Home Acervo Balaio Incomum, Folha Porreta, número XI 899, publicação de Moacy Cirne produzida no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1996.

Balaio Incomum, Folha Porreta, número XI 899, publicação de Moacy Cirne produzida no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1996.

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04297

Data: 29 de outubro de 1996

Dimensões: 33 x 21,5 cm

TEXTO SALSA EM PORTUGUÊSBalaio Incomum, Folha Porreta, número XI 899, publicação de Moacy Cirne produzida no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1996. A folha reúne reflexão sobre criação artística, crítica política, defesa do voto nulo, comentários sobre poesia e literatura, sátira editorial e pequenos poemas, compondo um documento significativo da atividade intelectual, poética e política de Moacy Cirne na década de 1990.Na parte superior da página aparece uma longa citação de Joan Miró retirada de A cor dos meus sonhos, entrevistas com Georges Raillard. Miró afirma que sua falta de virtuosismo lhe satisfaz porque o obrigou à revolta para poder se expressar. O artista contrapõe facilidade e violência criadora e afirma ainda que, em determinado momento, é necessário exprimir se com palavras. Para Miró, sua pintura não é completamente secreta, mas uma forma de combate que se exterioriza.A presença dessa reflexão logo na abertura estabelece uma chave importante para compreender o próprio universo de Balaio Incomum. A ideia de criação artística como combate, resistência e necessidade de expressão aproxima a fala de Miró das práticas de Moacy Cirne, marcadas por experimentação, crítica, irreverência e constante intervenção política e cultural.No bloco Pelo voto nulo, dia 15, Moacy Cirne apresenta de maneira direta sua posição eleitoral no segundo turno das eleições municipais de 1996. O autor rejeita tanto Conde quanto outros nomes citados no texto e afirma que sua decisão é anular o voto. Mais uma vez aparece a referência ao número 69 como gesto de provocação, erotismo e protesto político.O texto retoma a lógica desenvolvida em números anteriores de Folha Porreta durante outubro de 1996. O voto nulo é apresentado não apenas como recusa das alternativas eleitorais, mas como manifestação política consciente. A associação entre 69, coragem e prazer reforça o humor sexual utilizado por Cirne para desmontar a solenidade do discurso eleitoral.Outro bloco importante possui o título Sobre Gratuita e O Capital. Moacy Cirne comenta duas publicações literárias que, segundo o texto, alcançavam o número 50. Uma é Gratuita, editada em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, sob orientação de Ademir Antonio Bacca. A outra é O Capital, brevemente editada em Aracaju, Sergipe, por Ilma Fontes, que voltava a circular em seu número 49 depois de alguns meses fora do ar.Cirne valoriza essas publicações por privilegiarem o lugar da poesia em contraste com o sistema literário e cultural dominante no país. O comentário revela a importância das redes independentes de poesia e de circulação alternativa de textos literários, aspecto central para compreender Balaio Incomum dentro de um circuito mais amplo de pequenas publicações brasileiras.Na região central aparece o título O Balaio adverte. O texto anuncia que o número 900 de Balaio Incomum seria distribuído na quinta feira seguinte em horário limitado e não seria recomendado para diferentes grupos, numa lista propositalmente absurda e satírica.Entre os alvos da advertência aparecem reacionários, malufistas, videotas, evangélicos da Igreja Universal, patriotas, virgens, catolicotários, viciados em coca cola, sbtolos e globotários. A enumeração combina neologismos, referências políticas, religiosas, midiáticas e comportamentais, demonstrando o humor agressivo e inventivo característico de Moacy Cirne.O texto continua afirmando que a leitura indevida poderia levar à loucura ou até aos livros de Paulo Coelho e Lair Ribeiro. Em seguida, Balaio declara não se responsabilizar formal e juridicamente por possíveis danos morais, acadêmicos, profissionais, etílicos, mentais, sexuais, psicológicos e ufológicos. A construção transforma a linguagem jurídica de advertência em paródia e sátira cultural.Na parte inferior aparecem pequenos poemas e fragmentos poéticos. Um deles começa com A minha carne ainda quer, ainda geme e treme e relaciona corpo, desejo, alma e tempo. Outro fragmento, atribuído a João Carneiro e indicado como publicado em O Capital 50, afirma que o cheiro do outro arrepia o corpo e enlouquece os seios. Esses textos reforçam a presença do erotismo, do corpo e do desejo dentro do universo editorial da folha.Balaio Incomum XI 899 é especialmente relevante porque antecede diretamente o número 900, anunciado como próxima edição. A folha funciona como documento de transição e expectativa dentro da história da série e registra o modo como Moacy Cirne transformava a própria numeração editorial em elemento de humor, autorreferência e construção de identidade.A edição reúne referências a Joan Miró, Georges Raillard, Ademir Antonio Bacca, Ilma Fontes, João Carneiro, Paulo Coelho, Lair Ribeiro e diferentes personagens do cenário político e cultural brasileiro. Essa diversidade evidencia a amplitude do projeto de Moacy Cirne, que combinava poesia, artes visuais, política, literatura, mídia, erotismo, humor e crítica institucional.Documento relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 899, Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1996, Joan Miró, Georges Raillard, A cor dos meus sonhos, voto nulo, Vote 69, eleições municipais de 1996, Conde, política brasileira, poesia independente, Gratuita, Bento Gonçalves, Ademir Antonio Bacca, O Capital, Aracaju, Ilma Fontes, João Carneiro, Balaio 900, sátira cultural, erotismo, poesia experimental, imprensa alternativa e publicações independentes brasileiras.TEXTO SALSA EM INGLÊSBalaio Incomum, Folha Porreta, issue XI 899, a publication by Moacy Cirne produced in Rio de Janeiro on October 29, 1996. The sheet combines reflections on artistic creation, political criticism, support for the null vote, commentary on poetry and literature, editorial satire and short poems, making it a significant document of Moacy Cirne's intellectual, poetic and political activity during the 1990s.At the top of the page appears a long quotation by Joan Miró taken from A cor dos meus sonhos, interviews with Georges Raillard. Miró states that his lack of virtuosity satisfies him because it forced him into revolt in order to express himself. He contrasts facility with creative violence and also argues that at a certain moment it becomes necessary to express oneself through words. For Miró, painting is not completely secret but a form of combat that becomes externalized.The presence of this reflection at the opening of the sheet provides an important key for understanding the universe of Balaio Incomum itself. The idea of artistic creation as combat, resistance and necessity of expression connects Miró's statement with Moacy Cirne's own practices, marked by experimentation, criticism, irreverence and constant political and cultural intervention.In the section Pelo voto nulo, dia 15, Moacy Cirne directly presents his electoral position regarding the second round of the 1996 municipal elections. He rejects Conde and other names mentioned in the text and states that his decision is to cast a null vote. Once again the number 69 appears as a gesture combining provocation, eroticism and political protest.The text continues the logic developed in earlier Folha Porreta issues during October 1996. The null vote is presented not merely as rejection of electoral alternatives but as a conscious political manifestation. The association among 69, courage and pleasure reinforces the sexual humor used by Cirne to dismantle the solemnity of conventional electoral discourse.Another important section is entitled Sobre Gratuita e O Capital. Moacy Cirne comments on two literary publications that, according to the text, were reaching issue 50. One is Gratuita, edited in Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, under the direction of Ademir Antonio Bacca. The other is O Capital, briefly edited in Aracaju, Sergipe, by Ilma Fontes, which had resumed circulation with issue 49 after several months away.Cirne values these publications for privileging poetry in contrast with the dominant literary and cultural system in Brazil. The commentary reveals the importance of independent poetry networks and alternative circulation of literary texts, a central aspect for understanding Balaio Incomum within a broader circuit of small Brazilian publications.In the central area appears the title O Balaio adverte. The text announces that issue 900 of Balaio Incomum would be distributed on the following Thursday during a limited period and would not be recommended for several groups listed in a deliberately absurd and satirical manner.Among the targets of the warning are reactionaries, supporters of Maluf, videotas, members of the Universal Church, patriots, virgins, catolicotários, people addicted to Coca Cola, sbtolos and globotários. The list combines neologisms and political, religious, media and behavioral references, demonstrating Moacy Cirne's aggressive and inventive humor.The text continues by stating that improper reading could lead to madness or even to the books of Paulo Coelho and Lair Ribeiro. Balaio then declares that it assumes no formal or legal responsibility for possible moral, academic, professional, alcoholic, mental, sexual, psychological or ufological damages. The construction transforms the language of legal warnings into parody and cultural satire.Short poems and poetic fragments appear in the lower area. One begins with A minha carne ainda quer, ainda geme e treme and connects body, desire, soul and time. Another fragment, attributed to João Carneiro and identified as appearing in O Capital 50, states that the scent of the other makes the body shiver and drives the breasts mad. These texts reinforce the presence of eroticism, the body and desire within the editorial universe of the sheet.Balaio Incomum XI 899 is especially relevant because it directly precedes issue 900, announced as the next edition. The sheet functions as a transitional document within the history of the series and records the way Moacy Cirne transformed editorial numbering itself into material for humor, self reference and the construction of identity.The issue brings together references to Joan Miró, Georges Raillard, Ademir Antonio Bacca, Ilma Fontes, João Carneiro, Paulo Coelho, Lair Ribeiro and several figures from the Brazilian political and cultural scene. This diversity demonstrates the broad scope of Moacy Cirne's project, combining poetry, visual arts, politics, literature, media, eroticism, humor and institutional criticism.This document is relevant to research on Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 899, Rio de Janeiro, October 29, 1996, Joan Miró, Georges Raillard, A cor dos meus sonhos, null vote, Vote 69, 1996 municipal elections, Conde, Brazilian politics, independent poetry, Gratuita, Bento Gonçalves, Ademir Antonio Bacca, O Capital, Aracaju, Ilma Fontes, João Carneiro, Balaio 900, cultural satire, eroticism, experimental poetry, alternative press and Brazilian independent publications.

TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊSDocumento identificado no cabeçalho como Balaio Incomum, XI 899, Folha Porreta, Moacy Cirne, Rio, 29 de outubro de 1996. A folha apresenta composição datilográfica em preto e branco e está organizada em vários blocos de texto, comentários, notas satíricas e poemas.Na parte superior encontra se uma longa citação de Joan Miró. O trecho começa com a afirmação Minha falta de virtuosismo me satisfaz e desenvolve uma reflexão sobre revolta, expressão artística, facilidade técnica e necessidade de combate. A referência bibliográfica indicada ao final é Joan Miró, A cor dos meus sonhos, entrevistas com Georges Raillard.Essa citação constitui dado importante de indexação por documentar a presença de Miró e Georges Raillard no repertório crítico e artístico mobilizado por Moacy Cirne. Também reforça as relações entre Balaio Incomum e debates sobre criação visual, pintura e vanguarda.Na coluna esquerda aparece o título Pelo voto nulo, dia 15. O texto apresenta a posição de Moacy Cirne diante do segundo turno eleitoral. São mencionados Conde, César Maia, Antônio Carlos Magalhães, Barceló Alencar e Fernando Henrique Cardoso em uma sequência de rejeições políticas.A parte final desse bloco volta a mencionar o número 69 e a proposta de voto nulo. Cirne associa a ação à coragem e ao prazer, dando continuidade às intervenções Vote 69 presentes em outros números de Folha Porreta durante outubro de 1996.Na coluna direita encontra se Sobre Gratuita e O Capital. O texto registra que duas publicações de poesia e luta ideológica e literária estavam alcançando o número 50.Gratuita é identificada como publicação editada em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, sob orientação de Ademir Antonio Bacca. O Capital é relacionado a Aracaju, Sergipe, e a Ilma Fontes. O texto informa ainda que O Capital voltava a circular em seu número 49 depois de alguns meses fora do ar.Moacy Cirne afirma que ambas as publicações privilegiam o lugar da poesia, em oposição aos preconceitos e às barreiras do sistema literário e cultural brasileiro. O trecho possui grande interesse para o mapeamento das redes de pequenas revistas, boletins e publicações independentes de poesia no Brasil.Na região central encontra se O Balaio adverte. O bloco anuncia o número 900 de Balaio para a quinta feira seguinte, em distribuição limitada entre 17 horas e 52 minutos e 18 horas e 13 minutos, segundo o texto.A advertência afirma que a edição não seria recomendável para uma lista de grupos e tipos sociais, entre eles reacionários, malufistas, videotas, evangélicos da Igreja Universal, patriotas, virgens e outras categorias construídas por Moacy Cirne de maneira satírica.A lista inclui neologismos como catolicotários e globotários, que devem ser preservados na transcrição quando possível, pois fazem parte da invenção verbal do autor.O texto ainda menciona viciados em coca cola e declara que a leitura indevida poderia levar à loucura ou aos livros de Paulo Coelho e Lair Ribeiro. A referência possui evidente intenção humorística e crítica cultural.A parte final da advertência apresenta uma paródia de aviso jurídico. Balaio afirma não se responsabilizar formal e juridicamente por possíveis danos morais, acadêmicos, profissionais, etílicos, mentais, sexuais, psicológicos e ufológicos.Esse bloco é particularmente importante para compreender o humor autorreferencial de Balaio Incomum. A própria publicação transforma seu futuro número 900 em acontecimento ficticiamente perigoso, exagerando sua potência cultural como estratégia satírica.Na parte inferior esquerda aparece um pequeno poema iniciado por A minha carne ainda quer, ainda geme e treme. O trecho desenvolve uma relação entre carne, alma, desejo e tempo. A continuação está cortada pela margem inferior da fotografia.Na região inferior direita encontra se um fragmento atribuído a João Carneiro, identificado como proveniente de O Capital 50. O texto trata do cheiro, do corpo e dos seios, reforçando o conteúdo erótico presente em diferentes áreas desta edição.Há também uma pequena composição tipográfica inclinada no centro inferior. Sua leitura integral é dificultada pela dimensão e orientação dos caracteres e deve ser conferida diretamente no original antes de uma transcrição definitiva.A edição XI 899 deve ser compreendida como documento imediatamente anterior ao Balaio 900. Essa proximidade possui importância cronológica e editorial e permite reconstruir a sequência da publicação no final de outubro e início de novembro de 1996.A folha deve também ser relacionada às edições XI 892, XI 896 e XI 898, que registram a campanha satírica de Moacy Cirne em defesa do voto nulo e do número 69 nas eleições municipais do Rio de Janeiro em 1996.Para fins de indexação devem ser preservados Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 899, Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1996, Minha falta de virtuosismo me satisfaz, Joan Miró, Georges Raillard, A cor dos meus sonhos, Pelo voto nulo dia 15, Vote 69, Gratuita, O Capital, Ademir Antonio Bacca, Bento Gonçalves, Ilma Fontes, Aracaju, João Carneiro e Balaio 900.Termos complementares relevantes incluem eleições municipais de 1996, voto nulo, política brasileira, política carioca, poesia independente, pequenas publicações, redes literárias, poesia experimental, arte e política, erotismo, sátira, humor, Joan Miró, pintura, crítica cultural, Paulo Coelho, Lair Ribeiro, Igreja Universal, imprensa alternativa e publicação independente.OBSERVATION TEXT IN ENGLISHDocument identified in the heading as Balaio Incomum, XI 899, Folha Porreta, Moacy Cirne, Rio, October 29, 1996. The sheet presents a black and white typewritten composition organized into several sections containing commentary, satirical notes and poetry.At the top is a long quotation by Joan Miró. The passage begins with the statement Minha falta de virtuosismo me satisfaz and develops a reflection on revolt, artistic expression, technical facility and the need for combat. The bibliographical reference at the end identifies Joan Miró, A cor dos meus sonhos, interviews with Georges Raillard.This quotation is important for indexing because it documents the presence of Miró and Georges Raillard within the critical and artistic repertoire mobilized by Moacy Cirne. It also reinforces connections between Balaio Incomum and debates concerning visual creation, painting and avant garde practice.In the left column appears the title Pelo voto nulo, dia 15. The text presents Moacy Cirne's position regarding the electoral second round. Conde, César Maia, Antônio Carlos Magalhães, Barceló Alencar and Fernando Henrique Cardoso are mentioned within a sequence of political rejections.The final portion of this section returns to the number 69 and the proposal of casting a null vote. Cirne associates the action with courage and pleasure, continuing the Vote 69 interventions found in other Folha Porreta issues produced during October 1996.In the right column appears Sobre Gratuita e O Capital. The text records that two publications devoted to poetry and ideological and literary struggle were approaching issue 50.Gratuita is identified as a publication edited in Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, under the direction of Ademir Antonio Bacca. O Capital is associated with Aracaju, Sergipe, and Ilma Fontes. The text also states that O Capital had resumed circulation with issue 49 after several months away.Moacy Cirne states that both publications privilege the place of poetry against the prejudices and barriers of the Brazilian literary and cultural system. This passage is highly relevant for mapping networks of small magazines, bulletins and independent poetry publications in Brazil.In the central area appears O Balaio adverte. This section announces issue 900 of Balaio for the following Thursday, with distribution limited to a specific interval between 17 hours and 52 minutes and 18 hours and 13 minutes according to the text.The warning states that the issue would not be recommended for a list of social and political types, including reactionaries, Maluf supporters, videotas, members of the Universal Church, patriots, virgins and other categories constructed satirically by Moacy Cirne.The list contains neologisms such as catolicotários and globotários, which should be preserved in transcription whenever possible because they form part of the author's verbal invention.The text also mentions people addicted to Coca Cola and states that improper reading could lead to madness or to the books of Paulo Coelho and Lair Ribeiro. This reference is clearly humorous and culturally critical.The final portion of the warning presents a parody of legal disclaimers. Balaio states that it accepts no formal or legal responsibility for possible moral, academic, professional, alcoholic, mental, sexual, psychological and ufological damages.This section is particularly important for understanding the self referential humor of Balaio Incomum. The publication transforms its forthcoming issue 900 into a supposedly dangerous event, exaggerating its cultural power as a satirical strategy.In the lower left area appears a short poem beginning with A minha carne ainda quer, ainda geme e treme. The passage develops relationships among flesh, soul, desire and time. Its continuation is cut off by the lower edge of the photograph.In the lower right area is a fragment attributed to João Carneiro, identified as originating from O Capital 50. The text concerns scent, the body and breasts and reinforces the erotic content present in different areas of this issue.There is also a small inclined typographic composition in the lower center. Its complete reading is difficult because of the scale and orientation of the characters and should be checked directly against the original before establishing a definitive transcription.Issue XI 899 should be understood as a document immediately preceding Balaio 900. This proximity has chronological and editorial significance and helps reconstruct the publication sequence at the end of October and beginning of November 1996.The sheet should also be related to issues XI 892, XI 896 and XI 898, which document Moacy Cirne's satirical campaign in defense of the null vote and the number 69 during the 1996 municipal elections in Rio de Janeiro.For indexing purposes the record should preserve Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 899, Moacy Cirne, Rio de Janeiro, October 29, 1996, Minha falta de virtuosismo me satisfaz, Joan Miró, Georges Raillard, A cor dos meus sonhos, Pelo voto nulo dia 15, Vote 69, Gratuita, O Capital, Ademir Antonio Bacca, Bento Gonçalves, Ilma Fontes, Aracaju, João Carneiro and Balaio 900.Additional relevant terms include 1996 municipal elections, null vote, Brazilian politics, Rio de Janeiro politics, independent poetry, small publications, literary networks, experimental poetry, art and politics, eroticism, satire, humor, Joan Miró, painting, cultural criticism, Paulo Coelho, Lair Ribeiro, Universal Church, alternative press and independent publishing.


Inglês

Balaio Incomum, Folha Porreta, issue XI 899, a publication by Moacy Cirne produced in Rio de Janeiro on October 29, 1996.

Dimensions: 13 x 8,5 in