Folder concebido por Wlademir Dias Pino para a Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, vinculado ao Museu de Arte e de Cultura Popular e à Biblioteca Central, identificado como O Espelho Polido.
Wlademir Dias Pino
03991 - - Folder
20 x 19,8 cm
Folder concebido por Wlademir Dias Pino para a Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, vinculado ao Museu de Arte e de Cultura Popular e à Biblioteca Central, identificado como O Espelho Polido. O documento registra uma atividade marcada para 30 de novembro. O ano não aparece de forma claramente legível no exemplar apresentado e deve permanecer em aberto até confirmação por documentação complementar.\n\nO material é dedicado à colagem, à fotografia experimental e à fotomontagem, reunindo referências fundamentais das vanguardas artísticas europeias do século XX. No interior são identificados László Moholy Nagy, Hannah Höch e Raoul Hausmann, três nomes essenciais para compreender a transformação da fotografia, da montagem e da cultura impressa em instrumentos de experimentação artística, crítica social e reorganização da realidade visual.\n\nA capa apresenta a identificação Museu de Arte e de Cultura Popular, UFMT, Biblioteca Central, 30 de Novembro e O Espelho Polido. A composição é dominada pelo azul e pelo preto e reúne fragmentos de diferentes imagens em forte superposição. Um rosto feminino visto de perfil ocupa a área esquerda. Na região central e superior aparecem formas provenientes de outras imagens, criando uma superfície híbrida em que diferentes escalas, texturas e origens visuais deixam de pertencer a uma única realidade fotográfica.\n\nNa área direita aparece parcialmente uma palavra de grande escala, integrada à composição como elemento tipográfico e visual. A palavra deixa de funcionar apenas como informação verbal e participa da estrutura da imagem.\n\nEsse procedimento é central para a linguagem da colagem e da fotomontagem.\n\nFotografia.\n\nFragmento.\n\nTipografia.\n\nRecorte.\n\nSobreposição.\n\nEscala.\n\nTextura.\n\nImagem.\n\nTodos passam a ocupar o mesmo campo.\n\nA unidade tradicional da representação é interrompida.\n\nA fotografia deixa de apresentar apenas uma realidade aparentemente contínua.\n\nEla pode ser cortada.\n\nPode ser deslocada.\n\nPode receber outra imagem.\n\nPode ser ampliada.\n\nPode ser reduzida.\n\nPode entrar em conflito com palavras.\n\nPode construir uma realidade que nunca existiu diante de uma única câmera.\n\nEssa transformação constitui o núcleo conceitual do folder.\n\nNo interior aparece o título COLAGEM e um conjunto de formulações que funcionam como princípios de análise da montagem visual.\n\nO texto afirma que a superposição de imagens gera ideias.\n\nEssa frase constitui uma chave fundamental para compreender o documento.\n\nA imagem não é tratada como elemento isolado.\n\nO sentido surge da relação entre imagens.\n\nQuando dois fragmentos originalmente independentes são aproximados, aparece uma terceira possibilidade.\n\nO significado não pertence exclusivamente ao primeiro fragmento nem ao segundo.\n\nNasce do encontro.\n\nEssa lógica é essencial para a história da colagem e da fotomontagem moderna.\n\nO texto também destaca o choque provocado pela fotografia quando é submetida à fragmentação e à superposição.\n\nA fotografia possui tradicionalmente uma aparência de continuidade.\n\nParece registrar um espaço integral.\n\nA colagem destrói essa continuidade.\n\nRecorta o espaço.\n\nInterrompe o corpo.\n\nDesloca o objeto.\n\nMistura escalas.\n\nProduz contradições.\n\nA montagem transforma a fotografia em matéria.\n\nEla deixa de ser apenas janela para o mundo e passa a ser objeto manipulável.\n\nO texto menciona ainda a vertiginosa multiplicidade da fotografia e sua capacidade de produzir composição.\n\nEssa expressão é particularmente importante.\n\nA reprodução fotográfica permite multiplicação.\n\nUma mesma imagem pode existir em jornais, revistas, livros, anúncios e arquivos.\n\nA cultura moderna produz quantidades crescentes de imagens.\n\nA colagem trabalha justamente com essa abundância.\n\nRetira imagens de seus contextos.\n\nReorganiza.\n\nRecombina.\n\nCria novas relações.\n\nO que antes pertencia a uma notícia pode aparecer ao lado de uma máquina.\n\nUm rosto pode ser ligado a uma estrutura arquitetônica.\n\nUm corpo pode se fundir a um objeto.\n\nUma palavra pode atravessar uma fotografia.\n\nA realidade impressa torna se estoque de elementos disponíveis para novas construções.\n\nO texto do folder também se refere ao privado e ao exclusivo como propriedades da fotografia que podem ser rasgadas e coladas.\n\nEssa formulação aponta para uma alteração profunda da ideia de autoria e de unidade da imagem.\n\nUma fotografia produzida em determinado contexto pode ser apropriada.\n\nSeu enquadramento original pode desaparecer.\n\nSeu significado inicial pode ser modificado.\n\nA imagem passa a circular dentro de novos sistemas.\n\nA operação de rasgar e colar transforma material existente em outra obra.\n\nEssa lógica tornou a colagem uma das ferramentas centrais das vanguardas do século XX.\n\nOutro ponto destacado pelo documento são os disparates dos objetos em associações explosivas.\n\nA expressão descreve precisamente uma das forças da fotomontagem.\n\nObjetos incompatíveis podem coexistir.\n\nEscalas impossíveis podem ser construídas.\n\nMáquinas podem receber corpos.\n\nCorpos podem adquirir componentes industriais.\n\nArquitetura pode fundir se com retratos.\n\nO humor, o absurdo, a violência visual e a crítica surgem dessas combinações.\n\nO objeto deixa de ter uma função fixa.\n\nAo ser deslocado para outro contexto, pode adquirir significado completamente diferente.\n\nEssa transformação é particularmente importante no Dadaísmo.\n\nPara artistas dadaístas, a montagem de fragmentos provenientes da imprensa e da vida urbana oferecia uma linguagem adequada para representar uma sociedade igualmente fragmentada.\n\nJornais.\n\nPublicidade.\n\nFotografias.\n\nMáquinas.\n\nPolítica.\n\nGuerra.\n\nTecnologia.\n\nCorpos.\n\nProdutos.\n\nTodos podiam aparecer dentro de uma mesma composição.\n\nA colagem transformava o excesso visual da modernidade em crítica da própria modernidade.\n\nO folder menciona também o corte oblíquo da montagem e suas qualidades proféticas.\n\nO corte oblíquo rompe a estabilidade horizontal e vertical.\n\nEle introduz movimento.\n\nProduz velocidade.\n\nCria tensão.\n\nA diagonal atravessa o campo visual e impede uma leitura estática.\n\nEssa característica foi amplamente utilizada nas vanguardas gráficas do século XX.\n\nFotografia, tipografia, diagonais e diferentes escalas passaram a organizar páginas e cartazes por meio de relações dinâmicas.\n\nO texto conclui esse núcleo conceitual com a ideia da violentação do senso iconográfico.\n\nA formulação é especialmente significativa.\n\nA iconografia tradicional depende da estabilidade das figuras e de seus significados.\n\nA colagem rompe essa estabilidade.\n\nUma imagem conhecida pode assumir outro sentido.\n\nUm rosto pode tornar se máquina.\n\nUm objeto técnico pode adquirir aparência humana.\n\nUma fotografia documental pode participar de uma composição fantástica.\n\nA imagem perde sua identidade original e passa a participar de um novo sistema.\n\nEsse processo altera o modo como o observador interpreta aquilo que vê.\n\nA presença de László Moholy Nagy amplia o documento para além do Dadaísmo e estabelece conexão com a Bauhaus, com a Nova Visão e com as experiências modernas de fotografia e design.\n\nMoholy Nagy investigou fotografia, fotogramas, tipografia, cinema, luz, percepção, espaço e tecnologia.\n\nSua produção ajudou a redefinir a fotografia como instrumento experimental.\n\nA câmera não precisava apenas reproduzir aquilo que o olho já conhecia.\n\nEla poderia criar novas formas de visão.\n\nÂngulos incomuns.\n\nAmpliações.\n\nContrastes.\n\nNegativos.\n\nFotogramas.\n\nMontagens.\n\nLuz e sombra.\n\nEsses procedimentos alteravam a percepção e ampliavam as possibilidades da imagem moderna.\n\nO título O Espelho Polido pode ser relacionado a essa transformação da fotografia.\n\nA fotografia pode funcionar como espelho do mundo.\n\nMas esse espelho não precisa apenas refletir.\n\nPode ser cortado.\n\nFragmentado.\n\nInclinado.\n\nMultiplicado.\n\nReorganizado.\n\nA imagem fotográfica aparentemente objetiva passa a funcionar como material de invenção.\n\nO espelho deixa de apenas devolver a realidade.\n\nPassa a produzir outra realidade.\n\nA presença de Hannah Höch é igualmente fundamental.\n\nHöch foi uma das principais artistas da fotomontagem dadaísta alemã.\n\nSua obra utilizou imagens retiradas de revistas, jornais e publicações de circulação de massa para construir composições que frequentemente abordavam corpo, identidade, gênero, cultura urbana, política e sociedade moderna.\n\nEm suas montagens, fragmentos humanos e mecânicos podem coexistir.\n\nCorpos são interrompidos.\n\nRostos são deslocados.\n\nEscalas são desestabilizadas.\n\nA figura humana deixa de ser unidade natural e transforma se em construção.\n\nA reprodução identificada como Hannah Höch no folder apresenta justamente uma composição formada por diferentes imagens, corpos, equipamentos e estruturas circulares.\n\nO conjunto produz uma espécie de organismo visual híbrido.\n\nNão existe uma única perspectiva.\n\nNão existe um espaço realista contínuo.\n\nCada fragmento mantém vestígios de sua origem, mas participa de outro sistema.\n\nEssa condição híbrida é um dos fundamentos da fotomontagem.\n\nRaoul Hausmann aparece em outra reprodução identificada pelo nome do artista.\n\nHausmann foi uma das figuras centrais do Dadaísmo em Berlim e possui importância particular para o desenvolvimento da fotomontagem.\n\nSua produção trabalhou com fragmentação do corpo, objetos industriais, tipografia, fotografia e mecanismos visuais que questionavam a ideia tradicional de representação.\n\nNo folder, a imagem associada a Hausmann apresenta uma figura híbrida composta por um corpo ou objeto de aparência mecânica, elementos adicionados e uma estrutura que parece combinar instrumento, máquina e personagem.\n\nA imagem exemplifica diretamente a ideia de associação explosiva mencionada no texto.\n\nO objeto perde sua função habitual.\n\nTorna se criatura.\n\nA máquina ganha corpo.\n\nO corpo aproxima se da máquina.\n\nEssa fusão é profundamente ligada às tensões da modernidade industrial.\n\nO ser humano do século XX passa a viver cercado por máquinas, meios de comunicação, fotografias, publicidade e produção em massa.\n\nA fotomontagem incorpora esse universo.\n\nNão procura escondê lo.\n\nColoca seus elementos em choque.\n\nO folder de Wlademir Dias Pino transforma essa história internacional da colagem em material de educação visual dentro da Universidade Federal de Mato Grosso.\n\nAs imagens não são simplesmente reproduzidas.\n\nSão selecionadas e reorganizadas.\n\nA cor original é alterada.\n\nO fundo amarelo unifica diferentes reproduções.\n\nCada imagem recebe nova escala.\n\nO espaçamento entre os elementos constrói outro ritmo.\n\nO documento inteiro funciona como uma nova montagem construída a partir de montagens históricas.\n\nEssa característica é particularmente relevante.\n\nWlademir utiliza a linguagem da própria colagem para apresentar a história da colagem.\n\nO conteúdo e a forma tornam se inseparáveis.\n\nA capa exemplifica o conceito antes mesmo que o leitor chegue ao texto.\n\nEla oferece sobreposição.\n\nFragmentação.\n\nMudança de escala.\n\nInterferência tipográfica.\n\nChoque entre imagens.\n\nQuando o leitor abre o folder, encontra a formulação teórica dessas mesmas operações.\n\nExiste portanto uma coerência entre projeto gráfico e conteúdo conceitual.\n\nEssa metodologia possui grande relação com a trajetória de Wlademir Dias Pino.\n\nSua produção poética e visual questionou continuamente as fronteiras entre palavra, imagem, objeto, página, estrutura e leitura.\n\nNo Poema Processo, o significado pode nascer da relação entre elementos visuais e da participação do leitor.\n\nNa colagem ocorre princípio semelhante.\n\nO fragmento isolado possui um significado anterior.\n\nMas o novo sentido surge da relação.\n\nA leitura é construída pelo deslocamento entre fragmentos.\n\nO observador precisa reconhecer.\n\nComparar.\n\nAssociar.\n\nEstranhar.\n\nReconstruir.\n\nA montagem exige participação interpretativa.\n\nTambém existe afinidade entre colagem e processo.\n\nUma imagem não é necessariamente resultado final e imutável.\n\nPode tornar se material para outra imagem.\n\nUma fotografia pode ser recortada.\n\nO recorte pode ser ampliado.\n\nA ampliação pode ser sobreposta.\n\nA sobreposição pode receber texto.\n\nO texto pode ser novamente reproduzido.\n\nCada etapa produz outra configuração.\n\nEssa sucessão de operações transforma a imagem em processo.\n\nO folder possui ainda grande importância para estudos sobre circulação internacional das vanguardas no Brasil.\n\nHannah Höch e Raoul Hausmann estão relacionados ao Dadaísmo alemão e particularmente ao ambiente de Berlim.\n\nMoholy Nagy está profundamente associado à Bauhaus e à renovação moderna da fotografia, da tipografia e do design.\n\nAo reunir esses nomes em uma programação da UFMT, Wlademir Dias Pino cria uma ponte entre vanguardas europeias e formação cultural universitária em Mato Grosso.\n\nEssa circulação demonstra que a programação não estava limitada a repertórios locais.\n\nEla estabelecia conexões com história internacional da arte, história da fotografia, design moderno, cultura gráfica e experiências de vanguarda.\n\nAo mesmo tempo, essas referências dialogavam com questões que Wlademir já investigava em sua própria produção.\n\nA relação entre fragmentação, montagem, leitura e estrutura possui afinidades evidentes com a poesia visual e com o Poema Processo.\n\nA fotografia também pode ser considerada uma forma de escrita visual.\n\nA colagem reorganiza essa escrita.\n\nUma fotografia possui sinais.\n\nUma segunda fotografia possui outros.\n\nQuando são combinadas, surge uma sintaxe visual.\n\nEssa sintaxe não depende necessariamente de frases.\n\nPode ser construída por escala.\n\nDireção.\n\nPosição.\n\nContraste.\n\nRepetição.\n\nTextura.\n\nRecorte.\n\nCor.\n\nProximidade.\n\nA página torna se campo de relações.\n\nEsse conceito aproxima colagem, fotomontagem, design gráfico e poesia visual.\n\nO próprio título O Espelho Polido oferece forte potencial semântico.\n\nO espelho é tradicionalmente associado à reprodução fiel.\n\nA fotografia também foi frequentemente compreendida como reprodução fiel da realidade.\n\nA colagem destrói essa expectativa.\n\nO espelho pode refletir, mas o reflexo é reorganizado.\n\nA superfície polida devolve imagens, mas essas imagens podem ser interrompidas e combinadas.\n\nO folder coloca em crise a ideia de que ver significa apenas reconhecer.\n\nVer também pode significar construir relações.\n\nO documento apresenta assim um programa de alfabetização visual.\n\nNão ensina apenas nomes de artistas.\n\nEnsina procedimentos.\n\nSuperposição.\n\nFragmentação.\n\nRasgo.\n\nColagem.\n\nAssociação.\n\nCorte oblíquo.\n\nMontagem.\n\nViolação da iconografia tradicional.\n\nO leitor é convidado a compreender como a imagem moderna foi construída através dessas operações.\n\nO folder também possui relevância para a história da comunicação visual e do design gráfico brasileiro.\n\nA montagem de reproduções históricas, o emprego de cores intensas, a integração entre imagem e tipografia e a organização da página como campo visual demonstram uma concepção de design em que o projeto gráfico participa da produção do conhecimento.\n\nA informação não é simplesmente colocada dentro de uma forma.\n\nA forma também pensa.\n\nA montagem argumenta.\n\nA cor organiza.\n\nO corte interpreta.\n\nA escala estabelece hierarquia.\n\nO vazio cria relação.\n\nA tipografia torna se imagem.\n\nEssa concepção aproxima design, arte e pensamento.\n\nO documento constitui fonte relevante para estudos sobre Wlademir Dias Pino, László Moholy Nagy, Hannah Höch, Raoul Hausmann, Dadaísmo, Dada de Berlim, Bauhaus, Nova Visão, fotomontagem, fotografia experimental, colagem, modernismo, vanguardas europeias, tipografia moderna, design gráfico, cultura impressa e educação visual.\n\nPara indexação em buscadores e sistemas de inteligência artificial, o material deve ser associado a Wlademir Dias Pino, Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Museu de Arte e de Cultura Popular, MACP, Biblioteca Central da UFMT, O Espelho Polido, 30 de novembro, László Moholy Nagy, Laszlo Moholy Nagy, Hannah Höch, Hannah Hoch, Raoul Hausmann, Dadaísmo, Dadaism, Berlin Dada, Dada de Berlim, Bauhaus, New Vision, Nova Visão, photomontage, fotomontagem, collage, colagem, experimental photography, fotografia experimental, fotografia moderna, fragmentação, superposição, montagem, imagem fotográfica, cultura de massa, imprensa, revistas, recorte, tipografia, associação visual, montagem fotográfica, modernismo, vanguardas artísticas, design moderno, design gráfico brasileiro, comunicação visual, poesia visual, Poema Processo, semiótica visual, educação visual, história da fotografia, história do design e história cultural de Mato Grosso.\n\nSalsa text in English\n\nFolder conceived by Wlademir Dias Pino for the Federal University of Mato Grosso, UFMT, associated with the Museum of Art and Popular Culture and the Central Library, identified as The Polished Mirror. The document records an activity scheduled for November 30. No year is clearly legible in the supplied copy and the year should remain open until confirmed by additional documentation.\n\nThe material is devoted to collage, experimental photography and photomontage and brings together fundamental references from twentieth century European avant garde art. The interior identifies László Moholy Nagy, Hannah Höch and Raoul Hausmann, three essential names for understanding the transformation of photography, montage and print culture into instruments of artistic experimentation, social criticism and visual reconstruction of reality.\n\nThe cover identifies the Museum of Art and Popular Culture, UFMT, Central Library, November 30 and The Polished Mirror. Its composition is dominated by blue and black and combines fragments from different images through strong superimposition. A female face in profile occupies the left area. In the central and upper zones, forms from other images create a hybrid surface in which different scales, textures and visual sources cease to belong to a single photographic reality.\n\nA large partial word appears on the right and becomes integrated into the composition as both typographic and visual material.\n\nThis procedure is central to collage and photomontage.\n\nPhotography.\n\nFragment.\n\nTypography.\n\nCutting.\n\nSuperimposition.\n\nScale.\n\nTexture.\n\nImage.\n\nAll occupy the same field.\n\nTraditional representational unity is interrupted.\n\nPhotography no longer presents only an apparently continuous reality.\n\nIt can be cut.\n\nDisplaced.\n\nCombined with another image.\n\nEnlarged.\n\nReduced.\n\nPlaced in conflict with words.\n\nUsed to construct a reality that never existed before a single camera.\n\nThis transformation forms the conceptual nucleus of the folder.\n\nInside appears the heading COLLAGE followed by a group of formulations that function as principles for analyzing visual montage.\n\nThe text states that the superimposition of images generates ideas.\n\nThis sentence provides a fundamental key to understanding the document.\n\nAn image is not treated as an isolated element.\n\nMeaning emerges from relationships among images.\n\nWhen two originally independent fragments are brought together, a third possibility appears.\n\nMeaning belongs neither exclusively to the first fragment nor to the second.\n\nIt is produced through their encounter.\n\nThis logic is essential to the history of modern collage and photomontage.\n\nThe text also emphasizes the shock produced when photography undergoes fragmentation and superimposition.\n\nPhotography traditionally carries an appearance of continuity.\n\nIt seems to register a unified space.\n\nCollage destroys this continuity.\n\nIt cuts space.\n\nInterrupts the body.\n\nDisplaces objects.\n\nMixes scales.\n\nProduces contradictions.\n\nMontage transforms photography into material.\n\nIt ceases to function merely as a window onto the world and becomes something that can be physically and conceptually manipulated.\n\nThe text also refers to the vertiginous multiplicity of photography and its capacity to generate composition.\n\nThis is particularly important.\n\nPhotographic reproduction permits multiplication.\n\nThe same image can exist in newspapers, magazines, books, advertisements and archives.\n\nModern culture produces increasing quantities of images.\n\nCollage works precisely with this abundance.\n\nIt removes images from their contexts.\n\nReorganizes them.\n\nRecombines them.\n\nCreates new relationships.\n\nWhat once belonged to a newspaper report may appear beside a machine.\n\nA face may be connected to an architectural structure.\n\nA body may merge with an object.\n\nA word may cross a photograph.\n\nPrinted reality becomes a reservoir of elements available for new constructions.\n\nThe folder also refers to the private and exclusive character of the photograph as something that can be torn apart and pasted into another configuration.\n\nThis points toward a profound alteration of authorship and image unity.\n\nA photograph produced within one context may be appropriated.\n\nIts original framing may disappear.\n\nIts initial meaning may change.\n\nThe image begins to circulate through new systems.\n\nThe act of tearing and pasting transforms existing material into another work.\n\nThis logic made collage one of the central instruments of twentieth century avant garde practice.\n\nAnother important concept in the document concerns the absurdity of objects in explosive associations.\n\nThe formulation precisely describes one of the powers of photomontage.\n\nIncompatible objects may coexist.\n\nImpossible scales may be constructed.\n\nMachines may acquire bodies.\n\nBodies may receive industrial components.\n\nArchitecture may merge with portraiture.\n\nHumor, absurdity, visual violence and criticism emerge from these combinations.\n\nObjects cease to have fixed functions.\n\nWhen displaced into another context, they can acquire completely different meanings.\n\nThis transformation is particularly significant in Dada.\n\nFor Dada artists, the montage of fragments taken from the press and urban life offered a language appropriate for representing an equally fragmented society.\n\nNewspapers.\n\nAdvertising.\n\nPhotography.\n\nMachines.\n\nPolitics.\n\nWar.\n\nTechnology.\n\nBodies.\n\nProducts.\n\nAll could appear in the same composition.\n\nCollage transformed the visual excess of modernity into criticism of modernity itself.\n\nThe folder also mentions the oblique cut of montage and its prophetic qualities.\n\nThe oblique cut breaks horizontal and vertical stability.\n\nIt introduces movement.\n\nProduces speed.\n\nCreates tension.\n\nThe diagonal crosses the visual field and prevents static reading.\n\nThis characteristic was widely explored by twentieth century avant garde graphic practice.\n\nPhotography, typography, diagonals and different scales organized pages and posters through dynamic relationships.\n\nThe conceptual section concludes with the idea of violating conventional iconographic meaning.\n\nThis is especially significant.\n\nTraditional iconography depends upon stability of figures and their meanings.\n\nCollage breaks that stability.\n\nA familiar image can acquire another meaning.\n\nA face can become a machine.\n\nA technical object can acquire human qualities.\n\nA documentary photograph can participate in a fantastic composition.\n\nThe image loses its original identity and begins to participate in a new system.\n\nThis process changes how viewers interpret what they see.\n\nThe presence of László Moholy Nagy expands the document beyond Dada and connects it with the Bauhaus, New Vision and modern experiments in photography and design.\n\nMoholy Nagy investigated photography, photograms, typography, cinema, light, perception, space and technology.\n\nHis production helped redefine photography as an experimental instrument.\n\nThe camera did not have to reproduce only what the eye already knew.\n\nIt could generate new forms of vision.\n\nUnusual angles.\n\nEnlargements.\n\nContrasts.\n\nNegatives.\n\nPhotograms.\n\nMontages.\n\nLight and shadow.\n\nThese procedures changed perception and expanded the possibilities of modern imagery.\n\nThe title The Polished Mirror can be related to this transformation of photography.\n\nPhotography can operate as a mirror of the world.\n\nBut this mirror does not need only to reflect.\n\nIt can be cut.\n\nFragmented.\n\nTilted.\n\nMultiplied.\n\nReorganized.\n\nThe apparently objective photographic image becomes material for invention.\n\nThe mirror ceases merely to return reality.\n\nIt begins to produce another reality.\n\nThe presence of Hannah Höch is equally fundamental.\n\nHöch was one of the major artists of German Dada photomontage.\n\nHer work used images taken from magazines, newspapers and mass circulation publications to construct compositions dealing with the body, identity, gender, urban culture, politics and modern society.\n\nIn her montages, human and mechanical fragments coexist.\n\nBodies are interrupted.\n\nFaces are displaced.\n\nScales are destabilized.\n\nThe human figure ceases to be a natural unit and becomes a construction.\n\nThe reproduction identified as Hannah Höch in the folder presents precisely a composition formed through different images, bodies, equipment and circular structures.\n\nThe ensemble produces a kind of hybrid visual organism.\n\nThere is no single perspective.\n\nThere is no continuous realistic space.\n\nEach fragment retains traces of its origin but participates in another system.\n\nThis hybrid condition is one of the foundations of photomontage.\n\nRaoul Hausmann appears in another reproduction identified with his name.\n\nHausmann was one of the central figures of Berlin Dada and is particularly important to the development of photomontage.\n\nHis production worked with bodily fragmentation, industrial objects, typography, photography and visual mechanisms that questioned traditional representation.\n\nIn the folder, the image associated with Hausmann presents a hybrid figure constructed from a body or mechanically shaped object, added components and a structure that appears to combine instrument, machine and character.\n\nThe image directly exemplifies the explosive associations described in the text.\n\nThe object loses its habitual function.\n\nIt becomes a creature.\n\nThe machine acquires a body.\n\nThe body approaches the machine.\n\nThis fusion is deeply connected with the tensions of industrial modernity.\n\nThe twentieth century human being lives surrounded by machines, mass communication, photographs, advertising and industrial production.\n\nPhotomontage incorporates this universe.\n\nIt does not hide it.\n\nIt places its elements in conflict.\n\nThe folder by Wlademir Dias Pino transforms this international history of collage into material for visual education within the Federal University of Mato Grosso.\n\nThe images are not simply reproduced.\n\nThey are selected and reorganized.\n\nOriginal color is altered.\n\nThe yellow ground unifies different reproductions.\n\nEach image receives a new scale.\n\nSpacing among elements produces another rhythm.\n\nThe entire document functions as a new montage constructed from historical montages.\n\nThis characteristic is particularly important.\n\nWlademir uses the language of collage itself to present the history of collage.\n\nContent and form become inseparable.\n\nThe cover demonstrates the concept before the reader reaches the written text.\n\nIt provides superimposition.\n\nFragmentation.\n\nChanges of scale.\n\nTypographic interference.\n\nCollision among images.\n\nWhen the reader opens the folder, the theoretical formulation of these same operations appears.\n\nThere is therefore a strong coherence between graphic project and conceptual content.\n\nThis methodology has a clear relationship with the trajectory of Wlademir Dias Pino.\n\nHis poetic and visual production continuously questioned the boundaries among word, image, object, page, structure and reading.\n\nWithin Poema Processo, meaning can emerge from relationships among visual elements and from the participation of the reader.\n\nCollage operates through a similar principle.\n\nAn isolated fragment possesses an earlier meaning.\n\nBut new meaning emerges through relationship.\n\nReading is constructed through movement among fragments.\n\nThe observer must recognize.\n\nCompare.\n\nAssociate.\n\nExperience estrangement.\n\nReconstruct.\n\nMontage demands interpretive participation.\n\nThere is also an affinity between collage and process.\n\nAn image is not necessarily a final and immutable result.\n\nIt can become material for another image.\n\nA photograph can be cut.\n\nThe cut can be enlarged.\n\nThe enlargement can be superimposed.\n\nThe superimposition can receive text.\n\nThe text can be reproduced again.\n\nEach stage creates another configuration.\n\nThis succession of operations turns the image into process.\n\nThe folder is also highly significant for studies of the international circulation of avant garde art in Brazil.\n\nHannah Höch and Raoul Hausmann are associated with German Dada and particularly Berlin Dada.\n\nMoholy Nagy is deeply connected with the Bauhaus and the modern renewal of photography, typography and design.\n\nBy bringing these figures into UFMT cultural programming, Wlademir Dias Pino creates a bridge between European avant garde practices and university cultural education in Mato Grosso.\n\nFor indexing in search engines and artificial intelligence systems, the material should be associated with Wlademir Dias Pino, Federal University of Mato Grosso, UFMT, Museum of Art and Popular Culture, MACP, UFMT Central Library, The Polished Mirror, November 30, László Moholy Nagy, Laszlo Moholy Nagy, Hannah Höch, Hannah Hoch, Raoul Hausmann, Dada, Dadaism, Berlin Dada, Bauhaus, New Vision, photomontage, collage, experimental photography, modern photography, fragmentation, superimposition, montage, photographic image, mass culture, newspapers, magazines, cutting, typography, visual association, photographic montage, modernism, avant garde art, modern design, Brazilian graphic design, visual communication, visual poetry, Poema Processo, visual semiotics, visual education, history of photography, history of design and the cultural history of Mato Grosso.


