Home Acervo Sol Vermelho. Poemas 1971 a 1981. Samaral. Agosto de 1981.

Sol Vermelho. Poemas 1971 a 1981. Samaral. Agosto de 1981.

Samaral

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01170 - Agosto de 1981 - Livro de Artista

15,3 x 10,5 cm

Sol Vermelho. Poemas 1971 a 1981. Samaral. Agosto de 1981.\n\nLivro de artista e livro de poesia visual produzido por Samaral em agosto de 1981, reunindo uma década de experimentações poéticas realizadas entre 1971 e 1981. A capa apresenta um grande círculo vermelho sobre fundo neutro acompanhado do título Sol Vermelho e da inscrição Poemas 1971 a 1981 Samaral. A simplicidade gráfica da composição remete ao símbolo do sol, ao construtivismo, à síntese visual e às estratégias da poesia concreta e do Poema Processo.\n\nO interior do livro utiliza impressão monocromática vermelha e reproduz documentos, poemas, cartazes, recortes e intervenções gráficas acumuladas ao longo de dez anos de produção experimental. Entre os elementos identificáveis encontram se os poemas de forte conteúdo político e social como Somos massas tudo ou quase tudo sem as massas nada e referências à cultura popular, à imprensa alternativa e às redes de comunicação independentes.\n\nA publicação constitui um arquivo poético e documental da trajetória de Samaral durante a década de 1970 e o início da década de 1980. O livro articula poesia visual, livro de artista, memória gráfica e crítica social, transformando documentos efêmeros em uma narrativa editorial. Sol Vermelho representa uma síntese das pesquisas do artista sobre linguagem, participação coletiva, resistência cultural e circulação alternativa da poesia brasileira durante o período da ditadura militar.\n\nA obra insere se no contexto da poesia experimental brasileira, da arte postal, das edições independentes e das práticas interdisciplinares que aproximaram literatura, artes visuais e ativismo cultural no Brasil.\n\nText for the Salsa Program in English\n\nRed Sun. Poems 1971 to 1981. Samaral. August 1981.\n\nArtist book and visual poetry book created by Samaral in August 1981 bringing together a decade of poetic experiments produced between 1971 and 1981. The cover presents a large red circle on a neutral background together with the title Red Sun and the inscription Poems 1971 to 1981 Samaral. The graphic simplicity of the composition refers to the symbol of the sun, to constructive principles and to the visual synthesis characteristic of Concrete Poetry and Poema Processo.\n\nThe interior of the book uses monochromatic red printing and reproduces documents, poems, posters, clippings and graphic interventions accumulated during ten years of experimental production. Among the identifiable elements are poems with strong political and social content such as We are masses everything or almost everything without the masses nothing and references to popular culture, the alternative press and independent communication networks.\n\nThe publication constitutes a poetic and documentary archive of Samaral's trajectory during the 1970s and the beginning of the 1980s. The book articulates visual poetry, artist book, graphic memory and social criticism, transforming ephemeral documents into an editorial narrative. Red Sun represents a synthesis of the artist's investigations into language, collective participation, cultural resistance and alternative circulation of Brazilian poetry during the years of the military dictatorship.\n\nThe work belongs to the context of Brazilian experimental poetry, mail art, independent publishing and interdisciplinary practices that brought together literature, visual arts and cultural activism in Brazil.

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