Balaio Incomun XI 962, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 19 de maio de 1997, integra o conjunto comemorativo Poema Processo, 30 anos.
Moacy Cirne
Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede
Acervo: 04336
Data: 19 de maio de 1997
Dimensões: 33 x 21,5 cm
TEXTO SALSA EM PORTUGUÊSBalaio Incomun XI 962, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 19 de maio de 1997, integra o conjunto comemorativo Poema Processo, 30 anos. A folha apresenta Soneto para o companheiro Mao, composição visual que articula poesia experimental, apropriação textual, montagem tipográfica, política, memória revolucionária e espacialização da linguagem.Na região superior encontram se as identificações Balaio Incomun XI 962, Folha Porreta, Moacy Cirne, Rio, 19 maio 1997 e Poema Processo, 30 anos. Acima do cabeçalho aparece ainda a chamada Para desespero dos pseudomoralistas, vem aí o Balaio 969, elemento que evidencia o caráter provocador, irreverente e editorial da série Balaio Incomun.Soneto para o companheiro Mao abandona a organização convencional do soneto e transforma um extenso conjunto de palavras impressas em uma grande estrutura visual. Os blocos textuais são inclinados, direcionados e articulados espacialmente, formando uma figura compacta que ocupa o centro da página. O poema passa assim a depender tanto da leitura das palavras quanto da percepção de sua configuração gráfica.O material verbal contém referências recorrentes a guerra, exército, soldados, povo, política, resistência, guerrilha, organização, partido, forças, objetivos, estratégia e luta. A presença dessas expressões, associada ao título dedicado ao companheiro Mao, estabelece uma relação direta com o pensamento político e militar de Mao Tsé Tung e com o imaginário revolucionário do século XX. Moacy Cirne retira a linguagem de seu contexto discursivo habitual e a reorganiza como matéria de uma operação poética visual.O uso da palavra soneto funciona de maneira crítica e experimental. Em vez da estrutura tradicional de versos e estrofes, Cirne apresenta uma construção tipográfica que rompe a linearidade e produz uma leitura multidirecional. A forma gráfica torna se parte inseparável do significado, fazendo com que a organização espacial dos textos seja tão importante quanto o conteúdo verbal.A composição dialoga diretamente com princípios históricos do Poema Processo, como leitura não linear, abandono da dependência exclusiva do verso, transformação da palavra em signo visual, apropriação, montagem, participação perceptiva do leitor e compreensão do poema como processo. O documento demonstra como, em 1997, Moacy Cirne retomava e atualizava procedimentos experimentais relacionados ao movimento iniciado em 1967.Balaio Incomun XI 962 constitui importante documento para pesquisas sobre Moacy Cirne, Poema Processo, Balaio Incomun, Folha Porreta, Soneto para o companheiro Mao, Mao Tsé Tung, poesia visual brasileira, poesia política, poesia experimental, apropriação textual, montagem tipográfica, comunicação visual, vanguardas brasileiras, política e arte, cultura revolucionária e memória dos 30 anos do Poema Processo.TEXTO SALSA EM INGLÊSBalaio Incomun XI 962, Folha Porreta, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on 19 May 1997, belongs to the commemorative group Poema Processo, 30 years. The sheet presents Soneto para o companheiro Mao, a visual composition combining experimental poetry, textual appropriation, typographic montage, politics, revolutionary memory and the spatial organization of language.The upper area contains the identifications Balaio Incomun XI 962, Folha Porreta, Moacy Cirne, Rio, 19 May 1997 and Poema Processo, 30 years. Above the heading also appears the announcement Para desespero dos pseudomoralistas, vem aí o Balaio 969, revealing the provocative, irreverent and editorial character of the Balaio Incomun series.Soneto para o companheiro Mao abandons the conventional organization of the sonnet and transforms an extensive body of printed words into a large visual structure. The textual blocks are inclined, directed and spatially articulated, forming a compact figure that occupies the center of the page. The poem therefore depends both on reading the words and on perceiving their graphic configuration.The verbal material contains recurring references to war, the army, soldiers, the people, politics, resistance, guerrilla activity, organization, the party, forces, objectives, strategy and struggle. The presence of these terms, combined with the title dedicated to companion Mao, establishes a direct relationship with the political and military thought of Mao Tse Tung and with twentieth century revolutionary imagery. Moacy Cirne removes discursive language from its conventional context and reorganizes it as material for a visual poetic operation.The use of the word sonnet functions critically and experimentally. Instead of traditional verses and stanzas, Cirne presents a typographic construction that disrupts linear reading and produces a multidirectional experience. Graphic form becomes inseparable from meaning, making the spatial organization of the text as important as its verbal content.The composition is directly connected with historical principles of Poema Processo, including nonlinear reading, the rejection of exclusive dependence on verse, transformation of words into visual signs, appropriation, montage, perceptual participation by the reader and the understanding of the poem as process. The document demonstrates how, in 1997, Moacy Cirne revisited and renewed experimental procedures associated with the movement that began in 1967.Balaio Incomun XI 962 is an important document for research on Moacy Cirne, Poema Processo, Balaio Incomun, Folha Porreta, Soneto para o companheiro Mao, Mao Tse Tung, Brazilian visual poetry, political poetry, experimental poetry, textual appropriation, typographic montage, visual communication, Brazilian avant garde movements, politics and art, revolutionary culture and the memory of 30 years of Poema Processo.
TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊSDocumento impresso identificado como Balaio Incomun XI 962, Folha Porreta, de Moacy Cirne, datado de 19 de maio de 1997, Rio de Janeiro. A folha integra a comemoração Poema Processo, 30 anos e apresenta a composição intitulada Soneto para o companheiro Mao.No alto da página aparece a frase Para desespero dos pseudomoralistas, vem aí o Balaio 969. A chamada funciona como anúncio editorial de número posterior da publicação e registra o tom provocador característico de Balaio Incomun e Folha Porreta.A área central é formada por extensos blocos de texto impressos em diferentes direções e inclinações. Esses blocos deixam de obedecer à disposição horizontal tradicional e são utilizados para construir uma grande figura tipográfica. A configuração produz áreas de concentração textual, diagonais, mudanças de orientação e espaços vazios que participam diretamente da estrutura do poema.Entre os termos legíveis no corpo da composição aparecem referências a exército, guerra, soldados, povo, política, resistência, guerrilha, partido, objetivos, organização, forças e luta. Também são perceptíveis formulações relacionadas a eficácia militar, opinião pública, mobilização, programa político, exércitos, Guerra de Resistência e atuação das forças populares. O conjunto estabelece um campo semântico relacionado ao pensamento revolucionário e militar associado a Mao Tsé Tung.A denominação Soneto para o companheiro Mao cria uma tensão deliberada entre uma forma literária tradicional e uma construção que visualmente rompe com versos, estrofes e sequência linear. O soneto é convertido em estrutura gráfica e em experiência espacial de leitura.O texto utilizado como matéria da composição parece derivar de discurso político e estratégico associado a Mao, mas a folha não apresenta, na área claramente legível da reprodução, uma referência bibliográfica completa que permita determinar com segurança a edição ou a fonte específica dos fragmentos. Para fins de catalogação, a relação com Mao Tsé Tung pode ser registrada a partir do título e do conteúdo, enquanto a fonte textual precisa deve permanecer aberta a confirmação documental.A forma visual utiliza a própria massa de palavras como desenho. Não existe separação rígida entre conteúdo e imagem. O texto simultaneamente comunica ideias e constrói a figura, procedimento compatível com a pesquisa do Poema Processo sobre signo, estrutura, projeto, leitura visual e transformação da linguagem verbal em informação gráfica.A folha registra ainda a continuidade da produção experimental de Moacy Cirne durante as comemorações de três décadas do Poema Processo. O documento relaciona o movimento lançado em 1967 a questões históricas, políticas e culturais internacionais, mostrando que o repertório de Balaio Incomun ultrapassa a memória interna do movimento e incorpora cinema, política, literatura, música, pensamento revolucionário e cultura visual.O documento possui especial relevância para indexação e pesquisa sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun XI 962, Folha Porreta, Poema Processo, 30 anos do Poema Processo, Soneto para o companheiro Mao, Mao Tsé Tung, poesia visual, poesia experimental brasileira, poema político, apropriação, montagem textual, tipografia experimental, poesia e política, linguagem revolucionária, leitura não linear, comunicação visual e vanguardas brasileiras do século XX.TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM INGLÊSPrinted document identified as Balaio Incomun XI 962, Folha Porreta, by Moacy Cirne, dated 19 May 1997, Rio de Janeiro. The sheet belongs to the commemoration Poema Processo, 30 years and presents the composition titled Soneto para o companheiro Mao.At the top of the page appears the phrase Para desespero dos pseudomoralistas, vem aí o Balaio 969. This statement functions as an editorial announcement for a later issue and records the provocative tone characteristic of Balaio Incomun and Folha Porreta.The central area is composed of extensive blocks of printed text arranged in different directions and at different angles. These blocks abandon conventional horizontal organization and are used to construct a large typographic figure. The configuration produces areas of textual concentration, diagonals, changes of orientation and empty spaces that participate directly in the structure of the poem.Among the legible terms in the composition are references to the army, war, soldiers, the people, politics, resistance, guerrilla activity, the party, objectives, organization, forces and struggle. Other visible passages concern military effectiveness, public opinion, mobilization, political programs, armies, the War of Resistance and the action of popular forces. Together these elements establish a semantic field related to revolutionary and military thought associated with Mao Tse Tung.The designation Soneto para o companheiro Mao creates a deliberate tension between a traditional literary form and a construction that visually breaks with verses, stanzas and linear sequence. The sonnet is transformed into a graphic structure and a spatial reading experience.The text used as material for the composition appears to derive from political and strategic discourse associated with Mao, but the clearly legible area of this reproduction does not provide a complete bibliographic reference that would allow the precise edition or textual source to be established with certainty. For cataloguing purposes, the relationship with Mao Tse Tung can be recorded on the basis of the title and content, while the exact textual source should remain subject to documentary confirmation.The visual form uses the mass of words itself as drawing. There is no rigid separation between content and image. The text simultaneously communicates ideas and constructs the figure, a procedure compatible with Poema Processo investigations into signs, structure, project, visual reading and the transformation of verbal language into graphic information.The sheet also documents the continuity of Moacy Cirne's experimental production during the commemoration of three decades of Poema Processo. It connects the movement launched in 1967 with international historical, political and cultural questions, demonstrating that the repertoire of Balaio Incomun extends beyond the internal memory of the movement and incorporates politics, literature, revolutionary thought and visual culture.The document is especially relevant for indexing and research on Moacy Cirne, Balaio Incomun XI 962, Folha Porreta, Poema Processo, 30 years of Poema Processo, Soneto para o companheiro Mao, Mao Tse Tung, visual poetry, Brazilian experimental poetry, political poetry, appropriation, textual montage, experimental typography, poetry and politics, revolutionary language, nonlinear reading, visual communication and twentieth century Brazilian avant garde movements.
Inglês
Balaio Incomun XI 962, Folha Porreta, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on 19 May 1997, belongs to the commemorative group Poema Processo, 30 years.
Dimensions: 13 x 8,5 in
