Home Acervo Balaio Incomun XI 954, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em um dia qualquer de 1997, integra a série comemorativa 1967 1997

Balaio Incomun XI 954, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em um dia qualquer de 1997, integra a série comemorativa 1967 1997

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04329

Data: 1997

Dimensões: 33 x 21,5 cm

TEXTO SALSA EM PORTUGUÊSBalaio Incomun XI 954, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em um dia qualquer de 1997, integra a série comemorativa 1967 1997, 30 anos do Poema Processo. A composição recupera e reorganiza poemas e experiências gráficas dos anos 1960, colocando em circulação elementos históricos ligados à poesia experimental brasileira e à trajetória do Poema Processo.O trabalho apresenta uma montagem visual formada por fragmentos gráficos, áreas pontilhadas, linhas onduladas, setas, massas de pequenos sinais, recortes de publicidade e palavras incorporadas à imagem. Entre os elementos centrais encontra se a expressão A(R)MAR(

), construída como jogo verbal e visual que permite a leitura simultânea de amar e armar. Essa ambiguidade entre afeto e ação, entre palavra e transformação gráfica, exemplifica procedimentos fundamentais do Poema Processo.Na parte inferior da folha, Moacy Cirne identifica poemas dos anos 60 e registra referências a A(R)MAR(

), de Marcos Silva, 1822, de Nei Leandro de Castro, e Sobre grafismos, de Wlademir Dias Pino. A presença de Wlademir Dias Pino, um dos nomes centrais do Poema Processo, reforça o caráter documental e histórico desta edição de Balaio Incomun.A folha também apresenta fragmentos de definições e instruções relacionadas à visualidade, à memória visual do leitor, às opções óticas e cinéticas, à participação e ao uso do poema. Esses textos aparecem integrados à estrutura gráfica e parcialmente cobertos ou atravessados pelas formas, enfatizando a leitura não linear e a transformação do poema em objeto visual.Balaio Incomun XI 954 funciona simultaneamente como documento, montagem, homenagem e reativação histórica da produção experimental dos anos 1960. A obra relaciona Moacy Cirne, Marcos Silva, Nei Leandro de Castro e Wlademir Dias Pino, estabelecendo conexões com Poema Processo, poesia visual, poema objeto, grafismo, comunicação visual, participação do leitor, poesia concreta, experimentalismo brasileiro e memória das vanguardas artísticas.TEXTO SALSA EM INGLÊSBalaio Incomun XI 954, Folha Porreta, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on an unspecified day in 1997, is part of the commemorative series 1967 1997, 30 Years of Poema Processo. The composition recovers and reorganizes poems and graphic experiments from the 1960s, bringing historical material connected with Brazilian experimental poetry and the development of Poema Processo back into circulation.The work presents a visual montage composed of graphic fragments, dotted areas, undulating lines, arrows, dense fields of small signs, advertising clippings and words incorporated into the image. One of its central elements is the expression A(R)MAR(

), constructed as a verbal and visual play that allows the simultaneous reading of amar and armar. This ambiguity between affection and action, and between word and graphic transformation, exemplifies fundamental procedures associated with Poema Processo.At the bottom of the sheet, Moacy Cirne identifies poems from the 1960s and records references to A(R)MAR(

), by Marcos Silva, 1822, by Nei Leandro de Castro, and Sobre grafismos, by Wlademir Dias Pino. The presence of Wlademir Dias Pino, one of the central figures of Poema Processo, reinforces the documentary and historical character of this issue of Balaio Incomun.The sheet also contains fragments of definitions and instructions related to visuality, the visual memory of the reader, optical and kinetic options, participation and the use of the poem. These texts are integrated into the graphic structure and are partially covered or intersected by visual forms, emphasizing nonlinear reading and the transformation of the poem into a visual object.Balaio Incomun XI 954 functions simultaneously as document, montage, homage and historical reactivation of experimental production from the 1960s. The work connects Moacy Cirne, Marcos Silva, Nei Leandro de Castro and Wlademir Dias Pino with Poema Processo, visual poetry, object poetry, graphic experimentation, visual communication, reader participation, concrete poetry, Brazilian experimentalism and the memory of the artistic avant gardes.

TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊSDocumento impresso intitulado Balaio Incomun XI 954, Folha Porreta, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em um dia qualquer de 1997 e identificado com a referência comemorativa 1967 1997, 30 anos do Poema Processo.A folha reúne diferentes trabalhos e fragmentos gráficos provenientes de experiências poéticas dos anos 1960. A composição é construída por sobreposição e justaposição de áreas geométricas, padrões pontilhados, linhas paralelas e onduladas, setas, recortes tipográficos, imagens publicitárias e campos formados por repetição de pequenos sinais gráficos.Um dos elementos de maior destaque é A(R)MAR(

), apresentado dentro de uma forma semelhante a um balão de fala. O jogo tipográfico permite relacionar as palavras amar e armar e demonstra o emprego da palavra como estrutura visual e como mecanismo de produção de múltiplos sentidos.Na própria folha aparece a indicação Poemas dos anos 60, seguida das referências A(R)MAR(

), de Marcos Silva, 1822, de Nei Leandro de Castro, e Sobre grafismos, de Wlademir Dias Pino. Essas identificações tornam o documento particularmente relevante para a reconstrução das relações entre artistas, poetas e experiências visuais vinculadas ao ambiente de formação e desenvolvimento do Poema Processo.Outros fragmentos textuais mencionam memória visual do leitor, opções óticas e cinéticas, participação, utilização didática, comunicação e uso do poema. A disposição irregular e a interferência entre texto e imagem fazem com que a leitura deixe de obedecer exclusivamente à sequência verbal tradicional.O documento possui interesse para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Poema Processo, Marcos Silva, Nei Leandro de Castro, Wlademir Dias Pino, poesia visual brasileira, poesia experimental, grafismo, poema objeto, comunicação visual, participação do leitor, vanguardas brasileiras dos anos 1960 e recuperação histórica do Poema Processo na década de 1990.TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM INGLÊSPrinted document titled Balaio Incomun XI 954, Folha Porreta, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on an unspecified day in 1997 and identified with the commemorative reference 1967 1997, 30 Years of Poema Processo.The sheet brings together different works and graphic fragments originating from poetic experiments of the 1960s. The composition is constructed through the overlapping and juxtaposition of geometric areas, dotted patterns, parallel and undulating lines, arrows, typographic clippings, advertising images and fields created through the repetition of small graphic signs.One of the most prominent elements is A(R)MAR(

), presented inside a form resembling a speech balloon. The typographic construction establishes a relationship between the Portuguese words amar and armar and demonstrates the use of the word as both a visual structure and a mechanism for producing multiple meanings.The sheet itself contains the identification Poemas dos anos 60, followed by references to A(R)MAR(

), by Marcos Silva, 1822, by Nei Leandro de Castro, and Sobre grafismos, by Wlademir Dias Pino. These identifications make the document particularly important for reconstructing relationships among artists, poets and visual experiments associated with the formation and development of Poema Processo.Other textual fragments refer to the visual memory of the reader, optical and kinetic options, participation, educational use, communication and the use of the poem. The irregular arrangement and interaction between text and image prevent reading from following only a conventional verbal sequence.The document is relevant for research on Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Poema Processo, Marcos Silva, Nei Leandro de Castro, Wlademir Dias Pino, Brazilian visual poetry, experimental poetry, graphic experimentation, object poetry, visual communication, reader participation, Brazilian avant garde movements of the 1960s and the historical recovery of Poema Processo during the 1990s.


Inglês

Balaio Incomun XI 954, Folha Porreta, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on an unspecified day in 1997, is part of the commemorative series 1967 1997

Dimensions: 13 x 8,5 in