Home Acervo Balaio Incomun XI 957, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 6 de maio de 1997, reúne comentário político, crítica cultural, cinema e música em uma folha de caráter editorial e experimental.

Balaio Incomun XI 957, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 6 de maio de 1997, reúne comentário político, crítica cultural, cinema e música em uma folha de caráter editorial e experimental.

Moacy Cirne

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04331 - 6 de maio de 1997 - Impressão Gráfica Offset Sobre Papel

33 x 21,5 cm

TEXTO SALSA EM PORTUGUÊS

Balaio Incomun XI 957, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 6 de maio de 1997, reúne comentário político, crítica cultural, cinema e música em uma folha de caráter editorial e experimental. No alto da página aparece a convocação IndignAR se! IndignAR se!! IndignAR se!!!, seguida pelo texto Para que serve, no qual Moacy Cirne questiona o Brasil dos anos 1990 e contrapõe dois projetos de país.

O autor critica um Brasil que considera pseudomodernizante, marcado pela mediocridade, pela rejeição aos direitos humanos, à justiça social e aos valores libertários. Em oposição, reivindica um Brasil mais igualitário, humano e criativo. O texto também denuncia o domínio do neoliberalismo, apresentado como uma realidade fascistoide possível, e termina com a repetição da pergunta Até quando, reforçando o caráter de indignação política e intervenção crítica da folha.

Na seção Recomendamos com entusiasmo, Moacy Cirne indica o filme A regra do jogo, de Jean Renoir, realizado em 1939, registrando sua presença no Espaço 3. A escolha amplia o campo cultural do Balaio Incomun e demonstra a relação constante de Cirne com cinema, crítica e repertório internacional.

A maior parte da folha é ocupada pela seção Para uma discografia amorosamente porreta, identificada como 6 de 16. Nela são recomendadas gravações de música erudita, jazz, choro e música popular brasileira. Entre os destaques estão Concerti grossi opus 3 de Georg Friedrich Händel, interpretados por Nikolaus Harnoncourt e Concentus Musicus Wien, as Sinfonias 92 Oxford e 94 Surprise de Joseph Haydn, com George Szell e Cleveland Orchestra, My Favorite Things de John Coltrane, Now's the Time de Charlie Parker, Choros imortais de Altamiro Carrilho e Pixinguinha, de Paulo Moura e Os Batutas.

No comentário dedicado a John Coltrane, Moacy Cirne menciona gravações realizadas em outubro de 1960 e destaca a formação com McCoy Tyner, Steve Davis e Elvin Jones. Sobre Charlie Parker, registra sessões de 1952 e 1953 e a presença de Max Roach. Em Choros imortais destaca obras de Jacob do Bandolim, Honorino Lopes, Pixinguinha e Benedito Lacerda. No disco de Paulo Moura e Os Batutas, gravado ao vivo no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, em agosto de 1966, são mencionados Joel do Nascimento e Zé da Velha, além de peças como Proezas de Solon, Cochichando, Rosa e Vou vivendo.

Na base da folha aparece ainda referência ao número 5 da revista Roda de Choro, editada por Egeu Laus e Rodrigo Ferrari, com endereço para correspondência no Rio de Janeiro. Moacy Cirne destaca nesse número o texto De como o choro mudou de cara, de Nei Lopes.

Balaio Incomun XI 957 evidencia a amplitude intelectual de Moacy Cirne e sua maneira de articular política, cinema, música, crítica cultural e experimentação editorial. O documento é relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, cultura brasileira dos anos 1990, crítica ao neoliberalismo, direitos humanos, justiça social, cinema, jazz, choro, música clássica, música popular brasileira, John Coltrane, Charlie Parker, Pixinguinha, Altamiro Carrilho, Paulo Moura, Nei Lopes, Jean Renoir, Händel e Haydn.

TEXTO SALSA EM INGLÊS

Balaio Incomun XI 957, Folha Porreta, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on 6 May 1997, brings together political commentary, cultural criticism, cinema and music in an editorial and experimental sheet. At the top of the page appears the call IndignAR se! IndignAR se!! IndignAR se!!!, followed by the text Para que serve, in which Moacy Cirne questions Brazil in the 1990s and contrasts two different visions of the country.

The author criticizes a Brazil he describes as pseudomodernizing, marked by mediocrity and rejection of human rights, social justice and libertarian values. In opposition, he calls for a more egalitarian, humane and creative Brazil. The text also denounces the domination of neoliberalism, presented as a potentially fascistoid reality, and concludes with the repeated question Até quando, reinforcing the political indignation and critical intervention that characterize the sheet.

In the section Recomendamos com entusiasmo, Moacy Cirne recommends Jean Renoir's film A regra do jogo, made in 1939, noting its exhibition at Espaço 3. The recommendation expands the cultural field of Balaio Incomun and demonstrates Cirne's continuous engagement with cinema, criticism and international cultural references.

Most of the sheet is occupied by the section Para uma discografia amorosamente porreta, identified as number 6 of 16. It recommends recordings of classical music, jazz, choro and Brazilian popular music. Among the highlighted works are Georg Friedrich Händel's Concerti grossi opus 3, performed by Nikolaus Harnoncourt and Concentus Musicus Wien, Joseph Haydn's Symphonies 92 Oxford and 94 Surprise, conducted by George Szell with the Cleveland Orchestra, John Coltrane's My Favorite Things, Charlie Parker's Now's the Time, Altamiro Carrilho's Choros imortais and Pixinguinha by Paulo Moura and Os Batutas.

In the section devoted to John Coltrane, Moacy Cirne refers to recordings made in October 1960 and highlights the quartet with McCoy Tyner, Steve Davis and Elvin Jones. In his comments on Charlie Parker, he records sessions from 1952 and 1953 and the presence of Max Roach. In Choros imortais he emphasizes compositions by Jacob do Bandolim, Honorino Lopes, Pixinguinha and Benedito Lacerda. In the recording by Paulo Moura and Os Batutas, made live at Teatro Carlos Gomes in Rio de Janeiro in August 1966, Joel do Nascimento and Zé da Velha are mentioned, together with pieces including Proezas de Solon, Cochichando, Rosa and Vou vivendo.

At the bottom of the sheet there is also a reference to issue 5 of the magazine Roda de Choro, edited by Egeu Laus and Rodrigo Ferrari, with a correspondence address in Rio de Janeiro. Moacy Cirne highlights the article De como o choro mudou de cara by Nei Lopes.

Balaio Incomun XI 957 demonstrates the breadth of Moacy Cirne's intellectual interests and his ability to connect politics, cinema, music, cultural criticism and editorial experimentation. The document is relevant to research on Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Brazilian culture in the 1990s, criticism of neoliberalism, human rights, social justice, cinema, jazz, choro, classical music, Brazilian popular music, John Coltrane, Charlie Parker, Pixinguinha, Altamiro Carrilho, Paulo Moura, Nei Lopes, Jean Renoir, Händel and Haydn.