visual brasileira, poesia experimental, tipografia, design gráfico, semiótica visual e vanguardas brasileiras.
SALSA TEXT IN ENGLISH
Balaio Incomum, Folha Porreta, Moacy Cirne, XI 988, Rio de Janeiro, July 1997. Poema. Experimental visual sheet connected to Moacy Cirne's editorial universe and to research involving visual poetry and Poema Processo. The composition presents a large irregular gray form occupying most of the page, over which the word POEMA is fragmented into four graphic units, POÉ and MA, distributed on two levels. The letters have irregular contours and a handmade appearance, transforming the word into a visual object and bringing reading and image together. The displacement between the parts of the word breaks conventional verbal linearity and reinforces a spatial mode of reading in which typography, form, contrast and position assume poetic functions. The gray field has an organic and asymmetrical contour, creating tension with the geometry of the page and with the arrangement of the white letters. The economy of elements intensifies the visual impact and demonstrates the transformation of the poem into an autonomous graphic structure. The issue belongs to the 1997 production of Balaio Incomum and Folha Porreta and dialogues with principles of Brazilian experimental poetry, particularly the emphasis on the sign, the materiality of language, visual communication and active reader participation. Relevant document for research on Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, Poema Processo, Brazilian visual poetry, experimental poetry, typography, graphic design, visual semiotics and Brazilian avant garde practices.
