Poema visual composto por quatro estruturas direcionais construídas pela repetição de sinais gráficos em forma de cruz que convergem para um centro vazio marcado apenas por um ponto de interrogação.
Anselmo Santos
00215 - 1967 - Impressão Gráfica Offset Sobre Papel
22,5 x 32,5 cm
Português
Poema sem título
Anselmo Santos
1967
Poema Processo
Publicado na revista Ponto 1
Participação também documentada na revista Processo 1
Poema visual composto por quatro estruturas direcionais construídas pela repetição de sinais gráficos em forma de cruz que convergem para um centro vazio marcado apenas por um ponto de interrogação. A composição cria uma tensão entre movimento e indeterminação, entre direção e dúvida, estabelecendo um campo visual de forças convergentes.
A utilização de módulos tipográficos repetitivos aproxima a obra das pesquisas semióticas e estruturais do Poema Processo. O ponto de interrogação central atua como elemento de ruptura e de abertura semântica, sugerindo questionamentos sobre comunicação, poder, escolha, destino e participação do leitor na construção do significado.
A obra exemplifica um dos princípios fundamentais do Poema Processo, segundo o qual o poema deixa de ser um objeto verbal para transformar se em uma estrutura visual autônoma. O sentido não é determinado pela leitura linear, mas pela relação entre os elementos gráficos e pelo processo perceptivo do observador.
Publicada em 1967 na revista Ponto 1, esta composição integra a primeira geração da poesia visual brasileira e evidencia a contribuição de Anselmo Santos para a consolidação da linguagem processual e da experimentação gráfica desenvolvida pelo movimento.
Palavras chave
Anselmo Santos
Poema Processo
Revista Ponto 1
Revista Processo 1
Poesia Visual Brasileira
Poesia Experimental
Semiótica Visual
Comunicação Não Verbal
Estruturas Gráficas
Poema Visual
Arte Conceitual Brasileira
Vanguarda Brasileira
English
Untitled Poem
Anselmo Santos
1967
Poema Processo
Published in Ponto 1 magazine
Also documented in Processo 1 magazine
Visual poem composed of four directional structures built through the repetition of cross shaped graphic signs converging toward an empty center marked only by a question mark. The composition creates a tension between movement and indeterminacy, between direction and doubt, establishing a visual field of converging forces.
The use of repetitive typographic modules relates the work to the semiotic and structural investigations of the Poema Processo movement. The central question mark functions as an element of rupture and semantic openness, suggesting reflections on communication, power, choice, destiny and reader participation in the construction of meaning.
The work exemplifies one of the fundamental principles of Poema Processo, according to which the poem ceases to be a verbal object and becomes an autonomous visual structure. Meaning is not determined by linear reading but by the relationship between graphic elements and by the perceptual process of the viewer.
Published in 1967 in Ponto 1 magazine, this composition belongs to the first generation of Brazilian visual poetry and demonstrates Anselmo Santos contribution to the consolidation of process oriented language and graphic experimentation developed by the movement.
Keywords
Anselmo Santos
Poema Processo
Ponto 1 Magazine
Processo 1 Magazine
Brazilian Visual Poetry
Experimental Poetry
Visual Semiotics
Non Verbal Communication
Graphic Structures
Visual Poem
Brazilian Conceptual Art
Brazilian Avant Garde


