Cartão de arte postal produzido pela artista Diane Piepol em Chicago, Estados Unidos, em 1978. A identificação manuscrita no verso registra 1978, Diane Piepol e USA, confirmando a autoria, o país e o ano da obra. A associação com Chicago foi fornecida pelas informações do acervo e corresponde ao contexto de atuação atribuído à artista.
Di Piepol - Diane Piepol - Michigan - USA
03887 - 1978 - Cartao
14,3 x 10,5 cm
Cartão de arte postal produzido pela artista Diane Piepol em Chicago, Estados Unidos, em 1978. A identificação manuscrita no verso registra 1978, Diane Piepol e USA, confirmando a autoria, o país e o ano da obra. A associação com Chicago foi fornecida pelas informações do acervo e corresponde ao contexto de atuação atribuído à artista.
A frente apresenta uma composição baseada na apropriação e transformação de uma imagem fotográfica impressa. A cena reúne várias figuras humanas em um ambiente interno, possivelmente doméstico, comercial ou de trabalho. Os corpos aparecem parcialmente sobrepostos e envolvidos por objetos, recipientes, utensílios e elementos de mobiliário. A origem exata da fotografia e a identidade das pessoas representadas não podem ser determinadas apenas pela imagem disponível.
A fotografia foi submetida a um tratamento gráfico de alto contraste que reduz detalhes e converte pessoas e objetos em grandes áreas de preto, rosa, azul e laranja. A predominância do fundo rosa aproxima a obra de processos de reprodução serigráfica, impressão artesanal, fotocópia colorida, stencil ou intervenção gráfica sobre imagem impressa. A técnica exata deve ser confirmada por exame direto do objeto.
A figura central recebe destaque por meio de uma grande área laranja aplicada sobre o braço e a roupa. Partes das mãos aparecem em azul, enquanto outras regiões do corpo e do vestuário permanecem em rosa e preto. No canto inferior direito surge uma forma também marcada em laranja, possivelmente relacionada a uma peça de roupa, recipiente, objeto doméstico ou fragmento do cenário original.
A composição conserva características da fotografia de origem, mas o tratamento cromático e a simplificação dos contornos alteram profundamente sua leitura. Os rostos tornam se pouco identificáveis e os corpos passam a funcionar como massas visuais. O resultado aproxima a obra da arte pop, da colagem, da fotomontagem, da poesia visual e das experiências de reprodução gráfica associadas às redes de arte postal.
A margem direita apresenta uma faixa diagonal composta por linhas paralelas em rosa e preto. Esse elemento cria uma separação visual e pode corresponder a uma estrutura arquitetônica, moldura, escada, tecido ou intervenção adicionada pela artista. A faixa introduz ritmo e profundidade, ao mesmo tempo em que delimita o campo principal da imagem.
A obra explora a transformação de uma cena cotidiana por meio da alteração de cor, contraste, escala e definição. A imagem deixa de funcionar apenas como registro fotográfico e passa a operar como construção gráfica. O apagamento parcial das identidades e a ênfase em gestos, braços, utensílios e objetos deslocam a atenção para as relações entre corpo, trabalho, convivência e ambiente.
O verso utiliza papel rosa e apresenta marcas, manchas, resíduos de tinta e sinais de manipulação. Na parte superior encontra se a inscrição manuscrita 1978 Diane Piepol USA. Não são visíveis endereço completo, destinatário, mensagem, selo postal ou carimbo de circulação. Uma possível marca diagonal aparece na lateral direita, mas seu conteúdo não pode ser lido com segurança.
A ausência de dados postais pode indicar que o cartão foi enviado dentro de um envelope, entregue diretamente, produzido como contribuição para uma exposição de arte postal ou preservado antes de sua postagem. O desgaste material e as manchas do verso documentam seu percurso físico e sua permanência em arquivo.
Este cartão amplia a documentação da produção de Diane Piepol em 1978 e confirma seu interesse pela apropriação fotográfica, pela transformação gráfica de cenas encontradas e pelo uso de suportes simples destinados à circulação. A obra deve ser relacionada à arte postal, mail art, fotografia apropriada, fotomontagem, impressão experimental, poesia visual, arte conceitual e redes alternativas de comunicação artística.
TEXT FOR THE SALSA PROGRAM IN ENGLISH
Mail art postcard produced by the artist Diane Piepol in Chicago, United States, in 1978. The handwritten identification on the reverse records 1978, Diane Piepol and USA, confirming the authorship, country and year of the work. The association with Chicago derives from the archival information supplied and corresponds to the context attributed to the artist.
The front presents a composition based on the appropriation and transformation of a printed photographic image. The scene includes several human figures within an interior setting, possibly domestic, commercial or related to work. The bodies are partially overlapped and surrounded by objects, containers, utensils and elements of furniture. The original source of the photograph and the identities of the represented individuals cannot be determined from the available image alone.
The photograph has been subjected to a high contrast graphic treatment that reduces detail and converts people and objects into broad areas of black, pink, blue and orange. The predominance of the pink ground connects the work with processes such as screen printing, handmade printing, color photocopy, stencil or graphic intervention over a printed image. The exact technique requires direct physical examination of the object.
The central figure is emphasized through a large orange area applied over the arm and clothing. Parts of the hands appear in blue, while other regions of the body and garments remain pink and black. In the lower right corner another orange form appears, possibly connected with clothing, a container, a domestic object or a fragment of the original setting.
The composition preserves elements of the source photograph, but its chromatic treatment and simplified contours profoundly alter the reading of the scene. Faces become difficult to identify and bodies function as visual masses. The result connects the postcard with pop art, collage, photomontage, visual poetry and graphic reproduction experiments associated with international mail art networks.
Along the right margin there is a diagonal band composed of parallel pink and black lines. This element creates a visual separation and may correspond to an architectural structure, frame, staircase, textile or an intervention added by the artist. The band introduces rhythm and depth while delimiting the main image field.
The work explores the transformation of an everyday scene through changes in color, contrast, scale and definition. The image no longer functions only as a photographic record and becomes a graphic construction. The partial erasure of identities and the emphasis on gestures, arms, utensils and surrounding objects redirect attention toward relationships among body, labor, social interaction and environment.
The reverse uses pink paper and contains stains, ink residues and traces of handling. At the top appears the handwritten inscription 1978 Diane Piepol USA. No full address, recipient, message, postage stamp or postal cancellation is visible. A possible diagonal mark appears along the right side, but its content cannot be read with certainty.
The absence of postal information may indicate that the postcard was sent inside an envelope, delivered directly, submitted to a mail art exhibition or preserved before being posted. Surface wear and stains on the reverse document its physical history and archival preservation.
This postcard expands the documentation of Diane Piepol's production in 1978 and confirms her interest in photographic appropriation, the graphic transformation of found scenes and the use of simple supports intended for circulation. The work should be associated with mail art, appropriated photography, photomontage, experimental printing, visual poetry, conceptual art and alternative networks of artistic communication.


