Poema visual construído a partir da fragmentação tipográfica da expressão CHE GUERRA VÁ, acompanhada por uma composição gráfica formada por uma matriz de bandeiras nacionais reproduzidas em sequência.
Anselmo Santos
00216 - 1967 - Impressão Gráfica Offset Sobre Papel
22,5 x 16,2 cm
Português\n\nCHE GUERRA VÁ\n\nAnselmo Santos\n1967\nPoema Processo\nPublicado na revista Ponto 1\nParticipação também documentada na revista Processo 1\n\nPoema visual construído a partir da fragmentação tipográfica da expressão CHE GUERRA VÁ, acompanhada por uma composição gráfica formada por uma matriz de bandeiras nacionais reproduzidas em sequência. A obra estabelece uma relação entre linguagem, geopolítica e conflito internacional, transformando a palavra guerra em um processo visual de deslocamento e dispersão.\n\nA presença do termo CHE sugere simultaneamente uma referência à interjeição latino americana e à figura histórica de Ernesto Che Guevara, símbolo das lutas revolucionárias e dos movimentos de libertação dos anos sessenta. A multiplicação de bandeiras nacionais cria uma leitura sobre os conflitos ideológicos da Guerra Fria, os nacionalismos e as disputas entre Estados.\n\nO desmembramento da palavra GUERRA em sílabas e letras que se afastam progressivamente produz uma ação visual de dissolução e desaparecimento, sugerindo a possibilidade do fim da guerra ou a fragmentação das estruturas de violência e dominação.\n\nA obra constitui um importante exemplo das pesquisas do Poema Processo em torno da poesia política e da comunicação visual. O poema abandona a construção discursiva tradicional e converte a página em um espaço de articulação entre signos gráficos, imagens e conceitos.\n\nPublicada em 1967 na revista Ponto 1, a obra integra o conjunto das experiências pioneiras de Anselmo Santos no campo da poesia visual brasileira e confirma sua participação na primeira geração do movimento Poema Processo.\n\nPalavras chave\n\nAnselmo Santos\n\nChe Guerra Vá\n\nPoema Processo\n\nRevista Ponto 1\n\nRevista Processo 1\n\nErnesto Che Guevara\n\nPoesia Política\n\nPoesia Visual Brasileira\n\nArte Conceitual Brasileira\n\nGuerra Fria\n\nComunicação Visual\n\nPoesia Experimental\n\nVanguarda Brasileira\n\nEnglish\n\nCHE WAR GO AWAY\n\nAnselmo Santos\n1967\nPoema Processo\nPublished in Ponto 1 magazine\nAlso documented in Processo 1 magazine\n\nVisual poem constructed through the typographic fragmentation of the expression CHE GUERRA VÁ accompanied by a graphic composition formed by a matrix of national flags reproduced in sequence. The work establishes a relationship between language, geopolitics and international conflict, transforming the word war into a visual process of displacement and dispersion.\n\nThe presence of the word CHE simultaneously suggests a reference to the Latin American expression and to the historical figure of Ernesto Che Guevara, a symbol of revolutionary struggles and liberation movements during the nineteen sixties. The multiplication of national flags creates a reading concerning ideological conflicts of the Cold War, nationalism and disputes among nations.\n\nThe dismemberment of the word GUERRA into syllables and letters that progressively move apart produces a visual action of dissolution and disappearance, suggesting the possibility of the end of war or the fragmentation of structures of violence and domination.\n\nThe work is an important example of the investigations developed by Poema Processo around political poetry and visual communication. The poem abandons traditional discourse and transforms the page into a space where graphic signs, images and concepts interact.\n\nPublished in 1967 in Ponto 1 magazine, the work belongs to the pioneering experiences of Anselmo Santos in Brazilian visual poetry and confirms his participation in the first generation of the Poema Processo movement.\n\nKeywords\n\nAnselmo Santos\n\nChe Guerra Vá\n\nPoema Processo\n\nPonto 1 Magazine\n\nProcesso 1 Magazine\n\nErnesto Che Guevara\n\nPolitical Poetry\n\nBrazilian Visual Poetry\n\nBrazilian Conceptual Art\n\nCold War\n\nVisual Communication\n\nExperimental Poetry\n\nBrazilian Avant Garde


