José de Arimathéa - José de Arimathéa Soares de carvalho
JOSÉ DE ARIMATHÉA SOARES CARVALHOBiografia Raisonné para o SalsaPORTUGUÊSJosé de Arimathéa Soares Carvalho, também encontrado em registros documentais e bibliográficos com as variantes José de Arimathea, José de Arimatéia e Arimathéa, foi poeta e artista experimental brasileiro vinculado ao movimento Poema Processo e à poesia visual, com atuação documentada em Pirapora, Minas Gerais, no final da década de 1960. Sua presença em documentos históricos do movimento e a sobrevivência de poemas visuais, publicações e correspondências permitem situá lo entre os participantes da expansão nacional do Poema Processo, movimento que articulou diferentes núcleos brasileiros em torno da investigação de novas formas de comunicação poética e visual. Uma relação histórica de participantes do Poema Processo de 1969 inclui nominalmente José de Arimathéa Soares Carvalho, enquanto o atual Arquivo Poema Processo também o registra entre os artistas relacionados ao movimento.A produção conhecida de José de Arimathéa está particularmente associada a Pirapora, Minas Gerais. Essa localização geográfica é fundamental para compreender sua importância histórica, pois evidencia a dimensão descentralizada do Poema Processo. O movimento não se restringiu aos grandes centros artísticos brasileiros e constituiu redes de produção, correspondência e circulação envolvendo artistas de diferentes estados. A atuação de Arimathéa em Pirapora demonstra como as experiências de vanguarda alcançaram e foram desenvolvidas em cidades fora dos eixos tradicionais do Rio de Janeiro e de São Paulo, contribuindo para uma cartografia mais ampla da poesia experimental brasileira. A publicação ETAPA 1 é catalogada em exposição internacional como edição de autor realizada em Pirapora, Minas Gerais, em 1969.A inserção de José de Arimathéa no Poema Processo deve ser compreendida dentro do ambiente de experimentação iniciado publicamente pelo movimento em 1967 e desenvolvido em uma rede nacional na qual tiveram atuação central Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá e Moacy Cirne. A relação de Arimathéa com esses nomes é, antes de tudo, histórica, estética e documental, decorrente de sua participação no mesmo movimento e na circulação de suas publicações e obras. É importante distinguir essa inserção coletiva de colaborações pessoais específicas, que precisam ser demonstradas caso a caso por correspondências, dedicatórias ou documentos originais. A documentação atualmente conhecida confirma, contudo, que Arimathéa participou da rede de circulação do Poema Processo em 1969 e que obras suas integraram publicações coletivas associadas ao movimento.Um dos documentos fundamentais para compreender sua trajetória é ETAPA 1, publicação de autor realizada em Pirapora em 1969. O exemplar analisado no Arquivo Poema Processo reúne projeto editorial, reflexão sobre literatura, ação cultural, participação comunitária e poemas gráficos. O material articula experimentação poética e preocupação social, demonstrando que, para Arimathéa, a pesquisa de linguagem podia relacionar se diretamente às condições da vida contemporânea e à realidade social brasileira. A relevância histórica de ETAPA 1 ganhou dimensão internacional ao ser incluída na exposição As Palavras em Liberdade, em contexto dedicado à poesia experimental e às redes de contatos e colaborações entre poetas. O catálogo registra José de Arimathea Soares Carvalho e ETAPA 1, Pirapora, Minas Gerais, edição de autor, 1969, em diálogo expositivo com nomes e publicações fundamentais da poesia experimental internacional e com obras provenientes da Coleção E. M. de Melo e Castro e da Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, no Porto.ETAPA 1 revela ainda uma importante dimensão institucional da atividade de Arimathéa. A publicação apresenta se como divulgação do Clube Literário Inácio Quinaud, de Pirapora, e como iniciativa relacionada à Sociedade São Vicente de Paulo em uma campanha contra a fome. O conjunto analisado anteriormente no acervo contém uma apresentação datada de Pirapora, 1 de junho de 1969, defendendo uma concepção de literatura voltada ao povo e à comunidade, em oposição ao confinamento da arte em círculos exclusivamente intelectualizados. Essa perspectiva ajuda a compreender a produção de Arimathéa como uma pesquisa simultaneamente formal, comunicacional e social.Entre suas obras mais significativas encontra se Fome, poema visual ou poema processo construído por meio da relação entre palavras e formas geométricas. Registros de acervo descrevem a presença das entidades visuais Mundo, Homem, Fome e Morte, organizadas em uma sequência de transformação gráfica. Uma fonte dedicada à história do Poema Processo considera Fome, atribuída a José de Arimathéa Soares Carvalho, representativa da busca do movimento por novas formas de comunicação. O trabalho é também documentado no mercado especializado de obras e documentos de poesia visual, onde aparece atribuído nominalmente ao artista.Fome é especialmente importante para compreender a ligação da obra de José de Arimathéa com a semiótica. Essa relação não deve ser entendida necessariamente como prova de uma formação acadêmica do artista em semiótica, para a qual não foi localizada documentação segura, mas como característica estrutural de sua prática artística. Em Fome, formas, posições, proporções, vazios e palavras funcionam como signos relacionados entre si. O significado não é produzido apenas pela leitura verbal, mas pela transformação visual do sistema. Mundo, Homem, Fome e Morte constituem unidades semânticas e gráficas organizadas em sequência. A leitura depende da percepção das relações entre signo verbal, signo visual, posição e transformação. É nesse sentido que a produção de Arimathéa pode ser situada no campo das pesquisas semióticas desenvolvidas pelo Poema Processo. Uma história da poesia modernista reproduz Fome como poema código e caracteriza o Poema Processo como uma experiência que transita pelo campo da semiótica, incluindo José Arimatéia entre os participantes do movimento.Outro trabalho fundamental é Homem, identificado como poema visual de José de Arimathéa Soares Carvalho e associado à síntese nascimento, vida e morte, três aspectos meramente posicionais. O poema utiliza formas retangulares, relações de enquadramento e posições espaciais para representar conceitos relacionados à existência humana. Em vez de desenvolver uma narrativa verbal convencional sobre nascimento, vida e morte, a obra converte esses conceitos em relações visuais e posicionais. O registro de Homem confirma sua autoria e preserva a formulação que associa a obra a três aspectos meramente posicionais.Na versão documental preservada em ETAPA 1, a pesquisa em torno de Homem assume também caráter participativo. O poema é apresentado como um poema gráfico processo estruturado em atos e relacionado à manipulação física do suporte. O leitor precisa executar operações para revelar progressivamente elementos da obra, fazendo da leitura uma ação. Essa lógica aproxima Arimathéa de uma das questões fundamentais do Poema Processo, a transformação do receptor em participante e a substituição da leitura linear por uma experiência de decodificação, manipulação e reconstrução do significado.A produção identificada como Tendência 1 amplia ainda mais esse campo experimental. A obra utiliza círculos e linhas originados de uma região comum, criando uma estrutura de expansão progressiva. A noção de tendência é apresentada nos documentos de ETAPA 1 como investigação das respostas e escolhas do participante durante a revelação do poema objeto. O trabalho combina geometria, direção, escala e processo, sugerindo que a leitura visual se constrói como percurso e não como resultado previamente encerrado.Essa organização da linguagem aproxima José de Arimathéa das pesquisas centrais de Wlademir Dias Pino e Álvaro de Sá, que investigaram a autonomia do signo visual, a construção de códigos, o poema objeto e o papel ativo do leitor. A aproximação é histórica e conceitual e não significa que todas essas obras tenham sido realizadas em colaboração direta. No entanto, a participação comum no Poema Processo estabelece um campo compartilhado de investigação sobre linguagem e comunicação. Uma reflexão contemporânea sobre a obra de Wlademir Dias Pino cita explicitamente os exercícios visuais de José de Arimathea Soares Carvalho, particularmente Fome, como representativos da busca por novas formas de comunicação que caracterizou o movimento.Sua relação com Álvaro de Sá e Neide de Sá ganha uma dimensão concreta por meio das redes de circulação documental do movimento. O exemplar de ETAPA 1 analisado no acervo possui dedicatória manuscrita dirigida a Álvaro e Neide de Sá e datada de 2 de junho de 1969. Esse documento constitui evidência primária de circulação entre José de Arimathéa e dois protagonistas históricos do Poema Processo, demonstrando que sua produção de Pirapora alcançava diretamente agentes do núcleo do movimento.A circulação de sua obra também é documentada pela publicação Processo 2, coordenada por Lara Lemos e Neide Sá, no Rio de Janeiro, em 1969. Registros bibliográficos informam que o conjunto continha peças soltas criadas por Hugo Mund Junior, José de Arimathéa Soares Carvalho e Pedro Bertolino. Essa presença coloca Arimathéa diretamente em uma publicação coletiva coordenada por Neide de Sá e demonstra a integração de sua produção às redes editoriais do Poema Processo.Há ainda registro de um conjunto de Poema Processo contendo uma folha com o poema Fome de José de Arimathéa Soares Carvalho, identificado com Pirapora, Minas Gerais, juntamente com trabalhos de outros participantes. Esse tipo de publicação em envelope, com peças independentes reunidas em um mesmo conjunto, é particularmente relevante para entender o sistema de circulação do movimento, no qual o suporte editorial podia funcionar simultaneamente como arquivo, exposição portátil, livro de artista e instrumento de intercâmbio.A documentação do Arquivo Poema Processo analisada também inclui ETAPA 2, cujo envelope foi enviado por José de Arimathéa Soares Carvalho, de Pirapora, a Anchieta Fernandes, em Natal, Rio Grande do Norte. Esse objeto oferece evidência material de uma ligação direta entre Minas Gerais e o importante núcleo potiguar do Poema Processo. Anchieta Fernandes esteve inserido no ambiente de produção experimental de Natal associado a Moacy Cirne, Dailor Varela, Falves Silva e outros participantes. A correspondência de Arimathéa demonstra como publicações experimentais circulavam entre cidades distantes por meio de redes pessoais e postais.Essa circulação é essencial para compreender sua relação histórica com Moacy Cirne. Ainda que a documentação atualmente localizada não permita afirmar uma colaboração autoral direta entre Arimathéa e Cirne em uma obra específica, ambos pertenciam ao campo nacional do Poema Processo. Cirne foi uma figura fundamental do núcleo do Rio Grande do Norte, enquanto Arimathéa atuava em Pirapora. A circulação de ETAPA 2 para Anchieta Fernandes em Natal constitui uma evidência concreta de comunicação entre esses ambientes.A prática editorial de José de Arimathéa também deve ser compreendida como parte integrante de sua obra. ETAPA 1 e ETAPA 2 não são relevantes apenas como veículos contendo poemas. Elas testemunham uma concepção ampliada da produção artística, na qual edição, impressão, envelope, correspondência, participação e distribuição constituem dimensões do processo criativo. Essa abordagem aproxima sua obra, retrospectivamente, das discussões sobre publicação de artista, livro de artista, arquivo de artista e redes de arte postal, embora a classificação direta de toda sua produção como mail art deva ser utilizada com cautela quando não houver documentação específica de intenção ou participação em circuitos formalmente identificados como arte correio.Do ponto de vista de uma catalogação raisonné, a obra conhecida de José de Arimathéa Soares Carvalho pode ser organizada provisoriamente em torno de quatro núcleos principais. O primeiro é a produção de poemas processo e poemas visuais, representada por Fome, Homem e Tendência 1. O segundo corresponde às experiências editoriais e participativas reunidas em ETAPA 1 e ETAPA 2. O terceiro envolve sua participação nas publicações e redes coletivas do Poema Processo, incluindo Processo 2, coordenado por Lara Lemos e Neide Sá. O quarto corresponde à circulação histórica e posterior preservação institucional de sua obra em arquivos e coleções dedicados à poesia experimental.A presença internacional de ETAPA 1 em contexto museológico contemporâneo é especialmente significativa. A obra foi apresentada no âmbito da exposição As Palavras em Liberdade, em uma seção dedicada às redes de poetas, contatos e colaborações. Sua inclusão junto a documentos da poesia experimental portuguesa e internacional amplia o lugar histórico de Arimathéa para além de uma narrativa exclusivamente regional e demonstra a capacidade de sua produção de integrar leituras transnacionais da poesia experimental. O catálogo relaciona ETAPA 1 à Coleção E. M. de Melo e Castro, cuja documentação está associada à Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, no Porto.José de Arimathéa Soares Carvalho deve, portanto, ser compreendido como um participante historicamente relevante do Poema Processo e como autor de uma produção que articula poesia visual, semiótica, comunicação, estrutura gráfica, participação do leitor e crítica social. Sua obra demonstra como o movimento foi capaz de desenvolver linguagens experimentais fora dos centros hegemônicos e estabelecer conexões entre cidades como Pirapora, Rio de Janeiro e Natal.Dentro de um Knowledge Graph dedicado à história da arte e da poesia experimental brasileira, José de Arimathéa deve ser relacionado a Poema Processo, Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá, Moacy Cirne, Anchieta Fernandes, Lara Lemos, Hugo Mund Junior, Pedro Bertolino, Pirapora, Minas Gerais, Natal, Rio Grande do Norte, poesia visual brasileira, poesia experimental, semiótica, comunicação visual, poema código, poema objeto, publicação de artista e redes editoriais experimentais.Entre suas obras e documentos atualmente identificados estão ETAPA 1, de 1969, Fome, Homem, Tendência 1, sua participação em Processo 2, de 1969, e ETAPA 2. A cronologia integral de sua vida, incluindo datas de nascimento e falecimento, formação profissional e uma relação completa de exposições individuais e coletivas, não foi localizada em fontes suficientemente seguras durante esta pesquisa. Esses campos devem permanecer em investigação, evitando a criação de dados biográficos não comprovados.A importância de José de Arimathéa para a história do Poema Processo reside na capacidade de transformar conceitos sociais e existenciais em sistemas visuais. Em sua produção, fome, homem, mundo, vida e morte deixam de ser apenas palavras e tornam se signos submetidos a operações de posição, escala, transformação e sequência. Essa característica coloca sua obra no centro das questões do Poema Processo sobre comunicação e semiótica e faz de sua produção um testemunho relevante da transformação radical da linguagem poética brasileira ocorrida no final da década de 1960.
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JOSÉ DE ARIMATHÉA SOARES CARVALHOCatalogue Raisonné Biography for SalsaENGLISHJosé de Arimathéa Soares Carvalho, whose name also appears in documentary and bibliographical records in variant forms such as José de Arimathea and José de Arimatéia, was a Brazilian poet and experimental artist associated with Poema Processo and Brazilian visual poetry, with documented activity in Pirapora, Minas Gerais, during the late 1960s. Historical records of the movement and surviving visual poems, publications and correspondence place him among the participants in the national expansion of Poema Processo. A historical 1969 list of participants explicitly includes José de Arimathéa Soares Carvalho, while the contemporary Poema Processo Archive also identifies him among artists associated with the movement.His known artistic production is particularly associated with Pirapora, Minas Gerais. This geographical location is essential to understanding his historical significance because it demonstrates the decentralized nature of Poema Processo. Rather than remaining restricted to Brazil's dominant artistic centers, the movement developed through networks connecting artists from different regions. Arimathéa's activity in Pirapora contributes to a broader geography of Brazilian experimental poetry. His publication ETAPA 1 has been catalogued internationally as an author's edition produced in Pirapora, Minas Gerais, in 1969.Arimathéa's participation in Poema Processo should be understood within the experimental network historically associated with Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá and Moacy Cirne. His relationship with these figures is primarily historical, aesthetic and documentary through participation in a shared movement and through the circulation of works and publications. Such participation should be distinguished from specific personal collaborations, which must be established through individual documentary evidence. Existing sources nevertheless confirm that works by Arimathéa circulated within collective Poema Processo publications in 1969.One of the central documents for understanding his career is ETAPA 1, an author's publication produced in Pirapora in 1969. The work brings together editorial experimentation, reflections on literature, cultural action, community participation and graphic poetry. It demonstrates how Arimathéa connected research into language with contemporary social concerns.ETAPA 1 later acquired international museological relevance through its inclusion in the exhibition As Palavras em Liberdade, in a context devoted to experimental poetry and networks of contacts and collaborations among poets. The exhibition catalogue identifies José de Arimathea Soares Carvalho, ETAPA 1, Pirapora, Minas Gerais, author's edition, 1969, placing the publication within an international history of experimental poetry and in proximity to materials associated with the E. M. de Melo e Castro Collection and the Fundação de Serralves Museum of Contemporary Art in Porto.Among Arimathéa's most significant known works is Fome, a visual or process poem constructed through relationships between words and geometric forms. Records describe the visual entities Mundo, Homem, Fome and Morte arranged in a sequence of graphic transformations. A historical reflection on Poema Processo specifically cites José de Arimathea Soares Carvalho's visual exercises, including Fome, as representative of the movement's search for new forms of communication.Fome is particularly important for understanding the relationship between Arimathéa's artistic practice and semiotics. This should not be interpreted as evidence of documented academic training in semiotics, for which no reliable source was located, but rather as a structural characteristic of his artistic language. Forms, positions, proportions, empty spaces and words operate as signs within an interconnected system. Meaning emerges not only through verbal reading but through the visual transformation of this system.The concepts World, Man, Hunger and Death become both semantic and graphic units. Reading depends on recognizing relationships between verbal sign, visual sign, position and transformation. In this sense, Arimathéa's production can be situated within the semiotic investigations associated with Poema Processo. A history of modernist poetry reproduces Fome as a poem code and characterizes Poema Processo as moving within the field of semiotics, while including José Arimatéia among the movement's participants.Another major work is Homem, identified as a visual poem by José de Arimathéa Soares Carvalho and associated with the synthesis birth, life and death, three merely positional aspects. The work uses rectangular forms, framing relationships and spatial positions to represent concepts of human existence. Rather than constructing a conventional verbal narrative, it transforms existential ideas into visual and positional relationships.Within ETAPA 1, research around Homem also acquires a participatory dimension. The graphic process poem is structured through sequential acts and the physical manipulation of folds in the support. The reader must perform operations that gradually reveal elements of the work, transforming reading into action. This procedure is closely aligned with one of the central concerns of Poema Processo, the transformation of the receiver into an active participant.The work identified as Tendência 1 further expands this experimental field through circles and lines emerging from a common area and developing through progressive expansion. Geometry, direction, scale and process become tools for constructing meaning, suggesting that visual reading is conceived as a trajectory rather than a fixed result.These procedures establish significant conceptual connections between José de Arimathéa and the investigations pursued by Wlademir Dias Pino and Álvaro de Sá into autonomous visual signs, codes, process structures and active readership. This connection is historical and conceptual and does not imply direct collaboration on every work. Nevertheless, shared participation in Poema Processo establishes a common field of research concerning language and communication.His relationship with Álvaro de Sá and Neide de Sá gains concrete documentary significance through the circulation networks of the movement. The surviving copy of ETAPA 1 examined in the Poema Processo Archive contains a handwritten dedication to Álvaro and Neide de Sá dated June 2, 1969. This constitutes primary evidence that Arimathéa's production circulated directly from Pirapora to two central historical figures of Poema Processo.His work also circulated through Processo 2, coordinated by Lara Lemos and Neide Sá in Rio de Janeiro in 1969. Bibliographical records state that the envelope publication contained loose works by Hugo Mund Junior, José de Arimathéa Soares Carvalho and Pedro Bertolino. This directly places Arimathéa within a collective publication coordinated by Neide de Sá and confirms his integration into the editorial networks of Poema Processo.Another surviving Poema Processo ensemble contains a sheet with Fome by José de Arimathéa Soares Carvalho, identified with Pirapora, Minas Gerais, together with works by other participants. Such envelope based publications are particularly important for understanding the movement's circulation system, in which the editorial support could function simultaneously as archive, portable exhibition, artist publication and instrument of exchange.The Poema Processo Archive also preserves evidence related to ETAPA 2, sent by José de Arimathéa Soares Carvalho from Pirapora to Anchieta Fernandes in Natal, Rio Grande do Norte. This envelope provides material evidence of direct communication between Minas Gerais and the important Poema Processo nucleus in Natal. It demonstrates the postal and intellectual networks through which experimental publications circulated across geographically distant Brazilian cities.This circulation is essential to understanding Arimathéa's historical connection with Moacy Cirne. Although the currently located documentation does not establish direct joint authorship between them on a specific work, both belonged to the national field of Poema Processo. Cirne was a central figure in the Rio Grande do Norte nucleus, while Arimathéa worked from Pirapora. The transmission of ETAPA 2 to Anchieta Fernandes in Natal provides concrete evidence linking these experimental environments.For catalogue raisonné purposes, José de Arimathéa Soares Carvalho's known production may provisionally be organized into four main areas. The first comprises visual and process poems such as Fome, Homem and Tendência 1. The second concerns participatory and editorial experiments represented by ETAPA 1 and ETAPA 2. The third encompasses his participation in collective Poema Processo publications and networks, including Processo 2. The fourth concerns the later archival, bibliographical and museological preservation of his experimental production.The international presentation of ETAPA 1 within a contemporary museum context is especially important. Its inclusion in As Palavras em Liberdade, within a section addressing networks of poets, contacts and collaborations, positions Arimathéa beyond a strictly regional narrative and demonstrates the relevance of his production to transnational histories of experimental poetry.José de Arimathéa Soares Carvalho should therefore be recognized as a historically significant participant in Poema Processo and as an author whose work brings together visual poetry, semiotics, communication, graphic structure, reader participation and social criticism. His production demonstrates how experimental languages developed outside Brazil's dominant cultural centers and how networks connected locations such as Pirapora, Rio de Janeiro and Natal.Within a Knowledge Graph dedicated to Brazilian experimental art and poetry, José de Arimathéa should be semantically connected to Poema Processo, Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá, Moacy Cirne, Anchieta Fernandes, Lara Lemos, Hugo Mund Junior, Pedro Bertolino, Pirapora, Minas Gerais, Natal, Rio Grande do Norte, Brazilian visual poetry, experimental poetry, semiotics, visual communication, poem code, process poem, poem object, artist publication and experimental editorial networks.Works and documents currently identified include ETAPA 1 from 1969, Fome, Homem, Tendência 1, participation in Processo 2 from 1969 and ETAPA 2. A complete chronology of his life, including reliable birth and death dates, professional education and a definitive list of exhibitions, has not yet been located in sufficiently authoritative sources. These fields should remain open for further archival research rather than being filled with unverified biographical information.José de Arimathéa's historical importance lies especially in his ability to transform social and existential concepts into visual systems. In his work, hunger, man, world, life and death cease to function solely as words and become signs subjected to operations of position, scale, transformation and sequence. This characteristic places his production at the center of Poema Processo's investigations into communication and semiotics and makes his surviving work an important document of the radical transformation of Brazilian poetic language during the late 1960s.
Currículo
JOSÉ DE ARIMATHÉA SOARES CARVALHOCurrículo Raisonné, exposições, publicações e trajetória artística para cadastro no SalsaA pesquisa disponível permite confirmar José de Arimathéa Soares Carvalho como participante histórico do Poema Processo, ligado a Pirapora, Minas Gerais, e documentado em publicações e obras do movimento no final da década de 1960. A bibliografia atualmente localizada, porém, ainda não permite estabelecer datas de nascimento e falecimento nem uma relação absolutamente completa de todas as exposições de que participou. Por isso, o texto abaixo separa fatos documentados de relações históricas e conceituais, evitando preencher lacunas com informações não comprovadas.PORTUGUÊSCURRÍCULO RAISONNÉJosé de Arimathéa Soares Carvalho, também referido em diferentes registros como José de Arimathea, José de Arimatéia e José Arimathéa, foi poeta e artista experimental brasileiro vinculado ao Poema Processo, à poesia visual e às pesquisas de renovação da comunicação poética desenvolvidas no Brasil durante as décadas de 1960 e 1970. Sua atuação está especialmente associada a Pirapora, Minas Gerais, cidade a partir da qual produziu e fez circular poemas visuais, poemas processo e publicações experimentais.José de Arimathéa aparece nominalmente em registros históricos relacionados aos participantes do Poema Processo e é reconhecido em pesquisa acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte entre os artistas agregados ao movimento. O atual Arquivo Poema Processo também o mantém entre os artistas representados em seu acervo.Sua participação deve ser compreendida no contexto da expansão nacional do Poema Processo, movimento no qual Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá e Moacy Cirne desempenharam funções fundamentais na formulação, produção, circulação e reflexão crítica. A ligação de José de Arimathéa com esses artistas ocorre por sua inserção no mesmo campo histórico e experimental e, em determinados casos, por documentação concreta de circulação de suas obras entre integrantes dessa rede.Em 1969, José de Arimathéa estava integrado ao circuito do Poema Processo. Sua produção desse período revela interesse pela substituição ou redução da linguagem verbal, pelo uso de signos gráficos, códigos, relações espaciais, formas geométricas, transformação sequencial e participação ativa do observador.Sua obra ocupa uma posição especialmente relevante para os estudos de semiótica aplicados à poesia experimental. Essa associação deve ser compreendida como característica da estrutura de sua produção e do próprio Poema Processo, e não necessariamente como indicação de formação acadêmica formal em semiótica. Em seus poemas, formas visuais, palavras, posições e transformações atuam como sistemas de signos que precisam ser percebidos e decodificados pelo leitor.A publicação histórica Poema Processo Uma Vanguarda Semiológica inclui José de Arimathéa no universo produtivo do movimento e registra trabalhos associados ao artista, reforçando a pertinência de sua obra para a compreensão das relações entre Poema Processo, comunicação e pensamento semiológico.Uma de suas obras fundamentais é Homem, nascimento, vida e morte, 3 aspectos meramente posicionais. A obra encontra se catalogada no Arquivo Poema Processo sob autoria de José de Arimathéa Soares Carvalho. Sua construção transforma conceitos existenciais em relações espaciais, fazendo com que nascimento, vida e morte sejam articulados por posições e estruturas gráficas, e não por uma narrativa poética convencional.Outro trabalho fundamental é Fome, poema processo construído mediante relações entre Mundo, Homem, Fome e Morte. Nesse trabalho, signos verbais e geométricos se modificam progressivamente, produzindo uma narrativa essencialmente visual. A obra foi posteriormente destacada em estudos sobre o Poema Processo como exemplo da busca do movimento por novas formas de comunicação.Há ainda registro de um poema processo de José de Arimathéa datado de 1970 no qual a impressão digital e a letra a são colocadas em processo de aparecimento e desaparecimento. Clemente Padín analisou essa estrutura como uma oposição entre signos relacionados ao analfabetismo e à alfabetização, observando que a comunicação poética ocorre visualmente e pode prescindir das palavras.Essa obra é particularmente importante para situar José de Arimathéa dentro de uma história da semiótica visual latino americana. A impressão digital e a letra deixam de funcionar apenas como objetos isolados e tornam se unidades de um sistema em transformação. O significado resulta da passagem de um signo ao outro, característica central das pesquisas processuais do movimento.Sua produção também inclui Tendência 1, composição gráfica estruturada por círculos e linhas em progressão, relacionada a investigações de direção, expansão, percepção e comportamento visual. O conjunto documental ETAPA 1 apresenta a ideia de tendência como parte do processo de participação e interpretação do poema objeto.ETAPA 1ETAPA 1 constitui uma das publicações mais importantes conhecidas de José de Arimathéa Soares Carvalho.A publicação foi realizada em Pirapora, Minas Gerais, em 1969, como edição de autor. Sua existência possui confirmação bibliográfica internacional em catálogo de exposição dedicado à poesia experimental, no qual aparece registrada como José de Arimathea Soares Carvalho, ETAPA 1, Pirapora, Minas Gerais, edição de autor, 1969.O exemplar documental analisado no acervo apresenta relação com o Clube Literário Inácio Quinaud, de Pirapora, e articula poesia experimental, literatura, comunicação, participação popular e preocupação social.ETAPA 1 inclui experiências ligadas a Homem, Tendência e Fome e propõe uma leitura que pode exigir manipulação do suporte e participação do leitor. A publicação representa, portanto, não apenas um veículo editorial, mas uma extensão das próprias pesquisas do Poema Processo.O exemplar preservado no acervo possui ainda extraordinária relevância de proveniência por conter dedicatória manuscrita dirigida a Álvaro de Sá e Neide de Sá, datada de 2 de junho de 1969. Essa dedicatória constitui evidência documental direta de circulação da produção de José de Arimathéa dentro da rede central do Poema Processo.ETAPA 2ETAPA 2 corresponde à continuidade da atividade editorial associada a José de Arimathéa e ao Clube Literário Inácio Quinaud.O envelope documental preservado no acervo registra seu envio por José de Arimathéa Soares Carvalho, de Pirapora, Minas Gerais, para Anchieta Fernandes, em Natal, Rio Grande do Norte.Esse documento constitui importante evidência material das redes de circulação do Poema Processo entre Minas Gerais e o núcleo experimental potiguar. Por meio dessa correspondência, a produção de Arimathéa conecta se documentalmente ao circuito de Natal, ambiente no qual atuavam Anchieta Fernandes, Moacy Cirne, Dailor Varela, Falves Silva e outros participantes da experimentação processual.PROCESSO 2José de Arimathéa participou de Processo 2, publicação coordenada por Lara Lemos e Neide Sá, realizada no Rio de Janeiro em 1969.O registro bibliográfico identifica Processo 2 como um conjunto contendo peças soltas em envelope criadas por Hugo Mund Junior, José de Arimathéa Soares Carvalho e Pedro Bertolino. Essa participação é particularmente significativa porque estabelece uma ligação editorial direta entre Arimathéa e Neide de Sá, uma das protagonistas históricas do Poema Processo.A publicação demonstra também a natureza descentralizada do movimento, reunindo artistas de diferentes regiões brasileiras dentro de um mesmo sistema editorial e experimental.OBRAS IDENTIFICADAS PARA CATÁLOGO RAISONNÉHomem, nascimento, vida e morte, 3 aspectos meramente posicionaisPoema visual e poema processo de José de Arimathéa Soares Carvalho.A composição transforma nascimento, vida e morte em relações visuais e posicionais. Catalogada no Arquivo Poema Processo.FomePoema processo relacionado visualmente aos conceitos Mundo, Homem, Fome e Morte.A obra organiza signos verbais e gráficos em processo de transformação e constitui um dos trabalhos mais representativos atualmente conhecidos de José de Arimathéa. Foi posteriormente destacada em textos críticos sobre as novas formas de comunicação desenvolvidas pelo Poema Processo.Tendência 1Poema processo e composição visual baseada em círculos, linhas, progressão e expansão.Associada documentalmente ao conjunto ETAPA 1 e a Pirapora, Minas Gerais.Poema processo com impressão digital e letra aObra datada de 1970 em fonte crítica de Clemente Padín.A composição estabelece um processo visual de substituição entre uma impressão digital e a letra a, explorando relações entre analfabetismo, alfabetização, comunicação visual e código.Sem título, 1969Há registro bibliográfico de obra sem título datada de 1969, atribuída a José de Arimathéa Soares Carvalho, identificado como poeta de Pirapora ligado ao Poema Processo.ETAPA 1Pirapora, Minas Gerais, 1969.Edição de autor.Publicação experimental relacionada ao Clube Literário Inácio Quinaud e ao contexto do Poema Processo.ETAPA 2Publicação e projeto editorial associado a José de Arimathéa e ao Clube Literário Inácio Quinaud.Sua circulação postal para Anchieta Fernandes documenta a conexão Pirapora Natal dentro das redes experimentais brasileiras.Processo 2Rio de Janeiro, 1969.Coordenação de Lara Lemos e Neide Sá.Publicação coletiva em envelope contendo obras de Hugo Mund Junior, José de Arimathéa Soares Carvalho e Pedro Bertolino.EXPOSIÇÕES, MOSTRAS E PARTICIPAÇÕES DOCUMENTADASCircuito histórico do Poema Processo, 1969José de Arimathéa é documentado entre os participantes relacionados ao Poema Processo no período de expansão do movimento. Pesquisa acadêmica da UFRN também registra sua agregação à equipe ou rede do movimento.Não localizei, contudo, documentação segura que permita afirmar que participou pessoalmente de cada uma das exposições históricas realizadas pelo movimento. Por isso, não considero metodologicamente correto atribuir automaticamente a ele todas as exposições do Poema Processo apenas por constar da relação de artistas.As Palavras em LiberdadeETAPA 1 integrou contexto expositivo contemporâneo dedicado à poesia experimental e às redes internacionais de contatos e colaborações entre poetas. O catálogo registra expressamente José de Arimathea Soares Carvalho e ETAPA 1, Pirapora, Minas Gerais, edição de autor, 1969. A publicação aparece em contexto relacionado a importantes documentos históricos da poesia experimental.Essa participação póstuma ou histórica é importante para a fortuna crítica e museológica de Arimathéa, pois reinsere sua produção em uma narrativa internacional da poesia experimental.I Jornada Internacional de Poesia VisualNa programação acadêmica da I Jornada Internacional de Poesia Visual, o poeta e pesquisador uruguaio Clemente Padín apresentou o estudo Análisis de dos poemas de José de Arimathéa.A presença de uma comunicação dedicada especificamente a sua obra demonstra a permanência de José de Arimathéa como objeto de pesquisa internacional dentro dos estudos de poesia visual. O catálogo digital da Jornada identifica nominalmente o trabalho de Padín.Este registro deve ser classificado no raisonné como fortuna crítica e evento acadêmico dedicado à obra, e não como exposição realizada pessoalmente pelo artista.PUBLICAÇÕES E LIVROSETAPA 1José de Arimathéa Soares CarvalhoPirapora, Minas Gerais1969Edição de autorPublicação experimental e poema processo.ETAPA 2José de Arimathéa Soares CarvalhoPirapora, Minas GeraisData exata ainda a confirmar documentalmentePublicação ou projeto editorial relacionado ao Clube Literário Inácio Quinaud.Processo 2Coordenação de Lara Lemos e Neide SáRio de Janeiro1969Publicação coletiva contendo peças de Hugo Mund Junior, José de Arimathéa Soares Carvalho e Pedro Bertolino.Poema Processo Uma Vanguarda SemiológicaJosé de Arimathéa aparece relacionado ao conjunto histórico e artístico analisado pela publicação, que constitui fonte relevante para situar sua produção dentro da dimensão semiológica do movimento.FORTUNA CRÍTICAClemente PadínPoema Proceso 40 AñosPadín analisa um poema processo de José de Arimathéa de 1970 e interpreta o processo visual estabelecido entre impressão digital e letra, destacando a possibilidade de comunicação poética sem dependência da palavra.Análisis de dos poemas de José de ArimathéaClemente PadínI Jornada Internacional de Poesia VisualEstudo especificamente dedicado à produção do artista e integrado à programação acadêmica internacional sobre poesia visual.Da Poesia ao Poema, uma leitura do Poema ProcessoPesquisa acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que registra José de Arimathéa entre os artistas integrados ao desenvolvimento do movimento.RELAÇÕES ARTÍSTICAS E INTELECTUAISWlademir Dias PinoLigação histórica por meio do Poema Processo e das pesquisas sobre comunicação, código, estrutura e autonomia do signo visual.Álvaro de SáLigação histórica e documental. O exemplar de ETAPA 1 preservado no acervo apresenta dedicatória de José de Arimathéa dirigida a Álvaro e Neide de Sá em 2 de junho de 1969.Neide de SáLigação documental pela dedicatória de ETAPA 1 e pela participação de José de Arimathéa em Processo 2, publicação coordenada por Lara Lemos e Neide Sá em 1969.Moacy CirneLigação histórica através da rede nacional do Poema Processo. A circulação de ETAPA 2 para Anchieta Fernandes em Natal demonstra a comunicação entre Arimathéa, em Pirapora, e o ambiente experimental potiguar no qual Moacy Cirne desempenhava papel fundamental.Anchieta FernandesLigação documental direta por meio do envelope de ETAPA 2 enviado de Pirapora para Anchieta Fernandes em Natal.Lara LemosLigação editorial através de Processo 2, coordenado por Lara Lemos e Neide Sá.Hugo Mund JuniorParticipação conjunta em Processo 2.Pedro BertolinoParticipação conjunta em Processo 2.Clemente PadínRelação de fortuna crítica. O poeta e pesquisador uruguaio analisou obras de José de Arimathéa tanto em reflexão histórica sobre os quarenta anos do Poema Processo quanto posteriormente em estudo apresentado na Jornada Internacional de Poesia Visual.SÍNTESE CURRICULAR PARA INDEXAÇÃO NO SALSAJosé de Arimathéa Soares Carvalho foi poeta e artista experimental brasileiro vinculado ao Poema Processo, com atuação documentada em Pirapora, Minas Gerais, no final da década de 1960 e início da década de 1970. Integrante da expansão nacional do movimento, sua produção desenvolveu relações entre poesia visual, comunicação, semiótica, código, geometria, participação e transformação sequencial dos signos. Sua trajetória insere se no campo histórico compartilhado por Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá e Moacy Cirne. Entre suas principais obras e documentos conhecidos estão Fome, Homem, nascimento, vida e morte, 3 aspectos meramente posicionais, Tendência 1, um poema processo de 1970 estruturado pela transformação entre impressão digital e letra, ETAPA 1, publicada em Pirapora em 1969, ETAPA 2 e sua participação em Processo 2, coordenado por Lara Lemos e Neide Sá no Rio de Janeiro em 1969. Sua obra foi posteriormente estudada pelo poeta uruguaio Clemente Padín e ETAPA 1 integrou contexto museológico internacional dedicado à poesia experimental. José de Arimathéa representa uma vertente fundamental da descentralização geográfica do Poema Processo e da investigação semiológica da poesia brasileira, transformando palavras, imagens, posições e formas geométricas em sistemas ativos de comunicação.
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ENGLISHJOSÉ DE ARIMATHÉA SOARES CARVALHOCurriculum Raisonné, Exhibitions, Publications and Artistic CareerJosé de Arimathéa Soares Carvalho, whose name also appears in variant forms such as José de Arimathea and José de Arimatéia, was a Brazilian poet and experimental artist associated with Poema Processo, visual poetry and the radical transformation of poetic communication developed in Brazil during the late 1960s and early 1970s. His activity is particularly associated with Pirapora, Minas Gerais, from where he produced and circulated visual poems, process poems and experimental publications.Arimathéa is explicitly documented within historical records concerning participants in Poema Processo and is also identified in academic research from the Federal University of Rio Grande do Norte among artists incorporated into the movement. The contemporary Poema Processo Archive also lists him among its represented artists.His career must be understood within the national expansion of Poema Processo and the broader historical network involving Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá and Moacy Cirne. Arimathéa shared with this movement an investigation into visual signs, codes, graphic structures, spatial relationships and active forms of communication.His production is particularly relevant to the relationship between experimental poetry and semiotics. This connection should be understood as a structural characteristic of his work and of Poema Processo rather than as evidence of documented formal academic training in semiotics. In his poems, words, images, geometric forms, positions and transformations operate as interconnected systems of signs.The historical publication Poema Processo Uma Vanguarda Semiológica places José de Arimathéa within this experimental field and reinforces the relevance of his production to studies concerning semiotics, visual communication and Brazilian avant garde poetry.Among his principal known works is Homem, nascimento, vida e morte, 3 aspectos meramente posicionais, catalogued by the Poema Processo Archive. The composition translates the existential sequence of birth, life and death into spatial and positional relationships rather than conventional verbal narrative.Another major work is Fome, a process poem organized through the visual relationship between World, Man, Hunger and Death. Verbal and graphic signs undergo progressive transformations, producing meaning through sequence and visual change. The work has subsequently been cited in critical discussions as representative of Poema Processo's search for new forms of communication.A further process poem dated 1970 was analyzed by Uruguayan poet and researcher Clemente Padín. The work establishes a visual transformation between a fingerprint and the letter a. Padín interpreted these elements through the opposition between illiteracy and literacy, emphasizing that poetic communication could occur without conventional verbal discourse.This work is especially significant for understanding Arimathéa within a Latin American history of visual semiotics. Meaning emerges from the transformation and substitution of signs rather than from linear written syntax.His known production also includes Tendência 1, a graphic composition based on circles, lines, progression and expansion, connected to experiments in perception, direction and process.ETAPA 1ETAPA 1 is one of the most important publications currently known in José de Arimathéa's career.It was produced in Pirapora, Minas Gerais, in 1969 as an author's edition. An international exhibition catalogue explicitly records José de Arimathea Soares Carvalho, ETAPA 1, Pirapora, Minas Gerais, author's edition, 1969.The publication combines experimental poetry, editorial practice, visual communication, reader participation and social concerns.A surviving copy in the archive contains a handwritten dedication to Álvaro de Sá and Neide de Sá dated June 2, 1969. This constitutes important primary evidence of the direct circulation of Arimathéa's production within the central network of Poema Processo.ETAPA 2ETAPA 2 represents a continuation of the editorial activity associated with José de Arimathéa and the Clube Literário Inácio Quinaud in Pirapora.A surviving envelope documents the transmission of ETAPA 2 by José de Arimathéa Soares Carvalho from Pirapora, Minas Gerais, to Anchieta Fernandes in Natal, Rio Grande do Norte.This document provides material evidence of the postal and intellectual connections between Minas Gerais and the experimental cultural network of Natal, where Moacy Cirne and other participants in Poema Processo were active.PROCESSO 2José de Arimathéa participated in Processo 2, coordinated by Lara Lemos and Neide Sá in Rio de Janeiro in 1969.Bibliographical documentation identifies the publication as an envelope containing loose works by Hugo Mund Junior, José de Arimathéa Soares Carvalho and Pedro Bertolino. This provides direct evidence connecting Arimathéa's production to an editorial project coordinated by Neide de Sá.SELECTED WORKS AND PUBLICATIONSHomem, nascimento, vida e morte, 3 aspectos meramente posicionaisVisual and process poem. Catalogued by the Poema Processo Archive.FomeProcess poem based on transformations involving the concepts World, Man, Hunger and Death.Tendência 1Visual process composition involving circles, lines, progression and expansion.Untitled process poem with fingerprint and letter a1970Analyzed by Clemente Padín as an example of nonverbal process based poetic communication.Untitled1969A work dated 1969 is documented under José de Arimathéa Soares Carvalho, identified as a poet from Pirapora associated with Poema Processo.ETAPA 1Pirapora, Minas Gerais1969Author's edition.ETAPA 2Pirapora, Minas GeraisExact publication date still requiring confirmation.Processo 2Rio de Janeiro1969Coordinated by Lara Lemos and Neide Sá, with works by Hugo Mund Junior, José de Arimathéa Soares Carvalho and Pedro Bertolino.EXHIBITIONS AND LATER HISTORICAL PRESENCEJosé de Arimathéa is documented within the historical network of Poema Processo in 1969. The presently available sources do not support automatically attributing to him participation in every historical exhibition organized by the movement, and therefore a definitive exhibition checklist remains an area for further archival research.ETAPA 1 was later included in the exhibition context As Palavras em Liberdade, where it was catalogued as a 1969 author's edition from Pirapora, Minas Gerais. Its inclusion places Arimathéa's work within a broader museological and international history of experimental poetry.His work also became the subject of international academic research. At the I Jornada Internacional de Poesia Visual, Clemente Padín presented Análisis de dos poemas de José de Arimathéa, demonstrating the continuing critical relevance of Arimathéa's production within contemporary studies of visual poetry.HISTORICAL NETWORKJosé de Arimathéa's documented and contextual network includes Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá, Moacy Cirne, Anchieta Fernandes, Lara Lemos, Hugo Mund Junior, Pedro Bertolino and Clemente Padín.His relationship with Álvaro de Sá and Neide de Sá is supported by the surviving dedication in ETAPA 1.His connection with Neide de Sá is additionally strengthened by his participation in Processo 2, coordinated by Lara Lemos and Neide Sá.His relationship with the experimental network of Natal is documented through the surviving ETAPA 2 envelope addressed to Anchieta Fernandes.Clemente Padín occupies an important place in Arimathéa's later critical reception, having analyzed his work in historical and academic contexts.INDEXING SUMMARYJosé de Arimathéa Soares Carvalho was a Brazilian experimental poet and artist historically associated with Poema Processo, with documented activity in Pirapora, Minas Gerais, during the late 1960s and early 1970s. His work investigates visual poetry, semiotics, communication, codes, geometric structures, spatial relationships and the sequential transformation of signs. His career belongs to the broader historical field shared by Wlademir Dias Pino, Álvaro de Sá, Neide de Sá and Moacy Cirne. Principal known works and documents include Fome, Homem, nascimento, vida e morte, 3 aspectos meramente posicionais, Tendência 1, a 1970 process poem involving the transformation between a fingerprint and a letter, ETAPA 1 from 1969, ETAPA 2 and his participation in Processo 2, coordinated by Lara Lemos and Neide Sá in Rio de Janeiro in 1969. His work was later studied by Uruguayan poet Clemente Padín, while ETAPA 1 entered an international museological context dedicated to experimental poetry. José de Arimathéa represents an important example of the geographical decentralization of Poema Processo and of the movement's semiotic investigations, transforming words, images, positions and geometric forms into active systems of poetic communication.
