Home Acervo Livro de artista Bloques de Clemente Padín, produzido em Montevidéu, Uruguai, em 1978. Publicação artesanal de circulação independente ligada à poesia visual, arte correio, livro de artista e arte conceitual latino americana.

Livro de artista Bloques de Clemente Padín, produzido em Montevidéu, Uruguai, em 1978. Publicação artesanal de circulação independente ligada à poesia visual, arte correio, livro de artista e arte conceitual latino americana.

Clemente Padín

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03428 - 1978 - Livro de Artista

16 x 11 cm

Livro de artista Bloques de Clemente Padín, produzido em Montevidéu, Uruguai, em 1978. Publicação artesanal de circulação independente ligada à poesia visual, arte correio, livro de artista e arte conceitual latino americana. O exemplar apresenta capa minimalista em papel envelhecido com o título Bloques 78 datilografado na margem inferior e o nome Clemente Padín. No verso aparece o endereço do artista em Lindoro Forteza 2713 Apto 3, Montevideo, Uruguay, informação importante para documentar sua circulação postal e sua inserção nas redes internacionais de Mail Art. A página interna reproduz uma composição gráfica formada por blocos geométricos em perspectiva, organizados como estruturas arquitetônicas que avançam e se sobrepõem no espaço. A obra transforma o bloco em signo visual e conceitual, sugerindo relações entre construção, confinamento, barreira, estrutura social, arquitetura de poder e resistência. Produzida em 1978, durante o período em que Padín estava preso pela ditadura militar uruguaia ou sob repressão direta do regime, a obra ganha forte dimensão política, pois a imagem de blocos pode ser lida como metáfora de clausura, censura, aprisionamento e controle institucional. Ao mesmo tempo, a organização visual aberta mantém relação com a poesia de processo, com a semiótica gráfica e com a comunicação visual experimental. Bloques dialoga com a ligação intensa de Clemente Padín com Álvaro de Sá, Neide de Sá, Wlademir Dias Pino, Moacy Cirne e outros artistas do Movimento Poema Processo no Brasil, especialmente pela defesa do poema como sistema visual, objeto de circulação e instrumento crítico. O exemplar constitui documento relevante da vanguarda uruguaia, da arte postal latino americana e das redes de solidariedade artística contra as ditaduras do Cone Sul.\n\nSalsa Program Text English\n\nArtist book Bloques by Clemente Padín, produced in Montevideo, Uruguay, in 1978. Handmade independent publication connected with visual poetry, mail art, artist books and Latin American conceptual art. The copy presents a minimalist aged paper cover with the title Bloques 78 typed at the lower margin and the name Clemente Padín. The reverse contains the artist address at Lindoro Forteza 2713 Apto 3, Montevideo, Uruguay, an important element for documenting postal circulation and Padín participation in international Mail Art networks. The inner page reproduces a graphic composition made of geometric blocks in perspective, arranged as architectural structures that advance, overlap and organize the visual field. The work transforms the block into a visual and conceptual sign, suggesting construction, confinement, barriers, social structure, architecture of power and resistance. Produced in 1978, during the period in which Padín was imprisoned by the Uruguayan military dictatorship or under direct repression by the regime, the work acquires a strong political dimension, as the blocks may be read as a metaphor for enclosure, censorship, imprisonment and institutional control. At the same time, the open visual organization relates to process poetry, graphic semiotics and experimental visual communication. Bloques is closely connected to Padín strong relationship with Álvaro de Sá, Neide de Sá, Wlademir Dias Pino, Moacy Cirne and other artists of the Brazilian Poema Processo movement, especially through the idea of the poem as a visual system, circulating object and critical instrument. This copy is an important document of the Uruguayan avant garde, Latin American postal art and artistic solidarity networks against the military dictatorships of the Southern Cone.

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