Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 941, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 1 de abril de 1997, é uma edição dedicada ao cinema de Glauber Rocha e aos trinta anos de Terra em Transe.
Moacy Cirne
Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede
Acervo: 04320
Data: 1 de abril de 1997
Dimensões: 33 x 21,5 cm
Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomun, Folha Porreta, XI 941, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 1 de abril de 1997, é uma edição dedicada ao cinema de Glauber Rocha e aos trinta anos de Terra em Transe. A folha combina um fragmento de texto do próprio Glauber Rocha com o artigo Alegorias do Caos, de Modesto Carone, publicado originalmente na Folha de S.Paulo em março de 1997. O documento constitui fonte relevante para a história do Cinema Novo, para a recepção crítica de Terra em Transe e para compreender o diálogo estabelecido por Moacy Cirne entre cinema, literatura, política, cultura brasileira e experimentação artística.A coluna da esquerda apresenta um texto sob o título De Glauber Rocha. No fragmento, Glauber discute o surgimento dos cineastas brasileiros independentes e a apropriação das câmeras por uma geração disposta a produzir cinema sem pedir licença às estruturas culturais estabelecidas. O cineasta confronta a ideia de que a língua portuguesa seria inadequada ao cinema e defende o uso da palavra e da música como materiais cinematográficos.Glauber Rocha insere o cinema brasileiro dentro de uma reflexão política mais ampla sobre a América Latina. O texto menciona revolução, fascismo, guerrilha e as experiências históricas de México, Argentina, Cuba, Bolívia, Colômbia e Venezuela. Ao abordar o Brasil, Glauber observa o crescimento da produção cinematográfica e o aparecimento de numerosos jovens cineastas trabalhando em formatos como 16 milímetros e 8 milímetros. Também registra a existência dos concursos e festivais de cinema amador iniciados em 1965 no Paissandu, sob o patrocínio do Jornal do Brasil, revelando aspectos importantes da circulação e formação cinematográfica brasileira naquele período.O fragmento menciona diretamente Barravento, Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe. Glauber relaciona esses filmes aos primeiros passos de uma experiência cinematográfica marcada por ruptura e transição violenta e situa sua busca dentro de uma concepção de cinema vinculada ao espírito tricontinental. A presença desse texto em Balaio Incomun reforça a admiração de Moacy Cirne por Glauber Rocha e sua compreensão do Cinema Novo como parte essencial das rupturas culturais brasileiras dos anos 1960.O núcleo principal da página é Alegorias do Caos, artigo de Modesto Carone publicado na Folha de S.Paulo e reproduzido por Moacy Cirne no contexto dos trinta anos de Terra em Transe. Carone inicia sua análise afirmando que, trinta anos depois, Terra em Transe preservava o impacto de uma obra de arte poderosa. Sua avaliação não ignora aquilo que identifica como fragilidades do filme, mencionando uma estrutura feita de influências diversas e referências cinematográficas relacionadas a Alain Resnais, Michelangelo Antonioni e Jean Luc Godard.A análise destaca o personagem Paulo Martins e a dimensão verbal e poética do filme, relacionando seus impulsos líricos à poesia de Mário Faustino. Também discute a temática agrária associada ao universo dos Centros Populares de Cultura e estabelece uma comparação histórica com a presença do Movimento dos Sem Terra nos anos 1990. Dessa maneira, o artigo coloca Terra em Transe em diálogo simultâneo com o contexto político de 1967 e com as transformações sociais brasileiras observadas trinta anos depois.Modesto Carone examina ainda a capacidade de Glauber Rocha de transformar contradição, excesso e aparente desordem em força cinematográfica. O artigo recupera uma observação crítica de Paulo Emílio Salles Gomes sobre o equilíbrio existente dentro daquilo que poderia inicialmente parecer insensatez na obra glauberiana. Também menciona Gilda de Mello e Souza e sua interpretação de Terra em Transe, enfatizando que a força do cineasta não depende de um pensamento discursivo convencional, mas da construção de significados por meio das imagens.Outro nome fundamental presente no artigo é Ismail Xavier, relacionado ao estudo Terra em Transe, Alegoria e Agonia. A reflexão sobre alegoria torna se central para compreender o filme. O universo de Terra em Transe é apresentado como fragmentado e descontínuo, exigindo que elementos dispersos sejam articulados para produzir conhecimento crítico sobre a realidade política e social.Carone chama atenção para a multiplicidade audiovisual construída por Glauber Rocha. Flashbacks, teatralidade de caráter shakespeariano, batucada de morro, hinos fascistas, tiros, música de Heitor Villa Lobos, Giuseppe Verdi e referências a O Guarani convivem dentro da mesma estrutura cinematográfica. Essa justaposição cria uma montagem na qual cultura popular, repertório erudito, violência política, discurso revolucionário e representação das classes sociais se chocam continuamente.O artigo também destaca a relação entre dirigentes políticos e povo, a consciência culpada do intelectual, a presença dos excluídos e as ambiguidades entre amor, poder e traição. Paulo Martins ocupa posição decisiva nesse universo, funcionando como intelectual dividido entre poesia, política, ambição revolucionária e consciência da própria impotência diante da realidade de Eldorado.Alegorias do Caos reconhece em Terra em Transe uma forma cinematográfica capaz de transformar elementos históricos concretos em um imaginário próprio. A reflexão passa novamente por Paulo Emílio Salles Gomes e aproxima a obra de Glauber da tradição crítica brasileira. Modesto Carone conclui reafirmando a permanência histórica do filme e sugere que, enquanto o cinema existir, Terra em Transe continuará atravessando sucessivas comemorações de sua existência.A edição XI 941 adquire importância especial quando relacionada às demais páginas de Balaio Incomun produzidas em 1997 para lembrar os trinta anos das transformações culturais ocorridas em 1967. Terra em Transe, lançado naquele ano, pertence ao mesmo ambiente histórico no qual se desenvolveram experiências de ruptura no cinema, no teatro, na literatura, nas artes visuais e na poesia experimental, incluindo o surgimento do Poema Processo. Ao reproduzir textos sobre Glauber Rocha, Moacy Cirne integra a memória do Cinema Novo à memória das vanguardas brasileiras das quais participou diretamente.Balaio Incomun XI 941 constitui fonte primária importante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Glauber Rocha, Terra em Transe, Cinema Novo, cinema brasileiro, cinema latino americano, Barravento, Deus e o Diabo na Terra do Sol, Paulo Martins, Eldorado, Modesto Carone, Alegorias do Caos, Folha de S.Paulo, Paulo Emílio Salles Gomes, Gilda de Mello e Souza, Ismail Xavier, Terra em Transe Alegoria e Agonia, Mário Faustino, Alain Resnais, Michelangelo Antonioni, Jean Luc Godard, Movimento dos Sem Terra, Centros Populares de Cultura, Villa Lobos, Verdi, O Guarani, cinema tricontinental, cultura brasileira dos anos 1960, trinta anos de Terra em Transe, Poema Processo e vanguardas brasileiras.Salsa text in EnglishBalaio Incomun, Folha Porreta, XI 941, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on April 1, 1997, is an issue dedicated to the cinema of Glauber Rocha and to the thirtieth anniversary of Terra em Transe. The sheet combines a fragment of a text by Glauber Rocha himself with the article Alegorias do Caos by Modesto Carone, originally published in Folha de S.Paulo in March 1997. The document is an important source for the history of Cinema Novo, for the critical reception of Terra em Transe and for understanding the dialogue established by Moacy Cirne between cinema, literature, politics, Brazilian culture and artistic experimentation.The left column presents a text under the heading De Glauber Rocha. In this fragment, Glauber discusses the emergence of independent Brazilian filmmakers and the appropriation of cameras by a generation willing to make cinema without seeking permission from established cultural structures. The filmmaker challenges the idea that the Portuguese language would be unsuitable for cinema and defends the use of words and music as cinematic materials.Glauber Rocha places Brazilian cinema within a broader political reflection on Latin America. The text refers to revolution, fascism, guerrilla movements and historical experiences in Mexico, Argentina, Cuba, Bolivia, Colombia and Venezuela. In discussing Brazil, Glauber notes the growth of film production and the appearance of numerous young filmmakers working in formats such as 16 millimeter and 8 millimeter film. He also records amateur film competitions and festivals that had begun in 1965 at Paissandu under the sponsorship of Jornal do Brasil, preserving significant information about Brazilian film production and circulation during that period.The fragment directly mentions Barravento, Deus e o Diabo na Terra do Sol and Terra em Transe. Glauber connects these films with the first stages of a cinematic experience shaped by rupture and violent transition and places his search within a conception of cinema linked to the tricontinental spirit. The presence of this text in Balaio Incomun reinforces Moacy Cirne's admiration for Glauber Rocha and his understanding of Cinema Novo as an essential component of Brazilian cultural transformation during the 1960s.The central element of the page is Alegorias do Caos, an article by Modesto Carone published in Folha de S.Paulo and reproduced by Moacy Cirne in the context of the thirtieth anniversary of Terra em Transe. Carone begins his analysis by arguing that thirty years later Terra em Transe still maintained the impact of a powerful work of art. His assessment does not ignore what he considers weaknesses in the film and mentions its complex combination of cinematic influences associated with Alain Resnais, Michelangelo Antonioni and Jean Luc Godard.The analysis emphasizes the character Paulo Martins and the verbal and poetic dimension of the film, connecting his lyrical impulses with the poetry of Mário Faustino. It also discusses the agrarian themes associated with the Centros Populares de Cultura and establishes a historical comparison with the Movimento dos Sem Terra during the 1990s. The article therefore places Terra em Transe in dialogue both with the political circumstances of 1967 and with Brazilian social transformations thirty years later.Modesto Carone examines the ability of Glauber Rocha to transform contradiction, excess and apparent disorder into cinematic power. The article recalls a critical observation by Paulo Emílio Salles Gomes concerning the balance existing within what might initially appear to be irrationality in Glauber's work. Gilda de Mello e Souza is also mentioned through her interpretation of Terra em Transe, emphasizing that the filmmaker's power does not depend on conventional discursive reasoning but on the construction of meaning through images.Another fundamental figure in the article is Ismail Xavier, associated with the study Terra em Transe, Alegoria e Agonia. Allegory becomes a central concept in understanding the film. The universe of Terra em Transe is presented as fractured and discontinuous, requiring dispersed elements to be combined in order to create critical knowledge about political and social reality.Carone draws attention to the audiovisual multiplicity constructed by Glauber Rocha. Flashbacks, Shakespearean theatricality, music from the Brazilian hills, fascist anthems, gunfire, compositions by Heitor Villa Lobos and Giuseppe Verdi and references to O Guarani coexist within the same cinematic structure. This juxtaposition creates a form of montage in which popular culture, classical repertoire, political violence, revolutionary discourse and representations of social classes constantly collide.The article also emphasizes relations between political leaders and the people, the guilty consciousness of the intellectual, the presence of socially excluded groups and the ambiguities between love, power and betrayal. Paulo Martins occupies a decisive position in this universe as an intellectual divided between poetry, politics, revolutionary ambition and awareness of his own inability to transform the reality of Eldorado.Alegorias do Caos recognizes in Terra em Transe a cinematic form capable of transforming concrete historical elements into a distinctive imaginary world. The reflection again passes through Paulo Emílio Salles Gomes and places Glauber's work within the broader tradition of Brazilian critical thought. Modesto Carone concludes by reaffirming the historical permanence of the film and suggesting that, as long as cinema exists, Terra em Transe will continue to cross successive anniversaries.Issue XI 941 is especially important when considered alongside other editions of Balaio Incomun produced in 1997 to commemorate thirty years since the cultural transformations of 1967. Terra em Transe, released that year, belongs to the same historical environment in which forms of rupture developed in cinema, theater, literature, visual art and experimental poetry, including the emergence of Poema Processo. By reproducing texts concerning Glauber Rocha, Moacy Cirne integrates the memory of Cinema Novo with the memory of the Brazilian avant garde movements in which he directly participated.Balaio Incomun XI 941 is an important primary source for research on Moacy Cirne, Glauber Rocha, Terra em Transe, Cinema Novo, Brazilian cinema, Latin American cinema, Barravento, Deus e o Diabo na Terra do Sol, Paulo Martins, Eldorado, Modesto Carone, Alegorias do Caos, Folha de S.Paulo, Paulo Emílio Salles Gomes, Gilda de Mello e Souza, Ismail Xavier, Terra em Transe Alegoria e Agonia, Mário Faustino, Alain Resnais, Michelangelo Antonioni, Jean Luc Godard, Movimento dos Sem Terra, Centros Populares de Cultura, Villa Lobos, Verdi, O Guarani, tricontinental cinema, Brazilian culture of the 1960s, the thirtieth anniversary of Terra em Transe, Poema Processo and Brazilian avant garde movements.
Texto de observação em portuguêsDocumento identificado como Balaio Incomun, XI 941, Folha Porreta, de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 1 de abril de 1997. A folha é constituída principalmente pela montagem de dois materiais relacionados a Glauber Rocha e a Terra em Transe. À esquerda encontra se um fragmento atribuído a Glauber Rocha. Na parte central e direita é reproduzido Alegorias do Caos, artigo de Modesto Carone publicado na Folha de S.Paulo em março de 1997.O fragmento de Glauber Rocha discute o cinema brasileiro independente e a apropriação das câmeras por novos realizadores. O cineasta contesta concepções negativas sobre a língua portuguesa no cinema e menciona palavra e música como materiais da criação cinematográfica. A reflexão situa o cinema brasileiro dentro da realidade política latino americana e apresenta referências a México, Argentina, Cuba, Bolívia, Colômbia e Venezuela.Glauber registra o crescimento da produção cinematográfica brasileira e menciona jovens realizadores trabalhando em 16 milímetros e 8 milímetros. Também faz referência aos festivais de cinema amador iniciados em 1965 no Paissandu sob patrocínio do Jornal do Brasil. O trecho contém referências importantes para a história da formação de novos cineastas, do cinema independente e dos circuitos alternativos brasileiros durante a década de 1960.O texto menciona Barravento, Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe como etapas de uma trajetória cinematográfica marcada pela ruptura. Glauber associa essa produção a uma perspectiva tricontinental, relacionando criação cinematográfica, transformação política e experiência histórica do chamado Terceiro Mundo.Alegorias do Caos, de Modesto Carone, examina Terra em Transe trinta anos após sua realização. O artigo reconhece a permanência do impacto artístico do filme ao mesmo tempo em que identifica tensões, fragilidades e múltiplas influências. Entre as referências cinematográficas aparecem Alain Resnais, Michelangelo Antonioni e Jean Luc Godard.O personagem Paulo Martins é analisado em sua dimensão política, existencial e poética. Modesto Carone relaciona seus impulsos líricos a Mário Faustino e discute a presença da temática agrária dos Centros Populares de Cultura em comparação com o Movimento dos Sem Terra dos anos 1990.O artigo mobiliza ainda Paulo Emílio Salles Gomes e Gilda de Mello e Souza como referências críticas para interpretar Glauber Rocha. A força de Terra em Transe é associada menos a uma exposição discursiva tradicional do que à capacidade de organização das imagens e das contradições cinematográficas.Ismail Xavier também aparece no texto por meio do estudo Terra em Transe, Alegoria e Agonia. A alegoria é tratada como procedimento fundamental para organizar elementos dispersos de um universo político e cultural fragmentado. O filme articula flashbacks, teatralidade shakespeariana, batucada, hinos fascistas, tiros, Villa Lobos, Verdi e O Guarani, formando uma montagem caracterizada pelo choque entre diferentes registros históricos, sociais e culturais.A análise destaca ainda a representação dos dirigentes políticos, do povo, dos excluídos e do intelectual dividido, especialmente por meio de Paulo Martins. Terra em Transe aparece como obra capaz de converter elementos da história brasileira em uma construção imaginária própria sem perder seu vínculo com a realidade.A reprodução de Alegorias do Caos dentro de Balaio Incomun possui valor documental porque registra a recepção crítica de Terra em Transe no momento de seu trigésimo aniversário em 1997. A edição insere Glauber Rocha e Cinema Novo no mesmo horizonte de memória cultural que Moacy Cirne vinha construindo naquele ano em torno das rupturas de 1967 e dos trinta anos do Poema Processo.Documento relevante para indexação de Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Glauber Rocha, Modesto Carone, Alegorias do Caos, Terra em Transe, trinta anos de Terra em Transe, Cinema Novo, Barravento, Deus e o Diabo na Terra do Sol, Paulo Martins, Eldorado, Folha de S.Paulo, Paulo Emílio Salles Gomes, Gilda de Mello e Souza, Ismail Xavier, Mário Faustino, Alain Resnais, Michelangelo Antonioni, Jean Luc Godard, Centros Populares de Cultura, Movimento dos Sem Terra, Villa Lobos, Giuseppe Verdi, O Guarani, cinema independente, cinema tricontinental, cinema brasileiro dos anos 1960, cultura brasileira, Poema Processo e vanguardas brasileiras.Observation text in EnglishDocument identified as Balaio Incomun, XI 941, Folha Porreta, by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, April 1, 1997. The sheet is primarily constructed through the montage of two materials related to Glauber Rocha and Terra em Transe. On the left is a fragment attributed to Glauber Rocha. The central and right sections reproduce Alegorias do Caos, an article by Modesto Carone published in Folha de S.Paulo in March 1997.The fragment by Glauber Rocha discusses independent Brazilian cinema and the appropriation of cameras by new filmmakers. Glauber challenges negative assumptions concerning the Portuguese language in cinema and refers to words and music as materials of cinematic creation. His reflection places Brazilian cinema within the political reality of Latin America and includes references to Mexico, Argentina, Cuba, Bolivia, Colombia and Venezuela.Glauber records the growth of Brazilian film production and mentions young filmmakers working with 16 millimeter and 8 millimeter film. He also refers to amateur film festivals that began in 1965 at Paissandu under the sponsorship of Jornal do Brasil. The passage contains important information for the history of new filmmakers, independent cinema and alternative Brazilian film circuits during the 1960s.The text mentions Barravento, Deus e o Diabo na Terra do Sol and Terra em Transe as stages in a cinematic trajectory marked by rupture. Glauber associates this production with a tricontinental perspective, connecting filmmaking, political transformation and the historical experience of the so called Third World.Alegorias do Caos by Modesto Carone examines Terra em Transe thirty years after its creation. The article recognizes the continuing artistic impact of the film while also identifying tensions, weaknesses and multiple influences. Cinematic references include Alain Resnais, Michelangelo Antonioni and Jean Luc Godard.The character Paulo Martins is examined in his political, existential and poetic dimensions. Modesto Carone connects his lyrical impulses with Mário Faustino and discusses the presence of agrarian themes associated with the Centros Populares de Cultura in comparison with the Movimento dos Sem Terra during the 1990s.The article also draws upon Paulo Emílio Salles Gomes and Gilda de Mello e Souza as critical references for interpreting Glauber Rocha. The power of Terra em Transe is associated less with conventional discursive exposition than with the ability to organize images and cinematic contradictions.Ismail Xavier also appears through his study Terra em Transe, Alegoria e Agonia. Allegory is treated as a fundamental procedure for organizing dispersed elements within a fragmented political and cultural universe. The film combines flashbacks, Shakespearean theatricality, Brazilian percussion, fascist anthems, gunfire, Villa Lobos, Giuseppe Verdi and O Guarani, producing a montage based on collisions among different historical, social and cultural registers.The analysis also emphasizes the representation of political leaders, the people, socially excluded groups and the divided intellectual, especially through Paulo Martins. Terra em Transe emerges as a work capable of transforming elements of Brazilian history into a distinctive imaginary construction without losing its connection with social reality.The reproduction of Alegorias do Caos within Balaio Incomun has considerable documentary value because it preserves the critical reception of Terra em Transe at the moment of its thirtieth anniversary in 1997. The issue places Glauber Rocha and Cinema Novo within the same field of cultural memory that Moacy Cirne was developing that year around the ruptures of 1967 and the thirtieth anniversary of Poema Processo.This document is highly relevant for indexing Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Glauber Rocha, Modesto Carone, Alegorias do Caos, Terra em Transe, thirtieth anniversary of Terra em Transe, Cinema Novo, Barravento, Deus e o Diabo na Terra do Sol, Paulo Martins, Eldorado, Folha de S.Paulo, Paulo Emílio Salles Gomes, Gilda de Mello e Souza, Ismail Xavier, Mário Faustino, Alain Resnais, Michelangelo Antonioni, Jean Luc Godard, Centros Populares de Cultura, Movimento dos Sem Terra, Villa Lobos, Giuseppe Verdi, O Guarani, independent cinema, tricontinental cinema, Brazilian cinema of the 1960s, Brazilian culture, Poema Processo and Brazilian avant garde movements.
Inglês
Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 941, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on April 1, 1997, is an issue dedicated to the cinema of Glauber Rocha and to the thirtieth anniversary of Terra em Transe.
Dimensions: 13 x 8,5 in
