Home Acervo Recorte do jornal O Globo, publicado no domingo, 4 de setembro de 1977, com o artigo O que é vanguarda Criar coisas novas, assinado por Marcia Brito, dedicado ao livro Vanguarda Produto de Comunicação, de Álvaro de Sá.

Recorte do jornal O Globo, publicado no domingo, 4 de setembro de 1977, com o artigo O que é vanguarda Criar coisas novas, assinado por Marcia Brito, dedicado ao livro Vanguarda Produto de Comunicação, de Álvaro de Sá.

Álvaro de Sá

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Categoria: Livro

Acervo: 04615

Data: 4 de Setembro de 1977

Dimensões: 29,7 x 21 cm

Recorte do jornal O Globo, publicado no domingo, 4 de setembro de 1977, com o artigo O que é vanguarda

Criar coisas novas, assinado por Marcia Brito, dedicado ao livro Vanguarda Produto de Comunicação, de Álvaro de Sá. A matéria registra os dados bibliográficos da publicação como Álvaro de Sá, Vanguarda Produto de Comunicação, Estudos, Editora Vozes, 183 páginas, preço de Cr$ 80. O texto apresenta Álvaro de Sá como poeta e crítico e como um dos fundadores do movimento Poema Processo, utilizando seu livro como base para discutir os conceitos de vanguarda, modernidade, comunicação, linguagem poética e experimentação artística. Segundo a análise publicada em O Globo, Álvaro de Sá procura estabelecer critérios capazes de determinar o que pode ser reconhecido como vanguarda e, a partir de ensaios teóricos, estrutura uma reflexão sobre o Poema Processo como proposta de linguagem poética nova e também como possibilidade de uma nova leitura da produção artística. A matéria relaciona a discussão da vanguarda brasileira às manifestações europeias do início do século XX e cita como exemplos o concretismo, a poesia concreta e o cinema marginal. O Poema Processo é apresentado como um dos movimentos artísticos brasileiros que, segundo o artigo, raramente ou nunca receberam a devida atenção da crítica especializada. A reportagem também registra o debate Vanguarda e modernidade, realizado em 1970, com a presença de Wlademir Dias Pino, Nei Leandro de Castro, Roberto Moriconi, Neide Sá, Frederico Marcos, Newton de Sá e Moacy Cirne, nomes utilizados como referência para ampliar os critérios de avaliação da vanguarda. A matéria destaca a formulação de Álvaro de Sá segundo a qual o moderno corresponde à radicalização do que já havia sido realizado, enquanto a vanguarda estaria vinculada à tentativa de explorar recursos disponíveis para criar coisas novas. Também aborda a relação entre arte popular e arte de vanguarda e identifica a educação como questão central para compreender sua circulação e recepção. Ao final, Marcia Brito considera Vanguarda Produto de Comunicação um livro importante como documento e uma obra que deve continuar sendo lida e questionada. O recorte constitui documentação relevante sobre Álvaro de Sá, Poema Processo, Editora Vozes, crítica de arte brasileira, poesia experimental, poesia visual, vanguarda brasileira e os debates intelectuais e artísticos da década de 1970.Salsa text in EnglishNewspaper clipping from O Globo, published on Sunday, September 4, 1977, containing the article O que é vanguarda

Criar coisas novas, written by Marcia Brito and devoted to the book Vanguarda Produto de Comunicação by Álvaro de Sá. The article records the bibliographic information as Álvaro de Sá, Vanguarda Produto de Comunicação, Estudos, Editora Vozes, 183 pages, priced at Cr$ 80. Álvaro de Sá is presented as a poet and critic and as one of the founders of the Poema Processo movement, with his book serving as the basis for a discussion of avant garde, modernity, communication, poetic language and artistic experimentation. According to the analysis published in O Globo, Álvaro de Sá seeks to establish criteria capable of determining what can be recognized as avant garde and, through a series of theoretical essays, develops a reflection on Poema Processo as a proposal for a new poetic language and as a possibility for a new reading of artistic production. The article connects the discussion of Brazilian avant garde practices with European artistic manifestations from the beginning of the twentieth century and cites concretism, concrete poetry and marginal cinema as examples. Poema Processo is presented as one of the Brazilian artistic movements that, according to the newspaper, had rarely or never received adequate attention from specialized critics. The article also records the debate Vanguarda e modernidade, held in 1970, with the participation of Wlademir Dias Pino, Nei Leandro de Castro, Roberto Moriconi, Neide Sá, Frederico Marcos, Newton de Sá and Moacy Cirne, whose contributions expanded the criteria used to evaluate avant garde practices. The newspaper highlights Álvaro de Sá's argument that modern art represents a radicalization of what had already been done, while avant garde practice involves exploring available resources in order to create new things. The relationship between popular art and avant garde art is also discussed, with education identified as a central issue in their circulation and reception. At the conclusion, Marcia Brito considers Vanguarda Produto de Comunicação an important documentary book that should continue to be read and questioned. The clipping is an important source for research on Álvaro de Sá, Poema Processo, Editora Vozes, Brazilian art criticism, experimental poetry, visual poetry, Brazilian avant garde practices and the intellectual and artistic debates of the 1970s.

Recorte original do jornal O Globo, datado de 4 de setembro de 1977, preservado sobre folha de arquivo. A matéria apresenta o título O que é vanguarda

Criar coisas novas e é assinada por Marcia Brito. O cabeçalho bibliográfico identifica Álvaro de Sá como autor de Vanguarda Produto de Comunicação, publicado pela Editora Vozes na área Estudos, com 183 páginas e preço indicado de Cr$ 80. O artigo analisa o livro como reflexão teórica sobre a vanguarda e dedica especial atenção ao Poema Processo, movimento do qual Álvaro de Sá foi um dos fundadores. O texto afirma que, para reconhecer o Poema Processo como expressão vanguardista dentro do conceito mais amplo de vanguarda, Álvaro de Sá procura estabelecer critérios de análise capazes de determinar com maior precisão o que pode ser entendido como produção de vanguarda. A publicação registra que o autor estrutura o Poema Processo como discurso próprio, propondo uma linguagem poética nova e, consequentemente, uma nova forma de leitura. O artigo estabelece relações históricas entre a situação brasileira da década de 1970, o impressionismo, manifestações europeias do início do século XX, concretismo, poesia concreta e cinema marginal. Também menciona o debate Vanguarda e modernidade, realizado em 1970, e registra nominalmente Wlademir Dias Pino, Nei Leandro de Castro, Roberto Moriconi, Neide Sá, Frederico Marcos, Newton de Sá e Moacy Cirne. A matéria destaca ainda a distinção estabelecida por Álvaro de Sá entre moderno e vanguarda, compreendendo o moderno como radicalização de experiências já realizadas e a vanguarda como busca pela exploração de recursos disponíveis com o objetivo de criar coisas novas. O texto aborda ainda a problemática entre arte popular e arte de vanguarda, relacionando sua compreensão à educação. O encerramento qualifica Vanguarda Produto de Comunicação como documento importante e afirma a necessidade de sua leitura e questionamento contínuos. O recorte constitui fonte documental primária para a história da recepção crítica de Álvaro de Sá e do Poema Processo na imprensa brasileira, além de registrar a circulação editorial de Vanguarda Produto de Comunicação pela Editora Vozes em 1977 e uma rede de artistas, poetas e críticos fundamentais para a compreensão da vanguarda brasileira.Observation text in EnglishOriginal clipping from the newspaper O Globo dated September 4, 1977, preserved on an archival sheet. The article carries the title O que é vanguarda

Criar coisas novas and is signed by Marcia Brito. The bibliographic heading identifies Álvaro de Sá as the author of Vanguarda Produto de Comunicação, published by Editora Vozes in the Estudos series, with 183 pages and a listed price of Cr$ 80. The article analyzes the book as a theoretical reflection on the avant garde and gives particular attention to Poema Processo, a movement of which Álvaro de Sá was one of the founders. The text explains that, in order to recognize Poema Processo as an avant garde expression within the broader concept of the avant garde, Álvaro de Sá seeks to establish analytical criteria capable of defining more precisely what can be considered avant garde production. The newspaper records that the author structures Poema Processo as an independent discourse, proposing a new poetic language and consequently a new form of reading. The article establishes historical connections between the Brazilian situation of the 1970s, impressionism, European artistic manifestations of the early twentieth century, concretism, concrete poetry and marginal cinema. It also mentions the debate Vanguarda e modernidade, held in 1970, and specifically names Wlademir Dias Pino, Nei Leandro de Castro, Roberto Moriconi, Neide Sá, Frederico Marcos, Newton de Sá and Moacy Cirne. The article further emphasizes Álvaro de Sá's distinction between modernity and avant garde practice, understanding the modern as a radicalization of previous artistic achievements and the avant garde as an effort to explore available resources in order to create new things. The relationship between popular art and avant garde art is also examined, with education identified as an important factor in their understanding and reception. The conclusion describes Vanguarda Produto de Comunicação as an important documentary work and emphasizes that it should continue to be read and questioned. The clipping is a primary documentary source for the history of the critical reception of Álvaro de Sá and Poema Processo in the Brazilian press, while also documenting the circulation of Vanguarda Produto de Comunicação through Editora Vozes in 1977 and a network of artists, poets and critics central to the history of the Brazilian avant garde.


Inglês

Newspaper clipping from O Globo, published on Sunday, September 4, 1977, containing the article O que é vanguarda Criar coisas novas, written by Marcia Brito and devoted to the book Vanguarda Produto de Comunicação by Álvaro de Sá.

Dimensions: 11,7 x 8,3 in