Home Acervo Impressão gráfica e poema visual de Hugo Pontes intitulada Descobrimento 500 Anos, Mutilação, identificada na própria obra com o nome hugo PONTES e a indicação Brasil

Impressão gráfica e poema visual de Hugo Pontes intitulada Descobrimento 500 Anos, Mutilação, identificada na própria obra com o nome hugo PONTES e a indicação Brasil

Hugo Pontes

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04057 - - Impressão Gráfica Offset Sobre Papel

29,6 x 21 cm

TEXTO PARA O SALSA EM PORTUGUÊS

Impressão gráfica e poema visual de Hugo Pontes intitulada Descobrimento 500 Anos, Mutilação, identificada na própria obra com o nome hugo PONTES e a indicação Brasil. A composição utiliza montagem de imagens em preto e branco para construir uma crítica ao processo histórico de colonização do Brasil, à violência sofrida pelos povos indígenas e às consequências humanas e culturais associadas aos quinhentos anos da chegada dos portugueses ao território brasileiro. O título DESCOBRIMENTO 500 ANOS aparece na parte superior esquerda, enquanto a palavra MUTILAÇÃO ocupa posição central e funciona como chave conceitual da obra.

A composição reúne diferentes imagens e símbolos em uma estrutura fragmentada. Entre eles aparecem figuras indígenas, corpos parcialmente recortados, uma ampulheta, uma pequena figura humana inserida no centro, um personagem em movimento e, na região inferior direita, o contorno do mapa do Brasil preenchido por numerosas cruzes. A presença da ampulheta introduz a ideia de passagem do tempo e duração histórica. As cruzes distribuídas pelo mapa podem ser interpretadas visualmente como sinais de morte, luto, desaparecimento ou perda, enquanto a palavra Mutilação amplia essa leitura para uma reflexão sobre violência física, cultural, territorial e histórica.

O uso de figuras indígenas em diferentes posições e escalas reforça a centralidade dos povos originários na composição. A fragmentação corporal e visual funciona como recurso poético e político, transformando a própria estrutura gráfica da página em metáfora para ruptura, perda e desarticulação. O mapa brasileiro marcado por cruzes conecta essas experiências individuais a uma dimensão nacional e coletiva. A obra questiona, assim, a ideia comemorativa de descobrimento e desloca o foco para os efeitos prolongados da colonização.

Descobrimento 500 Anos, Mutilação insere se na produção de Hugo Pontes relacionada à poesia visual, poesia experimental, arte gráfica, apropriação, montagem e crítica social. A peça também dialoga com temas como colonialismo, violência contra povos indígenas, memória, território, mortalidade e identidade brasileira. A imagem apresentada não contém data impressa, editora, tiragem ou técnica específica de impressão, portanto esses dados devem permanecer não determinados até a localização de documentação complementar.

TEXT FOR SALSA IN ENGLISH

Graphic print and visual poem by Hugo Pontes titled Descobrimento 500 Anos, Mutilação, identified on the work itself with the name hugo PONTES and the designation Brasil. The composition uses a black and white montage of images to construct a critique of the historical process of colonization in Brazil, the violence suffered by Indigenous peoples and the human and cultural consequences associated with five hundred years since the Portuguese arrival in Brazilian territory. The title DESCOBRIMENTO 500 ANOS appears in the upper left section, while the word MUTILAÇÃO occupies a central position and functions as the conceptual key to the work.

The composition brings together different images and symbols in a fragmented structure. These include Indigenous figures, partially cropped bodies, an hourglass, a small human figure inserted into the central area, a figure in motion and, in the lower right section, the outline of the map of Brazil filled with numerous crosses. The presence of the hourglass introduces the idea of the passage of time and historical duration. The crosses spread across the map can visually be interpreted as signs of death, mourning, disappearance or loss, while the word Mutilação broadens the reading toward physical, cultural, territorial and historical violence.

The use of Indigenous figures in different positions and scales reinforces the centrality of Indigenous peoples within the composition. Bodily and visual fragmentation functions as both a poetic and political device, turning the graphic structure of the page itself into a metaphor for rupture, loss and disarticulation. The map of Brazil marked by crosses connects these individual experiences with a national and collective dimension. The work therefore questions celebratory narratives of discovery and redirects attention toward the prolonged effects of colonization.

Descobrimento 500 Anos, Mutilação belongs to Hugo Pontes production in visual poetry, experimental poetry, graphic art, appropriation, montage and social criticism. The work also engages with themes including colonialism, violence against Indigenous peoples, memory, territory, mortality and Brazilian identity. The supplied image contains no printed date, publisher, print run or specific printing technique, and these details should therefore remain undetermined until additional documentation is located.