Home Acervo Balaio Incomun, Folha Porreta, X 882, publicação de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 6 de agosto de 1996.

Balaio Incomun, Folha Porreta, X 882, publicação de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 6 de agosto de 1996.

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04288

Data: 6 de agosto de 1996.

Dimensões: 33 x 21,5 cm

Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomun, Folha Porreta, X 882, publicação de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 6 de agosto de 1996. O documento apresenta os resultados da ampla enquete Cinema, Os melhores filmes, segundo os leitores do Balaio, organizada por Moacy Cirne a partir da participação de 174 cinéfilos. A folha constitui uma fonte excepcional para o estudo da recepção cinematográfica no Brasil dos anos 1990, reunindo dados quantitativos sobre filmes e diretores mais citados e registrando a presença expressiva do cinema brasileiro, do Cinema Novo e de obras modernas e experimentais.O primeiro lugar da classificação é ocupado por Cidadão Kane, de Orson Welles, Estados Unidos, 1941. Em seguida aparecem Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, Brasil, 1964, Hiroshima, meu amor, de Alain Resnais, França, 1959, O encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein, União Soviética, 1925, Morangos silvestres, de Ingmar Bergman, Suécia, 1957, Amarcord, de Federico Fellini, Itália, 1973, Acossado, de Jean Luc Godard, França, 1959, 2001 uma odisseia no espaço, de Stanley Kubrick, Inglaterra, 1968, Vidas secas, de Nelson Pereira dos Santos, Brasil, 1963, e Blow Up, de Michelangelo Antonioni, produção ítalo britânica de 1966.A presença de Deus e o diabo na terra do sol em segundo lugar é um dado de grande importância para a história da recepção do Cinema Novo. A obra de Glauber Rocha aparece à frente de diversos clássicos consagrados internacionalmente, demonstrando o peso do cinema brasileiro dentro do repertório cultural dos participantes da enquete de Balaio Incomun.A classificação prossegue com Tempos modernos, de Charles Chaplin, Janela indiscreta, de Alfred Hitchcock, Terra em transe, de Glauber Rocha, Cantando na chuva, de Gene Kelly e Stanley Donen, Ano passado em Marienbad, de Alain Resnais, Rocco e seus irmãos, de Luchino Visconti, A marca da maldade, de Orson Welles, Oito e meio, de Federico Fellini, A aventura, de Michelangelo Antonioni, e A grande ilusão, de Jean Renoir.Também aparecem entre os trinta primeiros Pierrot le fou, de Jean Luc Godard, Vertigo, também conhecido como Um corpo que cai, de Alfred Hitchcock, O anjo exterminador, de Luis Buñuel, A regra do jogo, de Jean Renoir, Em busca do ouro, de Charles Chaplin, O homem que matou o facínora, de John Ford, Blade Runner, o caçador de androides, de Ridley Scott, A bela da tarde, de Luis Buñuel, Teorema, de Pier Paolo Pasolini, e No tempo das diligências, de John Ford.O conjunto forma um panorama expressivo do cânone cinematográfico compartilhado pelos leitores e colaboradores de Balaio Incomun. Cinema clássico norte americano, expressionismo, cinema soviético, nouvelle vague francesa, neorrealismo e cinema moderno italiano, cinema sueco, Cinema Novo brasileiro, cinema de autor e ficção científica aparecem lado a lado.Além de Deus e o diabo na terra do sol, Vidas secas e Terra em transe, a folha apresenta uma relação específica dos filmes brasileiros mais citados. Entre eles estão Limite, de Mario Peixoto, Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla, Memórias do cárcere, de Nelson Pereira dos Santos, Ganga bruta, de Humberto Mauro, O cangaceiro, de Lima Barreto, e São Bernardo, de Leon Hirszman.Esse grupo possui especial relevância para a história do cinema brasileiro. Mario Peixoto, Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Joaquim Pedro de Andrade, Rogério Sganzerla, Humberto Mauro, Lima Barreto e Leon Hirszman representam diferentes momentos da modernização, experimentação e consolidação artística do cinema nacional. A enquete registra, portanto, uma memória cinematográfica brasileira que não se limita ao Cinema Novo, mas incorpora o cinema moderno, o cinema marginal e experiências anteriores fundamentais.A folha apresenta ainda a classificação Os diretores mais citados. Orson Welles ocupa a primeira posição com 143 citações. Federico Fellini aparece com 135, Ingmar Bergman com 128, Luis Buñuel com 105, Jean Luc Godard com 102, Glauber Rocha com 100, Michelangelo Antonioni com 99, Alain Resnais com 98, Charles Chaplin com 96 e Akira Kurosawa com 81.Na sequência aparecem Alfred Hitchcock com 79 citações, John Ford com 75, Luchino Visconti com 69, Stanley Kubrick com 68, Sergei Eisenstein com 64, Nelson Pereira dos Santos com 60, Jean Renoir com 51, Woody Allen com 49, Bernardo Bertolucci com 47 e Pier Paolo Pasolini também com 47.O resultado de Glauber Rocha é especialmente significativo. Com 100 citações, ele aparece como o sexto diretor mais mencionado de toda a pesquisa, à frente de nomes como Antonioni, Resnais, Chaplin, Kurosawa, Hitchcock, Ford, Visconti, Kubrick e Eisenstein. Nelson Pereira dos Santos também ocupa posição expressiva, com 60 citações. Esses números demonstram a forte presença do cinema brasileiro no universo crítico dos participantes de Balaio Incomun.O próprio documento informa que participaram da enquete 174 cinéfilos. Entre eles estavam 58 poetas e escritores, 12 artistas, 44 professores, 17 estudantes e 8 críticos de cinema, além de participantes de outras atividades. Essa composição revela que a pesquisa não foi limitada ao campo profissional da crítica cinematográfica, mas reuniu uma comunidade cultural ampla formada por escritores, artistas, acadêmicos, estudantes e espectadores interessados em cinema.A enquete possui importância especial dentro da trajetória de Moacy Cirne. Participante do Poema Processo, crítico de quadrinhos, pesquisador da comunicação, escritor e estudioso da cultura de massa, Cirne transformou Balaio Incomun em instrumento de levantamento cultural e construção coletiva de repertórios. A classificação cinematográfica de X 882 permite observar quantitativamente os valores estéticos compartilhados por uma ampla rede de interlocutores.A predominância de Welles, Fellini, Bergman, Buñuel, Godard, Glauber Rocha, Antonioni e Resnais aponta para um repertório fortemente marcado pelo cinema moderno e pelas experiências de transformação da linguagem cinematográfica. A alta posição de obras como Cidadão Kane, Deus e o diabo na terra do sol, Hiroshima, meu amor, O encouraçado Potemkin, Acossado, 2001 uma odisseia no espaço, Terra em transe, Ano passado em Marienbad e Blow Up confirma essa orientação.Balaio Incomun X 882 constitui uma fonte primária fundamental para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, cinema, história do cinema, crítica cinematográfica, recepção cinematográfica, enquete de cinema, cinefilia brasileira, Cinema Novo, cinema brasileiro, Glauber Rocha, Deus e o diabo na terra do sol, Terra em transe, Nelson Pereira dos Santos, Vidas secas, Mario Peixoto, Limite, Joaquim Pedro de Andrade, Macunaíma, Rogério Sganzerla, O bandido da luz vermelha, Humberto Mauro, Ganga bruta, Lima Barreto, O cangaceiro, Leon Hirszman, São Bernardo, Orson Welles, Federico Fellini, Ingmar Bergman, Luis Buñuel, Jean Luc Godard, Michelangelo Antonioni, Alain Resnais, Charles Chaplin, Akira Kurosawa, Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, Sergei Eisenstein, cultura visual, Poema Processo e cultura brasileira dos anos 1990.Salsa text in EnglishBalaio Incomun, Folha Porreta, X 882, a publication by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 6 August 1996. The document presents the results of the extensive survey Cinema, The Best Films According to Balaio Readers, organized by Moacy Cirne with the participation of 174 cinephiles. The sheet is an exceptional primary source for studying film reception in Brazil during the 1990s, providing quantitative information on the most frequently cited films and directors and documenting the strong presence of Brazilian cinema, Cinema Novo and modern and experimental filmmaking.Citizen Kane by Orson Welles, United States, 1941, occupies first place in the ranking. It is followed by Black God White Devil by Glauber Rocha, Brazil, 1964, Hiroshima mon amour by Alain Resnais, France, 1959, Battleship Potemkin by Sergei Eisenstein, Soviet Union, 1925, Wild Strawberries by Ingmar Bergman, Sweden, 1957, Amarcord by Federico Fellini, Italy, 1973, Breathless by Jean Luc Godard, France, 1959, 2001 A Space Odyssey by Stanley Kubrick, United Kingdom, 1968, Barren Lives by Nelson Pereira dos Santos, Brazil, 1963, and Blow Up by Michelangelo Antonioni, an Italian and British production from 1966.The position of Black God White Devil in second place is particularly important for the history of Cinema Novo reception. Glauber Rocha's film appears ahead of many internationally established classics, demonstrating the importance of Brazilian cinema within the cultural repertoire of participants in the Balaio Incomun survey.The ranking continues with Modern Times by Charles Chaplin, Rear Window by Alfred Hitchcock, Entranced Earth by Glauber Rocha, Singin in the Rain by Gene Kelly and Stanley Donen, Last Year at Marienbad by Alain Resnais, Rocco and His Brothers by Luchino Visconti, Touch of Evil by Orson Welles, Eight and a Half by Federico Fellini, L Avventura by Michelangelo Antonioni, and Grand Illusion by Jean Renoir.Also among the first thirty films are Pierrot le fou by Jean Luc Godard, Vertigo by Alfred Hitchcock, The Exterminating Angel by Luis Buñuel, The Rules of the Game by Jean Renoir, The Gold Rush by Charles Chaplin, The Man Who Shot Liberty Valance by John Ford, Blade Runner by Ridley Scott, Belle de Jour by Luis Buñuel, Teorema by Pier Paolo Pasolini, and Stagecoach by John Ford.Together these films form a revealing panorama of the cinematic canon shared by Balaio Incomun readers and contributors. Classical American cinema, Soviet cinema, the French New Wave, modern Italian cinema, Swedish cinema, Brazilian Cinema Novo, auteur filmmaking and science fiction appear within the same cultural field.In addition to Black God White Devil, Barren Lives and Entranced Earth, the sheet contains a specific list of other Brazilian films receiving significant numbers of citations. These include Limite by Mario Peixoto, Macunaíma by Joaquim Pedro de Andrade, The Red Light Bandit by Rogério Sganzerla, Memories of Prison by Nelson Pereira dos Santos, Ganga Bruta by Humberto Mauro, O cangaceiro by Lima Barreto, and São Bernardo by Leon Hirszman.This group is particularly important for Brazilian film history. Mario Peixoto, Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Joaquim Pedro de Andrade, Rogério Sganzerla, Humberto Mauro, Lima Barreto and Leon Hirszman represent different moments in the modernization, experimentation and artistic consolidation of Brazilian cinema. The survey therefore records a Brazilian cinematic memory extending beyond Cinema Novo to modern cinema, marginal cinema and earlier foundational experiments.The sheet also presents a ranking entitled The Most Frequently Cited Directors. Orson Welles occupies first place with 143 citations. Federico Fellini follows with 135, Ingmar Bergman with 128, Luis Buñuel with 105, Jean Luc Godard with 102, Glauber Rocha with 100, Michelangelo Antonioni with 99, Alain Resnais with 98, Charles Chaplin with 96 and Akira Kurosawa with 81.They are followed by Alfred Hitchcock with 79 citations, John Ford with 75, Luchino Visconti with 69, Stanley Kubrick with 68, Sergei Eisenstein with 64, Nelson Pereira dos Santos with 60, Jean Renoir with 51, Woody Allen with 49, Bernardo Bertolucci with 47 and Pier Paolo Pasolini also with 47.Glauber Rocha's result is particularly significant. With 100 citations, he is the sixth most frequently mentioned director in the entire survey, ahead of Antonioni, Resnais, Chaplin, Kurosawa, Hitchcock, Ford, Visconti, Kubrick and Eisenstein. Nelson Pereira dos Santos also occupies an important position with 60 citations. These figures demonstrate the strong presence of Brazilian cinema within the critical universe represented by Balaio Incomun.The document itself states that 174 cinephiles participated in the survey. Among them were 58 poets and writers, 12 artists, 44 professors, 17 students and 8 film critics, together with participants from other professional and cultural backgrounds. This composition demonstrates that the survey was not limited to professional film criticism but involved a broader cultural community of writers, artists, academics, students and cinema enthusiasts.The survey has particular importance within Moacy Cirne's intellectual trajectory. As a participant in Poema Processo, comics critic, communication researcher, writer and scholar of mass culture, Cirne transformed Balaio Incomun into an instrument for cultural mapping and collective repertoire building. The cinematic classification recorded in X 882 makes it possible to observe quantitatively the aesthetic values shared by a broad network of contributors.The prominence of Welles, Fellini, Bergman, Buñuel, Godard, Glauber Rocha, Antonioni and Resnais points toward a repertoire strongly shaped by modern cinema and by experiments that transformed cinematic language. The high positions of Citizen Kane, Black God White Devil, Hiroshima mon amour, Battleship Potemkin, Breathless, 2001 A Space Odyssey, Entranced Earth, Last Year at Marienbad and Blow Up reinforce this orientation.Balaio Incomun X 882 is a fundamental primary source for research on Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, cinema, film history, film criticism, film reception, film surveys, Brazilian cinephilia, Cinema Novo, Brazilian cinema, Glauber Rocha, Black God White Devil, Entranced Earth, Nelson Pereira dos Santos, Barren Lives, Mario Peixoto, Limite, Joaquim Pedro de Andrade, Macunaíma, Rogério Sganzerla, The Red Light Bandit, Humberto Mauro, Ganga Bruta, Lima Barreto, O cangaceiro, Leon Hirszman, São Bernardo, Orson Welles, Federico Fellini, Ingmar Bergman, Luis Buñuel, Jean Luc Godard, Michelangelo Antonioni, Alain Resnais, Charles Chaplin, Akira Kurosawa, Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, Sergei Eisenstein, visual culture, Poema Processo and Brazilian culture in the 1990s.

Texto de observação em portuguêsDocumento original datilografado de Balaio Incomun, identificado no cabeçalho como Balaio Incomun X 882 Folha Porreta, de Moacy Cirne, datado no Rio de Janeiro em 6 de agosto de 1996. A folha apresenta o título Cinema, Os melhores filmes, segundo os leitores do Balaio e consolida os resultados quantitativos da grande enquete cinematográfica desenvolvida pela publicação.A classificação registra trinta posições. Cidadão Kane, de Orson Welles, ocupa o primeiro lugar. Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, aparece em segundo. Hiroshima, meu amor, de Alain Resnais, ocupa o terceiro lugar. O encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein, aparece em quarto e Morangos silvestres, de Ingmar Bergman, em quinto.Amarcord, de Federico Fellini, ocupa a sexta posição, Acossado, de Jean Luc Godard, a sétima, 2001 uma odisseia no espaço, de Stanley Kubrick, a oitava, Vidas secas, de Nelson Pereira dos Santos, a nona, e Blow Up, de Michelangelo Antonioni, a décima.Na sequência estão Tempos modernos, Janela indiscreta, Terra em transe, Cantando na chuva, Ano passado em Marienbad, Rocco e seus irmãos, A marca da maldade, Oito e meio, A aventura e A grande ilusão.As posições seguintes registram Pierrot le fou, Vertigo, O anjo exterminador, A regra do jogo, Em busca do ouro, O homem que matou o facínora, Blade Runner, A bela da tarde, Teorema e No tempo das diligências.Ao lado dos títulos aparecem dois valores numéricos separados por uma barra. O documento não apresenta, na área visível, uma explicação suficiente para interpretar com absoluta segurança a função específica de cada um desses dois números. Para catalogação rigorosa, recomenda se preservar os valores na transcrição diplomática sem atribuir significado não explicitado na própria fonte.A seção Filmes brasileiros mais citados, além de Deus e o diabo, Vidas secas e Terra em transe, registra Limite, de Mario Peixoto, com os números 17 e 16, Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, com 16 e 15, O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla, com 12 e 12, Memórias do cárcere, de Nelson Pereira dos Santos, com 12 e 12, Ganga bruta, de Humberto Mauro, com 7 e 7, O cangaceiro, de Lima Barreto, com 7 e 7, e São Bernardo, de Leon Hirszman, também com 7 e 7.Esse registro é de elevado interesse para estudos quantitativos da recepção do cinema brasileiro. Glauber Rocha aparece com dois filmes entre os primeiros treze da classificação geral. Nelson Pereira dos Santos também aparece no grupo principal com Vidas secas e novamente entre os filmes brasileiros adicionais com Memórias do cárcere.A seção Os diretores mais citados apresenta uma classificação numérica extremamente importante. Orson Welles lidera com 143 citações, Federico Fellini possui 135, Ingmar Bergman 128, Luis Buñuel 105, Jean Luc Godard 102, Glauber Rocha 100, Michelangelo Antonioni 99, Alain Resnais 98, Charles Chaplin 96 e Akira Kurosawa 81.Alfred Hitchcock aparece com 79, John Ford com 75, Luchino Visconti com 69, Stanley Kubrick com 68, Sergei Eisenstein com 64, Nelson Pereira dos Santos com 60, Jean Renoir com 51, Woody Allen com 49, Bernardo Bertolucci com 47 e Pier Paolo Pasolini com 47.O resultado posiciona Glauber Rocha como sexto diretor mais citado e Nelson Pereira dos Santos entre os vinte primeiros. Trata se de informação particularmente relevante para estudos sobre a recepção internacionalista e simultaneamente brasileira do cinema entre os participantes da rede cultural de Moacy Cirne.A folha informa explicitamente que participaram da enquete 174 cinéfilos. O grupo incluía 58 poetas e escritores, 12 artistas, 44 professores, 17 estudantes e 8 críticos de cinema, além de participantes classificados em outras atividades. Essa diversidade profissional e intelectual demonstra a amplitude do levantamento realizado por Balaio Incomun.A parte inferior do documento continua com informações sobre a procedência geográfica dos participantes, mas a reprodução apresentada termina antes da leitura integral dessa seção. Por esse motivo, os dados geográficos que não estão completamente visíveis não devem ser estabelecidos de forma definitiva sem consulta ao documento original ou à continuação da folha.O exemplar X 882 possui especial valor porque consolida em dados estatísticos muitas das listas individuais publicadas nos números anteriores de Balaio Incomun. Ele permite transformar a série documental numa fonte para história quantitativa da cinefilia, possibilitando calcular recorrências de filmes, diretores, cinematografias nacionais e escolhas de diferentes grupos profissionais.A posição de Cidadão Kane em primeiro lugar e de Deus e o diabo na terra do sol em segundo demonstra a convivência entre um cânone internacional e um cânone brasileiro. A força de Glauber Rocha, com 100 citações como diretor, evidencia que Cinema Novo não aparece de maneira periférica na pesquisa, mas ocupa posição central no repertório dos participantes.A forte presença de filmes como O encouraçado Potemkin, Acossado, Ano passado em Marienbad, Blow Up, Oito e meio, A aventura, Pierrot le fou, O anjo exterminador e Teorema demonstra ainda a valorização de experiências associadas à montagem, modernidade cinematográfica, ruptura narrativa, surrealismo, vanguarda e cinema de autor. Esse aspecto aproxima a enquete do universo intelectual de Moacy Cirne e de seu interesse pelas linguagens experimentais.O documento é particularmente importante quando relacionado à trajetória de Cirne no Poema Processo. Embora a folha seja dedicada ao cinema, sua defesa recorrente da experimentação, da inovação formal e das linguagens de ruptura permite compreender as afinidades entre seus interesses cinematográficos, a poesia visual, os quadrinhos e as experiências de vanguarda brasileiras.Trata se de fonte primária essencial para catalogação e indexação sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, X 882, Os melhores filmes segundo os leitores do Balaio, enquete cinematográfica, cinefilia brasileira, recepção cinematográfica, estatística de cinema, cinema brasileiro, Cinema Novo, Glauber Rocha, Deus e o diabo na terra do sol, Terra em transe, Nelson Pereira dos Santos, Vidas secas, Memórias do cárcere, Mario Peixoto, Limite, Joaquim Pedro de Andrade, Macunaíma, Rogério Sganzerla, O bandido da luz vermelha, Humberto Mauro, Ganga bruta, Lima Barreto, O cangaceiro, Leon Hirszman, São Bernardo, Orson Welles, Cidadão Kane, Federico Fellini, Ingmar Bergman, Luis Buñuel, Jean Luc Godard, Michelangelo Antonioni, Alain Resnais, Charles Chaplin, Akira Kurosawa, Alfred Hitchcock, John Ford, Luchino Visconti, Stanley Kubrick, Sergei Eisenstein, Jean Renoir, Bernardo Bertolucci, Pier Paolo Pasolini, Poema Processo, cultura visual e história cultural brasileira.Observation text in EnglishOriginal typewritten Balaio Incomun document, identified in the heading as Balaio Incomun X 882 Folha Porreta, by Moacy Cirne, dated in Rio de Janeiro on 6 August 1996. The sheet is entitled Cinema, The Best Films According to Balaio Readers and consolidates the quantitative results of the major cinematic survey conducted by the publication.The ranking contains thirty positions. Citizen Kane by Orson Welles occupies first place. Black God White Devil by Glauber Rocha is second. Hiroshima mon amour by Alain Resnais is third. Battleship Potemkin by Sergei Eisenstein is fourth and Wild Strawberries by Ingmar Bergman is fifth.Amarcord by Federico Fellini occupies sixth place, Breathless by Jean Luc Godard seventh, 2001 A Space Odyssey by Stanley Kubrick eighth, Barren Lives by Nelson Pereira dos Santos ninth and Blow Up by Michelangelo Antonioni tenth.They are followed by Modern Times, Rear Window, Entranced Earth, Singin in the Rain, Last Year at Marienbad, Rocco and His Brothers, Touch of Evil, Eight and a Half, L Avventura and Grand Illusion.The remaining positions include Pierrot le fou, Vertigo, The Exterminating Angel, The Rules of the Game, The Gold Rush, The Man Who Shot Liberty Valance, Blade Runner, Belle de Jour, Teorema and Stagecoach.Two numerical values separated by a slash appear beside the film titles. The visible area of the document does not provide a sufficiently clear explanation of the specific meaning of each of these two figures. For rigorous cataloguing, the numbers should therefore be preserved in a diplomatic transcription without assigning a meaning not explicitly established by the source.The section devoted to other frequently cited Brazilian films, in addition to Black God White Devil, Barren Lives and Entranced Earth, records Limite by Mario Peixoto with the figures 17 and 16, Macunaíma by Joaquim Pedro de Andrade with 16 and 15, The Red Light Bandit by Rogério Sganzerla with 12 and 12, Memories of Prison by Nelson Pereira dos Santos with 12 and 12, Ganga Bruta by Humberto Mauro with 7 and 7, O cangaceiro by Lima Barreto with 7 and 7, and São Bernardo by Leon Hirszman also with 7 and 7.This information is highly significant for quantitative studies of Brazilian film reception. Glauber Rocha appears with two films among the first thirteen places in the overall ranking. Nelson Pereira dos Santos also appears in the principal group with Barren Lives and again among the additional Brazilian films with Memories of Prison.The section The Most Frequently Cited Directors provides an extremely important numerical ranking. Orson Welles leads with 143 citations, Federico Fellini has 135, Ingmar Bergman 128, Luis Buñuel 105, Jean Luc Godard 102, Glauber Rocha 100, Michelangelo Antonioni 99, Alain Resnais 98, Charles Chaplin 96 and Akira Kurosawa 81.Alfred Hitchcock follows with 79, John Ford with 75, Luchino Visconti with 69, Stanley Kubrick with 68, Sergei Eisenstein with 64, Nelson Pereira dos Santos with 60, Jean Renoir with 51, Woody Allen with 49, Bernardo Bertolucci with 47 and Pier Paolo Pasolini with 47.The results position Glauber Rocha as the sixth most frequently cited director and Nelson Pereira dos Santos among the first twenty. This is particularly relevant to research on the simultaneously international and Brazilian character of cinematic reception within Moacy Cirne's cultural network.The sheet explicitly states that 174 cinephiles participated in the survey. The group included 58 poets and writers, 12 artists, 44 professors, 17 students and 8 film critics, together with participants from other activities. This professional and intellectual diversity demonstrates the broad scope of the survey conducted by Balaio Incomun.The lower part of the document continues with information concerning the geographical origins of participants, but the available reproduction ends before that section can be read in full. Geographical data that are not completely visible should therefore not be definitively established without consulting the original document or a continuation of the sheet.Issue X 882 has special value because it consolidates into statistical data many of the individual lists published in earlier issues of Balaio Incomun. It transforms the documentary series into a source for quantitative histories of cinephilia, allowing researchers to calculate recurring films, filmmakers, national cinemas and preferences among different professional groups.The position of Citizen Kane in first place and Black God White Devil in second demonstrates the coexistence of an international canon with a Brazilian canon. Glauber Rocha's strength with 100 citations as a director demonstrates that Cinema Novo does not occupy a peripheral position in the survey but rather a central place within the repertoire of participants.The strong presence of films such as Battleship Potemkin, Breathless, Last Year at Marienbad, Blow Up, Eight and a Half, L Avventura, Pierrot le fou, The Exterminating Angel and Teorema also demonstrates the importance of montage, cinematic modernity, narrative rupture, Surrealism, avant garde practices and auteur cinema. This characteristic connects the survey with the intellectual universe of Moacy Cirne and his continuing interest in experimental languages.The document is particularly important when related to Cirne's trajectory within Poema Processo. Although the sheet is devoted to cinema, its broader emphasis on formal innovation and experimental languages helps clarify affinities among Cirne's cinematic interests, visual poetry, comics and Brazilian avant garde experimentation.This is an essential primary source for cataloguing and indexing concerning Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, X 882, The Best Films According to Balaio Readers, film surveys, Brazilian cinephilia, film reception, cinema statistics, Brazilian cinema, Cinema Novo, Glauber Rocha, Black God White Devil, Entranced Earth, Nelson Pereira dos Santos, Barren Lives, Memories of Prison, Mario Peixoto, Limite, Joaquim Pedro de Andrade, Macunaíma, Rogério Sganzerla, The Red Light Bandit, Humberto Mauro, Ganga Bruta, Lima Barreto, O cangaceiro, Leon Hirszman, São Bernardo, Orson Welles, Citizen Kane, Federico Fellini, Ingmar Bergman, Luis Buñuel, Jean Luc Godard, Michelangelo Antonioni, Alain Resnais, Charles Chaplin, Akira Kurosawa, Alfred Hitchcock, John Ford, Luchino Visconti, Stanley Kubrick, Sergei Eisenstein, Jean Renoir, Bernardo Bertolucci, Pier Paolo Pasolini, Poema Processo, visual culture and Brazilian cultural history.


Inglês

Balaio Incomun, Folha Porreta, X 882, a publication by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 6 August 1996.

Dimensions: 13 x 8,5 in