Home Acervo Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 940, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 3 de abril de 1997, reúne crítica política, sátira verbal, reflexão sobre a violência brasileira e a quarta parte da série Para Uma Discografia Amorosamente Porreta.

Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 940, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 3 de abril de 1997, reúne crítica política, sátira verbal, reflexão sobre a violência brasileira e a quarta parte da série Para Uma Discografia Amorosamente Porreta.

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04319

Data: 3 de abril de 1997

Dimensões: 33 x 21,5 cm

Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomun, Folha Porreta, XI 940, de Moacy Cirne, produzido no Rio de Janeiro em 3 de abril de 1997, reúne crítica política, sátira verbal, reflexão sobre a violência brasileira e a quarta parte da série Para Uma Discografia Amorosamente Porreta. A edição aproxima Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven, Charles Mingus, Bud Powell, Waldir Azevedo e Abel Ferreira de comentários sobre Fernando Collor de Mello, Antônio Carlos Magalhães, neoliberalismo, violência social e privatização da Companhia Vale do Rio Doce, revelando a amplitude cultural e política característica da produção independente de Moacy Cirne.A página abre com Neocollorido, pequena intervenção satírica construída a partir da criação e deformação de palavras. Moacy Cirne utiliza o prefixo neo para formar uma sequência de expressões depreciativas e associações políticas, dirigidas principalmente a Fernando Collor de Mello e também a Antônio Carlos Magalhães. O procedimento transforma nomes próprios e vocabulário político em matéria de invenção linguística, humor e crítica. O termo Neocollorido sintetiza a ideia de permanência ou renovação de práticas políticas associadas por Cirne ao período Collor e ao neoliberalismo brasileiro dos anos 1990.Logo acima do cabeçalho aparece também uma intervenção contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Moacy Cirne afirma que a venda da Vale representa um crime contra o Brasil e os brasileiros. A frase reforça um dos temas políticos recorrentes nas edições do Balaio Incomun de 1997 e documenta sua oposição ao processo de privatização da empresa.A parte central apresenta Para Uma Discografia Amorosamente Porreta, identificada como parte 4 de 16. A série continua a discografia pessoal e afetiva de Moacy Cirne, articulando música erudita, jazz, choro e música instrumental brasileira.A primeira indicação reúne as Sinfonias números 35 e 40 de Wolfgang Amadeus Mozart, em gravação da Sony com George Szell regendo a Cleveland Orchestra. Moacy Cirne considera as duas obras fascinantes e lembra que a Sinfonia número 41 já havia sido indicada anteriormente em interpretação de Nikolaus Harnoncourt com a Chamber Orchestra of Europe. Para a Sinfonia número 35, Cirne recomenda ainda Nikolaus Harnoncourt com a Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam e Bruno Walter com a Columbia Symphony.A seguir aparece a Sinfonia número 3, Eroica, de Ludwig van Beethoven, em edição Philips, interpretada por Pierre Monteux com a Concertgebouw Orchestra de Amsterdam. O documento registra uma apresentação realizada em Amsterdam em 1962 e valoriza a interpretação como um importante testemunho da tradição sinfônica de Beethoven. Cirne recomenda também uma versão da Philharmonia Orchestra sob regência de Otto Klemperer. O mesmo disco contém material relacionado à Marcha Fúnebre, que o autor considera importante para quem deseja conhecer melhor o método de trabalho de Pierre Monteux.No campo do jazz, Moacy Cirne destaca Pithecanthropus Erectus, de Charles Mingus, edição Atlantic, gravado em 30 de janeiro de 1956. Cirne apresenta o álbum como um dos grandes discos de Mingus e menciona as quatro composições registradas, Pithecanthropus Erectus, A Foggy Day, Profile of Jackie e Love Chant. A seleção reafirma a presença central de Charles Mingus na história do jazz moderno e na discografia afetiva de Moacy Cirne.Em seguida aparece The Amazing Bud Powell, volume 1, de Bud Powell, edição Blue Note. A página registra sessões originalmente produzidas em 8 de agosto de 1949 e 1 de maio de 1951. Entre as faixas mencionadas encontram se Bouncing with Bud, Wail, Dance of the Infidels, 52nd Street Theme, You Go to My Head, Ornithology, Un Poco Loco e Over the Rainbow. Moacy Cirne caracteriza o conjunto como uma gravação de grande intensidade e importância para a história do jazz e do piano moderno.A música brasileira surge com Um Cavaquinho Acontece, de Waldir Azevedo, edição Phonodisc Warner. Cirne considera o disco uma obra fundamental em termos de choro e destaca Meu Tempo de Criança, Pedacinhos do Céu, Brasileirinho, Quebra Me Bem, Na Baixa do Sapateiro e Delicado. O texto informa que o registro havia sido lançado originalmente em vinil pela Continental em 1960. A escolha reafirma Waldir Azevedo como referência decisiva da história do cavaquinho e do choro brasileiro.Outra indicação é Brasil, Sax e Clarineta, de Abel Ferreira, edição Marcus Pereira. Moacy Cirne descreve o álbum como choro em alta voltagem musical e cita Mexendo, Taperinha do Brasil, Chorando Baixinho, André de Sapato Novo, Cochichando, Sai da Frente e Saxofone Por Que Choras. Cirne considera o trabalho um dos melhores discos produzidos no Brasil, destacando Abel Ferreira como figura essencial da música instrumental brasileira.Na parte inferior da página aparece o texto Aberração ou Rotina, inspirado por uma pergunta de Mauricio Stycer publicada na Folha de S.Paulo em 2 de abril de 1997 a respeito das imagens que haviam chocado o país na semana anterior. Moacy Cirne responde que aquilo não deveria ser entendido simplesmente como fato isolado. Para ele, a violência brasileira manifesta se em diferentes níveis, incluindo a violência criminosa dos bandidos, a violência injustificável praticada por setores da polícia, a violência social relacionada ao desemprego, o preconceito, o racismo e outras formas de agressão social. No trecho visível, Cirne acrescenta ainda a privatização da Companhia Vale do Rio Doce ao seu inventário crítico da violência brasileira. A imagem disponível interrompe o final desse texto.Balaio Incomun XI 940 constitui fonte importante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Poema Processo, poesia experimental, sátira política, invenção verbal, neoliberalismo, Fernando Collor de Mello, Antônio Carlos Magalhães, privatização da Companhia Vale do Rio Doce, violência brasileira, Mauricio Stycer, Folha de S.Paulo, crítica musical, discografia, Wolfgang Amadeus Mozart, George Szell, Nikolaus Harnoncourt, Bruno Walter, Ludwig van Beethoven, Pierre Monteux, Otto Klemperer, Charles Mingus, Bud Powell, Waldir Azevedo, Abel Ferreira, jazz, choro, cavaquinho, música clássica e música instrumental brasileira. A página documenta de maneira exemplar a maneira como Moacy Cirne articulava música, política, humor, jornalismo e crítica cultural em um mesmo espaço editorial.Salsa text in EnglishBalaio Incomun, Folha Porreta, XI 940, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on April 3, 1997, brings together political criticism, verbal satire, reflections on violence in Brazil and the fourth installment of the series Para Uma Discografia Amorosamente Porreta. The issue connects Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven, Charles Mingus, Bud Powell, Waldir Azevedo and Abel Ferreira with commentary on Fernando Collor de Mello, Antônio Carlos Magalhães, neoliberalism, social violence and the privatization of Companhia Vale do Rio Doce, demonstrating the broad cultural and political scope characteristic of the independent production of Moacy Cirne.The page opens with Neocollorido, a short satirical intervention constructed through invented and distorted words. Moacy Cirne repeatedly uses the prefix neo to create a sequence of derogatory expressions and political associations directed primarily at Fernando Collor de Mello and also at Antônio Carlos Magalhães. This procedure transforms proper names and political vocabulary into material for linguistic invention, humor and criticism. The term Neocollorido condenses the idea of the continuation or renewal of political practices that Cirne associated with the Collor period and with Brazilian neoliberalism during the 1990s.Above the main heading there is also an intervention against the privatization of Companhia Vale do Rio Doce. Moacy Cirne states that the sale of Vale represents a crime against Brazil and the Brazilian people. The statement reinforces one of the recurring political subjects in Balaio Incomun during 1997 and documents his opposition to the privatization process.The central section contains Para Uma Discografia Amorosamente Porreta, identified as part 4 of 16. The series continues Moacy Cirne's personal and affectionate discography, combining classical music, jazz, choro and Brazilian instrumental music.The first selection presents Symphonies numbers 35 and 40 by Wolfgang Amadeus Mozart in a Sony recording with George Szell conducting the Cleveland Orchestra. Moacy Cirne regards both works as fascinating and recalls that Symphony number 41 had already been recommended in an earlier installment in a performance by Nikolaus Harnoncourt with the Chamber Orchestra of Europe. For Symphony number 35, Cirne also recommends Nikolaus Harnoncourt with the Concertgebouw Orchestra of Amsterdam and Bruno Walter with the Columbia Symphony.The next entry is Symphony number 3, Eroica, by Ludwig van Beethoven, released by Philips and performed by Pierre Monteux with the Concertgebouw Orchestra of Amsterdam. The document records a performance in Amsterdam in 1962 and values the interpretation as an important document of the Beethoven symphonic tradition. Cirne also recommends a performance by the Philharmonia Orchestra conducted by Otto Klemperer. The same recording contains material related to the Funeral March, which Cirne considers valuable for those interested in understanding the working method of Pierre Monteux.In jazz, Moacy Cirne highlights Pithecanthropus Erectus by Charles Mingus, released by Atlantic and recorded on January 30, 1956. Cirne presents the album as one of the major recordings by Mingus and identifies its four compositions, Pithecanthropus Erectus, A Foggy Day, Profile of Jackie and Love Chant. The selection reinforces the central importance of Charles Mingus in modern jazz and in the personal discography of Moacy Cirne.The next entry is The Amazing Bud Powell, volume 1, by Bud Powell, released by Blue Note. The page records sessions originally produced on August 8, 1949 and May 1, 1951. Tracks mentioned include Bouncing with Bud, Wail, Dance of the Infidels, 52nd Street Theme, You Go to My Head, Ornithology, Un Poco Loco and Over the Rainbow. Moacy Cirne presents the recording as an intense and historically significant achievement in jazz and modern piano.Brazilian music is represented by Um Cavaquinho Acontece by Waldir Azevedo, released by Phonodisc Warner. Cirne considers the album a major work of choro and highlights Meu Tempo de Criança, Pedacinhos do Céu, Brasileirinho, Quebra Me Bem, Na Baixa do Sapateiro and Delicado. The text records that the album had originally been issued on vinyl by Continental in 1960. The selection reinforces Waldir Azevedo as a fundamental figure in the history of the cavaquinho and Brazilian choro.Another recommendation is Brasil, Sax e Clarineta by Abel Ferreira, released by Marcus Pereira. Moacy Cirne describes the album as choro performed with exceptional musical energy and mentions Mexendo, Taperinha do Brasil, Chorando Baixinho, André de Sapato Novo, Cochichando, Sai da Frente and Saxofone Por Que Choras. Cirne considers it one of the best albums produced in Brazil and emphasizes Abel Ferreira as an essential figure in Brazilian instrumental music.At the bottom of the page appears the text Aberração ou Rotina, prompted by a question from Mauricio Stycer published in Folha de S.Paulo on April 2, 1997 concerning images that had shocked Brazil during the previous week. Moacy Cirne argues that such violence should not be regarded simply as an isolated event. For him, violence in Brazil manifests itself on multiple levels, including criminal violence, unjustifiable violence by sectors of the police, social violence connected with unemployment, prejudice, racism and other forms of social aggression. In the visible portion of the page, Cirne also adds the privatization of Companhia Vale do Rio Doce to his critical inventory of Brazilian violence. The available image cuts off the final portion of this text.Balaio Incomun XI 940 is an important primary source for research on Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Poema Processo, experimental poetry, political satire, verbal invention, neoliberalism, Fernando Collor de Mello, Antônio Carlos Magalhães, the privatization of Companhia Vale do Rio Doce, violence in Brazil, Mauricio Stycer, Folha de S.Paulo, music criticism, discography, Wolfgang Amadeus Mozart, George Szell, Nikolaus Harnoncourt, Bruno Walter, Ludwig van Beethoven, Pierre Monteux, Otto Klemperer, Charles Mingus, Bud Powell, Waldir Azevedo, Abel Ferreira, jazz, choro, cavaquinho, classical music and Brazilian instrumental music. The page clearly documents the way Moacy Cirne brought music, politics, humor, journalism and cultural criticism together within a single editorial space.

Texto de observação em portuguêsDocumento datilografado identificado como Balaio Incomun, XI 940, Folha Porreta, de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 3 de abril de 1997. A folha apresenta o texto Neocollorido, a quarta parte de Para Uma Discografia Amorosamente Porreta e o início de Aberração ou Rotina, além de uma intervenção política contra a venda da Companhia Vale do Rio Doce.Neocollorido utiliza invenções lexicais construídas principalmente com o prefixo neo. O texto menciona Fernando Collor de Mello e Antônio Carlos Magalhães e associa esses nomes a uma sequência satírica de qualificações políticas e insultos verbais. O recurso evidencia o interesse de Moacy Cirne pela experimentação com a linguagem e transforma o comentário político em jogo verbal. O título Neocollorido associa diretamente a sátira ao legado político de Fernando Collor de Mello.Para Uma Discografia Amorosamente Porreta aparece como parte 4 de 16. A primeira recomendação corresponde às Sinfonias 35 e 40 de Wolfgang Amadeus Mozart, edição Sony, com George Szell e a Cleveland Orchestra. A página recorda também a Sinfonia 41 e Nikolaus Harnoncourt com a Chamber Orchestra of Europe. Para a Sinfonia 35 são mencionadas ainda interpretações de Harnoncourt com a Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam e de Bruno Walter com a Columbia Symphony.A Sinfonia número 3, Eroica, de Ludwig van Beethoven, aparece em edição Philips com Pierre Monteux e a Concertgebouw Orchestra de Amsterdam. O documento registra um concerto realizado em Amsterdam em 1962 e recomenda também Otto Klemperer com a Philharmonia Orchestra. Há ainda referência a material relacionado à Marcha Fúnebre e ao método de trabalho de Pierre Monteux.Pithecanthropus Erectus, de Charles Mingus, edição Atlantic, é identificado como gravação realizada em 30 de janeiro de 1956. São citadas Pithecanthropus Erectus, A Foggy Day, Profile of Jackie e Love Chant. Cirne considera o álbum uma realização de grande qualidade do jazz.The Amazing Bud Powell, volume 1, edição Blue Note, reúne sessões registradas em 8 de agosto de 1949 e 1 de maio de 1951. Entre as composições relacionadas estão Bouncing with Bud, Wail, Dance of the Infidels, 52nd Street Theme, You Go to My Head, Ornithology, Un Poco Loco e Over the Rainbow.Um Cavaquinho Acontece, de Waldir Azevedo, edição Phonodisc Warner, é apresentado como obra importante do choro. O documento menciona Meu Tempo de Criança, Pedacinhos do Céu, Brasileirinho, Quebra Me Bem, Na Baixa do Sapateiro e Delicado e informa que a obra havia sido lançada em vinil pela Continental em 1960.Brasil, Sax e Clarineta, de Abel Ferreira, edição Marcus Pereira, é descrito como um registro de grande intensidade musical. Entre as faixas citadas aparecem Mexendo, Taperinha do Brasil, Chorando Baixinho, André de Sapato Novo, Cochichando, Sai da Frente e Saxofone Por Que Choras. Moacy Cirne considera o álbum um dos melhores discos produzidos no Brasil.Na parte inferior, Aberração ou Rotina parte de uma pergunta de Mauricio Stycer publicada na Folha de S.Paulo em 2 de abril de 1997. Cirne discute a recorrência da violência no Brasil e menciona violência criminosa, violência policial, violência social, desemprego, preconceito e racismo. O texto também relaciona a venda da Companhia Vale do Rio Doce a uma forma de violência contra a sociedade brasileira. A reprodução disponível termina antes da conclusão integral dessa seção.No alto da folha encontra se a afirmação de que a venda da Vale é um crime contra o Brasil e os brasileiros. Essa frase constitui elemento importante para contextualizar a posição política de Moacy Cirne durante os debates sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce em 1997.Documento relevante para indexação de Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Neocollorido, Para Uma Discografia Amorosamente Porreta, Poema Processo, Fernando Collor de Mello, Antônio Carlos Magalhães, neoliberalismo, Companhia Vale do Rio Doce, privatização da Vale, Mauricio Stycer, Folha de S.Paulo, violência brasileira, Wolfgang Amadeus Mozart, George Szell, Cleveland Orchestra, Nikolaus Harnoncourt, Bruno Walter, Ludwig van Beethoven, Pierre Monteux, Otto Klemperer, Charles Mingus, Pithecanthropus Erectus, Bud Powell, Blue Note, Waldir Azevedo, cavaquinho, Abel Ferreira, jazz, choro, música clássica e música instrumental brasileira.Observation text in EnglishTypewritten document identified as Balaio Incomun, XI 940, Folha Porreta, by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, April 3, 1997. The sheet contains Neocollorido, the fourth installment of Para Uma Discografia Amorosamente Porreta and the beginning of Aberração ou Rotina, together with a political intervention opposing the sale of Companhia Vale do Rio Doce.Neocollorido uses lexical inventions constructed primarily with the prefix neo. The text mentions Fernando Collor de Mello and Antônio Carlos Magalhães and associates these names with a satirical sequence of political characterizations and verbal insults. The device demonstrates Moacy Cirne's interest in linguistic experimentation and transforms political commentary into verbal play. The title Neocollorido directly connects the satire with the political legacy of Fernando Collor de Mello.Para Uma Discografia Amorosamente Porreta is identified as part 4 of 16. The first recommendation is Symphonies 35 and 40 by Wolfgang Amadeus Mozart, released by Sony with George Szell and the Cleveland Orchestra. The page also recalls Symphony 41 and Nikolaus Harnoncourt with the Chamber Orchestra of Europe. For Symphony 35, additional performances by Harnoncourt with the Concertgebouw Orchestra of Amsterdam and Bruno Walter with the Columbia Symphony are mentioned.Symphony number 3, Eroica, by Ludwig van Beethoven appears in a Philips recording with Pierre Monteux and the Concertgebouw Orchestra of Amsterdam. The document records a concert held in Amsterdam in 1962 and also recommends Otto Klemperer with the Philharmonia Orchestra. Material concerning the Funeral March and the working method of Pierre Monteux is also mentioned.Pithecanthropus Erectus by Charles Mingus, released by Atlantic, is identified as a recording made on January 30, 1956. Pithecanthropus Erectus, A Foggy Day, Profile of Jackie and Love Chant are specifically listed. Cirne presents the album as an achievement of exceptional quality in jazz.The Amazing Bud Powell, volume 1, released by Blue Note, contains sessions recorded on August 8, 1949 and May 1, 1951. The compositions mentioned include Bouncing with Bud, Wail, Dance of the Infidels, 52nd Street Theme, You Go to My Head, Ornithology, Un Poco Loco and Over the Rainbow.Um Cavaquinho Acontece by Waldir Azevedo, released by Phonodisc Warner, is presented as an important work of choro. The document mentions Meu Tempo de Criança, Pedacinhos do Céu, Brasileirinho, Quebra Me Bem, Na Baixa do Sapateiro and Delicado and records that the work had been released on vinyl by Continental in 1960.Brasil, Sax e Clarineta by Abel Ferreira, released by Marcus Pereira, is described as a recording of great musical intensity. Tracks mentioned include Mexendo, Taperinha do Brasil, Chorando Baixinho, André de Sapato Novo, Cochichando, Sai da Frente and Saxofone Por Que Choras. Moacy Cirne considers the album one of the best records produced in Brazil.At the bottom, Aberração ou Rotina begins with a question by Mauricio Stycer published in Folha de S.Paulo on April 2, 1997. Cirne discusses the recurring nature of violence in Brazil and refers to criminal violence, police violence, social violence, unemployment, prejudice and racism. The text also connects the sale of Companhia Vale do Rio Doce with a form of violence against Brazilian society. The available reproduction ends before the complete conclusion of this section.At the top of the sheet appears the statement that the sale of Vale is a crime against Brazil and the Brazilian people. This sentence is an important element for understanding Moacy Cirne's political position during the debates surrounding the privatization of Companhia Vale do Rio Doce in 1997.This document is highly relevant for indexing Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, Neocollorido, Para Uma Discografia Amorosamente Porreta, Poema Processo, Fernando Collor de Mello, Antônio Carlos Magalhães, neoliberalism, Companhia Vale do Rio Doce, privatization of Vale, Mauricio Stycer, Folha de S.Paulo, violence in Brazil, Wolfgang Amadeus Mozart, George Szell, Cleveland Orchestra, Nikolaus Harnoncourt, Bruno Walter, Ludwig van Beethoven, Pierre Monteux, Otto Klemperer, Charles Mingus, Pithecanthropus Erectus, Bud Powell, Blue Note, Waldir Azevedo, cavaquinho, Abel Ferreira, jazz, choro, classical music and Brazilian instrumental music.


Inglês

Balaio Incomun, Folha Porreta, XI 940, by Moacy Cirne, produced in Rio de Janeiro on April 3, 1997, brings together political criticism, verbal satire, reflections on violence in Brazil and the fourth installment of the series Para Uma Discografia Amorosamente Porreta.

Dimensions: 13 x 8,5 in