Home Acervo Balaio Incomun XI 956, Folha Porreta, de Moacy Cirne, integra a série comemorativa 1967 1997, 30 anos de Poema Processo.

Balaio Incomun XI 956, Folha Porreta, de Moacy Cirne, integra a série comemorativa 1967 1997, 30 anos de Poema Processo.

Moacy Cirne

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04330 - 1997 - Impressão Gráfica Offset Sobre Papel

33 x 21,5 cm

TEXTO SALSA EM PORTUGUÊS

Balaio Incomun XI 956, Folha Porreta, de Moacy Cirne, integra a série comemorativa 1967 1997, 30 anos de Poema Processo. A folha apresenta uma composição visual marcada pela sobreposição de vestígios gráficos, manchas, impressões, fragmentos de palavras e texturas que ocupam praticamente toda a superfície, criando um campo visual instável e de forte caráter experimental.

No centro da composição destaca se a inscrição CUIDADO! BRASIL SEM POESIA, construída manualmente e com grande intensidade gráfica. A palavra Cuidado aparece em posição superior, enquanto Brasil sem poesia forma o núcleo crítico da mensagem. A frase atua como advertência e comentário cultural, transformando a folha em uma intervenção poética sobre a necessidade da poesia na vida social e na formação crítica do país.

A organização visual rompe com a leitura linear e aproxima a página dos procedimentos históricos do Poema Processo, movimento que explorou a dimensão gráfica, espacial, semiótica e participativa do poema. A presença de resíduos de impressão, marcas repetidas e fragmentos quase apagados reforça a ideia de processo, desgaste, circulação e reapropriação da linguagem.

O título Balaio Incomun e a identificação Folha Porreta situam o trabalho dentro da produção continuada de Moacy Cirne, poeta, crítico e importante participante do ambiente do Poema Processo. A indicação 1967 1997, 30 anos de Poema Processo, estabelece explicitamente a função memorial e histórica da folha, criada em diálogo com três décadas de poesia experimental brasileira.

Balaio Incomun XI 956 constitui um documento relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Poema Processo, poesia visual brasileira, poesia experimental, arte gráfica, comunicação visual, intervenção poética, cultura brasileira e memória das vanguardas. A expressão Cuidado Brasil sem poesia sintetiza o caráter crítico da composição e transforma o poema em alerta visual, político e cultural.

TEXTO SALSA EM INGLÊS

Balaio Incomun XI 956, Folha Porreta, by Moacy Cirne, belongs to the commemorative series 1967 1997, 30 Years of Poema Processo. The sheet presents a visual composition marked by overlapping graphic traces, stains, impressions, word fragments and textures that occupy almost the entire surface, creating an unstable visual field with a strong experimental character.

At the center of the composition stands the inscription CUIDADO! BRASIL SEM POESIA, produced by hand with strong graphic intensity. The word Cuidado appears above, while Brasil sem poesia forms the critical core of the message. The phrase functions as a warning and cultural commentary, transforming the sheet into a poetic intervention concerning the necessity of poetry in social life and in the critical formation of the country.

The visual organization breaks with linear reading and approaches the historical procedures of Poema Processo, a movement that explored the graphic, spatial, semiotic and participatory dimensions of poetry. The presence of printing residues, repeated marks and almost erased fragments reinforces notions of process, erosion, circulation and reappropriation of language.

The title Balaio Incomun and the identification Folha Porreta place the work within the continuing production of Moacy Cirne, poet, critic and an important participant in the environment of Poema Processo. The indication 1967 1997, 30 Years of Poema Processo, explicitly establishes the commemorative and historical function of the sheet, produced in dialogue with three decades of Brazilian experimental poetry.

Balaio Incomun XI 956 is a relevant document for research on Moacy Cirne, Poema Processo, Brazilian visual poetry, experimental poetry, graphic art, visual communication, poetic intervention, Brazilian culture and the memory of the avant garde. The expression Cuidado Brasil sem poesia summarizes the critical nature of the composition and transforms the poem into a visual, political and cultural warning.