Impressão gráfica de Avelino de Araújo, datada de 1993 e intitulada Consumir é destruir.
Avelino de Araújo
03549 - 1993 - Impressão Gráfica Offset Sobre Papel
21,6 x 15,6 cm
Impressão gráfica de Avelino de Araújo, datada de 1993 e intitulada Consumir é destruir. A composição em preto e branco articula silhuetas vegetais, código de barras, sequência numérica e frase de impacto para construir uma crítica direta ao consumismo e à destruição ambiental. Na parte superior aparecem duas plantas formadas por hastes finas e conjuntos de folhas negras. As raízes ou bases visuais das plantas se integram às linhas verticais de um grande código de barras, transformando a vegetação em mercadoria identificada, classificada e submetida à lógica comercial. Na região inferior encontra se uma sequência numérica semelhante à identificação de produtos industrializados e, abaixo dela, a frase Consumir é destruir em letras maiúsculas. A associação entre natureza e código comercial denuncia a transformação dos recursos naturais em bens de consumo e relaciona compra, exploração, produção industrial, descarte e devastação ecológica. O trabalho questiona a cultura do consumo, a mercantilização da vida, o esgotamento dos recursos naturais e a submissão do meio ambiente aos interesses econômicos. A repetição das barras negras aproxima visualmente a imagem de uma floresta artificial, ao mesmo tempo em que remete a sistemas de controle, inventário, circulação e venda de mercadorias. As plantas surgem como organismos vivos aprisionados ou convertidos em produto, criando tensão entre crescimento natural e padronização industrial. A inscrição AA93 aparece na região esquerda e confirma a autoria abreviada e a data de 1993. A obra se relaciona à poesia visual, arte conceitual, ecologia, ativismo ambiental, comunicação intersígnica, cartaz político, Arte Postal, Mail Art, Poema Processo e produção gráfica experimental brasileira. Constitui fonte relevante para pesquisas sobre Avelino de Araújo, crítica ao consumismo, sustentabilidade, destruição ambiental, mercantilização da natureza, cultura de massa e arte ecológica na década de 1990.\n\nTEXT FOR THE SALSA PROGRAM IN ENGLISH\n\nGraphic print by Avelino de Araújo, dated 1993 and entitled To consume is to destroy. The black and white composition combines plant silhouettes, a barcode, numerical sequencing and a forceful statement to construct a direct critique of consumerism and environmental destruction. Two plants formed by thin stems and groups of black leaves appear in the upper section. The visual roots or bases of the plants merge with the vertical lines of a large barcode, transforming vegetation into merchandise that is identified, classified and subjected to commercial logic. A numerical sequence resembling the identification of industrial products appears below, followed by the sentence To consume is to destroy in uppercase letters. The connection between nature and commercial coding denounces the transformation of natural resources into consumer goods and links purchasing, exploitation, industrial production, disposal and ecological devastation. The work questions consumer culture, the commodification of life, the depletion of natural resources and the submission of the environment to economic interests. The repetition of the black bars visually resembles an artificial forest while also referring to systems of control, inventory, circulation and sale. The plants appear as living organisms trapped within or converted into products, creating tension between natural growth and industrial standardization. The inscription AA93 appears on the left and confirms the abbreviated authorship and the date 1993. The work relates to visual poetry, conceptual art, ecology, environmental activism, intersign communication, political poster design, Mail Art, Poema Processo and Brazilian experimental graphic production. It is an important source for research on Avelino de Araújo, criticism of consumerism, sustainability, environmental destruction, commodification of nature, mass culture and ecological art during the 1990s.
