Enoch Domingos - Enoch Domingos da Cruz
Local de nascimento: Recife, Pernambuco
Data de nascimento: 10 de outubro de 1947
BIOGRAFIA EM PORTUGUÊSEnoch Domingos da Cruz, conhecido artisticamente como Enoch Domingos, nasceu em 10 de outubro de 1947, em Recife, Pernambuco. Músico, compositor, artista plástico, poeta, escritor, autor ligado aos quadrinhos e profissional de comunicação, desenvolveu uma trajetória interdisciplinar que se consolidou sobretudo em Natal, Rio Grande do Norte, para onde se transferiu em 1970. Sua produção ocupa uma posição particular na cultura experimental potiguar por aproximar música, poesia, artes visuais, histórias em quadrinhos, imprensa alternativa e comunicação universitária. No campo das vanguardas brasileiras, sua presença está documentada na Equipe Processo de Natal, em atividades relacionadas ao Poema Processo, no Grupo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos, GRUPEHQ, e em publicações de poesia visual e experimentação gráfica.A iniciação artística de Enoch Domingos ocorreu ainda na adolescência. Fontes biográficas registram que começou a trabalhar com música por volta dos treze anos, tocando violão em bailes, clubes e casas noturnas. Durante a década de 1960 participou, em Pernambuco, dos grupos Os Moderatos e Silver Jets. Em 1970 mudou se para Natal, onde sua atividade musical passou a integrar de forma permanente a vida cultural norte rio grandense. Atuou no conjunto Impacto Cinco, integrou a Orquestra do América Futebol Clube sob a direção do maestro Waldemar Ernesto e formou, com João Galvão e Babal, o trio O Bando de Natal.A inserção de Enoch Domingos no ambiente do Poema Processo e da poesia experimental em Natal constitui um dos aspectos historicamente mais relevantes de sua trajetória visual e literária. Pesquisa acadêmica sobre as vanguardas brasileiras o identifica pelo nome completo, Enoch Domingos da Cruz, como integrante da Equipe Processo de Natal e também ligado ao GRUPEHQ. O mesmo estudo destaca experiências em que os quadrinhos foram tratados como espaço poético e associa sua produção ao conceito de linguagem enoquiana, denominação registrada por Anchieta Fernandes na Revista de Cultura Vozes em 1974. Nesse campo, a estrutura sequencial dos quadrinhos, a comunicação visual e a articulação entre figura, narrativa e signo eram investigadas como possibilidades de expansão da linguagem poética.Essa aproximação entre Poema Processo e histórias em quadrinhos ocorreu num ambiente coletivo particularmente ativo em Natal. Documento posteriormente republicado sobre as relações entre o Nordeste e as vanguardas registra Enoch Domingos entre os signatários de formulações do GRUPEHQ que defendiam experimentação gráfica, pesquisa da fotonovela, ruptura com a narrativa linear e aproximação dos quadrinhos às experiências do Poema Processo. Entre os demais nomes relacionados estavam Adler Fontenelle, Anchieta Fernandes, Alcides Sales, Bosco Lopes, Carolina Amaral, Cícero Correia, Emanoel Amaral, Guilherme Aragão, Josué Maia, Lindberg Revoredo, Luís Pinheiro e Reinaldo Azevedo. O texto foi originalmente publicado na Revista de Cultura Vozes número 10, em 1973.Outra fonte primária para compreender essa inserção é Projeto 7, publicação da Equipe Processo produzida em Natal. O documento identifica Anchieta Fernandes, J. Bosco Lopes, Enoch Domingos, Falves Silva, Racine Santos e Natanael Virgilio como participantes. A publicação articula textos programáticos e reproduções de trabalhos relacionados ao Poema Processo, defendendo uma poesia baseada em estruturas visuais, relações gráficas e espaciais, transformação da informação, multiplicidade de leituras e procedimentos antiverbais. A presença nominal de Enoch Domingos nesse documento estabelece sua relação direta com a rede potiguar do Poema Processo.No universo dos quadrinhos, Enoch Domingos esteve ligado desde os anos 1970 ao GRUPEHQ e participou da consolidação de uma produção autoral e experimental no Rio Grande do Norte. Fonte dedicada à história dos quadrinhos potiguares registra sua participação na 2ª Exposição Norte Riograndense de Histórias em Quadrinhos, realizada em 1974 na Biblioteca Pública Câmara Cascudo, ao lado de Aucides Sales, Emanoel Amaral, Adler Pereira, Cícero Gomes, Edmar Viana, João Antônio Fernandes, Luís Pinheiro, Reinaldo Azevedo e Tarcísio Motta.Em meados da década de 1970, sua atividade editorial ganhou especial importância. Pesquisa sobre a poesia potiguar registra o lançamento, em 1974, de Udigrudi, publicação mimeografada associada a Enoch Domingos. Em 1976, ele e Aucides Sales criaram a revista Maturi, uma publicação independente de histórias em quadrinhos desenvolvida em Natal. Estudos acadêmicos confirmam a criação da revista pela dupla e sua circulação no contexto do GRUPEHQ.Maturi tornou se um dos principais pontos de encontro entre humor gráfico, quadrinhos de autor, sátira, cultura alternativa e experimentação visual na produção potiguar dos anos 1970. A edição Maturi Nº A, Primeiro Ano, de março de 1976, identifica Enoch Domingos como editor e apresenta, entre outros conteúdos, a história Transa Geral, criada por Aurélio e Enoch, com participação de Emanuel Medeiros e letras de João Antônio. A edição seguinte, Maturi Nº B, Ano 1, de abril de 1976, também registra Enoch Domingos como editor e reúne quadrinhos, ilustração, humor gráfico e experimentação visual.Fontes dedicadas à história da publicação informam que Maturi foi criada por Enoch Domingos e Aucides Sales quando ambos trabalhavam na gráfica da Fundação José Augusto. O pequeno formato da revista possibilitava economia de impressão, enquanto sua proposta gráfica dialogava com o humor underground e com formas de narrativa não convencionais. A primeira fase teria alcançado sete números entre 1976 e 1977.A atuação de Enoch Domingos também alcançou circuitos nacionais e internacionais de poesia visual, publicação experimental e arte postal. O arquivo da Galeria Superfície documenta sua participação em Olho Mágico, mostra internacional de arte postal organizada por Falves Silva em 1978. A documentação registra Enoch Domingos entre os participantes ao lado de nomes brasileiros e estrangeiros como Wlademir Dias Pino, Neide Sá, Paulo Bruscky, J. Medeiros, Moacy Cirne, Almandrade, Joaquim Branco, Ulises Carrión, Pat Larter e Mario Lara. A circulação documentada de Olho Mágico passou por Natal, Recife e João Pessoa.Um cartaz associado a Olho Mágico registra ainda o Show Frutos da Memória, realizado nos dias 4 e 5 de dezembro de 1978 no Teatrinho do Centro de Turismo, com Enoch Domingos, Von Lima, Márcio Tassino e Pereirinha. O registro revela a coexistência, em seu percurso, de produção musical, poesia, experimentação visual e atividades integradas à programação cultural de Natal.Em 1979, Enoch Domingos aparece entre os participantes de Kaldron número 9, publicação norte americana de poesia visual editada por Karl Kempton. Sua presença, ao lado de Falves Silva e Paulo Bruscky, documenta a circulação de trabalhos brasileiros em redes internacionais de poesia experimental.Na década de 1980 e posteriormente, sua produção continuou aparecendo em publicações ligadas à poesia visual e às redes alternativas. A Galeria Superfície registra trabalho de Enoch Domingos, grafado em algumas fontes como Enock Domingos, em A Margem Inform Ação Cultural nº 7, de 1987, ao lado de artistas e poetas como Wlademir Dias Pino, Pat Larter, Paco Cac, Clotilde Tavares, Marisa Da Riz, Vittore Baroni, Mario Lara, Falves Silva, Steven Hitchcock, Bené Fonteles, Iaperi Araújo e Gino Gini. O nome também aparece entre os participantes registrados em edições de A Margem preservadas no acervo do Poema Processo.Paralelamente às artes visuais e aos quadrinhos, Enoch Domingos manteve produção literária. A Coleção Isaura Amélia, da Universidade Federal Rural do Semi Árido, registra os livros alternativos A Morte Funcionária, de contos, 1980; Akó, também de contos, 1980; Frutos da Memória I e II, de poemas, 1982; Parasitos, conto diminuto, 1983; e Ao Norte de Libra, contos, 1989. Outra fonte apresenta a grafia Parasitus para a publicação de 1983, divergência que deve ser mantida em aberto até conferência de exemplar ou documentação editorial primária. O mesmo registro informa que publicou artigos na Tribuna do Norte, no Diário do Comércio do Recife, em periódico do Piauí e no Suplemento Literário de Minas Gerais.Na dramaturgia, venceu em 1993 concurso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte com A Bruxa Que Virou a Mesa, texto infantil, e O Carrasco, texto adulto. Sua atuação teatral incluiu também composição de trilhas para montagens como Apareceu a Margarida, A Pena e a Lei, Os Andantes, Antígona e Canto Geral do Rio Grande do Norte, conforme registros biográficos disponíveis.A composição musical permaneceu outro núcleo de sua trajetória. Há registros fonográficos de obras como No cio do rio e Afeto farto, incluídas em gravação do Impacto Cinco, além de Caminhante, em parceria com João Nascimento Galvão, e Adeus Natal. A canção Rosa de Maio é creditada a Enoch Domingos da Cruz e Gileno Osorio Wanderley de Azevedo, Leno, em base que registra a identificação dos compositores.A partir de 1979, Enoch Domingos passou também a desenvolver atividades na TV Universitária vinculada à UFRN, inicialmente em criação de jingles e roteiros para programas educativos. Produziu e apresentou programas como Hora Livre, MPB 5, Mesa de Botequim, Canto Geral e Viajando o Sertão. Em 2000 participou da implantação da FM Universitária e assumiu funções de direção de programação. Em 2007 aparece documentado como Diretor de Programação e Produção da FM Universitária 88,9 da UFRN. Documento institucional do período também identifica Enoch Domingos na direção da emissora.A trajetória de Enoch Domingos é, portanto, caracterizada pela circulação entre campos normalmente estudados separadamente. Sua produção conecta o Poema Processo, a poesia visual, os quadrinhos experimentais, o GRUPEHQ, a revista Maturi, a imprensa alternativa, a composição musical, a literatura, o teatro e a comunicação universitária. Sua participação documentada na Equipe Processo de Natal e nas experiências que aproximaram poesia e histórias em quadrinhos permite situá lo na história das vanguardas visuais desenvolvidas no Rio Grande do Norte. Ao mesmo tempo, Maturi, Projeto 7, Olho Mágico, Kaldron e A Margem registram diferentes etapas de sua inserção em redes de produção, edição e circulação experimental brasileiras e internacionais.
English
BIOGRAPHY IN ENGLISHEnoch Domingos da Cruz, professionally known as Enoch Domingos, was born on 10 October 1947 in Recife, Pernambuco, Brazil. A musician, composer, visual artist, poet, writer, comics author and communications professional, he developed an interdisciplinary career that became particularly associated with Natal, Rio Grande do Norte, where he settled in 1970. His work occupies a distinctive position within the experimental culture of northeastern Brazil through its connections between music, poetry, visual art, comics, alternative publishing and university broadcasting. Within Brazilian avant garde practices, his participation is documented in Equipe Processo in Natal, activities associated with Poema Processo, the Grupo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos, GRUPEHQ, and publications devoted to visual poetry and graphic experimentation.Domingos began his artistic activity during adolescence. Biographical sources state that he started working as a musician at approximately thirteen years of age, playing guitar in dance bands, clubs and night venues. During the 1960s he performed in Pernambuco with Os Moderatos and Silver Jets. In 1970 he moved to Natal, where his musical career became permanently connected with cultural life in Rio Grande do Norte. He performed with Impacto Cinco, joined the orchestra of América Futebol Clube under conductor Waldemar Ernesto and formed O Bando de Natal with João Galvão and Babal.His involvement with Poema Processo and experimental poetry in Natal is among the historically significant aspects of his visual and literary activity. Academic research on Brazilian avant garde movements identifies Enoch Domingos da Cruz as a member of Equipe Processo in Natal and as an artist associated with GRUPEHQ. The same study discusses experiments in which comics were treated as a poetic space and refers to what Anchieta Fernandes described in Revista de Cultura Vozes in 1974 as linguagem enoquiana, or Enochian language. In this context, sequential comics, visual communication and relationships between image, narrative and sign became methods for expanding poetic language.The convergence between Poema Processo and comics developed within an especially active collective environment in Natal. A document on northeastern Brazilian avant gardes records Enoch Domingos among the signatories of GRUPEHQ propositions advocating graphic experimentation, research into photonovels, alternatives to linear narrative and an engagement with the structural innovations of Poema Processo. Other names associated with the document include Adler Fontenelle, Anchieta Fernandes, Alcides Sales, Bosco Lopes, Carolina Amaral, Cícero Correia, Emanoel Amaral, Guilherme Aragão, Josué Maia, Lindberg Revoredo, Luís Pinheiro and Reinaldo Azevedo. The text was originally published in Revista de Cultura Vozes number 10 in 1973.Projeto 7 provides additional primary documentation of his participation in this context. Produced by Equipe Processo in Natal, the publication identifies Anchieta Fernandes, J. Bosco Lopes, Enoch Domingos, Falves Silva, Racine Santos and Natanael Virgilio as participants. Its programmatic texts and reproduced works address Poema Processo through visual structures, graphic and spatial relationships, transformation of information, multiple readings and anti verbal experimentation. The explicit presence of Domingos in the publication documents his relationship with the Poema Processo network in Rio Grande do Norte.In comics, Domingos was associated with GRUPEHQ and with the development of independent and experimental graphic narratives in Rio Grande do Norte. A source dedicated to the history of comics in the state documents his participation in the 2ª Exposição Norte Riograndense de Histórias em Quadrinhos, held in 1974 at Biblioteca Pública Câmara Cascudo, together with Aucides Sales, Emanoel Amaral, Adler Pereira, Cícero Gomes, Edmar Viana, João Antônio Fernandes, Luís Pinheiro, Reinaldo Azevedo and Tarcísio Motta.His editorial activity became particularly significant during the mid 1970s. Academic research on poetry in Rio Grande do Norte records the launch in 1974 of Udigrudi, a mimeographed publication associated with Enoch Domingos. In 1976 he and Aucides Sales created Maturi, an independent comics publication produced in Natal. Academic research confirms the creation of the magazine by the two artists and its circulation within the broader history of GRUPEHQ.Maturi became an important meeting point for graphic humor, independent comics, satire, alternative culture and visual experimentation in Rio Grande do Norte during the 1970s. Maturi Nº A, Primeiro Ano, dated March 1976, identifies Domingos as editor and includes the comic Transa Geral, created by Aurélio and Enoch with the participation of Emanuel Medeiros and lettering by João Antônio. Maturi Nº B, Ano 1, dated April 1976, likewise identifies Enoch Domingos as editor and brings together comics, illustration, graphic humor and experimental visual production.Historical accounts of the magazine state that Domingos and Aucides Sales created Maturi while working at the printing department of Fundação José Augusto. Its small format reduced production costs, while its graphic language engaged with underground humor and unconventional approaches to comics narration. The first phase is reported to have reached seven issues between 1976 and 1977.Domingos also participated in national and international networks of visual poetry, experimental publishing and mail art. The Galeria Superfície archive documents him among the participants in Olho Mágico, an international mail art exhibition organized by Falves Silva in 1978. The documentation lists him alongside Brazilian and international participants including Wlademir Dias Pino, Neide Sá, Paulo Bruscky, J. Medeiros, Moacy Cirne, Almandrade, Joaquim Branco, Ulises Carrión, Pat Larter and Mario Lara. Documentation of Olho Mágico records circulation through Natal, Recife and João Pessoa.A poster associated with Olho Mágico also records Show Frutos da Memória, presented on 4 and 5 December 1978 at the Teatrinho do Centro de Turismo, with Enoch Domingos, Von Lima, Márcio Tassino and Pereirinha. The document demonstrates the coexistence in his practice of music, poetry, visual experimentation and collective cultural programming in Natal.In 1979 Domingos was included among contributors to Kaldron number 9, the United States visual poetry publication edited by Karl Kempton. His presence alongside Falves Silva and Paulo Bruscky documents the circulation of Brazilian experimental production within an international visual poetry network.During the 1980s his work continued to appear in publications associated with visual poetry and alternative artistic networks. Galeria Superfície records a work by Enoch Domingos, whose name is rendered in some documentary sources as Enock Domingos, in A Margem Inform Ação Cultural nº 7 in 1987. Other contributors included Wlademir Dias Pino, Pat Larter, Paco Cac, Clotilde Tavares, Marisa Da Riz, Vittore Baroni, Mario Lara, Falves Silva, Steven Hitchcock, Bené Fonteles, Iaperi Araújo and Gino Gini. His name also appears in participant records connected with issues of A Margem preserved by Poema Processo.Alongside visual art and comics, Domingos developed a literary practice. The Coleção Isaura Amélia at Universidade Federal Rural do Semi Árido records the alternative books A Morte Funcionária, short stories, 1980; Akó, short stories, 1980; Frutos da Memória I e II, poetry, 1982; Parasitos, a short prose work, 1983; and Ao Norte de Libra, short stories, 1989. Another source gives the 1983 title as Parasitus. This variant should remain unresolved until an original copy or primary editorial documentation is examined. The same institutional record states that Domingos published articles in Tribuna do Norte, Diário do Comércio in Recife, a periodical in Piauí and Suplemento Literário de Minas Gerais.As a playwright, Domingos won a Universidade Federal do Rio Grande do Norte drama competition in 1993 with A Bruxa Que Virou a Mesa, a work for children, and O Carrasco, a work for adults. His theatrical activity also included musical scores for productions such as Apareceu a Margarida, A Pena e a Lei, Os Andantes, Antígona and Canto Geral do Rio Grande do Norte, according to available biographical records.Composition remained another central area of his activity. Documented recordings include No cio do rio and Afeto farto in a recording by Impacto Cinco, as well as Caminhante, composed with João Nascimento Galvão, and Adeus Natal. Rosa de Maio is credited to Enoch Domingos da Cruz and Gileno Osorio Wanderley de Azevedo, known as Leno, in a database identifying the composers.Beginning in 1979, Domingos also worked at TV Universitária associated with UFRN, initially producing jingles and scripts for educational programming. He produced and presented programs including Hora Livre, MPB 5, Mesa de Botequim, Canto Geral and Viajando o Sertão. In 2000 he participated in the implementation of FM Universitária and assumed programming management responsibilities. In 2007 he was documented as Director of Programming and Production of FM Universitária 88.9 at UFRN, while an institutional document from the same period also identifies him in the station management structure.Enoch Domingos career is therefore characterized by movement across artistic and communication fields that are often studied separately. His production connects Poema Processo, visual poetry, experimental comics, GRUPEHQ, Maturi, alternative publishing, musical composition, literature, theatre and university broadcasting. His documented participation in Equipe Processo in Natal and in experiments connecting poetry and comics places his work within the history of visual avant garde practices developed in Rio Grande do Norte. Maturi, Projeto 7, Olho Mágico, Kaldron and A Margem further record successive stages of his participation in Brazilian and international experimental production, publishing and circulation networks.
Currículo
CURRÍCULO EM PORTUGUÊSIDENTIFICAÇÃONome principal: Enoch DomingosNome completo: Enoch Domingos da CruzOutra grafia documentada: Enock Domingos, encontrada em determinados documentos e registros de publicaçõesNascimento: 10 de outubro de 1947Local de nascimento: Recife, Pernambuco, BrasilNacionalidade: brasileiraPrincipal cidade de atuação documentada: Natal, Rio Grande do Norte, BrasilÁreas de atuação: música, composição, artes visuais, poesia, literatura, histórias em quadrinhos, edição, dramaturgia e comunicaçãoMovimentos e campos relacionados: Poema Processo, poesia visual, poesia experimental, quadrinhos experimentais, imprensa alternativa e produção editorial independenteGrupos e redes documentadas: Equipe Processo de Natal e GRUPEHQ, Grupo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos.FORMAÇÃOFormação acadêmica formal: não localizada nas fontes consultadas.Aprendizado musical inicial: fontes biográficas registram contato com a prática do violão por influência familiar e início de atividade musical aproximadamente aos treze anos.ATUAÇÃO PROFISSIONALDécada de 1960Atuação musical em Pernambuco nos grupos Os Moderatos e Silver Jets.1970Mudança de Recife para Natal.Atuação em conjuntos musicais de Natal, incluindo Impacto Cinco.Participação na Orquestra do América Futebol Clube, dirigida pelo maestro Waldemar Ernesto.Formação do trio O Bando de Natal com João Galvão e Babal.1979Início documentado de atividades na TV Universitária vinculada à UFRN, com produção de jingles e roteiros educativos. Posteriormente produziu e apresentou Hora Livre, MPB 5, Mesa de Botequim, Canto Geral e Viajando o Sertão.2000Participação na implantação da FM Universitária da UFRN e atuação na direção de programação.2007Documentado como Diretor de Programação e Produção da FM Universitária 88,9 da UFRN. Documento institucional do período também registra Enoch Domingos na direção da emissora.MOVIMENTOS, GRUPOS E COLETIVOSDécada de 1970Equipe Processo de NatalParticipação documentada no núcleo potiguar relacionado ao Poema Processo. Pesquisa acadêmica identifica Enoch Domingos da Cruz como integrante da Equipe Processo de Natal.GRUPEHQGrupo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos, Natal.Enoch Domingos é documentado como um de seus fundadores ou integrantes diretamente envolvidos em suas atividades de pesquisa e produção. Participou de proposições que aproximaram histórias em quadrinhos, experimentação gráfica e Poema Processo.PROJETOS E COLABORAÇÕESDécada de 1970Projeto 7Publicação da Equipe Processo em Natal.Participantes identificados: Anchieta Fernandes, J. Bosco Lopes, Enoch Domingos, Falves Silva, Racine Santos e Natanael Virgilio.Campo: Poema Processo, poesia visual, comunicação gráfica e experimentação estrutural.1976MaturiCriação da revista em colaboração com Aucides Sales.Atuação de Enoch Domingos como criador e editor.Local: Natal, Rio Grande do Norte.Campo: histórias em quadrinhos, humor gráfico, imprensa alternativa e experimentação visual.EXPOSIÇÕES INDIVIDUAISNão foram localizadas, nas fontes consultadas para esta pesquisa, exposições individuais de Enoch Domingos com documentação suficiente para catalogação.EXPOSIÇÕES COLETIVAS19742ª Exposição Norte Riograndense de Histórias em QuadrinhosLocal: Biblioteca Pública Câmara CascudoCidade: Natal, Rio Grande do Norte, BrasilParticipação documentada: Enoch Domingos, Aucides Sales, Emanoel Amaral, Adler Pereira, Cícero Gomes, Edmar Viana, João Antônio Fernandes, Luís Pinheiro, Reinaldo Azevedo e Tarcísio Motta.1978Olho Mágico, Mostra Internacional de Arte PostalOrganização: Falves SilvaPrimeira circulação documentada: Natal, Rio Grande do NorteDesdobramentos documentados: 2º Festival de Inverno da UNICAP, Recife, e Núcleo de Arte Contemporânea, João PessoaParticipação documentada de Enoch Domingos junto a artistas brasileiros e internacionais ligados à arte postal, poesia visual e produção experimental.BIENAIS, SALÕES E FESTIVAISParticipações adicionais com documentação individual suficientemente precisa não foram localizadas nas fontes consultadas.LIVROS ESCRITOS OU ORGANIZADOS1980A Morte FuncionáriaGênero: contos.1980AkóGênero: contos.1982Frutos da Memória I e IIGênero: poemas.1983ParasitosClassificação registrada: conto diminuto.Variante de título localizada em outra fonte: Parasitus.A divergência ortográfica permanece pendente de conferência em exemplar original.1989Ao Norte de LibraGênero: contos.LIVROS DE ARTISTA E PUBLICAÇÕES DE ARTISTA1974UdigrudiTipo: publicação mimeografada alternativa.Pesquisa acadêmica sobre poesia potiguar atribui seu lançamento a Enoch Domingos.Década de 1970Projeto 7Tipo: publicação coletiva experimental da Equipe Processo.Participação: Enoch Domingos entre os integrantes nominalmente identificados.REVISTAS E PERIÓDICOS1976, marçoMaturi Nº A, Primeiro AnoLocal: Natal, Rio Grande do NorteFunção: editor e cocriador da revista.Conteúdo relacionado: Transa Geral, criada por Aurélio e Enoch, com participação de Emanuel Medeiros e letras de João Antônio.1976, abrilMaturi Nº B, Ano 1Local: Natal, Rio Grande do NorteFunção: editor.Conteúdo: histórias em quadrinhos, ilustração, humor gráfico e experimentação visual.1976 a 1977MaturiPrimeira fase da revista.Fonte histórica consultada registra sete números publicados nesse período.1979Kaldron nº 9Editor: Karl KemptonPaís: Estados UnidosParticipação documentada: Enoch Domingos, Falves Silva e Paulo Bruscky entre os participantes brasileiros identificados na edição.1987A Margem Inform Ação Cultural nº 7Local relacionado: Natal, Rio Grande do NorteParticipação: trabalho de Enoch Domingos, grafado no registro da Galeria Superfície como Enock Domingos.Outros participantes incluem Wlademir Dias Pino, Pat Larter, Paco Cac, Clotilde Tavares, Marisa Da Riz, Vittore Baroni, Mario Lara, Falves Silva, Steven Hitchcock, Bené Fonteles, Iaperi Araújo e Gino Gini.1987 a 1988A Margem Inform Ação CulturalOutras ocorrências documentais de Enoch ou Enock Domingos aparecem em registros de edições preservadas em acervos relacionados ao Poema Processo.ARTIGOS, ENSAIOS, CAPÍTULOS E TEXTOSSem datas individualizadas localizadasArtigos publicados na Tribuna do Norte, Natal.Artigos publicados no Diário do Comércio, Recife.Publicações em periódico do Piauí.Textos no Suplemento Literário de Minas Gerais.MANIFESTOS E DOCUMENTOS HISTÓRICOS1973Texto de formulação do GRUPEHQ publicado originalmente na Revista de Cultura Vozes nº 10.Enoch Domingos aparece entre os signatários.O documento aborda histórias em quadrinhos, pesquisa gráfica, fotonovela, narrativa antilinear e relações com o Poema Processo.1974Anchieta Fernandes registra o conceito de linguagem enoquiana em Chaves para a significação, publicado na Revista de Cultura Vozes, ano 68, número 6, agosto de 1974. A expressão aparece em pesquisa acadêmica que analisa experiências de Enoch Domingos na articulação entre poesia e quadrinhos.ATIVIDADES MUSICAIS E COMPOSIÇÕES DOCUMENTADASDécada de 1960Os ModeratosSilver JetsAtuação como músico em Pernambuco.Década de 1970Impacto CincoOrquestra do América Futebol ClubeO Bando de Natal.Composições documentadasNo cio do rio, Enoch DomingosAfeto farto, Enoch DomingosCaminhante, Enoch Domingos e João Nascimento GalvãoAdeus Natal, Enoch DomingosRosa de Maio, Enoch Domingos da Cruz e Gileno Osorio Wanderley de Azevedo, Leno.TEATRO E DRAMATURGIA1993Concurso de dramaturgia da UFRNA Bruxa Que Virou a MesaCategoria ou natureza: texto infantilO CarrascoCategoria ou natureza: texto adultoResultado documentado: trabalhos vencedores do concurso citado pela fonte institucional.Trilhas sonoras relacionadas a teatroApareceu a MargaridaA Pena e a LeiOs AndantesAntígonaCanto Geral do Rio Grande do Norte.PROGRAMAS DE TELEVISÃO E RÁDIOTV UniversitáriaHora LivreMPB 5Mesa de BotequimCanto GeralViajando o Sertão.FM Universitária 88,9 da UFRNParticipação na implantação a partir de 2000.Direção de programação.Diretor de Programação e Produção documentado em 2007.PRÊMIOS1993Concurso de dramaturgia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.Obras relacionadas: A Bruxa Que Virou a Mesa e O Carrasco.COLEÇÕES PÚBLICASUniversidade Federal Rural do Semi ÁridoColeção Isaura AméliaMantém registro biográfico de Enoch Domingos e documentação sobre sua produção cultural.COLEÇÕES E ARQUIVOS DOCUMENTAISGaleria SuperfícieDocumentação relacionada a Olho Mágico, A Margem, poesia visual, Poema Processo e redes de arte postal que inclui Enoch Domingos.Acervo Poema ProcessoDocumentação relacionada a Projeto 7, Maturi, A Margem e materiais que estabelecem relações entre Enoch Domingos, Equipe Processo, poesia visual e produção experimental em Natal.BIBLIOGRAFIA SELECIONADAFernandes, Anchieta. Chaves para a significação. Revista de Cultura Vozes, ano 68, nº 6, agosto de 1974. Referência documentada em pesquisa acadêmica sobre Enoch Domingos.Geração alternativa, Antilogia poética potiguar anos 70 e 80. Organização de J. Medeiros. Natal, Amarela Edições, 1997. A publicação inclui Enoch Domingos entre os poetas relacionados à produção experimental potiguar.CRONOLOGIA194710 de outubro. Nascimento de Enoch Domingos da Cruz em Recife, Pernambuco.Década de 1960Atuação musical em Pernambuco. Participação nos grupos Os Moderatos e Silver Jets.1970Mudança para Natal, Rio Grande do Norte.Atuação com Impacto Cinco, Orquestra do América Futebol Clube e posteriormente O Bando de Natal.Década de 1970Integração à Equipe Processo de Natal e atividades relacionadas ao GRUPEHQ e ao Poema Processo.1973Nome entre os signatários de formulações do GRUPEHQ publicadas na Revista de Cultura Vozes nº 10.1974Participação documentada na 2ª Exposição Norte Riograndense de Histórias em Quadrinhos.Lançamento de Udigrudi segundo pesquisa acadêmica.Anchieta Fernandes registra a expressão linguagem enoquiana em estudo publicado na Revista de Cultura Vozes.1976Criação de Maturi em colaboração com Aucides Sales.Março. Maturi Nº A.Abril. Maturi Nº B.1976 a 1977Primeira fase documentada de Maturi, com sete números segundo fonte histórica consultada.1978Participação documentada em Olho Mágico, projeto internacional de arte postal organizado por Falves Silva.4 e 5 de dezembro. Show Frutos da Memória no Teatrinho do Centro de Turismo, com Enoch Domingos, Von Lima, Márcio Tassino e Pereirinha.1979Participação em Kaldron nº 9.Início documentado de atuação na TV Universitária.1980Publicação de A Morte Funcionária.Publicação de Akó.1982Publicação de Frutos da Memória I e II.1983Publicação de Parasitos, também grafado Parasitus em outra fonte.1987Trabalho documentado em A Margem Inform Ação Cultural nº 7.1989Publicação de Ao Norte de Libra.1993Vence concurso de dramaturgia da UFRN com A Bruxa Que Virou a Mesa e O Carrasco.2000Participação na implantação da FM Universitária da UFRN e atuação na direção de programação.2007Documentado como Diretor de Programação e Produção da FM Universitária 88,9 da UFRN.
English
CURRICULUM IN ENGLISHIDENTIFICATIONPrimary name: Enoch DomingosFull name: Enoch Domingos da CruzDocumented variant: Enock Domingos, found in certain archival and publication recordsBorn: 10 October 1947Place of birth: Recife, Pernambuco, BrazilNationality: BrazilianPrincipal documented city of activity: Natal, Rio Grande do Norte, BrazilFields: music, composition, visual art, poetry, literature, comics, editing, playwriting and broadcastingAssociated movements and fields: Poema Processo, visual poetry, experimental poetry, experimental comics, alternative publishing and independent publishingDocumented groups and networks: Equipe Processo in Natal and GRUPEHQ, Grupo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos.EDUCATIONFormal academic education: not located in the sources consulted.Early musical training: biographical sources record family influence in guitar playing and the beginning of professional or semi professional musical activity at approximately thirteen years of age.PROFESSIONAL ACTIVITIES1960sMusical activity in Pernambuco with Os Moderatos and Silver Jets.1970Moved from Recife to Natal.Performed with Impacto Cinco.Played with the orchestra of América Futebol Clube under conductor Waldemar Ernesto.Formed O Bando de Natal with João Galvão and Babal.1979Beginning of documented activity at TV Universitária associated with UFRN, including jingles and scripts for educational programming. He subsequently produced and presented Hora Livre, MPB 5, Mesa de Botequim, Canto Geral and Viajando o Sertão.2000Participation in the implementation of FM Universitária at UFRN and work in programming management.2007Documented as Director of Programming and Production at FM Universitária 88.9, UFRN. An institutional document from the same period also identifies Enoch Domingos in station management.MOVEMENTS, GROUPS AND COLLECTIVES1970sEquipe Processo, NatalDocumented participation in the Rio Grande do Norte group associated with Poema Processo. Academic research identifies Enoch Domingos da Cruz as a member of Equipe Processo in Natal.GRUPEHQGrupo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos, Natal.Domingos is documented as a founder or directly involved participant in the group. He contributed to propositions connecting comics, graphic experimentation and Poema Processo.PROJECTS AND COLLABORATIONS1970sProjeto 7Experimental publication by Equipe Processo in Natal.Identified participants: Anchieta Fernandes, J. Bosco Lopes, Enoch Domingos, Falves Silva, Racine Santos and Natanael Virgilio.Fields: Poema Processo, visual poetry, graphic communication and structural experimentation.1976MaturiMagazine created with Aucides Sales.Role: co creator and editor.Location: Natal, Rio Grande do Norte, Brazil.Fields: comics, graphic humor, alternative publishing and visual experimentation.SOLO EXHIBITIONSNo solo exhibition by Enoch Domingos with sufficiently detailed documentation for cataloguing was located in the sources consulted for this research.GROUP EXHIBITIONS19742ª Exposição Norte Riograndense de Histórias em QuadrinhosVenue: Biblioteca Pública Câmara CascudoCity: Natal, Rio Grande do Norte, BrazilDocumented participants include Enoch Domingos, Aucides Sales, Emanoel Amaral, Adler Pereira, Cícero Gomes, Edmar Viana, João Antônio Fernandes, Luís Pinheiro, Reinaldo Azevedo and Tarcísio Motta.1978Olho Mágico, Mostra Internacional de Arte PostalOrganizer: Falves SilvaFirst documented location: Natal, Rio Grande do NorteDocumented subsequent circulation: 2º Festival de Inverno da UNICAP, Recife, and Núcleo de Arte Contemporânea, João PessoaEnoch Domingos is documented among Brazilian and international participants connected with mail art, visual poetry and experimental production.BIENNIALS, ART SALONS AND FESTIVALSAdditional participations supported by sufficiently precise individual documentation were not located in the sources consulted.AUTHORED AND EDITED BOOKS1980A Morte FuncionáriaGenre: short stories.1980AkóGenre: short stories.1982Frutos da Memória I e IIGenre: poetry.1983ParasitosRecorded classification: very short story.Variant title found in another source: Parasitus.The spelling discrepancy remains unresolved pending examination of an original copy or primary editorial documentation.1989Ao Norte de LibraGenre: short stories.ARTISTS BOOKS AND ARTISTS PUBLICATIONS1974UdigrudiType: alternative mimeographed publication.Academic research on poetry in Rio Grande do Norte attributes its launch to Enoch Domingos.1970sProjeto 7Type: collective experimental publication by Equipe Processo.Participation: Enoch Domingos among the explicitly identified participants.JOURNALS AND PERIODICALSMarch 1976Maturi Nº A, Primeiro AnoLocation: Natal, Rio Grande do NorteRole: editor and co creator.Related content: Transa Geral, created by Aurélio and Enoch with participation by Emanuel Medeiros and lettering by João Antônio.April 1976Maturi Nº B, Ano 1Location: Natal, Rio Grande do NorteRole: editor.Contents include comics, illustration, graphic humor and visual experimentation.1976 to 1977MaturiFirst phase of publication.A historical source consulted records seven issues during this period.1979Kaldron nº 9Editor: Karl KemptonCountry: United StatesDocumented participation: Enoch Domingos, Falves Silva and Paulo Bruscky among the Brazilian contributors identified in the issue.1987A Margem Inform Ação Cultural nº 7Location associated with publication: Natal, Rio Grande do NorteParticipation: work by Enoch Domingos, rendered as Enock Domingos in the Galeria Superfície record.Other contributors include Wlademir Dias Pino, Pat Larter, Paco Cac, Clotilde Tavares, Marisa Da Riz, Vittore Baroni, Mario Lara, Falves Silva, Steven Hitchcock, Bené Fonteles, Iaperi Araújo and Gino Gini.1987 to 1988A Margem Inform Ação CulturalAdditional documentary occurrences of Enoch or Enock Domingos appear in records of issues preserved in archives associated with Poema Processo.ESSAYS, ARTICLES, BOOK CHAPTERS AND TEXTSDates not individually establishedArticles published in Tribuna do Norte, Natal.Articles published in Diário do Comércio, Recife.Publications in a periodical in Piauí.Texts in Suplemento Literário de Minas Gerais.MANIFESTOS AND HISTORICAL DOCUMENTS1973GRUPEHQ programmatic text originally published in Revista de Cultura Vozes nº 10.Enoch Domingos is listed among the signatories.The document addresses comics, graphic research, photonovels, nonlinear narrative and connections with Poema Processo.1974Anchieta Fernandes referred to linguagem enoquiana in Chaves para a significação, published in Revista de Cultura Vozes, year 68, number 6, August 1974. Academic research uses this reference when analyzing Domingos experiments combining poetic language and comics.MUSICAL ACTIVITIES AND DOCUMENTED COMPOSITIONS1960sOs ModeratosSilver JetsMusical activity in Pernambuco.1970sImpacto CincoOrchestra of América Futebol ClubeO Bando de Natal.Documented compositionsNo cio do rio, Enoch DomingosAfeto farto, Enoch DomingosCaminhante, Enoch Domingos and João Nascimento GalvãoAdeus Natal, Enoch DomingosRosa de Maio, Enoch Domingos da Cruz and Gileno Osorio Wanderley de Azevedo, Leno.THEATRE AND PLAYWRITING1993UFRN playwriting competitionA Bruxa Que Virou a MesaType: work for childrenO CarrascoType: work for adultsDocumented result: winning works in the competition cited by the institutional biographical source.Theatre scores associated withApareceu a MargaridaA Pena e a LeiOs AndantesAntígonaCanto Geral do Rio Grande do Norte.TELEVISION AND RADIO PROGRAMSTV UniversitáriaHora LivreMPB 5Mesa de BotequimCanto GeralViajando o Sertão.FM Universitária 88.9, UFRNParticipation in implementation beginning in 2000.Programming management.Documented as Director of Programming and Production in 2007.AWARDS1993Playwriting competition, Universidade Federal do Rio Grande do Norte.Related works: A Bruxa Que Virou a Mesa and O Carrasco.PUBLIC COLLECTIONSUniversidade Federal Rural do Semi ÁridoColeção Isaura AméliaMaintains a biographical record for Enoch Domingos and documentation concerning his cultural production.ARCHIVES AND DOCUMENTARY FONDSGaleria SuperfícieDocumentation relating to Olho Mágico, A Margem, visual poetry, Poema Processo and mail art networks that includes Enoch Domingos.Poema Processo ArchiveDocumentation relating to Projeto 7, Maturi, A Margem and materials establishing connections between Enoch Domingos, Equipe Processo, visual poetry and experimental production in Natal.SELECTED BIBLIOGRAPHYFernandes, Anchieta. Chaves para a significação. Revista de Cultura Vozes, year 68, no. 6, August 1974. Documented as a reference in academic research concerning Enoch Domingos.Geração alternativa, Antilogia poética potiguar anos 70 e 80. Edited by J. Medeiros. Natal, Amarela Edições, 1997. The publication includes Enoch Domingos among poets associated with experimental production in Rio Grande do Norte.CHRONOLOGY194710 October. Enoch Domingos da Cruz is born in Recife, Pernambuco, Brazil.1960sMusical activity in Pernambuco, including Os Moderatos and Silver Jets.1970Moves to Natal, Rio Grande do Norte.Performs with Impacto Cinco, the orchestra of América Futebol Clube and later O Bando de Natal.1970sDocumented involvement with Equipe Processo in Natal, GRUPEHQ and Poema Processo.1973Listed among signatories of GRUPEHQ propositions originally published in Revista de Cultura Vozes nº 10.1974Documented participation in the 2ª Exposição Norte Riograndense de Histórias em Quadrinhos.Launch of Udigrudi according to academic research.Anchieta Fernandes records the expression linguagem enoquiana in Revista de Cultura Vozes.1976Creation of Maturi with Aucides Sales.March. Maturi Nº A.April. Maturi Nº B.1976 to 1977First documented phase of Maturi, reported as seven issues by the historical source consulted.1978Documented participation in Olho Mágico, the international mail art project organized by Falves Silva.4 and 5 December. Show Frutos da Memória at Teatrinho do Centro de Turismo with Enoch Domingos, Von Lima, Márcio Tassino and Pereirinha.1979Participation in Kaldron nº 9.Beginning of documented work at TV Universitária.1980Publication of A Morte Funcionária.Publication of Akó.1982Publication of Frutos da Memória I e II.1983Publication of Parasitos, also recorded as Parasitus in another source.1987Work documented in A Margem Inform Ação Cultural nº 7.1989Publication of Ao Norte de Libra.1993Wins a UFRN playwriting competition with A Bruxa Que Virou a Mesa and O Carrasco.2000Participation in the implementation of FM Universitária at UFRN and work in programming management.2007Documented as Director of Programming and Production at FM Universitária 88.9, UFRN.