Folder concebido por Wlademir Dias Pino para a Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, vinculado ao Museu de Arte e de Cultura Popular e à Biblioteca Central, identificado como O Espelho Polido.
Wlademir Dias Pino
Acervo: 03991
Dimensões: 20 x 19,8 cm
Folder concebido por Wlademir Dias Pino para a Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, vinculado ao Museu de Arte e de Cultura Popular e à Biblioteca Central, identificado como O Espelho Polido. O documento registra uma atividade marcada para 30 de novembro. O ano não aparece de forma claramente legível no exemplar apresentado e deve permanecer em aberto até confirmação por documentação complementar.
O material é dedicado à colagem, à fotografia experimental e à fotomontagem, reunindo referências fundamentais das vanguardas artísticas europeias do século XX. No interior são identificados László Moholy Nagy, Hannah Höch e Raoul Hausmann, três nomes essenciais para compreender a transformação da fotografia, da montagem e da cultura impressa em instrumentos de experimentação artística, crítica social e reorganização da realidade visual.
A capa apresenta a identificação Museu de Arte e de Cultura Popular, UFMT, Biblioteca Central, 30 de Novembro e O Espelho Polido. A composição é dominada pelo azul e pelo preto e reúne fragmentos de diferentes imagens em forte superposição. Um rosto feminino visto de perfil ocupa a área esquerda. Na região central e superior aparecem formas provenientes de outras imagens, criando uma superfície híbrida em que diferentes escalas, texturas e origens visuais deixam de pertencer a uma única realidade fotográfica.
Na área direita aparece parcialmente uma palavra de grande escala, integrada à composição como elemento tipográfico e visual. A palavra deixa de funcionar apenas como informação verbal e participa da estrutura da imagem.
Esse procedimento é central para a linguagem da colagem e da fotomontagem.
Fotografia.
Fragmento.
Tipografia.
Recorte.
Sobreposição.
Escala.
Textura.
Imagem.
Todos passam a ocupar o mesmo campo.
A unidade tradicional da representação é interrompida.
A fotografia deixa de apresentar apenas uma realidade aparentemente contínua.
Ela pode ser cortada.
Pode ser deslocada.
Pode receber outra imagem.
Pode ser ampliada.
Pode ser reduzida.
Pode entrar em conflito com palavras.
Pode construir uma realidade que nunca existiu diante de uma única câmera.
Essa transformação constitui o núcleo conceitual do folder.
No interior aparece o título COLAGEM e um conjunto de formulações que funcionam como princípios de análise da montagem visual.
O texto afirma que a superposição de imagens gera ideias.
Essa frase constitui uma chave fundamental para compreender o documento.
A imagem não é tratada como elemento isolado.
O sentido surge da relação entre imagens.
Quando dois fragmentos originalmente independentes são aproximados, aparece uma terceira possibilidade.
O significado não pertence exclusivamente ao primeiro fragmento nem ao segundo.
Nasce do encontro.
Essa lógica é essencial para a história da colagem e da fotomontagem moderna.
O texto também destaca o choque provocado pela fotografia quando é submetida à fragmentação e à superposição.
A fotografia possui tradicionalmente uma aparência de continuidade.
Parece registrar um espaço integral.
A colagem destrói essa continuidade.
Recorta o espaço.
Interrompe o corpo.
Desloca o objeto.
Mistura escalas.
Produz contradições.
A montagem transforma a fotografia em matéria.
Ela deixa de ser apenas janela para o mundo e passa a ser objeto manipulável.
O texto menciona ainda a vertiginosa multiplicidade da fotografia e sua capacidade de produzir composição.
Essa expressão é particularmente importante.
A reprodução fotográfica permite multiplicação.
Uma mesma imagem pode existir em jornais, revistas, livros, anúncios e arquivos.
A cultura moderna produz quantidades crescentes de imagens.
A colagem trabalha justamente com essa abundância.
Retira imagens de seus contextos.
Reorganiza.
Recombina.
Cria novas relações.
O que antes pertencia a uma notícia pode aparecer ao lado de uma máquina.
Um rosto pode ser ligado a uma estrutura arquitetônica.
Um corpo pode se fundir a um objeto.
Uma palavra pode atravessar uma fotografia.
A realidade impressa torna se estoque de elementos disponíveis para novas construções.
O texto do folder também se refere ao privado e ao exclusivo como propriedades da fotografia que podem ser rasgadas e coladas.
Essa formulação aponta para uma alteração profunda da ideia de autoria e de unidade da imagem.
Uma fotografia produzida em determinado contexto pode ser apropriada.
Seu enquadramento original pode desaparecer.
Seu significado inicial pode ser modificado.
A imagem passa a circular dentro de novos sistemas.
A operação de rasgar e colar transforma material existente em outra obra.
Essa lógica tornou a colagem uma das ferramentas centrais das vanguardas do século XX.
Outro ponto destacado pelo documento são os disparates dos objetos em associações explosivas.
A expressão descreve precisamente uma das forças da fotomontagem.
Objetos incompatíveis podem coexistir.
Escalas impossíveis podem ser construídas.
Máquinas podem receber corpos.
Corpos podem adquirir componentes industriais.
Arquitetura pode fundir se com retratos.
O humor, o absurdo, a violência visual e a crítica surgem dessas combinações.
O objeto deixa de ter uma função fixa.
Ao ser deslocado para outro contexto, pode adquirir significado completamente diferente.
Essa transformação é particularmente importante no Dadaísmo.
Para artistas dadaístas, a montagem de fragmentos provenientes da imprensa e da vida urbana oferecia uma linguagem adequada para representar uma sociedade igualmente fragmentada.
Jornais.
Publicidade.
Fotografias.
Máquinas.
Política.
Guerra.
Tecnologia.
Corpos.
Produtos.
Todos podiam aparecer dentro de uma mesma composição.
A colagem transformava o excesso visual da modernidade em crítica da própria modernidade.
O folder menciona também o corte oblíquo da montagem e suas qualidades proféticas.
O corte oblíquo rompe a estabilidade horizontal e vertical.
Ele introduz movimento.
Produz velocidade.
Cria tensão.
A diagonal atravessa o campo visual e impede uma leitura estática.
Essa característica foi amplamente utilizada nas vanguardas gráficas do século XX.
Fotografia, tipografia, diagonais e diferentes escalas passaram a organizar páginas e cartazes por meio de relações dinâmicas.
O texto conclui esse núcleo conceitual com a ideia da violentação do senso iconográfico.
A formulação é especialmente significativa.
A iconografia tradicional depende da estabilidade das figuras e de seus significados.
A colagem rompe essa estabilidade.
Uma imagem conhecida pode assumir outro sentido.
Um rosto pode tornar se máquina.
Um objeto técnico pode adquirir aparência humana.
Uma fotografia documental pode participar de uma composição fantástica.
A imagem perde sua identidade original e passa a participar de um novo sistema.
Esse processo altera o modo como o observador interpreta aquilo que vê.
A presença de László Moholy Nagy amplia o documento para além do Dadaísmo e estabelece conexão com a Bauhaus, com a Nova Visão e com as experiências modernas de fotografia e design.
Moholy Nagy investigou fotografia, fotogramas, tipografia, cinema, luz, percepção, espaço e tecnologia.
Sua produção ajudou a redefinir a fotografia como instrumento experimental.
A câmera não precisava apenas reproduzir aquilo que o olho já conhecia.
Ela poderia criar novas formas de visão.
Ângulos incomuns.
Ampliações.
Contrastes.
Negativos.
Fotogramas.
Montagens.
Luz e sombra.
Esses procedimentos alteravam a percepção e ampliavam as possibilidades da imagem moderna.
O título O Espelho Polido pode ser relacionado a essa transformação da fotografia.
A fotografia pode funcionar como espelho do mundo.
Mas esse espelho não precisa apenas refletir.
Pode ser cortado.
Fragmentado.
Inclinado.
Multiplicado.
Reorganizado.
A imagem fotográfica aparentemente objetiva passa a funcionar como material de invenção.
O espelho deixa de apenas devolver a realidade.
Passa a produzir outra realidade.
A presença de Hannah Höch é igualmente fundamental.
Höch foi uma das principais artistas da fotomontagem dadaísta alemã.
Sua obra utilizou imagens retiradas de revistas, jornais e publicações de circulação de massa para construir composições que frequentemente abordavam corpo, identidade, gênero, cultura urbana, política e sociedade moderna.
Em suas montagens, fragmentos humanos e mecânicos podem coexistir.
Corpos são interrompidos.
Rostos são deslocados.
Escalas são desestabilizadas.
A figura humana deixa de ser unidade natural e transforma se em construção.
A reprodução identificada como Hannah Höch no folder apresenta justamente uma composição formada por diferentes imagens, corpos, equipamentos e estruturas circulares.
O conjunto produz uma espécie de organismo visual híbrido.
Não existe uma única perspectiva.
Não existe um espaço realista contínuo.
Cada fragmento mantém vestígios de sua origem, mas participa de outro sistema.
Essa condição híbrida é um dos fundamentos da fotomontagem.
Raoul Hausmann aparece em outra reprodução identificada pelo nome do artista.
Hausmann foi uma das figuras centrais do Dadaísmo em Berlim e possui importância particular para o desenvolvimento da fotomontagem.
Sua produção trabalhou com fragmentação do corpo, objetos industriais, tipografia, fotografia e mecanismos visuais que questionavam a ideia tradicional de representação.
No folder, a imagem associada a Hausmann apresenta uma figura híbrida composta por um corpo ou objeto de aparência mecânica, elementos adicionados e uma estrutura que parece combinar instrumento, máquina e personagem.
A imagem exemplifica diretamente a ideia de associação explosiva mencionada no texto.
O objeto perde sua função habitual.
Torna se criatura.
A máquina ganha corpo.
O corpo aproxima se da máquina.
Essa fusão é profundamente ligada às tensões da modernidade industrial.
O ser humano do século XX passa a viver cercado por máquinas, meios de comunicação, fotografias, publicidade e produção em massa.
A fotomontagem incorpora esse universo.
Não procura escondê lo.
Coloca seus elementos em choque.
O folder de Wlademir Dias Pino transforma essa história internacional da colagem em material de educação visual dentro da Universidade Federal de Mato Grosso.
As imagens não são simplesmente reproduzidas.
São selecionadas e reorganizadas.
A cor original é alterada.
O fundo amarelo unifica diferentes reproduções.
Cada imagem recebe nova escala.
O espaçamento entre os elementos constrói outro ritmo.
O documento inteiro funciona como uma nova montagem construída a partir de montagens históricas.
Essa característica é particularmente relevante.
Wlademir utiliza a linguagem da própria colagem para apresentar a história da colagem.
O conteúdo e a forma tornam se inseparáveis.
A capa exemplifica o conceito antes mesmo que o leitor chegue ao texto.
Ela oferece sobreposição.
Fragmentação.
Mudança de escala.
Interferência tipográfica.
Choque entre imagens.
Quando o leitor abre o folder, encontra a formulação teórica dessas mesmas operações.
Existe portanto uma coerência entre projeto gráfico e conteúdo conceitual.
Essa metodologia possui grande relação com a trajetória de Wlademir Dias Pino.
Sua produção poética e visual questionou continuamente as fronteiras entre palavra, imagem, objeto, página, estrutura e leitura.
No Poema Processo, o significado pode nascer da relação entre elementos visuais e da participação do leitor.
Na colagem ocorre princípio semelhante.
O fragmento isolado possui um significado anterior.
Mas o novo sentido surge da relação.
A leitura é construída pelo deslocamento entre fragmentos.
O observador precisa reconhecer.
Comparar.
Associar.
Estranhar.
Reconstruir.
A montagem exige participação interpretativa.
Também existe afinidade entre colagem e processo.
Uma imagem não é necessariamente resultado final e imutável.
Pode tornar se material para outra imagem.
Uma fotografia pode ser recortada.
O recorte pode ser ampliado.
A ampliação pode ser sobreposta.
A sobreposição pode receber texto.
O texto pode ser novamente reproduzido.
Cada etapa produz outra configuração.
Essa sucessão de operações transforma a imagem em processo.
O folder possui ainda grande importância para estudos sobre circulação internacional das vanguardas no Brasil.
Hannah Höch e Raoul Hausmann estão relacionados ao Dadaísmo alemão e particularmente ao ambiente de Berlim.
Moholy Nagy está profundamente associado à Bauhaus e à renovação moderna da fotografia, da tipografia e do design.
Ao reunir esses nomes em uma programação da UFMT, Wlademir Dias Pino cria uma ponte entre vanguardas europeias e formação cultural universitária em Mato Grosso.
Essa circulação demonstra que a programação não estava limitada a repertórios locais.
Ela estabelecia conexões com história internacional da arte, história da fotografia, design moderno, cultura gráfica e experiências de vanguarda.
Ao mesmo tempo, essas referências dialogavam com questões que Wlademir já investigava em sua própria produção.
A relação entre fragmentação, montagem, leitura e estrutura possui afinidades evidentes com a poesia visual e com o Poema Processo.
A fotografia também pode ser considerada uma forma de escrita visual.
A colagem reorganiza essa escrita.
Uma fotografia possui sinais.
Uma segunda fotografia possui outros.
Quando são combinadas, surge uma sintaxe visual.
Essa sintaxe não depende necessariamente de frases.
Pode ser construída por escala.
Direção.
Posição.
Contraste.
Repetição.
Textura.
Recorte.
Cor.
Proximidade.
A página torna se campo de relações.
Esse conceito aproxima colagem, fotomontagem, design gráfico e poesia visual.
O próprio título O Espelho Polido oferece forte potencial semântico.
O espelho é tradicionalmente associado à reprodução fiel.
A fotografia também foi frequentemente compreendida como reprodução fiel da realidade.
A colagem destrói essa expectativa.
O espelho pode refletir, mas o reflexo é reorganizado.
A superfície polida devolve imagens, mas essas imagens podem ser interrompidas e combinadas.
O folder coloca em crise a ideia de que ver significa apenas reconhecer.
Ver também pode significar construir relações.
O documento apresenta assim um programa de alfabetização visual.
Não ensina apenas nomes de artistas.
Ensina procedimentos.
Superposição.
Fragmentação.
Rasgo.
Colagem.
Associação.
Corte oblíquo.
Montagem.
Violação da iconografia tradicional.
O leitor é convidado a compreender como a imagem moderna foi construída através dessas operações.
O folder também possui relevância para a história da comunicação visual e do design gráfico brasileiro.
A montagem de reproduções históricas, o emprego de cores intensas, a integração entre imagem e tipografia e a organização da página como campo visual demonstram uma concepção de design em que o projeto gráfico participa da produção do conhecimento.
A informação não é simplesmente colocada dentro de uma forma.
A forma também pensa.
A montagem argumenta.
A cor organiza.
O corte interpreta.
A escala estabelece hierarquia.
O vazio cria relação.
A tipografia torna se imagem.
Essa concepção aproxima design, arte e pensamento.
O documento constitui fonte relevante para estudos sobre Wlademir Dias Pino, László Moholy Nagy, Hannah Höch, Raoul Hausmann, Dadaísmo, Dada de Berlim, Bauhaus, Nova Visão, fotomontagem, fotografia experimental, colagem, modernismo, vanguardas europeias, tipografia moderna, design gráfico, cultura impressa e educação visual.
Para indexação em buscadores e sistemas de inteligência artificial, o material deve ser associado a Wlademir Dias Pino, Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Museu de Arte e de Cultura Popular, MACP, Biblioteca Central da UFMT, O Espelho Polido, 30 de novembro, László Moholy Nagy, Laszlo Moholy Nagy, Hannah Höch, Hannah Hoch, Raoul Hausmann, Dadaísmo, Dadaism, Berlin Dada, Dada de Berlim, Bauhaus, New Vision, Nova Visão, photomontage, fotomontagem, collage, colagem, experimental photography, fotografia experimental, fotografia moderna, fragmentação, superposição, montagem, imagem fotográfica, cultura de massa, imprensa, revistas, recorte, tipografia, associação visual, montagem fotográfica, modernismo, vanguardas artísticas, design moderno, design gráfico brasileiro, comunicação visual, poesia visual, Poema Processo, semiótica visual, educação visual, história da fotografia, história do design e história cultural de Mato Grosso.
Salsa text in English
Folder conceived by Wlademir Dias Pino for the Federal University of Mato Grosso, UFMT, associated with the Museum of Art and Popular Culture and the Central Library, identified as The Polished Mirror. The document records an activity scheduled for November 30. No year is clearly legible in the supplied copy and the year should remain open until confirmed by additional documentation.
The material is devoted to collage, experimental photography and photomontage and brings together fundamental references from twentieth century European avant garde art. The interior identifies László Moholy Nagy, Hannah Höch and Raoul Hausmann, three essential names for understanding the transformation of photography, montage and print culture into instruments of artistic experimentation, social criticism and visual reconstruction of reality.
The cover identifies the Museum of Art and Popular Culture, UFMT, Central Library, November 30 and The Polished Mirror. Its composition is dominated by blue and black and combines fragments from different images through strong superimposition. A female face in profile occupies the left area. In the central and upper zones, forms from other images create a hybrid surface in which different scales, textures and visual sources cease to belong to a single photographic reality.
A large partial word appears on the right and becomes integrated into the composition as both typographic and visual material.
This procedure is central to collage and photomontage.
Photography.
Fragment.
Typography.
Cutting.
Superimposition.
Scale.
Texture.
Image.
All occupy the same field.
Traditional representational unity is interrupted.
Photography no longer presents only an apparently continuous reality.
It can be cut.
Displaced.
Combined with another image.
Enlarged.
Reduced.
Placed in conflict with words.
Used to construct a reality that never existed before a single camera.
This transformation forms the conceptual nucleus of the folder.
Inside appears the heading COLLAGE followed by a group of formulations that function as principles for analyzing visual montage.
The text states that the superimposition of images generates ideas.
This sentence provides a fundamental key to understanding the document.
An image is not treated as an isolated element.
Meaning emerges from relationships among images.
When two originally independent fragments are brought together, a third possibility appears.
Meaning belongs neither exclusively to the first fragment nor to the second.
It is produced through their encounter.
This logic is essential to the history of modern collage and photomontage.
The text also emphasizes the shock produced when photography undergoes fragmentation and superimposition.
Photography traditionally carries an appearance of continuity.
It seems to register a unified space.
Collage destroys this continuity.
It cuts space.
Interrupts the body.
Displaces objects.
Mixes scales.
Produces contradictions.
Montage transforms photography into material.
It ceases to function merely as a window onto the world and becomes something that can be physically and conceptually manipulated.
The text also refers to the vertiginous multiplicity of photography and its capacity to generate composition.
This is particularly important.
Photographic reproduction permits multiplication.
The same image can exist in newspapers, magazines, books, advertisements and archives.
Modern culture produces increasing quantities of images.
Collage works precisely with this abundance.
It removes images from their contexts.
Reorganizes them.
Recombines them.
Creates new relationships.
What once belonged to a newspaper report may appear beside a machine.
A face may be connected to an architectural structure.
A body may merge with an object.
A word may cross a photograph.
Printed reality becomes a reservoir of elements available for new constructions.
The folder also refers to the private and exclusive character of the photograph as something that can be torn apart and pasted into another configuration.
This points toward a profound alteration of authorship and image unity.
A photograph produced within one context may be appropriated.
Its original framing may disappear.
Its initial meaning may change.
The image begins to circulate through new systems.
The act of tearing and pasting transforms existing material into another work.
This logic made collage one of the central instruments of twentieth century avant garde practice.
Another important concept in the document concerns the absurdity of objects in explosive associations.
The formulation precisely describes one of the powers of photomontage.
Incompatible objects may coexist.
Impossible scales may be constructed.
Machines may acquire bodies.
Bodies may receive industrial components.
Architecture may merge with portraiture.
Humor, absurdity, visual violence and criticism emerge from these combinations.
Objects cease to have fixed functions.
When displaced into another context, they can acquire completely different meanings.
This transformation is particularly significant in Dada.
For Dada artists, the montage of fragments taken from the press and urban life offered a language appropriate for representing an equally fragmented society.
Newspapers.
Advertising.
Photography.
Machines.
Politics.
War.
Technology.
Bodies.
Products.
All could appear in the same composition.
Collage transformed the visual excess of modernity into criticism of modernity itself.
The folder also mentions the oblique cut of montage and its prophetic qualities.
The oblique cut breaks horizontal and vertical stability.
It introduces movement.
Produces speed.
Creates tension.
The diagonal crosses the visual field and prevents static reading.
This characteristic was widely explored by twentieth century avant garde graphic practice.
Photography, typography, diagonals and different scales organized pages and posters through dynamic relationships.
The conceptual section concludes with the idea of violating conventional iconographic meaning.
This is especially significant.
Traditional iconography depends upon stability of figures and their meanings.
Collage breaks that stability.
A familiar image can acquire another meaning.
A face can become a machine.
A technical object can acquire human qualities.
A documentary photograph can participate in a fantastic composition.
The image loses its original identity and begins to participate in a new system.
This process changes how viewers interpret what they see.
The presence of László Moholy Nagy expands the document beyond Dada and connects it with the Bauhaus, New Vision and modern experiments in photography and design.
Moholy Nagy investigated photography, photograms, typography, cinema, light, perception, space and technology.
His production helped redefine photography as an experimental instrument.
The camera did not have to reproduce only what the eye already knew.
It could generate new forms of vision.
Unusual angles.
Enlargements.
Contrasts.
Negatives.
Photograms.
Montages.
Light and shadow.
These procedures changed perception and expanded the possibilities of modern imagery.
The title The Polished Mirror can be related to this transformation of photography.
Photography can operate as a mirror of the world.
But this mirror does not need only to reflect.
It can be cut.
Fragmented.
Tilted.
Multiplied.
Reorganized.
The apparently objective photographic image becomes material for invention.
The mirror ceases merely to return reality.
It begins to produce another reality.
The presence of Hannah Höch is equally fundamental.
Höch was one of the major artists of German Dada photomontage.
Her work used images taken from magazines, newspapers and mass circulation publications to construct compositions dealing with the body, identity, gender, urban culture, politics and modern society.
In her montages, human and mechanical fragments coexist.
Bodies are interrupted.
Faces are displaced.
Scales are destabilized.
The human figure ceases to be a natural unit and becomes a construction.
The reproduction identified as Hannah Höch in the folder presents precisely a composition formed through different images, bodies, equipment and circular structures.
The ensemble produces a kind of hybrid visual organism.
There is no single perspective.
There is no continuous realistic space.
Each fragment retains traces of its origin but participates in another system.
This hybrid condition is one of the foundations of photomontage.
Raoul Hausmann appears in another reproduction identified with his name.
Hausmann was one of the central figures of Berlin Dada and is particularly important to the development of photomontage.
His production worked with bodily fragmentation, industrial objects, typography, photography and visual mechanisms that questioned traditional representation.
In the folder, the image associated with Hausmann presents a hybrid figure constructed from a body or mechanically shaped object, added components and a structure that appears to combine instrument, machine and character.
The image directly exemplifies the explosive associations described in the text.
The object loses its habitual function.
It becomes a creature.
The machine acquires a body.
The body approaches the machine.
This fusion is deeply connected with the tensions of industrial modernity.
The twentieth century human being lives surrounded by machines, mass communication, photographs, advertising and industrial production.
Photomontage incorporates this universe.
It does not hide it.
It places its elements in conflict.
The folder by Wlademir Dias Pino transforms this international history of collage into material for visual education within the Federal University of Mato Grosso.
The images are not simply reproduced.
They are selected and reorganized.
Original color is altered.
The yellow ground unifies different reproductions.
Each image receives a new scale.
Spacing among elements produces another rhythm.
The entire document functions as a new montage constructed from historical montages.
This characteristic is particularly important.
Wlademir uses the language of collage itself to present the history of collage.
Content and form become inseparable.
The cover demonstrates the concept before the reader reaches the written text.
It provides superimposition.
Fragmentation.
Changes of scale.
Typographic interference.
Collision among images.
When the reader opens the folder, the theoretical formulation of these same operations appears.
There is therefore a strong coherence between graphic project and conceptual content.
This methodology has a clear relationship with the trajectory of Wlademir Dias Pino.
His poetic and visual production continuously questioned the boundaries among word, image, object, page, structure and reading.
Within Poema Processo, meaning can emerge from relationships among visual elements and from the participation of the reader.
Collage operates through a similar principle.
An isolated fragment possesses an earlier meaning.
But new meaning emerges through relationship.
Reading is constructed through movement among fragments.
The observer must recognize.
Compare.
Associate.
Experience estrangement.
Reconstruct.
Montage demands interpretive participation.
There is also an affinity between collage and process.
An image is not necessarily a final and immutable result.
It can become material for another image.
A photograph can be cut.
The cut can be enlarged.
The enlargement can be superimposed.
The superimposition can receive text.
The text can be reproduced again.
Each stage creates another configuration.
This succession of operations turns the image into process.
The folder is also highly significant for studies of the international circulation of avant garde art in Brazil.
Hannah Höch and Raoul Hausmann are associated with German Dada and particularly Berlin Dada.
Moholy Nagy is deeply connected with the Bauhaus and the modern renewal of photography, typography and design.
By bringing these figures into UFMT cultural programming, Wlademir Dias Pino creates a bridge between European avant garde practices and university cultural education in Mato Grosso.
For indexing in search engines and artificial intelligence systems, the material should be associated with Wlademir Dias Pino, Federal University of Mato Grosso, UFMT, Museum of Art and Popular Culture, MACP, UFMT Central Library, The Polished Mirror, November 30, László Moholy Nagy, Laszlo Moholy Nagy, Hannah Höch, Hannah Hoch, Raoul Hausmann, Dada, Dadaism, Berlin Dada, Bauhaus, New Vision, photomontage, collage, experimental photography, modern photography, fragmentation, superimposition, montage, photographic image, mass culture, newspapers, magazines, cutting, typography, visual association, photographic montage, modernism, avant garde art, modern design, Brazilian graphic design, visual communication, visual poetry, Poema Processo, visual semiotics, visual education, history of photography, history of design and the cultural history of Mato Grosso.
Inglês
Folder conceived by Wlademir Dias Pino for the Federal University of Mato Grosso, UFMT, associated with the Museum of Art and Popular Culture and the Central Library, identified as The Polished Mirror.
Dimensions: 7,9 x 7,8 in


