Home Acervo Carimbo é uma importante obra de poesia visual e arte processual realizada por José Cláudio em 1968, ano de consolidação das pesquisas do movimento Poema Processo.

Carimbo é uma importante obra de poesia visual e arte processual realizada por José Cláudio em 1968, ano de consolidação das pesquisas do movimento Poema Processo.

José Cláudio

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00632 - 1968 - carimbo

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Carimbo é uma importante obra de poesia visual e arte processual realizada por José Cláudio em 1968, ano de consolidação das pesquisas do movimento Poema Processo. A composição é construída pela repetição de um único módulo gráfico impresso manualmente, formando uma estrutura dinâmica de linhas verticais, faixas diagonais e agrupamentos orgânicos que ocupam toda a superfície da obra.\n\nOs elementos repetidos produzem uma sensação de crescimento, deslocamento e transformação contínua. As formas lembram troncos, vegetação, estruturas urbanas ou sistemas em expansão, permitindo múltiplas interpretações e recusando qualquer leitura única e definitiva. O trabalho transforma o gesto de carimbar em procedimento poético e converte a repetição em linguagem visual autônoma.\n\nA obra elimina a palavra e substitui a narrativa por relações de ritmo, densidade, vazio e acumulação. O módulo utilizado por José Cláudio funciona como unidade mínima de construção visual e aproxima a composição das formulações teóricas do Poema Processo, especialmente da ideia de poema aberto, participativo e em permanente transformação.\n\nA investigação realizada pelo artista dialoga diretamente com as pesquisas de Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Moacy Cirne e Neide Dias de Sá, constituindo uma das mais originais contribuições da arte pernambucana para a poesia visual brasileira.\n\nProduzida em 1968, esta obra pertence ao núcleo histórico dos Carimbos de José Cláudio, conjunto fundamental para a compreensão das relações entre poesia visual, arte conceitual, semiótica e processos gráficos experimentais no Brasil.\n\nEnglish Description\n\nCarimbo is an important work of Visual Poetry and Process Art created by José Cláudio in 1968, a year of consolidation for the investigations of the Poema Processo movement. The composition is built through the repetition of a single manually printed graphic module, forming a dynamic structure of vertical lines, diagonal bands and organic groupings that occupy the entire surface of the work.\n\nThe repeated elements create a sensation of growth, displacement and continuous transformation. The forms suggest trunks, vegetation, urban structures or expanding systems, allowing multiple interpretations and refusing any single and definitive reading. The work transforms the act of stamping into a poetic procedure and converts repetition into an autonomous visual language.\n\nThe piece eliminates words and replaces narrative with relationships of rhythm, density, emptiness and accumulation. The module employed by José Cláudio functions as a minimal unit of visual construction and brings the composition close to the theoretical formulations of Poema Processo, especially the idea of the poem as an open and continuously transforming process.\n\nThe investigation carried out by the artist directly dialogues with the research of Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Moacy Cirne and Neide Dias de Sá and constitutes one of the most original contributions of Pernambuco art to Brazilian Visual Poetry.\n\nProduced in 1968, this work belongs to the historical nucleus of José Cláudio Carimbos, a fundamental group for understanding the relationships between Visual Poetry, Conceptual Art, Semiotics and Experimental Graphic Processes in Brazil.

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