Home Acervo Balaio Incomun, Folha Porreta, identificado pelo usuário como exemplar X 822, Rio de Janeiro, 15 de maio de 1996, integrante da série 1986 a 1996, Dez anos de Balaio, número 12.

Balaio Incomun, Folha Porreta, identificado pelo usuário como exemplar X 822, Rio de Janeiro, 15 de maio de 1996, integrante da série 1986 a 1996, Dez anos de Balaio, número 12.

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04268

Data: 15 de maio de 1996

Dimensões: 33 x 21,5 cm

Texto Salsa em portuguêsBalaio Incomun, Folha Porreta, identificado pelo usuário como exemplar X 822, Rio de Janeiro, 15 de maio de 1996, integrante da série 1986 a 1996, Dez anos de Balaio, número 12. Entretanto, a imagem apresentada não contém visualmente essas informações editoriais e corresponde a uma carta datilografada de Moacy Cirne dirigida a Dom Eugênio Sales, acompanhada de anotação manuscrita destinada a Falves Silva. Por essa razão, a descrição abaixo privilegia o conteúdo efetivamente visível no documento e registra a divergência para evitar atribuições incorretas na catalogação.O documento é uma proposta de carta aberta dirigida a Dom Eugênio Sales, tratado como Eminentíssimo Cardeal da Cidade do Rio de Janeiro. O texto é construído como uma petição satírica de artistas, poetas, escritores e cangaceiros da cultura que solicitam a mediação do cardeal junto à Presidência da Academia Brasileira de Letras para defender a candidatura simbólica e póstuma de Chico Doido de Caicó à imortalidade acadêmica.Chico Doido de Caicó é identificado no próprio texto como Francisco Manoel de Souza Forte, 1922 a 1991. Mesmo já falecido, o personagem é apresentado ironicamente como merecedor das honrarias da Casa de Machado de Assis. O paradoxo de propor um morto para uma vaga acadêmica constitui parte central da estratégia humorística e paródica utilizada por Moacy Cirne.A linguagem combina formalidade institucional e provocação. Expressões próprias de uma petição solene são confrontadas com vocabulário irreverente, sexual e satírico. Dom Eugênio Sales é chamado ironicamente de Vossa Demência, enquanto Chico Doido recebe qualificações deliberadamente transgressoras. O contraste transforma a correspondência em objeto literário e performático.O texto datilografado apresenta intervenções diretas. A expressão abaixo assinados aparece riscada. Também são riscadas as categorias professores e estudantes. Permanecem artistas, poetas, escritores e ou cangaceiros da cultura. Essas correções revelam o processo de construção do documento e reforçam seu caráter informal, experimental e contracultural.A carta estabelece uma relação regional entre Eugênio Sales e Chico Doido. Cirne lembra que Eugênio Sales era conterrâneo de Chico Doido por pertencer ao mesmo universo geográfico do Seridó. Acari é mencionada como terra natal de Eugênio Sales, enquanto Caicó aparece como terra de Francisco Manoel. O Seridó, no Rio Grande do Norte, funciona portanto como elemento de identidade comum e argumento humorístico para justificar a mediação do cardeal.Na parte inferior da folha existe anotação manuscrita dirigida a Falves Silva. Moacy Cirne pergunta quem, além de Falves e Anchieta, poderia assinar a carta aberta a Eugênio Sales. A anotação sugere outros nomes, provavelmente Abimael, Bianor e Franklin, e solicita resposta o mais rápido possível. A mensagem termina com uma saudação pessoal.A presença de Falves Silva e Anchieta Fernandes é historicamente significativa devido à participação de ambos no ambiente cultural e experimental do Rio Grande do Norte e às suas relações com o Poema Processo. O documento testemunha a continuidade de uma rede de amizade, colaboração e circulação intelectual entre escritores, poetas e artistas potiguares.A utilização da Academia Brasileira de Letras como alvo de sátira também deve ser compreendida dentro da postura crítica de Moacy Cirne diante do academicismo, do formalismo e das hierarquias culturais. O documento aproxima literatura experimental, humor, irreverência, regionalismo, crítica institucional e performance textual.A figura de Chico Doido de Caicó funciona como construção literária associada à memória do Seridó e à linguagem popular. Sua candidatura fictícia à Academia Brasileira de Letras transforma a instituição em matéria para uma intervenção poética e satírica. A referência à Casa de Machado de Assis amplia a dimensão metalinguística da carta ao colocar a literatura institucionalizada em confronto com uma personagem marcada pela oralidade, irreverência e cultura popular.O documento constitui fonte relevante para pesquisas sobre Moacy Cirne, Falves Silva, Anchieta Fernandes, Chico Doido de Caicó, Francisco Manoel de Souza Forte, Dom Eugênio Sales, Academia Brasileira de Letras, Casa de Machado de Assis, Caicó, Acari, Seridó, Rio Grande do Norte, cultura potiguar, Poema Processo, poesia experimental brasileira, sátira literária, correspondência de artistas, carta aberta, crítica ao academicismo e redes intelectuais brasileiras do final do século XX.Salsa text in EnglishBalaio Incomun, Folha Porreta, identified by the user as copy X 822, Rio de Janeiro, 15 May 1996, belonging to the 1986 to 1996 Dez anos de Balaio series, number 12. However, the image itself does not visibly contain these editorial details and instead shows a typewritten letter by Moacy Cirne addressed to Dom Eugênio Sales, accompanied by a handwritten note to Falves Silva. For this reason, the description below prioritizes the content that can actually be read in the document and records this discrepancy in order to avoid incorrect cataloguing.The document is a proposal for an open letter addressed to Dom Eugênio Sales, described as Eminentíssimo Cardeal da Cidade do Rio de Janeiro. The text is constructed as a satirical petition by artists, poets, writers and cultural cangaceiros requesting the cardinals mediation before the Presidency of the Brazilian Academy of Letters in support of the symbolic and posthumous candidacy of Chico Doido de Caicó for academic immortality.Chico Doido de Caicó is identified in the document as Francisco Manoel de Souza Forte, 1922 to 1991. Although already deceased, the character is ironically presented as deserving the honors of the Casa de Machado de Assis. The paradox of proposing a deceased person for an academic position is a central element of Moacy Cirnes humorous and parodic strategy.The language combines institutional formality and provocation. Expressions associated with a solemn petition are confronted with irreverent, sexual and satirical vocabulary. Dom Eugênio Sales is ironically addressed as Vossa Demência, while Chico Doido receives deliberately transgressive descriptions. This contrast transforms the correspondence into a literary and performative object.The typewritten text contains direct interventions. The expression below signed is crossed out. The categories professors and students are also crossed out. Artists, poets, writers and or cultural cangaceiros remain. These corrections reveal the process through which the document was constructed and reinforce its informal, experimental and countercultural character.The letter establishes a regional relationship between Eugênio Sales and Chico Doido. Cirne notes that Eugênio Sales and Chico Doido belong to the same geographical world of the Seridó region. Acari is mentioned as the birthplace of Eugênio Sales while Caicó appears as the place associated with Francisco Manoel. The Seridó region of Rio Grande do Norte therefore functions both as a shared identity and as part of the humorous argument used to justify the cardinals mediation.A handwritten note addressed to Falves Silva appears in the lower portion of the sheet. Moacy Cirne asks who, besides Falves and Anchieta, could sign the open letter to Eugênio Sales. The note suggests additional names, probably Abimael, Bianor and Franklin, and requests a response as quickly as possible. It closes with a personal greeting.The presence of Falves Silva and Anchieta Fernandes is historically significant because of their participation in the experimental cultural environment of Rio Grande do Norte and their connections with Poema Processo. The document therefore records the continuity of a network of friendship, collaboration and intellectual circulation among writers, poets and artists from Rio Grande do Norte.The use of the Brazilian Academy of Letters as an object of satire should also be understood within Moacy Cirnes critical attitude toward academicism, formalism and cultural hierarchies. The document connects experimental literature, humor, irreverence, regional identity, institutional criticism and textual performance.The figure of Chico Doido de Caicó operates as a literary construction associated with the memory of the Seridó region and popular language. His fictional candidacy for the Brazilian Academy of Letters transforms the institution into material for poetic and satirical intervention. The reference to the Casa de Machado de Assis increases the metalinguistic dimension of the letter by confronting institutionalized literature with a character defined by orality, irreverence and popular culture.The document is relevant for research on Moacy Cirne, Falves Silva, Anchieta Fernandes, Chico Doido de Caicó, Francisco Manoel de Souza Forte, Dom Eugênio Sales, Brazilian Academy of Letters, Casa de Machado de Assis, Caicó, Acari, Seridó, Rio Grande do Norte, Potiguar culture, Poema Processo, Brazilian experimental poetry, literary satire, artists correspondence, open letters, criticism of academicism and Brazilian intellectual networks of the late twentieth century.

Texto de observação em portuguêsDocumento identificado pelo usuário como Balaio Incomun, Folha Porreta, X 822, Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 15 de maio de 1996, série 1986 a 1996, Dez anos de Balaio, número 12. A imagem apresentada, entretanto, não exibe o cabeçalho de Balaio Incomun nem a numeração X 822. Visualmente, trata se de uma carta datilografada dirigida a Dom Eugênio Sales com anotação manuscrita destinada a Falves Silva. Recomenda se verificar a correspondência entre imagem e número de catálogo antes da indexação definitiva.A carta é endereçada a D. Eugênio Sales, identificado como Eminentíssimo Cardeal da Cidade do Rio de Janeiro. O campo destinado à data permanece em branco na própria imagem.O texto solicita a mediação de Eugênio Sales perante a Presidência da Academia Brasileira de Letras para uma candidatura satírica de Chico Doido de Caicó à imortalidade acadêmica. Chico Doido é identificado como Francisco Manoel de Souza Forte, 1922 a 1991.O documento reconhece explicitamente que Chico Doido já havia falecido, tornando a candidatura deliberadamente impossível e evidenciando o caráter paródico da proposta.São mencionadas a Academia Brasileira de Letras e a Casa de Machado de Assis. O texto mistura linguagem institucional e expressões provocadoras, transformando a estrutura tradicional de uma petição em intervenção literária.A expressão abaixo assinados está riscada. As palavras professores e estudantes também foram eliminadas. Permanecem artistas, poetas, escritores e ou cangaceiros da cultura.Dom Eugênio Sales é chamado de Vossa Demência, numa deformação satírica do tratamento protocolar. A carta também contém linguagem sexualmente explícita e qualificações deliberadamente irreverentes aplicadas a Chico Doido.O texto estabelece uma ligação geográfica entre Acari, associada a Eugênio Sales, e Caicó, associada a Francisco Manoel, afirmando que ambas pertencem à região do Seridó, no Rio Grande do Norte.Na parte inferior existe mensagem manuscrita destinada a Falves Silva. A anotação pergunta quem, além de Falves e Anchieta, poderia assinar a carta aberta a Eugênio Sales. São sugeridos nomes que parecem corresponder a Abimael, Bianor e Franklin. A leitura do primeiro nome deve ser considerada provisória devido à grafia manuscrita.A anotação solicita resposta o mais rápido possível e termina com saudação pessoal de Moacy Cirne.A presença de Falves Silva e Anchieta Fernandes estabelece conexão documental com a rede cultural do Rio Grande do Norte e com participantes historicamente relacionados ao Poema Processo.Documento relevante para indexação de Moacy Cirne, Falves Silva, Anchieta Fernandes, Chico Doido de Caicó, Francisco Manoel de Souza Forte, Eugênio Sales, Academia Brasileira de Letras, Casa de Machado de Assis, Acari, Caicó, Seridó, Rio Grande do Norte, Poema Processo, poesia experimental, carta aberta, correspondência de artistas, sátira literária, humor, crítica institucional, cultura potiguar e redes intelectuais brasileiras.Observation text in EnglishDocument identified by the user as Balaio Incomun, Folha Porreta, X 822, Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 15 May 1996, from the 1986 to 1996 Dez anos de Balaio series, number 12. However, the image itself does not display the Balaio Incomun heading or the number X 822. Visually, it is a typewritten letter addressed to Dom Eugênio Sales with a handwritten note to Falves Silva. The correspondence between the image and the catalogue number should therefore be verified before definitive indexing.The letter is addressed to D. Eugênio Sales, identified as Eminentíssimo Cardeal da Cidade do Rio de Janeiro. The date field remains blank in the image itself.The text requests the mediation of Eugênio Sales before the Presidency of the Brazilian Academy of Letters in support of a satirical candidacy of Chico Doido de Caicó for academic immortality. Chico Doido is identified as Francisco Manoel de Souza Forte, 1922 to 1991.The document explicitly acknowledges that Chico Doido was already deceased, making the proposed candidacy intentionally impossible and demonstrating the parodic nature of the text.The Brazilian Academy of Letters and the Casa de Machado de Assis are directly mentioned. The text combines institutional language with provocative expressions and transforms the traditional structure of a petition into a literary intervention.The expression below signed is crossed out. The words professors and students were also removed. Artists, poets, writers and or cultural cangaceiros remain.Dom Eugênio Sales is addressed through the satirical expression Vossa Demência, a deliberate transformation of formal protocol. The letter also contains sexually explicit language and deliberately irreverent descriptions of Chico Doido.The text establishes a geographical connection between Acari, associated with Eugênio Sales, and Caicó, associated with Francisco Manoel, stating that both belong to the Seridó region of Rio Grande do Norte.A handwritten message addressed to Falves Silva appears in the lower portion. The note asks who, besides Falves and Anchieta, could sign the open letter to Eugênio Sales. Names that appear to correspond to Abimael, Bianor and Franklin are suggested. The reading of the first name should be considered provisional because of the handwriting.The note requests a response as quickly as possible and closes with a personal greeting from Moacy Cirne.The presence of Falves Silva and Anchieta Fernandes establishes a documentary connection with the cultural network of Rio Grande do Norte and with figures historically associated with Poema Processo.Relevant document for indexing Moacy Cirne, Falves Silva, Anchieta Fernandes, Chico Doido de Caicó, Francisco Manoel de Souza Forte, Eugênio Sales, Brazilian Academy of Letters, Casa de Machado de Assis, Acari, Caicó, Seridó, Rio Grande do Norte, Poema Processo, experimental poetry, open letters, artists correspondence, literary satire, humor, institutional criticism, Potiguar culture and Brazilian intellectual networks.


Inglês

Balaio Incomun, Folha Porreta, identified by the user as copy X 822, Rio de Janeiro, 15 May 1996, belonging to the 1986 to 1996 Dez anos de Balaio series, number 12.

Dimensions: 13 x 8,5 in