Home Acervo Balaio Incomun, Folha Porreta, número 960, organizado no contexto editorial de Moacy Cirne, apresenta o poema visual Life para Signatari, de J. Medeiros, identificado na própria folha com a referência RN.

Balaio Incomun, Folha Porreta, número 960, organizado no contexto editorial de Moacy Cirne, apresenta o poema visual Life para Signatari, de J. Medeiros, identificado na própria folha com a referência RN.

Moacy Cirne

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04334 - 1997 - Impressão Gráfica Offset Sobre Papel

33 x 21,5 cm

TEXTO SALSA EM PORTUGUÊS

Balaio Incomun, Folha Porreta, número 960, organizado no contexto editorial de Moacy Cirne, apresenta o poema visual Life para Signatari, de J. Medeiros, identificado na própria folha com a referência RN. O documento integra a celebração dos 30 anos do Poema Processo e constitui um exemplo expressivo da permanência das pesquisas gráficas e semióticas do movimento em sua circulação posterior.

A composição ocupa a página com estruturas geométricas negras que evocam letras, fragmentos de alfabetos, sinais, módulos e códigos visuais. As formas aparecem distribuídas em diferentes dimensões e posições, produzindo ritmos, intervalos e relações espaciais que substituem a organização convencional da frase. Algumas estruturas conservam aparência de caracteres reconhecíveis, enquanto outras se afastam da escrita alfabética e passam a funcionar como unidades exclusivamente visuais.

No alto da folha, a palavra Balaio é transformada graficamente em uma estrutura de grandes caracteres modulares, acompanhada pelo número 960. Na margem direita aparece verticalmente a indicação poema processo 30 anos, situando a publicação no conjunto comemorativo dedicado às três décadas do movimento iniciado em 1967.

Na parte inferior encontra se a identificação J. Medeiros RN seguida do título Life para Signatari. Essa informação atribui a composição a J. Medeiros e permite relacionar o trabalho diretamente à sua produção de poesia visual e à rede histórica do Poema Processo no Rio Grande do Norte.

A obra explora princípios fundamentais do Poema Processo, como a superação da palavra discursiva, a autonomia do signo gráfico, a sintaxe espacial, a comunicação por estruturas visuais e a participação perceptiva do leitor. O sentido não é entregue por uma sequência verbal fixa, mas construído pela observação das formas, proporções, repetições, deslocamentos e relações entre cheio e vazio.

Balaio Incomun número 960 constitui documento relevante para a história do Poema Processo e para o estudo da produção de J. Medeiros. A folha estabelece relações entre poesia visual, poema sem palavras, linguagem gráfica, tipografia experimental, signo, código, geometria, comunicação visual e poesia de vanguarda. Sua presença no Balaio Incomun também registra a atuação de Moacy Cirne na preservação, circulação e reativação da memória do Poema Processo trinta anos depois de seu lançamento.

TEXTO SALSA EM INGLÊS

Balaio Incomun, Folha Porreta, number 960, produced within the editorial context of Moacy Cirne, presents the visual poem Life para Signatari by J. Medeiros, identified on the sheet with the reference RN. The document belongs to the celebration of 30 years of Poema Processo and is an important example of the continuing graphic and semiotic investigations associated with the movement.

The composition fills the page with black geometric structures that evoke letters, alphabet fragments, signs, modules and visual codes. The forms are distributed in different dimensions and positions, producing rhythms, intervals and spatial relationships that replace conventional sentence organization. Some structures retain the appearance of recognizable characters, while others move away from alphabetic writing and function as autonomous visual units.

At the top of the sheet, the word Balaio is graphically transformed into a structure of large modular characters accompanied by the number 960. Along the right margin appears the vertical indication poema processo 30 anos, placing the publication within the commemorative group dedicated to three decades of the movement that began in 1967.

At the bottom appears the identification J. Medeiros RN followed by the title Life para Signatari. This information attributes the composition to J. Medeiros and directly connects the work with his production of visual poetry and with the historical network of Poema Processo in Rio Grande do Norte.

The work explores fundamental principles of Poema Processo, including the displacement of discursive language, the autonomy of the graphic sign, spatial syntax, communication through visual structures and the perceptual participation of the reader. Meaning is not delivered through a fixed verbal sequence but constructed through observation of forms, proportions, repetitions, displacements and relationships between positive and negative space.

Balaio Incomun number 960 is a relevant document for the history of Poema Processo and for the study of the work of J. Medeiros. The sheet establishes connections among visual poetry, wordless poetry, graphic language, experimental typography, signs, codes, geometry, visual communication and avant garde poetry. Its presence in Balaio Incomun also records the role of Moacy Cirne in preserving, circulating and reactivating the memory of Poema Processo thirty years after its emergence.