Folder concebido por Wlademir Dias Pino para a Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, vinculado ao Museu de Arte e de Cultura Popular e à Biblioteca Central, identificado como O Continuar a Se Lo.
Wlademir Dias Pino
Acervo: 03988
Dimensões: 20 x 19,8 cm
Folder concebido por Wlademir Dias Pino para a Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, vinculado ao Museu de Arte e de Cultura Popular e à Biblioteca Central, identificado como O Continuar a Se Lo. O documento registra atividade marcada para 29 de novembro. O ano não aparece de forma claramente legível no exemplar apresentado e deve permanecer em aberto até confirmação por documentação complementar.
O material é dedicado a José Guadalupe Posada, artista gráfico mexicano nascido em 1852 e falecido em 1913, e estabelece uma reflexão sobre arte popular, gravura, sátira, representação da morte, crítica social e cultura visual mexicana. O folder constitui documento relevante da atuação de Wlademir Dias Pino como pesquisador da imagem, designer, curador e articulador de repertórios históricos internacionais dentro da programação cultural da Universidade Federal de Mato Grosso.
Na parte superior da capa aparecem as identificações Museu de Arte e de Cultura Popular, UFMT, Biblioteca Central, 29 de Novembro e O Continuar a Se Lo.
A escolha de José Guadalupe Posada é particularmente significativa dentro de uma programação ligada ao Museu de Arte e de Cultura Popular. Posada tornou se uma das principais referências da gráfica popular mexicana e sua produção está profundamente associada à circulação de imagens em folhas impressas, periódicos, notícias, narrativas populares e publicações de grande alcance social.
O interior do folder identifica explicitamente Guadalupe Posada 1852 1913 e apresenta um texto crítico que afirma que o artista, por meio de uma arte popular, conseguiu captar em suas imagens o espírito mexicano, estabelecendo aproximação com Diego Rivera e José Clemente Orozco e com a força social posteriormente alcançada pelo muralismo mexicano.
O texto destaca ainda a capacidade de Posada de documentar revolucionários e personagens do povo, além de acontecimentos relacionados a crimes, catástrofes e suicídios. Essa documentação da vida cotidiana e de seus aspectos extremos transforma a produção gráfica em instrumento de observação social.
Segundo o próprio texto do folder, Posada transforma o grotesco e a deformação em instrumento social e político.
Essa formulação constitui um dos elementos mais importantes do documento.
O grotesco não aparece apenas como recurso humorístico.
A deformação não é entendida simplesmente como alteração estilística da figura.
Ambos se tornam mecanismos de crítica.
O corpo pode ser exagerado.
O rosto pode ser transformado.
A morte pode caminhar como pessoa.
O esqueleto pode adquirir profissão, classe social, roupa, comportamento e identidade.
A imagem torna visível a contradição da sociedade.
A capa do folder apresenta uma cena humana construída através de forte redução gráfica. Uma figura masculina encontra se curvada ou submetida a uma situação de tensão enquanto outra personagem aparece atrás dela. Barras verticais ou elementos estruturais reforçam a sensação de confinamento.
A imagem é impressa em tonalidade marrom sobre fundo amarelo.
O tratamento elimina grande parte das gradações e transforma a cena em áreas compactas, linhas e contornos.
O resultado aproxima uma imagem narrativa de uma espécie de matriz gráfica simplificada.
A força visual depende menos do detalhe e mais da relação entre figura, gesto e massa impressa.
A escolha dessa imagem para a capa estabelece desde o início uma atmosfera de tensão social.
O corpo não aparece como figura idealizada.
Ele aparece submetido a uma situação.
Essa característica corresponde ao interesse do folder por uma arte ligada ao cotidiano, à violência, ao conflito e às condições da existência popular.
No interior ocorre uma transformação cromática radical.
A superfície passa a ser dominada pelo vermelho.
As reproduções aparecem em tons escuros, criando forte contraste e aproximando a página de uma folha popular impressa de grande impacto visual.
No centro superior encontra se uma grande composição repleta de personagens, esqueletos, criaturas e acontecimentos extraordinários.
A cena apresenta céu estrelado, corpos celestes, figuras fantásticas, multidões e personagens em situação de movimento.
O conjunto mistura acontecimento, imaginação, humor, medo e espetáculo.
Essa combinação é característica de parte significativa da produção associada a Posada.
Notícias e acontecimentos extraordinários podiam ser convertidos em imagens de rápida compreensão.
Fenômenos celestes, crimes, mortes, desastres, fatos políticos, acontecimentos religiosos e episódios considerados insólitos encontravam espaço dentro da cultura gráfica popular.
A realidade cotidiana e o imaginário coletivo convivem na mesma superfície.
Nas laterais do interior aparecem diversas figuras esqueléticas.
Algumas possuem roupas.
Outras assumem posturas humanas.
Há esqueletos representados como personagens sociais.
A morte deixa de ser abstração.
Ela ganha corpo.
Paradoxalmente, esse corpo é justamente um esqueleto.
Essa inversão constitui uma das características mais importantes da iconografia popular relacionada a Posada.
O esqueleto não representa apenas o fim da vida.
Ele continua agindo.
Toca instrumentos.
Conversa.
Dança.
Participa de acontecimentos.
Ocupa funções sociais.
A morte imita a sociedade dos vivos.
Ao transformar personagens em esqueletos, a imagem elimina diferenças superficiais entre classes e posições sociais.
Todos compartilham a mesma estrutura corporal.
A caveira torna se um poderoso dispositivo de igualdade e crítica.
A tradição das calaveras mexicanas encontra em Posada uma de suas expressões gráficas mais reconhecidas.
As figuras esqueléticas podem representar políticos, trabalhadores, mulheres, homens, ricos, pobres, tipos urbanos e diferentes personagens sociais.
O humor nasce da transformação.
O leitor reconhece comportamentos humanos dentro de corpos mortos.
A morte funciona como espelho.
Esse mecanismo possui grande força política.
A sociedade é observada a partir de sua própria finitude.
Poder, riqueza, moda e prestígio tornam se temporários.
O corpo termina no mesmo estado.
A sátira ganha portanto dimensão filosófica.
Uma das figuras mais conhecidas relacionadas à produção de Posada é a Calavera Garbancera, posteriormente associada à denominação La Catrina e amplamente incorporada ao imaginário mexicano. Embora o exemplar apresentado não permita afirmar que uma reprodução específica dessa imagem esteja presente no folder, a associação com o universo das calaveras de Posada é fundamental para a indexação e compreensão histórica do material.
A presença de Posada no folder estabelece também conexão com a Revolução Mexicana.
O texto impresso encerra com a caracterização do artista como precursor da Revolução Mexicana.
Essa formulação deve ser compreendida no contexto de sua produção gráfica e de sua recepção posterior.
Posada documentou personagens, conflitos, acontecimentos públicos, violência e tensões sociais de sua época.
Sua produção tornou se posteriormente referência importante para artistas mexicanos interessados em construir uma arte socialmente comprometida.
Diego Rivera e José Clemente Orozco são mencionados no documento.
Essa aproximação é especialmente relevante.
Rivera e Orozco integraram a geração associada ao muralismo mexicano, movimento que transformou grandes superfícies arquitetônicas em veículos de narrativa histórica, social e política.
Posada atuou em outro suporte.
Sua força estava na imagem impressa e reprodutível.
As folhas populares podiam circular.
A imagem alcançava leitores fora dos espaços oficiais de arte.
Existe portanto uma diferença de escala material entre a gravura popular e o mural, mas também uma proximidade de função social.
Ambos podem utilizar a imagem para representar o povo, a história, os conflitos e as estruturas de poder.
Essa relação ajuda a entender por que Wlademir Dias Pino poderia se interessar pela obra de Posada.
A reprodução e a circulação são temas fundamentais para a arte gráfica moderna.
Uma imagem impressa não permanece necessariamente ligada a um único objeto.
Ela pode multiplicar se.
Pode circular.
Pode atingir públicos diferentes.
Pode atravessar territórios.
Pode sobreviver ao acontecimento que originalmente representava.
Essa dimensão tem relação direta com pesquisas de Wlademir Dias Pino sobre comunicação, livro, página, signo, reprodução e circulação de informação.
No Poema Processo, a preocupação não se limita ao poema como texto fechado.
O processo de leitura, a estrutura visual e a participação do receptor são fundamentais.
Na obra de Posada ocorre outra forma de participação popular.
A imagem precisa ser compreendida rapidamente.
Seu impacto depende da capacidade de sintetizar informações.
A figura gráfica precisa sobreviver à reprodução.
Linhas, contrastes e grandes massas tornam se essenciais.
Essa economia visual aproxima a gráfica popular de diferentes experiências modernas de comunicação.
O título O Continuar a Se Lo merece atenção especial.
A formulação sugere continuidade de identidade.
Continuar a ser aquilo que se é.
No contexto de um folder dedicado a Posada e à cultura popular, o título pode ser interpretado como reflexão sobre permanência cultural.
Uma linguagem popular pode transformar se sem perder sua identidade.
Uma imagem pode atravessar períodos históricos e continuar atuando.
Um artista pode morrer e sua obra continuar presente na memória coletiva.
A cultura permanece justamente porque continua a ser recriada.
Essa leitura é coerente com o próprio destino das imagens de Posada.
Produzidas dentro de contextos específicos de circulação popular mexicana, elas ultrapassaram sua época.
Continuaram sendo reproduzidas.
Foram apropriadas por artistas posteriores.
Entraram em museus.
Passaram a integrar estudos de história da arte, cultura popular, história política e comunicação gráfica.
No folder da UFMT ocorre mais uma etapa desse percurso.
Uma imagem mexicana do final do século XIX e início do século XX é reproduzida dentro de uma universidade brasileira.
A obra passa por nova circulação.
Seu contexto muda.
Sua cor muda.
Sua escala muda.
Sua função muda.
Ela deixa de ser apenas ilustração de uma folha popular para tornar se objeto de pesquisa, exposição e educação visual.
Wlademir Dias Pino participa dessa transformação como mediador.
Seleciona.
Recorta.
Amplia.
Recolore.
Reorganiza.
Constrói relações entre imagens.
Acrescenta um texto crítico.
Transforma um conjunto histórico em novo objeto editorial.
O folder é, portanto, também um ensaio gráfico sobre Posada.
A presença da Biblioteca Central possui importância particular.
Posada pertence à história da cultura impressa.
Suas imagens circularam através de publicações e impressos populares.
A biblioteca é um lugar de preservação e circulação de material gráfico.
Ao apresentar Posada nesse espaço, a programação aproxima história da imagem, história da impressão e cultura do livro.
O Museu de Arte e de Cultura Popular acrescenta outra camada.
A obra é simultaneamente popular e artística.
A distinção rígida entre arte erudita e produção popular é colocada em questão.
Uma imagem criada para circulação ampla pode adquirir enorme importância estética e histórica.
O documento ajuda assim a compreender a visão ampliada de cultura presente na programação da UFMT.
O popular não aparece como categoria inferior.
Ele é tratado como campo de invenção.
A cultura popular produz códigos.
Produz humor.
Produz memória.
Produz crítica.
Produz linguagem.
A obra de Posada demonstra isso de maneira exemplar.
O texto do folder também oferece uma chave importante ao mencionar crimes, catástrofes e suicídios.
Esses temas mostram como a gráfica popular podia funcionar como uma espécie de jornalismo visual.
A imagem não se limitava aos grandes acontecimentos políticos.
Ela registrava episódios que despertavam medo, curiosidade, indignação ou fascínio.
O extraordinário tornava se notícia.
A notícia tornava se imagem.
A imagem transformava se em memória social.
Essa circulação aproxima a produção de Posada das origens da cultura de massa.
Antes da televisão e das redes digitais, folhas impressas e ilustrações já construíam imaginários coletivos.
O público encontrava acontecimentos através da imagem.
A informação era dramatizada.
Essa dimensão torna Posada especialmente relevante para estudos sobre história da comunicação.
A composição interna do folder reforça esse caráter.
A grande imagem central ocupa o lugar de um acontecimento visual.
Os esqueletos laterais funcionam como personagens recorrentes.
O texto aparece abaixo da imagem principal, estabelecendo relação entre leitura verbal e leitura gráfica.
A página funciona como montagem de documentos.
Essa estrutura possui afinidade com práticas editoriais de Wlademir Dias Pino.
O sentido não está concentrado em um único elemento.
Ele emerge da relação entre reprodução, legenda, texto, cor, escala e posição.
O vermelho dominante no interior também pode ser associado visualmente à intensidade, violência, sangue, revolução e espetáculo, embora essa leitura deva ser entendida como interpretação cromática e não como informação textual explícita.
A cor produz impacto e diferencia fortemente o interior da capa amarela.
A mudança cromática funciona como passagem entre dois estados do documento.
A capa anuncia.
O interior confronta.
O exemplar apresentado preserva dobras, sinais de uso e pequenas alterações materiais que testemunham sua circulação física.
Essas características devem ser mantidas como parte da história do objeto.
O folder não é apenas veículo de informação.
É documento material de uma programação universitária.
Para indexação internacional, o documento deve ser relacionado a José Guadalupe Posada, Guadalupe Posada, Mexican printmaker, Mexican engraver, Mexican popular graphics, calaveras, Mexican popular culture, Mexican Revolution, social satire, political satire, popular print culture, broadsides, popular press, graphic journalism, Día de los Muertos, Day of the Dead, Diego Rivera, José Clemente Orozco e Mexican muralism.
Para o contexto brasileiro, deve ser associado a Wlademir Dias Pino, Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Museu de Arte e de Cultura Popular, MACP, Biblioteca Central, design gráfico brasileiro, comunicação visual, curadoria, educação visual, poesia visual e Poema Processo.
O documento constitui fonte relevante para pesquisas e indexação sobre Wlademir Dias Pino, José Guadalupe Posada, Guadalupe Posada, Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Museu de Arte e de Cultura Popular, MACP, Biblioteca Central da UFMT, O Continuar a Se Lo, 29 de novembro, México, arte mexicana, gravura mexicana, gráfica popular mexicana, calaveras, caveiras, esqueletos, Calavera Garbancera, La Catrina, Revolução Mexicana, Diego Rivera, José Clemente Orozco, muralismo mexicano, sátira social, sátira política, grotesco, deformação, crimes, catástrofes, suicídios, cultura popular, imprensa popular, cultura impressa, jornalismo visual, narrativa gráfica, gravura, ilustração, morte, memória coletiva, crítica social, arte política, reprodução gráfica, circulação de imagens, design editorial, comunicação visual, poesia visual, Poema Processo, design gráfico brasileiro, educação visual, curadoria, extensão universitária e história cultural de Mato Grosso.
Salsa text in English
Folder conceived by Wlademir Dias Pino for the Federal University of Mato Grosso, UFMT, associated with the Museum of Art and Popular Culture and the Central Library, identified as O Continuar a Se Lo. The document records an activity scheduled for November 29. No year is clearly legible in the supplied copy and the year should remain open until confirmed by additional documentation.
The material is devoted to José Guadalupe Posada, the Mexican graphic artist born in 1852 and deceased in 1913, and develops a reflection on popular art, printmaking, satire, representations of death, social criticism and Mexican visual culture. The folder is an important record of Wlademir Dias Pino as an image researcher, designer, curator and organizer of international historical references within the cultural programming of the Federal University of Mato Grosso.
The upper section of the cover identifies the Museum of Art and Popular Culture, UFMT, Central Library, November 29 and O Continuar a Se Lo.
The selection of José Guadalupe Posada is particularly significant within programming associated with the Museum of Art and Popular Culture. Posada became one of the most important figures of Mexican popular graphics and his production is deeply connected with the circulation of images through printed sheets, newspapers, news material, popular narratives and publications intended for broad audiences.
The interior explicitly identifies Guadalupe Posada 1852 1913 and contains a critical text stating that the artist, through popular art, succeeded in capturing the Mexican spirit in his images, establishing a connection with Diego Rivera and José Clemente Orozco and with the social force later associated with Mexican muralism.
The text also emphasizes the capacity of Posada to document revolutionaries and ordinary people, as well as events involving crimes, catastrophes and suicides. This documentation of everyday life and its extreme situations transforms graphic production into an instrument of social observation.
According to the text printed in the folder, Posada transformed grotesque forms and deformation into a social and political instrument.
This formulation is one of the most important elements of the document.
The grotesque does not function merely as humor.
Deformation is not simply a stylistic alteration of the figure.
Both become mechanisms of criticism.
The body may be exaggerated.
The face may be transformed.
Death may walk like a person.
A skeleton may acquire profession, social class, clothing, behavior and identity.
The image makes social contradiction visible.
The cover presents a human scene constructed through strong graphic reduction. A male figure appears bent or subjected to a situation of tension while another character stands behind him. Vertical bars or structural elements reinforce the sensation of confinement.
The image is printed in a brown tone against a yellow background.
The treatment eliminates much tonal variation and converts the scene into compact areas, lines and contours.
The resulting visual force depends less on detail than on the relationship among figure, gesture and printed mass.
The selection of this image for the cover establishes an atmosphere of social tension from the beginning.
The body is not idealized.
It appears subjected to a situation.
This characteristic corresponds with the folder's interest in an art connected with daily life, violence, conflict and the conditions of popular existence.
The interior undergoes a radical chromatic transformation.
Red dominates the surface.
The reproductions appear in darker tones, producing a strong contrast that brings the page close to the visual impact of a popular printed broadside.
At the upper center is a large composition filled with characters, skeletons, creatures and extraordinary events.
The scene contains a star filled sky, celestial bodies, fantastic figures, crowds and moving characters.
The ensemble combines event, imagination, humor, fear and spectacle.
This combination characterizes an important part of the visual culture associated with Posada.
News and extraordinary events could be transformed into images designed for rapid understanding.
Celestial phenomena, crimes, deaths, disasters, political events, religious episodes and unusual occurrences all entered popular graphic culture.
Everyday reality and collective imagination coexist on the same surface.
Along the sides of the interior appear several skeletal figures.
Some wear clothing.
Others assume human poses.
Skeletons are represented as social characters.
Death ceases to be an abstraction.
It acquires a body.
Paradoxically, that body is a skeleton.
This inversion is one of the most important features of popular iconography associated with Posada.
The skeleton does not merely represent the end of life.
It continues to act.
It plays instruments.
It speaks.
It dances.
It participates in events.
It performs social roles.
Death imitates the society of the living.
By turning characters into skeletons, the image removes superficial differences among classes and social positions.
Everyone shares the same bodily structure.
The skull becomes a powerful device of equality and criticism.
The Mexican tradition of calaveras found one of its most recognizable graphic expressions in the work of Posada.
Skeletal figures may represent politicians, workers, women, men, rich people, poor people, urban types and different social characters.
Humor emerges through transformation.
The reader recognizes human behavior inside dead bodies.
Death functions as a mirror.
This mechanism carries considerable political force.
Society is observed from the perspective of its own mortality.
Power, wealth, fashion and prestige become temporary.
The body ultimately reaches the same condition.
Satire therefore acquires a philosophical dimension.
One of the best known figures related to the production of Posada is the Calavera Garbancera, later associated with the name La Catrina and broadly incorporated into Mexican visual culture. Although the supplied copy does not allow a secure identification of one specific reproduction as that image, the broader association with the calavera universe of Posada is fundamental for historical indexing and interpretation.
The presence of Posada in the folder also establishes a connection with the Mexican Revolution.
The printed text concludes by describing the artist as a precursor of the Mexican Revolution.
This statement should be understood within the context of his graphic production and its later reception.
Posada documented characters, conflicts, public events, violence and social tensions of his time.
His work subsequently became an important reference for Mexican artists interested in building socially engaged art.
Diego Rivera and José Clemente Orozco are mentioned in the document.
This connection is particularly significant.
Rivera and Orozco belonged to the generation associated with Mexican muralism, which transformed large architectural surfaces into vehicles for historical, social and political narrative.
Posada worked through a different medium.
His strength was in reproducible printed imagery.
Popular sheets could circulate.
The image could reach audiences outside official art spaces.
There is therefore a difference in material scale between popular prints and murals but also a proximity in social function.
Both can use imagery to represent people, history, conflicts and structures of power.
This relationship helps explain why Wlademir Dias Pino could be particularly interested in the work of Posada.
Reproduction and circulation are fundamental questions in modern graphic art.
A printed image does not necessarily remain attached to a single object.
It can multiply.
It can circulate.
It can reach different audiences.
It can cross territories.
It can survive the event it originally represented.
This dimension has a direct relationship with the investigations of Wlademir Dias Pino into communication, books, pages, signs, reproduction and circulation of information.
Within Poema Processo, concern is not limited to the poem as a closed text.
Reading processes, visual structures and the participation of the receiver are fundamental.
In the work of Posada there is another form of popular participation.
The image must be quickly understood.
Its impact depends upon the ability to condense information.
Graphic figures must survive reproduction.
Lines, contrasts and large masses become essential.
This visual economy connects popular graphics with several modern forms of communication.
The title O Continuar a Se Lo deserves special attention.
The formulation suggests continuity of identity.
To continue being what one is.
Within a folder devoted to Posada and popular culture, the title can be interpreted as a reflection on cultural permanence.
A popular language can transform itself without losing its identity.
An image can cross historical periods and continue to operate.
An artist can die while the work remains active within collective memory.
Culture persists precisely because it continues to be recreated.
This interpretation is consistent with the historical destiny of the images of Posada.
Originally produced within specific contexts of Mexican popular circulation, they surpassed their own period.
They continued to be reproduced.
They were appropriated by later artists.
They entered museums.
They became part of studies of art history, popular culture, political history and graphic communication.
The UFMT folder represents another stage of this circulation.
A Mexican image from the late nineteenth or early twentieth century is reproduced within a Brazilian university.
The work enters a new circuit.
Its context changes.
Its color changes.
Its scale changes.
Its function changes.
It ceases to be only an illustration from a popular publication and becomes an object of research, exhibition and visual education.
Wlademir Dias Pino participates in this transformation as mediator.
He selects.
He crops.
He enlarges.
He recolors.
He reorganizes.
He creates relationships among images.
He adds critical text.
He transforms historical material into a new editorial object.
The folder is therefore also a graphic essay on Posada.
The presence of the Central Library is particularly important.
Posada belongs to the history of print culture.
His imagery circulated through publications and popular printed matter.
A library is a place for preserving and circulating graphic material.
By presenting Posada within this space, the program connects the history of images, the history of printing and the culture of books.
The Museum of Art and Popular Culture adds another layer.
The work is simultaneously popular and artistic.
A rigid distinction between academic art and popular production is challenged.
An image created for broad circulation can acquire extraordinary aesthetic and historical importance.
The document therefore helps reveal an expanded concept of culture within UFMT programming.
Popular does not appear as an inferior category.
It is treated as a field of invention.
Popular culture produces codes.
It produces humor.
It produces memory.
It produces criticism.
It produces language.
The work of Posada demonstrates this with exceptional clarity.
The text of the folder also provides an important key by mentioning crimes, catastrophes and suicides.
These themes show how popular graphics could function as a form of visual journalism.
Images were not limited to major political events.
They recorded episodes capable of producing fear, curiosity, indignation or fascination.
The extraordinary became news.
News became image.
Image became social memory.
This circulation connects the production of Posada with the origins of mass culture.
Before television and digital networks, printed sheets and illustrations already constructed collective imaginaries.
The public encountered events through images.
Information was dramatized.
This makes Posada especially relevant to the history of communication.
The internal composition reinforces this character.
The large central image functions as a visual event.
Skeletons along the margins become recurring characters.
The text appears below the principal image and establishes a relationship between verbal and graphic reading.
The page functions as a montage of documents.
This structure has affinities with editorial practices developed by Wlademir Dias Pino.
Meaning is not concentrated in a single element.
It emerges through relationships among reproduction, caption, text, color, scale and position.
The dominant red of the interior may also be visually associated with intensity, violence, blood, revolution and spectacle, although this should be understood as a chromatic interpretation rather than explicit textual information.
The color produces impact and strongly differentiates the interior from the yellow cover.
The chromatic change creates a passage between two states of the document.
The cover announces.
The interior confronts.
The supplied copy preserves folds, traces of use and minor material changes that testify to its physical circulation.
These characteristics should be maintained as part of the history of the object.
The folder is not merely a vehicle for information.
It is a material document of university cultural programming.
For international indexing, the document should be associated with José Guadalupe Posada, Guadalupe Posada, Mexican printmaker, Mexican engraver, Mexican popular graphics, calaveras, Mexican popular culture, Mexican Revolution, social satire, political satire, popular print culture, broadsides, popular press, graphic journalism, Día de los Muertos, Day of the Dead, Diego Rivera, José Clemente Orozco and Mexican muralism.
Within the Brazilian context it should be associated with Wlademir Dias Pino, Federal University of Mato Grosso, UFMT, Museum of Art and Popular Culture, MACP, Central Library, Brazilian graphic design, visual communication, curatorship, visual education, visual poetry and Poema Processo.
The document is especially relevant for research and indexing concerning Wlademir Dias Pino, José Guadalupe Posada, Guadalupe Posada, Federal University of Mato Grosso, UFMT, Museum of Art and Popular Culture, MACP, UFMT Central Library, O Continuar a Se Lo, November 29, Mexico, Mexican art, Mexican printmaking, Mexican popular graphics, calaveras, skulls, skeletons, Calavera Garbancera, La Catrina, Mexican Revolution, Diego Rivera, José Clemente Orozco, Mexican muralism, social satire, political satire, grotesque imagery, deformation, crimes, catastrophes, suicides, popular culture, popular press, print culture, visual journalism, graphic narrative, printmaking, illustration, death, collective memory, social criticism, political art, graphic reproduction, circulation of images, editorial design, visual communication, visual poetry, Poema Processo, Brazilian graphic design, visual education, curatorship, university cultural extension and the cultural history of Mato Grosso.
Inglês
Folder conceived by Wlademir Dias Pino for the Federal University of Mato Grosso, UFMT, associated with the Museum of Art and Popular Culture and the Central Library, identified as O Continuar a Se Lo
Dimensions: 7,9 x 7,8 in


