Home Acervo Balaio Incomum, Folha Porreta, número XI 919, publicação de Moacy Cirne produzida no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1996.

Balaio Incomum, Folha Porreta, número XI 919, publicação de Moacy Cirne produzida no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1996.

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 04306

Data: 15 de Dezembro de 1996

Dimensões: 33 x 21,5 cm

TEXTO SALSA EM PORTUGUÊSBalaio Incomum, Folha Porreta, número XI 919, publicação de Moacy Cirne produzida no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1996. Dedicada integralmente ao cinema, a folha apresenta o balanço Os Melhores Filmes Vistos em 1996, até 15 de dezembro, reunindo estatísticas pessoais de exibição, ranking dos melhores filmes vistos pela primeira vez, destaques em vídeo, outros títulos acompanhados ao longo do ano, principais revisões de clássicos e uma classificação dos diretores mais importantes segundo quarenta anos de registros cinematográficos mantidos por Moacy Cirne.O documento possui grande valor para compreender Moacy Cirne como crítico e espectador de cinema. Logo no início ele informa ter visto 62 filmes naquele ano, sendo 56 no cinema, 4 em vídeo e 2 na televisão. Registra ainda 32 revisões, sendo 20 em vídeo, 7 no cinema e 5 na televisão. Esses números demonstram um acompanhamento sistemático da produção cinematográfica e a existência de registros pessoais de longa duração.Entre os filmes vistos pela primeira vez, Moacy Cirne organiza uma seleção de quatorze títulos. Em primeiro lugar aparece JLG por JLG, auto retrato de dezembro, de Jean Luc Godard, de 1994. A escolha coloca Godard no centro do balanço e reafirma o interesse de Cirne pelo cinema moderno, pela autorreflexão cinematográfica e pelas experiências de linguagem.Em segundo lugar aparece Juventude, de Ingmar Bergman, de 1951. Em terceiro, Terra e Liberdade, de Ken Loach, de 1995. A presença de Loach introduz uma dimensão política importante ao conjunto, especialmente pela relação do filme com a Guerra Civil Espanhola, militância, memória e conflitos ideológicos.Em quarto lugar está A Comédia de Deus, de João César Monteiro, de 1995. Em quinto, Salve o Cinema, de Mohsen Makhmalbaf, também de 1995. Em sexto aparece Gabbeh, de Makhmalbaf, de 1996. A presença consecutiva de dois filmes do cineasta iraniano demonstra o interesse de Moacy Cirne pela renovação internacional da linguagem cinematográfica e pelo cinema iraniano dos anos 1990.Em sétimo lugar está Poderosa Afrodite, de Woody Allen, de 1995. Em oitavo, Segredos e Mentiras, de Mike Leigh, de 1996. Em nono aparecem Os Irmãos McMullen, de Edward Burns, de 1994. A seleção coloca lado a lado cinema autoral norte americano, cinema britânico e produções independentes.Em décimo lugar aparece Além das Nuvens, de Michelangelo Antonioni e Wim Wenders, de 1995. Em décimo primeiro, Underground, de Emir Kusturica, de 1995. Em décimo segundo, O Judeu, de Jom Tob Azulay, de 1995. Em décimo terceiro, Vivendo no Abandono, de Tom DiCillo, de 1995. Em décimo quarto, Beleza Roubada, de Bernardo Bertolucci, de 1996.A inclusão de O Judeu é especialmente importante para a história do cinema brasileiro e para a rede cultural de Moacy Cirne. Jom Tob Azulay aparece também em outras Folhas Porretas do período, o que demonstra a continuidade do interesse de Cirne por sua produção cinematográfica.Na categoria de filmes vistos em vídeo, Moacy Cirne destaca Terra sem Pão, de Luis Buñuel, de 1932, e L Espoir, de André Malraux, de 1939. A presença desses dois títulos aproxima cinema, política, documentário, Guerra Civil Espanhola e história das vanguardas europeias.A seção Outros filmes vistos no cinema amplia consideravelmente o panorama. Entre os títulos registrados estão Razão e Sensibilidade, de Ang Lee, de 1995, Os Últimos Passos de um Homem, de Tim Robbins, de 1995, A Morte Cansada, de Fritz Lang, de 1921, Mulheres Diabólicas, de Claude Chabrol, de 1995, Flerte, de Hal Hartley, de 1995, Denise Está Chamando, de Hal Salwen, de 1995, O Beco dos Milagres, de Jorge Fons, de 1994, Leni Riefenstahl, A Deusa Imperfeita, de Ray Müller, de 1995, Trainspotting, de Danny Boyle, de 1996, O Homem Mais que Desejado, de Sönke Wortmann, de 1994, e Guantanamera, de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío, de 1995.A lista continua com O Cavaleiro do Telhado e a Dama das Sombras, relacionado no documento a Jean Paul Rappeneau e ao ano de 1995, Os Caprichos de uma Conquista, de Philippe de Broca, de 1996, Doce Poderes, de Lúcia Murat, A Lei do Desejo, de Pedro Almodóvar, de 1986, Pasolini, um Delito Italiano, de Marco Tullio Giordana, de 1995, Como Nascem os Anjos, de Murilo Salles, de 1996, Monika e o Desejo, de Ingmar Bergman, de 1953, O Olho do Diabo, de Bergman, de 1960, e Através de um Espelho, de Bergman, de 1961.A recorrência de Ingmar Bergman é particularmente expressiva. Além de Juventude ocupar o segundo lugar entre os melhores filmes vistos pela primeira vez, três outros títulos do diretor aparecem entre os filmes vistos no cinema e diferentes obras de Bergman surgem ainda entre as principais revisões do ano.Na seção Principais revisões do ano, Moacy Cirne separa as obras revisitadas no cinema e em vídeo. No cinema aparecem Persona, de Ingmar Bergman, de 1966, A Marca da Maldade, de Orson Welles, de 1958, Noites de Circo, de Bergman, de 1953, e Aurora, de Friedrich Wilhelm Murnau, de 1927.Entre as revisões em vídeo encontram se L Avventura, de Michelangelo Antonioni, de 1960, Hiroshima Mon Amour, de Alain Resnais, de 1959, O Estranho Caminho de Santiago, de Luis Buñuel, de 1969, Rastros de Ódio, de John Ford, de 1956, Vertigo, de Alfred Hitchcock, de 1958, e Rashomon, de Akira Kurosawa, de 1950.Essa seleção de revisões evidencia a dimensão histórica da cinefilia de Moacy Cirne. Bergman, Antonioni, Welles, Murnau, Resnais, Buñuel, Ford, Hitchcock e Kurosawa formam um núcleo central do cinema moderno e clássico internacional em seu repertório.Na parte inferior encontra se a seção Principais diretores, construída a partir das cotações dos filmes ao longo de quarenta anos de registros pessoais. Jean Luc Godard e Michelangelo Antonioni aparecem na liderança, ambos com 32 pontos. Godard soma 15 filmes e Antonioni 12.Orson Welles aparece com 31 pontos e 12 filmes. Ingmar Bergman possui 25 pontos e 11 filmes. Jean Renoir registra 21 pontos e 9 filmes. Luis Buñuel aparece com 20 pontos e 11 filmes. Luchino Visconti possui 19 pontos e 11 filmes. Sergei Eisenstein registra 18 pontos e 8 filmes. Alain Resnais aparece com 18 pontos e 8 filmes na parte visível do documento.Essa classificação constitui um dado de excepcional interesse para estudos sobre a formação cinematográfica de Moacy Cirne. Mais do que uma simples lista de preferências de 1996, ela sintetiza quarenta anos de observação e avaliação de filmes, oferecendo uma espécie de cânone cinematográfico pessoal do autor.Balaio Incomum XI 919 constitui portanto uma importante fonte para pesquisas sobre Moacy Cirne, crítica cinematográfica, cinefilia brasileira, cinema moderno, cinema de autor, cinema brasileiro, cinema europeu, cinema iraniano, história do cinema, recepção cinematográfica, cultura visual e imprensa alternativa. A folha demonstra que o projeto Balaio Incomum não se restringia à poesia, aos quadrinhos ou à política, mas funcionava também como espaço sistemático de reflexão sobre cinema e cultura audiovisual.Documento relevante para indexação por Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 919, Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1996, Cinema, Os Melhores Filmes Vistos em 1996, Jean Luc Godard, Michelangelo Antonioni, Ingmar Bergman, Orson Welles, Jean Renoir, Luis Buñuel, Luchino Visconti, Sergei Eisenstein, Alain Resnais, Ken Loach, Mohsen Makhmalbaf, Woody Allen, Mike Leigh, Edward Burns, Wim Wenders, Emir Kusturica, Jom Tob Azulay, Tom DiCillo, Bernardo Bertolucci, Akira Kurosawa, Alfred Hitchcock, John Ford, Murnau, Pedro Almodóvar, Lúcia Murat, Murilo Salles, cinema brasileiro, crítica de cinema, cinefilia, cinema de autor, cinema moderno e cultura brasileira dos anos 1990.TEXTO SALSA EM INGLÊSBalaio Incomum, Folha Porreta, issue XI 919, a publication by Moacy Cirne produced in Rio de Janeiro on December 15, 1996. Entirely devoted to cinema, the sheet presents Os Melhores Filmes Vistos em 1996, até 15 de dezembro, bringing together personal viewing statistics, a ranking of the best films seen for the first time, video highlights, other films watched during the year, major revisitations of classic works and a ranking of the most important directors according to forty years of cinematic records maintained by Moacy Cirne.The document has considerable value for understanding Moacy Cirne as a film critic and dedicated viewer. At the beginning he states that he watched 62 films during the year, including 56 in movie theaters, 4 on video and 2 on television. He also records 32 revisitations, including 20 on video, 7 in theaters and 5 on television. These figures demonstrate systematic engagement with cinema and the existence of long term personal viewing records.Among films seen for the first time, Moacy Cirne organizes a selection of fourteen titles. In first place is JLG por JLG, auto retrato de dezembro, by Jean Luc Godard, from 1994. The choice places Godard at the center of the assessment and confirms Cirne's interest in modern cinema, cinematic self reflection and experimentation with film language.Second place is Juventude by Ingmar Bergman, from 1951. Third is Terra e Liberdade by Ken Loach, from 1995. The presence of Loach introduces an important political dimension through the film's relationship with the Spanish Civil War, militancy, memory and ideological conflict.Fourth is A Comédia de Deus by João César Monteiro, from 1995. Fifth is Salve o Cinema by Mohsen Makhmalbaf, also from 1995. Sixth is Gabbeh by Makhmalbaf, from 1996. Two consecutive films by the Iranian filmmaker demonstrate Moacy Cirne's interest in international renewal of cinematic language and in Iranian cinema during the 1990s.Seventh is Poderosa Afrodite by Woody Allen, from 1995. Eighth is Segredos e Mentiras by Mike Leigh, from 1996. Ninth is Os Irmãos McMullen by Edward Burns, from 1994. The selection places American auteur cinema, British cinema and independent production within the same critical field.Tenth is Além das Nuvens by Michelangelo Antonioni and Wim Wenders, from 1995. Eleventh is Underground by Emir Kusturica, from 1995. Twelfth is O Judeu by Jom Tob Azulay, from 1995. Thirteenth is Vivendo no Abandono by Tom DiCillo, from 1995. Fourteenth is Beleza Roubada by Bernardo Bertolucci, from 1996.The inclusion of O Judeu is particularly relevant to the history of Brazilian cinema and to Moacy Cirne's cultural network. Jom Tob Azulay also appears in other Folha Porreta issues of the period, demonstrating the continuity of Cirne's interest in his cinematic production.In the video category, Moacy Cirne highlights Terra sem Pão by Luis Buñuel, from 1932, and L Espoir by André Malraux, from 1939. These works connect cinema, politics, documentary practices, the Spanish Civil War and the history of European avant garde culture.The section Outros filmes vistos no cinema considerably expands the panorama. Recorded titles include Razão e Sensibilidade by Ang Lee, Os Últimos Passos de um Homem by Tim Robbins, A Morte Cansada by Fritz Lang, Mulheres Diabólicas by Claude Chabrol, Flerte by Hal Hartley, Denise Está Chamando by Hal Salwen, O Beco dos Milagres by Jorge Fons, Leni Riefenstahl, A Deusa Imperfeita by Ray Müller, Trainspotting by Danny Boyle, O Homem Mais que Desejado by Sönke Wortmann and Guantanamera by Tomás Gutiérrez Alea and Juan Carlos Tabío.The list continues with O Cavaleiro do Telhado e a Dama das Sombras, associated in the document with Jean Paul Rappeneau and 1995, Os Caprichos de uma Conquista by Philippe de Broca, Doce Poderes by Lúcia Murat, A Lei do Desejo by Pedro Almodóvar, Pasolini, um Delito Italiano by Marco Tullio Giordana, Como Nascem os Anjos by Murilo Salles, Monika e o Desejo by Ingmar Bergman, O Olho do Diabo by Bergman and Através de um Espelho by Bergman.The recurrence of Ingmar Bergman is especially notable. In addition to Juventude occupying second place among films seen for the first time, three more Bergman films appear among the other theatrical screenings and several Bergman works also appear among the major revisitations of the year.In Principais revisões do ano, Moacy Cirne separates films revisited in theaters from those revisited on video. In theaters he records Persona by Ingmar Bergman, A Marca da Maldade by Orson Welles, Noites de Circo by Bergman and Aurora by Friedrich Wilhelm Murnau.Video revisitations include L Avventura by Michelangelo Antonioni, Hiroshima Mon Amour by Alain Resnais, O Estranho Caminho de Santiago by Luis Buñuel, Rastros de Ódio by John Ford, Vertigo by Alfred Hitchcock and Rashomon by Akira Kurosawa.This selection demonstrates the historical dimension of Moacy Cirne's cinephilia. Bergman, Antonioni, Welles, Murnau, Resnais, Buñuel, Ford, Hitchcock and Kurosawa form a central nucleus of international classical and modern cinema in his repertoire.At the bottom appears the section Principais diretores, constructed from film scores accumulated across forty years of personal records. Jean Luc Godard and Michelangelo Antonioni lead with 32 points each. Godard is represented by 15 films and Antonioni by 12.Orson Welles appears with 31 points from 12 films. Ingmar Bergman has 25 points from 11 films. Jean Renoir has 21 points from 9 films. Luis Buñuel has 20 points from 11 films. Luchino Visconti has 19 points from 11 films. Sergei Eisenstein has 18 points from 8 films. Alain Resnais appears with 18 points from 8 films in the visible portion of the document.This ranking is exceptionally significant for research into Moacy Cirne's cinematic formation. Rather than merely recording preferences for 1996, it synthesizes forty years of viewing and evaluation and provides a kind of personal cinematic canon.Balaio Incomum XI 919 is therefore an important source for research on Moacy Cirne, film criticism, Brazilian cinephilia, modern cinema, auteur cinema, Brazilian cinema, European cinema, Iranian cinema, film history, cinematic reception, visual culture and alternative publishing. The sheet demonstrates that Balaio Incomum was not restricted to poetry, comics or politics but also served as a systematic space for reflection on film and audiovisual culture.Relevant indexing terms include Moacy Cirne, Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 919, Rio de Janeiro, December 15, 1996, Cinema, Os Melhores Filmes Vistos em 1996, Jean Luc Godard, Michelangelo Antonioni, Ingmar Bergman, Orson Welles, Jean Renoir, Luis Buñuel, Luchino Visconti, Sergei Eisenstein, Alain Resnais, Ken Loach, Mohsen Makhmalbaf, Woody Allen, Mike Leigh, Edward Burns, Wim Wenders, Emir Kusturica, Jom Tob Azulay, Tom DiCillo, Bernardo Bertolucci, Akira Kurosawa, Alfred Hitchcock, John Ford, Murnau, Pedro Almodóvar, Lúcia Murat, Murilo Salles, Brazilian cinema, film criticism, cinephilia, auteur cinema, modern cinema and Brazilian culture of the 1990s.

TEXTO DE OBSERVAÇÃO EM PORTUGUÊSDocumento identificado no cabeçalho como Balaio Incomum, XI 919, Folha Porreta, Moacy Cirne, Rio, 15 dezembro 1996. A folha apresenta o título Cinema e, logo abaixo, Os Melhores Filmes Vistos em 1996, até 15 de dezembro.O texto inicial fornece dados quantitativos precisos sobre a atividade cinematográfica de Moacy Cirne em 1996. Ele informa ter visto 62 filmes no ano. Desse total, 56 foram vistos no cinema, 4 em vídeo e 2 na televisão.Além dos filmes vistos naquele ano, Cirne registra 32 revisões. Destas, 20 ocorreram em vídeo, 7 no cinema e 5 na televisão. Esses números devem ser preservados integralmente por documentarem o método sistemático de acompanhamento cinematográfico do autor.O ranking principal é composto por quatorze filmes vistos pela primeira vez.O primeiro é JLG por JLG, auto retrato de dezembro, Godard, 1994.O segundo é Juventude, Bergman, 1951.O terceiro é Terra e Liberdade, Loach, 1995.O quarto é A Comédia de Deus, Monteiro, 1995.O quinto é Salve o Cinema, Makhmalbaf, 1995.O sexto é Gabbeh, Makhmalbaf, 1996.O sétimo é Poderosa Afrodite, Allen, 1995.O oitavo é Segredos e Mentiras, Leigh, 1996.O nono é Os Irmãos McMullen, Burns, 1994.O décimo é Além das Nuvens, Antonioni e Wenders, 1995.O décimo primeiro é Underground, Kusturica, 1995.O décimo segundo é O Judeu, Jom Tob Azulay, 1995.O décimo terceiro é Vivendo no Abandono, DiCillo, 1995.O décimo quarto é Beleza Roubada, Bertolucci, 1996.Na seção Em vídeo destacaram se, aparecem Terra sem Pão, Buñuel, 1932, e L Espoir, Malraux, 1939.A seção Outros filmes vistos no cinema reúne um conjunto amplo de obras de diferentes países, épocas e tradições cinematográficas. A lista demonstra que o balanço anual não se limitava a lançamentos de 1996, pois incluía também filmes anteriores vistos pela primeira vez durante o ano.Entre os títulos identificáveis estão Razão e Sensibilidade, Lee, 1995, Os Últimos Passos de um Homem, Robbins, 1995, A Morte Cansada, Lang, 1921, Mulheres Diabólicas, Chabrol, 1995, Flerte, Hartley, 1995, Denise Está Chamando, Salwen, 1995, O Beco dos Milagres, Fons, 1994, Leni Riefenstahl, A Deusa Imperfeita, Müller, 1995, Trainspotting, Boyle, 1996, O Homem Mais que Desejado, Wortmann, 1994, e Guantanamera, Alea e Tabío, 1995.Também aparecem O Cavaleiro do Telhado e a Dama das Sombras, Rappeneau, 1995, Os Caprichos de uma Conquista, Giraudeau, 1996, Doce Poderes, Lúcia Murat, A Lei do Desejo, Almodóvar, 1986, Pasolini, um Delito Italiano, Giordana, 1995, Como Nascem os Anjos, Murilo Salles, 1996, Monika e o Desejo, Bergman, 1953, O Olho do Diabo, Bergman, 1960, e Através de um Espelho, Bergman, 1961.Alguns títulos e grafias foram preservados conforme aparecem na folha. Para uma catalogação filmográfica definitiva, eventuais variantes brasileiras de títulos devem ser confrontadas com fontes cinematográficas especializadas, sem substituir a forma registrada no documento.A seção Principais revisões do ano é dividida em cinema e vídeo.No cinema aparecem Persona, Bergman, 1966, A Marca da Maldade, Welles, 1958, Noites de Circo, Bergman, 1953, e Aurora, Murnau, 1927.No vídeo aparecem L Avventura, Antonioni, 1960, Hiroshima Mon Amour, Resnais, 1959, O Estranho Caminho de Santiago, Buñuel, 1969, Rastros de Ódio, Ford, 1956, Vertigo, Hitchcock, 1958, e Rashomon, Kurosawa, 1950.A seção final possui o título Principais diretores e informa que a classificação é realizada a partir das cotações dos filmes nos quarenta anos dos registros de Moacy Cirne.Jean Luc Godard aparece com 32 pontos e 15 filmes.Michelangelo Antonioni aparece com 32 pontos e 12 filmes.Orson Welles aparece com 31 pontos e 12 filmes.Ingmar Bergman aparece com 25 pontos e 11 filmes.Jean Renoir aparece com 21 pontos e 9 filmes.Luis Buñuel aparece com 20 pontos e 11 filmes.Luchino Visconti aparece com 19 pontos e 11 filmes.Sergei Eisenstein aparece com 18 pontos e 8 filmes.Alain Resnais aparece com 18 pontos e 8 filmes na parte visível da fotografia.A folha continua além da região inferior fotografada, razão pela qual a lista de principais diretores pode possuir outras entradas não visíveis nesta imagem. Não é adequado completar essa relação sem acesso à parte restante do documento.A menção a quarenta anos de registros é um dos dados arquivísticos mais importantes da peça. Ela indica que Moacy Cirne mantinha um sistema pessoal de avaliação cinematográfica que remontava aproximadamente à década de 1950.Esse material pode ser especialmente relevante para reconstruir sua formação crítica, seus cânones pessoais e a presença do cinema em sua trajetória intelectual paralelamente aos quadrinhos, à poesia, à comunicação e ao Poema Processo.A posição de Jean Luc Godard no primeiro lugar dos filmes do ano e também na liderança histórica entre os diretores revela uma afinidade particularmente forte. Antonioni, Welles, Bergman, Renoir, Buñuel, Visconti, Eisenstein e Resnais completam o núcleo visível de seu cânone histórico.A presença de Mohsen Makhmalbaf duas vezes entre os seis primeiros filmes demonstra atenção ao cinema iraniano contemporâneo. Ken Loach introduz o cinema político britânico. Jom Tob Azulay e Murilo Salles representam a produção brasileira no conjunto visível.A edição XI 919 é uma fonte primária particularmente relevante para estudos sobre recepção cinematográfica no Brasil, pois oferece simultaneamente dados quantitativos, rankings, revisões, preferências anuais e uma avaliação histórica acumulada.Para indexação devem ser preservados Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 919, Moacy Cirne, Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1996, Cinema, Os Melhores Filmes Vistos em 1996, 62 filmes vistos, 32 revisões, quarenta anos de registros cinematográficos, Jean Luc Godard, Michelangelo Antonioni, Ingmar Bergman, Orson Welles, Jean Renoir, Luis Buñuel, Luchino Visconti, Sergei Eisenstein e Alain Resnais.Termos complementares incluem cinema brasileiro, cinema europeu, cinema iraniano, cinema moderno, cinema clássico, cinema de autor, crítica cinematográfica, cinefilia brasileira, história do cinema, recepção de filmes, vídeo, televisão, salas de cinema, Jom Tob Azulay, Murilo Salles, Lúcia Murat, Mohsen Makhmalbaf, Ken Loach, Bernardo Bertolucci, Emir Kusturica, Wim Wenders, Woody Allen, Mike Leigh, Akira Kurosawa, Alfred Hitchcock, John Ford e cultura cinematográfica dos anos 1990.OBSERVATION TEXT IN ENGLISHDocument identified in the heading as Balaio Incomum, XI 919, Folha Porreta, Moacy Cirne, Rio, December 15, 1996. The sheet carries the heading Cinema and immediately below it Os Melhores Filmes Vistos em 1996, até 15 de dezembro.The introductory text provides precise quantitative information concerning Moacy Cirne's film viewing activity in 1996. He records having watched 62 films during the year. Of these, 56 were seen in movie theaters, 4 on video and 2 on television.In addition to films seen during the year, Cirne records 32 revisitations. Of these, 20 occurred on video, 7 in theaters and 5 on television. These figures should be fully preserved because they document the systematic nature of the author's cinematic viewing practices.The principal ranking consists of fourteen films seen for the first time.First is JLG por JLG, auto retrato de dezembro, Godard, 1994.Second is Juventude, Bergman, 1951.Third is Terra e Liberdade, Loach, 1995.Fourth is A Comédia de Deus, Monteiro, 1995.Fifth is Salve o Cinema, Makhmalbaf, 1995.Sixth is Gabbeh, Makhmalbaf, 1996.Seventh is Poderosa Afrodite, Allen, 1995.Eighth is Segredos e Mentiras, Leigh, 1996.Ninth is Os Irmãos McMullen, Burns, 1994.Tenth is Além das Nuvens, Antonioni and Wenders, 1995.Eleventh is Underground, Kusturica, 1995.Twelfth is O Judeu, Jom Tob Azulay, 1995.Thirteenth is Vivendo no Abandono, DiCillo, 1995.Fourteenth is Beleza Roubada, Bertolucci, 1996.In the section Em vídeo destacaram se appear Terra sem Pão, Buñuel, 1932, and L Espoir, Malraux, 1939.The section Outros filmes vistos no cinema contains a broad selection of works from different countries, periods and cinematic traditions. The list demonstrates that the annual assessment was not restricted to films released in 1996, since it also included older works seen for the first time during the year.Identifiable titles include Razão e Sensibilidade, Lee, 1995, Os Últimos Passos de um Homem, Robbins, 1995, A Morte Cansada, Lang, 1921, Mulheres Diabólicas, Chabrol, 1995, Flerte, Hartley, 1995, Denise Está Chamando, Salwen, 1995, O Beco dos Milagres, Fons, 1994, Leni Riefenstahl, A Deusa Imperfeita, Müller, 1995, Trainspotting, Boyle, 1996, O Homem Mais que Desejado, Wortmann, 1994, and Guantanamera, Alea and Tabío, 1995.The list also contains O Cavaleiro do Telhado e a Dama das Sombras, Rappeneau, 1995, Os Caprichos de uma Conquista, Giraudeau, 1996, Doce Poderes, Lúcia Murat, A Lei do Desejo, Almodóvar, 1986, Pasolini, um Delito Italiano, Giordana, 1995, Como Nascem os Anjos, Murilo Salles, 1996, Monika e o Desejo, Bergman, 1953, O Olho do Diabo, Bergman, 1960, and Através de um Espelho, Bergman, 1961.Some titles and spellings have been preserved according to their appearance on the sheet. For definitive filmographic cataloguing, Brazilian title variants should be compared with specialized film sources without replacing the form recorded in the original document.The section Principais revisões do ano is divided between cinema and video.The theatrical revisitations are Persona, Bergman, 1966, A Marca da Maldade, Welles, 1958, Noites de Circo, Bergman, 1953, and Aurora, Murnau, 1927.The video revisitations are L Avventura, Antonioni, 1960, Hiroshima Mon Amour, Resnais, 1959, O Estranho Caminho de Santiago, Buñuel, 1969, Rastros de Ódio, Ford, 1956, Vertigo, Hitchcock, 1958, and Rashomon, Kurosawa, 1950.The final section is entitled Principais diretores and states that the ranking is based on film scores accumulated over forty years of Moacy Cirne's records.Jean Luc Godard appears with 32 points and 15 films.Michelangelo Antonioni appears with 32 points and 12 films.Orson Welles appears with 31 points and 12 films.Ingmar Bergman appears with 25 points and 11 films.Jean Renoir appears with 21 points and 9 films.Luis Buñuel appears with 20 points and 11 films.Luchino Visconti appears with 19 points and 11 films.Sergei Eisenstein appears with 18 points and 8 films.Alain Resnais appears with 18 points and 8 films in the visible portion of the photograph.The sheet continues beyond the lower edge of the supplied photograph, meaning that the ranking of principal directors may contain additional entries that are not visible. The list should not be completed without access to the remaining portion of the document.The reference to forty years of records is one of the most important archival details on the sheet. It indicates that Moacy Cirne maintained a personal system of film evaluation extending back approximately to the 1950s.This material may be especially valuable for reconstructing his critical formation, personal cinematic canon and the place of cinema within his intellectual trajectory alongside comics, poetry, communication and Poema Processo.Jean Luc Godard's position both as the first ranked film of the year and as joint historical leader among directors reveals a particularly strong affinity. Antonioni, Welles, Bergman, Renoir, Buñuel, Visconti, Eisenstein and Resnais form the visible core of his historical canon.The presence of Mohsen Makhmalbaf twice among the first six films demonstrates close attention to contemporary Iranian cinema. Ken Loach introduces British political cinema. Jom Tob Azulay and Murilo Salles represent Brazilian production within the visible selection.Issue XI 919 is a particularly relevant primary source for research on film reception in Brazil because it simultaneously provides quantitative data, rankings, revisitations, annual preferences and accumulated historical evaluation.For indexing purposes the record should preserve Balaio Incomum, Folha Porreta, XI 919, Moacy Cirne, Rio de Janeiro, December 15, 1996, Cinema, Os Melhores Filmes Vistos em 1996, 62 films viewed, 32 revisitations, forty years of film records, Jean Luc Godard, Michelangelo Antonioni, Ingmar Bergman, Orson Welles, Jean Renoir, Luis Buñuel, Luchino Visconti, Sergei Eisenstein and Alain Resnais.Additional relevant terms include Brazilian cinema, European cinema, Iranian cinema, modern cinema, classical cinema, auteur cinema, film criticism, Brazilian cinephilia, film history, film reception, video, television, movie theaters, Jom Tob Azulay, Murilo Salles, Lúcia Murat, Mohsen Makhmalbaf, Ken Loach, Bernardo Bertolucci, Emir Kusturica, Wim Wenders, Woody Allen, Mike Leigh, Akira Kurosawa, Alfred Hitchcock, John Ford and cinematic culture of the 1990s.


Inglês

Balaio Incomum, Folha Porreta, issue XI 919, a publication by Moacy Cirne produced in Rio de Janeiro on December 15, 1996.

Dimensions: 13 x 8,5 in