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Balaio Incomun nº 133 (94)

Moacy Cirne

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Categoria: Categoria: Publicação seriadaSubcategoria: Boletim experimentalClassificação complementar: Poesia visual; Documento editorial; Arte conceitual; Documento de rede

Acervo: 01760

Data: Niterói, 21 de junho de 1988

Dimensões: 33 x 21,5 cm

Este exemplar do Balaio Incomum, editado por Moacy Cirne no âmbito da Comunicação/UFF, apresenta uma composição radicalmente econômica e conceitual, característica das práticas do poema/processo. Sob o título

POESIA POEMA POESIA

, o documento organiza palavras isoladas -

procura

,

quem

,

acha

,

aqui

,

NÃO

- distribuídas espacialmente na página, rompendo com a linearidade discursiva e enfatizando a leitura como processo ativo.Produzido no contexto das redes independentes dos anos 1970

80, marcadas pela censura e pela busca de linguagens alternativas, o boletim reafirma sua função como espaço de experimentação e circulação de ideias fora dos circuitos institucionais. A disposição rarefeita dos elementos tipográficos e o uso do branco como campo estruturante evidenciam uma poética do silêncio e da suspensão, em que o sentido emerge da relação entre os fragmentos.Mais do que suporte informativo, o Balaio Incomum atua aqui como obra visual autônoma, cuja materialidade datilografada e circulação restrita o consolidam como documento histórico fundamental da poesia experimental brasileira.

Este exemplar do Balaio Incomum, editado por Moacy Cirne no âmbito da Comunicação/UFF, apresenta uma composição radicalmente econômica e conceitual, característica das práticas do poema/processo. Sob o título

POESIA POEMA POESIA

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aqui

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NÃO

- distribuídas espacialmente na página, rompendo com a linearidade discursiva e enfatizando a leitura como processo ativo.Produzido no contexto das redes independentes dos anos 1970

80, marcadas pela censura e pela busca de linguagens alternativas, o boletim reafirma sua função como espaço de experimentação e circulação de ideias fora dos circuitos institucionais. A disposição rarefeita dos elementos tipográficos e o uso do branco como campo estruturante evidenciam uma poética do silêncio e da suspensão, em que o sentido emerge da relação entre os fragmentos.Mais do que suporte informativo, o Balaio Incomum atua aqui como obra visual autônoma, cuja materialidade datilografada e circulação restrita o consolidam como documento histórico fundamental da poesia experimental brasileira.


Inglês

Balaio Incomun nº 133 (94)

Dimensions: 13 x 8,5 in