Home Acervo Balaio Incomun XI 959, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 7 de maio de 1997, integra a série comemorativa Poema Processo 30 anos e apresenta o trabalho Poema Azul e Cinema.

Balaio Incomun XI 959, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 7 de maio de 1997, integra a série comemorativa Poema Processo 30 anos e apresenta o trabalho Poema Azul e Cinema.

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04333

Data: 7 de Maio de 1997

Dimensões: 33 x 21,5 cm

TEXTO SALSA EM PORTUGUÊSBalaio Incomun XI 959, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 7 de maio de 1997, integra a série comemorativa Poema Processo 30 anos e apresenta o trabalho Poema Azul e Cinema. A folha articula poesia experimental, intervenção urbana imaginária, crítica política, memória histórica e crítica musical, demonstrando a amplitude cultural característica da produção de Moacy Cirne.Nas duas margens laterais, a palavra LUTO aparece repetidamente, criando uma moldura verbal que envolve toda a página. No centro superior encontra se o projeto Poema Azul e Cinema, estruturado em três proposições. A primeira determina simbolicamente que o prédio da Bolsa de Valores, no Centro do Rio de Janeiro, seja implodido às 13 horas e 13 minutos de um dia qualquer de junho. A segunda propõe que, no lugar do edifício, seja construído um jardim inspirado em Roberto Burle Marx, com orquídeas, violetas e lírios do campo. A terceira determina que, no centro desse jardim, seja erguido um monumento dedicado às vítimas do nazismo, do fascismo e do neoliberalismo. O projeto é finalizado com a identificação de Moacy Cirne como poeta e cangaceiro.A proposta transforma um espaço associado ao poder econômico em jardim, memorial e espaço poético. O procedimento associa imaginação urbana, crítica ao capitalismo financeiro, memória das vítimas de regimes autoritários, paisagismo brasileiro e poesia como intervenção simbólica. A referência a Burle Marx amplia o diálogo entre poesia, arquitetura, paisagem e artes visuais.A folha contém ainda a seção Para uma discografia amorosamente porreta, número 7 de 16, na qual Moacy Cirne apresenta uma seleção de música clássica, jazz, música instrumental brasileira, choro e música popular brasileira.Entre as gravações de música clássica aparecem a Sinfonia número 4 e Variações sobre um tema de Haydn, de Johannes Brahms, interpretadas por Carlo Maria Giulini com a New Philharmonia Orchestra, edição EMI Seraphim. Cirne registra a Sinfonia como obra de 1886 e as Variações como obra de 1873, considerando ambas momentos fundamentais da produção de Brahms.Também é recomendado o Concerto para piano número 1 de Brahms, interpretado por Bernard Haitink com a Royal Concertgebouw Orchestra e Claudio Arrau ao piano, em gravação Philips. Moacy Cirne menciona ainda outra interpretação recomendada, com Pierre Monteux regendo a London Symphony Orchestra.Na área dedicada ao jazz aparece Birth of the Cool, de Miles Davis, pela Capitol, com gravações realizadas em 1949 e 1950. A folha cita composições como Godchild, Boplicity, Israel, Rouge, Venus de Milo e Moon Dreams e ressalta a participação de Gerry Mulligan e Max Roach.Outro álbum destacado é Saxophone Colossus, de Sonny Rollins, pela Prestige, gravado em 22 de junho de 1956. São mencionadas as faixas St Thomas, You Do Not Know What Love Is, Moritat e Blue Seven. A formação registrada reúne Sonny Rollins, Tommy Flanagan, Doug Watkins e Max Roach.No campo da música brasileira aparece Mestres da MPB, Slaves Mass, de Hermeto Pascoal, lançado pela WEA. Gravado originalmente em 1976, o disco é descrito como uma fusão criativa entre jazz e chorinho e inclui Chorinho pra ele e Geleia de cereja, com participações de Flora Purim e Airto Moreira.Também é destacado Cabelo de Milho, de Sivuca, pela MoviePlay. Moacy Cirne chama atenção para o choro Músicos e poetas e cita ainda No tempo dos quintais, Te pego na mentira, Estrela guia, Cantador latino, Cada um torce como pode e Feira de mangaio. A folha registra participações de Fagner e Clara Nunes.Na seção Manjar dos Deuses aparece o lançamento Ago Pixinguinha! 100 anos, da Som Livre, apresentado como uma caixa com dois discos compactos e encarte ilustrado. O material reúne depoimentos relacionados ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e diferentes interpretações da obra de Pixinguinha. São mencionadas três versões de Carinhoso, interpretadas por Nana Caymmi, Tom Jobim e Jacob do Bandolim. A folha também registra a peça Tá pa buraco, de Radamés Gnattali e Camerata Carioca, além de referência a Vivaldi e Pixinguinha.Balaio Incomun XI 959 constitui importante documento da produção de Moacy Cirne e da memória dos 30 anos do Poema Processo. Reúne em uma única folha poesia visual, projeto conceitual, política, urbanismo, Roberto Burle Marx, memória do nazismo e do fascismo, crítica ao neoliberalismo, música clássica, jazz, choro e música popular brasileira. É especialmente relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Poema Processo, Balaio Incomun, Folha Porreta, poesia experimental brasileira, Johannes Brahms, Miles Davis, Sonny Rollins, Hermeto Pascoal, Sivuca, Pixinguinha, Radamés Gnattali, Roberto Burle Marx e cultura brasileira dos anos 1990.TEXTO SALSA EM INGLÊSBalaio Incomun XI 959, Folha Porreta, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on 7 May 1997, belongs to the commemorative series Poema Processo 30 Years and presents the work Poema Azul e Cinema. The sheet combines experimental poetry, imagined urban intervention, political criticism, historical memory and music criticism, demonstrating the broad cultural range characteristic of Moacy Cirne.The word LUTO is repeated along both side margins, creating a verbal frame around the entire page. At the upper center appears the project Poema Azul e Cinema, organized into three propositions. The first symbolically calls for the building of the Stock Exchange in central Rio de Janeiro to be imploded at 13 hours and 13 minutes on an unspecified day in June. The second proposes that a garden inspired by Roberto Burle Marx be created in its place, with orchids, violets and field lilies. The third calls for a monument dedicated to the victims of Nazism, fascism and neoliberalism to be erected at the center of this garden. The project concludes with Moacy Cirne identifying himself as poet and cangaceiro.The proposal transforms a space associated with economic power into a garden, memorial and poetic space. It connects urban imagination, criticism of financial capitalism, memory of victims of authoritarian regimes, Brazilian landscape design and poetry as symbolic intervention. The reference to Burle Marx expands the relationship between poetry, architecture, landscape and visual art.The sheet also contains the section Para uma discografia amorosamente porreta, number 7 of 16, in which Moacy Cirne presents a selection of classical music, jazz, Brazilian instrumental music, choro and Brazilian popular music.Among the classical recordings are Symphony number 4 and Variations on a Theme by Haydn by Johannes Brahms, performed by Carlo Maria Giulini and the New Philharmonia Orchestra in an EMI Seraphim edition. Cirne identifies the Symphony as a work from 1886 and the Variations as a work from 1873, describing them as fundamental moments in the music of Brahms.The Piano Concerto number 1 by Brahms is also recommended, performed by Bernard Haitink with the Royal Concertgebouw Orchestra and Claudio Arrau on piano in a Philips recording. Moacy Cirne also mentions another recommended interpretation conducted by Pierre Monteux with the London Symphony Orchestra.The jazz section includes Birth of the Cool by Miles Davis on Capitol, with recordings made in 1949 and 1950. The sheet mentions compositions including Godchild, Boplicity, Israel, Rouge, Venus de Milo and Moon Dreams and highlights the participation of Gerry Mulligan and Max Roach.Another featured album is Saxophone Colossus by Sonny Rollins on Prestige, recorded on 22 June 1956. The tracks St Thomas, You Do Not Know What Love Is, Moritat and Blue Seven are mentioned. The ensemble includes Sonny Rollins, Tommy Flanagan, Doug Watkins and Max Roach.Brazilian music is represented by Mestres da MPB, Slaves Mass, by Hermeto Pascoal, released by WEA. Originally recorded in 1976, the album is described as a creative fusion of jazz and chorinho and includes Chorinho pra ele and Geleia de cereja, with participation by Flora Purim and Airto Moreira.The sheet also highlights Cabelo de Milho by Sivuca on MoviePlay. Moacy Cirne draws attention to the choro Músicos e poetas and also mentions No tempo dos quintais, Te pego na mentira, Estrela guia, Cantador latino, Cada um torce como pode and Feira de mangaio. Participation by Fagner and Clara Nunes is also recorded.In the section Manjar dos Deuses appears the Som Livre release Ago Pixinguinha! 100 anos, presented as a box containing two compact discs and an illustrated booklet. The material includes testimonies connected with the Museu da Imagem e do Som in Rio de Janeiro and different interpretations of music by Pixinguinha. Three versions of Carinhoso are mentioned, performed by Nana Caymmi, Tom Jobim and Jacob do Bandolim. The sheet also records Tá pa buraco by Radamés Gnattali and Camerata Carioca, together with a reference to Vivaldi and Pixinguinha.Balaio Incomun XI 959 is an important document of the work of Moacy Cirne and of the memory of 30 years of Poema Processo. Within a single sheet it brings together visual poetry, conceptual projects, politics, urbanism, Roberto Burle Marx, memory of Nazism and fascism, criticism of neoliberalism, classical music, jazz, choro and Brazilian popular music. It is especially relevant to research on Moacy Cirne, Poema Processo, Balaio Incomun, Folha Porreta, Brazilian experimental poetry, Johannes Brahms, Miles Davis, Sonny Rollins, Hermeto Pascoal, Sivuca, Pixinguinha, Radamés Gnattali, Roberto Burle Marx and Brazilian culture of the 1990s.

TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊSDocumento impresso identificado como Balaio Incomun XI 959, Folha Porreta, de Moacy Cirne, datado de 7 de maio de 1997, Rio de Janeiro. A folha traz a indicação Poema Processo, 30 anos e o título Poema Azul e Cinema. Nas duas margens laterais aparece repetidamente a palavra LUTO, funcionando como elemento gráfico e semântico da composição.O primeiro bloco contém um projeto poético conceitual organizado em três itens. Moacy Cirne propõe a implosão do prédio da Bolsa de Valores no Centro do Rio de Janeiro às 13 horas e 13 minutos de um dia qualquer de junho. Em seguida propõe a construção, no mesmo local, de um jardim inspirado em Burle Marx, com orquídeas, violetas e lírios do campo. O terceiro item determina a instalação, no centro do jardim, de um monumento dedicado às vítimas do nazismo, fascismo e neoliberalismo. Ao final aparece a identificação Moacy Cirne, poeta e cangaceiro.A formulação do projeto possui caráter utópico, crítico e provocador. O espaço financeiro é simbolicamente substituído por natureza, paisagismo, memória e poesia. A referência explícita às vítimas do nazismo, do fascismo e do neoliberalismo insere o poema no campo da crítica política e social.A segunda parte da folha corresponde à seção Para uma discografia amorosamente porreta, número 7 de 16. São comentadas a Sinfonia número 4 e as Variações sobre um tema de Haydn, de Johannes Brahms, em interpretação de Carlo Maria Giulini e New Philharmonia Orchestra. Também aparece o Concerto para piano número 1 de Brahms, com Bernard Haitink, Royal Concertgebouw Orchestra e Claudio Arrau, além de referência a uma interpretação de Pierre Monteux com a London Symphony Orchestra.No jazz, Moacy Cirne inclui Birth of the Cool, de Miles Davis, com sessões realizadas em 1949 e 1950. O documento registra Godchild, Boplicity, Israel, Rouge, Venus de Milo e Moon Dreams e menciona Gerry Mulligan e Max Roach.Saxophone Colossus, de Sonny Rollins, gravado em 22 de junho de 1956 pela Prestige, também é selecionado. A folha menciona St Thomas, You Do Not Know What Love Is, Moritat e Blue Seven e identifica a formação com Sonny Rollins, Tommy Flanagan, Doug Watkins e Max Roach.No repertório brasileiro consta Mestres da MPB, Slaves Mass, de Hermeto Pascoal, originalmente gravado em 1976 e lançado pela WEA. O comentário destaca a fusão entre jazz e chorinho, as faixas Chorinho pra ele e Geleia de cereja e as participações de Flora Purim e Airto Moreira.Cabelo de Milho, de Sivuca, pela MoviePlay, é outro disco recomendado. São citadas Músicos e poetas, No tempo dos quintais, Te pego na mentira, Estrela guia, Cantador latino, Cada um torce como pode e Feira de mangaio. O documento menciona Fagner em No tempo dos quintais e Clara Nunes em Estrela guia.Na seção Manjar dos Deuses é apresentado Ago Pixinguinha! 100 anos, lançamento da Som Livre em caixa com dois discos compactos e encarte ilustrado. O texto registra depoimentos realizados no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro em 6 de outubro de 1966 e 22 de abril de 1968. São destacadas três versões de Carinhoso, uma por Nana Caymmi, outra por Tom Jobim e outra por Jacob do Bandolim. Também aparece Tá pa buraco, por Radamés Gnattali e Camerata Carioca, além da referência Vivaldi e Pixinguinha.Balaio Incomun XI 959 é relevante para indexação de Moacy Cirne, Poema Processo, Poema Azul e Cinema, Folha Porreta, Balaio Incomun, poesia visual, poesia experimental, intervenção urbana, crítica política, Roberto Burle Marx, Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, memória do nazismo, fascismo, neoliberalismo, Johannes Brahms, Carlo Maria Giulini, Claudio Arrau, Bernard Haitink, Miles Davis, Sonny Rollins, Gerry Mulligan, Max Roach, Hermeto Pascoal, Flora Purim, Airto Moreira, Sivuca, Fagner, Clara Nunes, Pixinguinha, Nana Caymmi, Tom Jobim, Jacob do Bandolim, Radamés Gnattali, Camerata Carioca, jazz, choro e música popular brasileira.TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM INGLÊSPrinted document identified as Balaio Incomun XI 959, Folha Porreta, by Moacy Cirne, dated 7 May 1997, Rio de Janeiro. The sheet includes the indication Poema Processo, 30 years and the title Poema Azul e Cinema. Along both side margins the word LUTO is repeatedly printed, functioning as both a graphic and semantic element.The first section contains a conceptual poetic project organized into three items. Moacy Cirne proposes the implosion of the Stock Exchange building in central Rio de Janeiro at 13 hours and 13 minutes on an unspecified day in June. He then proposes the creation, on the same site, of a garden inspired by Burle Marx with orchids, violets and field lilies. The third item calls for a monument dedicated to the victims of Nazism, fascism and neoliberalism to be erected in the center of the garden. The project ends with the identification Moacy Cirne, poet and cangaceiro.The project has a utopian, critical and provocative character. A financial space is symbolically replaced by nature, landscape design, memory and poetry. The explicit reference to victims of Nazism, fascism and neoliberalism places the poem within political and social criticism.The second part of the sheet contains Para uma discografia amorosamente porreta, number 7 of 16. It discusses Symphony number 4 and Variations on a Theme by Haydn by Johannes Brahms, performed by Carlo Maria Giulini and the New Philharmonia Orchestra. The Piano Concerto number 1 by Brahms is also included, with Bernard Haitink, the Royal Concertgebouw Orchestra and Claudio Arrau, together with a reference to another interpretation by Pierre Monteux and the London Symphony Orchestra.In jazz, Moacy Cirne includes Birth of the Cool by Miles Davis, with recording sessions from 1949 and 1950. The document records Godchild, Boplicity, Israel, Rouge, Venus de Milo and Moon Dreams and mentions Gerry Mulligan and Max Roach.Saxophone Colossus by Sonny Rollins, recorded on 22 June 1956 for Prestige, is also selected. The sheet mentions St Thomas, You Do Not Know What Love Is, Moritat and Blue Seven and identifies the ensemble of Sonny Rollins, Tommy Flanagan, Doug Watkins and Max Roach.Brazilian music is represented by Mestres da MPB, Slaves Mass, by Hermeto Pascoal, originally recorded in 1976 and released by WEA. The commentary emphasizes the fusion of jazz and chorinho, the pieces Chorinho pra ele and Geleia de cereja and participation by Flora Purim and Airto Moreira.Cabelo de Milho by Sivuca on MoviePlay is another recommended recording. The document mentions Músicos e poetas, No tempo dos quintais, Te pego na mentira, Estrela guia, Cantador latino, Cada um torce como pode and Feira de mangaio. Fagner is identified in No tempo dos quintais and Clara Nunes in Estrela guia.The section Manjar dos Deuses presents Ago Pixinguinha! 100 anos, released by Som Livre as a box containing two compact discs and an illustrated booklet. The text records testimonies made at the Museu da Imagem e do Som in Rio de Janeiro on 6 October 1966 and 22 April 1968. Three versions of Carinhoso are highlighted, performed by Nana Caymmi, Tom Jobim and Jacob do Bandolim. Tá pa buraco by Radamés Gnattali and Camerata Carioca is also mentioned, together with the reference Vivaldi and Pixinguinha.Balaio Incomun XI 959 is relevant for indexing Moacy Cirne, Poema Processo, Poema Azul e Cinema, Folha Porreta, Balaio Incomun, visual poetry, experimental poetry, urban intervention, political criticism, Roberto Burle Marx, Rio de Janeiro Stock Exchange, memory of Nazism, fascism, neoliberalism, Johannes Brahms, Carlo Maria Giulini, Claudio Arrau, Bernard Haitink, Miles Davis, Sonny Rollins, Gerry Mulligan, Max Roach, Hermeto Pascoal, Flora Purim, Airto Moreira, Sivuca, Fagner, Clara Nunes, Pixinguinha, Nana Caymmi, Tom Jobim, Jacob do Bandolim, Radamés Gnattali, Camerata Carioca, jazz, choro and Brazilian popular music.


Inglês

Balaio Incomun XI 959, Folha Porreta, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on 7 May 1997, belongs to the commemorative series Poema Processo 30 Years and presents the work Poema Azul e Cinema.

Dimensions: 13 x 8,5 in