Home Acervo Balaio Incomun, Folha Porreta, X 855, publicação de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 10 de julho de 1996.

Balaio Incomun, Folha Porreta, X 855, publicação de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 10 de julho de 1996.

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04283

Data: 10 de julho de 1996

Dimensões: 33 x 21,5 cm

Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomun, Folha Porreta, X 855, publicação de Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 10 de julho de 1996. O documento reúne cinema, crítica cultural, humor, provérbios reinventados, participação universitária e referências literárias, dando continuidade ao amplo levantamento de preferências cinematográficas promovido por Moacy Cirne em Balaio Incomun durante 1996. A folha apresenta como núcleo inicial Dez filmes ruins de estimação, expressão que revela a abordagem afetiva, irônica e não convencional de Cirne diante da história do cinema.A seleção Dez filmes ruins de estimação reúne Sansão e Dalila, de Cecil B. DeMille, 1949, Joana d Arc, de Victor Fleming, 1948, Suplício de uma saudade, de Henry King, 1955, Anastácia, a princesa esquecida, de Anatole Litvak, 1956, O ébrio, de Gilda de Abreu, 1946, La violetera, de Luis César Amadori, 1958, Sissi, a imperatriz, de Ernst Marischka, 1956, Tarzan e a mulher leopardo, de Kurt Neumann, 1946, Cristóvão Colombo, de David MacDonald, 1949, e Os dez mandamentos, de Cecil B. DeMille, 1956.A denominação filmes ruins de estimação transforma a lista numa espécie de anticânone afetivo. Em vez de selecionar somente obras consideradas artisticamente superiores, Moacy Cirne chama atenção para filmes que podem ser vistos com prazer, nostalgia ou interesse apesar de suas limitações críticas. A relação atravessa épicos bíblicos, melodramas, aventuras, biografias históricas e cinema popular das décadas de 1940 e 1950. Cecil B. DeMille aparece duas vezes, com Sansão e Dalila e Os dez mandamentos, enquanto o cinema brasileiro está representado por O ébrio, dirigido por Gilda de Abreu.Na sequência aparece a seção Alguns provérbios repensados pelo Balaio. Moacy Cirne reelabora fórmulas da sabedoria popular por meio de humor sexual, irreverência, inversões de sentido, trocadilhos e comentário político. Os textos parodiam provérbios conhecidos e incluem referências explícitas ao desejo, ao comportamento sexual, ao machismo e ao neoliberalismo. Uma das formulações finais ironiza a situação brasileira ao mencionar um país que precisaria de santos e neoliberais. A seção exemplifica o modo como Balaio Incomun combinava cultura popular, linguagem coloquial, erotismo, crítica política e humor provocador.Na seção Cinema, Os melhores filmes, aparece inicialmente a seleção de Sonia Lúcio Rodrigues de Lima, do Rio de Janeiro, identificada como professora do Departamento de Serviço Social e diretora da ADUFF. Sua lista inclui O nome da rosa, de Jean Jacques Annaud, O quatrilho, de Fábio Barreto, Don Juan DeMarco, de Jeremy Leven, Tomates verdes fritos, de Jon Avnet, Cenas de um casamento, de Ingmar Bergman, Mulher da areia, de Hiroshi Teshigahara, A bela da tarde, de Luis Buñuel, Janela indiscreta e Um corpo que cai, de Alfred Hitchcock, O grande ditador, de Charles Chaplin, Fantasia, de Walt Disney, Cidadão Kane, de Orson Welles, Terra estrangeira, de Walter Salles Jr. e Daniela Thomas, Bye bye Brasil, de Cacá Diegues, Vidas secas, de Nelson Pereira dos Santos, A casa dos espíritos, de Bille August, Se meu apartamento falasse, de Billy Wilder, Dersu Uzala, de Akira Kurosawa, Como água para chocolate, de Alfonso Arau, Amor e sedução, O garoto, de Charles Chaplin, e Rocco e seus irmãos, de Luchino Visconti.A lista de Sonia Lúcio Rodrigues de Lima possui especial interesse para a história do cinema brasileiro. O quatrilho, Terra estrangeira, Bye bye Brasil e Vidas secas aparecem ao lado de clássicos internacionais, aproximando Fábio Barreto, Walter Salles Jr., Daniela Thomas, Cacá Diegues e Nelson Pereira dos Santos de Hitchcock, Bergman, Buñuel, Chaplin, Welles, Kurosawa e Visconti. A identificação de Sonia Lúcio Rodrigues de Lima como professora da UFF e diretora da ADUFF reforça novamente a presença da Universidade Federal Fluminense na rede intelectual de Balaio Incomun.Outra participação é de Christian Caselli, do Rio de Janeiro, identificado como aluno do Curso de Cinema da UFF. Sua relação apresenta Providence, de Alain Resnais, O anjo exterminador, de Luis Buñuel, Week end, de Jean Luc Godard, 2001 uma odisseia no espaço, de Stanley Kubrick, Ano passado em Marienbad, de Alain Resnais, A marca da maldade, de Orson Welles, Pierrot le fou, de Jean Luc Godard, As três coroas do marinheiro, de Raúl Ruiz, O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla, Meu ódio será sua herança, de Sam Peckinpah, Persona, de Ingmar Bergman, Teorema e Salò, de Pier Paolo Pasolini, L Atalante, de Jean Vigo, Estranhos no paraíso, de Jim Jarmusch, Tragam me a cabeça de Alfredo Garcia, de Sam Peckinpah, Nosferatu, o vampiro da noite, de Werner Herzog, Vampyr, de Carl Theodor Dreyer, A mulher de todos, de Rogério Sganzerla, e O cozinheiro, o ladrão, a mulher e seu amante, de Peter Greenaway.A seleção de Christian Caselli reúne cinema de vanguarda, modernismo cinematográfico, cinema experimental, cinema marginal brasileiro e autores fundamentais da história do cinema. A presença de O bandido da luz vermelha e A mulher de todos coloca Rogério Sganzerla em posição de destaque e reforça o interesse da enquete de Balaio pela experiência do cinema marginal brasileiro. A identificação de Caselli como aluno do Curso de Cinema da UFF documenta também a participação direta de estudantes na construção coletiva do repertório cinematográfico promovido pela publicação.A terceira seleção é de Manoel Gomes, do Rio de Janeiro, identificado como aluno do Curso de Jornalismo da UFF. Sua lista apresenta A rosa púrpura do Cairo, de Woody Allen, A voz da lua, de Federico Fellini, Cidadão Kane, de Orson Welles, Tempos modernos, O grande ditador e Luzes da ribalta, de Charles Chaplin, Blade Runner, de Ridley Scott, Casablanca, de Michael Curtiz, Ligações perigosas, de Stephen Frears, A viagem do Capitão Tornado, de Ettore Scola, Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, Brazil, o filme, de Terry Gilliam, O mágico de Oz, de Victor Fleming, Entrevista, de Federico Fellini, Depois de horas, de Martin Scorsese, Perdas e danos, de Louis Malle, Ilha das flores, de Jorge Furtado, Blow Up, de Michelangelo Antonioni, O inquilino e A morte e a donzela, de Roman Polanski, Mamãe é de morte, de John Waters, Amadeus, de Milos Forman, A lenda do santo beberrão, de Ermanno Olmi, e The Doors, de Oliver Stone.A relação de Manoel Gomes amplia a presença do cinema brasileiro com Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, e Ilha das flores, de Jorge Furtado. O conjunto aproxima Cinema Novo, curta metragem brasileiro, cinema norte americano, cinema italiano, cinema francês e cinema de autor. Mais uma vez a UFF aparece como instituição diretamente ligada aos participantes da enquete, agora por meio de um estudante de Jornalismo.Na parte inferior surge uma seção dedicada a Mario Quintana. Entre os versos legíveis encontra se a reflexão segundo a qual seria preferível para a alma humana fazer maus versos a não fazer nenhum. A frase sintetiza uma defesa do gesto criativo acima de critérios exclusivamente acadêmicos ou perfeccionistas. A presença de Mario Quintana aproxima Balaio Incomun da poesia brasileira moderna e reforça a convivência entre cinema, literatura, humor e criação poética presente na publicação.Balaio Incomun X 855 constitui um documento expressivo da maneira como Moacy Cirne construía repertórios culturais sem separar rigor crítico de gosto pessoal. A ideia de filmes ruins de estimação questiona os mecanismos tradicionais de formação do cânone e reconhece o valor da memória afetiva e do prazer cinematográfico. Ao mesmo tempo, as listas de Sonia Lúcio Rodrigues de Lima, Christian Caselli e Manoel Gomes ampliam a grande pesquisa cinematográfica de Balaio e documentam a participação de professores e estudantes da Universidade Federal Fluminense.O exemplar constitui fonte primária relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, cinema, crítica cinematográfica, filmes ruins de estimação, cultura de massa, cinema brasileiro, Cinema Novo, cinema marginal, Rogério Sganzerla, Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Jorge Furtado, Walter Salles Jr., Daniela Thomas, Fábio Barreto, UFF, Universidade Federal Fluminense, ADUFF, Sonia Lúcio Rodrigues de Lima, Christian Caselli, Manoel Gomes, Mario Quintana, poesia brasileira, humor, provérbios populares, sátira, Poema Processo, poesia experimental e imprensa independente brasileira dos anos 1990.Salsa text in EnglishBalaio Incomun, Folha Porreta, X 855, a publication by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 10 July 1996. The document brings together cinema, cultural criticism, humor, reinvented proverbs, university participation and literary references, continuing the extensive survey of film preferences conducted by Moacy Cirne in Balaio Incomun during 1996. The opening section is entitled Ten beloved bad films, an expression that reveals Cirne's affectionate, ironic and unconventional approach to film history.The selection includes Samson and Delilah by Cecil B. DeMille, 1949, Joan of Arc by Victor Fleming, 1948, Love Is a Many Splendored Thing by Henry King, 1955, Anastasia by Anatole Litvak, 1956, O ébrio by Gilda de Abreu, 1946, La violetera by Luis César Amadori, 1958, Sissi, the Young Empress by Ernst Marischka, 1956, Tarzan and the Leopard Woman by Kurt Neumann, 1946, Christopher Columbus by David MacDonald, 1949, and The Ten Commandments by Cecil B. DeMille, 1956.The concept of beloved bad films transforms the list into a kind of affectionate anti canon. Rather than selecting only works regarded as artistically superior, Moacy Cirne calls attention to films that can be enjoyed with nostalgia, pleasure or interest despite their critical limitations. The list moves through biblical epics, melodramas, adventure films, historical biographies and popular cinema of the 1940s and 1950s. Cecil B. DeMille appears twice, with Samson and Delilah and The Ten Commandments, while Brazilian cinema is represented by O ébrio, directed by Gilda de Abreu.The following section is entitled Some proverbs reconsidered by Balaio. Moacy Cirne rewrites formulas of popular wisdom through sexual humor, irreverence, inversion of meaning, wordplay and political commentary. The texts parody familiar proverbs and contain explicit references to desire, sexual behavior, machismo and neoliberalism. One of the final formulations satirically refers to a country supposedly in need of saints and neoliberals. The section exemplifies the manner in which Balaio Incomun combined popular culture, colloquial language, eroticism, political criticism and provocative humor.In the Cinema section, The Best Films, the first selection is by Sonia Lúcio Rodrigues de Lima from Rio de Janeiro, identified as a professor in the Department of Social Work and a director of ADUFF. Her list includes The Name of the Rose by Jean Jacques Annaud, O quatrilho by Fábio Barreto, Don Juan DeMarco by Jeremy Leven, Fried Green Tomatoes by Jon Avnet, Scenes from a Marriage by Ingmar Bergman, Woman in the Dunes by Hiroshi Teshigahara, Belle de Jour by Luis Buñuel, Rear Window and Vertigo by Alfred Hitchcock, The Great Dictator by Charles Chaplin, Fantasia by Walt Disney, Citizen Kane by Orson Welles, Foreign Land by Walter Salles Jr. and Daniela Thomas, Bye Bye Brasil by Cacá Diegues, Barren Lives by Nelson Pereira dos Santos, The House of the Spirits by Bille August, The Apartment by Billy Wilder, Dersu Uzala by Akira Kurosawa, Like Water for Chocolate by Alfonso Arau, Amor e sedução, The Kid by Charles Chaplin, and Rocco and His Brothers by Luchino Visconti.Sonia Lúcio Rodrigues de Lima's list is particularly relevant to Brazilian film history. O quatrilho, Foreign Land, Bye Bye Brasil and Barren Lives appear alongside international classics, placing Fábio Barreto, Walter Salles Jr., Daniela Thomas, Cacá Diegues and Nelson Pereira dos Santos in dialogue with Hitchcock, Bergman, Buñuel, Chaplin, Welles, Kurosawa and Visconti. Her identification as a UFF professor and director of ADUFF once again documents the strong presence of Universidade Federal Fluminense within the intellectual network of Balaio Incomun.Another contribution comes from Christian Caselli of Rio de Janeiro, identified as a student in the Cinema course at UFF. His selection includes Providence by Alain Resnais, The Exterminating Angel by Luis Buñuel, Weekend by Jean Luc Godard, 2001 A Space Odyssey by Stanley Kubrick, Last Year at Marienbad by Alain Resnais, Touch of Evil by Orson Welles, Pierrot le fou by Jean Luc Godard, Three Crowns of the Sailor by Raúl Ruiz, The Red Light Bandit by Rogério Sganzerla, The Wild Bunch by Sam Peckinpah, Persona by Ingmar Bergman, Teorema and Salò by Pier Paolo Pasolini, L Atalante by Jean Vigo, Stranger Than Paradise by Jim Jarmusch, Bring Me the Head of Alfredo Garcia by Sam Peckinpah, Nosferatu the Vampyre by Werner Herzog, Vampyr by Carl Theodor Dreyer, A mulher de todos by Rogério Sganzerla, and The Cook, the Thief, His Wife and Her Lover by Peter Greenaway.Christian Caselli's selection brings together avant garde cinema, cinematic modernism, experimental film, Brazilian marginal cinema and major auteurs from film history. The presence of The Red Light Bandit and A mulher de todos gives Rogério Sganzerla a particularly important position and reinforces the survey's interest in Brazilian marginal cinema. Caselli's identification as a Cinema student at UFF also documents the direct participation of students in the collective construction of the cinematic repertoire promoted by Balaio.The third selection is by Manoel Gomes from Rio de Janeiro, identified as a Journalism student at UFF. His list includes The Purple Rose of Cairo by Woody Allen, The Voice of the Moon by Federico Fellini, Citizen Kane by Orson Welles, Modern Times, The Great Dictator and Limelight by Charles Chaplin, Blade Runner by Ridley Scott, Casablanca by Michael Curtiz, Dangerous Liaisons by Stephen Frears, The Voyage of Captain Fracassa by Ettore Scola, Macunaíma by Joaquim Pedro de Andrade, Brazil by Terry Gilliam, The Wizard of Oz by Victor Fleming, Intervista by Federico Fellini, After Hours by Martin Scorsese, Damage by Louis Malle, Ilha das flores by Jorge Furtado, Blow Up by Michelangelo Antonioni, The Tenant and Death and the Maiden by Roman Polanski, Serial Mom by John Waters, Amadeus by Milos Forman, The Legend of the Holy Drinker by Ermanno Olmi, and The Doors by Oliver Stone.Manoel Gomes's list expands the presence of Brazilian cinema with Macunaíma by Joaquim Pedro de Andrade and Ilha das flores by Jorge Furtado. The selection brings together Cinema Novo, the Brazilian short film, American cinema, Italian cinema, French cinema and auteur cinema. UFF once again appears as an institution directly connected with the survey through the participation of a Journalism student.At the bottom of the page there is a section devoted to Mario Quintana. Among the visible lines is a reflection stating that it is preferable for the human soul to make bad verses rather than make none at all. The formulation defends the creative act over exclusively academic or perfectionist criteria. The presence of Mario Quintana connects Balaio Incomun with modern Brazilian poetry and reinforces the coexistence of cinema, literature, humor and poetic creation within the publication.Balaio Incomun X 855 is an expressive document of the way Moacy Cirne constructed cultural repertoires without separating critical rigor from personal affection. The idea of beloved bad films questions traditional mechanisms of canon formation and recognizes the value of memory and cinematic pleasure. At the same time, the lists by Sonia Lúcio Rodrigues de Lima, Christian Caselli and Manoel Gomes expand the major Balaio film survey and document the participation of professors and students from Universidade Federal Fluminense.The issue is an important primary source for research on Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, cinema, film criticism, beloved bad films, mass culture, Brazilian cinema, Cinema Novo, marginal cinema, Rogério Sganzerla, Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Jorge Furtado, Walter Salles Jr., Daniela Thomas, Fábio Barreto, UFF, Universidade Federal Fluminense, ADUFF, Sonia Lúcio Rodrigues de Lima, Christian Caselli, Manoel Gomes, Mario Quintana, Brazilian poetry, humor, popular proverbs, satire, Poema Processo, experimental poetry and Brazilian independent publishing during the 1990s.

Texto de observação em portuguêsDocumento original datilografado de Balaio Incomun, identificado no cabeçalho como Balaio Incomun X 855 Folha Porreta, de Moacy Cirne, datado no Rio de Janeiro em 10 de julho de 1996. O exemplar apresenta diferentes blocos dedicados a cinema, humor, cultura popular, participação universitária e literatura.A seção superior tem o título Dez filmes ruins de estimação. A relação registra Sansão e Dalila, de DeMille, 1949, Joana d Arc, de Fleming, 1948, Suplício de uma saudade, de King, 1955, Anastácia, a princesa esquecida, de King conforme atribuição impressa na folha, 1955, O ébrio, de Gilda de Abreu, 1946, La violetera, de Amadori, 1958, Sissi, a imperatriz, de Marischka, 1956, Tarzan e a mulher leopardo, de Neumann, 1946, Cristóvão Colombo, de MacDonald, 1949, e Os dez mandamentos, de DeMille, 1956.A expressão filmes ruins de estimação possui valor documental porque registra uma categoria crítica e afetiva utilizada por Moacy Cirne. Em lugar de um repertório exclusivamente consagrado, o autor reúne produções por ele consideradas imperfeitas, mas preservadas na memória e no gosto pessoal. Essa categoria ajuda a compreender a liberdade metodológica de Balaio Incomun e a relação de Cirne com formas populares de cinema e cultura de massa.Em seguida aparece Alguns provérbios repensados pelo Balaio. A seção transforma provérbios populares por meio de conteúdo erótico, humor sexual, trocadilhos e sátira. São abordados desejo, relações entre homens e mulheres, machismo e neoliberalismo. Pela natureza provocadora das formulações, recomenda se preservar a seção integralmente em transcrição diplomática quando o documento for incorporado a uma base documental, identificando o conteúdo como humor autoral e paródia de provérbios.A seção Cinema, Os melhores filmes, apresenta Sonia Lúcio Rodrigues de Lima, do Rio de Janeiro, como professora do Departamento de Serviço Social e diretora da ADUFF. Entre seus filmes estão O nome da rosa, O quatrilho, Don Juan DeMarco, Tomates verdes fritos, Cenas de um casamento, Mulher da areia, A bela da tarde, Janela indiscreta, Um corpo que cai, O grande ditador, Fantasia, Cidadão Kane, Terra estrangeira, Bye bye Brasil, Vidas secas, A casa dos espíritos, Se meu apartamento falasse, Dersu Uzala, Como água para chocolate, Amor e sedução, O garoto e Rocco e seus irmãos.A presença de Sonia Lúcio Rodrigues de Lima acrescenta ao documento uma conexão com o Departamento de Serviço Social da UFF e a ADUFF. Sua seleção registra ainda cinco importantes referências relacionadas ao cinema brasileiro, O quatrilho, Terra estrangeira, Bye bye Brasil, Vidas secas e outros títulos inseridos em diálogo com o repertório internacional.Christian Caselli, do Rio de Janeiro, é identificado como aluno do Curso de Cinema da UFF. Sua seleção de vinte filmes inclui Providence, O anjo exterminador, Week end, 2001 uma odisseia no espaço, Ano passado em Marienbad, A marca da maldade, Pierrot le fou, As três coroas do marinheiro, O bandido da luz vermelha, Meu ódio será sua herança, Persona, Teorema, Salò, L Atalante, Estranhos no paraíso, Tragam me a cabeça de Alfredo Garcia, Nosferatu, o vampiro da noite, Vampyr, A mulher de todos e O cozinheiro, o ladrão, a mulher e seu amante.A lista de Christian Caselli possui especial interesse para pesquisas sobre cinema experimental e marginal. Rogério Sganzerla aparece duas vezes, com O bandido da luz vermelha e A mulher de todos, ao lado de Resnais, Buñuel, Godard, Kubrick, Welles, Raúl Ruiz, Peckinpah, Bergman, Pasolini, Jean Vigo, Jim Jarmusch, Werner Herzog, Carl Theodor Dreyer e Peter Greenaway.Manoel Gomes, do Rio de Janeiro, é identificado como aluno do Curso de Jornalismo da UFF. Sua lista inclui A rosa púrpura do Cairo, A voz da lua, Cidadão Kane, Tempos modernos, O grande ditador, Luzes da ribalta, Blade Runner, Casablanca, Ligações perigosas, A viagem do Capitão Tornado, Macunaíma, Brazil, o filme, O mágico de Oz, Entrevista, Depois de horas, Perdas e danos, Ilha das flores, Blow Up, O inquilino, A morte e a donzela, Mamãe é de morte, Amadeus, A lenda do santo beberrão e The Doors.A presença de Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, e Ilha das flores, de Jorge Furtado, é particularmente relevante para o mapeamento do cinema brasileiro dentro da enquete. A lista também demonstra o interesse de um estudante de Jornalismo da UFF por diferentes tradições cinematográficas, reforçando a dimensão universitária e geracional do projeto.Na parte inferior encontra se uma seção dedicada a Mario Quintana. A passagem legível afirma ser preferível para a alma humana fazer maus versos a não fazer nenhum. Uma segunda formulação começa na parte inferior da reprodução, mas não está integralmente visível, razão pela qual não deve ser transcrita como texto completo sem consulta ao original.O exemplar X 855 registra de maneira particularmente clara a presença da Universidade Federal Fluminense na rede de Balaio Incomun. Sonia Lúcio Rodrigues de Lima aparece como professora, Christian Caselli como aluno de Cinema e Manoel Gomes como aluno de Jornalismo. Essa diversidade indica que a enquete cinematográfica circulava entre docentes e estudantes e não se restringia a críticos profissionais ou escritores consagrados.O documento também permite identificar diferentes dimensões da atuação intelectual de Moacy Cirne. Cinema popular, cultura de massa, cinema marginal, cinema brasileiro, humor erótico, provérbios, poesia e atividade universitária aparecem integrados numa única folha. Essa estrutura corresponde ao caráter interdisciplinar de Balaio Incomun e ao percurso de Cirne entre Poema Processo, crítica de quadrinhos, cinema, literatura e comunicação.Trata se de fonte primária relevante para catalogação e pesquisa sobre Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, cinema, crítica de cinema, filmes ruins de estimação, Gilda de Abreu, Cecil B. DeMille, cinema brasileiro, cinema marginal, Rogério Sganzerla, O bandido da luz vermelha, A mulher de todos, Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Walter Salles Jr., Daniela Thomas, Joaquim Pedro de Andrade, Jorge Furtado, Fábio Barreto, Sonia Lúcio Rodrigues de Lima, Christian Caselli, Manoel Gomes, UFF, Universidade Federal Fluminense, ADUFF, Mario Quintana, poesia brasileira, humor, sátira, cultura de massa, Poema Processo e imprensa independente brasileira dos anos 1990.Observation text in EnglishOriginal typewritten document from Balaio Incomun, identified in the heading as Balaio Incomun X 855 Folha Porreta, by Moacy Cirne, dated in Rio de Janeiro on 10 July 1996. The issue contains different sections devoted to cinema, humor, popular culture, university participation and literature.The upper section is entitled Ten beloved bad films. The list records Samson and Delilah by DeMille, 1949, Joan of Arc by Fleming, 1948, Love Is a Many Splendored Thing by King, 1955, Anastasia, the forgotten princess, attributed on the printed sheet to King, 1955, O ébrio by Gilda de Abreu, 1946, La violetera by Amadori, 1958, Sissi, the Empress by Marischka, 1956, Tarzan and the Leopard Woman by Neumann, 1946, Christopher Columbus by MacDonald, 1949, and The Ten Commandments by DeMille, 1956.The expression beloved bad films has documentary value because it records a critical and emotional category used by Moacy Cirne. Rather than presenting an exclusively canonical repertoire, the author gathers films regarded as imperfect but preserved through memory and personal affection. This category helps explain the methodological freedom of Balaio Incomun and Cirne's relationship with popular cinema and mass culture.The next section is Some proverbs reconsidered by Balaio. It transforms popular sayings through erotic content, sexual humor, wordplay and satire. Desire, relations between men and women, machismo and neoliberalism are among its subjects. Because of the provocative nature of these formulations, the section is particularly suitable for complete diplomatic transcription in an archival database, with its content identified as authorial humor and parody of popular proverbs.The Cinema section, The Best Films, presents Sonia Lúcio Rodrigues de Lima from Rio de Janeiro as a professor in the Department of Social Work and a director of ADUFF. Her selected films include The Name of the Rose, O quatrilho, Don Juan DeMarco, Fried Green Tomatoes, Scenes from a Marriage, Woman in the Dunes, Belle de Jour, Rear Window, Vertigo, The Great Dictator, Fantasia, Citizen Kane, Foreign Land, Bye Bye Brasil, Barren Lives, The House of the Spirits, The Apartment, Dersu Uzala, Like Water for Chocolate, Amor e sedução, The Kid and Rocco and His Brothers.Sonia Lúcio Rodrigues de Lima's participation adds a connection with the Department of Social Work at UFF and ADUFF. Her selection also contains significant references to Brazilian cinema, including O quatrilho, Foreign Land, Bye Bye Brasil and Barren Lives, placed in dialogue with the international film canon.Christian Caselli from Rio de Janeiro is identified as a student in the Cinema course at UFF. His twenty film selection includes Providence, The Exterminating Angel, Weekend, 2001 A Space Odyssey, Last Year at Marienbad, Touch of Evil, Pierrot le fou, Three Crowns of the Sailor, The Red Light Bandit, The Wild Bunch, Persona, Teorema, Salò, L Atalante, Stranger Than Paradise, Bring Me the Head of Alfredo Garcia, Nosferatu the Vampyre, Vampyr, A mulher de todos and The Cook, the Thief, His Wife and Her Lover.Christian Caselli's list is particularly relevant for research on experimental and marginal cinema. Rogério Sganzerla appears twice with The Red Light Bandit and A mulher de todos, alongside Resnais, Buñuel, Godard, Kubrick, Welles, Raúl Ruiz, Peckinpah, Bergman, Pasolini, Jean Vigo, Jim Jarmusch, Werner Herzog, Carl Theodor Dreyer and Peter Greenaway.Manoel Gomes from Rio de Janeiro is identified as a Journalism student at UFF. His list includes The Purple Rose of Cairo, The Voice of the Moon, Citizen Kane, Modern Times, The Great Dictator, Limelight, Blade Runner, Casablanca, Dangerous Liaisons, The Voyage of Captain Fracassa, Macunaíma, Brazil, The Wizard of Oz, Intervista, After Hours, Damage, Ilha das flores, Blow Up, The Tenant, Death and the Maiden, Serial Mom, Amadeus, The Legend of the Holy Drinker and The Doors.The presence of Macunaíma by Joaquim Pedro de Andrade and Ilha das flores by Jorge Furtado is particularly important for mapping Brazilian cinema within the survey. The list also demonstrates the interest of a UFF Journalism student in several cinematic traditions and reinforces the university and generational dimension of the project.At the bottom is a section devoted to Mario Quintana. The clearly readable passage states that it is preferable for the human soul to make bad verses rather than make none at all. A second formulation begins at the lower edge of the reproduction but is not completely visible, and therefore should not be transcribed as a complete text without examining the original.Issue X 855 provides especially clear documentation of the presence of Universidade Federal Fluminense within the network of Balaio Incomun. Sonia Lúcio Rodrigues de Lima appears as a professor, Christian Caselli as a Cinema student and Manoel Gomes as a Journalism student. This diversity indicates that the cinematic survey circulated among both faculty and students and was not restricted to professional critics or established writers.The document also reveals several dimensions of Moacy Cirne's intellectual activity. Popular cinema, mass culture, Brazilian marginal cinema, Brazilian film, erotic humor, proverbs, poetry and university life are integrated within a single sheet. This structure corresponds to the interdisciplinary nature of Balaio Incomun and to Cirne's trajectory across Poema Processo, comics criticism, cinema, literature and communication.This is an important primary source for cataloguing and research on Moacy Cirne, Balaio Incomun, Folha Porreta, cinema, film criticism, beloved bad films, Gilda de Abreu, Cecil B. DeMille, Brazilian cinema, marginal cinema, Rogério Sganzerla, The Red Light Bandit, A mulher de todos, Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Walter Salles Jr., Daniela Thomas, Joaquim Pedro de Andrade, Jorge Furtado, Fábio Barreto, Sonia Lúcio Rodrigues de Lima, Christian Caselli, Manoel Gomes, UFF, Universidade Federal Fluminense, ADUFF, Mario Quintana, Brazilian poetry, humor, satire, mass culture, Poema Processo and Brazilian independent publishing during the 1990s.


Inglês

Balaio Incomun, Folha Porreta, X 855, a publication by Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 10 July 1996.

Dimensions: 13 x 8,5 in